Na sede do MPF em Belém (PA), 4º Encontro Paraense de Fibrose Cística debateu desafios e avanços na assistência

Foto: José Gilcimar Ferreira Favacho/MPF

Debates reforçam a urgência de garantir o acesso a medicamentos, como o Dekas, e estruturar a rede de atendimento.

O Ministério Público Federal (MPF) sediou, em Belém (PA), no último dia 5, o 4º Encontro Paraense de Fibrose Cística, promovido pela Associação Paraense Assistencial à Fibrose Cística (Aspa-FC) com o apoio da Liga Acadêmica de Doenças Raras (Ladora). Com o tema “Respira Pará: Assistência e Conscientização da Fibrose Cística”, o evento teve como objetivos principais promover o debate sobre a doença e avançar na implementação de políticas públicas.

A fibrose cística é uma doença rara e sem cura que afeta 175 pessoas no Pará, comprometendo principalmente a função pulmonar. As discussões no encontro também forneceram dados para investigações do MPF sobre a qualidade dos serviços de saúde no Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), referência para a doença no estado, abrangendo disponibilidade de medicamentos, insumos e infraestrutura. Uma parceria entre o MPF e a sociedade civil já resultou no fornecimento do medicamento Trikafta para pacientes no Pará.

A mesa de abertura contou com representantes da Aspa-FC, Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), Defensoria Pública da União (DPU), Defensoria Pública do Estado (DPE-PA), e a Ladora.

Mesa de abertura – O procurador da República Patrick Colares abriu o evento elogiando a atuação das associações de pacientes e familiares, chamando as pessoas que integram esses grupos de “lutadoras” e “guerreiras”, e reafirmou o apoio do MPF. Ele também ressaltou que a atuação do MPF, na área da defesa de direitos coletivos, visa a garantir que ninguém esteja “abaixo da lei”. Colares citou a situação da fibrose cística como um exemplo de grande injustiça ainda presente, mencionando a falta de fornecimento do polivitamínico Dekas por muitos anos.

No início deste ano, a pedido do MPF, a Justiça Federal condenou o Poder Público por não fornecer a vitamina a pacientes com fibrose cística no estado. A União, o Estado do Pará e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) recorreram contra a sentença e os recursos aguardam julgamento do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília (DF).

A presidente da Aspa-FC, Ângela Maria Rocha da Silva, ressaltou o propósito de esperança do encontro, homenageando a coragem de pacientes e familiares. Ela trouxe uma notícia positiva: a liberação do medicamento Trikafta para crianças acima de dois anos até dezembro. Contudo, criticou a demora no acesso a medicamentos essenciais como o Dekas.

A promotora de Justiça Elaine Carvalho Castelo Branco, representando o procurador-geral de Justiça, afirmou o compromisso do MPPA com a defesa do direito constitucional à saúde, sublinhando a importância de eventos como o 4º Encontro Paraense de Fibrose Cística para a construção de caminhos que garantam dignidade, saúde e esperança aos pacientes. Ela destacou a função do Ministério Público de estar próximo da sociedade e transformar reflexões em ações institucionais e políticas públicas efetivas.

A defensora pública-chefe da DPU no Pará, Michele Leite de Souza Santos, explicou a atuação da DPU, focada em pessoas vulneráveis e no acesso à justiça. Ela diferenciou a DPU da DPE-PA e detalhou o trabalho administrativo e extrajudicial em casos de fibrose cística, como a atuação junto ao Ministério da Saúde (MS) para inclusão de medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS) e a participação em ações civis públicas para o fornecimento do Dekas.

A representante da DPE-PA, Gleise Cristina da Silva Meira, expressou orgulho pela evolução da Aspa-FC e o apoio mútuo entre as instituições. Ela destacou o Núcleo de Demandas da Saúde da Defensoria Pública do Estado e a existência da Câmara de Resolução de Demandas em Saúde, que viabiliza exames, consultas e conciliações para agilizar o atendimento.

Presidente da Ladora e acadêmico de nutrição da Universidade Federal do Pará (UFPA), Miguel Rodrigues Teixeira enfatizou a importância das ligas acadêmicas para conectar familiares e profissionais, promovendo a multidisciplinaridade e o apoio para garantir o direito à assistência, diagnóstico, tratamento e qualidade de vida para pessoas com doenças raras. Ele reiterou uma frase do professor e palestrante do evento Luiz Carlos Santana da Silva: “a raridade de uma doença não exclui a sua existência”.

