O plano do governo Lula para aumentar imposto de 141 mil ricos e isentar IR de 10 milhões

(Foto: Reprodução) – Governo quer que mudanças no IR tenham impacto neutro nas contas públicas — sem elevar ou reduzir a arrecadação

Com popularidade em queda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta emplacar novas regras no Imposto de Renda (IR) com potencial de agradar milhões de brasileiros e prejudicar uma parcela bem menor da população.

Sua expectativa é que as mudanças sejam aprovadas no Congresso e comecem a valer em 2026, ano de eleição presidencial, em que Lula poderá tentar a reeleição.

Seu governo propôs, na terça-feira (18/3), aumentar o imposto sobre os contribuintes mais ricos (renda mensal acima de R$ 50 mil) para permitir isentar do Imposto de Renda (IR) pessoas que ganham até R$ 5 mil.

A medida inclui ainda a previsão de desconto no IR dos que ganham entre R$ 5 mil e R$ 7 mil.

Segundo o governo, a proposta encaminhada ao Congresso elevaria a tributação de 141 mil contribuintes de alta renda, com a criação de um imposto mínimo sobre os mais ricos, além de passar a taxar a remessa para o exterior de dividendos (parte do lucro que empresas distribuem a acionistas).

Por outro lado, eliminaria o Imposto de Renda de 10 milhões de brasileiros, elevando os contribuintes isentos para 26 milhões (65% do total).

A ideia é que o saldo das medidas tenha impacto neutro nas contas públicas, sem elevar ou reduzir a arrecadação. Ou seja, as novas cobranças sobre os ricos devem compensar a previsão de perda de R$ 25,8 bilhões em 2026 com o alívio do IR sobre a classe média.

A gestão Lula está otimista com a aprovação, por se tratar de uma medida popular, mas o Congresso poderá fazer alterações na proposta e é esperada pressão dos mais ricos contra as mudanças.

Defensores do aumento da isenção dizem que a tabela do Imposto de Renda está defasada em relação à inflação há anos, o que leva os contribuintes a pagarem mais impostos.

Já opositores chamam a proposta de “eleitoreira” e duvidam de seu impacto neutro sobre o equilíbrio fiscal do governo.

Economistas também alertam que o pagamento menor de impostos pela classe média deve aumentar o consumo no país, com potencial impacto sobre a inflação e a taxa de juros.

Entenda a seguir em seis pontos como o governo planeja elevar a taxação dos mais ricos e ampliar o número de brasileiros isentos.
Haddad, Hugo Motta, Lula e Glesi Hoffmann posam para foto em pé; Lula e Hugo Motta seguram documento, enquanto Haddad e Hoffmann aplaudem

1) Como funcionará o imposto mínimo sobre os ricos

O governo está propondo um imposto mínimo para quem ganha mais de R$ 50 mil por mês (R$ 600 mil ao ano). A previsão é que essa taxa começará com uma alíquota baixa, próxima a zero, e subirá gradativamente até 10% para quem ganhar mais de R$ 100 mil ao mês (R$ 1,2 milhão ao ano).

O argumento do governo para criar esse novo imposto é que, no atual sistema tributário brasileiro, pessoas de renda menor pagam, proporcionalmente, mais imposto que pessoas ricas.

Isso acontece porque uma parcela relevante dos ganhos da elite é isenta, como os lucros e dividendos distribuídos por empresas para seus acionistas.

Essa diferença fica clara ao se analisar a alíquota efetiva média — proporção da renda total efetivamente paga em IR — de diferentes categorias e grupos de renda.

Segundo dados divulgados pelo governo, os 141 mil mais ricos que serão afetados pela proposta pagam, em média, 2,54% imposto de renda, uma alíquota efetiva inferior à média aplicada sobre policiais militares (9,8%), professores de ensino médio (9,6%) ou bancários (7,2%), por exemplo.

A proposta do governo é que a nova alíquota mínima será cobrada daqueles cujo IR já aplicado estiver abaixo do piso. Ou seja, uma pessoa com renda acima de R$ 1,2 milhão que já pague 10% de IR não terá cobrança adicional.

Já se um contribuinte, com R$ 1,2 milhão anuais, pagar 8% de IR, será cobrado mais 2% para atingir os 10%, por exemplo.

O Ministério da Fazenda explicou que três tipos de rendas excepcionais não entrarão no cálculo para determinar a aplicação dessa alíquota mínima: ganho de capital com venda de imóvel; herança ou antecipação de herança por meio de doação; e ganhos em ações trabalhistas.

Já alguns tipos de ganhos que são isentos entrarão no cálculo para estabelecer se o contribuinte tem renda total sujeita à alíquota mínima, mas não sofrerão a incidência dessa alíquota, como poupança, aposentadorias e pensão por moléstias graves.

A previsão é que a nova alíquota mínima só será cobrada no ajuste anual do Imposto de Renda, quando é verificado qual foi o IR efetivo pago no ano anterior.

