Influenciador é indiciado por maus-tratos a animais após jogar galinhas vivas para cães comerem

 Influenciador é preso por maus-tratos após jogar galinhas vivas para cachorros comerem e filmar — Foto: Reprodução/Redes sociais 

Inquérito da Polícia Civil confirma mutilações e negligência; suspeito responde em liberdade, mas está proibido de ter a guarda de cães durante o processo.

A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou um influenciador por maus-tratos a animais e perturbação do sossego após ele jogar galinhas vivas para serem comidas por cães da raça cane corso em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O inquérito aponta que os cães foram maltratados ao terem as orelhas mutiladas pelo tutor.

O influenciador Alexandre dos Santos Veloso Coelho, de 25 anos, chegou a ser preso em flagrante em maio, após publicar nas redes sociais vídeos que mostram o momento do ataque às galinhas pelos cães. (veja acima)

Segundo a polícia, as investigações reuniram laudos periciais, depoimentos de testemunhas e vídeos que comprovaram os crimes.

A defesa do influenciador informou que se manifestará “em momento oportuno”.

Armas apreendidas com indiciado

O vídeo publicado que mostrou um dos cães atacando as aves reforçou os indícios de negligência e abuso, o que configura maus-tratos.

Mandados de busca autorizados pela Justiça resultaram na apreensão de armas de pressão, uma réplica de fuzil, uma arma de choque e uma caixa de esferas para pistola de CO₂.

O inquérito, com 156 páginas, foi enviado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, acompanhado de uma representação para que o investigado seja impedido de manter a guarda de cães.

Relembre o caso

Alexandre, que atualmente tem cerca de 860 mil seguidores nas redes sociais, recebeu alvará de soltura mediante pagamento de fiança de R$ 3 mil, conforme decisão judicial do dia 7 de maio.

A Justiça determinou que ele permaneça proibido de ter cães sob sua responsabilidade até o fim do processo, compareça a todos os atos judiciais e não se ausente de casa por mais de oito dias. Ele segue solto.

Durante o flagrante, a Polícia Militar encontrou os dois cães com sinais de maus-tratos: orelhas cortadas, sem acesso a água ou comida.

Os policiais também localizaram restos de galinhas no lixo e, dentro da residência, fogos de artifício, armas de airsoft sem identificação e uma arma de choque que, segundo uma testemunha, era usada nos próprios animais.

Em um dos vídeos, o influenciador debocha da situação e diz que está “treinando os bichos para ficarem brutos”.

Ele se apresentou à polícia com um advogado e permaneceu em silêncio durante o flagrante. À época, a defesa afirmou que se manifestaria em momento oportuno.

 

Fonte: g1 Minas — Belo Horizonte e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 28/07/2025/15:57:52

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Brasil à beira do tarifaço: confronto comercial com os EUA se intensifica

(Foto: REUTERS – Pilar Olivares / RFI) – Contêineres são vistos no porto do Rio de Janeiro, Brasil, em 10 de julho de 2025.

Sem sinais claros de que os Estados Unidos estão dispostos a negociar, o governo brasileiro se prepara para a entrada em vigor, a partir desta sexta-feira, 1° de agosto, da tarifa de 50% sobre todas as suas exportações para o mercado americano. Se o quadro se confirmar — e essa é a expectativa no Palácio do Planalto neste momento — o país terá recebido o percentual mais punitivo aplicado pela Casa Branca.

Sem sinais claros de que os Estados Unidos estão dispostos a negociar, o governo brasileiro se prepara para a entrada em vigor, a partir desta sexta-feira, 1° de agosto, da tarifa de 50% sobre todas as suas exportações para o mercado americano. Se o quadro se confirmar — e essa é a expectativa no Palácio do Planalto neste momento — o país terá recebido o percentual mais punitivo aplicado pela Casa Branca.

Diante deste cenário, o presidente Lula receberá da equipe econômica em até 48 horas um leque de medidas que deverão compor o plano de contingência que está sendo desenhado para enfrentar o tarifaço. A ideia é criar uma espécie de “válvula de escape para os setores mais atingidos”, nas palavras de fontes do governo ouvidas pela RFI.

Há uma missão de oito senadores brasileiros em Washington neste momento. O grupo da Comissão Temporária Externa começa nesta segunda-feira (28) uma agenda para tentar convencer parlamentares e empresariado a mobilizar-se pelo caso brasileiro. Eles ficam nos Estados Unidos até o dia 31 de julho, a véspera do tarifaço. O Congresso americano está em recesso, antecipado por conta das denúncias do caso Epstein que envolvem o nome de Donald Trump. A pausar foi decidida para ajudar a decantar o cenário político.

Na Escócia, onde anunciou ter chegado a um acordo com a União Europeia, o presidente Donald Trump, afirmou que não pretende adiar o prazo de sexta-feira dado aos países com quem não chegou a um entendimento, o Brasil entre eles, para a aplicação das tarifas de reciprocidade. O setor produtivo brasileiro queria uma prorrogação. A China provavelmente terá 90 dias adicionais.

“Caça às bruxas”

A Casa Branca condicionou a negociação à interferência do Executivo no processo contra Jair Bolsonaro que está no Judiciário. Trump falou em caça às bruxas. Do lado brasileiro, que se diz disposto a negociar toda a pauta comercial, se necessário for, esta questão é inegociável, pois interfere na soberania e na autonomia dos poderes em uma democracia. O impasse, segundo disseram essas fontes à RFI está no fato de a carta enviada por Trump ao Brasil com o aviso da cobrança da tarifa não dar margem a uma terceira via.

Na semana passada, o vice-presidente Geraldo Alckmin, que foi designado por Lula para tratar do tema, falou com o secretário de Comércio americano, Howard Lutnick, dispondo-se a negociar. Alckmin propôs aumentar o comércio entre os dois países, ampliar a integração econômica com mais investimentos e até um acordo de bitributação. Ainda assim, não teve resposta. O caso estaria nas mãos da Casa Branca, que concentra cada vez mais poderes. Lula disse na última sexta-feira que Alckmin busca todos os dias contatar um interlocutor do governo americano.

