MPF denuncia dupla presa com 47 kg de ouro de garimpo ilegal em Manaus

PM apreende 47 kg de ouro do garimpo ilegal em Manaus e PF diz que é a maior apreensão da história do Amazonas — Foto: PF-AM

Suspeitos vão responder por crime contra o patrimônio da União. Material, avaliado em aproximadamente R$ 15 milhões, representa a maior apreensão da história do estado, segundo a Polícia Federal.

Leia:Ex Morador de Novo Progresso e piloto do Crepurizão são presos com 42 barras de ouro em Manaus-AM

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça Federal do Amazonas dois homens presos em flagrante enquanto transportavam 47kg de ouro extraído de garimpo ilegal. O material, avaliado em aproximadamente R$ 15 milhões, representa a maior apreensão da história do estado, segundo a Polícia Federal.

Leia mais:    Entenda como foi feita a maior apreensão de ouro extraído de garimpo ilegal da história do Amazonas

De acordo com o MPF, os homens vão responder por crime contra o patrimônio da União, na modalidade de usurpacão, com pena que varia de 1 a 5 anos de prisão, além de multa.

Um deles também foi denunciado pelo MPF por atentado contra a segurança do transporte aéreo, por pilotar aeronave sem plano de voo. O crime prevê pena de 2 a 5 anos de reclusão.

Além da denúncia, o Ministério também requereu a manutenção da prisão preventiva dos homens.

Lucas  (esquerda) ex-morador  de progresso trabalhou em  farmácias. Benildo de toca (direita), morador do distrito de Cripurizão ( piloto de avião); foram presos com 42 barras de ouro em Manaus (AM)
Lucas (esquerda) ex-morador de progresso trabalhou em farmácias.
Benildo de toca (direita), morador do distrito de Cripurizão ( piloto de avião); foram presos com 42 barras de ouro em Manaus (AM)

Duas pessoas são presas transportando ouro ilegal no AM

Era início da tarde do dia 9 de dezembro quando uma equipe da Rocam recebeu a denúncia de um assalto em andamento em uma área de classe média alta, em Manaus. A corporação não imaginava que a ocorrência se tratava da maior apreensão de ouro extraído de garimpo ilegal da história do Amazonas.

A ação resultou na prisão dos dois homens e nas apreensões de 47 kg de ouro, avaliados em R$ 15 milhões e grau de pureza superior a 90%, uma aeronave, dois carros, uma arma, munições e dinheiro em espécie.

Apesar de toda abordagem ter sido feita pela equipe da Polícia Militar, o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Umberto Ramos, informou que os dois homens presos estavam sendo monitorados há um ano por envolvimento em uma quadrilha especializada na extração e venda de ouro ilegal da Amazônia.

Ouro apreendido pela PF (Foto:Divulgação)
Ouro apreendido pela PF (Foto:Divulgação)

Maior apreensão de ouro extraído de garimpo ilegal

A apreensão do carregamento de ouro ilegal ocorreu depois de um tiroteio entre dois veículos, na avenida Nilton Lins, na saída para avenida das Torres, na Zona Centro-Sul da capital. A gravação de uma câmera de segurança, que registrou o fato, marcava o horário de 12h30.

Segundo a PM, a carga de ouro era transportada em um carro modelo Gol, que foi atacado por um grupo armado que estava em automóvel modelo Doblò e tentou roubar o metal precioso durante o percurso.

Imagens de câmeras de segurança mostram a Doblò interceptando o Gol, até que um homem sai e atira. A equipe da Rocam foi acionada em seguida, mas quando chegaram ao local, os atiradores já tinham fugido e abandonado o carro. Até a publicação desta matéria, nenhum dos suspeitos havia sido identificado ou preso.

Carga de ouro ilegal é interceptada por criminosos em Manaus

Na busca feita no veículo Gol, a Rocam encontrou duas malas com as barras de ouro e mais alguns objetos. Dentro da Doblò foi achado uma pistola com a caixa de munição e outros pertences.

Os dois homens, que estavam no Gol com as barras de ouro, foram presos e levados para a sede da Superintendência da Polícia Federal, em Manaus. Eles chegaram a ser atingidos pelos tiros e passaram por atendimento médico.

