Menino de 3 anos morre após espancamento em MG; padrasto é suspeito

Foto: Reprodução- EPTV | O principal suspeito do crime é o padrasto da criança, Leonardo José Cardoso Azevedo Capitaneo, de 23 anos, que está preso preventivamente

Um caso de violência infantil chocou a cidade de Varginha, em Minas Gerais. O menino Davi Miranda Totti, de apenas três anos, faleceu nesta terça-feira (11) após 14 dias internado em estado grave devido a agressões. O principal suspeito do crime é o padrasto da criança, Leonardo José Cardoso Azevedo Capitaneo, de 23 anos, que está preso preventivamente.

Davi foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no dia 25 de fevereiro com múltiplas lesões. Devido à gravidade do quadro, ele foi transferido para o Hospital Regional de Varginha, onde passou por cirurgia e permaneceu internado na UTI, lutando pela vida.

Diante da tragédia, o pai da criança, Mateus Totti Rodrigues, expressou sua dor em uma declaração emocionante. “Foram, com certeza, os dias mais tristes de nossa família. Fizemos tudo o que esteve ao nosso alcance e ele recebeu todo cuidado médico disponível. Fica agora a lembrança do nosso menino lindo e o eterno amor por ele em nossos corações. Davi está no céu com todo o amor que ele merece”, disse.

A família, que acompanhou de perto a luta de Davi, agora busca justiça para que o caso não fique impune. A polícia segue com as investigações para esclarecer todas as circunstâncias da agressão.

Fonte:  Notícias ao Minuto  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/03/2025/09:21:41

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Indígena pataxó é morto a tiros no sul da Bahia

Foto: Shutterstock (imagem ilustrativa) – A Polícia Civil confirmou que registrou a ocorrência no município de Prado.

Um indígena pataxó foi morto a tiros no extremo sul da Bahia, na noite desta segunda-feira (10). O caso foi divulgado inicialmente pelo Conpaca (Conselho de Caciques Pataxó) e confirmado pela Secretaria de Segurança Pública do estado.

A Polícia Civil confirmou que registrou a ocorrência no município de Prado. O caso teria acontecido dentro da Terra Indígena Barra Velha de Monte Pascoal.

A vítima foi identificada como Victor Braga Braz, 53, morador da aldeia Terra Vista. Além deele, outro indígena, de 25 anos, foi ferido por disparos de uma arma de fogo e precisou passar por cirurgia na manhã desta terça-feira (11).

Segundo o Concapa, outros dois adolescentes estão desaparecidos. A polícia não deu detalhes sobre eles.

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia disse que a Força Integrada de Combate a Crimes Comuns Envolvendo Povos e Comunidades Tradicionais reforçou as ações ostensivas e de inteligência na aldeia Terra Vista após a ocorrência

“Por fim, a SSP destaca que as forças da segurança trabalham no local buscando identificar e capturar os envolvidos no ataque a tiros”, diz nota enviada à reportagem.

A Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia Territorial de Prado, instaurou um inquérito para investigar a morte.

Fonte: Folhapress e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/03/2025/09:06:15

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Número de mortes por Covid no Brasil ainda é alto e se equipara à queda de 6 Boeings em 2025

Foto: Getty Images | De janeiro a 1º de março de 2025, a Covid matou 761 pessoas no país.

Cinco anos após o início da pandemia de Covid, o Brasil ainda registra um índice alto de mortes pela doença.

De janeiro a 1º de março de 2025, a Covid matou 761 pessoas no país. É o que mostram os dados do Ministério da Saúde analisados pela plataforma SP Covid Info Tracker.

O número equivale à queda de seis Boeings 737-700, em média. A aeronave possui 126 assentos.

São 13 mortes por dia e 89 por semana. O dado é 57,46% menor se comparado ao total do mesmo período do ano passado, quando houve 1.789 mortes -cerca de 30 por dia e 209 por semana.

Em São Paulo, o cenário segue a mesma tendência. Em 2025, até 1º de março, foram 262 mortes -como se dois desses Boeings tivessem caído no estado.

Total (até 1º de março) – Brasil – Mortes diárias – Por semana

2024 – 1.789 – 30 – 209

2025 – 761 – 13 – 89

Total (até 1º de março) – SP – Mortes diárias – Por semana

2024 – 460 – 8 – 53

2025 – 262 – 4 – 31

São cerca de quatro óbitos diários e 31 por semana. O número é 43,04% menor se comparado ao total do mesmo período de 2024, quando foram registrados 460 mortes -oito por dia e 53 por semana. Os dados do estado de São Paulo são da Fundação Seade.