A União Europeia acabou cedendo. Neste domingo, o bloco negociou uma tarifa de 15% e não 30% sobre bens que o americano havia previsto. Mas fez várias concessões, como a de se comprometer a compra US$ 750 bilhões em energia dos americanos para substituir o gás russo. E a investir US$ 600 bilhões a mais do que o previsto nos Estados Unidos. Além disso, ainda que automóveis e produtos farmacêuticos tenham ficado na tarifa de 15%. Continua valendo a de 50% para aço e alumínio. A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, disse que foi o melhor acordo que conseguiu. Trump, que a recebeu no seu campo de golf na Escócia, afirmou que foi o maior acordo de todos os tempos. Ainda há detalhes a serem discutidos.
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Laranja pode abrir precedente

O governo brasileiro continua insistindo que quer negociar, desde que sem viés político ou ideológico. A expectativa de fontes ouvidas pela RFI Brasil neste final de semana é a de que a disputa com os Estados Unidos deve entrar em “um longo período, que começa no dia primeiro de agosto, quando passam a valer os 50%, até a eleição presidencial de 2026”. Diante disso, o presidente Lula receberá da equipe econômica em até 48 horas um leque de medidas que deverão compor o plano de contingência que está sendo desenhado para enfrentar o tarifaço. Entre elas, linhas de crédito.

A ideia é evitar a pressão por mais gastos fiscais. Enquanto isso, o governo brasileiro e as empresas que operam aqui e nos Estados Unidos esperam a decisão de um tribunal americano onde uma distribuidora de suco de laranja baseada em Nova Jersey entrou com ação e pedido de liminar suspendendo o tarifaço do Brasil, que pode inviabilizar o seu negócio. A depender da decisão judicial, outras empresas podem ver um grande precedente para buscar o mesmo caminho.

 

Fonte: Redação Terra e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 28/07/2025/15:38:04

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Exclusivo: registro indica esquema na PM para fraudar câmera corporal

(Foto: Reprodução) – Dados da plataforma usada pela PM paulista para armazenar imagens das câmeras mostram esquema para deletar gravações com usuário anônimo

Informações extraídas da plataforma usada pela Polícia Militar de São Paulo para armazenar as imagens das câmeras corporais dos PMs indicam esquema de manipulação de dados que permite fraudar e deletar as gravações por meio de usuário anônimo dentro do sistema.

O Metrópoles teve acesso, com exclusividade, a registros da plataforma Evidence em que uma major ligada à cúpula da corporação teria fraudado o sistema para deletar gravação feita durante homicídio em Santos, no litoral paulista, na Operação Verão.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirma que a denúncia desse caso é investigada em sindicância interna da Polícia Militar.

A ocorrência aconteceu na tarde de 9 de março de 2024, no Morro do José Menino. Joselito dos Santos Vieira, de 47 anos, foi morto com três tiros de fuzil e nove de pistola, em suposto confronto com policiais militares. Parentes da vítima ouvidos pela reportagem na época questionaram a versão oficial e afirmaram que Joselito não possuía arma de fogo. O caso foi arquivado em junho deste ano.

Pelo menos seis policiais estavam presentes na ocorrência. Entre eles, o então coordenador operacional da PM, Gentil Epaminondas Carvalho, e o coronel Carvalho, número três na hierarquia da corporação. A major que teria atuado para que as imagens da ocorrência fossem deletadas é Adriana Leandro de Araújo, que era diretamente subordinada ao coronel.

Um dos responsáveis por implementar o sistema das câmeras em São Paulo, o ex-soldado e especialista em provas digitais Bruno Dias afirmou ao Metrópoles que qualquer policial habilitado na plataforma pode alterar a própria permissão e deletar vídeos em massa.

“O sistema tem inúmeras vulnerabilidades. É totalmente passível de fraude. Existe uma permissão chamada ‘alterar a permissão’. Um policial pode alterar a própria permissão, se colocar como administrador do sistema e fazer o que ele quiser no sistema. Em torno de seis policiais por batalhão poderiam fazer isso”, afirma Dias.

“Você pode apagar vídeos avulsos, apagar em massa. Você pode alterar a autoria, deixar o vídeo sem autor relacionado. Você pode também alterar data e hora do fato. Isso é gravíssimo. Compromete a legitimidade dos vídeos enquanto provas”, completa.

A gravação deletada da ocorrência que resultou na morte de Joselito dos Santos Vieira foi feita pela câmera corporal do soldado Thiago da Costa Rodrigues.

Nos inquéritos civil e militar, não há indícios de que o policial tenha feito disparos de arma de fogo. No entanto, ele estava na mesma viatura dos policiais que atiraram e são acusados pelo homicídio.

No veículo, de código E-M12012, além de Thiago, estavam a subtenente Regiane Ribeiro De Souza, que efetuou três disparos de pistola calibre 22, o soldado Bruno Pereira dos Santos, que fez dois disparos de pistola .40, e o cabo Felipe Alvaram Pinto, que efetuou três disparos de fuzil calibre 5.56, de acordo com informações do inquérito policial militar.
Em uma viatura de apoio, de código E-M12013, estava o cabo Bruno de Oliveira Silva, que teria efetuado um disparo de fuzil 7.62.
O então coordenador operacional da PM, coronel Gentil Epaminondas Carvalho, estava em uma viatura descaracterizada. Segundo a SSP, a participação do oficial em incursões da Operação Verão se deu para fiscalizar e orquestrar atividades de campo.

As equipes foram enviadas ao local porque, horas antes, o policial Ruterval Adriel Jorge havia sido baleado na região, em outra rua do Morro do José Menino.
Enquanto as equipes procuravam pelos suspeitos, Joselito foi morto na rua Pedro Borges Gonçalves, por volta das 16h40. A polícia diz que ele teria se escondido em uma garagem e atirado contra a equipe.

O laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML) indica que o corpo Joselito foi atingido por 12 disparos, apesar de os policiais envolvidos na ocorrência e o IPM mencionarem apenas nove.

A plataforma Evidence, utilizada pela Polícia Militar para processar os vídeos das câmeras corporais, mostra que a gravação da câmera do soldado Thiago foi introduzida no sistema às 5h17 de 10 de março de 2024, dia seguinte à ocorrência.

Oito dias depois, em 18 de março, a major Adriana Leandro de Araújo acessou o arquivo às 16h28 e mudou o nome do policial envolvido. A filmagem foi atribuída a um usuário anônimo, com nome “Usuário de Operações”, cadastrado na plataforma com um e-mail externo ao da corporação, com o domínio “gmail”.

Mais tarde, às 17h01 daquele dia, a major alterou a data da ocorrência para 5 de janeiro de 2024. Ela também mudou o nome da ocorrência no sistema para “tt” e depois para “Z-13”, sigla que costuma ser utilizada em ocorrências envolvendo pequenas brigas, por exemplo, e que não está associada a homicídio.

Com essas modificações, seria impossível localizar o arquivo por meio de uma busca simples, já que ele não possui um código de identificação fixo.

“A principal forma de pesquisa para encontrar um vídeo é justamente pela data e pela hora”, afirma Bruno Dias. “Mas, como o sistema permite alterar, você não consegue mais localizar esse vídeo. O sistema tem hoje em média 20 milhões de vídeos. Como você vai localizar? Você precisa dos metadados. Mas os metadados são totalmente adulteráveis dentro do sistema. Você fica totalmente ali sem entender como achar.”