Ou seja, se a proposta do governo entrar realmente em vigor no próxomo ano, a alíquota mínima sobre a renda declarada em 2026 só será cobrada em 2027.

Isso criaria um descompasso nas contas públicas, já que a previsão é que a isenção do IR comece a valer já no ano que vem, impactando a arrecadação a partir de janeiro.

Para evitar esse desequilíbrio, o governo decidiu passar a tributar a distribuição de dividendos na fonte, ou seja, no momento do seu pagamento, sempre que o valor pago pela empresa superar R$ 50 mil.

2) Como funcionará a tributação dos dividendos

A previsão do governo é que será cobrada uma alíquota de 10% sobre a distribuição de dividendos, quando ultrapassar R$ 50 mil pagos por uma mesma empresa.

Ou seja, se o contribuinte receber de duas empresas, e cada uma pagar R$ 40 mil em dividendos, por exemplo, não haverá qualquer tributação na fonte.

Além disso, o governo decidiu passar a taxar em 10% todo dividendo remetido ao exterior, independentemente do valor, o que deve gerar R$ 8,9 bilhões em arrecadação, segundo estimativa da Receita Federal.

O Ministério da Fazenda acredita que isso não vai afastar investidores estrangeiros no Brasil porque os dividendos já são taxados na maioria dos países.

E, segundo a Fazenda, esses países que taxam dividendos costumam permitir que o investidor desconte do valor que seria tributado aquilo que já foi pago de imposto sobre dividendos no país de origem dos recursos.

Ou seja, a previsão é que, normalmente, um investidor que pagar 10% sobre seus dividendos no Brasil poderá descontar esse valor sobre o que precisa pagar no país para onde está enviando os recursos.

A proposta do governo prevê ainda que essa taxa cobrada no pagamento dos dividendos poderá ser devolvida total ou parcialmente em alguns casos, para evitar uma bitributação ou uma taxação de rendas que seriam isentas superior à alíquota mínima (entenda a seguir).

3) Restituição para evitar bitributação

O primeiro cenário de devolução é para evitar um cenário de bitributação, em que há cobrança de um imposto alto sobre o lucro de empresas mais a taxação posterior de dividendos.

Há anos se discute adotar um imposto sobre dividendos no Brasil, já que o país é um dos poucos do mundo em que essa renda é isenta.

Mas, tanto dentro do governo quanto entre economistas, havia uma avaliação de que isso demandaria uma revisão mais profunda da tributação das empresas para evitar uma possível bitributação.

A proposta de criar uma alíquota mínima sobre os mais ricos foi uma tentativa do governo de passar a taxar rendas isentas como os dividendos sem realizar essa ampla revisão do IR sobre empresas, mas persistiram as críticas de que poderia haver uma bitributação.

A alíquota máxima cobrado sobre o lucro das empresas é de 34%, que representa a soma do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ, que pode chegar a 25%) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL, que pode chegar a 9%).

Já no caso de bancos, a alíquota máxima chega a 45%.

Por serem alíquotas consideradas altas para padrões internacionais, a tributação das empresas costuma ser citada como argumento contra a taxação de dividendos no Brasil.

Defensores da taxação dos dividendos, por outro lado, argumentam que, na prática, a maioria das empresas paga abaixo dessas alíquotas máximas por terem descontos na sua tributação.

O governo estabeleceu, então, na proposta que a cobrança do IRPJ/CSLL mais a nova taxa sobre dividendos não poderá ultrapassar 34% no caso de empresas e 45% no caso de bancos.

Caso isso ocorra, o contribuinte receberá de volta o valor pago que superar essa alíquota no ajuste anual do IR.

Por exemplo, se uma empresa tiver o lucro taxado em 30%, só poderá ser cobrado 4% sobre os dividendos distribuídos aos acionistas. Dessa forma, os 6% cobrados na fonte serão devolvidos.

Essa cobrança a mais também será devolvida no caso de dividendos remetidos ao exterior.

4) Restituição para evitar taxação de rendas isentas acima da alíquota mínima

O outro cenário em que pode haver devolução ocorrerá caso a taxação dos dividendos na fonte resulte em uma alíquota efetiva de IR maior que a alíquota mínima prevista para o contribuinte, explicou à reportagem o auditor-fiscal Marcelo Lettieri, diretor de Comunicação Social do Sindifisco Nacional — sindicato que representa os auditores-fiscais da Receita Federal.

Caso se constate, por exemplo, que uma pessoa com renda acima de R$ 1,2 milhão pagou uma taxa efetiva de IR acima de 10%, o que foi cobrado a mais antecipadamente sobre dividendos será devolvido no ajuste anual do IR.

Por outro lado, se seu IR médio ficar acima de 10% por causa de outros impostos, sobre rendas que já não são isentas atualmente, não haveria devolução, pois essa nova alíquota não representa um teto para a tributação, mais um patamar mínimo a ser pago.