Mapa mostra os pontos por onde a carga de ouro passou antes de ser apreendida — Foto: Arte g1

Mapa mostra os pontos por onde a carga de ouro passou antes de ser apreendida — Foto: Arte g1
Mapa mostra os pontos por onde a carga de ouro passou antes de ser apreendida — Foto: Arte g1

Garimpo ilegal

Na denúncia, o MPF frisa que a atividade garimpeira exercida de modo irregular, além de atentar contra o patrimônio do Estado brasileiro e o meio ambiente, resulta em consequências nefastas à saúde pública.

Isso porque o processo de extração dos recursos minerais envolve a utilização de mercúrio, substância comprovadamente cancerígena e causadora de outros agravos à saúde.

“Como consequência, a tolerância quanto a tais ilícitos contribui para potencializar a poluição dos rios e a destruição da fauna aquática, repercutindo, ainda, na qualidade de vida dos povos indígenas e das populações ribeirinhas que habitam a bacia hidrográfica e têm os peixes como base da sua dieta alimentar”, alertou o órgão no processo.

O Ministério Público ressaltou ainda que o garimpo ilegal em terras indígenas na Região Norte do país adquiriu dimensões de tragédia humanitária, atraindo a atenção de diversos organismos internacionais.

Em julho de 2022, a Corte Interamericana de Direitos Humanos determinou que o Estado Brasileiro promova ações para proteção da saúde e da vida dos povos indígenas, salientando a extrema gravidade da presença de garimpeiros em terras indígenas.

Veículos envolvidos na ocorrência foram apreendidos pela PF — Foto: Rede Amazônica
Veículos envolvidos na ocorrência foram apreendidos pela PF — Foto: Rede Amazônica

Fonte:G1AM  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/12/2023/14:28:53

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Ativo Moeda é apresentado em evento em Manaus

(Foto>Divulgação) – Devido a concentração de pessoas e empresas na região sudeste do país, mesmo com a zona franca de Manaus e isenções tributárias governamentais, os pequenos e médios empresários sentem dificuldade de sustentar seus negócios no norte do Brasil mesmo com a necessidade de seus produtos. Competir com os grandes se torna uma tarefa cruel e pouco lucrativa.

Por conta disso, o desafio que ronda a contabilidade dessas empresas é, na maioria das vezes, o de honrar seus compromissos e ainda ter lucro, se mostrando viável. Entretanto, as possibilidades são menores em cidades e estados com menos população.

Ao contrário do que se pensa ser comum em São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, capitais como Manaus apresentam exatamente esses problemas em suas empresas. Apesar do alto fluxo de pessoas, até por sua importância regional, política e turística, os manauaras precisam fechar suas contas da melhor forma possível, tentando evitar futuras dificuldades.

Porém, uma das formas de se evitar fechar o mês fazendo contas, é utilizando os caminhos possíveis por lei, aproveitando os descontos disponíveis em impostos, gerando espaço para lucros e de forma totalmente legal.

Pensando nisso, a Monetali realizou um evento que contou com 12 empresários da capital amazonense para apresentar uma das estratégias possíveis para enfrentar esse problema. Com um dos principais produtos que o grupo oferece, o Ativo Moeda, as contabilidades dessas empresas poderiam contar com ajuda para aliviar seus gastos.

O Ativo Moeda baseia-se em adquirir créditos judiciais com trânsito em julgado, permitindo transferência a terceiros e/ou habilitação direta na Receita Federal. Uma vez que a empresa se torna a nova proprietária legal, é possível usar o saldo legalmente, de forma clara e transparente, para pagamento de impostos mensais.

Como explica Ronison Leal, CEO da Monetali, “A operação completa leva até 90 dias para estar disponível, mas temos tido êxito em menos tempo que isso”. Sua viabilidade é respaldada pelo Código Civil, que autoriza a cessão onerosa de créditos, desde que a natureza da obrigação, a lei ou a convenção com o devedor não se oponham.

No almoço,foram compartilhados casos de grandes empresas de Manaus usando o Ativo Moeda como estratégia de negócio. Foi dito que uma delas planeja investir em um novo parque tecnológico, financiado via BNDES e pagando com a economia mensal nos impostos. “Nossa ideia é informar que o Ativo Moeda vai além de ser apenas uma opção, sendo uma estratégia complementar e essencial para empresários que buscam uma abordagem abrangente na gestão tributária, assegurando resiliência e otimizando a eficiência financeira em qualquer contexto político”, complementa Ronison.