Ao observar as nove últimas semanas epidemiológicas de 2024 e as nove iniciais de 2025, é possível constatar um aumento de 21% nas mortes ocorridas no Brasil. O percentual sobe para 58 quando é considerado apenas o estado de São Paulo.

Semanas epidemiológicas (Brasil) – Período – Total – % Variação

44 a 52 – 27/10/2024 a 28/12/2024 – 631 –

1 a 9 – 29/12/2024 a 01/03/2025 – 761 – 21

Semanas epidemiológicas (SP) – Período – Total – % Variação

44 a 52 – 27/10/2024 a 28/12/2024 – 197 –

1 a 9 – 29/12/2024 a 01/03/2025 – 311 – 58

De 2020 até 1º de março de 2025, o país já registrou 715.295 mortes por Covid. A primeira vítima da doença foi a diarista Rosana Urbano, 57. Um dia antes do óbito, ela visitou a mãe, Gertrudes, internada com pneumonia no Hospital Municipal Doutor Cármino Caricchio, no Tatuapé, zona leste da capital paulista.

Quando soube que a mãe estava intubada, a diarista passou mal e foi internada no mesmo local. Morreu às 19h15 do dia 12 de março de 2020, após uma parada cardiorrespiratória. Ela tinha diabetes e hipertensão.

Para Wallace Casaca, coordenador da plataforma SP Covid-19 Info Tracker, a doença continua perigosa. Os números estão altos e a expectativa é de aumento.

“Não é possível fazer comparações com o início da pandemia, quando não tínhamos nenhuma arma para nos proteger contra a doença. No entanto, é possível afirmar que esses números são elevados. Se você pegar o dado semanal de 2025, o número de óbitos pela doença é quase o equivalente ao que morre na queda de um avião de médio porte”, diz Casaca.

“No ano passado, a maior parte dos óbitos ocorreu nos primeiros três meses, um período normalmente com pouca circulação de vírus respiratórios, mas marcado por festas, como a virada de ano e o Carnaval, além da presença de uma subvariante muito agressiva no Brasil, o que também foi relevante”, afirma o pesquisador.

Renato Grinbaum, consultor da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) ressalta os grupos vulneráveis correm maior risco. São os maiores de 60 anos, doentes crônicos, cardíacos e imunodeprimidos. Para os demais, com o esquema vacinal completo, a probabilidade de evoluir para a gravidade e morte é baixa.

“Como nós já tivemos vacinação prévia e episódios prévios do coronavírus, criamos uma imunidade que faz com que os episódios subsequentes sejam mais leves. Hoje, encontramos todos os dias com pessoas com Covid e que são formas mais leves porque o sistema imune já está preparado e conhece previamente o vírus”, explica Grinbaum.

2024 – Total – Mortes diárias – Por semana

Brasil – 5.959 – 16 – 114

SP – 2.015 – 6 – 39

“O importante é a proteção dos vulneráveis. Se você tem um familiar ou um conhecido idoso ou vulnerável, você não vai, com resfriado, procurar essa pessoa por mais amiga que ela seja. Você terá que higienizar as mãos, usar máscara perto dela. Tem que ter um cuidado especial”, diz o infectologista da SBI.

Na opinião de André Bon, infectologista do Hospital Nove de Julho, a doença não mudou em relação a 2020, quando surgiu. A diferença é o arsenal terapêutico para tratar e prevenir.

“O que mudou de maneira significativa é o nosso acesso e a disponibilidade de ferramentas de prevenção como vacinas que são atualizadas periodicamente com as cepas circulantes. Temos acesso a medicações, inclusive, através do SUS, para tratamento de Covid leve e moderada, e também para a Covid grave -essas não no SUS, mas amplamente através da rede privada”, afirma Bon.

“Os fatores de risco para desenvolvimento e evolução para formas graves nas pessoas não vacinadas continua exatamente igual a 2020. O número de óbitos no Brasil ainda é alto, mas é muito melhor do que poderia ser se a gente não tivesse vacina e tratamento”, reforça.

Estar com o esquema vacinal em dia, com os imunizantes mais recentes, é essencial para evitar complicações e mortes, segundo Bon.

“O que sabemos de evidência é que quem está vacinado com bivalentes, por exemplo, que são as vacinas mais recentes, tem metade da chance de morrer de Covid do que as pessoas que tomaram só as vacinas monovalentes, mais antigas”, explica o infectologista do Hospital Nove de Julho.