Mesmo assim, em 19 de março de 2024, dia seguinte às primeiras alterações, Adriana Leandro de Araújo acessou o arquivo mais uma vez. Às 12h43, ela apertou o botão “excluir”, para deletar o vídeo.

As operações no arquivo constam em uma auditoria de usuário feita pela Axon. O documento interno, ao qual o Metrópoles teve acesso, foi emitido em 26 de abril de 2024. A reportagem também teve acesso a uma série de questionamentos feitos à empresa pela própria Polícia Militar, sobre manipulações indevidas feitas em vídeos de ocorrências.

Em notificação enviada à Axon por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação, em 17 março de 2022, a corporação afirma que um usuário com o nome genérico “Axon” alterou o status de imagens inseridas no sistema anteriormente.

No documento, a PM paulista reconhece que “não é possível realizar uma auditoria” para determinar quais operações teriam sido feitas pelo usuário.
Hash e criptografia

Para o perito forense Sergio Hernandez, especialista em cadeia de custódia, o modelo da Axon adotado pela Polícia Militar de São Paulo não é confiável. O problema, diz ele, está relacionado à inviolabilidade do processo de coleta, transporte e armazenamento do vestígio digital, além de não ser possível realizar perícias.

No sistema em vigor, não seria possível garantir que a gravação apresentada como prova é a mesma que foi feita pela câmera, sem alterações ou manipulações.

“A partir do momento que um sistema é aberto para que algum operador tenha permissão para, por exemplo, editar, fazer cortes, ou excluir essas evidências, eu é um sistema que não apresentaria uma confiabilidade”, afirma Sergio Hernandez. “O sistema Axon apresenta custódia, mas não apresenta cadeia de custódia.”

Um dos principais fatores responsáveis pela inviabilidade jurídica das gravações das câmeras corporais seria a aplicação tardia da função hash. No universo da criptografia, trata-se de um código alfanumérico permanente atribuído a uma informação que garante sua autenticidade e integridade.

No sistema da Axon adotado pela PM, o código hash não é aplicado na câmera, só quando a gravação sobe no sistema Evidence. Dessa forma, não haveria como garantir que, antes da extração das imagens, não houve adulteração.

“Nossa legislação, especificamente o código 158 do código de processo penal, limita que o transporte da evidência só será posto a condicionamento e proteção do vestígio. Eu não posso transportar um vestígio sem a sua proteção. No momento que eu deixo para aplicar a função hash no sistema, eu poderia facilmente editar esse vídeo, fragmentar esse vídeo, cortar esse vídeo, e aplicar a função hash naquilo que me interesse. Então, por isso que o sistema tornou-se no Brasil um sistema inválido em conformidade com nossa legislação”, diz Sergio Hernandez.
Novas câmeras, mesmos problemas

Após anos de testes, o uso das câmeras corporais em larga escala teve início em São Paulo, no início de 2021, quando foram implementados 2.500 equipamentos de modelo Axon Body 3. Nos meses subsequentes, o programa foi ampliado, até atingir a marca de 10 mil câmeras corporais, o que corresponde a cerca de 12% do efetivo da Polícia Militar.

O modelo foi duramente criticado pelo atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), no decorrer da campanha eleitoral, e pelo secretário da Segurança Pública do estado, Guilherme Derrite (PP). No fim do ano passado, após uma sequência de episódios de violência e homicídios envolvendo policiais militares, Tarcísio reconheceu pela primeira vez a importância das câmeras.

Antes disso, em setembro, a gestão havia assinado novo contrato, com a Motorola, para substituir as câmeras da Axon. Para especialistas, o novo modelo adotado é menos eficiente, já que não oferece a possibilidade de gravação ininterrupta. Em vez disso, propõe acionamento remoto a partir da central do Centro de Operações da PM (Copom).

“É um grande retrocesso”, ressalta Bruno Dias. “Fomos os primeiros no mundo a implementar a gravação ininterrupta. E realmente os números mostram que houve um grande avanço. Houve uma alteração da cultura, diminuiu-se essa lógica de ‘bandido bom é bandido morto’. Os policiais se sentiam seguros por estarem sempre gravando as suas ações. Tivemos uma queda gigantesca dos índices criminais”, afirma.

O que diz a SSP

Questionada pelo Metrópoles, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) disse que a denúncia citada pela reportagem é alvo de sindicância instaurada pela Polícia Militar para “apurar com o máximo rigor todas as circunstâncias relativas aos fatos”.

“A instituição reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e, acima de tudo, com a defesa da vida. Condutas incompatíveis com os princípios da instituição não serão toleradas. Caso seja confirmada qualquer irregularidade, as medidas cabíveis serão adotadas para garantir a responsabilização dos envolvidos”, diz nota enviada pela SSP.

A reportagem também enviou mensagem para a major Adriana Leandro de Araújo. Até o momento da publicação, não houve retorno. O Metrópoles não conseguiu estabelecer contato direto com o coronel Gentil Epaminondas Carvalho. Procurada, a empresa Axon também não retornou. O espaço segue aberto para manifestações.

 

Fonte: Google News – Metrópoles  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 28/07/2025/15:25:26

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‘Corremos o maior risco que o planeta já enfrentou desde que existimos como civilização’, diz Carlos Nobre

O cientista Carlos Nobre — Foto: Gabriel Reis/Valor

Um dos mais respeitados cientistas climáticos do mundo, Carlos Nobre alerta que a humanidade vive uma corrida contra o tempo contra o aumento da temperatura global

Um dos mais respeitados cientistas climáticos do mundo, Carlos Nobre dedica-se há décadas ao estudo da Amazônia e das mudanças climáticas. Pesquisador sênior do Instituto de Estudos Avançados da USP e copresidente do Painel Científico para a Amazônia, ele foi o primeiro a alertar para o risco de a Floresta Amazônica se tornar uma savana. Nesta entrevista, Nobre alerta que a humanidade vive uma corrida contra o tempo: com a temperatura global já tendo ultrapassado 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, o cientista traça cenários sombrios — e aponta a bioeconomia como um camininho que pode salvar a Amazônia e o planeta.

O senhor afirma que a humanidade vive o maior desafio de sua história. Em que se constitui o desafio?

Nós corremos o maior risco que o planeta já enfrentou desde que existimos como civilização. Por quase dois anos, a temperatura passou de 1,5°C acima do período pré-industrial. A última vez que houve uma crise climática desse nível foi no último período interglacial, há 120 mil a 130 mil anos. Só existiam alguns milhões de humanos então, na África equatorial. Era um fenômeno natural.

Agora esse aquecimento é totalmente responsabilidade nossa. Jogamos gases de efeito estufa na atmosfera com a queima de combustíveis fósseis, o desmatamento, a agropecuária, a indústria, resíduos. É o Antropoceno.