5) Como o balanço dessas medidas impactará as contas públicas?

Homem segurando várias cédulas de real

O governo afirma que o impacto fiscal será neutro, ou seja, não haverá nem aumento, nem perda de arrecadação com o balanço das medidas.

Os números divulgados, porém, não estão totalmente claros.

Segundo a Receita Federal, haverá uma perda de arrecadação de R$ 5 bilhões já em 2025, devido a reajuste do salário-mínimo, que subiu de R$ 1.412 para R$ 1.518 esse ano.

O governo já garante isenção para todos que ganham dois salários mínimos desde 2023. Ou seja, com o reajuste do mínimo, o valor isento está subindo este ano de R$ 2.824 para R$ 3.036.

Além disso, caso seja aprovada a isenção para até R$ 5 mil em 2026, o governo prevê mais R$ 25,84 bilhões a menos de receita.

“Dessa maneira, a partir de 2026 haveria uma perda de receitas da ordem de R$ 30,8 bi”, destacou o economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto, em análise inicial dos números.

Por outro lado, se a proposta for aprovada, o governo projeta arrecadar R$ 25,22 bilhões a mais com a criação da alíquota mínima sobre os mais ricos em 2026, que nesse primeiro ano da medida viria dos 10% cobrados no pagamento de dividendos dentro do Brasil.

Além disso, prevê arrecadar mais R$ 8,9 bilhões em receita no ano que vem com a taxação de dividendos remetidos ao exterior.

A soma das duas medidas (R$ 34,12 bilhões) supera as perdas previstas, mas parte desse saldo deve bancar as restituições previstas aos mais ricos em alguns cenários.

“Pra 2025, não ficou claro se haverá alguma compensação”, ressaltou Salto, em referência aos R$ 5 bilhões que o governo projeta com perdas de IR neste ano devido ao reajuste do salário mínimo.

6) Qual será a economia para os brasileiros com isenção e redução de IR?

Quem recebe acima de R$ 7 mil e abaixo de R$ 50 mil ao mês continuará pagando o mesmo IR atual.

Na lei, o limite atual de isenção para todos os brasileiros é de R$ 2.259 e, nos ganhos acima disso, são cobradas alíquotas progressivas, de 7,5% a 27,5%.

Com o mecanismo de “desconto simplificado” adotado pelo governo Lula desde 2023, na prática, a isenção já beneficia quem ganha até dois salários mínimos (R$ 3.036).

Segundo o material divulgado pelo governo, caso a proposta de elevar a isenção para R$ 5 mil seja aprovada, “65% dos declarantes do IR pessoa física (cerca de 26 milhões de pessoas) serão totalmente isentos”.

Lula citou exemplos hipotéticos na apresentação da medida. Segundo o presidente, um motorista com salário de R$ 3.650,66 deixará de pagar R$ 1.058,71 de IR ao ano se a isenção passar a valer em 2026.

Já uma professora com renda de R$ 4.867,77 economizaria em um ano R$ 3.970,18 ao deixar de pagar a tributação.

No caso das pessoas com renda de R$ 5 mil a R$ 7 mil, haverá um desconto no IR, sendo que, quanto maior a renda, menor o desconto.

De acordo com exemplos divulgados pelo governo, um contribuinte com ganho mensal de R$ 5.500 pagaria, com a proposta, apenas R$ 203,13 de IR mensal, em vez do patamar atual de R$ 436,79.

Já um contribuinte com renda de R$ 6.500 teria queda do IR mensal de R$ 711,79 para R$ 633,57.

 

Fonte: Mariana Schreiber – Da BBC News Brasil em Brasília e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 19/03/2025/16:11:50

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Morte de Vitória acende alerta para riscos da superexposição na web

Manter a descrição e o cuidado é importante ao utilizar as redes sociais | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Suspeito monitorava redes sociais da jovem antes do crime.

Ainvestigação sobre a morte de Vitória Regina de Sousa, cujo corpo foi encontrado em um matagal em Cajamar, na Grande São Paulo, revelou que Maicol Antonio Sales dos Santos, suspeito confesso do crime, acompanhava a rotina da jovem por meio das redes sociais.

No dia do desaparecimento, Vitória publicou um story no Instagram informando que estava voltando para casa após o trabalho.

O suspeito fez uma captura de tela da postagem e armazenou diversas fotos da jovem e de outras mulheres com perfis semelhantes.

A Polícia Civil avalia que Maicol apresenta características de um stalker, termo usado para definir perseguidores obsessivos.

Segurança digital: como evitar exposição nas redes sociais

Especialistas alertam sobre os riscos da exposição na internet e recomendam medidas para aumentar a segurança digital.

Segundo Ricardo Lins Horta, da Secretaria de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, não há garantia total de proteção no ambiente online, mas algumas precauções podem reduzir vulnerabilidades.