André Bon reforça que as comorbidades são importantes, mas o principal fator de risco para óbito na Covid é a idade, em especial, acima de 80 anos. Mas a cada década acima dos 50, o risco aumenta de maneira significativa. “A estimativa é que o risco de óbito de um paciente acima de 85 anos seja 340 vezes maior do que quem tem de 18 a 29 anos”, afirma.

A Covid não é mais uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional desde 5 de março de 2023, pouco mais de três anos do seu início. A pandemia foi declarada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) no dia 11 de março de 2020.

Fonte: Folhapress e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/03/2025/09:14:36

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Câmara aprova atendimento prioritário para mães e pais atípicos no SUS

Foto: Reprodução | Projeto também regulamenta cordão que identifica pessoas autistas

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (11) o Projeto de Lei 3124/23, que prevê atendimento prioritário de mães e pais atípicos na rede do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo o atendimento psicossocial. O projeto também regulamenta o uso do cordão que traz o símbolo do quebra-cabeças para pessoas com transtorno do espectro autista.

Segundo o projeto, pais atípicos são aqueles que criam filhos com necessidades especiais, sejam físicas, cognitivas, emocionais ou comportamentais, como transtorno do espectro autista (TEA), síndrome de Down, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e paralisia cerebral, entre outras condições.

“Como esses pais enfrentam desafios únicos, que vão desde a busca por terapias adequadas e inclusão escolar até o equilíbrio emocional diante das demandas diárias, priorizar a atenção a eles é fundamental para garantir suporte adequado, tanto em políticas públicas quanto em redes de apoio, de modo a reduzir a sobrecarga e fomentar um ambiente mais inclusivo e acolhedor”, disse a relatora do projeto, deputada Simone Marquetto (MDB-SP).

A proposta oferece diretrizes e ações para proteção e acompanhamento psicológico e terapêutico para os responsáveis pela criação de filhos com deficiência, síndromes, transtornos e doenças raras. O mesmo tratamento será dado a cuidadores responsáveis pela guarda e proteção dessas pessoas.

Depoimentos

A aprovação da matéria uniu parlamentares de diversos partidos. Todas as bancadas orientaram pela aprovação da matéria, que ainda deverá ser analisada pelo Senado.

O deputado Marcos Pollon (PL-MS) emocionou-se ao contar que recebeu o diagnóstico de autismo no ano passado. Usando o cordão que identifica pessoas com transtorno do espectro autista, o parlamentar falou sobre as dificuldades enfrentadas pelas mães atípicas.

“Uma das maiores preocupações de uma mãe atípica é o que vai ser do filho quando não estiver mais com ela, porque a mãe toma esse cuidado de proteger. As mães têm um sofrimento incomensurável para poder cuidar em um país com muito poucos acesso a recursos dessa realidade”, disse o deputado.

O deputado Vicentinho (PT-SP) falou sobre as dificuldades de sua filha, Luana, que é mãe de uma criança autista de 5 anos. “Eu sou um avô atípico e acompanho diariamente o que acontece com nosso Bentinho amado e o que acontece com a Luana e com toda a família. Eu sei que é uma guerra cotidiana e como a mãe sofre”, disse Marcos, lembrando que esta é uma luta de muitas mães no país.

Fonte: Agência Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/03/2025/09:03:47

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Mulher é assassinada a facadas pelo marido em Goianésia, Goiás

Foto: Reprodução X | A vítima ainda foi transportada para o hospital, mas sofreu uma paragem cardiorrespiratória e acabou por morrer.

Uma mulher de 51 anos foi brutalmente assassinada pelo marido na madrugada desta segunda-feira (11), em Goianésia, Goiás. Segundo as autoridades, Gilvan Pires, de 53 anos, desferiu mais de 20 facadas contra a esposa, Leila Portilho, e em seguida tirou a própria vida.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta da 1h da manhã, após familiares do agressor pedirem socorro. Ao chegarem ao local, encontraram Gilvan já sem vida, enquanto Leila ainda apresentava sinais vitais. Ela foi socorrida e encaminhada a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos e sofreu uma parada cardiorrespiratória.

O casal era conhecido na cidade por atuar no ramo de cosméticos e trabalhava junto no comércio local.

A Polícia Civil de Goiás investiga o caso e deve apurar se a vítima já havia registrado algum boletim de ocorrência contra o marido ou se havia histórico de violência doméstica.

