Salário de servidor será congelado, governo quer poupar R$ 9,8 bi

Também haverá corte de benefícios como auxílio-moradia e ajuda de custo em casos de remoção

A equipe econômica de Michel Temer está providenciado medidas para cortas gastos e aumentar receitas. A revisão da meta de deficit deste ano e de 2018 está praticamente definida e o governo prevê congelar salários de servidores em 2018 para economizar R$ 9,8 bilhões.

Como destaca a Folha de S. Paulo, serão atingidos professores, militares, policiais, auditores da Receita Federal, peritos do INSS, diplomatas e oficiais de chancelaria e carreiras jurídicas. Outras categorias poderão ser incluídas.

O governo também avalia fixar o salário inicial de novos servidores em R$ 5.000 e haverá corte de benefícios como auxílio-moradia e ajuda de custo em casos de remoção.

O governo abortou a estratégia de aumentar o Imposto de Renda, porém, deve rever benefícios tributários para melhorar a arrecadação.

O Ministério do Planejamento aguarda o envio da nova proposta de reoneração da folha de pagamento para o Congresso. Nesta semana, o governo decidiu revogar o texto para que o tributo referente a julho não fosse cobrado das empresas.

O Refis é outra alternativa da equipe econômica. O governo tenta reverter as mudanças feitas por comissão da Câmara, que alterou a medida provisória e concedeu mais benefícios do que o planejado.

A previsão era obter R$ 13,8 bilhões, porém, só entraram R$ 3,5 bilhões, e o prazo de adesão vence em 31 de agosto.

Na segunda-feira (14) devem ser anunciadas as metas de deficit e, sem esses recursos, a conta não fecha e ficará difícil cumpri-las. A repotagem destaca que, para 2017, a meta passará de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões. Para 2018, de R$ 129 bilhões também para R$ 159 bilhões.

Fonte: NOTÍCIAS AO Minuto.
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Associação alertará mercado sobre possíveis atrasos em exportação de grãos por protestos

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) deverá divulgar na sexta-feira um comunicado oficial ao mercado informando sobre a possibilidade de atrasos na entrega de grãos para exportação nos portos do Brasil, em razão dos protestos que bloqueiam a BR-163, em Mato Grosso, nesta semana.

Conhecido como “announcement”, esse comunicado é uma sinalização ao mercado e pode ser utilizado por exportadores que eventualmente venham a acionar mecanismos de força maior, na hipótese de não conseguirem cumprir os prazos estipulados.

Assim, tais players ganham certa segurança jurídica e, em alguns casos, evitam inclusive o pagamento de multas aos importadores, afirmou à Reuters o diretor-geral da Anec, Sérgio Mendes.

“Já há pedidos de meus associados para que a Anec solte um ‘announcement’, para justificar ao importador por que a carga demorou a chegar ao porto. Vamos soltar amanhã”, disse Mendes.

A Anec destacou que ainda há estoques de grãos nos portos para os próximos dias e que o “announcement” alerta apenas para a possibilidade de interrupção dos embarques, não que isso efetivamente irá ocorrer. Além disso, a associação já deu início a articulações com o governo para pedir soluções.

A decisão pela divulgação do comunicado vem na esteira de três dias consecutivos de protestos na BR-163 em Mato Grosso. A via é a principal ligação entre as áreas produtoras do médio-norte do Estado e portos tanto ao sul do país, como Santos (SP) e Paranaguá (PR), quanto ao norte, a exemplo do terminal fluvial de Miritituba (PA).

Na manhã desta quinta-feira, os bloqueios, realizados por manifestantes contrários ao aumento das alíquotas de PIS/Cofins sobre os combustíveis, atingiram também Nova Mutum, no km 599, além de Sorriso, no km 747 da BR-163.

Ainda que o foco maior de preocupação da Anec seja a BR-163, as manifestações têm ocorrido também em outras estradas do país. Na segunda-feira, o acesso ao porto de Santos, o principal do país, chegou a ser bloqueado parcialmente.

Conforme a Rota do Oeste, que administra 800 quilômetros da BR-163, os manifestantes impediam a passagem apenas de veículos pesados, como caminhões carregados com milho, cuja segunda safra está em fase de colheita.