Conteúdo das palestras – Por meio da experiência de cuidados com sua filha, a operadora de caixa Kathleen Resende Moraes trouxe o relato emocionante sobre os desafios de uma família com uma paciente fibrocística em áreas remotas. Ela descreveu a falta de conhecimento dos profissionais de saúde em Marabá sobre a doença e a burocracia para transferir a filha para Belém, destacando o desespero de uma mãe diante da doença.

Kathleen criticou a dificuldade de acesso a medicamentos caros como o Dekas e a falta de qualidade de vida para as crianças, que convivem diariamente com sintomas. Ângela, da Aspa-FC, complementou o relato, mencionando a luta para transferir a criança em estado grave e o apelo para que as políticas públicas garantam a transferência imediata de pacientes com fibrose cística para centros de referência em casos de urgência.

O presidente da organização para pacientes com doenças raras Casa Hunter, Antoine Daher, apresentou a atuação da entidade, fundada em 2013, para estruturar um ecossistema completo para doenças raras. Ele detalhou as conquistas em regulação, pesquisa e acesso, incluindo resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para priorização de pesquisas e medicamentos e a criação de uma resolução na Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para estudos de doenças ultrarraras.

Daher destacou a criação da Casa dos Raros em Porto Alegre, que reduziu o tempo médio de diagnóstico de cinco anos e quatro meses para menos de 84 dias. Criticou a atuação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), por dificultar o acesso a medicamentos, resultando em apenas 25 dos 121 medicamentos registrados na Anvisa para doenças raras incorporados.

O coordenador do Comitê de Doenças Raras do Complexo Hospitalar da UFPA, professor Luiz Carlos Santana da Silva, rebateu algumas críticas de Antoine Daher, afirmando que muito mudou nos últimos 20-25 anos na atenção a doenças raras no Brasil, com serviços de referência e tratamentos para mais de cem doenças. Ele enfatizou a importância da triagem neonatal (teste do pezinho) como uma das dez maiores conquistas da saúde pública, que permite a detecção precoce e tratamento de doenças. Apesar de ter 80% de cobertura no Pará, o professor ressaltou a falha do governo em atingir os outros 20% e a necessidade de mais centros de referência na região Norte, visto que o Hospital Betina Ferro de Souza não consegue atender toda a demanda.

A médica pediatra e coordenadora do Programa de Fibrose Cística do HUJBB, do Complexo Hospitalar Universitário da UFPA, Valéria de Carvalho Martins, detalhou a jornada e desafios do paciente com fibrose cística, apresentando a doença como uma condição genética multissistêmica que afeta as glândulas exócrinas, resultando em secreções viscosas e obstrução de órgãos. Ela explicou os avanços nos moduladores de proteína, como o Trikafta, que transformaram o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes. No entanto, alertou que os moduladores não são uma cura e que a adesão contínua a todas as terapias (enzimas, fisioterapia) é crucial. Valéria também expressou preocupação com o uso de Trikafta em pacientes com menos de um ano de idade sem controle científico, devido a potenciais riscos neurológicos.

A artesã Monique Lima Teixeira compartilhou depoimentos de seu filho, de 15 anos, sobre as dores e a exaustão diárias que a fibrose cística impõe. Ele descreveu a doença como uma “mochila invisível” e a necessidade de seguir uma rotina rigorosa de medicamentos e terapias, sem espaço para erros ou improvisos. Monique lamentou a falta de preparo em unidades de emergência gerais e a urgência de um protocolo que direcione imediatamente pacientes com fibrose cística para o HUJBB. Ela também mencionou o sofrimento do filho devido à falta de reposição vitamínica, como o Dekas.

Por fim, a fisioterapeuta do Programa de Fibrose Cística do HUJBB Edilene do Socorro Nascimento Falcão Sarges abordou o papel da fisioterapia na prevenção de complicações e manutenção da qualidade de vida. Ela explicou como a doença afeta os pulmões e a importância da remoção de secreções, manobras manuais, dispositivos, inalações e exercícios físicos. Apesar dos avanços dos moduladores, que reduzem secreção e tosse, a fisioterapeuta reforçou que a adesão às terapias complementares é fundamental, pois os danos pulmonares existentes não desaparecem. Ela concluiu com uma mensagem de esperança, afirmando que “esperançar é se levantar, é ir atrás, é construir, é não desistir”.