Fonte: Notícias ao Minuto e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 11/03/2025/19:35:49

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Malária chega a 33 mil casos em um ano na terra yanomami, e quase metade é em crianças de até 9 anos

Getty Images | Das 33,3 mil notificações de malária no território, 14.672 (44%) se referem a crianças de 0 a 9 anos de idade. É a maior incidência entre faixas etárias, seguida da de 10 a 19 anos, com 8.889 casos (26,6%).

O Ministério da Saúde registrou 33,3 mil casos de malária na Terra Indígena Yanomami em 2024, uma quantidade superior à própria população do território -são 27,1 mil indígenas na região, segundo dados do Censo de 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Das 33,3 mil notificações de malária no território, 14.672 (44%) se referem a crianças de 0 a 9 anos de idade. É a maior incidência entre faixas etárias, seguida da de 10 a 19 anos, com 8.889 casos (26,6%).

As notificações da doença em 2024 representam um aumento de 10,2% em relação a 2023, quando houve 30,2 mil registros, e um acréscimo de 118% ante 2022, quando o sistema registrou 15,3 mil casos.

Os dados, compilados pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, foram obtidos pela Folha por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação). Os números de 2024 são considerados preliminares e ainda sujeitos a alteração, conforme a pasta.

A reportagem pediu, na mesma solicitação, os dados de óbitos de yanomamis em todo o ano de 2024, o que foi negado pelo ministério.

As informações fornecidas sobre mortes são apenas do primeiro semestre do ano. O ministério oculta os dados, e parou de atualizar com periodicidade certa os boletins com os números.

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que houve queda de 35,7% nas mortes por malária, numa comparação por semestres. Houve mais diagnósticos, com aumento de 73% no número de exames, e mais tratamento por profissionais de saúde, segundo a pasta.

“A análise exclusiva pelas notificações pode gerar falsa sensação de aumento de casos de malária na região, uma vez que um único paciente pode ser testado várias vezes até o fim do tratamento”, disse a nota.

Segundo o documento da Secretaria de Vigilância em Saúde do ministério, fornecido à reportagem na resposta via LAI, os dados de notificações não incluem lâminas de verificação de cura, que são testes relacionados a “recaídas e recrudescências” e que não tratam de “novas infecções”.

As ações de saúde tiveram início no primeiro mês do governo Lula (PT), diante da crise humanitária causada pela explosão do garimpo ilegal no território, tolerado e estimulado pela gestão passada, de Jair Bolsonaro (PL). Cerca de 20 mil garimpeiros exploravam ouro e cassiterita de forma ilegal, em muitos casos em áreas bem próximas das aldeias.

A emergência em saúde pública foi declarada em janeiro de 2023. Em fevereiro do mesmo ano, teve início uma operação federal para expulsão de invasores , em cumprimento a uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).

Os dados fornecidos por meio da LAI mostram uma diminuição das mortes por malária, apesar do aumento das notificações. Esses dados, porém, estão incompletos: nos casos de 2023 e 2024, referem-se apenas ao primeiro semestre de cada ano.

Em 2022, houve 16 mortes por malária na terra yanomami, sendo 10 casos de crianças de 0 a 9 anos, conforme o Ministério da Saúde. No primeiro semestre de 2023, foram 14 óbitos, dos quais 7 foram de crianças com menos de 10 anos de idade. Já no primeiro semestre de 2024, houve menos mortes, 9, sendo a grande maioria, 8, de crianças de 0 a 9 anos.

Crianças e adolescentes são um público prioritário e têm maior acesso a medicamentos, segundo a pasta.

Em 2023, conforme registros do ministério, houve 363 mortes de indígenas yanomamis, levando em conta o total de óbitos, uma quantidade de notificações superior aos registros (343 mortes) em 2022, o último ano do governo Bolsonaro. Profissionais de saúde não comparam os dois anos em razão da subnotificação elevada na gestão passada.

O governo Lula não divulgou até agora os dados completos de 2024. Os números existentes se referem ao primeiro semestre do ano, quando houve notificação de 155 óbitos. A queda foi de 27% em relação ao primeiro semestre de 2023, quando o Ministério da Saúde registrou 213 mortes .

A malária é uma doença que drena a energia do paciente. A maneira como está difundida na terra yanomami, com vários casos de reincidência, e com danos graves em órgãos como o fígado, impacta a capacidade de trabalho dos indígenas nas roças nas aldeias, o que alimenta o ciclo de insegurança alimentar e a dependência de cestas básicas.