Ainda de acordo com a concessionária, os bloqueios já foram encerrados em Nova Mutum e devem continuar à tarde, de forma intermitente, em Sorriso.

Esta é a segunda vez em menos de um mês que a BR-163 registra protestos. Em julho, a via teve bloqueios durante duas semanas na região de Novo Progresso (PA) em meio a discussões envolvendo a exploração da Floresta Nacional do Jamanxim.

Fonte: terra.com
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Maggi crê em retomada de compra de carne pelos EUA em até 60 dias

(Reuters) – A retomada das compras de carne bovina in natura brasileira pelos Estados Unidos, suspensas desde 22 de julho, ainda depende da conclusão de análises técnicas e pode ocorrer em 30 a 60 dias, disse nesta segunda-feira o ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

“É preciso aguardar as análises das informações que eles estão recebendo”, disse Maggi, após encontro com o secretário do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), Sonny Perdue, para tratar do assunto.

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) afirmou após o encontrou que a negociação com o Brasil permanece aberta a diálogo, mas ressaltou que não há cronograma para a retomada das importações.

Os EUA não são grandes importadores de carne bovina in natura brasileira, após abrirem seu mercado apenas no ano passado. Mas o aval norte-americano, pelo seu elevado padrão técnico, dá a chancela para o Brasil conquistar outros importadores.

Segundo dados da associação de exportadores do Brasil (Abiec), os norte-americanos compraram apenas 3 por cento da carne bovina in natura brasileira de janeiro a junho.

Uma equipe de técnicos do ministério brasileiro está nos EUA desde o último dia 13 em contato com a área de Defesa Sanitária daquele país para tratar do atendimento às exigências feitas pelo governo dos EUA para restabelecer as importações de carne bovina, interrompidas por causa de preocupações sanitárias.

Em março, depois da Operação Carne Fraca, os norte-americanos passaram a inspecionar 100 por cento das carnes importadas do Brasil. No mês passado, o governo dos EUA informou ao ministério que foram encontrados abscessos (caroços) em algumas carnes brasileiras.

“Tenho certeza que as mudanças que fizemos são tecnicamente aceitáveis e modificam muito o patamar anterior. Então, fico animado, porque sei que serão reconhecidas pelos técnicos americanos”, disse o ministro Maggi, segundo nota oficial.

Uma das medidas adotadas foi deixar de embarcar as peças dianteiras inteiras, como vinha sendo feito. Agora elas serão fracionadas, com o objetivo de identificar mais facilmente os abscessos. Naquela parte do boi são aplicadas as vacinas contra a febre aftosa, onde foram detectadas reações à aplicação, comentou o ministério.

O ministro admitiu ainda que nenhum país livre de aftosa com vacinação pode exportar peças com osso, e que tal problema não deve se repetir –no caso de existência do vírus da aftosa, o osso é um vetor de transmissão.

“Como o Brasil mudou e está fazendo cortes menores, é possível observar isso com toda a tranquilidade e garantir que achados que trouxeram impedimento à entrada da carne brasileira não aconteçam mais”, declarou.

Segundo Maggi, “ficou o compromisso de que o (retorno das compras) será o mais rápido possível, assim que coisas estiverem esclarecidas”.

“Não há qualquer objeção política por parte do secretário do governo americano”, completou o ministro.

Por Ana Mano e Roberto Samora; Reportagem adicional da Redação de Washington

Fonte: painelagroeconomico.
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Manteiga tem alta acumulada de quase 30% em 12 meses

 Preço do produto ficou bem acima da inflação de 4%, segundo o Dieese-PA

O quilo da manteiga consumido pelos paraenses nos últimos 12 meses tem uma alta acumulada de 27,72%, contra uma inflação de apenas 4% estimada para o mesmo período. Os dados são de uma pesquisa do Dieese-PA (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgada nesta terça-feira (30).

