Ministro da Saúde cumpre agenda no Pará com foco em serviços especializados como legado da COP 30

Área de várzea em Breves, no Marajó — Foto: Divulgação / Instituto Floresta Tropical

 Breves e Belém recebem ações nesta quinta-feira (28). Na capital, o Ministério da Saúde deve lançar o cofinanciamento da Atenção Primária à Saúde (APS) no estado e a entrega de Unidades Odontológicas Móveis (UOMs), adquiridas por meio do Novo PAC.

O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cumpre agenda no Pará nesta quinta-feira (28), com foco na entrega de novos serviços de atendimento especializado e no fortalecimento da atenção primária.

As ações, que, segundo o governo federal, integram o legado da Conferência das Partes (COP 30) para a saúde no estado, contemplam o arquipélago do Marajó e Belém.

Na capital, o Ministério da Saúde deve lançar o cofinanciamento da Atenção Primária à Saúde (APS) no estado e a entrega de Unidades Odontológicas Móveis (UOMs), adquiridas por meio do Novo PAC.

A programação do ministro iniciou em Breves, no Marajó, onde Padilha inaugurou o Centro Especializado em Reabilitação (CER III) e a Oficina Ortopédica do município, localizados na estrada Breves–Corcovado, no bairro Nova Breves. A oferta dos serviços beneficiarão diretamente a população de sete municípios: Anajás, Bagre, Breves, Curralinho, Gurupá, Melgaço e Portel.

Em seguida, o Ministro deve visitar as obras do Hospital Materno-Infantil de Breves, na rua Paes de Carvalho, no centro da cidade.

No período da tarde, a agenda do Ministro da Saúde se concentra em Belém. Às 11h30, Alexandre Padilha participa da abertura do seminário “APS nos Territórios: Equidade, Vínculo e Qualidade do Cuidado”. O evento, que reunirá mais de 500 gestores municipais, ocorrerá em um hotel na av.

Nossa Senhora de Nazaré, no bairro Nazaré. O lançamento do APS e a entrega de das UOMS deve ocorrer durante o seminário.

As medidas e anúncios, que também englobam o programa “Agora Tem Especialistas” e o “Novo PAC Saúde”, são parte do esforço para ampliar a atenção especializada e os serviços de saúde em áreas de difícil acesso.

Fonte: g1 Pará — Belém/Jornal Folha do Progresso e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 28/08/2025/07:09:47

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COP 30: Plataforma com 27 mil leitos diz que não pode interferir nos preços das hospedagens

Vista aérea da cidade de Belém no Pará, capital da COP30 no Brasil. — Foto: Rafa Neddermeyer/Cop30 Brasil

Apesar de polêmica sobre alta nos preços, Airbnb diz que valores tiveram redução de 22%. Um dos principais serviços de hospedagem do país, a plataforma reúne 19,2 mil quartos na Grande Belém.

O Airbnb afirmou em entrevista ao g1 nesta terça-feira (26) que não interfere ou influencia na definição de preços das hospedagens oferecidas na plataforma.

Apesar da polêmica sobre a alta nos preços das hospedagens para a COP 30, o serviço de hospedagem e o governo do Pará dizem que, entre fevereiro e agosto deste ano, os valores tiveram uma redução de 22%.

“Todo o nosso trabalho de capacitação traz desde o início, informação, conhecimento sobre como você pode otimizar a sua hospedagem, como é que você trata a questão da precificação. Então agora, o que a gente fez foi reforçar, a gente não pode, como plataforma digital, sugerir, nem influenciar o preço”, disse a diretora geral do Airbnb na América do Sul, Fiamma Zarife.

De acordo com o Airbnb, atualmente a Grande Belém possui 27.848 leitos e 19.274 quartos. A informação foi dada durante o Airbnb Day, evento para detalhar a parceria entre a plataforma e o governo em preparação para a COP 30, que será em novembro na capital paraense.

Órgãos públicos notificaram três plataformas, incluindo o Airbnb, para que excluam anúncios com preços abusivos e avaliavam entrar na Justiça.

Até a noite de terça-feira (26), no entanto, nenhuma medida judicial havia sido anunciada. Questionada pelo g1 sobre as notificações, Fiamma disse que o Airbnb está trabalhando em parceria com as autoridades do Pará.