A maior quantidade de notificações reflete a ampliação do atendimento em saúde no território, desde a declaração da emergência, com mais busca ativa de casos. Polos de saúde que estavam fechados passaram a funcionar, com mais identificação e tratamento para malária.

Ao mesmo tempo, os dados de notificações mostram a disseminação da malária pelo território e a persistência dos focos do mosquito transmissor, inclusive da forma mais grave da doença, chamada de falciparum. Em nenhuma outra parte da amazônia há tanta malária como na terra yanomami.

Das 39 mortes registradas desde 2022, 18 foram causadas pelo protozário da falciparum, conforme os dados fornecidos pelo Ministério da Saúde. Em parte dos casos, com complicações cerebrais.

“O aumento do número de locais de diagnóstico e tratamento e o aumento das equipes de saúde resultam em maior cobertura dos serviços de saúde e de diagnósticos, e maior número de pessoas diagnosticadas e tratadas”, afirmou Milena Kanindé, chefe de gabinete da Secretaria de Saúde Indígena do ministério, em um dos pareceres em resposta ao pedido via LAI.

Segundo ela, há uma dificuldade de diagnóstico em até 48 horas, a partir da manifestação dos sintomas, em razão de a terra yanomami ser vasta e com áreas de acesso muito difícil. Outro aspecto citado é o fato de a população ser nômade.

“No início de 2023, aproximadamente 5.224 indígenas não tinham acesso aos serviços de saúde nos polos base de Kayanaú, Homoxi, Hakoma, Ajarani, Haxiú, Xitei e Palimiú”, disse a chefe de gabinete. “Até abril de 2024, todos esses polos foram reabertos, alguns parcialmente, o que aumentou consideravelmente o acesso dos indígenas ao diagnóstico e tratamento de malária.”

A notificação do caso entra no sistema 45 dias após a confirmação, em média, conforme Kanindé. Por isso os dados são tratados como preliminares, sujeitos a alteração.

O secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba, afirmou, em outra manifestação no pedido formulado via LAI, que os números de mortes de yanomamis no segundo semestre de 2023 e de 2024 estão “em processo de qualificação”. A fase é de finalização e análise dos dados epidemiológicos, segundo o secretário, e os dados devem ser divulgados em breve, disse.

Fonte: FOLHAPRESS e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 11/03/2025/19:00:05

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Bolsonaro insiste em julgamento pelo plenário do STF

 

Foto: Getty images | O plenário, em que o ex-presidente quer ser julgado, é formado pelos 11 ministros da Corte, entre eles André Mendonça e Nunes Marques, nomeados durante o seu governo

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) quer ser julgado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), em vez de pela Primeira Turma da Corte. O recurso foi apresentado nesta segunda-feira, 10.

Ele recorre de decisão que negou, no fim do mês passado, pedidos para declarar os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin impedidos para julgar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a trama golpista, na qual Bolsonaro e mais 33 pessoas estão implicadas.

O plenário, em que o ex-presidente quer ser julgado, é formado pelos 11 ministros da Corte, entre eles André Mendonça e Nunes Marques, nomeados durante o seu governo. Já a Primeira Turma tem os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

O primeiro pedido foi negado pelo presidente do STF, Luís Roberto Barroso, que entendeu que os argumentos da defesa de Bolsonaro não justificariam um impedimento legal contra Dino e Zanin.

Entre as alegações da defesa estavam uma queixa-crime de Flávio Dino contra Bolsonaro quando ele era ministro da Justiça e Segurança Pública, nos primeiros meses do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Já contra Zanin, os advogados argumentam que o ministro foi advogado da campanha de Lula e entrou com ações contra a chapa de Bolsonaro nas eleições de 2022.

Prazo para Braga Netto

Também nesta segunda-feira, a PGR enviou ao STF um parecer contra a extensão de prazo para manifestação da defesa do general Walter Braga Netto, que também está entre os denunciados pela tentativa de golpe.

A defesa alega não ter tido acesso à íntegra da delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e pede para apresentar sua manifestação após a defesa de Cid.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, já havia negado a ampliação do prazo. No parecer, o procurador-geral, Paulo Gonet, defendeu a manutenção das decisões de Moraes e disse que a extensão do prazo não está prevista em lei.

Apesar de contestar o prazo, a defesa de Braga Netto já enviou sua manifestação do STF, na qual afirma que a denúncia é “fantasiosa”.

O general está preso preventivamente desde dezembro do ano passado, acusado de obstruir as investigações da Polícia Federal (PF) sobre o caso. Segundo relatório da PF, ele teria atuado “com o objetivo de controlar as informações fornecidas e alterar a realidade dos fatos apurados, além de consolidar o alinhamento de versões entre os investigados”.