Segundo o estudo, realizado em mercearias, padarias e supermercados da Grande Belém, o quilo da manteiga fechou o ano ano passado sendo comercializado em média a R$ 34,79. No início deste ano foi encontrado a R$ 35,19; em março, com uma pequena redução, foi encontrado a R$ 33,33. No mês passado, com nova alta, o quilo do produto foi encontrado em média a R$ 34,65. Com essa nova alta, segundo o Dieese, o quilo da manteiga teve um reajuste acumulado de  27,72 % , contra uma inflação de apenas 4% estimada para o período. A tendência ainda é de alta para o mês de maio.

Fonte: ORMNews.
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Combustíveis têm novos preços no País

Gasolina apresenta redução de preço médio de 5,4% e o diesel, com redução de preço médio de 3,5%

Desde a última quinta-feira, 25, já está em vigor a nova redução no preços dos combustíveis (gasolina e diesel) em todo o País. Assim, conforme anunciou a Petrobras, a gasolina apresenta redução de preço médio de 5,4% e o diesel, com redução de preço médio de 3,5%. Esses valores, no entanto, começaram a valer a partir de ontem.

“Se o ajuste for integralmente repassado e não houver alterações nas demais parcelas que compõem o preço ao consumidor final, o diesel pode reduzir 2,2%, ou cerca de R$ 0,07 por litro, em média, e a gasolina, 2,4% ou R$ 0,09 por litro, em média”, projetou a Petrobras.

A estimativa é de que caso essa redução na refinaria seja repassada integralmente ao consumidor, a queda no preço do litro do óleo diesel deve alcance cerca de 2,2% ou  R$ 0,07 por litro. No caso da gasolina, a queda deve alcançar 2,4% ou R$ 0,09 por litro. “O problema que se levanta agora, como das outras vezes, é se esta redução anunciada pela Petrobras vai de fato chegar ao consumidor final nos postos de combustíveis”, questionou o supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), Roberto de Sena.

Segundo análise do Dieese/PA, para a nova redução no preço dos combustíveis no Estado chegar ao consumidor final, a exemplo das reduções ocorridos no ano passado, “vai depender de uma série de fatores, entre eles: a entrega por parte das distribuidoras aos postos, combustíveis já com redução de preço efetuada pelo Governo na Refinaria e por parte dos Postos a manutenção  das margens de comercialização”.

Até a manhã de ontem, em diversos postos da capital, entretanto, os preços não sofreram alterações. Para o assistente administrativo Anderson Alves, de 27 anos, a redução nos preços da gasolina e óleo diesel vem em boa hora. “Não estava sabendo, ainda, da redução nos preços, mas, sem dúvida, é uma excelente notícia. O que a gente paga pela gasolina é um absurdo. Eu, inclusive, tenho aproveitado caronas com colegas de trabalho, com meus pais ou, em algumas situações, ando de ônibus, para economizar o que gasto com a gasolina”, comentou.

Fonte: ORMNews.
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Transações do Brasil com exterior têm melhor resultado desde 2005

No mesmo mês do ano passado, houve deficit de US$ 864 milhões

Com o bom desempenho das exportações, as transações do Brasil com o exterior tiveram superavit de US$ 1,4 bilhão no mês passado, o melhor resultado para o mês desde 2005 e o primeiro positivo para março desde 2007, informou nesta terça-feira (25) o Banco Central.

No mesmo mês do ano passado, houve deficit de US$ 864 milhões.

A expectativa do BC para o mês passado era de um deficit de US$ 1,5 bilhão.

O bom resultado foi determinado pela balança comercial.

As vendas de bens para outros países somaram US$ 20 bilhões, e as importações US$ 13,1 bilhões, o que possibilitou um resultado positivo de US$ 6,9 bilhões na balança comercial.

VIAGENS

A balança comercial compensou o deficit nas transações de serviços do Brasil com outros países, que foi de US$ 2,5 bilhões no mês.

Esse rombo ocorreu porque os gastos dos brasileiros com viagens a outros países somou US$ 1,5 bilhão, pouco acima do R$ 1,3 bilhão registrado em março de 2016.

Como as despesas de estrangeiros com viagens no Brasil totalizou US$ 650 milhões, houve um resultado negativo de US$ 880 milhões nessa rubrica.

O investimento direto estrangeiro foi de US$ 7,1 bilhões no mês passado, acima dos US$ 5,5 bilhões de março de 2016.