Em um ambiente fiscal dinâmico, as estratégias de impostos tornaram-se vitais na gestão empresarial. Empresas proativas no planejamento tributário estratégico, explorando incentivos fiscais, utilizando tecnologia eficaz e mantendo padrões éticos, estão posicionadas para navegar com sucesso pelo complexo labirinto tributário. Isso garante crescimento sustentável e contribui para o bem-estar econômico geral.

Fonte:  Tadeu Chainça  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/12/2023/14:28:53

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Lei do Pantanal é sancionada para garantir conservação do bioma

Medida prevê regras para cultivo agrícola e produção agropecuária.

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, sancionou a Lei do Pantanal, voltada para promover a conservação, proteção, restauração e exploração sustentável do bioma. A legislação, sancionada ontem (18), em Campo Grande, foi elaborada em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), e prevê, entre outros pontos, regras para o cultivo agrícola, a produção pecuária e um fundo para programas de pagamentos por serviços ambientais.

A nova lei entra em vigor 60 dias após sua publicação. Com ela o Pantanal fica reconhecido como prioritário para compensação ambiental e de reserva legal. A legislação determina ainda que em propriedades rurais será necessário preservar 50% da área com formações florestais e de Cerrado. Nos locais com formações campestres, o percentual será de 40%.

A autorização para supressão da vegetação nativa dependerá da inscrição e aprovação do Cadastro Ambiental Rural, da inexistência de infrações ambientais nos últimos três anos e da aprovação de estudo e relatório de impacto ambiental para conversões acima de 500 hectares, entre outros.

Cultivos agrícolas exóticos como soja e cana-de-açúcar ficarão vedados, salvo para subsistência e sem fins comerciais. Os cultivos já existentes não poderão ser expandidos.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse na ocasião, que a lei facilitará a preservação dos biomas do Pantanal e do Cerrado para ajudar o desenvolvimento sustentável.

“Podemos ser ao mesmo tempo uma potência hídrica, uma potência agrícola, uma potência florestal, gerar emprego e renda”, afirmou a ministra. “Estamos abrindo um portal para que o Brasil seja ao mesmo tempo um país economicamente próspero, socialmente justo, mas também ambientalmente sustentável”.

A legislação também determina a proibição do confinamento bovino, exceto para criações já existentes e situações excepcionais em períodos de cheia ou emergência ambiental.

Desde que a preservação não seja prejudicada, poderá haver autorização para pastoreio extensivo das Áreas de Proteção Permanente de rios, corixos, salinas e baías e em áreas de Reserva Legal.

“Novos empreendimentos de carvoaria também não serão autorizados, assim como a construção de diques, drenos, barragens e outras alterações no regime hidrológico, além de pequenas centrais hidrelétricas. Haverá proibições a espécies exóticas de fauna”, disse o MMA.

Segundo o MMA, a lei prevê também a criação de um fundo estadual, o Fundo Clima Pantanal, para programas de pagamento por serviços ambientais. A prioridade será para a proteção e recuperação de nascentes e da cobertura vegetal em áreas degradadas e de importância para a formação de corredores ecológicos.

Os recursos para o fundo virão de multas ambientais pagas para o Estado, entre outras fontes. A estimativa do governo de Mato Grosso do Sul é que o aporte seja de R$ 50 milhões em 2024.

“Nós talvez estejamos dando o exemplo de contribuir não só com o Mato Grosso do Sul, mas com todo o planeta, porque este é um bioma único”, discursou Riedel. “A ciência balizou toda a nossa discussão, vários pesquisadores estiveram envolvidos. Quando tivermos dúvidas, vamos recorrer à ela”, disse o governador.
Projeto

De 2016 a 2022 o desmatamento no Pantanal sul-mato-grossense foi 3.517 quilômetros quadrados (km²), crescimento de 25,4% em comparação com os 2.622 km² registrados de 2009 a 2015, segundo dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Em nota técnica, o MMA constatou que os critérios até então adotados por Mato Grosso do Sul para autorizar a supressão da vegetação nativa não estavam de acordo com o artigo 10 do Código Florestal. A nota recomendou a regulamentação do artigo e a conservação e o uso sustentável do Pantanal, além de medidas para suspender os efeitos das normas do Estado.