Segundo ela, os anfitriões têm autonomia para definir os preços das hospedagens. A executiva explicou que, além dessa liberdade, a empresa tem reforçado em treinamentos a importância de praticar valores considerados justos e responsáveis, em conformidade com as recomendações de autoridades locais e competentes.

O secretário de Turismo do Pará, José Eduardo Pereira da Costa, destacou que a redução nos preços das hospedagens ocorreu por meio de workshops.

“Essa queda ocorreu porque estamos a pouco mais de dois meses do evento e muitos anfitriões que ainda não conseguiram alugar seus imóveis estão diminuindo os valores. Essa redução de 22% é significativa e importante para garantir que os espaços sejam ocupados durante a COP30”, afirmou.

A menos de 3 meses para COP-30, Belém está às voltas com obras e preços abusivos na hospedagem

A menos de 3 meses para COP-30, Belém está às voltas com obras e preços abusivos na hospedagem

O que é leito e quarto?

Conforme informações da plataforma, quarto se refere a um quarto privativo com porta, onde o hóspede tem acesso a áreas comuns da casa, como cozinha ou sala.

Já o leito, é um termo mais geral que se refere a uma cama ou o espaço para dormir, e não é um tipo de anúncio no Airbnb, mas sim uma comodidade essencial que deve ser oferecida em qualquer estadia, incluindo um quarto ou um espaço inteiro.

As hospedagens em residências são 60% dos leitos para a COP 30. Os preços altos têm preocupado delegações. O presidente da Áustria, por exemplo, cancelou a participação na COP e o Brasil tenta reverter ausência. O governo diz que haverá 53 mil vagas de hospedagem e reservou 2,3 mil leitos especificamente para os 196 países participantes.

Fonte: G1 Pará — Belém e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/08/2025/07:09:56

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Marabá e Belém são alvos de operação contra comércio ilegal de cobre

(Foto: Reprodução) – A operação tem como objetivo combater o comércio ilícito de materiais pertencentes à concessionária, fortalecer a parceria com órgãos de segurança pública e conscientizar a sociedade sobre os riscos e impactos desse tipo de crime.

O Grupo Equatorial realizou, na manhã de última sexta-feira (22), mais uma edição da Operação Equi-Cobre, uma iniciativa estratégica com as Polícias Militar e Civil que acontece três vezes ao ano, nos sete estados onde a companhia opera a distribuição (Rio Grande do Sul, Goiás, Alagoas, Piauí, Maranhão, Pará e Amapá). A operação tem como objetivo combater o comércio ilícito de materiais pertencentes à concessionária, fortalecer a parceria com órgãos de segurança pública e conscientizar a sociedade sobre os riscos e impactos desse tipo de crime.

A ação intensifica o combate ao furto de cabos de cobre e visa proteger a infraestrutura essencial de energia para garantir a continuidade do serviço para milhões de brasileiros onde o Grupo Equatorial opera com a distribuição de energia elétrica. “O furto de cabos e equipamentos não é apenas um crime contra o patrimônio, mas também coloca em risco a vida da população, prejudica o fornecimento de energia e impacta serviços essenciais como hospitais, escolas e centros comerciais”, informou Johnathan Costa, Gerente corporativo de segurança empresarial.

Na operação Equi-Cobre, realizada no Estado do Pará, foram realizadas ações nas cidades de Belém e Marabá. Em Belém, foram recuperados aproximadamente 130 kg de cobre, com valor estimado em R$ 7.400,00. Já em Marabá, foram recuperados 7 transformadores.

Durante a operação, equipes de segurança empresarial, em conjunto com as forças policiais, fiscalizaram estabelecimentos de reciclagem e ferros-velhos em busca de cabos, fios e equipamentos desviados do sistema elétrico. Além da fiscalização, foram distribuídos cartazes educativos com o número 0800 para denúncias anônimas, incentivando a participação da população no enfrentamento a essa prática criminosa. “Agradecemos o apoio estratégico das Polícias Militar e Civil que tem sido fundamental para o êxito da operação. A integração entre segurança pública e setor privado é um pilar essencial no enfrentamento desse desafio”, destacou Johnathan Costa.

