Paraense é uma das 11 vítimas fatais em acidente no interior de MG

Foto: Reprodução | O ônibus, pertencente à empresa Real Expresso, havia saído de Anápolis (GO) com destino a São Paulo (SP), transportando 53 passageiros.

Um morador de Barcarena, no nordeste do Pará, está entre as vítimas fatais de um grave acidente envolvendo um ônibus interestadual na rodovia MG-223, entre os municípios de Araguari e Tupaciguara, no Triângulo Mineiro. Kleyton Serra da Silva, de 40 anos, natural do município paraense, teve a morte confirmada após o veículo tombar na pista durante a madrugada desta terça-feira (8).

O ônibus, pertencente à empresa Real Expresso, havia saído de Anápolis (GO) com destino a São Paulo (SP), transportando 53 passageiros. Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), por volta das 3h40, o motorista perdeu o controle da direção em um trecho da rodovia próximo a Araguari, o que resultou no capotamento do veículo.

Até o momento, 11 mortes foram confirmadas. Entre as vítimas identificadas estão duas crianças, de 2 e 6 anos, que eram irmãs; três homens com idades entre 40 e 69 anos; e três mulheres, com idades de 53, 56 e 62 anos.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) relataram que diversos passageiros apresentavam ferimentos graves, como fraturas expostas e, em pelo menos um caso, amputação. Há indícios de que alguns passageiros não usavam cinto de segurança, já que foram arremessados para fora do veículo. O motorista do ônibus não se feriu.

As causas do acidente estão sendo investigadas. A empresa responsável pela viagem ainda não se pronunciou oficialmente. Familiares das vítimas estão sendo acionados para o processo de identificação e traslado dos corpos.

Fonte: Barcarena Online  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/04/2025/10:25:33

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Conheça doença que pode causar pênis pequeno ou torto

Foto: Reprodução | Incidência da condição varia entre três e oito casos para cada mil meninos nascidos vivos.

Ela afeta o sistema urinário e genital masculino e, se não for tratada da forma adequada, pode causar micropênis e até mesmo gerar curvatura no órgão. Trata-se da hipospádia, doença caracterizada por uma abertura anômala da uretra, canal responsável pela saída da urina, ao invés de sua posição natural na glande, podendo variar desde um leve deslocamento até casos mais severos.

A cirurgia para correção da hipospádia é um procedimento delicado, que visa reposicionar a abertura uretral na glande, garantindo uma relação anatômica correta entre glande e uretra, além de corrigir eventuais curvaturas penianas. O procedimento é, na maioria dos casos, realizado em regime ambulatorial, permitindo que a criança receba alta hospitalar no mesmo dia.

De acordo com o médico urologista Ubirajara Barroso Jr., chefe de cirurgia reconstrutiva de uretra de crianças e adultos do Hospital da Universidade Federal da Bahia (Ufba), a experiência do cirurgião é um fator determinante para o sucesso da intervenção. “Os hipospadiologistas são cirurgiões especializados na correção da hipospádia, eles possuem uma abordagem específica que diminui riscos e aprimora os resultados da cirurgia. A experiência do cirurgião desempenha um papel vital na redução das complicações cirúrgicas”, explica o médico.

Entre as técnicas avançadas, o uso do enxerto de mucosa oral em formato de “U” invertido vem sendo adotado para reduzir a retração do enxerto e melhorar a eficácia da reconstrução uretral. A técnica de “U” invertido é de autoria de Ubirajara Barroso e foi publicada no Journal of Pediatric Urology. “Essa técnica consiste em retirar tecido da mucosa da face interna da boca em forma de “U” dobrando a quantidade de enxerto para a cirurgia, o que contribui para melhores resultados e melhor eficácia no tratamento da hipospádia”, descreve Ubirajara Barroso Jr., que também atende em São Paulo.

Além disso, estudos indicam que a oxigenioterapia hiperbárica pode trazer benefícios para a recuperação pós-cirúrgica, como aumento da oxigenação dos tecidos, melhora na aderência do enxerto e redução das complicações.