Em agosto, o governador suspendeu as licenças e autorizações para supressão vegetal na região e buscou uma solução conjunta com o MMA e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Um grupo de trabalho foi criado com representantes de MMA, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ICMBio e governo do Estado para elaborar o anteprojeto de lei apresentado à Assembleia Legislativa e aprovado, na semana passada, por 23 votos favoráveis e um contra.

13:39:2906:51:23

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Pará cede área ameaçada na Amazônia para reflorestamento privado

Desmatamento na Amazônia preocupa –  (Foto| Flávio Forner)  – Recuperação privada: Pará cede área ameaçada na Amazônia
O governo do Pará vai lançar até o fim do primeiro trimestre do ano que vem o edital de concessão para reflorestamento de uma das áreas de proteção ambiental mais pressionadas pelo desmatamento da Amazônia, a Triunfo do Xingu, no sudeste do estado.

Em troca, a empresa que reflorestar a área poderá explorar o local comercialmente, e a principal fonte de receita estimada é a exploração do mercado de carbono. O governo paraense calcula que a região pode render US$ 81 milhões (R$ 400 milhões) no período de 40 anos de concessão.

Trata-se de uma área de 10 mil hectares, e o reflorestamento tem potencial para sequestro de 2,7 milhões de toneladas de CO2. O governo paraense aposta no mercado de carbono de reflorestamento, considerado mais eficaz ambientalmente e atrativo para empresas do que em áreas de preservação.

É o chamado ARR (Florestamento, Reflorestamento e Revegetação), que teria mais liquidez pela eficácia da remoção do carbono da atmosfera.

Em áreas de reflorestamento, a gestão Helder Barbalho (MDB) calcula que o sequestro de carbono possa ser comercializado por US$ 30 por tonelada. Em regiões de preservação, ou seja, cuja proposta é não reflorestar, mas manter a floresta em pé, o valor pode chegar a um terço disso.

O governo espera ter a área concedida até o fim do primeiro semestre do ano que vem. A empresa que levar deverá fazer um investimento inicial de US$ 44 milhões (R$ 217 mi), e a previsão de retorno do investimento é de 10 anos.

“É preciso zerar o desmatamento e restaurar a área antropizada. Cada vez mais área de restauro vai ganhar protagonismo nessa agenda de carbono”, diz à Folha o governador, Heler Barbalho.

A empresa poderá explorar também outras atividades como turismo ecológico e a biodiversidade da região, como coleta de sementes, mas a expectativa de maior rendimento é mesmo com o mercado de crédito de carbono, estima o governo.

Com o edital, o governo paraense cria legalmente a figura da “unidade de recuperação”, que deve ser expandida para além da região de Triunfo do Xingu, que dá início de maneira tímida ao ambicioso projeto do governo de recuperar 5,6 milhões de hectares de florestas estaduais até 2030.

O projeto havia sido apresentado no começo do mês pelo governador durante a COP28, a conferência da ONU sobre mudanças climáticas, em Dubai.

“Esta área do Triunfo do Xingu é muito simbólica, já que representa restaurar a principal APA [área de proteção ambiental] do estado que sofreu pressão do agro, de grilagem, de desmatamento ao longo dos últimos anos”, diz o governador.

Dados do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), que monitora o desmatamento na região, apontaram que essa foi a área protegida mais desmatada em toda a Amazônia no primeiro trimestre do ano passado.

Na última segunda-feira (11), a Polícia Civil do Pará prendeu um homem acusado de ser o maior desmatador da região, Franklin Weslei Lauriano da Costa.

De acordo com a investigação, Costa é suspeito de crimes como lavagem de gado (quando animais de uma área de criação irregular são vendidos a fazendas regulares) e comercialização ilegal de madeira.
Ele ocupava a região da Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu desde 2017, quando estabeleceu uma fazenda nas terras protegidas, segundo o governo.
Entre 2018 e 2022, recebeu multas que somadas passam dos R$ 3,5 milhões por desmatar 2.541,49 hectares, o equivalente a mais de dois mil campos de futebol. Segundo a Polícia, só entre abril e setembro deste ano ele teria promovido queimadas que desmataram 3.514,67 hectares na região.