A Equatorial Energia segue investindo em tecnologia, inteligência corporativa e parcerias estratégicas para prevenir perdas, aumentar a segurança do sistema elétrico e apoiar as autoridades no combate ao crime organizado. A empresa reforça à sociedade o alerta sobre os riscos do manuseio irregular de cabos energizados, e pede aos comerciantes e a população a serem aliados no enfrentamento ao comércio ilegal de cobre.

Legislação mais rígida – De acordo com a Lei nº 15.181, sancionada em 28 de julho de 2025, os crimes de furto, roubo e receptação de fios, cabos e equipamentos utilizados no fornecimento ou transmissão de energia elétrica agora têm punições mais severas.

A pena para furto qualificado de materiais usados em serviços essenciais foi elevada para 2 a 8 anos de reclusão, além de multa. Em casos de roubo que comprometa serviços públicos essenciais, a pena passa a ser de 6 a 12 anos de reclusão e multa.

Para o crime de receptação simples, a pena pode chegar a 4 anos de reclusão e multa. No caso de receptação qualificada, a pena é de até 8 anos, mas pode ser dobrada se envolver bens ligados a serviços essenciais, podendo chegar a até 16 anos de reclusão e multa.

 

Fonte: Debate Carajas e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 26/08/2025/17:07:11

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Velório de Mestre Damasceno será aberto ao público no Museu do Estado do Pará, em Belém

Damasceno Gregório dos Santos, mais conhecido como mestre Damasceno, é um artista popular marajoara. — Foto: Marcus Passos / g1 Pará

Mestre Damasceno, símbolo da cultura marajoara, faleceu no Dia Municipal do Carimbó, após enfrentar câncer. Ele foi homenageado na Feira Pan-Amazônica e condecorado com a Ordem do Mérito Cultural, deixando legado no carimbó, Búfalo-Bumbá e tradição do Marajó.

O velório de mestre Damasceno será aberto ao público em Belém. O artista marajoara morreu aos 71 anos, nesta terça-feira 26 de agosto, Dia do Carimbó, um dos estilos musicais nortistas em que era referência.

As últimas homenagens começam às 16h, no Museu do Estado do Pará, na Praça D.Pedro II, na Cidade Velha, bairro da capital paraense.

Após o velório em Belém, o corpo dele deve ser levado para Salvaterra, cidade natal do Mestre, onde também será velado a partir das 12h de quarta-feira (27) na Câmara Municipal de Salvaterra, na PA-154, Terceira Rua.

O sepultamento será na mesma cidade, na manhã de quinta-feira (28) no Cemitério Municipal São Pedro. A morte foi na madrugada desta terça-feira (26) e confirmada por familiares.

O governo do Pará decretou luto oficial e o Ministério da Cultura emitiu uma nota de pesar, citando-o como “liderança inquestionável da cultura marajoara”.

Criador do búfalo-bumba, Damasceno Gregório dos Santos, o Mestre Damasceno, compôs mais de 400 canções e seis álbuns.

Damasceno é considerado um símbolo de resistência e da força cultural do Norte do Brasil. Sua atuação foi marcada por iniciativas que consolidaram e renovaram as tradições populares marajoaras.

Internações

Em junho deste ano, o artista foi diagnosticado com câncer em estado de metástase no pulmão, fígado e rins.

No mesmo mês, ele foi internado em Salvaterra. Depois, foi transferido e internado em Belém para o Hospital Jean Bittar e, depois, encaminhado para o Hospital Ophir Loyola.

No Ophir Loyola, Mestre Damasceno estava na Unidade de Terapia Intensiva, tratando um quadro de pneumonia e insuficiência renal.

Homenageado na feira do livro

Mestre Damasceno foi um dos homenageados da 28ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, junto com a escritora Wanda Monteiro. O evento ocorreu entre 16 a 22 de agosto no Hangar Convenções e Feiras, em Belém, atraindo milhares de pessoas.

Uma das obras editadas lançadas durante o evento era “Mestre Damasceno e as Cantorias do Marajó”, de Antonio Carlos Pimentel Jr., com relatos de vida do homenageado para o público infanto-juvenil.

Ordem do Mérito Cultural

Em maio deste ano, o artista foi agraciado com a Ordem do Mérito Cultural, a mais alta honraria concedida pelo Ministério da Cultura.