ACUMULADO

No acumulado do ano, o resultado das transações com outros países está bem abaixo ainda do rombo de US$ 7,5 bilhões registrado no mesmo período do ano passado, mas ainda é deficitário em US$ 4,6 bilhões. Com informações da Folhapress.

Fonte: Notícias ao minuto.
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Governo propõe salário mínimo de R$ 979 para 2018

Valor consta do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, apresentado hoje (7). Atualmente, o salário mínimo é R$ 937

O governo propôs salário mínimo de R$ 979 para o próximo ano. O valor consta do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, apresentado hoje (7) pelos ministros anunciaram os ministros do Planejamento, Dyogo Oliveira, e da Fazenda, Henrique Meirelles.

Atualmente, o salário mínimo é R$ 937. De acordo com Oliveira, a equipe econômica seguiu a regra atual, que determina a correção do mínimo pela inflação do ano anterior pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país) de dois anos anteriores.

Como em 2016 houve contração de 3,6% do PIB, o salário mínimo será corrigido exclusivamente pela variação do IPCA de 2017. Para chegar a estimativa, o governo considerou a estimativa de 4,48% para o IPCA que consta do boletim Focus, pesquisa com mais de 100 instituições financeiras divulgada toda semana pelo Banco Central.
Aumento do déficit

O projeto da LDO aumentou em R$ 50 bilhões, de R$ 79 bilhões para R$ 129 bilhões, a meta de déficit primário (resultado negativo nas contas do governo sem o pagamento dos juros da dívida pública) para 2018. De acordo com os ministros, a nova meta leva em conta a queda de arrecadação decorrente da recessão de 2015 e de 2016, que se manifesta nas receitas do governo com certo tempo de defasagem.

“Em 2018 ainda sofreremos um processo de atraso da resposta na receita. As empresas ainda estarão acumulando muitos créditos fiscais decorrentes de prejuízos anteriores. A recuperação da economia em 2018 não impacta imediatamente na arrecadação. Do lado das receitas ainda teremos em certa medida efeitos da recessão”, disse Oliveira.

De acordo com o ministro do Planejamento, mesmo com crescimento de 2,5% no PIB para o próximo ano, a arrecadação federal ainda vai demorar a recuperar-se. Segundo ele, a partir de 2019, o governo espera uma recomposição da receita, mas ainda sem voltar aos níveis de 2011, quando a receita era dois pontos percentuais do PIB acima do nível atual.

folha-1Fonte: ORMNews.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
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Média de reajustes salariais em 2016 foi a pior em 13 anos

A maior parte desses reajustes foi pouco acima da inflação, entre 0,01% e 1% superiores ao INPC

Pela primeira vez desde 2003, os reajustes salariais no Brasil tiveram variação real negativa. Descontada a inflação, os trabalhadores viram sua remuneração encolher em média 0,52% em 2016, segundo levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

A proporção de reajustes abaixo da inflação no ano passado quase dobrou em relação a 2015, passando de 18,7% para 36,7%. Na outra ponta, os reajustes acima da inflação atingiram o segundo menor patamar da série histórica do Dieese, iniciada em 1996.

Em 2016, 18,9% dos reajustes ficaram acima do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Apenas 2003 registrou uma proporção menor, de 18,8%.

A maior parte desses reajustes foi pouco acima da inflação, entre 0,01% e 1% superiores ao INPC. Cerca de 44% dos reajustes foram igual à inflação, maior patamar de toda a série.

Os reajustes parcelados dispararam no ano passado. Se entre 2008 e 2014 eles nunca superaram a faixa de 7%, em 2015 o percentual subiu para 13,7% e, em 2016, para 29,6%.

Na análise por setor, os serviços tiveram a maior proporção de acordos abaixo da inflação (49%). No caso da indústria e do comércio, predominaram os reajustes iguais ao INPC (52,6% e 49,6%, respectivamente).

Para fazer o levantamento, o Dieese analisou analisou 714 acordos salariais fechados ao longo de 2016.

As médias, porém, escondem um movimento de recuperação ao longo do ano. Desde setembro, mais da metade dos acordos de reajuste estabeleceu percentuais iguais ao INPC.