A juíza Vanessa Cavalieri, titular da maior Vara da Infância e Juventude do país, no Rio de Janeiro, destaca que a internet deve ser tratada com o mesmo cuidado que locais públicos desconhecidos.

Cavalieri compara as redes sociais a “ruas escuras” onde criminosos podem estar à espreita.

Dicas para proteger perfis nas redes sociais

Para reduzir os riscos no ambiente digital, especialistas listam recomendações para adolescentes e adultos:

✅ Mantenha o perfil fechado e restrinja quem pode visualizar suas postagens.

✅ Evite aceitar solicitações de desconhecidos.

✅ Não publique sua localização em tempo real. Compartilhe fotos e vídeos apenas depois de sair do local.

✅ Evite expor detalhes da vida pessoal, como rotina e locais frequentados.

✅ Pais e responsáveis devem supervisionar o uso das redes sociais por adolescentes.

Além disso, o Guia sobre Uso de Dispositivos Digitais, do governo federal, orienta que crianças abaixo de 12 anos não devem ter smartphones próprios.

Especialistas recomendam que a entrada em redes sociais ocorra apenas a partir dos 16 anos, com acompanhamento dos responsáveis.

Educação digital e controle parental

A supervisão de pais e responsáveis é fundamental para reduzir riscos online.

O uso de aplicativos de controle parental pode ajudar na monitorização do tempo de tela e das interações nas redes sociais.

Além disso, especialistas defendem a importância de estabelecer regras e combinados sobre o tempo de uso de dispositivos eletrônicos e horários para desconectar.

A investigação sobre o caso de Vitória Regina segue em andamento.

Autoridades analisam o histórico do suspeito e buscam entender o padrão de suas ações para evitar novos casos semelhantes.

Fonte:  DOL e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 19/03/2025/15:08:08

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STF tem maioria para rejeitar pedidos de Bolsonaro para tirar Dino e Zanin de julgamento de denúncia da trama golpista

Plenário do STF durante sessão de julgamento — Foto: Gustavo Moreno/STF/05-02-2024

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para rejeitar os pedidos de impedimento apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra os ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino.

O relator é o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, que votou para negar as solicitações. Ele foi acompanhado até agora por Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Edson Fachin e pelos próprios Dino e Zanin — que se declararam impedidos de votar nos casos em que estão envolvidos.

Há o mesmo placar em uma solicitação do general da reserva Mario Fernandes contra a participação de Dino no caso e em um pedido de suspeição apresentado pelo ex-ministro Walter Braga Netto contra Alexandre de Moraes — neste caso, Moraes também declarou-se impedido.

A análise está ocorrendo no plenário virtual do STF e está prevista para terminar na quinta-feira (20). O julgamento foi marcado por Barroso, que na segunda-feira (17) convocou uma sessão extraordinária devido à “excepcional urgência”.

O julgamento dos recursos ocorre antes da apreciação sobre o recebimento ou não da denúncia da PGR, marcada para ocorrer na semana que vem na Primeira Turma do STF.

Os advogados do ex-presidente pediram o impedimento de Zanin e Dino, por argumentar que eles já processaram o ex-presidente no passado. A solicitação foi negada por Barroso no mês passado.

A defesa de Bolsonaro, contudo, recorreu. O mesmo ocorreu com os pedidos de Mario Fernandes e Braga Netto. Por isso, a questão está sendo analisada agora por todos os ministros do STF.

Na sexta-feira, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a rejeição dos recursos. Para Gonet, os advogados apenas repetiram “genericamente as razões dos pedidos anteriormente formulados” e que “a situação fática e jurídica” que levou Barroso a rejeitar as solicitações originais continuam iguais.

 

Fonte: Daniel Gullino — Brasília e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 19/03/2025/16:01:37

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ONU confirma que 2024 foi o ano mais quente em 175 anos

Foto: Reprodução | As temperaturas registradas ao longo do ano confirmaram que o ano passado foi o primeiro a superar 1,5 °C acima do período pré-industrial (1850-1900).

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), instituição da Organização das Nações Unidas (ONU), informou nesta quarta-feira (19) que 2024 foi o ano mais quente em 175 anos de registro científico. As temperaturas registradas ao longo do ano confirmaram que o ano passado foi o primeiro a superar 1,5 °C acima do período pré-industrial (1850-1900).

Apesar do recorde, o relatório da instituição traz dados preliminares que estimam um aquecimento global de longo prazo entre 1,34 °C e 1,41 °C em comparação ao mesmo período.

“Embora um único ano de aquecimento superior a 1,5 °C não indique que os objetivos de temperatura de longo prazo do Acordo de Paris estejam fora de alcance, é um sinal de alerta de que estamos aumentando os riscos para as nossas vidas, economias e para o planeta”, alerta a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo.

Os pesquisadores avaliam que o recorde de temperaturas globais registrado em 2023 e quebrado em 2024 foi causado principalmente pelo aumento contínuo das emissões de gases do efeito estufa, associado a alternância entre os fenômenos de arrefecimento La Niña e de aquecimento El Niño.