“Trago comigo tudo o que aprendi com meus pais e avós, ancestrais quilombolas. São mais de 50 anos dedicados às tradições culturais marajoaras, e hoje colho os frutos de uma vida inteira de trabalho. Espero fazer ainda mais”, declarou o músico durante a cerimônia.

A OMC, instituída pela Lei nº 8.313 de 1991, reconhece personalidades e instituições que contribuem de forma significativa para a cultura brasileira.

Reinvenção da vida pela arte

Nascido em 1954 na Comunidade Quilombola do Salvá, em Salvaterra, Mestre Damasceno soma mais de cinco décadas dedicadas à valorização das manifestações tradicionais do arquipélago do Marajó, no Pará.

Ele perdeu a visão aos 19 anos, em um acidente de trabalho, e reinventou a vida por meio da arte.

Tornou-se referência no carimbó, nas toadas, na poesia oral e na criação do Búfalo-Bumbá de Salvaterra — manifestação junina que mescla teatro popular, cultura quilombola e elementos da natureza amazônica.

Um dos feitos de Mestre Damasceno é a composição de “A mina é cocoriô!”, samba-enredo escolhido pela Grande Rio para o carnaval de 2025, que homenageou o estado do Pará.

Símbolo do Marajó

Em 2013, ele fundou o Conjunto de Carimbó Nativos Marajoara, que já lançou quatro álbuns com a marca registrada do artista: o carimbó pau e corda do Marajó.

Entre as iniciativas mais recentes está o Cortejo Carimbúfalo, que mistura carimbó com Búfalo-Bumbá e leva essa expressão cultural às ruas de Salvaterra.

Em 2023, Damasceno idealizou o Festival de Boi-Bumbá de Salvaterra, reunindo grupos de comunidades quilombolas do município e ampliando o alcance de sua arte.

Mestre Damasceno já ganhou inúmeros títulos. O primeiro título foi em 1973, aos 19 anos, quando foi campeão de colocador de Boi-Bumbá, no município de Soure.

Ele ainda recebeu dois prêmios da Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural, do extinto Ministério da Cultura (2009 e 2017).

Já recebeu o Prêmio Mestre da Cultura Popular do Estado do Pará – SEIVA, por meio da Fundação Cultura do Pará – Tancredo Neves (2015), e foi reconhecido como mestre de carimbó pelo Instituto do Patrimônio, Histórico e Artístico Nacional (IPHAN, 2017).

LEIA MAIS:

Mestre Damasceno, ícone da cultura paraense, morre aos 71 anos

Fonte: g1 Pará e TV Liberal — Belém e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 26/08/2025/16:20:34

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Por que Belém foi escolhida para sediar a COP30?

Complexo Ver-o-Peso, Aeroporto de Belém, Mercado São Brás, Porto de Outeiro, escolas e terminal internacional são algumas obras para a COP 30. — Foto: Reprodução / Agência Pará / Agência Belém

Movimentação para que a conferência mundial do clima fosse realizada no Brasil em 2025 começou após promessa e pedido do presidente Lula na COP27, no Egito.

Como uma cidade na Amazônia se tornou sede da COP 30, a maior conferência do clima do mundo?

Tudo começou após uma promessa do presidente Lula na COP 27, no Egito e um pedido à ONU. “Acho muito importante que as pessoas que defendem a Amazônia e que defendem o clima conheçam de perto o que é aquela região”, disse na época. Começava ali uma movimentação para que a conferência mundial do clima fosse realizada no Brasil em 2025.

O governo brasileiro articulou nos bastidores e, em janeiro de 2023, o Itamaraty formalizou a candidatura de Belém junto à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC).

🌳 Belém, cidade com mais de 400 anos, vai entrar para a história como a primeira cidade na Amazônia a sediar a Conferência do Clima da ONU, na maior floresta tropical do mundo.

Os líderes globais discutiam o futuro da floresta em lugares como Paris, Dubai e Egito. Agora, vão poder ver de perto como ela funciona.

Primeiro, o Brasil teve que garantir apoio unânime dos países latino-americanos, uma exigência da ONU para oficializar a indicação. Em dezembro de 2023, em Dubai, a escolha se confirmou: a COP30 será em Belém.

A ministra Marina Silva disse que a “Amazônia nos mostra o caminho” em defesa da floresta ser discutida dentro da floresta.