“A queda nos índices de inflação observada ao longo de 2016 pode explicar em parte o comportamento das negociações dos reajustes salariais. Afinal, quanto menor a inflação, menos difícil negociar a reposição de perdas passadas e a incorporação de ganhos reais”, diz o Dieese em relatório.

Dados do IBGE mostram que o pico da inflação acumulada na data-base de negociação em 2016 foi em fevereiro, quando o indicador chegou a 11,31%. Desde então, o percentual vem caindo, chegando a 7,39% em dezembro.

Fonte: Notícias ao minuto.
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Desemprego fica em 13,2% no trimestre terminado em fevereiro e atinge 13,5 milhões

Essa é a maior taxa da série do indicador, iniciada em 2012.

O desemprego subiu para 13,2% no trimestre de dezembro a fevereiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da pesquisa Pnad Contínua. A alta em relação ao trimestre anterior é de 1,3 ponto percentual e de 3 pontos percentuais em relação ao mesmo trimestre do ano passado. De acordo com o IBGE, essa foi a maior taxa de desocupação da série histórica, iniciada em 2012.

No trimestre de dezembro a fevereiro, o Brasil tinha 13,5 milhões de desempregados – crescimento de 11,7% (1,4 milhão de pessoas a mais) frente ao trimestre encerrado em novembro de 2016 e 30,6% (mais 3,2 milhões de pessoas em busca de trabalho) em relação a igual trimestre de 2016.

Segundo o IBGE, a menor desocupação foi registrada no trimestre encerrado em fevereiro de 2014, quando havia 6,6 milhões de desempregados, ou seja, esse número mais que dobrou em três anos.

“Essa taxa poderia ser ainda maior se não tivesse o mês de dezembro incluído neste trimestre. É um mês que tem característica de menor taxa de desocupação”, afirmou o Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

“Embora o cenário seja desfavorável, com desocupação recorde, você observa que no mesmo período do ano passado o aumento da taxa foi maior. Ou seja, o avanço da taxa foi menor agora. Há uma desaceleração do contingente de desocupados”, acrescentou.

Já a população ocupada também bateu recorde – é o menor da série histórica. No trimestre encerrado em fevereiro, eram 89,3 milhões de pessoas no mercado de trabalho. O recuo se deu tanto em relação ao trimestre terminado em novembro de 2016 (-1%, ou 864 mil a menos) como ao mesmo trimestre do ano passado (-2%, ou 1,8 milhão a menos).

Desse total, 33,7 milhões de pessoas que estavam empregadas no setor privado tinham carteira de trabalho assinada. Esse número recuou tanto frente ao trimestre de setembro a novembro de 2016 (-1,0% ou 337 mil pessoas) quanto ao mesmo trimestre de 2016 (-3,3%, ou 1,1 milhão de pessoas).

Os empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada (10,3 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre anterior e cresceu 5,5% (ou mais 531 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2016.

O número de trabalhadores por conta própria (22,2 milhões de pessoas) ficou estável na comparação com o trimestre anterior e recuou (-4,8%, ou 1,1 mil pessoas a menos) em relação ao mesmo trimestre de 2016.

“No primeiro momento da crise, você teve uma migração dos postos de carteira assinada para o trabalho por conta própria. Agora você observa uma queda nos dois postos”, diz Azeredo.

Já a categoria dos trabalhadores domésticos, estimada em 6 milhões de pessoas, se manteve estável em ambos os trimestres comparativos, segundo o IBGE.

Nível de ocupação

O nível da ocupação (indicador que mede o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 53,4% no trimestre de dezembro de 2016 a fevereiro de 2017, apresentando queda de 0,7 frente ao trimestre de setembro a novembro de 2016, (54,1%). Em relação a igual trimestre do ano anterior, caiu de 55,1% para 53,4%. Foi o menor nível da série histórica iniciada em 2012.

O pesquisador destacou que, na comparação anual, a população em idade de trabalhar aumentou em 2,1 milhão de pessoas, mas isso não se refletiu no mercado de trabalho. “Com esse crescimento, o esperado seria o número da ocupação também aumentar. Mas ele diminuiu quase na mesma proporção, já que 1,8 milhão de pessoas ficaram desocupadas”, disse.