“Ela pode ser utilizada após a cirurgia e em alguns casos antes e após o procedimento cirúrgico. Para pacientes que ainda não foram operados, podem ser oferecidas 10 sessões nos pós-operatório, para pacientes que irão passar por uma segunda intervenção são ofertadas 10 sessões antes da cirurgia e 20 sessões depois. Em pacientes multioperados as sessões de hiperbáricas são realizadas 1 mês antes e 1 mês depois da cirurgia”, explica Dr. Barroso Jr.

Incidência: 3 a 8 casos para cada mil nascidos

Segundo Barroso Jr., a incidência da condição varia entre 3 e 8 casos para cada 1.000 nascidos vivos. Além disso, o urologista destaca que quando um filho nasce com hipospádia, há uma chance de 20% de outro membro da família também apresentar a condição.

O único tratamento para essa condição é a cirurgia, que deve ser realizada ainda na infância, preferencialmente até um ano de idade, para minimizar impactos psicológicos e garantir melhores resultados funcionais.

Embora a cirurgia seja idealmente realizada na infância, muitos homens que não puderam corrigir a hipospádia quando crianças têm receio de buscar o procedimento na vida adulta. No entanto, a correção é possível e recomendada especialmente para aqueles que enfrentam dificuldades na função urinária ou sexual.

Além das questões estéticas, a correção pode ser essencial para melhorar a fertilidade, uma vez que, em casos mais graves, a abertura uretral pode estar próxima ao escroto, dificultando a fecundação.

Em mais de 90% dos casos, a correção pode ser feita em uma única intervenção, enquanto casos mais complexos podem exigir cirurgias em dois tempos, com um intervalo mínimo de seis meses entre os procedimentos. A evolução das técnicas médicas trouxe avanços como a utilização de oxigenoterapia hiperbárica no pós-operatório, contribuindo para a melhor cicatrização e redução de complicações.

Entre as complicações que podem ocorrer estão estenose de uretra (obstrução do canal urinário), fístulas (vazamento de urina), persistência da curvatura peniana e deiscência da uretra. O pós-operatório requer cuidados específicos, incluindo a manutenção de uma sonda uretral por um período entre 5 e 14 dias, dependendo da gravidade da cirurgia.

Fonte: Correio 24 Horas /Jornal Folha do Progresso  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/04/2025/08:30:01

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Brasil é o 6º país com mais casos de diabetes no mundo, aponta levantamento

Foto: Reprodução | De acordo com o atlas, cerca de 3,4 milhões de pessoas morreram por conta da doença em 2024.

O Brasil possui 16,6 milhões de pessoas de 20 a 79 anos com diabetes. O número coloca o País na sexta posição no ranking global de nações com mais casos da doença e representa um aumento de 403% na comparação com 2000, quando havia 3,3 milhões de pessoas diagnosticadas.

Os dados constam na nova edição do Atlas de Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF), divulgada na segunda-feira, 7. De acordo com o levantamento, o Brasil só fica atrás da China (148 milhões de registros), Índia (89,8 milhões), Estados Unidos (38,5 milhões), Paquistão (34,5 milhões) e Indonésia (20,4 milhões). Em todo o planeta, são ao menos 589 milhões de casos, o equivalente a uma em cada nove pessoas.

“O grande problema do diabetes é o impacto nas taxas de mortalidade. Além de ser muito prevalente, é uma das principais causas de morte no País e a quinta causa de perda de capacidade”, destaca Bianca Pititto, do Departamento de Epidemiologia, Economia e Saúde Pública da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

De acordo com o atlas, cerca de 3,4 milhões de pessoas morreram por conta da doença em 2024. O número corresponde a um óbito a cada seis segundos. No Brasil, foram 111 mil mortes.

“O que mais nos preocupa é que esse aumento ocorre de forma progressiva e constante desde o ano 2000 – ou até mesmo antes”, continua Bianca, que também é professora do Programa de Pós-graduação em Endocrinologia da Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “É muito impactante, tanto para a saúde pública quanto em termos de custos.”

O Brasil foi o terceiro País que mais gastou com a doença no mundo, com um total de US$ 45 bilhões. Ficou atrás apenas dos Estados Unidos, com US$ 404,5 bilhões, e da China, com US$ 168,9 bilhões.