Fonte:  Estadão Conteúdo e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 11/03/2025/19:19:13

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Pastor e diácono são mortos na BR-101, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro

Foto: Shutterstock | De acordo com a Polícia Civil do Rio, há ainda uma terceira vítima, não identificada, que ficou ferida e foi socorrida ao hospital.

Opastor Luiz Carlos De Figueiredo Kamp, da igreja evangélica Nova Vida em Nova Cidade, e seu diácono Saulo Farias, foram mortos na noite desta segunda-feira, 10, na BR-101, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro. De acordo com a Polícia Civil do Rio, há ainda uma terceira vítima, não identificada, que ficou ferida e foi socorrida ao hospital.

“A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) foi acionada e investiga as mortes\”, diz a polícia civil. “Diligências estão em andamento para apurar a autoria e as circunstâncias do crime.” Maiores detalhes não foram divulgados até o momento.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) afirma que o crime ocorreu por volta das 21h40 na pista sentido Itaboraí da BR-101 e que o sobrevivente foi encaminhado ao Hospital Azevedo Lima. A reportagem procurou a unidade de saúde para saber detalhes do quadro clínico da vítima, mas não recebeu retorno.

No Instagram, a igreja Nova Vida em Nova Cidade comunicou e lamentou a morte dos integrantes da instituição. “Eles agora estão nos braços do pai”, escreveram. Informações sobre o sepultamento ainda não foram divulgadas.

Fonte: FOLHAPRESS e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 11/03/2025/19:00:05

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‘Não adianta Trump ficar gritando porque aprendi a não ter medo de cara feia’, diz Lula em MG

Foto: Getty images | “Fale manso comigo, fale com respeito comigo porque aprendi a respeitar e quero ser respeitado”, disse Lula

O presidente Lula (PT) disse nesta terça-feira (11) que deseja ser respeitado em discussões internacionais e que não adianta o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gritar.

“Não adianta o Trump ficar gritando de lá, porque aprendi a não ter medo de cara feia. Fale manso comigo, fale com respeito comigo porque aprendi a respeitar e quero ser respeitado”, disse o presidente em evento da montadora Stellantis, em Betim (MG).

Desde que tomou posse como presidente em janeiro deste ano, Trump vem anunciando a implantação de tarifas a produtos importados de outros países, incluindo o Brasil.

Na tarde desta terça, Lula tem uma agenda em Ouro Branco, no interior do estado, onde irá participar de cerimônia de expansão da produção de aço em Minas Gerais, organizada pela siderúrgica Gerdau.

O aço brasileiro foi alvo das tarifas impostas por Trump em fevereiro.

Em entrevista a rádios em fevereiro, o mandatário já havia criticado o presidente americano ao dizer que ele foi eleito para governar os Estados Unidos, não “para mandar no mundo”.

Em evento também em Minas na última semana, em visita a um acampamento do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra), Lula havia criticado o empresário Elon Musk, aliado de Trump, sem citá-lo diretamente.

“Tem até um dono de uma empresa americana, que é dono de uma dessas empresas muito forte aí, que divulga essas notícias na internet, que ele não quer nem respeitar governo, não quer respeitar Justiça. Ele acha que ele pode tudo. Ele pode tudo no país dele. Aqui no Brasil ele vai ter que respeitar o povo brasileiro”, afirmou o presidente em Campo do Meio, no sul de Minas.

Fonte: FOLHAPRESS e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 11/03/2025/19:00:05

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Moraes derruba proibição e permite contato de Valdemar com Bolsonaro

Foto: Getty images | Moraes tomou a decisão após se encontrar com Valdemar e o advogado Marcelo Bessa

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), derrubou nesta terça-feira (11) as medidas cautelares contra o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Com a decisão, o dirigente pode voltar a conversar com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após mais de um ano afastado.

Moraes tomou a decisão após se encontrar com Valdemar e o advogado Marcelo Bessa em seu gabinete no início da tarde.

“No caso de Valdemar Costa Neto, embora o investigado tenha sido indiciado no relatório final apresentado pela autoridade policial, a Procuradoria-Geral da República, ao exercer a sua opinio delicti, não denunciou o investigado, razão pela qual, em relação a ele, não estão mais presentes os requisitos necessários à manutenção das medidas cautelares anteriormente impostas”, diz Moraes.

Fonte: FOLHAPRESS e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 11/03/2025/19:00:05

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