O relatório traz ainda uma série de dados que apontam recordes em outros indicadores de mudanças climáticas no ano de 2024, como o nível mais elevado nos últimos 800 mil anos de concentração atmosférica de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso.

“O dióxido de carbono permanece na atmosfera durante gerações, retendo o calor”, destaca o estudo.

Cerca de 90% da energia retida pelos gases com efeito de estufa no sistema terrestre é armazenada nos oceanos. O que levou a observação da taxa de aquecimento dos oceanos mais alta dos últimos 65 anos, em 2024, além da duplicação da taxa de subida do mar entre 2015 e 2024 na comparação com o período de 1993 a 2002.

Os últimos 3 anos também registraram as menores extensões de gelo antártico e a maior perda de massa glacial. Já no Ártico, as menores 18 extensões de gelo foram registradas nos últimos 18 anos.

Os impactos dos fenômenos meteorológicos extremos registrados no último ano, somados aos conflitos e elevados preços internos de alimentos, resultaram no agravamento das crises alimentares em 18 países, aponta o relatório

Segundo o secretário-geral da ONU, António Guterres, esses são sinais de alerta emitidos pelo planeta, mas o relatório também mostra que ainda é possível limitar o aumento da temperatura global em longo prazo.

“Os líderes têm de tomar medidas para que isso aconteça, aproveitando os benefícios das energias renováveis baratas e limpas para as suas populações e economias, com os novos planos nacionais para o clima que deverão ser apresentados este ano”, afirmou.

O relatório da OMM foi baseado nas contribuições científicas dos serviços meteorológicos e hidrológicos nacionais, dos centros climáticos regionais da instituição e de parceiros da ONU, com a participação de dezenas de peritos.

Fonte: Agência Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 19/03/2025/14:35:32

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Mulher vai à delegacia denunciar agressão de marido e passa 2 dias presa

Foto: Reprodução | Vítima foi presa ao ser confundida com outra pessoa e liberada após passar dois dias na cadeia.

Uma mulher foi liberada da cadeia, nesta terça-feira (18), após ter sido presa por engano em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, após ir à delegacia denunciar o marido por agressão.

A polícia prendeu a vítima após consultar o sistema e perceber que existia um mandado de prisão em aberto contra ela. A mulher, de 42 anos, tentou argumentar dizendo que havia um engano, mas mesmo assim ficou presa por dois dias.

Ela foi solta após passar por uma audiência de custódia no presídio de Benfica, na Zona Norte do Rio, depois que o judiciário reconheceu o erro. A vítima foi confundida com uma outra pessoa por ter o nome parecido.

Em entrevista à Band, a mulher relatou que passou por condições insalubres na cadeia e foi, inclusive, atacada por percevejos. Além disso, disse que pretende abrir um processo pelo constrangimento que passou.

“Quero que seja pago à Justiça porque eu passei como criminosa, passei vergonha, meus filhos passaram vergonha, passei por todos os tipos de constrangimento”, ressaltou.

Fonte: Band e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 19/03/2025/114:32:23

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PoderData: Lula não estanca sangria e desaprovação vai a 53%

(Foto: Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 79 anos, não conseguiu estancar a piora nas taxas de aprovação do seu governo e em outros indicadores.

Quase tudo ficou um pouco pior de janeiro para março, embora as oscilações estejam dentro da margem de erro da pesquisa, de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

O levantamento do PoderData foi realizado de 15 a 17 de março. Mostra que o governo é desaprovado hoje por 53% dos eleitores. A taxa oscilou para cima em 2 pontos percentuais em 2 meses. No mesmo período, a aprovação variou de 42% para 41%.

A Secom (Secretaria de Comunicação) do Palácio do Planalto tem dito em conversas reservadas que a queda da aprovação teria sido estancada. Pelos resultados do PoderData, isso ainda não fica claro. Nos últimos 2 meses, sob orientação do marqueteiro Sidônio Palmeira, novo ministro chefe da Secom, Lula tem tentado ser mais espontâneo em seus discursos.

Com a desaprovação em alta há alguns meses, como mostram as curvas do gráfico acima, Lula no final de 2024 havia atribuído a baixa do índice à falta de comunicação do governo. Demitiu o então chefe da Secom, Paulo Pimenta. O novo titular, Sidônio Palmeira reformulou a estratégia e decidiu que seria bom o presidente falar mais.

A ideia é que o próprio Lula pudesse divulgar o que considera realizações do governo. Como este Poder360 mostrou, o método não foi eficaz. O presidente acabou cometendo mais gafes, com frases em alguns casos consideradas preconceituosas. Apesar disso, a avaliação do Planalto é que o prejuízo com as controvérsias é compensado pelos resultados positivos da exposição de Lula.