Rendimento

O rendimento médio foi estimado em R$ 2.068 no trimestre de dezembro de 2016 a fevereiro de 2017, mantendo estabilidade frente ao trimestre anterior (R$ 2.049) e em relação ao mesmo trimestre de 2016 (R$ 2.037).

Houve crescimento apenas para os empregados no setor público: 3,2% em relação ao trimestre anterior (setembro a novembro de 2016) e 5,1% em relação ao mesmo trimestre de 2016. Nas demais posições de ocupação, como trabalhadores do setor privado e por conta própria, houve estabilidade em ambos os períodos analisados, segundo o IBGE.

Por atividades

Segundo o IBGE, Agricultura (8,8 milhões) e Construção (6,9 milhões) registraram o menor número de ocupados desde 2012. No sentido inverso, Alojamento e Alimentação atingiu o maior contingente de ocupados (5 milhões) desde o início da pesquisa.

Caged

De acordo com os últimos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), em fevereiro as contratações superaram as demissões em 35.612 vagas. Foi a primeira vez em 22 meses que o país registrou abertura de postos de trabalho. A criação das vagas de emprego é resultado de 1.250.831 admissões e de 1.215.219 demissões em fevereiro. No acumulado do primeiro bimestre de 2017, porém, o país registra fechamento de 5.475 postos de trabalho.

Fonte: G1.
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Apenas 10% dos brasileiros vão gastar dinheiro do FTGS

Dos mais de 2 mil entrevistados em sete capitais, 41,3% afirmaram que pretendem quitar débitoS

Os varejistas brasileiros não devem ver a cor do dinheiro das contas inativas do FGTS tão cedo. Uma pesquisa que será divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) estima que apenas 9,6% dos que vão sacar os recursos pretendem usá-los para comprar ou gastar com lazer. Por outro lado, chega a 65% os que vão usar o dinheiro para pagar dívidas ou poupar. Levando em conta os R$ 43,1 bilhões que serão sacados até julho, R$ 30,8 bilhões (71%) devem ser destinados a quitação de débitos ou poupança. Só R$ 3,7 bilhões, 8% do montante, serão usados para compras e lazer. Isso significa que o impacto esperado pelo governo com a liberação dos recursos será mais gradual. Primeiro, os trabalhadores devem se livrar das dívidas e refazer suas reservas. Depois, devem voltar a consumir, afirmam economistas.

Os dados da FGV são baseados em uma sondagem que apurou o que é prioridade para quem tem dinheiro de contas inativas a receber. Dos mais de 2 mil entrevistados em sete capitais, 41,3% afirmaram que pretendem quitar débitos. A FGV cruzou essa informação com dados da Caixa e estimou que R$ 17,7 bilhões serão usados para este fim. A segunda prioridade é poupar, escolhida por 24% das pessoas, que guardarão ou investirão R$ 13,1 bilhões.

Para Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da sondagem do Consumidor do Ibre/FGV, os dados estão em linha com o comportamento dos brasileiros na recessão. Mas significa que o impacto na atividade econômica será mais diluído. Antes da sondagem, a expectativa era de que as contas inativas tivessem efeito positivo de 0,4 ponto percentual sobre o Produto Interno Bruto (PIB) ainda neste semestre. Agora, a previsão é que esse efeito seja diluído ao longo do ano.

— O consumidor está aprendendo um pouco a ter racionalidade econômica. Poupar num ambiente de incerteza e não consumir. Isso é bom para manter a economia saudável e sustentável, mas a injeção de recursos demora a voltar para a economia — avalia a economista.

QUEDA DO ENDIVIDAMENTO

A aversão às compras aparece nas quatro faixas de renda analisadas pela pesquisa. A diferença é que, enquanto trabalhadores com renda mais baixa vão priorizar dívidas, aqueles que ganham mais vão preferir guardar. Para se ter uma ideia, a quitação de débitos é a prioridade de 60% dos que têm renda familiar até R$ 2.100, enquanto só 10% dizem que vão poupar. No outro extremo, entre os que ganham mais de R$ 9.600, 43,6% vão guardar o dinheiro, e só 24,5% pagarão contas em atraso.

São efeitos diferentes da mesma crise. Quem tem renda mais baixa e está endividado sofre com o orçamento apertado; quem ganha mais e não está comprometido com débitos também adia o consumo e prefere poupar, na expectativa da melhora do cenário econômico.

Para Gilberto Braga, professor do Ibmec-RJ, isso não significa que o comércio, que já começou a preparar ações especificamente voltadas para os trabalhadores que sacarão das contas inativas, não se beneficiará desse momento. Os R$ 17,7 bilhões destinados ao pagamento de débitos devem diminuir o nível de endividamento das famílias, que já vem caindo nos últimos meses, principalmente por causa da dificuldade em tomar novos empréstimos e financiamentos, dizem especialistas. Segundo dados do Banco Central, 42,2% da renda das famílias estava comprometida por dívidas em dezembro. Um ano antes, o percentual era de 44,55%.

— Uma parcela dos endividados estava sem acesso a crédito. Quando a pessoa regulariza a vida financeira, zera a negativação. Ainda que não seja de imediato, isso cria um potencial de consumo. Muitas pessoas que guardam recursos, à medida que veem que não vão perder emprego ou se reempregam, voltam a consumir — explica Braga.

R$ 3,6 BILHÕES NAS MÃOS DE INDECISOS

Na casa da aposentada Leonor Cristina Ferreira, de 58 anos, o momento de comprar ainda não chegou. Ela ainda não sabe quanto tem a receber de contas inativas, mas tem dois possíveis destinos para o dinheiro extra — seja qual for o valor: pagar a dívida de R$ 4 mil no cartão de crédito ou regularizar as parcelas de um terreno que comprou em Araruama, para onde quer se mudar em breve por causa da violência no Rio. Casada, com filhos e netos, ela garante que vai resistir à pressão para gastar com supérfluos:

— A prioridade é a dívida. Se não sobrar para os presentinhos dos netos, não tem problema. Depois a gente batalha e consegue alguma coisa.

Quitar dívidas também é prioridade do técnico em refrigeração Marcos Nascimento. Os cerca de R$ 500 vão para a dívida de R$ 350 que tem no cartão de crédito. Desempregado desde dezembro, ele só tem conseguido pagar metade da fatura, que só cresce.

— Com o resto, vou fazer compras. Guardar acho que não dá, não — conta.

Já a estudante Beatriz Lopes Roque pretende investir o dinheiro na sua primeira poupança.

— Não contava com esse dinheiro. O que eu ganho mensalmente dá para pagar minhas dívidas. Pretendo guardar e futuramente investir em alguma coisa. Vou ver se abro uma poupança para deixar ele guardadinho e não ter perigo de mexer.

Compras não são prioridade na casa do vigilante Valmir Vieira Filho. Aos 52 anos, ele usará os R$ 4.600 a que tem direito para realizar o sonho de concluir sua faculdade de Direito, iniciada — entre idas e vindas — em 2005. O dinheiro vai para quatro parcelas do crédito estudantil.

— Não (vou comprar). No momento, meu plano é só esse. E vai dar para guardar

Diante da falta de disposição do brasileiro para gastar, o comércio pode ainda disputar a preferência dos que não decidiram o que fazer com a renda extra. Segundo a FGV, 11,9% dos trabalhadores que vão sacar das contas inativas não têm planos definidos para o dinheiro. Eles terão nas mãos R$ 3,6 bilhões até julho, segundo a estimativa.

A tendência é que, quando esses brasileiros decidirem o que fazer, também deem preferência para a quitação de dívidas, destaca Viviane, da FGV. Mas o economista Fabio Bentes, da Confederação Nacional do Comércio (CNC) vê espaço para que alguma parte desse dinheiro seja destinada ao consumo.

— Parte desses recursos vai respingar no comércio. Junto com essa conjuntura mais favorável de renda menos corroída pela inflação e perspectiva de desemprego menor, o consumidor pode satisfazer parte desse consumo reprimido, que fez o varejo se retrair em 20% nos últimos três anos — afirma Bentes, da CNC.

Fonte: ORMNews.
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