Mas Belém estava preparada?

Belém tinha metade dos 50 mil leitos necessários quando foi anunciada para receber o evento. A cidade também passava por crise da gestão dos resíduos e no transporte público; entre outros problemas, e precisou dar um gás em várias áreas.

No setor hoteleiro, até motéis se reinventaram com treliches para receber público da COP 30. Escolas, navios-cruzeiro foram contratados, novos hotéis foram construídos e vagas temporárias também foram criadas. A cidade então alcançou as 53 mil vagas, mas passou a enfrentar os altos preços.

O valor das hospedagens ameaçou a legitimidade da conferência, já que muitos países estavam enfrentando dificuldades para reservar.

Presidente da Áustria, Van der Bellen anunciou que não vai participar da COP 30 por causa dos altos custos da viagem. No dia 22 de agosto, o governo federal confirmou que apenas 47 países estavam confirmados e a ONU pediu que o Brasil subsidiasse hospedagem aos países mais pobres.

Em contrapartida, um levantamento exclusivo do g1 mostra que já são R$ 7 bilhões em investimentos públicos e privados para receber o evento. A capital se transformou em um canteiro de obras, com mais de 30 empreendimentos simultâneos.

O maior deles é o Parque da Cidade, construído em um antigo aeroporto. O espaço vai abrigar as zonas verde e azul da COP e, depois, funcionará como parque público com cinema, teatro e centro gastronômico.

Além disso, há obras de saneamento, o BRT Metropolitano, novos hotéis e reformas em espaços culturais.

🌳 Mais importante que as obras, a COP de Belém carrega um simbolismo inédito: Será a primeira vez em que indígenas, ribeirinhos e quilombolas estarão mais no centro do debate.

A proposta brasileira é mostrar que soluções climáticas não vêm apenas de laboratórios e escritórios, mas também de quem vive há séculos na floresta e aprendeu a cuidar dela.

Por que Belém foi escolhida para sediar a COP30?

Resumindo:

Estratégia do governo federal
Amazônia no centro do debate
Apoio internacional total
Primeira COP na floresta
Investimento histórico
Justiça climática

🌳 A expectativa é de 50 mil participantes na conferência, incluindo chefes de Estado, empresas, cientistas e sociedade civil.

Para ampliar a rede hoteleira, a cidade recorreu a navios-hotel no porto e até escolas adaptadas como hostels.

A preparação também forçou avanços em mobilidade, saneamento básico e infraestrutura. O reflexo imediato já se nota em mais turistas da cidade e as vagas de emprego cresceram.

 

Fonte: Taymã Carneiro, g1 Pará — Belém e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 26/08/2025/16:16:36

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Governo do Pará decreta luto oficial por falecimento do Mestre Damasceno

Foto:Reprodução | Damasceno Gregório dos Santos, o Mestre Damasceno, faleceu, aos 71 anos, no Dia Municipal do Carimbó, nesta terça-feira (26), após enfrentar o câncer.

O Governo do Estado do Pará decreta luto oficial de três dias, a partir desta terça-feira (26), em razão do falecimento do símbolo da cultura marajoara, Mestre Damasceno.

O artista foi homenageado na 28ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes de 2025 e condecorado com a Ordem do Mérito Cultural, alta honraria concedida pelo Ministério da Cultura, deixando legado no carimbó, Búfalo-Bumbá e tradição do Marajó.

“É com grande tristeza que recebemos a notícia da morte do querido Mestre Damasceno. Foi uma honra homenageá-lo em vida na Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes deste ano. Seu legado na cultura paraense é imensurável e seguirá tocando gerações. Meus sentimentos aos fãs, amigos e familiares. Que Deus os conforte neste momento de dor”, lamenta o governador, que assinou o decreto pelo luto oficial no Estado.

Damasceno Gregório dos Santos, o Mestre Damasceno, faleceu, aos 71 anos, no Dia Municipal do Carimbó, nesta terça-feira (26), após enfrentar o câncer. Desde 22 de junho, o artista estava internado, em Belém, diagnosticado com a doença em estado de metástase no pulmão, fígado e rins.

