Criança de 8 anos morre no Pará após ter pescoço cortado por linha de pipa com cerol

Garoto de 8 anos morre ao ter pescoço cortado por linha chilena, em Santa Izabel do Pará — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Caso aconteceu em Santa Izabel do Pará, na região metropolitana de Belém. Vítima estava na motocicleta com o pai.

Uma criança de oito anos de idade morreu após ter o pescoço cortado por uma linha de pipa com cerol, conhecida também por linha chilena. A vítima chegou a ser socorrida para o Hospital Municipal, mas não resistiu ao ferimento.

O caso ocorreu em Santa Izabel do Pará, na região metropolitana de Belém, e foi confirmado pela Polícia Civil, nesta terça-feira (9).

O garoto estava com o pai em uma motocicleta quando foi atingido pela linha com cerol na segunda-feira (8). Os dois voltavam da casa de familiares. A criança seguia sentada na frente do pai, em cima do tanque da motocicleta.

A Polícia Civil informou que o caso é investigado sob sigilo pela Delegacia de Santa Izabel do Pará. O corpo do garoto foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) de Castanhal, município vizinho também na região metropolitana de Belém.

No Pará, o comércio e a distribuição de cerol e linhas chilenas são proibidos por lei. Este tipo linha é utilizado na brincadeira para empinar pipas – muito comum durante o período de férias escolares em julho.

Há dois anos, uma menina de 5 anos de idade também morreu ao ter o pescoço cortado por linha chilena. O caso aconteceu no bairro do Paar, em Ananindeua, região metropolitana.

Blecautes

Além dos acidentes com pessoas, que podem ser fatais, o uso proibido de linhas com cerol também podem resultar em acidentes na rede elétrica e deixar cidades inteiras sem fornecimento de energia.

Segundo a Equatorial Pará, 1.402 ocorrências de falta de energia elétrica foram registradas entre janeiro a maio de 2024. Em média, foram 9,3 ocorrências por dia.

Belém lidera o ranking de blecautes por causa de acidentes com linhas chilenas. Foram 166 ocorrências nos primeiros 5 meses deste ano. Santarém, no oeste paraense, registrou 129 casos de falta de energia por causa do problema.

Parauapebas, no sudeste do Estado, registrou 80 casos e Bragança, nordeste paraense, 78.

Portel, no arquipélago do Marajó, registrou 68 ocorrências de falta de energia elétrica por causa de acidentes com linhas chilenas e a rede de distribuição.

“O principal risco é à vida. A pessoa pode tomar um choque de até 34.500 volts. Nossa orientação é que a brincadeira sempre seja feita em áreas abertas, longe de qualquer tipo de fiação”, comenta Marcelo Tucunduva, executivo de Segurança da Equatorial Pará.

Fonte: g1 Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/07/2024/09:04:21

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Crise climática: ‘Brasil tem que dar exemplo, e não só cobrar dos países ricos’, diz ganhador do Nobel da Paz em Belém, sede da COP 30

Philip Fearnside, ganhador do Nobel da Paz em 2007, durante conferência em Belém. — Foto: Ascom SBPC

Em Belém, cientista ministrou conferência durante o maior evento científico da América Latina, na UFPA.

“A sustentabilidade precisa ser incorporada na prioridade do governo brasileiro”. A afirmação é do biólogo americano Philip Fearnside, pesquisador da Academia Brasileira de Ciências e ganhador do prêmio Nobel da Paz em 2007, por meio do grupo Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC).

“O Brasil tem que entrar no papel de liderança, não apenas cobrar dos países ricos, que também precisam cumprir compromissos de redução das emissões de carbono”.

O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) participou de conferência, nesta terça-feira (9), na 76ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém – considerado o maior evento científico da América Latina.

Na palestra “A perda dos serviços ambientais ameaça um futuro sustentável e inclusivo para a Amazônia”, ele destacou que incêndios descontrolados podem acabar com a floresta tanto quanto o desmatamento e exploração ilegal de madeira.

Fearnside é doutor pelo departamento de Ecologia e Biologia Evolucionária da Universidade de Michigan (EUA) e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manaus (AM), onde vive desde 1978.

Em entrevista ao g1, Fearnside comentou sobre investimentos estrangeiros na região amazônica, os compromissos do Brasil em prol do meio ambiente para controlar as mudanças climáticas, e também desafios para manter a floresta em pé.

g1 – Como você avalia a chegada de capital estrangeiro para ser investido em sustentabilidade na Amazônia e a forma como ele tem sido usado para compensar, por exemplo, as emissões de outros países?

Philip – De fato, dinheiro de fora é importante porque precisa de dinheiro, agora muitas dessas questões sobre evitar desmatamento e buscar ações mais sustentáveis, como fazer a transição energética, são questões que têm que ser da prioridade própria do governo.

Não é igual a saúde, educação, e não é só para quando se tem um ‘dinheiro que cai do céu’, quando algum país enviou dinheiro de fora, ou o quando governo vender concessões, mas sim investimentos incorporados na própria prioridade do governo, e isso não está acontecendo.

Ninguém vai negar esse dinheiro oferecido, mas é importante o governo assumir a responsabilidade própria para este tipo de gasto.

g1 – Você disse, na conferência, mesmo que o Brasil e outros países cumpram metas de diminuição de emissões, por exemplo 58% do Brasil até 2030, ainda não é suficiente para evitar o ponto de não retorno na Amazônia. Então ainda há saída?

Phillip – É evidente que os países têm que aumentar esses compromissos e têm que realmente cumprir esse compromisso, mas nenhuma das duas coisas está acontecendo. Então o Brasil precisa entrar no papel de liderança e não só de cobrar dos países ricos. O país já tinha que fazer o exemplo de realmente diminuir as próprias emissões e é um dos países que mais tem opções para fazer isso.

Primeiro, um pouco mais da metade da emissão brasileira vem do desmatamento, por isso a redução é importante. Além disso, há opções energéticas que não sejam combustível fóssil, energia nuclear, hidrelétricas, mas opções com menos impactos como o caso de eólica, solar, que também têm impactos, mas muito menos que os outros.

No caso da eletricidade, por exemplo, o Plano Nacional de Mudança de Clima estima que 5% de toda a eletricidade no Brasil é usada para esquentar água, com os chuveiros elétricos. É uma loucura, mas está aí um belo ‘monstro de energia’. Esse plano existe desde 2008 e tem como objetivo do governo acabar com o chuveiro elétrico e ainda não foi feito nada. Só foram feitas cada vez mais barragens.

Então há muitas opções aqui, mas não estão sendo implementadas, então vai muito no interesse do país de entrar nesse papel de dar exemplo, mas infelizmente, fora o esforço do Ministério do Meio Ambiente para reprimir o desmatamento, o resto do governo está no outro lado da questão. Isso que tem que mudar.

g1 – Vivendo há algumas décadas na Amazônia, você pode então fazer um balanço do cenário atual que permeia a questão dos serviços ambientais? Estamos cada vez mais ouvindo falar sobre “grilagem verde” e de algumas experiências que na Amazônia têm dado errado justamente quando pensamos nas comunidades, que vivem nessas áreas de floresta que deveriam ser preservadas. Então quais são os desafios para que a Amazônia brasileira consiga implementar os serviços ambientais e que isso retorne para quem vive nela?

Phillip – Tem que evitar desmatamento, e para isso não só abrir grandes blocos de floresta, ou construir mais estradas, pois com isso entram junto a grilagem, o agronegócio, produtores sem terras, todos os atores que não previstos no plano do governo.

O que acontece é que os povos tradicionais, embora muito importantes para manter a floresta, não vão conseguir enfrentar os grileiros e outros grupos que entraram. Então a população da floresta fica simplesmente substituída.

Com isso vem todo um ciclo que vai dos próprios invasores, para pequenos agricultores, depois substituídos por grandes fazendas de gado, e em seguida são substituídas por plantações de soja. Toda essa sequência fica fora do controle do governo então é preciso olhar para decisões chaves.

A política de construir estradas na Amazônia é uma decisão chave, também política, uma opção do governo, tomada pela manutenção da governança, mas isso não vai funcionar.

Quem é Philip Fearnside

O americano Philip Martin Fearnside se formou com honras Magna Cum Laude em ciências biológicas (1969) pela Colorado College (EUA), possui mestrado em zoologia (1974) pela Universidade de Michigan (EUA) e doutorado em ciências biológicas (1978). Fez especialização em sistemas de informações geográficas na Universidade de São Paulo (USP) em 1994.

Desde a metade da década de 1970, ele pesquisa problemas ambientais na Amazônia brasileira e viveu por dois anos na Rodovia Transamazônica.

Já recebeu prêmios e títulos e é o segundo cientista mais citado sobre aquecimento global (2006).

Em 2007, dividiu o Nobel da Paz de 2007 com Al Gore e outros 3000 cientistas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

É membro da Academia Brasileira de Ciência (ABC) e é associado à Academia de Ciências de Chicago (CAS), à Sociedade Científica Mexicana de Ecologia (SCME) e à Sociedade Linneana de Londres.

Fonte: g1 Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/07/2024/08:49:43

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Criação do Museu das Amazônias é lançada em Belém

(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)- Instituição será um dos legados da COP30 em 2025.

A criação do Museu das Amazônias – que será um dos principais legado da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em 2025 – foi lançada nessa segunda-feira em Belém (PA). A solenidade foi no Palácio dos Despachos. O novo museu vai unir conhecimento científico e saberes tradicionais da Amazônia, contemplando o olhar de todos os países que compõem o território.

Para o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, o museu vai ser um mergulho na realidade de várias amazônias, provocando os representantes de todos os países presentes na COP30 para a necessidade de sua preservação. “Será um legado para a COP de Belém. A vida no planeta precisa cada vez mais da Amazônia, e o museu é parte da estratégia do BNDES como um banco verde, que liderou no mundo o financiamento de energia renovável e sustentável e que está na linha de frente da descarbonização da indústria e da agricultura. Se a gente não engajar as lideranças políticas, não vai conseguir reverter essa crise que continua a aquecer o planeta”, afirmou.

A criação do museu terá a participação da comunidade acadêmica e científica da Pan-Amazônia, assim como a colaboração da sociedade civil, por meio de um cronograma de escutas sob coordenação do Museu Emílio Goeldi. O plano de trabalho do projeto é fruto de acordo de cooperação já firmado pelo governo paraense com o Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG). Os recursos do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) serão destinados ao desenvolvimento do desenho e à implantação dos projetos executivos necessários para a construção do museu, assegurando a qualidade técnica, os critérios de sustentabilidade e o alinhamento com as diretrizes aplicáveis à região amazônica, incluindo o estado do Pará e o município de Belém.

A diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello disse que o banco tem sido historicamente o maior investidor em patrimônios no país. “É um lado do BNDES que muita gente ainda desconhece, esse papel de fomentar não só o desenvolvimento econômico, mas também o desenvolvimento cultural. Para nós, é uma alegria enorme estar aqui. Estamos colocando mais um tijolo nessa construção que fará da COP do Pará a COP das COPS”, afirmou.

O espaço será um museu a céu aberto instalado no Porto Futuro II e terá quatro eixos temáticos: Amazônia Milenar – que promove os saberes ancestrais indígenas; Amazônia Secular – um olhar para os ribeirinhos, quilombolas, extrativistas, seringueiros, pescadores e outros povos que ocupam a região há séculos; Amazônia Degradada – alertando para o risco sobre a região e o mundo; e Amazônias Possíveis – um debate sobre os rumos do bioma.

Fonte: Agência Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 08/07/2024/08:25:12

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Maior produtor do Brasil, Pará cultiva cacau nativo oriundo de árvores seculares e se torna o novo terroir de chocolates finos do país

Delícia selvagem: o cacau tem origem amazônica – e não centro-americana – e já era consumido há 5,5 mil anos. — Foto: Agência Pará

Nasce na Amazônia a matéria-prima do chocolate, uma das iguarias mais populares do mundo: o Pará é o maior produtor de cacau do Brasil responsável por 51,80% da produção nacional. Aqui é produzido o cacau selvagem da floresta com um sabor inigualável, oriundo de árvores seculares. Neste Dia Mundial do Chocolate (7), o g1 mostra o mercado de amêndoas e chocolates que desponta partir do cacau nativo do Pará, mantido e cultivado por famílias ribeirinhas, comunidades indígenas e quilombolas, e que tem atraído prêmios internacionais e a atenção de especialistas em gastronomia de diversos países, fazendo da região o novo terroir de chocolates finos do Brasil.

Sabor selvagem

Atualmente, o Pará concentra mais de 31 mil produtores de cacau atuando em diversos municípios, em diferentes regiões, responsáveis por 149.396 toneladas de amêndoas produzidas em 2023. No estado, o cacau nasce às margens da Bacia Amazônica, local de maior variabilidade genética do fruto, o que resulta na diversidade do cacau e mesmo na possibilidade de existência de variedades ainda desconhecidas ou pouco exploradas, capazes de produzir sabores exclusivos.

“Ainda pode-se, na Amazônia, encontrar cacau nativo ou selvagem, ou seja, árvores de cacau naturalmente perpetuadas pela natureza”, destaca Luciana Centeno, doutora em engenheira de alimentos.

Além da singularidade do sabor, há outros aspectos que envolvem a cadeia produtiva do chocolate na Amazônia, que conta com a participação de comunidades tradicionais, quilombolas e indígenas, e busca de inovações para preservar o meio ambiente e valorizar a identidade cultural e gastronômica da região.

“Essas singularidades tornam o Pará o novo terroir de chocolates do país. O mercado de especialidades alimentícias valoriza muito os aspectos de raridade, exclusividade, pureza, e qualidade de manejo e beneficiamento de matérias-primas, sobretudo quando capazes de promover desenvolvimento regional sustentável”, diz Centeno.

Todos esses fatores colocaram o estado em destaque no cenário global. Além de ser o maior produtor do país, o Pará também é reconhecido por estar entre as melhores amêndoas do planeta. Este ano, os produtores Miriam Federicci e Robson Brogni levaram o primeiro e segundo lugar, respectivamente, entre as melhores amêndoas da América do Sul, na premiação Cocoa of Excellence, realizada em Amsterdã, na Holanda. Ambos produtores são de Medicilândia, município localizado na Região de Integração do Xingu, conhecida como Transamazônica.

Essa não foi a primeira vez que o cacau paraense ficou entre os melhores do mundo. Em 2021, o produtor de Novo Repartimento, município da Região de Integração Lago Tucuruí, no sudeste paraense, João Evangelista, também foi agraciado com a medalha de prata, figurando na lista das melhores amêndoas de origem do mundo.

Em 2021, a amêndoa de cacau híbrida produzida no sítio JE do produtor João Evangelista, do assentamento Tuerê, localizado no município de Novo Repartimento, também foi classificada entre as 50 melhores do planeta.

Também em 2021, a Chocolates De Mendes, empresa paraense, foi eleita a startup do ano pelo Fórum Mundial de Bioeconomia. O título deriva de uma longa trajetória.

No ramo há 20 anos, César de Mendes é um dos mais antigos nomes no setor de chocolates artesanais do Pará e já expôs, como convidado, em salões de chocolate em Milão e foi premiado em Paris.

“O Pará tem muita qualidade na fabricação de chocolate e amêndoa e nós temos hoje a possibilidade de apresentar ao mundo”, comenta o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), João Carlos Gomes.

Há também uma extensa variedade de barras de chocolates, cada uma delas com um sabor singular que varia de acordo com sua área de cultivo; além de bombons com café Apuí, colhido no Amazonas, castanha-do-Pará com flor de sal e puxuri, que é uma noz-moscada de origem amazônica.

Acho que o que mais impacta e me dá satisfação é agregar valor na Amazônia, contribuir para que a gente deixe de ser apenas exportadores de matéria-prima, e para que possamos desenvolver produtos de alta qualidade sensorial, de acabamento, e de grande riqueza cultural”

Da floresta para o mundo

Filho de mãe quilombola e pai ribeirinho, César de Mendes é pesquisador e professor na área de química, em Belém. “O meu envolvimento com os sabores da Amazônia surgiu por causa da minha ancestralidade. Minha mãe fazia chocolate no quintal de casa”, conta.

Mendes relata que descobriu uma espécie de cacau selvagem no Rio Jari, em uma de suas expedições entre o Pará e o Amapá, sua terra natal. Ele, então, muda-se para o sul, para estudar chocolateria gourmet em Canela (RS).

Hoje, ele exporta para países da Europa, Estados Unidos e vende seus produtos a diversos estados do Brasil. Mas esse caminho começa dentro da floresta. As amêndoas de cacau são fornecidas por comunidades indígenas, quilombolas, caboclos, ribeirinhos e agricultores familiares.

“São ao menos cinco etnias indígenas: Yanomamis, Sanoma, Yekwana, Surui e Ashaninka; além de grande quantidade de ribeirinhos no Baixo Tocantins, do Acará, Araguaia, Moju”, conta César, que atualmente produz cerca de 300 quilos de chocolate em barra por mês.

Atualmente, 5 mil pessoas de comunidades tradicionais são impactadas diretamente pelo trabalho, que também ajuda a manter em pé 1,2 milhão de hectares de floresta.

Primeiro chocolate vegano do Brasil

O chocolate Gaudens Cupuaçu, criado pelo chocolatier Fábio Sicília, ganhou a medalha de bronze no concurso mundial da Academy of Chocolate de Londres, em 2023. Na busca de unir a exclusividade da biodiversidade paraense com o alto padrão do cacau, Sicília criou a Gaudens em 2007. Para ele, o ato de verticalizar a produção local, desde a seleção dos ingredientes, permite acompanhar os produtores responsáveis, gerando equidade econômica e social.

“Se trata de uma produção artesanal com critérios rigorosos de qualidade. Fomos a primeira empresa brasileira a ter um certificado vegano por análise de DNA”, diz.

Com a ideia de valorizar o que é do Pará, Fábio agrega frutas e amêndoas paraenses aos chocolates, que evidenciam a regionalidade em todo o processo de fabricação e nos sabores, que aliam o cacau com a farinha de tapioca, o cumaru — conhecido como a “baunilha da Amazônia”, a castanha-do-pará, bacuri e até mesmo o açaí.

Fábio revelou ainda que os sabores paraenses da Gaudens conquistaram o público em diversos lugares do Brasil, mostrando que o mercado para além do Pará também aprecia os ingredientes regionais da Amazônia.

“Criamos o creme de castanha-do-Pará com cacau: a Castella, produto vendido nas lojas mais sofisticadas do país, também incorporamos o cupuaçu desidratado ao chocolate em forma de barra”, explicou.

Fonte: g1 Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 08/07/2024/07:59:42

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Carga de 462 quilos de queijo clandestino é apreendida em Ipixuna do Pará

Carga de 462 quilos de queijo clandestino é apreendida em Ipixuna do Pará — Foto: Adepará/Ascom

O produto teria sido produzido em uma queijaria de Rondon do Pará e seria comercializado em um supermercado de Mãe do Rio.

Uma carga de 462 quilos de queijo foi apreendia em Ipixuna do Pará, região nordeste do estado. A mercadoria clandestina estava sendo transportada na carroceria de uma camionete que foi parada na barreira da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na rodovia BR-010.

Durante fiscalização de rotina, os agentes pediram para verificar a carroceria, que estava com excesso de peso, e encontraram 110 tabletes de queijo muçarela.

Na abordagem, os agentes perceberam que se tratava de produto de origem animal clandestino, sem selo do serviço de inspeção, sendo transportado sem refrigeração adequada e acionaram a Gerência de Trânsito de Agropecuário (Gtagro) da Adepará, que conduziu a apreensão juntamente com a equipe da Agência de Defesa de Ipixuna do Pará.

De acordo com a fiscal agropecuária Glenda Caires, que atua naquela região, o queijo teria sido produzido em uma queijaria de Rondon do Pará e seria comercializado em um supermercado de Mãe do Rio.

“Por se tratar de um produto sem o selo de inspeção sanitária, ele não pode ser comercializado pois desobedeceu as normas de higiene sanitária e as boas práticas de fabricação, colocando em risco a saúde do consumidor”, explicou.

O condutor, que também era o proprietário da carga, foi autuado, multado e depois liberado. Mas os fiscais lavraram o auto de infração, o termo de apreensão e o termo de inutilização do produto. Todo o queijo muçarela foi destruído no aterro sanitário de Ipixuna do Pará.

Fonte: g1 Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 06/07/2024/11:03:27

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‘Pirata’ suspeito de assaltar família norte-americana é preso no Pará

Suspeito foi preso em Anapu, no sudoeste do Pará. — Foto: Reprodução

Crime foi em 2017. As vítimas seguiam de balsa e foram atacadas por assaltantes na região do Marajó.A Polícia Civil prendeu um dos suspeitos de envolvimento no assalto a uma família norte-americana no Pará. O crime aconteceu 2017, quando as vítimas viajavam de balsa de Belém para Macapá (AP) e foram atacadas por piratas próximo ao município de Breves, no arquipélago do Marajó.

A prisão foi confirmada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (5). Nicotêncio Freitas Pacheco Filho, idade não divulgada, foi encontrado no município de Anapu, no sudoeste paraense.

Segundo a polícia, ele é investigado por vários crimes cometidos na região do Marajó, inclusive homicídio qualificado.

O suspeito era considerado foragido da Justiça, já que contra ele havia um mandado de prisão preventiva expedido pela 2ª Vara Criminal de Breves.

Nicotêncio passou por audiência de custódia na Comarca de Anapu. Na decisão, o juiz Giordanno Loureiro Grilo homologou a prisão e indicou que ele fique custodiado em uma unidade prisional no município de Vitória do Xingu, no sudoeste do Pará.

Pirata

A polícia investiga o envolvimento de Nicotêncio Freitas Pacheco Filho em ocorrências de roubo, inclusive na modalidade “pirata”. Ele seria um dos suspeitos de assaltar a família norte-americana que fazia uma expedição pela América Latina e compartilhava a viagem em um blog.

O casal Adam Harteau e Emily Harteau viajava em um motorhome. Eles têm duas filhas que na época da passagem deles pelo Pará 3 e 7 anos de idade. A família chegou a ser dada como desaparecida, mas foi encontrada por ribeirinhos.

A família seguia para Macapá (AP), depois de passar por Belém, numa viagem de balsa. A embarcação foi invadida por assaltantes.

Família norte-americana foi encontrada por ribeirinhos. — Foto: Arquivo/Segup
Família norte-americana foi encontrada por ribeirinhos. — Foto: Arquivo/Segup

Fonte: g1 Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 06/07/2024/11:03:27

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Nove pessoas ficaram reféns durante assalto a loja Americanas, em Belém

PM bloqueou o trânsito precisou foi bloqueado na Avenida Rodolfo Chermont. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Dois homens armados renderam funcionários e clientes enquanto tentavam roubar celulares. A PM foi acionada.

Nove pessoas foram feitas reféns durante um assalto a uma loja de departamentos no bairro da Marambaia, em Belém, nesta quinta-feira (4).

Os suspeitos, dois homens com 25 anos de idade cada um, chegaram ao local de motocicleta e foram direto para a sessão de eletrônicos, onde anunciaram o assalto.

Quando a dupla percebeu a chegada da Polícia Militar, eles renderam funcionários e clientes.

Um dos suspeitos levou um dos reféns para os fundos da loja enquanto que o outro começou a negociação com os policiais.

O trânsito na Avenida Rodolfo Chermont, onde a loja está localizada, foi interditado pela PM.

Depois de 50 minutos os suspeitos decidiram se entregar e liberaram os reféns. Eles foram levados para a Seccional Urbana da Marambaia, onde foram presos em flagrante.

Com a dupla, a polícia encontrou 20 aparelhos celulares que eles tentaram levar da loja, que pertence ao grupo Americanas. Em nota, a empresa informou que ninguém ficou ferido na ação e que contribui com a investigação da polícia.

Esta não foi a primeira ocorrência de assalto e roubo na unidade. Inclusive, por medidas de segurança, os funcionários recolhem os aparelhos celulares da vitrine no horário entre 12h às 16h.

Fonte: g1 Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 06/07/2024/11:03:27

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Golpistas fazem empréstimo de R$ 100 mil no nome de vítima de golpe virtual no Pará

(Foto: Reprodução)- Casos de estelionato virtual cresceram 30% nos últimos dois anos no estado.

Criminosos são responsáveis pelo aumento de 30% nos registros de estelionato virtual no Pará nos últimos dois anos.

Só em 2024, já são mais de 6.694 mil ocorrências de janeiro a maio. Em muitos casos, é preciso entrar na Justiça para tentar recuperar o dinheiro roubado.

Em 2022 foram 12.988 casos. No ano seguinte, 17.121, representando aumento de 31,8%.

Como funciona o golpe

O problema de uma vítima começou na hora de fazer uma transferência via PIX. A vítima decidiu procurar ajuda na agência bancária dela, em Belém. “O gerente me indiciou uma atendente, ela foi comigo até o caixa e tentou, mas não conseguiu. Ela tinha que desinstalar o meu aplicativo do Banpará e reinstalar, então ela desinstalou, reinstalou e eu saí de lá funcionando”.

Depois do atendimento, começaram a chegar mensagens no celular da vítima. Utilizando logomarca do Banco do Pará (Banpará), os criminosos se faziam passar por funcionários da instituição financeira.

“Inicialmente na mensagem diziam que ia entrar em contato comigo para atualizar o meu BP token, depois ligaram para mim para fazer atualização e pediram o número, um código; eu informei e depois disso, aí pronto, encerrou”.

No dia seguinte às mensagens, uma gerente do banco em Curionópolis, no sudeste do Pará, entrou em contato com a vítima para informar que identificou movimentações suspeitas na conta.

Era naquele município, distante 686,1 km da capital, que um dos envolvidos no golpe estava agindo. Quando a vítima voltou até a agência em Belém descobriu que, em dois dias, os criminosos haviam feito empréstimos que somavam quase R$ 100 mil.

Os extratos bancários mostram que, assim que o dinheiro do empréstimo caiu na conta da vítima, ele foi transferido para várias pessoas. Algumas movimentações foram feitas para contas do mesmo banco.

“Falei com o gerente, ele olhou e me atendeu super mal, olhou e disse que tinha uma movimentação atípica: você caiu no golpe”, disse a vítima.

Este tipo de golpe é considerado estelionato virtual. Um crime previsto no Código Penal Brasileiro, com pena de 4 a 8 anos de prisão. É quando o criminoso induz a vítima ao erro para obter vantagem econômica ilícita, utilizando meios eletrônicos, como e-mail, mensagens e ligação.

Sobre o caso, o Banpará disse que “apura o caso” e que “não entra em contato com clientes por meio do Whatsapp ou solicita códigos de segurança ou senhas”.

Crime sofisticado

A delegado de Polícia Civil, Adriany Carvalho, disse que “muitas vezes as vítimas acessam um site que tenha a interface muito similar ao site original da instituição financeira, fornecem as credenciais de acesso parcialmente, fornecem senha de internet, CPF, e finalizam fornecendo a chave de segurança para fazer os movimentos financeiros”.

“Com essas informações da vítima os criminosos, que criaram o site falso, eles podem mandar o SMS, fazer uma ligação, nas chamadas de ‘golpe da falsa central’, porque eles se passam por funcionários da central bancária e solicitam essas credenciais para a vítima, que ela precisa atualizar algum sistema de segurança, criam uma história para que a vítima forneça um complemento dessas informações, dessas credenciais, para que eles acessem a conta da vítima e consigam fazer a devassa do seu patrimônio”, explica a delegada.

Segundo a Polícia, o aumento significa que mais pessoas estão denunciando e, além do boletim de ocorrência, que pode ser registrado em qualquer delegacia, é fundamental preservar as provas do crime.

“Às vezes, a pessoa cai no golpe e ela de imediato quer apagar o aplicativo, a conversa, com medo, mas esses dados são muito importantes para a investigação, então se dirigir imediatamente à unidade policial para fazer o registro da ocorrência e levar esses dados que vão contribuir com investigação para identificar os criminosos”, explica a delegada.

Mas com os crimes cada vez mais sofisticados, as investigações levam mais tempo. Enquanto isso, a vítima fica no prejuízo.

No caso da vítima mostrado na reportagem, o banco a orientou a ir na delegacia e voltar à agência para fazer contestação. A vítima não conseguiu cancelar o empréstimo e nem reaver os valores desviados. “O setor de fraude do banco está analisando”, disse.

Caso na Justiça

Em muitos casos, é preciso entrar na Justiça para recuperar o dinheiro roubado, como explica o advogado criminalista Murilo Darwich: “Essas decisões se baseiam principalmente no dever de segurança das instituições bancárias, principalmente monitorar as chamadas transações atípicas, então por vezes você vê um cliente que tem certos estilos de transação bancárias, de valores que são depositados ou tirados, e aí do nada vem ali às vezes um empréstimo muito alto, transferências muito altas, e isso deve gerar nas instituições bancárias um alerta para até mesmo, se for o caso, bloquear esse tipo de transação e comunicar os clientes”.

De acordo com a delegada Adriany Carvalho, “a polícia alerta a manter atualizados os dispositivos de segurança, antivírus, manter sempre atualizado os software, de segurança dos celulares, computadores, mas especialmente a segurança de dados.

“Não divulgar qualquer tipo de dados para outras pessoas, não passar nenhuma senha, sempre guardar as senhas de uso pessoal. Toda vez que for fazer uma transação, uma movimentação financeira, sempre identificar que a pessoa com quem está conversando é efetivamente a pessoa que está pedindo dinheiro”.

Já a vítima, no prejuízo, disse que a situação causou desespero. “Os valores são altíssimos e eu não tenho, as primeiras parcelas já vão descontadas no próximo contracheque. Imagina! Pelos empréstimos que eu vou pagar prestações até ter 80 anos de idade. Estou desesperado e esperando uma solução.

Fonte: g1 Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 06/07/2024/11:03:27

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Mais de 35 mil pessoas são esperadas para o maior evento científico da América Latina, em Belém

Universidade Federal do Pará, UFPA, Belém, Pará — Foto: Acervo UFPA

Evento ocorre na Universidade Federal do Pará (UFPA) entre 7 a 13 de julho. Encontro é gratuito e aberto a todos, com atrações para todas as idades e interesses, afirma o reitor Emmanuel Zagury Tourinho.

A Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém, recebe a partir deste domingo (7) o maior evento científico da América Latina. Segundo a organização, a expectativa é que a 76ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) atraia um público de mais de 35 mil pessoas.

Em entrevista ao g1, o reitor Emmanuel Zagury Tourinho afirma que todas as atividades das programações da SBPC podem ser frequentadas gratuitamente por qualquer pessoa.

“É muito importante a população saber que a participação é gratuita. Tudo aqui é totalmente gratuito para todas as pessoas que vierem visitar. Ninguém precisa pagar ingresso para participar”, garante o reitor.

A edição de número 76 tem como tema “Ciência para Um Futuro Sustentável e Inclusivo: Por um Novo Contrato Social com a Natureza”, e ocorre de 7 a 13 de julho, no campus Guamá da UFPA.

O que é a reunião anual da SBPC?

Criada em 1948, a SBPC é uma entidade da sociedade civil voltada à defesa do avanço científico e tecnológico e do desenvolvimento educacional e cultural do Brasil.

Desde 1949, a entidade realiza, ininterruptamente, reuniões com o objetivo de difundir para toda a população os avanços da Ciência nacional nas diversas áreas do conhecimento.

Segundo Emmanuel Tourinho, a reunião anual é o maior encontro de pesquisadores para falar sobre o que estão produzindo e para debater a relação entre as pesquisas e os problemas do país.

“O evento serve para debater como a ciência brasileira pode contribuir para o enfrentamento dos nossos grandes desafios na questão climática, na conservação ambiental, na saúde pública, nas políticas educacionais e transição energética, por exemplo”, explica.

Quem pode participar?

O encontro é gratuito e aberto a todos: cientistas, pesquisadores, estudantes, professores, representantes de sociedades científicas, autoridades, profissionais liberais, bem como qualquer visitante, morador ou cidadão interessado nas atividades apresentadas.

Já confirmaram presença neste ano cinco ministros do Governo Federal: Luciana Santos, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; Nísia Trindade, do Ministério da Saúde; Marina Silva, do Meio Ambiente; Simone Tebet, do Planejamento e Orçamento; e Camilo Santana, da Educação.

O encontro reunirá os mais importantes cientistas e representantes da sociedade para discutir mudanças climáticas e biomas brasileiros. O Nobel da Paz pelo trabalho em grupo no Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC), Philip Martin Fearnside, está entre os nomes confirmados para a 76º reunião anual.

O reitor da UFPA diz que para melhor recepcionar todos os participantes um longo trabalho tem sido feito há cerca de um ano. Emmanuel Tourinho afirma que 16 comissões de trabalho, com cerca de duas mil pessoas, foram criadas para organizar o evento.

“Nós estamos preparados para recepcionar a população. Haverá estrutura para atendimento na área da saúde e apoio à acessibilidade. Nós teremos monitores com identificação para dar apoio para qualquer pessoa que necessitar, além de salas de acomodação sensorial”.

Precisa se inscrever?

Como as reuniões anuais da SBPC são abertas a todos, com atrações para todas as idades e interesses, as inscrições são voltadas especificamente para quem quiser receber certificado de participação das atividades gerais ou participar dos minicursos.

Quem fizer a inscrição até o dia 12 de julho, por meio deste site, e efetuar o credenciamento, receberá um certificado online de participação geral.

Já para a participação nos minicursos as inscrições podem ser feitas  por meio deste endereço aqui.

Qual a programação?

O evento traz na programação mais de 286 atividades presenciais e virtuais distribuídas em conferências, oficinas, painéis, mesas-redondas, minicursos, exposições, mostra de feiras e museus itinerantes.

Segundo o reitor, além da programação de debates científicos, que é aberta ao público, o evento reúne também um conjunto de atividades paralelas voltadas para a sociedade.

“A programação científica vai ocorrer em dezenas de auditórios e salas, mas além desses espaços há várias tendas que estão sendo instaladas na UFPA. Há tendas de 4 mil metros quadrados, são estruturas grandes que acomodarãomuitas outras atividades”, detalha.

Entre essas atividades paralelas estão os espaços: SBPC Jovem, SBPC Afro e Indígena, Infâncias Mairi na SBPC, SBPC Cultural, ExpoT&C e o Paneiro: Espaço da Cultura Alimentar.

O espaço “Infâncias Mairi na SBPC” é voltado para crianças da primeira infância, de 0 a 5 anos, e ofertará ao público quatro oficinas: Usina de pigmentos naturais, A transformação da argila, Brinquedos de Equilíbrios e Ventos e A química das bolhas de sabão.

Já a SBPC Jovem tem como objetivo trazer os alunos e professores do Ensino Básico para um contato dinâmico com os cientistas, a ciência e a prática científica.

Outra novidade é que os participantes poderão degustar a culinária paraense no “Paneiro: Espaço da Cultura Alimentar”. Na tenda será possível, além de provar a comida regional, conhecer um pouco da história e das tradições que estão por trás de alguns preparos.

No dia 13 de julho, sábado, ocorrerá mais uma edição do Dia da Família na Ciência. Os participantes terão a oportunidade de explorar atividades interativas de ciência e tecnologia, aprender sobre experiências científicas e ter suas questões respondidas por cientistas.

“O evento é um presente para a nossa comunidade e sociedade. Sinto esse momento como um presente que a universidade dá para toda a sociedade. Muitas crianças e muitos jovens vão despertar uma vocação para a ciência vivendo esse momento”, diz o reitor.

Fonte: g1 Pará  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/07/2024/07:51:45

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Homem é preso por exercício ilegal da medicina e adulteração de produtos terapêuticos, em Belém

Foto mostra pessoa com seringa e agulha na mão. Item foi um dos apreendidos na ação policial. — Foto: Pexels

Suspeito atuava nos fundos de um imóvel de Icoaraci, cobrando R$ 70 por consulta. A Polícia Civil (PC) apreendeu ampolas de antibióticos, seringas e diversas receitas médicas.

Um homem, que não teve a identidade revelada, foi preso em flagrante por exercício ilegal da medicina e falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado para fins terapêuticos ou medicinais. A prisão ocorreu em Icoaraci, distrito de Belém, e foi confirmada nesta sexta-feira (5) pela Polícia Civil (PC).

Segundo a corporação, a equipe recebeu um dossiê por meio de uma denúncia que informava que um homem se apresentava como médico e realizava os atendimentos nos fundos de um imóvel, onde foi encontrado um estoque de medicamentos. O suposto médico, segundo as investigações, cobrava R$ 70 por consulta.

Assim, os policiais passaram a monitorar o alvo e, nesta quinta-feira (4), foram até o local, onde foi identificado um fluxo anormal de pessoas entrando e outras saindo da suposta clínica com um papel em mãos e sacos plásticos com medicamentos.

Os agentes da PC detalharam que entraram no imóvel no momento que um idoso se identificou como paciente e recebia atendimento do investigado. A polícia solicitou a identificação de médico, que afirmou não possuir.

“No local, foram encontrados muitos medicamentos, inclusive tarja preta. Além disso, diversas ampolas de antibióticos, seringas, receituários de medicamentos diversos etc”, pontuou a corporação.

De acordo com os policiais, os medicamentos estavam armazenados de forma totalmente inadequada. Todo o material foi apreendido e o preso está à disposição da Justiça.

Fonte: g1 Pará  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/07/2024/07:51:45

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