Por que esse aumento é tão perigoso?

O máximo que reduziremos até 2030 nas emissões de gases do efeito estufa será 3%. Se fizermos isso e só zerarmos as emissões em 2050, vamos passar de 2°. Nesse nível, ondas de calor, chuvas excessivas, secas, incêndios florestais — acontecerão com mais frequência.

Estamos próximos do ponto de não retorno da Amazônia?

Muito próximos. Em 40 a 45 anos, a estação seca já se prolongou em quatro a cinco semanas. Se continuar assim, em duas ou três décadas, teremos seis meses de estação seca. Não se mantém floresta nessas condições. Na década de 1990, a Amazônia removia até 1,5 bilhão de toneladas de gás carbônico por ano. Agora está na faixa de 200 a 300 milhões de toneladas. Antes, tínhamos uma seca severa a cada 20 anos. Agora tivemos quatro secas super severas: 2005, 2010, 2015-2016 e a maior seca da história da Amazônia em 2023-2024. No ano passado tivemos recorde de fogo na floresta. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostraram que mais de 85% dos incêndios foram causados por humanos. Como o desmatamento caiu muito — mais de 50% de redução em 2023 e 2024 — agora o crime organizado está usando o fogo para desmatar.

Quais seriam as maiores oportunidades de transformação no Brasil?

O Brasil tem a maior biodiversidade do mundo. De 18% a 20% de todas as espécies conhecidas estão nos biomas brasileiros. Mas só 0,4% do PIB brasileiro vem de produtos da biodiversidade amazônica. A grande oportunidade do Brasil é uma nova bioeconomia da sociobiodiversidade. Valorizar nossa biodiversidade, manter nossos biomas, usar modernas tecnologias. Temos condição de restaurar a Amazônia, o Cerrado.

Não basta manter o que temos, precisa restaurar?

Restaurar! O governo brasileiro lançou na COP28 o Arco da Restauração: restaurar 240 mil km² de todo o sul da Amazônia. Doações para comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas. Empréstimo de 1% de juros ao ano para o setor privado fazer grande restauração. Hoje, restaurando a floresta, você ganha muito mais que pecuária ou soja, pelo valor do mercado de carbono.

Por que é tão difícil aplicar essas questões na prática?

Globalmente, o setor econômico mais negacionista sobre mudança climática é o agronegócio. No Brasil também. Esse setor quer continuar escondendo. Ele não quer admitir que, se continuar assim, até ele vai ser muito prejudicado. Se passar dos pontos de não retorno, o Brasil vai deixar de ser um grande produtor agrícola. Mais de 50% do Cerrado vai virar Caatinga, com produtividade baixa. Metade da Caatinga vira semideserto. A Amazônia vai ficar uma savana super degradada. Precisamos convencê-los que o risco climático é muito grande para eles.

O que esperar da COP30?

No G20 no Rio, o presidente Lula brilhantemente disse que todos os países têm que chegar a emissões líquidas zero até 2040, não mais 2045. Que a COP30 seja onde se fale: vamos zerar as emissões em 2040. O embaixador André Corrêa do Lago está trazendo o desafio de conseguir o Fundo Verde Clima de US$ 1,3 trilhão. Esse é um desafio global. E convencer a China, que é o maior emissor hoje, a liderar essa busca. China, Brasil, Índia, Rússia, países europeus têm que acelerar.

Teria algum motivo para otimismo?

Vejo otimismo porque os jovens do mundo inteiro estão muito preocupados. Eu, vivendo 85-90 anos num país tropical, vou experimentar 15-20 ondas de calor. Um bebê que nasce agora, se a temperatura passar de 2°C, vivendo 90 anos, vai experimentar 60-80 ondas de calor.

Se atingirmos 2,5°C até 2050, explodiremos vários pontos de não retorno. Acelera o descongelamento do permafrost (solo congelado) da Sibéria, norte do Canadá, Alasca. Até 2100, vamos jogar mais de 200 bilhões de toneladas do permafrost – principalmente metano. Só a Amazônia e o permafrost vão para 500 bilhões de toneladas. Impossível baixar a temperatura depois. Podemos chegar a 3-4ºC em 2100, o que torna toda a região equatorial inabitável. O Rio de Janeiro fica inabitável por 120-150 dias ao ano. Se chegamos a 3-4°C em 2100, começamos a liberar metano do fundo dos oceanos. Se isso acontecer, chegamos a 8-10°C em 2150. Só o Polo Norte, Polo Sul e topo dos Alpes, Andes e Himalaias serão habitáveis.

Tivemos seis extinções em massa de espécies. Todas foram fenômenos naturais. Essa seria a primeira extinção em massa causada por uma espécie.

 

Fonte: André Duchiade  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 28/07/2025/15:20:48

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Filho matou mãe e mentiu à polícia: veja o que ele revelou após prisão

Foto:© Reprodução- Instagram | Matteos França alegou que matou Soraya após um surto por causa de dívidas. Enforcou a mãe, escondeu o corpo e registrou um falso desaparecimento antes de confessar. A polícia investiga se houve premeditação

A professora Soraya Tatiana Bomfim França, de 58 anos, foi encontrada morta sob um viaduto em Vespasiano (MG), no último domingo (20). Dois dias depois do crime, o próprio filho da vítima, Matteos França Campos, de 32 anos, confessou ter cometido o assassinato.
Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, o homem relatou que vinha discutindo com a mãe por causa de problemas financeiros.

Ele acumulava dívidas com apostas online e, no dia 18 de julho, teria tido um “surto” durante uma briga no apartamento onde ambos viviam, e a enforcou.

Após o crime, Matteos colocou o corpo da mãe no porta-malas do carro e o deixou perto de um viaduto.

O corpo foi encontrado dois dias depois, coberto com um lençol, com roupas e queimaduras. A polícia aguarda o laudo da necrópsia para confirmar a causa da morte, mas não há sinais de violência sexual.

Mesmo após o crime, Matteos registrou um boletim de ocorrência, alegando que a mãe havia desaparecido enquanto ele viajava com amigos para a Serra do Cipó. A versão levantou suspeitas, e as investigações apontaram contradições.

“Todos os elementos indicavam que não havia outra pessoa no imóvel antes da viagem”, afirmou a delegada Ana Paula Rodrigues de Oliveira, que conduz o caso. Matteos foi preso temporariamente nesta sexta-feira (25). As investigações continuam.

 

Fonte: Notícias ao Minuto  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 28/07/2025/06:09:48

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Queda de ponte entre Maranhão e Tocantins foi causada por excesso de peso, diz PF

Foto:Reprodução | Perícia durou mais de sete meses. Laudo aponta que a queda foi provocada pela deformação do vão central, causada pelo excesso de peso dos veículos.