Fonte: g1 PA/Jornal Folha do Progresso e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/09/2025/13:08:57

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Homens são presos no Pará suspeitos de golpe de R$ 828 mil contra empresário gaúcho

Homens são presos em operação da Polícia Civil do RS — Foto: Polícia Civil/Reprodução

Operação ‘Specchio’, da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, cumpriu 10 mandados de busca e apreensão e de indisponibilidade de bens nos municípios de Marabá (PA), Açailândia (MA) e Porto Seguro (BA).

Dois homens foram presos e cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta terça-feira (9) em Marabá, sudeste do Pará, durante uma operação de combate a crimes de associação criminosa e furto qualificado em fraude eletrônica.

A vítima é um empresário gaúcho que teve prejuízo estimado em R$ 828 mil, segundo a polícia.

“As investigações apuraram que os criminosos utilizaram documentos falsificados, com a manipulação digital de imagens, além de linhas telefônicas e e-mails fraudulentos para abrir contas bancárias em nome da vítima e cadastrar a empresa em plataforma eletrônica responsável por receber recursos de Programa de empresa do setor petrolífero”, informou a polícia.

A operação Specchio, da Polícia Civil do Rio Grande do Sul cumpriu 10 mandados de busca e apreensão e de indisponibilidade de bens nos municípios de Marabá (PA), Açailândia (MA) e Porto Seguro (BA).

Documentos, cartões bancários e aparelhos eletrônicos estão entre os itens apreendidos nas três cidades.

Segundo a polícia, sete pessoas estariam envolvidas no esquema criminoso, incluindo os suspeitos presos no Pará, que foram encaminhados ao sistema prisional. A polícia não informou o que eles alegaram, nem detalhou o envolvimento deles na quadrilha.

As investigações seguem em andamento para identificar os demais “integrantes da organização criminosa”.

Fonte: Metrópoles/Jornal Folha do Progresso e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/09/2025/09:11:28

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Tribunal do Júri de Belém julga influenciadora e familiares por morte de vendedor de joias

Joias foram apreendidas na casa de suspeitos presos em Marabá. — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Seis réus, incluindo Gabryella Ferreira Bogéa, enfrentam julgamento nesta quarta, 10. Defesa diz que executor do crime não está entre os acusados.

O Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal de Belém realiza, nesta quarta-feira (10), o julgamento dos seis réus acusados do assassinato do vendedor de joias Edilson Pereira de Sousa, morto em abril de 2021, em Marabá, sudeste do Pará.

Entre os acusados está a influenciadora Gabryella Ferreira Bogéa, além de familiares. O caso será conduzido pelo juiz Edmar Silva Pereira, com sessão marcada para às 8h, no plenário Elzaman Bittencourt, no Fórum Criminal de Belém.

A defesa de Gabryella e sua família, composta pelos advogados Odilon Vieira, Diego Adriano Freires, Magdenberg Teixeira, Thiago Alves e João Victhor Rodrigues, argumenta que o executor principal do crime não está entre os réus do julgamento.

Processo foi transferido de Marabá para Belém para garantir imparcialidade e tranquilidade no julgamento.

Segundo a polícia, foi constatado que uma das investigadas era cliente da vítima e devia R$ 1,9 milhão e que esta foi a “principal motivação para o delito”.

O corpo de Edilson Pereira foi encontrado no dia 15 de abril de 2021 em um rio de Marabá, dois dias após seu desaparecimento em Parauapebas, onde morava.

À época, o veículo da vítima foi localizado abandonado na BR-230, próximo a um lixão, com sua carteira, 11 cheques somando mais de R$ 500 mil, além de uma faca suja de sangue.

Segundo a polícia, Edilson teria sido atraído a um condomínio em Marabá no dia 13 de abril de 2021, sob o pretexto de negócios. Seu corpo foi achado dois dias depois no Rio Itacaiúnas.