O atlas ainda aponta que, em 11% das gestações no Brasil, as gestantes desenvolveram diabetes gestacional, condição que eleva os riscos de malformações, parto prematuro e complicações para mãe e bebê. O levantamento também indica que o Brasil é a quarta nação com mais casos de diabetes tipo 1 no mundo – atrás apenas de EUA, China e Índia -, com cerca de 500 mil pessoas diagnosticadas, em geral ainda na infância ou juventude.

Qual a razão do aumento?

A obesidade é o principal fator de risco, segundo Bianca. “A obesidade, no Brasil e no mundo inteiro, vem aumentando de forma constante nos últimos anos. Quase 70% dos adultos do País têm sobrepeso. A alimentação, com o baixo consumo de frutas e legumes, e o sedentarismo também impactam os índices. Esses são os três principais fatores”, pontua.

Além disso, existem fatores como o acesso ao cuidado e a possibilidade de mudança de estilo de vida. “Do ponto de vista da saúde pública e dos determinantes sociais da saúde, também nos deparamos com situações que impactam os índices: pessoas que não conseguem fazer atividade física, se alimentar melhor ou ter acesso adequado à saúde”, continua.

Outro ponto é que, devido ao estilo de vida com alto consumo de produtos ultraprocessados, menos horas de sono, pouco exercício físico e muito tempo de tela, as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) vêm aumentando entre crianças e adolescentes, especialmente a obesidade, um fator de risco para outras comorbidades, como o diabetes tipo 2.

“Nos Estados Unidos, por exemplo, que tem um alto índice de obesidade, é possível observar de forma mais nítida muitas pessoas mais jovens com diabetes tipo 2. No Brasil, era uma coisa que não acontecia no passado, mas começou a ser observada nos últimos anos”, destaca Bianca.

Ela ainda explica que, por conta do avanço no tratamento e no controle da doença, as pessoas com diabetes vivem mais. “Isso é benéfico, é nosso desejo, mas ajuda a aumentar a prevalência da doença”, destaca. “Conseguimos prolongar a vida desses pacientes, mas não conseguimos reduzir a incidência de novos casos de diabetes. Por isso, a prevalência vai aumentando cada vez mais”.

O que pode ser feito para diminuir os índices?

Segundo o relatório, nenhum País teve uma redução na prevalência de diabetes. Mas, segundo Bianca, políticas públicas que estabeleçam uma equidade no acesso à saúde podem ser um caminho.

“As políticas que podem ter um impacto no longo prazo permeiam vários setores, não apenas a saúde”, afirma a professora. “Vão desde melhorar a viabilidade financeira e o acesso a alimentos in natura e saudáveis, até garantir alimentação adequada nas escolas, educação em saúde e segurança pública, para que as pessoas consigam praticar atividades físicas, entre outros aspectos.”

Ela cita três medidas que ajudam na prevenção da doença:

– 150 minutos de atividade física leve e moderada por semana; – Maior consumo de frutas, verduras e legumes, o que impacta na quantidade diária de fibras. O recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é ingerir ao menos cinco porções por dia, em cinco dias da semana. – No total, são cerca de 400 gramas por dia; – Manutenção de peso saudável ou, em quem tem sobrepeso ou obesidade, a redução de 10% do peso. Essa perda não precisa ocorrer de forma muito rápida, pode acontecer em um período de seis meses, por exemplo.

O Liberal

Fonte: O Liberal /Jornal Folha do Progresso  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/04/2025/08:12:49

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Justiça aprova home office para mãe de crianças diabéticas

(Foto: Reprodução) – Mãe de gêmeos com diabetes consegue horário especial de trabalho para cuidar dos filhos

Uma docente de uma universidade em Curitiba obteve na Justiça o direito de ter sua carga horária adaptada para dedicar-se aos cuidados dos filhos gêmeos, de 5 anos, diagnosticados com Diabetes Mellitus tipo 1 – uma doença crônica que exige monitoramento constante dos níveis de glicose no sangue. A decisão, proferida pela juíza federal Giovanna Mayer, da 5ª Vara Federal de Curitiba, levou em consideração a necessidade de equilibrar a vida profissional da mãe com o tratamento das crianças.