VIDA – Nascido em 1954 na Comunidade Quilombola do Salvá, em Salvaterra, no arquipélago do Marajó, Damasceno se tornou referência no carimbó, nas toadas e na poesia oral. Os relatos da vida do Mestre Damasceno foram editados na obra “Mestre Damasceno e as Cantorias do Marajó”, lançada durante a Feira-Panamazônica, para o público infanto-juvenil.

SAMBA – Entre as conquistas mais recentes do artista está a vitória do Pará no concurso de Samba-Enredo da Grande Rio para o carnaval de 2025. A vencedora foi a escola de samba paraense “Deixa Falar” que compôs o título “A mina é cocoriô!” pensado para o enredo “Pororocas Parawaras: As Águas dos Meus Encantos nas Contas dos Curimbós”. A composição é assinada por Mestre Damasceno e outros músicos.

 

LEIA TAMBÉM:Mestre Damasceno, ícone da cultura paraense, morre aos 71 anos

 

Fonte: Agência Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 26/08/2025/07:14:10

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Mestre Damasceno, ícone da cultura paraense, morre aos 71 anos

Mestre Damasceno morreu aos 71 anos. | Reprodução

Mestre Damasceno, importante figura da cultura paraense, faleceu aos 71 anos em Belém. Suas contribuições ao carimbó e tradições sempre serão lembradas.

Mestre Damasceno, um dos grandes representantes da cultura paraense, faleceu na madrugada desta terça-feira (26), aos 71 anos, em Belém, em decorrência de um câncer e outras complicações de saúde.

Coincidentemente, o dia 26 de agosto — data de sua morte — marca também o Dia Municipal do Carimbó em Belém, o que reforça ainda mais o simbolismo de sua partida.

Ainda não foram divulgas informações sobre velório e sepultamento de Mestre Damasceno. Reconhecido por sua contribuição ao carimbó, ao Búfalo-Bumbá e às tradições do Marajó, o artista foi homenageado na Feira Pan-Amazônica do Livro e recebeu a honraria da Ordem do Mérito Cultural.

LUTA CONTRA O CÂNCER

Em junho deste ano, Mestre Damasceno recebeu o diagnóstico de um câncer em estágio de metástase, com comprometimento no pulmão, fígado e rins.

Desde o dia 22 de junho, o mestre marajoara estava hospitalizado em Belém. Inicialmente, foi levado ao Hospital Jean Bittar e, posteriormente, transferido para o Hospital Ophir Loyola.

Na unidade de terapia intensiva do Ophir Loyola, Mestre Damasceno enfrentava um quadro de pneumonia e falência renal, sob cuidados intensivos.

CINCO DÉCADAS DEDICADAS À ARTE

Natural da Comunidade Quilombola do Salvá, em Salvaterra, Mestre Damasceno nasceu em 1954 e dedicou mais de 50 anos à promoção e preservação das expressões culturais tradicionais do arquipélago do Marajó, no Pará.

Aos 19 anos, perdeu a visão em um acidente de trabalho, mas encontrou na arte um novo caminho para reconstruir sua trajetória de vida. Reconhecido como um ícone do carimbó, das toadas, da poesia oral e idealizador do Búfalo-Bumbá de Salvaterra — manifestação junina que une teatro popular, heranças quilombolas e referências à natureza amazônica —, Damasceno se tornou uma figura essencial da cultura nortista.

Com um repertório de mais de 400 músicas autorais e seis discos lançados, é lembrado como um verdadeiro símbolo de resistência e da potência cultural do Norte do Brasil.

Sua contribuição se destaca por ações que ajudaram a manter vivas e a atualizar as tradições populares da região marajoara.

Em 2013, criou o Conjunto de Carimbó Nativos Marajoara, que lançou quatro álbuns trazendo a essência do carimbó pau e corda — estilo característico do Marajó e marca registrada de sua obra.

HOMENAGEADO NA FEIRA DO LIVRO

Mestre Damasceno havia sido um dos artistas escolhidos para receber homenagem na 28ª edição da Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, ao lado da escritora Wanda Monteiro. O evento, realizado entre os dias 16 e 22 de agosto, no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém, reuniu um grande público ao longo da programação.

Durante a feira, uma das publicações lançadas foi “Mestre Damasceno e as Cantorias do Marajó”, escrita por Antonio Carlos Pimentel Jr. A obra, voltada ao público infantojuvenil, traz relatos e memórias do artista, apresentando sua trajetória e legado cultural às novas gerações.