Fonte: g1 PA/Jornal Folha do Progresso e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/09/2025/13:08:57

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Operação investiga grupo empresarial suspeito de fraudar mercadorias importadas e sonegar cerca de R$ 90 milhões de impostos no Pará

Operação “Underbill” da Polícia Federal — Foto: Polícia Federal

Investigações apontam esquema de subfaturamento, evasão de divisas e lavagem de dinheiro envolvendo empresas de importação. Segundo a PF, as cargas chegavam ao país pelos portos de Belém e Vila do Conde e eram distribuídas para outros estados.

A Receita Federal, a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram nesta quarta-feira (10) a operação “Underbill” no Pará. Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, resultando na apreensão de bens avaliados em R$ 26 milhões.

A operação tem como alvo um grupo empresarial suspeito de sonegar cerca de R$ 90 milhões em tributos, facilitar a entrada irregular de produtos estrangeiros no país e realizar pagamentos internacionais por meio de câmbio ilegal. A identidade dos investigados ainda não foi informada.

A investigação teve início a partir da análise de autuações fiscais realizadas sobre empresas importadoras. Segundo a Receita, foram identificados indícios irregulares contra as ordens tributária e aduaneira, cometidos por grupos empresariais que seriam assessorados por uma empresa prestadora de serviço de despacho aduaneiro.

As investigações apontam suspeitas de fraudes em importações de mercadorias. De acordo com a apuração, as cargas chegavam ao país pelos portos de Belém e Vila do Conde e eram distribuídas para estados como Amazonas, Maranhão, Ceará, Alagoas, Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo.

“As investigações indicam que esse grupo importava produtos do exterior, principalmente provenientes da China, internalizavam aqui no Brasil com a aplicação de diversas metodologias para que ocorresse a sonegação de impostos. A gente pode citar o subfaturamento, a utilização de empresa de terceiros, o que gerava um prejuízo significativo para o erário e uma concorrência desleal no mercado que prejudicava as empresas nacionais e as empresas que importam de maneira correta”, disse o delegado da Polícia Federal Roger Morgado Carvalho.

Entre as irregularidades detectadas nas operações comerciais e nas finanças dos importadores, estão as suspeitas de que:

  • os produtos eram declarados com um valor menor do que o real (o chamado subfaturamento);
  • impostos federais não eram pagos (sonegação);
  • ‘laranjas’ (pessoas ou empresas de fachada) eram usados para esconder os verdadeiros donos dos negócios; havia tentativas de dificultar o controle da Receita Federal na hora de identificar e contar os produtos;
  • e as regras de órgãos reguladores eram desrespeitadas.

O esquema, segundo a investigação, contava com a participação de comerciantes estrangeiros, despachantes aduaneiros e empresas de comércio exterior. O grupo é suspeito de praticar subfaturamento, interposição fraudulenta, sonegação fiscal, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, violação de direitos de propriedade intelectual e ocultação de patrimônio. A apuração continua com a análise do material apreendido e a identificação de outros possíveis envolvidos.

As análises fiscais e financeiras dos envolvidos também apontaram, de acordo com os agentes, indícios de movimentação financeira incompatível de diversas pessoas físicas e jurídicas, envio ou recebimento de dinheiro sem seguir as regras e leis do Banco Central e da Receita e ocultação de patrimônio.

Os responsáveis poderão responder pelos crimes de descaminho, contrabando, sonegação fiscal, evasão cambial e organização criminosa.

A operação conta com a participação de 17 auditores-fiscais e analistas tributários da Receita Federal, além de 50 policiais federais.

Fonte: g1 PA/Jornal Folha do Progresso e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/09/2025/13:04:14

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Hydro patrocina a Jaguar Parade Belém 2025 e reforça compromisso com a Amazônia

Jaguar Parade aprecia a biodiversidade da Amazônia | Foto: Divulgação

Parceria promove o movimento de conservação às onças-pintadas que acontece na capital paraense às vésperas da COP30.

Buscando reforçar o destaque a iniciativas de conservação e sustentabilidade na Amazônia, a Hydro é patrocinadora da Jaguar Parade Belém 2025, movimento internacional que une arte, cultura e conservação ambiental através de esculturas de onças-pintadas customizadas. A iniciativa celebra o talento dos artistas brasileiros em uma das regiões mais biodiversas do planeta.

A curadoria das obras conta com a participação de Vânia Leal para que as criações dialoguem com o contexto artístico e cultural, promovendo visibilidade para talentos da região.