Neste ano, o governo federal lançou iniciativa parecida de concessão para a iniciativa privada, mas em regiões de mata atlântica, com licitação para recuperação de três florestas nacionais (Flonas) na região Sul – Irati (PR), Chapecó (SC) e Três Barras (SC).

Até então, apenas áreas para manejo sustentável na Amazônia haviam sido concedidas, segundo o Ministério do Meio Ambiente.

Cinco empresas participaram da concorrência, e em novembro o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou os vencedores dos contratos que terão vigência de 35 anos para explorar as regiões que somam 6.843,43 hectares. A ideia é que as empresas substituam plantas exóticas pelo plantio de florestas de espécies nativas.

Na Flona de Irati (PR), a vencedora foi a Ibema Participações, que apresentou proposta de uma outorga fixa de R$ 15 milhões (ágio estimado em 35%) e variável de 21,27% sobre a receita operacional bruta.

Em Chapecó (SC), a Transportes E.A.E Ltda. venceu a concorrência com a proposta de uma outorga fixa de R$ 3,26 milhões (ágio total estimado em 69%) e variável de 20,46% sobre a receita bruta.

Já em Três Barras, a Agrícola Tangará levou o edital oferecendo uma outorga fixa de R$ 36,5 milhões (ágio de 17%) e variável de 22,34%.

Fonte:  DOL e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 19/12/2023/11:49:41

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Irmão de traficante ocupava cargo de gerente de inteligência na Secretaria de Segurança Pública do AM

Os irmãos Sérgio (à esquerda) e Lanalbert (à direita) — Foto: Divulgação

Homem foi designado para atuar na pasta que apura informações sobre o crime organizado, corrupção e lavagem de dinheiro.
O irmão de um dos principais traficantes do Amazonas ocupava o cargo de gerente de inteligência na Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP-AM). A informação veio à tona na segunda-feira (12) e resultou na exoneração de Lanalbert Nunes Obando.

Lanalbert foi nomeado para o cargo em outubro e recebia R$ 5.564,67. Ele foi designado para atuar na pasta que apura informações sobre o crime organizado, corrupção e lavagem de dinheiro.

No entanto, Lanalbert é irmão de Sérgio Roberto Obando, apontado pela polícia como um traficante preso em 2011 com 1,5 toneladas de cocaína. Em 2017, ele foi novamente detido com 400 quilos de entorpecentes.

  Segundo a Polícia Federal, Sérgio é um dos principais responsáveis pelo tráfico de drogas na tríplice fronteira do Brasil com a Colômbia e o Peru.

A última prisão de Sérgio, inclusive, ocorreu em outubro. No entanto, 15 dias depois, o irmão foi nomeado para o cargo na gerência de inteligência da SSP.

Em nota, o Governo do Amazonas afirmou que desconhecia o parentesco entre Lanalbert e Sérgio, e determinou a exoneração do comissionado. A SSP-AM também disse que vai apurar a nomeação.

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) investiga o caso.

Fonte: G1  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/12/2023/07:00:29

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Mulher é morta a tiros na frente da mãe na Zona Norte de Manaus

Motivação do crime não foi esclarecida, mas crime será investigado pela Polícia Civil do Amazonas – (Foto: Divulgação)

Sigrid Eva Rodrigues Araújo, de 45 anos, foi assassinada a tiros na frente da própria mãe, durante a noite de quinta-feira (14), na rua Guararapes, Conjunto Francisca Mendes, bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus.

Segundo as testemunhas, a vítima e a mãe estavam passando na rua, quando um carro com homens armados se aproximou, e o ocupante do banco do carona desceu do veículo, atirando contra Sigrid.

A mulher chegou a ser socorrida e encaminhada ao SPA Galiléia, mas ela acabou morrendo devido à gravidade dos ferimentos. O caso será investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

Fonte:  Em Tempo e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/12/2023/07:00:29

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São Felix do Xingú- Vila Renascer, na TI Apyterewa, está desocupada, diz ministério

São Felix do Xingú – Vila Renascer é totalmente desocupada e agentes intensificam trabalho de inutilização das estruturas ilegais na Terra Indígena. