Megaoperação da Polícia Civil prende 97 pessoas em mais de 40 cidades do Pará, incluindo Novo Progresso

Foto: Divulgação/Agência Pará | A Polícia Civil do Pará desencadeou, na manhã desta quinta-feira (18), a segunda fase da operação “Ponto Crítico”, que resultou em 97 prisões em diferentes regiões do estado. A ação, que mobilizou 386 policiais civis, foi realizada de forma simultânea em mais de 40 municípios, entre eles Novo Progresso, Itaituba, Altamira, Santarém, Parauapebas e Marabá.

Entre os presos estão investigados por tráfico de drogas, posse ilegal de armas de fogo, posse de munições e associação criminosa. Durante as diligências, a polícia apreendeu armas de fogo, drogas, celulares, munições, carregadores, balanças de precisão e dinheiro em espécie.

De acordo com a Diretoria de Polícia do Interior (DPI), foram cumpridos 99 mandados de busca e apreensão, além de 97 prisões em cumprimento a mandados judiciais e 20 em flagrante.

O delegado Hennison Jacob, titular da DPI, ressaltou a importância da operação para a segurança da população do interior:

“A segunda fase da operação ‘Ponto Crítico’ demonstra o empenho e compromisso da Polícia Civil em reforçar a segurança pública nas cidades e distritos do interior do Estado.”

A ação policial aconteceu de forma simultânea em Acará, Afuá, Alenquer, Altamira, Aurora do Pará, Bagre, Bom Jesus do Tocantins, Breu Branco, Breves, Capanema, Canaã dos Carajás, Conceição do Araguaia, Concórdia do Pará, Curionópolis, Dom Eliseu, Eldorado, Gurupá, Itaituba, Marabá, Moraes Almeida, Novo Progresso, Ourém, Parauapebas, Portel, Porto de Moz, Quatro-Bocas, Redenção, Rio Maria, Rondon do Pará, Salinópolis, Santa Cruz do Arari, Santana do Araguaia, Santarém, São Sebastião, São Félix do Xingu, Soure, Tomé-Açu, Tracuateua, Tucuruí, Ulianópolis e Xinguara.

Na Superintendência do Baixo Tocantins, em Acará, uma mulher foi presa em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, associação criminosa e comércio ilegal de armas, enquanto um homem foi autuado por tráfico de drogas. Foram apreendidos cinco celulares, uma espingarda artesanal, espoletas, além de 35 trouxinhas de maconha e 64 de crack.

A ofensiva contou com apoio do Núcleo de Inteligência Policial (NIP), da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), de Delegacias Especializadas (DEAM, DEACA e DH) e dos Núcleos de Apoio à Investigação (NAI), reforçando o combate a crimes como roubo, furto, homicídio, estupro de vulnerável, extorsão, descumprimento de medidas protetivas, tentativa de homicídio e lesão corporal.

Fonte: Jornal Folha do Progresso/ Agência Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 18/09/2025/07:48:28

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Mulher é morta a pauladas na Grande Belém; ex-companheiro que cumpria ‘saída temporária’ é principal suspeito

Ana Silva, de 29 anos, foi assassinada em Castanhal; ex é suspeito — Foto: TV Liberal/Reprodução

O crime ocorreu no Conjunto Ipês, em Castanhal. Segundo a Seap, o suspeito cumpre pena no sistema prisional e foi beneficiado com saída temporária no regime semiaberto no dia 12 de agosto.

Uma mulher identificada como Ana Paula Alves Silva, de 29 anos, foi encontrada morta no Conjunto Ipês, em Castanhal, região metropolitana de Belém. O caso ocorreu na madrugada da terça-feira (16) e foi divulgado nesta quinta-feira (18) pela Polícia Militar.

O principal suspeito é o ex-companheiro da vítima, José Benedito de Sousa, que cumpre pena no sistema prisional e estava em saída temporária.

No mesmo dia, outro feminicídio foi registrado no Pará. Iris Mara França Aguiar, de 41 anos, candidata a vereadora nas últimas eleições municipais, foi assassinada a facadas em Tailândia, poucas horas após o crime contra Ana Paula Alves Silva. O corpo de Iris Mara foi sepultado na quarta-feira (17).

De acordo com a polícia, o corpo de Ana Paula apresentava vários ferimentos provocados por pauladas. Testemunhas relataram que o suspeito, ainda teria passado de motocicleta sobre o corpo.

Em nota, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que, “conforme autorização do Poder Judiciário, José Benedito foi beneficiado com saída temporária no regime semiaberto no dia 12 de agosto.”

A Polícia Civil disse que o caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Castanhal. Perícias foram solicitadas e buscas estão em andamento para localizar o suspeito.

 

Fonte: g1 Pará — Belém e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 18/09/2025/17:39:19

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Polícia Civil prende professor suspeito de estuprar adolescente; no Pará

Foto: Divulgação/PCPA | Segundo as investigações, o suspeito se aproveitava da posição de educador para coagir psicologicamente a vítima.

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca/CPC), em parceria com a Polícia Científica do Pará (PCEPA), deflagrou a Operação Última Aula e cumpriu, na manhã desta quinta-feira (18), mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra um professor de inglês investigado por estupro qualificado de uma aluna de 15 anos em uma escola particular de Belém.

A delegada Emanuela Amorim, titular da Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAV), detalhou que o suspeito se aproveitava da posição de educador para se aproximar da vítima. “A investigação comprovou que a vítima era coagida psicologicamente pelo investigado, mesmo apresentando sintomas de ansiedade e queda de pressão arterial”, explicou.

Além disso, a vítima narrou que houve produção de material pornográfico do ato libidinoso, por isso, a Gerência de Perícia em Informática (GPI) da PCEPA foi requisitada para o Local de Perícia Informática, um tipo de exame forense onde os dispositivos eletrônicos suspeitos são coletados e periciados.

Durante a operação, foi apreendido um aparelho celular. Conforme o perito criminal Marcelo Maués, o dispositivo passou por vistorias preliminares no local da apreensão, mas uma análise aprofundada será realizada em laboratório. “Com o uso de ferramentas forenses, poderemos fazer a extração e análise detalhada dos dados. Esse processo é fundamental para a produção da prova pericial”, explicou.

Diante das provas obtidas durante a investigação do caso, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do investigado, que foi localizado em sua residência. “A investigação reuniu provas como mensagens trocadas, depoimentos de testemunhas, escuta especializada da vítima e relatos de familiares que confirmaram as mudanças emocionais da adolescente após os crimes”, esclareceu o delegado João Castanho, titular da Deaca/CPC.

Segundo o delegado, “a Polícia Científica é essencial para esse tipo de investigação, pois só com a parceria entre as instituições, é possível dar cumprimento aos mandados”.

Após o cumprimento dos mandados, o suspeito foi preso e encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

Fonte: Jornal Folha do Progresso Com informações PCPA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 18/09/2025/15:42:01

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Incêndio destrói casa e atinge outras duas na Sacramenta, no Pará

Bombeiros trabalharam na ocorrência. — Foto: Reprodução / Redes sociais

Fogo começou em uma residência na passagem Bandeirantes, e uma vela acesa é apontada como a causa.

Um incêndio de grandes proporções destruiu uma casa e atingiu outras duas nesta quarta-feira (17), na passagem Bandeirantes, no bairro da Sacramenta, em Belém. O dono da casa destruída teve queimaduras leves, foi atendido pelo Corpo de Bombeiros e passa bem.

“Foi um susto muito grande. Só ouvi o grito dele me chamando. […] Não sabia o que fazer”, relatou Dioneia Pereira, irmão do homem que teve o imóvel destruído. Ela relatou que o fogo começou por uma vela acesa dentro da residência.

Dioneia explicou como o fogo se propagou: “Ele colocou uma vela numa pequena vasilha de vidro”. A chama, segundo a mulher, se espalhou por peças de roupa que estavam próximas.

Na passagem moram oito pessoas da mesma família. Das quatro casas – duas de alvenaria e duas de madeira –, uma foi completamente destruída, a do irmão de Dioneia, e outras duas foram atingidas.

O combate ao fogo pelos bombeiros começou pelos imóveis vizinhos. Uma das residências atingidas, segundo os bombeiros, estava abandonada. Os agentes alertaram para os perigos de acender velas durante a noite e orientou sobre os cuidados.

A Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade de Belém (Segbem) informou que a Defesa Civil Municipal esteve no local para auxiliar as famílias e iniciou a vistoria técnica para recomendar encaminhamentos e viabilizar o acesso a benefícios sociais.

Fonte: g1 Pará — Belém e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 18/09/2025/14:46:26

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Amazônia Live: Mariah Carey se apresenta em palco flutuante sobre o rio Guamá, em Belém

Foto: Reprodução | A apresentação aconteceu na tarde desta quarta-feira (17), durante o projeto Amazônia Live. A cantora esteve mais comunicativa do que no The Town, realizado no último sábado (13). Antes da atração principal, o palco recebeu as paraenses Joelma, Gaby Amarantos, Zaynara e Dona Onete, que intercalaram sucessos individuais e parcerias.

Mariah Carey se apresentou na tarde desta quarta-feira (17) em um palco flutuante em formato de vitória-régia, instalado sobre o rio Guamá, em Belém, durante o projeto Amazônia Live. Mais comunicativa do que no The Town, realizado no último sábado (13) em São Paulo, a cantora abriu o show com “My All”, afirmou que a apresentação buscava conscientizar sobre a preservação da floresta e, ao final, agradeceu em português com um “te amo”. Sem trocas de figurino, pediu coro do público em “Always Be My Baby” e dedicou “Hero” à plateia.

O setlist foi uma versão reduzida em relação ao festival paulistano, com “Touch My Body” e “Heartbreaker”, além de “Type Dangerous”, faixa do próximo álbum, “Here for It All”, previsto para 26 de setembro. Ficaram de fora “Obsessed” e a regravação “I Want to Know What Love Is”. A performance vocal teve ponto alto em “Emotions”, marcada pelo registro agudo que consagrou a artista.

Antes da atração principal, o palco recebeu as paraenses Joelma, Gaby Amarantos, Zaynara e Dona Onete, que intercalaram sucessos individuais e parcerias. Gaby apresentou “Mulher da Amazônia” com Zaynara; Zaynara chamou Joelma para “Aquele Alguém”, lançada em 2024; e Dona Onete mostrou “Jamburana”, com as três colegas dançando o refrão. A apresentação foi interrompida por alguns minutos devido à chuva, e terminou com as quatro cantando “Banzeiro”.

O Amazônia Live, promovido pela mesma empresa do The Town, tem como objetivo chamar atenção para iniciativas de combate às mudanças climáticas, em sintonia com a 30ª Conferência das Partes sobre Clima (COP 30), marcada para novembro em Belém. Ao fim, Gaby Amarantos ressaltou a cena local ao declarar: “Viva a música feita na Amazônia”.
Veja vídeo:

Fonte:  G1 PA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 18/09/2025/08:07:07

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Homem é detido por suposta venda de castanha-do-Pará a R$ 200 a turistas, no Pará

Foto:Reprodução | O suspeito foi preso pela Polícia Civil e segue à disposição da Justiça.

Nesta quarta-feira (17), a Delegacia de Proteção ao Turista (DPTur), em operação conjunta com a Delegacia Especializada do Consumidor (DECON), ambas vinculadas à Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE), conduziu à unidade policial um vendedor ambulante que atuava nas proximidades da Estação das Docas, em Belém.

A ação foi motivada por um vídeo que repercutiu nas redes sociais, no qual o homem afirmava ter vendido o quilo da castanha-do-Pará por R$ 200,00 a turistas, prejudicando a imagem do Estado como destino turístico confiável e ético. Durante as diligências, o suspeito foi localizado e levado à DPTur.

Em depoimento, o indivíduo confessou que o conteúdo era falso e foi criado apenas para gerar engajamento nas redes sociais, e que o quilo da castanha havia sido vendido por R$ 65,00. Após análise técnica integrada entre a DPTur e a DECON, a conduta do homem foi caracterizada como publicidade enganosa.

O vídeo simulava uma transação inexistente para obter vantagem indevida por meio do engajamento virtual, causando prejuízo à confiança dos consumidores e à imagem turística do Pará. Diante da confissão e das provas, o homem foi indiciado.

A operação reforça a importância da atuação especializada e integrada na proteção dos direitos dos turistas e consumidores, especialmente com Belém se preparando para receber eventos internacionais de grande porte, como a COP 30.

A Delegacia do Consumidor e a Delegacia de Proteção ao Turista irão elaborar uma cartilha e promover palestras para orientar os vendedores, de forma a evitar condutas que possam prejudicar a imagem da cidade e afetar a todos, inclusive os próprios vendedores.

 

Fonte: PCPA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 18/09/2025/07:00:03

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Comitê Paraense de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos é lançado na sede do MPF em Belém (PA)

Lançamento do Comitê Paraense de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos, na sede do MPF em Belém (PA), em 12/9/2025. Foto: Comunicação/MPF

Iniciativa ocorre em momento crucial para a proteção de quem luta por direitos no Pará.

O Ministério Público Federal (MPF) sediou, em Belém (PA), na última sexta-feira (12), o lançamento oficial do Comitê Paraense de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (CPDDH). O evento reuniu organizações da sociedade civil, lideranças comunitárias, autoridades públicas e defensoras e defensores de direitos humanos de diversas regiões do Pará, em um momento considerado fundamental para a defesa de quem luta por direitos no estado.

O lançamento do CPDDH ocorre em um cenário de violência alarmante no Pará, que registra o maior número de casos de violação contra defensores de direitos humanos no país, somando 103 ocorrências entre 2023 e 2024, de acordo com pesquisa das organizações Terra de Direitos e Justiça Global.

A gravidade da situação foi intensificada, no final de agosto, quando o MPF apontou à Justiça Federal o monitoramento ilegal de lideranças indígenas e quilombolas pelo governo do Pará. Essas lideranças, algumas inclusive sob proteção do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH), haviam ocupado a sede da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) em protesto pela qualidade da educação. A admissão da vigilância por um alto funcionário do governo foi um ponto central de preocupação e desconfiança durante os debates.

Na divulgação do evento, o procurador-chefe do MPF no Pará, Felipe de Moura Palha, reforçou o compromisso da instituição: “Acolher o lançamento do Comitê Paraense no MPF é um ato simbólico e espelha o nosso compromisso com a defesa de direitos humanos no Pará. Não há como garantir a segurança de defensores de direitos humanos e ambientalistas sem uma sociedade civil forte, vigilante e empoderada; ela é a primeira e mais importante linha de defesa”.

Articulação e resistência – O CPDDH nasce como um espaço de articulação permanente entre organizações da sociedade civil, movimentos sociais e parceiros institucionais. Seu objetivo é fortalecer redes de apoio, ampliar mecanismos de proteção e consolidar estratégias em defesa de quem atua na linha de frente dos direitos humanos no estado. “O Pará é um estado onde há muita violação de direitos humanos, principalmente advinda do Estado. Ao mesmo tempo, nós temos organizações da sociedade civil e movimentos sociais extremamente fortes e articulados. Então, o Comitê nasce exatamente desse lugar de resistência”, afirmou a representante do Instituto Zé Cláudio e Maria (IZM), Claudelice Santos, uma das organizações fundadoras do comitê.

O grupo que forma o CPDDH atua desde 2022, tendo promovido oficinas, debates e ações de advocacy, que são estratégias organizadas para influenciar e promover mudanças em políticas públicas, leis, comportamentos sociais ou decisões de poder. Um diagnóstico produzido pelo grupo e divulgado em 2024 já apontava as falhas e problemáticas na atuação de agentes da polícia dentro do PPDDH/PA, reafirmando a importância do fortalecimento da política de proteção.

Destaques do evento – Durante o seminário, foram lançados dois documentos cruciais: a Carta de Princípios e Adesões ao CPDDH e a Cartilha de Proteção às Defensoras e aos Defensores de Direitos Humanos no Pará.

A Carta de Princípios estabelece os compromissos do Comitê, guiado por valores como o direito à existência e proteção, acompanhamento e incidência nas políticas públicas, enfrentamento às causas estruturais da violência, promoção do debate público, denúncia da criminalização, trabalho em rede com autonomia e independência em relação ao Estado e pressões do poder econômico, e defesa da democracia.

A Cartilha de Proteção, fruto de um trabalho colaborativo e de escutas realizadas em oficinas regionais em diversos municípios, busca desmistificar e popularizar a política de proteção para as comunidades. “Esse material foi feito como nós pretendíamos, com uma linguagem acessível, simples, bem detalhada”, explicou Claudelice Santos. O documento aborda a contextualização dos defensores de direitos humanos, a política e o programa de proteção, e as estratégias e redes de autoproteção.

Desconfiança no Estado – Os debates do dia foram marcados por uma forte desconfiança em relação à atuação do Estado como protetor. O representante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Moisés Costa, expressou a percepção de que “o Estado, já há muito tempo, não protege a gente”. Ele ressaltou que a proteção individual prevista no programa estadual é uma “distorção muito pesada” para movimentos coletivos como o MST.

Lideranças indígenas como Auricélia Arapium, Miriam Tembé e Alessandra Korap compartilharam experiências de vulnerabilidade e como as ações do Estado, por vezes, acabam por expor ainda mais os defensores ao invés de protegê-los. Miriam Tembé destacou que “o Estado sempre usou e sempre vai usar da mesma estratégia, de nos espionar, de infiltrar pessoas no meio do nosso movimento”.

A necessidade de autoproteção e fortalecimento das redes populares e coletivas foi um consenso. A liderança quilombola Josias Dias dos Santos, conhecido como Jota, ressaltou que as defensoras e defensores dos direitos humanos não podem esperar pela proteção do governo, “que é e sempre foi o nosso maior violador dos nossos direitos”. A integrante da direção estadual do MST, Polliane Barbosa Soares, enfatizou a importância de “descriminalizar as estratégias de proteção dos territórios e dos povos”, que muitas vezes são o que garante a vida dos defensores quando a política pública falha.

Compromissos – Em resposta às problemáticas do PPDDH, a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará (OAB-PA), em parceria com a entidade executora do PPDDH no estado, a Unipop, e a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), propôs a formação de um Grupo de Trabalho (GT) para pensar uma atualização ou nova lei do PPDDH. O objetivo é criar uma legislação que abarque as inovações da portaria federal (proteção individual, popular, coletiva e territorial) e que permita a cobrança judicial do papel do Estado na proteção.

Diversas organizações formalizaram sua adesão ao comitê, fortalecendo a rede. O evento terminou com um forte apelo à união e resistência. A representante da Terra de Direitos, Suzany Brasil, resumiu o sentimento: “Em um contexto histórico e político de falta de reforma agrária, impunidade de crimes no campo e intensas violências de agentes públicos e privados, fortalecer a rede de proteção por meio do Comitê Paraense é um passo fundamental para avançar nas políticas de proteção”. As discussões apontaram para a necessidade de o Comitê atuar como um meio para fortalecer essas discussões e garantir a voz dos defensores e defensoras na construção de um futuro de justiça, paz e dignidade.

Fonte: Diário do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/09/2025/15:40:18

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Congresso do setor mineral discute questões ambientais e lança ‘Carta Santarém’ rumo à COP30

O encontro reuniu mineradoras, representantes do poder público, especialistas e instituições de pesquisa para discutir o papel do setor diante da agenda climática global — Foto: AD Produções/Simineral

Documento simboliza compromisso do Pará em alinhar mineração, sustentabilidade e governança ambiental.

Santarém, no oeste do Pará, sediou nesta terça-feira (16) o terceiro congresso técnico promovido pelo Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral), em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). O encontro reuniu mineradoras, representantes do poder público, especialistas e instituições de pesquisa para discutir o papel do setor diante da agenda climática global, em preparação para a COP30, que acontecerá em Belém, em novembro.

Entre os temas debatidos estiveram descarbonização, minerais críticos, governança socioambiental e a consulta prévia às populações tradicionais. O Ministério Público Federal e o Ministério Público Estadual participaram dos painéis, reforçando a importância de acompanhar os impactos da mineração na região.

Um dos pontos altos foi a assinatura da Carta Santarém, documento que consolida compromissos do setor mineral com o desenvolvimento sustentável da Amazônia. A iniciativa prevê a criação de um banco de dados estratégicos sobre a mineração no Pará, voltado a subsidiar políticas públicas, pesquisas e práticas empresariais alinhadas à preservação ambiental e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

De acordo com o secretário adjunto da Semas, Rodolpho Zahluth, a carta materializa um diálogo de mais de um ano entre governo e setor produtivo. Ele destacou que a proposta inclui ações de restauração florestal e maior transparência sobre os impactos sociais e ambientais das empresas. Já o presidente do Simineral, Anderson Baranov, ressaltou que a mineração precisa gerar benefícios não apenas econômicos, mas também sociais, envolvendo comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas.

Para o Ministério Público Federal, a carta surge como um passo importante no contexto da COP30, mas deverá ser acompanhada de perto para garantir resultados efetivos na melhoria dos padrões de atuação do setor.

Com o documento, o Pará busca se posicionar como referência internacional em governança mineral, conciliando desenvolvimento econômico, inovação tecnológica e preservação da floresta amazônica. A Carta Santarém é vista como um marco para que a mineração no Estado avance de forma mais equilibrada, transparente e sustentável.

De forma prática, o Simineral compromete-se a coletar e consolidar os dados das associadas, atualizar periodicamente o banco de informações e garantir a confidencialidade e segurança dos dados. Já o Estado, por meio da Semas, compromete-se a utilizar essas informações apenas para fins de formulação e monitoramento de políticas públicas, apoiar ações de capacitação e estimular a adesão de outros setores ao modelo.

 

Fonte: G1 Santarém e Região e TV Tapajós — PA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/09/2025/15:57:41

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Cidades do Pará figuram entre as dez primeiras no “ranking de sustentabilidade fiscal” da Região Norte

Foto: Reprodução | Vista aérea de Parauapebas, sudeste do Pará

A classificação aponta Canaã dos Carajás, Barcarena, Ananindeua, Belém e Parauapebas entre as dez primeiras posições regionais no pilar de sustentabilidade fiscal

Municípios paraenses estão entre os destaques do “Ranking de Competitividade dos Municípios 2025”, divulgado no mês passado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). A classificação aponta Canaã dos Carajás, Barcarena, Ananindeua, Belém e Parauapebas entre as dez primeiras posições regionais no pilar de sustentabilidade fiscal.

Segundo o levantamento, Canaã dos Carajás ocupa o primeiro lugar na Região Norte (2º no Brasil), Barcarena está na segunda posição regional (3º no Brasil), Ananindeua aparece em terceiro (4º no Brasil), Belém em quarto (5º no Brasil) e Parauapebas na sexta colocação (9º no Brasil). Outras cidades do Estado, como Santarém e Marabá, também aparecem nas primeiras posições do ranking regional.

O estudo avalia 13 pilares de competitividade, entre eles sustentabilidade fiscal, funcionamento da máquina pública, acesso e qualidade de saúde e educação, segurança, saneamento, meio ambiente, inserção econômica, inovação e dinamismo econômico, capital humano e telecomunicações.

No caso do pilar de sustentabilidade fiscal, são considerados indicadores como dependência fiscal, taxa de investimento, despesas com pessoal e endividamento, que refletem os desafios e a capacidade dos municípios de manter equilíbrio financeiro e apoiar o desenvolvimento de longo prazo.

 

 

Fonte: Portal Debate e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/09/2025/15:08:10

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Operação da PF contra fraudes eletrônicas mira grupo suspeito de invadir contas bancárias, no Pará

Agentes da PF apreenderam diversos itens durante a operação em Belém. — Foto: PF PA

Grupo é suspeito de invadir contas de clientes da Caixa Econômica Federal; quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Belém.

A Polícia Federal (PF) iniciou nesta quarta-feira (17) uma operação para combater fraudes bancárias eletrônicas e lavagem de capitais. A ação em Belém teve como alvo um grupo criminoso suspeito de invadir contas de clientes da Caixa Econômica Federal.

Segundo a corporação, quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diferentes bairros da capital paraense. A PF informou que o prejuízo estimado às vítimas pode chegar a aproximadamente R$ 500 mil.

Modus Operandi

As investigações apontam que os suspeitos realizavam pagamentos de boletos falsos e transações simuladas. Para isso, utilizavam dados bancários de terceiros obtidos de forma fraudulenta.

Durante as buscas, a PF apreendeu chips de celular, cartões bancários, aparelhos celulares e um veículo. Todo o material será periciado para aprofundar as investigações.

Os investigados poderão responder pelos crimes de fraude bancária eletrônica e lavagem de capitais.

Cartões, chips e celulares foram apreendidos. — Foto: PF PA
Cartões, chips e celulares foram apreendidos. — Foto: PF PA

Fonte: g1 PA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/09/2025/13:48:11

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