Como patrocinadora Premium, a Hydro apresentará duas esculturas exclusivas na exposição: Maciota e Onçaí. A primeira, criada pelo artista Jocatos, terá acabamento prateado feito com técnica de spray e monotipia, remetendo diretamente ao alumínio e à atuação industrial da Hydro. Já a Onçaí, desenvolvida pelo artista Nio Dias, será inspirada nos mistérios e encantos da floresta amazônica, com as cores do açaí, valorizando a importância do açaizeiro.

Os jaguares serão reunidos para um coquetel no Mangal das Garças antes de serem agrupados em sua totalidade na grande “Reunionça” a partir do dia 15 de novembro, culminando no Dia Internacional da Onça-Pintada, 29 de novembro.

Ao final do período de exposição, as esculturas são leiloadas e 100% da receita líquida será doada para projetos de conservação às onças-pintadas. O valor arrecadado nas esculturas da Hydro será revertido em benefício ao Consórcio de Pesquisa em Biodiversidade Brasil-Noruega (BRC), organização que atua na pesquisa da biodiversidade amazônica formada por Hydro, Universidade de Oslo, da Noruega, Museu Paraense Emílio Goeldi, Universidade Federal do Pará (UFPA) e Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA).

A participação da Hydro na Jaguar Parade também ganha outra dimensão considerando que a empresa mantém frentes ativas de reflorestamento e conservação da fauna e flora em seus territórios de atuação. Essas áreas servem como habitat natural para onças-pintadas, símbolo central do movimento, e já registraram avistamentos da espécie.

A primeira onça-pintada a receber um colar telemétrico no Pará foi acompanhada por pesquisadores do BRC, que desenvolvem um importante projeto de monitoramento da espécie na área da Mineração Paragominas. A presença desse predador que demanda grandes áreas para sua sobrevivência, é um importante indicador de qualidade ambiental na região. O estudo busca compreender a adaptação desses animais a um ambiente que, além de áreas de floresta, inclui mais de 3.400 hectares reabilitados.

Sobre a Hydro:

A Hydro é uma empresa líder em alumínio e energia renovável, comprometida com um futuro sustentável. Com o objetivo de criar sociedades mais viáveis, desenvolve indústrias que importam para as pessoas e para a sociedade. Desde 1905, a Hydro transforma recursos naturais em soluções e negócios relevantes de forma inovadora, criando um local de trabalho seguro para 33.000 empregados em mais de 140 unidades e 40 países.

No Brasil, a Hydro está presente em toda a cadeia de valor do alumínio, com quase 7 mil empregados. Atuando desde a extração de bauxita, produção de energia renovável, refino de alumina, produção de alumínio e extrusão, oferece conhecimentos e competências únicas para indústrias da construção, automotiva e de embalagens, entre outras.

Fonte: Conteúdo de Marca/Jornal Folha do Progresso e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/09/2025/11:27:34

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Segunda fase do alistamento feminino segue até o dia 15

O agendamento é realizado pelo próprio Sistema do Serviço Militar, com apresentações às 8h e às 10h. | Reprodução/ Exército

Nesta fase, as candidatas devem comparecer presencialmente para passar por entrevistas, exames médicos, testes físicos e atualização cadastral.

Teve início a segunda fase do processo de alistamento para o Serviço Militar Inicial Feminino (SMIF) das Forças Armadas. A etapa segue até segunda-feira, 15. Em Belém, está sendo realizada no Centro de Excelência do Serviço Militar. O agendamento é realizado pelo próprio Sistema do Serviço Militar, com apresentações às 8h e às 10h.

Nesta fase, as candidatas devem comparecer presencialmente para passar por entrevistas, exames médicos, testes físicos e atualização cadastral. Também é neste momento que as jovens manifestam sua preferência pela Força Armada em que desejam servir — Marinha, Exército ou Aeronáutica — desde que exista organização militar e vaga disponível em seu município de residência.

As participantes que forem consideradas aptas permanecerão aguardando a fase seguinte, que consiste na designação para cada Força Armada e Organização Militar (OM), conforme a disponibilidade de vagas. A previsão é de que a listagem seja divulgada em dezembro de 2025, no site do alistamento.

O calendário do SMIF segue com mais duas fases: a seleção dentro da própria OM de designação e, por fim, a incorporação. As jovens selecionadas receberão treinamento em Belém, sob responsabilidade da Base de Administração e Apoio da 8ª Região Militar.

Fonte: Diário do Pará/Jornal Folha do Progresso e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/09/2025/10:31:50

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Corda do Círio de Nazaré 2025 será entregue nesta quinta-feira,11; veja detalhes

Corda do Círio de Nazaré, em Belém. — Foto: Divulgação / Diretoria Festa de Nazaré

Ícone da festividade será produzido pelo segundo ano seguido no Pará, com fibras de malva cultivadas por famílias agricultoras. Revisão está marcada para 27 de setembro.

A cerimônia oficial de entrega da corda do Círio 2025 será realizada nesta quinta-feira (11), às 9h, em Castanhal, no nordeste do Pará. O evento contará com a presença da Diretoria da Festa de Nazaré (DFN).

Logo após, a corda será conduzida até Belém. A chegada à capital está prevista para o meio-dia.

A corda ficará guardada na Estação Luciano Brambilla até a vistoria, programada para o dia 27 de setembro, às 15h, no Colégio Santa Catarina de Sena, em Belém.

Segundo a DFN, em 2025 a corda será novamente produzida no Pará pela Companhia Têxtil de Castanhal (CTC), responsável pela doação. Desde 2023, a fabricação passou a ser feita integralmente no estado, em substituição ao sisal que vinha de Santa Catarina.

A revisão da corda será feita pela DFN e pela Guarda de Nazaré, que irão verificar argolas, nós, estações e medir novamente os 800 metros do objeto para garantir o uso nas procissões.

Após a vistoria, a corda da Trasladação ficará em exposição na Estação Luciano Brambilla e a do Círio na Estação das Docas, até 11 de outubro.

Sobre a corda do Círio

A corda tem 800 metros de comprimento, divididos em duas partes de 400 metros, com 60 milímetros de diâmetro. Ela é produzida em fibras de malva cultivadas em mais de 20 municípios paraenses, em projetos de agricultura familiar que envolvem mais de mil famílias.

O processo leva sete meses, sendo três de planejamento e quatro de produção industrial. De acordo com a CTC, mais de 480 colaboradores participaram diretamente da fabricação neste ano.

A corda passou a integrar a procissão em 1885, após uma enchente da Baía do Guajará alagar a orla de Belém, entre o Ver-o-Peso e as Mercês, durante o Círio. Na ocasião, a berlinda com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré não pôde ser puxada pelos cavalos.

Um comerciante da época emprestou uma corda para que os fiéis conseguissem conduzir a imagem. Desde então, o objeto se tornou um dos principais símbolos da festa, representando o elo entre os devotos e a padroeira dos paraenses.

Fonte: g1 PA/Jornal Folha do Progresso e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 09/09/2025/16:22:10

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Estudante é Diagnosticada com Meningite Meningocócica em Belém e acende alerta

Belem, Pará, Brasil, Cidade. Retranca: Velório/ Estudantes/ UFPa – . Gancho: . Local: Campus UFPa – Guamá – Belém. Data: 18/07/2025. Foto: Mauro Ângelo/ Diário do Pará.

Os estudantes que mantiveram contato com a pessoa contaminada permanecem sob monitoramento por 10 dias.

O caso de meningite meningocócica envolvendo uma estudante da Universidade Federal do Pará (UFPA), confirmado ontem pela Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) acendeu o alerta nas sutoridades de saúde públuca.

Para evitar possível propagação, a Diretoria de Vigilância em Saúde aplicou quimioprofilaxia — profilaxia com antibióticos — aos colegas que tiveram contato próximo com a jovem.

A Sespa informou ainda que a aluna não reside em Belém e que não houve necessidade de interditar o prédio universitário frequentado por ela.

Os estudantes que mantiveram contato com a pessoa contaminada permanecem sob monitoramento por 10 dias e foram instruídos a buscar atendimento médico imediatamente caso apresentem sintomas sugestivos.

A UFPA ainda não havia emitido posicionamento sobre medidas adicionais a serem adotadas.

Meningite: saiba o que é, como se manifesta, tratar e prevenir

O que é meningite?

Meningite é uma inflamação das meninges — membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal — e pode ser causada por agentes como bactérias, vírus, fungos e parasitas, além de fatores não infecciosos como lesões, reações a medicamentos ou neoplasias.

As formas viral e bacteriana são as mais relevantes para a saúde pública devido à sua frequência e potencial de causar surtos.

No Brasil, a doença é endêmica, com casos ao longo de todo o ano. As meningites bacterianas predominam no outono e inverno, enquanto as virais são mais comuns na primavera e verão.

Entre 2007 e 2020, foram registrados no Brasil cerca de 393 941 casos suspeitos de meningite, com 265 644 confirmações — sendo 121 955 casos virais e 87 993 bacterianos.

Desde 2023, o país adotou o Plano Nacional para Derrotar as Meningites até 2030, com metas ambiciosas: reduzir em 70% as mortes provocadas pela doença e erradicar epidemias bacterianas preveníveis.

Transmissão

Bacteriana: ocorre por meio das vias aéreas, através de gotículas respiratórias ou secreções. Algumas formas podem ser transmitidas via alimentos contaminados.

Viral: dependendo do agente, pode ocorrer por via fecal-oral, contato direto, superfícies contaminadas, ou até por picada de mosquito (no caso de arboviroses).

Fúngica e parasitária: geralmente não transmitem entre pessoas; a infecção ocorre por inalação de esporos ou ingestão de alimentos contaminados.

Sintomas

Meningite bacteriana – mais grave e de evolução rápida. Sintomas incluem febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço, náuseas, vômitos, sensibilidade à luz (fotofobia), confusão mental, convulsões, delírio, tremores e até coma.

Meningite viral – costuma ser mais leve, com sintomas iniciais semelhantes: febre, dor de cabeça, rigidez de nuca, mal-estar, náuseas, irritabilidade, sonolência e fotofobia.

Em bebês – os sintomas podem ser menos específicos, como irritabilidade, choro agudo, moleira protuberante, letargia ou alimentação deficiente.

Em casos de meningite meningocócica (bacteriana), pode haver ainda choque séptico com mãos e pés frios, calafrios, dores no corpo, respiração rápida e manchas vermelhas na pele — sinais de alerta que exigem tratamento rápido.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico baseia-se em exames laboratoriais — como análise do líquor (líquido cefalorraquidiano), cultura, bacterioscopia, aglutinação pelo látex e PCR em tempo real. Todos esses exames são disponibilizados pelo SUS.

Meningite bacteriana: requer internação imediata e administração de antibióticos em ambiente hospitalar, além de cuidados de suporte clínico.

Meningite viral: na maioria dos casos, não há indicação de antivirais — o tratamento foca no controle dos sintomas e monitoramento hospitalar.

Fúngica ou parasitária: demanda terapias prolongadas com antifúngicos ou antiparasitários, ajustadas conforme a condição imunológica do paciente.

Prevenção

A principal medida de prevenção é a vacinação, disponível no calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI). As vacinas oferecidas incluem:

Meningocócica C (conjugada)

Pneumocócica 10-valente (conjugada) — protege contra Streptococcus pneumoniae.

Pentavalente — inclui proteção contra Haemophilus influenzae tipo B, além de outras doenças .

Meningocócica ACWY (conjugada) — contra os sorogrupos A, C, W e Y.

No caso da meningocócica B, a vacina está disponível apenas pela rede privada.

Outras práticas importantes de prevenção incluem:

Higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel.

Evitar aglomerações e manter ambientes ventilados.

Não compartilhar objetos pessoais como copos, talheres e pratos.

A notificação imediata de casos suspeitos é obrigatória no Brasil, facilitando o monitoramento e controle epidemiológico.

Fonte: Diário do Pará/ Jornal Folha do Progresso  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 09/09/2025/13:03:08

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Belém sedia fórum de líderes em tecnologia e inovação

O evento acontece no Hotel Princesa Louçã e deve reunir 250 participantes e 17 palestrantes. Foto: Divulgaçãoo evento acontece no Hotel Princesa Louçã e deve reunir 250 participantes e 17 palestrantes. Foto: Divulgação

A proposta é conectar executivos, gestores e profissionais em torno de soluções que possam impactar diretamente empresas e equipes

No dia 18 Belém receberá o Fórum de Gestores de TI, considerado o maior encontro de tecnologia e inovação do Pará. Organizado pela Sociedade dos Usuários de Informática e Telecomunicações do Pará (SUCESU PA), o evento acontece no Hotel Princesa Louçã e deve reunir 250 participantes e 17 palestrantes para debater os rumos da transformação digital no setor público e privado.

A proposta é conectar executivos, gestores e profissionais estratégicos em torno de soluções que possam impactar diretamente empresas, instituições e equipes. Segundo Evandro Paes, presidente da SUCESU PA, o fórum vem se consolidando como um espaço exclusivo de líderes: “Nosso objetivo é fomentar a troca de experiências e trazer para a região debates de relevância nacional e internacional”.

A programação inclui painéis e palestras sobre inteligência artificial, segurança da informação, blockchain, Web3, governo digital, ESG, DevOps, Business Intelligence e outros temas de relevância para o cenário corporativo e institucional.

Entre os destaques está a conferência de abertura de Wesley Vaz, professor da Fundação Dom Cabral e atual secretário de Governança, Inovação e Transformação Digital do TCU, que falará sobre “Humanidade Ampliada: Liderança, Valor e Agentes de IA no Futuro do Trabalho”.

O encontro ainda contará com nomes como Marcos Rabelo (CHIP), Leandro Pantoja (Grupo Vibe), Marcelo Lobo (Serpro), Sérgio Leandro (OST Tecnologia) e Alex Bernardes (Epson Brasil), além de representantes de instituições como Cinbesa, Prodepa, Serpro e TCE-PA.

O painel de encerramento, “Transformação Digital e Inteligência Artificial na Amazônia: Desafios e Oportunidades no Setor Público e Privado”, abordará como a inovação pode acelerar o desenvolvimento da região e beneficiar diretamente a sociedade.

Fonte: Agência Pará/ Jornal Folha do Progresso e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 09/09/2025/13:03:08

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Após proibição e liberação de açaí na COP 30, nova lei no PA cria regras para venda no estado; entenda

Batedores de Açaí do AP devem realizar o cadastro para fiscalização adequada — Foto: Arquivo/g1

Publicada no Diário Oficial do Estado, norma define regras para produção, congelamento e armazenamento da polpa, com foco na segurança alimentar e inclusão dos produtores nas cadeias formais de comercialização.

Uma lei publicada no Diário Oficial do Estado regulamentou a atividade de batedores artesanais de açaí em todo o Pará. A legislação, de autoria do deputado Bordalo (PT), foi publicada após polêmica envolvendo a proibição e posterior liberação do açaí nos espaços da COP 30.

A lei tem como objetivo garantir segurança alimentar, qualidade do produto e continuidade da comercialização durante a entressafra, e estabelece diretrizes para o congelamento e armazenamento da polpa destinada à venda.

A regulamentação permite ainda que produtores artesanais possam manter a atividade durante o ano inteiro e serem incluídos nas cadeias oficiais de comercialização do açaí.

A legislação estabelece um limite diário de produção de:

até 40 latas, o que corresponde a 240 litros de polpa por dia, ou 7.200 litros por mês.

Além disso, os batedores deverão seguir normas específicas de vigilância e defesa sanitária para o congelamento, utilizando câmaras frias ou freezers exclusivos, com embalagens adequadas para armazenamento.

AÇAÍ - COLHEITA - FRUTO — Foto: Divulgação
AÇAÍ – COLHEITA – FRUTO — Foto: Divulgação

Segundo a lei, são considerados batedores artesanais tanto pessoas físicas quanto jurídicas que atuem como microempreendedores individuais (MEI), e que realizem o processamento manual do fruto e a venda da polpa de forma não industrial, voltada ao consumo direto da população.

A proposta foi construída a partir de diálogos com instituições de pesquisa, órgãos do governo, prefeituras, cooperativas e associações de batedores artesanais. Em abril, um grupo de trabalho foi criado na Assembleia Legislativa para discutir a crise do açaí e elaborar o projeto de forma coletiva.

Para o deputado Bordalo, a sanção da lei, publicada no DOE na última quinta-feira (4), representa uma conquista para os trabalhadores que vivem do açaí.

“O açaí é o alimento símbolo do Pará e precisa ser tratado com o valor que representa. Essa lei é um marco para garantir segurança à mesa do consumidor e, ao mesmo tempo, fortalecer os batedores artesanais, que são parte fundamental da nossa cultura e economia popular”, afirmou o parlamentar.

Fonte: G1 PA/Jornal Folha do Progresso  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 09/09/2025/06:10:25

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