Mais de sete meses depois da tragédia que matou 14 pessoas e deixou outras três desaparecidas, a Polícia Federal concluiu a perícia sobre a queda da ponte Juscelino Kubitschek, que ligava os municípios de Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO).

No dia 22 de dezembro de 2024, próximo da véspera do Natal, dezenas de veículos cruzavam a ponte quando ela cedeu. Dezoito pessoas caíram no rio Tocantins. Apenas uma sobreviveu. O Fantásticoteve acesso exclusivo ao laudo final, que revela em detalhes como e por que a estrutura desabou.

A perícia da Polícia Federal durou mais de sete meses. Os peritos usaram drones, scanners a laser e modelagem 3D para reconstruir a cena do colapso. O laudo aponta que a queda foi provocada pela deformação do vão central, causada pelo excesso de peso dos veículos.

“No momento em que esse vão central foi cedendo, isso causou um esforço lateral na ponte, que causou aquela rachadura que a gente vê na filmagem”, explicou o perito criminal federal Bruno Salgado Lima.

O processo de colapso durou entre 15 segundos. O vão central caiu em menos de um segundo. A ponte foi construída na década de 1960, durante o governo de Juscelino Kubitschek, com um vão livre de 140 metros — um feito de engenharia para a época.

A estrutura foi erguida sobre um trecho profundo do rio Tocantins, onde não era possível instalar pilares. Para vencer esse desafio, foi usado concreto protendido, uma tecnologia inovadora no Brasil naquele período. Com o passar das décadas, a ponte não acompanhou o crescimento da frota de veículos nem o aumento da carga transportada.

Além disso, os materiais foram perdendo resistência com o tempo. A última grande reforma da ponte ocorreu entre 1998 e 2000. Os peritos identificaram que, nessa intervenção, foi feito um reforço lateral, retirada a camada original de concreto e aplicada uma nova camada de asfalto.

Essa alteração pode ter comprometido a estrutura. O reforço lateral “foi arrancado do concreto como se fosse fita crepe”, descreveu o perito criminal federal Laércio de Oliveira Silva Filho.

Em 2019, o DNIT encomendou um relatório técnico, publicado em 2020, que já apontava problemas graves: vibrações excessivas e um rebaixamento de 70 centímetros no vão central. O documento classificava as condições da ponte como “sofríveis e precárias” e recomendava reformas.

Uma tentativa de licitação foi feita em 2024, mas não teve vencedor. A ponte caiu antes que uma nova licitação fosse concluída. Com o laudo em mãos, a Polícia Federal agora vai ouvir os responsáveis pelo planejamento de recuperação da ponte. “Queremos entender por que o reparo não foi feito e por que o fluxo na ponte não foi interrompido”, afirmou o delegado Allan Reis de Almeida.

Para ele, não há dúvidas de que houve crime. “Houve uma omissão por parte de agentes públicos quanto à manutenção da obra. Não posso falar que esse desastre foi um caso fortuito. Ele foi anunciado, era de conhecimento, e era plausível que poderia acontecer.”

O DNIT, responsável pela manutenção da ponte, informou que os trabalhos da comissão técnica que apura os fatos foram finalizados e estão na corregedoria do departamento.
O Ministério dos Transportes disse que o superintendente regional do DNIT no Tocantins, Renan Bezerra de Melo Pereira, foi exonerado em abril.
Em nota, Renan Bezerra afirmou que exerceu o cargo com zelo e responsabilidade por apenas um ano e cinco meses, que aguarda as perícias e que não é culpado pela tragédia.

Entre as vítimas da queda da ponte está a família de Alessandra, o marido Salmon e o neto Felipe, de 10 anos. Eles viajavam de Palmas para o Maranhão e se despediram dos parentes um dia antes do acidente. “Eles estavam muito felizes com essa viagem”, contou Maristelia Alves, parente das vítimas.

A caminhonete da família aparece em um vídeo entrando na ponte, atrás de um caminhão. O corpo de Alessandra foi encontrado. Salmon e Felipe continuam desaparecidos. “É muito sofrimento para a nossa família”, disse Maristelia.

Em fevereiro, o que restou da ponte foi implodido. No mesmo local, uma nova estrutura está sendo construída. A nova ponte terá 630 metros de extensão — 100 a mais que a anterior — e um vão central de 154 metros, sustentado por dois pilares com altura equivalente a um prédio de sete andares. A obra, orçada em R$ 171 milhões, deve ser concluída em dezembro.

Enquanto isso, balsas fazem a travessia entre os estados. A espera pode durar horas. “Aqui já tem um pouco mais de duas horas esperando”, disse o gesseiro Luiz Oliveira. “Às vezes, eu chego aqui meio-dia e consigo passar 10 horas da noite”, relatou o caminhoneiro Júlio César.

Para o diretor técnico-científico da Polícia Federal, Roberto Reis Monteiro Neto, o caso é um alerta. “Esse é um caso que mostra a importância da prevenção. Se eu tenho uma manutenção adequada, no tempo adequado, e reavaliações periódicas da carga suportada pelas pontes, talvez a gente consiga evitar que isso aconteça novamente.”

 

Fonte: G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 28/07/2025/06:09:48

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Crédito consignado para CLT, incluindo motoristas de app, é sancionado pelo governo federal

Foto:Reprodução | O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (25) a lei que institui o Crédito do Trabalhador, voltado a empregados da iniciativa privada com carteira assinada (CLT). Lula também aprovou a inclusão de motoristas e entregadores de aplicativos, feita pelo Congresso Nacional durante a tramitação da matéria.

A norma foi publicada no Diário Oficial da União, informou o Palácio do Planalto.

O consignado CLT foi instituído por Medida Provisória (MP) do governo federal em março, mas dependia da aprovação final dos parlamentares para não perder a validade.

Desde então, de acordo com dados do governo federal, o programa já movimentou R$ 21 bilhões em empréstimos, por meio de 4.075.565 contratos que abrangem mais de 3,1 milhões de trabalhadores.

A média de crédito por trabalhador é de R$ 6.781,69, com prazo médio de 19 meses para pagamento das parcelas.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que cerca de 60% dos empréstimos estão concentrados em trabalhadores que recebem até quatro salários mínimos, segmento que, segundo a pasta, não tinham acesso a crédito com condições mais vantajosas. Atualmente, a média dos juros cobrados no consignado CLT é de 3,56% ao mês.

Para beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o teto estabelecido é ainda mais baixo, atualmente fixado em 1,80% ao mês. Em outra ponta, o empréstimo pessoal não consignado apresenta taxas médias que variam entre 6,50% e 8,77% ao mês, com uma média geral de 8,1%, valores consideravelmente mais elevados.