Fonte: Jornal Folha do Progresso/Dário Pedrosa e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 26/08/2025/07:38:43

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Ex-juiz do TRE do Pará, Diogo Seixas Conduru morre aos 42 anos

(Foto: Reprodução) – Ele deixa esposa, Thais, e dois filhos pequenos, Pedro e Eva. A família não divulgou informações sobre a causa de seu falecimento, mas ele enfrentava um câncer no estômago e morreu em casa

Faleceu no domingo, 24, aos 42 anos, o advogado Diogo Seixas Conduru, em Belém. O velório está em andamento desde as 7h desta segunda-feira, 25, no Recanto da Saudade, e a previsão para sepultamento, no cemitério de mesmo nome, está para as 14h. Ele deixa esposa, Thais, e dois filhos pequenos, Pedro e Eva. A família não divulgou informações sobre a causa de seu falecimento, mas ele enfrentava um câncer no estômago e morreu em casa.

Conduru foi membro efetivo do Tribunal Regional Eleitoral do Pará no período de 2021 a janeiro de 2023, na gestão da desembargadora Luzia Nadja Guimarães Nascimento.

Mestre em Direito pela Universidade Federal do Pará e Doutorando pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP). Possuîa experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Especial, especificamente Direito Constitucional, com atuação em tribunais superiores.

Em 2023 tornou-se o primeiro advogado paraense eleito para compor a lista tríplice do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, após ter sido o primeiro lugar da lista sêxtupla.

Foi professor da Escola Superior da Magistratura do Pará (ESM), do Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa), por onde se graduou como Bacharel em Direito, e era conselheiro seccional na Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Pará (OAB/PA).

Confira o que diz o posicionamento da OAB do Pará pela passagem de Diogo Seixas Conduru, publicado na manhã desta segunda-feira, 25:

“A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará (OAB-PA) manifesta profundo pesar pelo falecimento do advogado Diogo Seixas Condurú, neste domingo (24), profissional de reconhecida trajetória e dedicação exemplar à advocacia paraense.

Apaixonado pela nossa entidade, Diogo exerceu com destaque a presidência do Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da OAB-PA e integrou a Comissão de Estudos Constitucionais do Conselho Federal da Ordem. Foi conselheiro seccional, professor respeitado em diversas instituições de ensino e referência em sua área de atuação, especialmente no Direito Constitucional.

Em 2021, foi também empossado como juiz efetivo do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) para o biênio 2021-2023. Sua formação acadêmica sólida e atuação como mestre e pesquisador refletem a contribuição inestimável que deixou para a advocacia e para a sociedade.

O velório está sendo realizado nesta segunda-feira (25), no Recanto da Saudade (Rua Domingos Marreiros, 1536). O sepultamento será a partir das 14h, com saída do mesmo local para o cemitério Recanto da Saudade (Avenida Celestino Rocha, 500).

A OAB-PA, em nome de sua Diretoria, conselheiros e colaboradores, se solidariza com familiares e amigos neste momento de dor, rendendo homenagens à memória de um colega que deixa um legado de compromisso, ética e amor pela advocacia, pela democracia e pela justiça”.

Nas redes sociais, as manifestações de pesar começaram ainda no domingo à noite.  Em um texto emocionado, o advogado Ophir Cavalcante Júnior, ex-presidente do Conselho Federal da OAB e ex- procurador-geral do Estado, descreveu o colega de profissão e amigo como alguém que “orgulhou a história do Direito no Pará”.

A Subseção Santarém da Ordem também publicou nota lamentando o ocorrido.

O senador Beto Faro (PT-PA) também se manifestou pela perda. “Perco um amigo, um irmão e um parceiro de tantas caminhadas”.

O TRE do Pará deve divulgar nota de pesar durante o dia.

 

 

Fonte: Diário do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/08/2025/14:29:39

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Obidense Manuel Ayres, um dos maiores cientistas do Pará, morre aos 100 anos em Belém

Manuel Ayres morreu na madrugada deste domingo (24) em Belém — Foto: Redes Sociais

Professor emérito da Universidade Federal do Pará (Ufpa), Manuel Ayres nasceu em 9 de janeiro de 1925 e morreu na madrugada deste domingo (24) na capital do estado.

O Pará perdeu neste domingo (24) uma das maiores referências da ciência do estado. Morreu em Belém aos 100 anos o professor emérito da Universidade Federal do Pará (Ufpa), médico e pesquisar Manuel Ayres.

A morte de Manuel Ayres foi confirmada pelo Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE-PA) por meio de uma nota divulgada nas redes sociais. De acordo com a nota, Ayres morreu na madrugada deste domingo (24). A causa da morte não foi informada.

Manuel Ayres é natural de Óbidos, no oeste do Pará e nasceu em 9 de janeiro de 1925. A trajetória vitoriosa na ciência e na educação iniciou em 1948 quando se formou pela então Faculdade de Medicina e Cirurgia do Pará, especializando-se em Pediatria e obtendo a livre-docência em Pediatria e Puericultura.

Manuel Ayres também marcou seu nome na ciência quando aprofundou as pesquisas no campo da genética no Rio Grande do Sul e publicou mais de 50 artigos em toda sua trajtória. Ele também foi um dos fundadores de um dos pólos mais relevantes de pesquisa da Ufpa, o Instituto de Ciências Biológicas (ICB).

Além das contribuições no campo das pesquisas, Ayres também ocupou cargos relevantes, incluindo o de Secretário de Saúde do Estado de 1975 a 1979 e aposentou-se como conselheiro do TCE-PA.

 

Fonte: g1 Santarém e Região — PA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/08/2025/10:42:02

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Detran acumula mais 5 mil CNHs que não foram retiradas por motoristas no Pará

(Foto: Reprodução) – Popularização da CNH Digital e endereços desatualizados dificultam a entrega dos documentos, segundo o órgão.

Em três meses, cerca de 5 mil Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) voltaram para a sede do Departamento de Trânsito do Pará (Detran), em Belém, depois de não serem entregues aos motoristas.

De acordo com o órgão, o principal motivo é a popularização da CNH Digital, que faz com que muitos condutores deixem de retirar a versão impressa. Outra razão é a falta de atualização do endereço cadastrado, o que impede a entrega pelos Correios.

O Detran reforça que, apesar da praticidade do modelo eletrônico, a carteira física segue sendo importante, já que é aceita como documento de identidade em todo o país. Além disso, o acesso à versão digital depende de celular e energia.

O órgão alerta ainda para a necessidade de manter os dados de endereço sempre atualizados, já que eles também são usados para envio de notificações e multas. A atualização pode ser feita gratuitamente por meio de agendamento no Detran ou nos postos de atendimento, mediante apresentação de documento de identificação e novo comprovante de residência.

As CNHs emitidas para condutores de Belém e região metropolitana retornam para a sede do Detran, enquanto as dos demais municípios são enviadas às Ciretrans mais próximas, após três tentativas de entrega pelos Correios.

A consulta sobre a disponibilidade do documento pode ser feita pelo rastreamento no site dos Correios, válido por até três meses. A retirada deve ser feita presencialmente pelo dono, ou por outra pessoa com procuração autenticada em cartório. No caso de parentes próximos, apenas pai, mãe e irmãos com a mesma filiação do titular podem buscar o documento sem procuração.

A diretora de Habilitação de Condutores e Registro de Veículo do Detran, Ana Carolina Sampaio, reforça o alerta para a importância do condutor buscar a Carteira de Habilitação.

“É fundamental que o condutor venha buscar a sua CNH física. A versão digital, apesar de prática, depende de um aparelho eletrônico e de energia para funcionar, e pode não estar disponível em todas as situações. Além disso, quando a CNH não é retirada, o prejuízo também é ambiental, com desperdício de papel. Por isso, reforçamos que o motorista verifique sua situação, mantenha o endereço atualizado e retire o documento assim que ele estiver disponível”, explica.

O Detran reforça que, ao receber o aviso de entrega ou identificar no rastreamento dos Correios que a CNH retornou ao órgão, o condutor deve comparecer o quanto antes à sede ou à Ciretran indicada. Dessa forma, evita transtornos, garante o documento sempre à mão e contribui para reduzir o desperdício de recursos públicos e ambientais provenientes da impressão.

 

Fonte: g1 Pará — Belém e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/08/2025/10:38:15

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