Em sua petição inicial, a professora explicou que, antes do diagnóstico em 2019, conseguia conciliar as aulas presenciais com as responsabilidades domésticas. No entanto, após a descoberta da doença, sua rotina passou a ser dominada por medições frequentes de glicemia, aplicações de insulina e acompanhamento médico, tornando inviável o cumprimento de um horário fixo de trabalho.

Decisão Judicial e Saúde das Crianças

A magistrada destacou que o direito à saúde das crianças deve prevalecer e ressaltou a importância de garantir condições para que a mãe exerça sua função parental com segurança. Dessa forma, determinou que a universidade adote o regime de home office com horários flexíveis, desde que a docente compense as horas conforme as demandas institucionais.

A instituição de ensino argumentou que o pai das crianças poderia assumir os cuidados, mas a juíza ponderou que a professora detém a guarda unilateral dos filhos. Assim, deferiu o pedido, mas deixou em aberto a definição exata dos horários, permitindo que as partes ajustem o esquema conforme as necessidades futuras.

“Não cabe ao Judiciário estabelecer de forma definitiva como será estruturada a rotina funcional da autora, uma vez que a realidade pode exigir adaptações constantes”, concluiu a juíza.

Fonte: Justiça Federal do Paraná – Clayton Matos e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 09/04/2025/16:08:05

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Castanha-do-pará pode virar castanha-da-amazônia? Entenda o projeto de lei aprovado no AM e possíveis impactos

A castanha é uma das principais atividade para o sustento de várias famílias da região amazônica. — Foto: Divulgação

Proposta quer alterar oficialmente a denominação de todos produtos derivados da castanha, quando produzidos no Amazonas. Especialistas falam sobre a origem dos nomes e como mudança afeta economia.

Castanha-do-pará pode virar castanha-da-amazônia? Ao menos essa é a proposta do projeto de lei nº 913/2024, aprovado em 3 de abril deste ano pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). A iniciativa surgiu pouco mais de três meses após um amplo debate nas redes sociais sobre qual seria o nome mais adequado para o fruto típico da região amazônica.

Embora a lei ainda não tenha sido sancionada pelo governo estadual, o g1 te explica os possíveis impactos dessa mudança. (entenda mais abaixo).O texto aprovado estabelece que todos os produtos derivados da castanha, quando produzidos no Amazonas, deverão utilizar a denominação “castanha-da-Amazônia”.

“Essa mudança reconhece a Amazônia como um todo e fortalece a marca do produto no mercado nacional e internacional”, destacou Sinésio Campos (PT-AM), autor do projeto de lei.

Variações: do Pará, do Brasil ou da Amazônia?

Recentemente, o debate sobre a denominação da castanha voltou à tona, gerando uma discussão pública. No início deste ano, o ator amazonense Adanilo fez uma aparição no programa É de Casa, da TV Globo, e usou a variação “castanha-da-amazônia” para se referir ao fruto. Na ocasião, a apresentadora o corrigiu, mas o ator, com bom humor, comentou:

“É do Pará, é da Amazônia, é do Brasil… tem um monte de nome”.

A conversa gerou repercussão nas redes sociais, com muitas pessoas questionando qual seria o nome mais adequado para o fruto e o motivo para as variações.

No entanto, o decreto nº 51.209, publicado em 1961, oficializa o nome do fruto como castanha-do-brasil.

De acordo com Davi Leal, historiador e pesquisador da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), essa divergência de nomenclatura se refere ao período em que o Amazonas era parte da Província do Pará. Naquela época, toda a produção de castanhas que saía do interior da região seguia para Belém, e foi lá que o fruto ficou conhecido como “castanha-do-pará”.

“Até 1850, o Amazonas fazia parte da Província do Pará, ou seja, éramos paraenses. Quando nos separamos, compartilhamos muitos hábitos culturais com toda a região”, explicou Leal. Logo, o vínculo histórico ajudou a consolidar a associação do nome com o Pará, mesmo após a separação dos estados.

Com a criação do estado do Amazonas e seu desenvolvimento crescente, desde a década de 1930, a Associação Comercial do estado tem defendido o uso de nomes como “castanha-do-brasil” ou “castanha-da-amazônia”, para dar um reconhecimento mais amplo e justo ao fruto que é originário do bioma amazônico.

“Chamar de castanha-do-pará reforça a identidade do estado, mas não faz justiça à história, pelo menos não completamente”, afirmou o pesquisador.

Atualmente, a Região Norte é a maior produtora de castanha-do-brasil. Segundo dados do Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), em 2023, a região foi responsável por extrair 33.451 toneladas do fruto. O Amazonas é o estado que lidera as extrações no ranking, com exportação de 11.291 toneladas de castanha. O Acre e o Pará vêm logo atrás, com 9.473 toneladas e 9.390 toneladas, respectivamente.

Mudança

Após a repercussão do nome correto da castanha, o assunto voltou a circular no Amazonas. O deputado estadual Sinésio Campos (PT-AM) apresentou o projeto que propõe a mudança da nomenclatura no estado.

O parlamentar justificou a mudança como uma correção de um “equívoco histórico”, argumentando que a árvore da castanha é nativa da Amazônia, e não exclusivamente do Pará.

“A identificação geográfica deste produto agrega valor e resgata um erro histórico, pois a castanha é uma árvore encontrada na Amazônia, e não apenas no Pará. Além disso, é chamada de ‘castanha-do-brasil’, o que é outro erro, pois essa árvore não é encontrada em outras regiões do país”, explicou o deputado ao g1.

Para Sinésio, a proposta não deve ser vista como uma disputa entre o Amazonas e o Pará, mas sim como uma defesa dos produtores e extrativistas da Amazônia. “Todos os extrativistas da Amazônia ganham com o nosso PL 913/2024. Essa é uma marca que deve ser usada com mais ênfase por todos nós”, afirmou.

A lei também inclui incentivos à rastreabilidade do produto, à certificação de origem e ao uso da nova nomenclatura nas exportações e campanhas publicitárias. Segundo a economista e pós-doutora em desenvolvimento regional, Michele Lins Aracaty, essa é uma tendência crescente no mercado internacional.

“Os consumidores estão cada vez mais interessados em saber a origem dos produtos que compram e tendem a adquirir aqueles que provêm de atividades sustentáveis”, destacou.

A lei segue agora para a sanção do governador Wilson Lima (União Brasil-AM). Se sancionada, entrará em vigor imediatamente, exigindo adaptações do setor produtivo e comercial do estado.

Impacto

Embora Michele Aracaty, que também é docente do Departamento de Economia da Universidade Federal do Amazonas e presidente do Conselho Regional de Economia da 13ª Região (Corecon-AM/RR), avalie positivamente a proposta da nova nomenclatura, ela alerta que a mudança de nome por si só não será suficiente para agregar valor real à cadeia produtiva da castanha ou melhorar sua imagem no mercado internacional.

“Como estudiosa de modelos de desenvolvimento regional, acredito que a Amazônia precisa de uma política mais ampla que valorize suas potencialidades locais, preserve o meio ambiente e melhore as condições sociais e econômicas das comunidades que dependem da floresta”, afirmou.

Para a economista, é crucial que qualquer mudança relacionada à produção da castanha chegue até as pessoas que recolhem o fruto, ou seja, os extrativistas, que devem ser melhor remunerados por seu trabalho. Ela lembra que a atividade extrativa não só contribui para a preservação ambiental, como também desestimula o desmatamento, já que as árvores precisam permanecer intactas para que a castanha seja extraída.

Portanto, qualquer mudança no mercado deve beneficiar diretamente as pessoas que vivem da floresta, garantindo sua participação justa na cadeia produtiva e, ao mesmo tempo, preservando o meio ambiente”, concluiu Michele.

Fonte: G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 09/04/2025/14:08:50

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Alunas de medicina expõem paciente transplantada: ‘Acha que tem 7 vidas’

Foto: Reprodução | A jovem Vitória Chaves da Silva havia sido submetida a 4 transplantes de coração e morreu 9 dias após a publicação do vídeo pelas estudantes.

Duas estudantes de medicina publicaram um vídeo no TikTok — removido nesta terça-feira (8/4) — no qual expõem a paciente Vitória Chaves da Silva, de 26 anos, internada no Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, nove dias antes de sua morte por insuficiência renal, em 28 de fevereiro.

Em 2023, o portal Metrópoles havia noticiado o caso inédito de Vitória, que foi submetida a três transplantes de coração — algo até então limitado a dois procedimentos no Brasil.

No vídeo, embora não citem o nome da paciente, as alunas Gabrielli Farias de Souza (de cabelos loiros) e Thaís Caldeiras Soares Foffano (à direita, de cabelos escuros) mencionam os três transplantes cardíacos e indicam quando ocorreram — na infância, adolescência e início da vida adulta — coincidindo com o histórico de Vitória.

“Um transplante cardíaco já é burocrático, já é raro, tem a questão da fila de espera, da compatibilidade, mil questões envolvidas. Agora, uma pessoa passar por um transplante três vezes, isso é real e aconteceu aqui no Incor e essa paciente está internada aqui”, afirma Thaís no vídeo.

A postagem, feita em 17 de fevereiro, foi visualizada por pouco mais de 212 mil pessoas. A repercussão foi suficiente para que um amigo reconhecesse o caso de Vitória e enviasse uma mensagem à família no último dia 3, conforme relatou Giovana Chaves dos Santos, 19 anos, irmã da paciente.A exposição gerou revolta na família. A mãe de Vitória, Cláudia Aparecida da Rocha Chaves, e a irmã decidiram registrar um boletim de ocorrência, acionar o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e o próprio Incor.

Durante a gravação, as estudantes sugerem que a sequência de transplantes ocorreu porque Vitória não teria se cuidado adequadamente nem seguido a prescrição de medicamentos, informação rebatida pelos familiares da paciente.

No vídeo, Thaís afirma que as duas iriam encontrar a paciente em seguida: “A gente vai subir lá em cima [sic] e tentar conversar com essa paciente transplantada por três vezes”.

Gabrielli então comenta sobre os procedimentos: “A segunda vez ela transplantou e não tomou os remédios que deveria tomar, o corpo rejeitou [o órgão] e teve que transplantar de novo, por um erro dela [Vitória]. Agora ela transplantou de novo, [o corpo] aceitou, mas o rim não lidou bem com as medicações”.

Na sequência, Thaís diz: “Estou em choque. Simplesmente uma pessoa que já passou três vezes por transplante, recebeu três corações diferentes, pra quem não é da medicina, resumindo, é isso […] e tá com problema ainda. Espero que fique tudo bem com ela, que agora ela realmente tome as medicações e faça o tratamento correto”.

https://twitter.com/i/status/1909695646077968819

Vitória faleceu nove dias depois, em decorrência de choque séptico e insuficiência renal crônica. A morte ocorreu um ano após o terceiro transplante cardíaco e dois anos após um transplante de rim, órgão que foi comprometido devido aos medicamentos utilizados no tratamento cardíaco. Cláudia, mãe da paciente, afirmou ao Metrópoles que as declarações das estudantes são falsas.

“O que elas dizem é inverídico e temos provas de tudo, que ela [Vitória] seguia o tratamento à risca”, afirmou. “A gente sempre acompanhou a Vitória. A gente sabia o quanto ela lutava para viver, né? Tanto é que tem um monte de ofício na Promotoria da gente pedindo ajuda com medicação, com passagem para vir no tratamento.

Ela nunca faltou numa consulta sequer, né? E minha filha tinha sede de vida. Tudo o que ela queria era viver. Aí vem uma pessoa e diminui a história dela, eu não aceito, quero Justiça”, desabafou.

Cláudia também destacou que a postagem gerou milhares de comentários, muitos deles ofensivos contra a filha. A família exige uma retratação pública por parte das estudantes, na mesma proporção da exposição feita. Até a publicação desta reportagem, nem Gabrielli nem Thaís, tampouco seus representantes, haviam sido localizados. O espaço permanece aberto para manifestações.

Vitória sonhava em ser médica

Enquanto aguardava pelo terceiro transplante cardíaco, Vitória revelou que sonhava em ser médica para ajudar outras pessoas, da mesma forma como era acolhida. Ela chegou a prestar o Enem para ingressar no curso de medicina em 2019, mas não alcançou a pontuação necessária.

Na ocasião, mesmo sob forte medicação, Vitória enviou um áudio ao Metrópoles demonstrando esperança de voltar à rotina com a família e realizar tarefas simples, como tomar banho sozinha e comer refeições caseiras.

“Quero muito ir embora para poder usufruir da minha família. Tenho esperança. Vou ficar bem e ter uma boa recuperação. Peço orações”, declarou na época.

“Essa menina tá achando que tem sete vidas.”

Outro lado

Em nota, “a FMUSP esclarece que as alunas envolvidas na ocorrência são graduandas de outras instituições, que estavam no hospital em função de um curso de extensão de curta duração (um mês). Atualmente, não possuem qualquer vínculo acadêmico com a FMUSP ou com o InCor.

Assim que foi tomado conhecimento do fato, as universidades de origem das estudantes foram notificadas para que possam tomar as providências cabíveis. Internamente, a FMUSP está tomando medidas adicionais para reforçar junto aos participantes de cursos de extensão as orientações formais sobre conduta ética e uso responsável das redes sociais, além da assinatura de um termo de compromisso com os princípios de respeito aos pacientes e aos valores que regem a atuação da instituição.

A FMUSP repudia com veemência qualquer forma de desrespeito a pacientes e reafirma o compromisso inegociável com a ética, a dignidade humana e os valores que norteiam a boa prática médica.

A instituição reforça ainda a missão de formar profissionais comprometidos com a excelência e com o cuidado humano, valores que são inegociáveis em nossa Instituição”.

Fonte:  Metrópoles e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 09/04/2025/14:08:50

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Advogada é presa por desvios em sistemas judiciários e bancários; saiba mais

(Foto: Reprodução) – Conhecida nas redes sociais por possuir uma vida de luxo, renda era fruto de fraudes

Uma advogada está sendo apontada como líder de um grupo especializado em fraudes contra o sistema judiciário e instituições bancárias, com foco no saque indevido de precatórios. A mulher foi presa em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, na manhã da última terça-feira (8).

A suspeita é conhecida em suas redes sociais por ostentar uma vida de luxo e acumular milhares de seguidores. De acordo com a Polícia Civil, a investigada é suspeita de liderar um esquema que desviou aproximadamente R$ 600 mil por meio de saques fraudulentos.

A mulher foi localizada e detida na cidade de Belo Horizonte. As investigações continuam.

Fonte: Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Mirelly Pires, editora web de OLiberal.com. e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 09/04/2025/15:33:31

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Vídeo: repórter do SBT é expulso por policiais durante reportagem

O repórter Rodrigo Garavini foi escoltado para fora | (Reprodução/SBT)

Agente interrompeu transmissão ao vivo durante a cobertura de um crime.

Na manhã desta terça-feira (8), um incidente tenso ocorreu durante uma transmissão ao vivo no telejornal Primeiro Impacto, do SBT. Telespectadores acompanhavam a cobertura de um crime quando se depararam com um desentendimento entre a equipe de reportagem e policiais civis.

O conflito aconteceu enquanto o repórter Rodrigo Garavini mostrava imagens de um crime, no qual o suspeito foi encontrado morto e uma mulher estava ferida.

Durante a cobertura, um dos policiais interrompeu a transmissão ao vivo, visivelmente irritado, e pediu que a equipe respeitasse a área do crime. “Respeita por favor, pelo menos o local”, pediu o policial à equipe de TV.

Tentando manter a calma diante da situação, Garavini explicou que a equipe estava no local desde a madrugada. “A gente está aqui desde o início da madrugada, cobrindo o caso, não teve nenhum problema”, justificou o repórter.

Apesar do pedido das autoridades para interromper a gravação, a equipe continuou transmitindo as imagens do local. Enquanto falava com o apresentador Marcão do Povo no estúdio, Garavini foi novamente abordado pelo policial, que insistiu: “Vocês estão ao vivo? Então por favor, respeita”.

Após o novo pedido, o repórter e o cinegrafista foram escoltados para fora da área de isolamento. Rodrigo Garavini tentou argumentar mais uma vez: “Mas, calma, por favor”. O policial, porém, manteve a postura firme, respondendo: “Tudo bem, mas eu preciso preservar o local”.

Veja o vídeo:

https://twitter.com/i/status/1909568164041531779

Fonte: Folhapress  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 09/04/2025/14:08:50

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Deputado que quer a morte de Lula será investigado

O deputado Gilvan da Federal (PL-ES) (Foto/Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

A punição exemplar ao deputado que quer a morte de Lula

A política no Brasil virou um lugar para o vale tudo. Desde a ascensão de Jair Bolsonaro, defendendo a tortura e o assassinato como método de tratamento ao adversário sem nenhuma reação dos órgãos investigadores responsáveis, a terra sem lei impera.

Nesta terça, 8, o deputado Gilvan da Federal, do PL-ES, partido do líder da extrema-direita, afirmou que quer que o presidente Lula morra durante a sessão da Comissão de Segurança Pública que aprovou, por 15 votos a 8, o desarmamento da segurança do presidente.

O bolsonarismo nem finge mais. Depois de ser descoberto pela Polícia Federal e o Ministério Público com a boca na botija numa baita conspiração para acabar com o estado democrático de direito, que envolvia um plano para assassinar Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes, o parlamentar vem com essa.

Desejar a morte, assim como a declaração de que o presidente vá para o “quinto dos infernos”, enquanto, ao mesmo tempo, tira as armas dos seguranças de Lula beira a nova versão do plano homicida Punhal Verde Amarelo. Reagir a isso é defender valores universais.

A Advocacia Geral da União (AGU) pediu que a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República investiguem a fala do deputado do PL na Comissão de Segurança Pública. É bom que cheguem ao fundo do poço nessa história. O PT também vai pedir a cassação do parlamentar.

As instituições deveriam agir antes que tenhamos mais um deputado defendendo os mais abjetos comportamentos na política, como se o adversário tivesse que ser exterminado e não enfrentado onde deve ser: no campo das ideias.

Fonte:veja.abril.com.br/Jornal Folha do Progresso  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 09/04/2025/15:18:13

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Médico condenado por estupro é homenageado pela Assembleia Legislativa de São Paulo

(Foto: Reprodução) – Médico condecorado é condenado por estupro da própria sobrinha. (ALESP)

Ministério Púbico entrou com pedido à Polícia Federal para apreensão de passaporte do acusado

Milton Seigi Hayashi, médico condenado por 16 anos de prisão por estupro de vulnerável contra a própria sobrinha, recebeu condecoração na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) com a medalha Cinquentenário das Forças de Paz do Brasil.

A medalha é uma condecoração concedida pela a Associação Brasileira das Forças Internacionais de Paz (ABFIP) que reconhece autoridades civis e militares que se destacaram em ações comunitárias.

A homenagem

O médico foi homenageado no dia  27 de março pela Associação Brasileira das Forças Internacionais de Paz (ABFIP) e recebeu a medalha das mãos do deputado Capitão Telhada (PP). Milton Hayashi teria sido reconhecido pelo trabalho no tratamento de crianças em estado de vulnerabilidade social no interior de São Paulo.

Após a homenagem, o Ministério Público de São Paulo entrou com um pedido na Polícia Federal nesta quarta-feira (9/4) para que o passaporte de Hayashi fosse apreendido, evitando assim uma possível fuga do condenado.

Condenação por estupro de sobrinha

Em junho de 2024, Milton foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo com pena de 16 anos e 4 meses de reclusão, em regime fechado inicialmente, pelo estupro da própria sobrinha, uma menina que na época tinha 9 anos e alegou ter a vagina tocada pelo tio. O caso ocorreu em 2022.

O médico nega a acusação e recorreu à condenação no Supremo Tribunal de Justiça, onde o caso tramitava em segredo de justiça. Segundo defesa do condenado, a mãe da menina, que é irmã de Milton, teria feito a denúncia em um ato notório em uma conversa que teria ouvido da filha dizer que a ação do  tio “não passou de uma brincadeira”.

Fonte: Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Mirelly Pires, editora web de OLiberal.com e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 09/04/2025/15:21:42

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