Pela lei, o MTE será responsável por fiscalizar se os empregadores estão cumprindo corretamente a obrigação de realizar todos os procedimentos necessários para a operacionalização dos descontos e o repasse dos valores das prestações contratadas em operações de crédito consignado. Segundo a pasta, caso sejam identificados descontos indevidos ou a ausência de repasse dos valores aos bancos, o empregador poderá ser penalizado com multa administrativa.

A nova lei também estabelece a criação do Comitê Gestor das Operações de Crédito Consignado, que definirá parâmetros, elementos, os termos e as condições dos contratos, bem como a execução dessas operações. O Comitê será composto por representantes da Casa Civil, do Ministério do Trabalho e Emprego, que coordenará o grupo, e do Ministério da Fazenda.

Motoristas de aplicativo

No caso do crédito aos motoristas de transporte de passageiros por aplicativo, a concessão dependerá da existência de convênio entre a plataforma à qual o trabalhador está ligado e instituições de crédito. Neste caso, ao contratar empréstimo, o trabalhador oferecerá como garantia os valores recebidos no aplicativo.

Na sanção da nova lei, o presidente da República vetou dispositivos relacionados ao compartilhamento de dados pessoais entre instituições consignatárias, por entender que violam a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Além da sanção, Lula assinou o Decreto n° 12.564, que exige o uso de mecanismos de verificação biométrica e de identificação do trabalhador na assinatura dos contratos, em conformidade com a LGPD. No caso de portabilidade de empréstimos consignados, as novas taxas de juros deverão ser inferiores às da operação original. O trabalhador poderá comprometer até 35% do seu salário com o pagamento das parcelas do empréstimo.

Crédito

O trabalhador que deseja acessar o crédito deverá fazê-lo diretamente no site ou aplicativo dos bancos e na página da Carteira de Trabalho Digital na internet ou no aplicativo de mesmo nome. Ao acessar, o trabalhador pode autorizar o compartilhamento dos dados do eSocial,  sistema eletrônico que unifica informações trabalhistas, para pedir a proposta de crédito.

Após a autorização de uso dos dados, o trabalhador recebe as ofertas em até 24 horas, analisa a melhor opção e faz a contratação no canal eletrônico do banco. A partir de 25 de abril, os bancos também poderão operar a linha do consignado privado dentro de suas plataformas digitais.

As parcelas do crédito consignado serão descontadas na folha do trabalhador mensalmente, por meio do eSocial, até a margem consignável de 35% do salário bruto, incluindo comissões, abonos e demais benefícios. Após a contratação, o trabalhador acompanha mensalmente as atualizações do pagamento.

Além disso, os trabalhadores com outros empréstimos consignados ativos podem migrar o contrato existente para o novo modelo dentro de um mesmo banco e entre bancos diferentes. O relatório diz que nas operações de portabilidade deverá haver “taxa de juros inferior à taxa de juros da operação originária”.

No caso de desligamento, o valor devido será descontado das verbas rescisórias, observado o limite legal de 10% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e 100% da multa rescisória.

Se o valor descontado for insuficiente, o pagamento das parcelas é interrompido, sendo retomado quando o trabalhador conseguir outro emprego CLT. Nesse caso, o valor das prestações será corrigido. O trabalhador também poderá procurar o banco para acertar uma nova forma de pagamento.

Fonte:  Agência Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 28/07/2025/06:09:48

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INSS: 1,1 milhão de aposentados serão ressarcidos até 30 de julho

Foto:Reprodução | Balanço divulgado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) contabiliza que, na primeira semana de ressarcimento pelos descontos indevidos feitos por entidades associativas a aposentados e pensionistas, 533 mil beneficiários já foram contemplados com o depósito em suas contas bancárias.

“E a gente já tem programado o pagamento, até dia 30 de julho, quarta-feira, de um total de 1,147 milhão de aposentados e pensionistas que foram vítimas desse golpe”, disse o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller, durante entrevista ao programa A Voz do Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

De acordo com o INSS, até o final da tarde de sexta-feira (25), foram contabilizadas 1,248 milhão de adesões, de um total de 2,295 milhões pessoas aptas a fazer o acordo proposto pelo governo federal para antecipar o reembolso.

“Nossa ideia é que esses 2,295 milhões de aposentados e pensionistas façam adesão de maneira imediata para poder receber rapidamente esse valor”, disse o presidente do instituto.

Número pode subir

Este número pode subir, segundo Gilberto Waller. “Até sexta-feira, 4,8 milhões de pessoas ainda não haviam reconhecido o desconto, para dar início ao processo com 15 dias úteis previstos para a instituição [que fez a cobrança supostamente indevida] responder”, disse.

A adesão ao acordo pode ser feita até o dia 14 de novembro. Vale ressaltar que os reembolsos serão feitos na conta em que o benefício é pago, por ordem de adesão. Ou seja, quem aderir primeiro, recebe primeiro.

Comunicação

“Não queremos deixar nenhuma aposentado para trás. Por isso estamos aumentando a forma de comunicação por por vários meios: pelo aplicativo do meu INSS; por avisos nas instituições financeiras. O banco já avisa no seu extrato sobre a possibilidade de você pode aderir, a esse 1,1 milhão que ainda que não aderiram”, detalhou.

Além disso, o governo federal usará também mensagens de WhatsApp. Ele, no entanto alerta que essas mensagens enviadas ao celular não terão link relativo à contestação.

“Dirá apenas que você está apto a fazer essa adesão ao acordo para receber o dinheiro de maneira rápida, integral e corrigida pelo IPCA”, explicou, alertando que se o aposentado ou pensionista receber mensagem link deve ignorá-la, pois trata-se de golpe.

“A adesão não será pelo Whatsapp. Será apenas pelo aplicativo do INSS ou em agências dos Correios”, complementou.

Correios

Segundo Waller, mais de 2 milhões de pessoas já buscaram os Correios; e 1,3 milhão dos que identificaram o desconto já apresentaram a contestação, o que “representa quase 30% do nosso público total de contestações”.

Quem adere ao acordo se compromete a não entrar na Justiça para solicitar o ressarcimento.

“Caso o beneficiário já tenha uma ação ou não tenha recebido via judicial, ele ainda pode fazer a adesão ao acordo. Se ingressou com ação antes de 23 de abril, ele faz o acordo e desiste da ação. O INSS vai, inclusive, pagar 5% de honorários advocacias para o seu advogado”, acrescentou.

Quem pode aderir?

Podem aderir ao acordo os aposentados e pensionistas que contestaram os descontos indevidos e não receberam resposta da entidade ou associação após 15 dias úteis.

A adesão é gratuita e, antes de assinar o acordo, os aposentados e pensionistas podem consultar o valor que têm a receber.