O que os resultados desta pesquisa indicam é que, diferentemente do que pensa o Planalto, as derrapadas verbais de Lula ainda pesam na avaliação que o eleitorado faz do governo e do próprio presidente. Os percentuais nos recortes demográficos do levantamento indicam que o presidente tem perdido apoio, em especial, em grupos afetados por suas falas ambíguas e controversas.

Ao falar sobre a alta nos preços dos alimentos, Lula declarou que uma forma de frear a carestia seria a população deixar de comprar o que está caro. Eleito com apoio da população mais pobre, o petista tem perdido apoio neste estrato.

Recentemente, afirmou que pôs uma “mulher bonita” na articulação política e chamou o líder do Governo na Câmara de “cabeçudão do Ceará“. A avaliação positiva do trabalho pessoal do presidente entre as mulheres despencou de 45%, em janeiro de 2023, para 21% agora. No Nordeste, considerado reduto eleitoral histórico do petista, o gap entre os que apoiam e rejeitam o presidente, que era de 20 pontos percentuais em 2023, caiu para 4 pontos percentuais nesta rodada.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados de 15 a 17 de março de 2025, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 198 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, são mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

ESTRATIFICAÇÃO

Os dados estratificados por região mostram que só na região Nordeste o governo é aprovado por 50% dos eleitores. No Sul e no Centro-Oeste, a gestão petista é desaprovada por 62%.

Eis os resultados da aprovação do governo por recortes demográficos (sexo, idade, escolaridade e renda):

CATÓLICOS & EVANGÉLICOS

Os fiéis das duas maiores religiões do país se mantêm em polos opostos quanto à avaliação do governo: 48% dos católicos dizem aprovar o governo, enquanto 69% dos evangélicos declaram desaprovar.

TRABALHO PESSOAL DE LULA

O PoderData também perguntou aos entrevistados sobre a avaliação que fazem do desempenho pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os resultados também não são positivos para o Planalto. A taxa dos que consideram o trabalho pessoal do presidente “ótimo/bom” caiu 21 pontos percentuais desde a posse. Eram 43% em janeiro de 2023. Agora, são 22%. Os percentuais dos que acham o trabalho do petista “ruim/péssimo” subiu de 35% para 41% no período.

Eis os resultados por faixas demográficas:

PODERDATA

O conteúdo do PoderData pode ser lido nas redes sociais, onde são compartilhados os infográficos e as notícias. Siga os perfis da divisão de pesquisas do Poder360 no Twitter, no Facebook (NASDAQ:META), no Instagram e no LinkedIn.

AGREGADOR DE PESQUISAS

O Poder360 mantém acervo com milhares de levantamentos com metodologias conhecidas e sobre os quais foi possível verificar a origem das informações. Há estudos realizados desde as eleições municipais de 2000. Trata-se do maior e mais longevo levantamento de pesquisas eleitorais disponível na internet brasileira.

METODOLOGIA

A pesquisa PoderData foi realizada de 15 a 17 de março de 2025. Foram entrevistadas 2.500 pessoas com 16 anos de idade ou mais em 198 municípios nas 27 unidades da Federação. Foi aplicada uma ponderação paramétrica para compensar desproporcionalidades nas variáveis de sexo, idade, grau de instrução, região e renda. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

As entrevistas foram realizadas por telefone (para linhas fixas e de celulares), por meio do sistema URA (Unidade de Resposta Audível), em que o entrevistado ouve perguntas gravadas e responde por meio do teclado do aparelho. O intervalo de confiança do estudo é de 95%.

Para facilitar a leitura, os resultados da pesquisa foram arredondados. Por causa desse processo, é possível que o somatório de algum dos resultados seja diferente de 100. Diferenças entre as frequências totais e os percentuais em tabelas de cruzamento de variáveis podem aparecer por conta de ocorrências de não resposta. Este estudo foi realizado com recursos próprios do PoderData, empresa de pesquisas que faz parte do grupo de mídia Poder360 Jornalismo.

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Fonte: Poder360 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 19/03/2025/15:00:52

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Abiove reduz safra de soja do Brasil em 2025, amplia exportação de óleo após decisão sobre biodiesel

(Foto: Reprodução) – O Brasil vai colher 0,5% menos soja em 2025 do que o esperado até o mês passado, mas a safra ainda será recorde em 170,9 milhões de toneladas, estimou nesta quarta-feira a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) em sua revisão mensal.

Isso representa um crescimento de 16,5 milhões de toneladas na comparação com o ciclo anterior, principalmente com a recuperação das produtividades na maioria das regiões após uma safra frustrada no ano passado.

A Abiove, por sua vez, elevou em 0,6% sua estimativa para a safra 2024 do Brasil para 154,39 milhões de toneladas, após uma consolidação dos números do ano passado, marcado por um recorde na exportação de farelo de soja.

Apesar de uma reavaliação no processamento de soja em 2024, ainda sobrou mais soja do que o previsto, o que resultou em aumento de 1 milhão de toneladas nos estoques iniciais do grão em 2025, para 4,14 milhões de toneladas.

Os estoques finais de 2025 também foram ampliados em 1,6% ante o levantamento do mês passado, para 9,1 milhões de toneladas, após a Abiove manter as estimativas de exportação e processamento de soja do Brasil em patamares recordes, de 106,1 milhões e 57,5 milhões de toneladas, respectivamente.

FATOR BIODIESEL

As estimativas de produção, o consumo interno e a exportação de farelo de soja também não foram alteradas em relação ao mês passado.

Mas a Abiove elevou a previsão de exportação de óleo de soja em 27,3% em relação à estimativa de fevereiro, para 1,4 milhão de toneladas, após o governo brasileiro decidir pela manutenção da mistura de biodiesel no diesel em 14%.

A expectativa era de um aumento na mistura para 15% a partir de março, algo que não aconteceu com o governo citando preocupações inflacionárias relativas aos preços dos alimentos –o óleo de soja é a principal matéria-prima do biodiesel, respondendo por cerca de 74% do total em 2024.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse ao fazer o anúncio em fevereiro que a mistura será mantida em 14% até o governo ver resultados nos preços dos alimentos, tema que tem afetado a popularidade do presidente Lula.

Se elevou a previsão de exportação, a Abiove cortou em 3,8% a estimativa de consumo de óleo de soja no Brasil em 2025, para 10,1 milhões de toneladas.

Em 2024, segundo dados da agência reguladora ANP, mais de 7 bilhões de litros de óleo de soja foram destinados à produção de biodiesel.

Fonte: Roberto Samora – Reuters e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 19/03/2025/14:48:06

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Funai, Ibama e PM Ambiental destroem 31 balsas e avançam no combate ao garimpo na região do Rio Madeira (AM)

(Foto: Divulgação/Funai) – Pelo menos 31 balsas utilizadas pelo garimpo ilegal foram destruídas entre os dia 11 e 15 março na região do Rio Madeira, no Amazonas.

Grande parte das estruturas ilegais foi encontrada nas Terras Indígenas Setemã e Arary, áreas tradicionalmente ocupadas por povos originários que têm sofrido graves impactos devido à atividade garimpeira predatória. As ações ocorrem no âmbito da Operação Xapiri, coordenada pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com o apoio da Polícia Militar Ambiental. A Funai reforça que todo garimpo em terra indígena é ilegal.

A Operação Xapiri é fruto de diversas reuniões estratégicas entre a Funai e o Ibama, que desde dezembro de 2024 trabalham na organização de ações para coibir a atividade garimpeira ilegal na região do Rio Madeira. A operação leva o nome “Xapiri” porque o termo remete aos espíritos protetores da floresta, em referência à luta pela preservação ambiental e pelos direitos dos povos indígenas.

As ações têm como principais objetivos desarticular a mineração ilegal nas proximidades e dentro das terras indígenas, além de combater outros crimes ambientais praticados na região. A operação segue em andamento, sem data definida para ser encerrada. As forças envolvidas reforçam o compromisso com a preservação do meio ambiente e a proteção dos direitos dos povos indígenas, buscando garantir um futuro sustentável para as comunidades afetadas. Até o momento, fiscais do Ibama emitiram um quantitativo expressivo de autos de apreensão e destruição de balsas ilegais utilizadas na exploração de ouro:

11/03 – 04 balsas destruídas

12/03 – 08 balsas destruídas

13/03 – 02 balsas destruídas

14/03 – 05 balsas destruídas

15/03 – 12 balsas destruídas

Durante a operação, também foi realizada a identificação de 25 trabalhadores em situação análoga à escravidão, sendo dois menores de idade. Na ocasião, as ações contaram com o apoio da Polícia Federal, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Ministério Público do Trabalho (MPT).

Impactos do garimpo ilegal

A exploração de ouro na região do Rio Madeira tem causado prejuízos socioambientais severos. O despejo indiscriminado de mercúrio contamina a água, comprometendo a saúde de ribeirinhos e comunidades indígenas, além de impactar a fauna e a flora locais. A presença de garimpeiros ilegais também gera conflito com os povos indígenas, resultando em episódios de intimidação e violência.

A atividade ilícita polui os rios com mercúrio, utilizado no processo de extração do ouro, que envenena peixes e outros organismos aquáticos, afetando a principal fonte de alimentação e sustento das comunidades locais. O garimpo resulta ainda na destruição de habitats, promovendo o desmatamento, além de movimentar sedimentos no fundo das águas, o que altera o curso dos rios e prejudica a biodiversidade da Amazônia.

O que são balsas de garimpo

As balsas ou dragas utilizadas pelo garimpo ilegal são estruturas com uma ponta chamada de “abacaxi” e uma tubulação conectadas a uma motobomba acoplada em um motor a diesel. A ponta perfura o leito do rio revirando os sedimentos, enquanto a motobomba suga a água e a despeja novamente no rio — procedimento conhecido como  “arroto”. Nesse processo, também é utilizado o mercúrio, que contamina a água e mata os peixes.

A deterioração da qualidade da água prejudica diretamente as comunidades indígenas, já que muitas dessas balsas estão localizadas em frente a territórios tradicionalmente ocupados. Os indígenas relatam que não conseguem beber essa água e, quando bebem, passam mal. Além disso, a utilização dessas estruturas causa danos também porque de tempos em tempos os garimpeiros trocam o óleo do motor e jogam os resíduos no rio.

 

Fonte: Governo Federal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 19/03/2025/13:08:55

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Moraes nega apreensão do passaporte de Eduardo Bolsonaro

Foto: Reprodução | Deputado diz que vai se licenciar da Câmara e morar nos Estados Unidos.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (18) pedido de apreensão do passaporte do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão do ministro foi tomada após a Procuradoria-Geral da República (PGR) emitir parecer contrário à medida.

Moraes avaliou uma notícia-crime protocolada pelo PT e pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).

Na ação, encaminhada no mês passado ao Supremo, a legenda e o parlamentar alegaram que Eduardo Bolsonaro tem feito viagens aos Estados Unidos para articular com deputados daquele país ataques contra o ministro Alexandre de Moraes, relator das investigações sobre a trama golpista. De acordo com o pedido, o filho de Bolsonaro comete crime de lesa-pátria por constranger o ministro e o Poder Judiciário brasileiro.

No STF, o caso foi distribuído a Alexandre de Moraes, que pediu o parecer da PGR antes de decidir a questão.

Moraes entendeu que cabia à PGR a decisão final sobre caso e acatou o pedido de arquivamento.

“Diante do exposto, acolho a manifestação da Procuradoria-Geral da República, indefiro os pedidos de imposição de medidas cautelares e defiro o arquivamento desta investigação”, decidiu Moraes.

Afastamento

Mais cedo, Eduardo Bolsonaro anunciou que vai se licenciar do mandato de deputado federal para morar nos Estados Unidos. A medida foi tomada após o parlamentar não conseguir o comando da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados.

Fonte: Agência Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 19/03/2025/09:40:06

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Governo cancela 4,1 milhões de Bolsa Família e BPC irregulares

Foto: Reprodução | O crescimento acelerado das despesas com o BPC é um dos principais desafios da equipe econômica para fechar as contas do Orçamento de 2025.

O governo federal intensificou a fiscalização dos programas sociais e já cancelou 4,1 milhões de pagamentos irregulares do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) entre 2023 e 2024.

O número foi divulgado pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Wellington Dias, durante o lançamento do Plano de Ação 2025 da Rede Federal de Fiscalização do Bolsa Família e do Cadastro Único.

– Queremos ser bastante rigorosos, como manda a lei, com o dinheiro público, cada centavo tem que ser tratado com bastante eficiência – afirmou Dias. – Esse volume de dinheiro tem que chegar a quem realmente tem o direito. Quem não tem o direito também temos que aplicar a regra da lei.

O crescimento acelerado das despesas com o BPC é um dos principais desafios da equipe econômica para fechar as contas do Orçamento de 2025.

O ministro ressaltou que os cancelamentos fazem parte do esforço de combate a fraudes. Ele afirmou que o corte de mais de R$ 7 bilhões no Bolsa Família em 2025 não representa a retirada de nenhum direito, mas sim a eliminação de pagamentos indevidos.

Plano de Ação 2025: mais fiscalização

  • Para reforçar o controle sobre os benefícios sociais, o governo lançou nesta terça-feira o Plano de Ação 2025 da Rede Federal de Fiscalização do Bolsa Família e do Cadastro Único. O plano tem três eixos principais:
  • Qualificação dos dados do Cadastro Único e do Bolsa Família, garantindo maior precisão nas informações dos beneficiários;
  • Reforço na fiscalização, tanto dos beneficiários quanto dos gestores do programa;
  • Prevenção e combate a fraudes, assegurando que os auxílios sejam concedidos apenas a quem tem direito.
  • Como parte desse esforço, foi criado um grupo de monitoramento focado na identificação de inscrições fraudulentas de CPFs, além de combater a disseminação de fake news sobre os programas sociais. Medidas de segurança digital também estão sendo adotadas para prevenir ataques hackers e golpes que possam prejudicar os beneficiários.
  • O plano de ação também vai contar com a colaboração da Polícia Federal, para a formação de um grupo que fará o acompanhamento de denúncias envolvendo fraudes nos benefícios.
  • Criada em junho de 2023, a Rede Federal de Fiscalização do Bolsa Família e do Cadastro Único busca aprimorar a gestão dos programas sociais, garantindo mais transparência e eficiência.

Fonte: Texto de: Bruna Lessa (AG) e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 19/03/2025/09:38:10

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