A adesão é feita exclusivamente pelos seguintes canais:

Aplicativo ou site Meu INSS
    Agências dos Correios

A central telefônica 135 está disponível para consultas e contestações, mas não realiza adesão ao acordo.

Como aceitar o acordo pelo aplicativo Meu INSS?

Acesse o aplicativo Meu INSS com CPF e senha;
Vá até “Consultar Pedidos” e clique em “Cumprir Exigência” em cada pedido (se houver mais de um);
Role a tela até o último comentário, leia com atenção e, no campo “Aceito receber”, selecione “Sim”;
Clique em “Enviar” e pronto. Depois, basta aguardar o pagamento

Como funciona o processo até a adesão ao acordo?

O beneficiário registra a contestação do desconto indevido;
Aguarda 15 dias úteis para que a entidade responda;
Se não houver resposta nesse prazo, o sistema abre a opção para adesão ao acordo de ressarcimento.

Fonte: Agência Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 28/07/2025/06:09:48

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Antes restrita à Amazônia, febre oropouche se espalha pelo país

Foto:Reprodução | Infecções foram confirmadas em 18 estados mais Distrito Federal

Até 2023, a febre oropouche era uma doença quase exclusiva dos estados da Região Amazônica, mas este ano, o Espírito Santo, a quase 3 mil km de distância se tornou recordista de casos com 6.318 registros.

Pesquisadores tentam entender o que levou a doença a se espalhar pelo Brasil, e gestores de saúde pensam estratégias para controlar a oropouche em meio a uma população sem nenhuma imunidade prévia.

Este ano, infecções por oropouche já foram confirmadas em 18 estados mais o Distrito Federal, somando 11.805 casos. Cinco pessoas morreram pela doença, 4 no Rio de Janeiro e 1 no Espírito Santo e há duas mortes sendo investigadas.

Em praticamente todas as semanas, os casos deste ano superam os do ano passado, e a expectativa é que que a soma de 2025 seja superior a quantia de 13.856 registrada em 2024. O número de mortos já é superior.

No ano passado, foram quatro: 2 na Bahia, 1 no Espírito Santo e 1 em Santa Catarina.

A febre oropouche é causada por um vírus transmitido pelo mosquito Culicoides paraensis, mais conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, incidente em todo o país.

Ela causa sintomas semelhantes aos de outras doenças transmitidas por mosquitos, como dengue e chikungunya, principalmente febre e dor na cabeça, músculos e articulações.

A infecção também pode causar complicações na gravidez, incluindo microcefalia, malformações e óbito do feto, assim como o Zika virus. Por isso, o Ministério da Saúde recomenda que as gestantes que vivem em áreas com registros da doença reforcem a proteção contra os mosquitos.

Apesar da transmissão do vírus por via sexual ainda não ter sido comprovada, pessoas com sintomas também devem usar preservativo durante as relações sexuais como medida preventiva.

De acordo com o chefe do Laboratório de Arbovírus e Hemorrágicos do Instituto Oswaldo Cruz, Felipe Naveca, estudos genéticos mostram que os casos que se proliferam no Brasil foram causados por uma nova linhagem do vírus, que surgiu no Amazonas, circulou pela Região Norte e depois se espalhou.

“E nós também conseguimos mostrar que esse cenário está muito relacionado com algumas áreas de desmatamento recente, principalmente no sul do Amazonas e no norte de Rondônia, que serviram como pontos cruciais para dispersão desse vírus.

Aí pessoas infectadas acabaram levando para fora da Região, porque depois que ela é infectada pelo vírus, leva um tempo até manifestar os sintomas”, complementa Naveca.

O maruim existe em todo país, mas precisa de ambientes úmidos e com matéria orgânica em decomposição para se reproduzir, por isso, é mais incidente em áreas florestais e de plantações, especialmente nas lavouras de banana.

Os surtos têm ocorrido principalmente em regiões periurbanas, de transição entre ambientes rurais e de mata e áreas habitadas por humanos. Apenas as fêmeas transmitem o vírus da febre oropouche, que também podem ser inoculados em animais.

Segundo Naveca, as mudanças ambientais também têm um papel na proliferação da doença. “Todas as vezes que você tem eventos mais extremos, seja de seca ou cheia dos rios, isso afeta a população não só do vetor, mas também dos animais que o mosquito se alimenta. Então, isso modifica todo esse ecossistema. Os nossos dados mostram que a população do vírus, aumentava justamente nos períodos de chuva na Região Amazônica.”

Um estudo internacional recente analisou dados de seis países sulamericanos, incluindo o Brasil, e identificou que as variáveis climáticas, como as mudanças de padrão da temperatura e da chuva, foram os principais fatores de influência para a disseminação da oropouche, contribuindo com 60%. Por isso, os pesquisadores acreditam que eventos climáticos extremos, como o El Niño, provavelmente tiveram um papel fundamental no surto iniciado em 2023.

O Ministério da Saúde reforçou o monitoramento dos casos de Oropouche e tem feito reuniões periódicas e visitas técnicas aos estados, para orientar as autoridades locais sobre as formas corretas de notificar, investigar e encerrar os casos suspeitos.

“Em parceria com a Fiocruz e a Embrapa, a pasta realiza estudos sobre o uso de inseticidas para o controle do vetor, com resultados preliminares promissores.

As evidências apoiam a definição de estratégias de enfrentamento da doença, especialmente durante surtos, e a redução de seu impacto na população. A prevenção inclui o uso de roupas compridas, sapatos fechados, telas de malha fina nas janelas e eliminação de matéria orgânica acumulada”, declarou o Ministério em nota.

Espírito Santo

As autoridades de saúde do Espírito Santo também estão em alerta já que o pequeno estado com pouco mais de 4 milhões de habitantes se tornou o recordista de casos no ano passado e este ano.

O subsecretário estadual de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso, explica que boa parte dos 78 municípios capixabas têm características periurbanas, com muitas áreas de plantação, o que facilita a reprodução do maruim.

Com mosquitos em abundância, e uma população sem imunidade prévia, o vírus encontrou as condições ideais para se disseminar.

“Nós identificamos também que os primeiros casos ocorreram na época da colheita do café, que é um período que circulam muitas pessoas que vêm de outros estados para trabalhar nas lavouras. Isso acaba sendo um momento favorável para a transmissão, ainda porque os trabalhadores passam uma semana em uma cidade, depois seguem para outra…” complementa Cardoso.

Enquanto os pesquisadores trabalham para mapear as áreas de maior incidência do maruim, a secretaria reforça o treinamento dos profissionais de saúde.

“Como era uma doença desconhecida, eles começaram a entender agora o que está acontecendo, para saber identificar e agir diante de um caso de Oropouche.

Então nós estamos fazendo a qualificação das equipes municipais, para fazer o reconhecimento clínico, principalmente diferenciar a oropouche da dengue e das outras arboviroses e estamos treinando também os agentes comunitários de saúde”, garante o subsecretário estadual de Vigilância em Saúde.

A febre oropouche também se tornou uma novidade indesejável em alguns estados da Região Nordeste, com destaque para o Ceará, que registrou 674 casos este ano.

De acordo com o Secretário Executivo de Vigilância em Saúde do estado, Antonio Lima Neto, os casos no Ceará também começaram em áreas de plantio, principalmente de banana, mas também de cacau e mandioca.

“No primeiro ano, nós tivemos 255 casos, que se concentraram em distritos rurais, com pequenos povoados, todos localizados na região Serrana do Ceará, conhecida como Maciço de Baturité.

Em 2025, quando a doença retornou, ocorreu algo diferente que foi uma transição da doença para a principal cidade da região, que é Baturité. Onde, ao invés de você ter 500 moradores, você tem 20.000 pessoas”, complementa.

De acordo com o secretário executivo, o estado também está investindo em ações de manejo clínico e vigilância laboratorial, para diagnosticar corretamente a doença, especialmente em gestantes.

O Ceará foi um dos estados que registrou a morte de um feto, após a infecção da mãe por oropouche. No ano passado, pelo menos cinco casos de óbito fetal e um caso de anomalia congênita foram registrados no Brasil, causados pelo vírus.

“O controle vetorial de um mosquito domiciliado, ele tem um fundamento central, que é a eliminação de criadores, como no caso do Aedes Aegypt.

Você eliminar os locais onde ele se reproduz, você renovar a água, cuidar do lixo doméstico… Com o mosquito-pólvora, você teria que fazer uma barreira química entre as plantações e as áreas onde as pessoas vivem.

O Ministério da Saúde tem realizados testes em busca de produtos eficientes, mas não é algo trivial”, afirma Antonio Lima Neto.

 

Fonte: Agência Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 28/07/2025/06:09:48

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Veja os países que já fecharam acordos comerciais com os EUA em 2025

Foto:© Getty | União Europeia, Japão, Vietnã, Indonésia, Filipinas, Reino Unido e China firmaram acordos bilaterais com os Estados Unidos para evitar tarifas elevadas.

Outros países, como Índia, Coreia do Sul e Argentina, ainda negociam com o governo Trump para reduzir alíquotas antes do prazo final

Diversos países aceleraram negociações comerciais com os Estados Unidos e conseguiram firmar acordos bilaterais para evitar as tarifas elevadas anunciadas pelo governo Trump, que devem entrar em vigor no dia 1º de agosto.

A medida faz parte da nova estratégia norte-americana para reequilibrar sua balança comercial. Até o momento, o Brasil não chegou a um entendimento com Washington e pode enfrentar uma taxa de até 50% sobre suas exportações.
Neste domingo (27), os EUA fecharam um acordo com a União Europeia. Após reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o presidente Donald Trump confirmou que as exportações do bloco europeu serão taxadas em 15%, abaixo dos 30% aplicados anteriormente. O acordo prevê que a UE compre US$ 750 bilhões em energia dos Estados Unidos e invista outros US$ 600 bilhões na economia americana.

Além do bloco europeu, outros países também já concluíram entendimentos com os EUA:

Japão: firmou um acordo no último dia 22, reduzindo a tarifa de 25% para 15% em troca de US$ 550 bilhões em investimentos e maior abertura do mercado japonês a produtos agrícolas e automotivos americanos. As tarifas sobre aço e alumínio, porém, foram mantidas em 25%.

Indonésia: anunciou um pacto com os EUA que elimina 99% das tarifas indonésias sobre produtos americanos. Em contrapartida, os EUA reduziram de 32% para 19% a tarifa sobre bens indonésios. A Indonésia também se comprometeu a comprar US$ 15 bilhões em produtos dos EUA.

Filipinas: fechou acordo que estabelece uma tarifa de 19% sobre produtos filipinos exportados aos EUA. Em troca, produtos americanos terão isenção total no mercado filipino. O acordo inclui ainda uma ampliação da cooperação militar entre os países.

Vietnã: teve a tarifa sobre seus produtos reduzida de 46% para 20%. Para mercadorias de terceiros países que passam pelo Vietnã, a alíquota será de 40%. O governo vietnamita também garantiu acesso irrestrito ao seu mercado e não aplicará tarifas sobre produtos dos EUA.

Reino Unido: foi o primeiro país a fechar acordo no segundo mandato de Trump. A tarifa base para produtos britânicos foi fixada em 10%, com isenção total para o setor aeroespacial dentro de cotas definidas. O Reino Unido reduziu sua tarifa média de 5,1% para cerca de 1,8% sobre produtos americanos.

China: após os EUA anunciarem tarifas mínimas de 145% sobre produtos chineses, os dois países firmaram uma trégua que deve ser prorrogada por mais 90 dias. Durante esse período, os EUA cobrarão uma tarifa-base de 30%, enquanto a China aplicará 10% sobre produtos americanos.

Países ainda em negociação

Outros países seguem em tratativas com os EUA. Segundo a Bloomberg, os Estados Unidos negociam com a Índia uma redução de tarifas para menos de 20%, em troca da diminuição de tributos indianos sobre produtos agrícolas norte-americanos.

A Coreia do Sul afirmou que apresentará um pacote comercial “mutuamente aceitável”, incluindo cooperação em construção naval e tentativa de reduzir a tarifa de 25% que enfrenta atualmente.

A Argentina, de acordo com o jornal Clarín, busca tarifa zero sobre 80% de seu comércio bilateral com os EUA, especialmente na área siderúrgica.

O ministro de Comércio da Malásia, Anwar Ibrahim, informou que negocia a redução das tarifas para menos de 20%.

Uma delegação de Taiwan está em Washington para discutir um possível acordo, enquanto o Bangladesh encomendou 25 aviões da Boeing como gesto diplomático, tentando evitar uma tarifa de 35%.

Brasil ainda sem acordo

O Brasil continua sem acordo com os Estados Unidos. Na última quinta-feira (24), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, afirmou ter conversado com o secretário de Comércio norte-americano, Howard Lutnick. Segundo Alckmin, o Brasil propôs dobrar a relação bilateral nos próximos cinco anos.

Apesar da iniciativa, o país segue na lista de nações que podem enfrentar as tarifas mais altas — com alíquota prevista de até 50% a partir de 1º de agosto. O setor empresarial brasileiro pressiona por um adiamento para prolongar as negociações, mas neste domingo Trump declarou que não pretende abrir novas rodadas de negociação com outros países até o início do próximo mês, o que reduz as chances de uma reversão no curto prazo.

 

Fonte: Notícias ao Minuto e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 28/07/2025/06:09:48

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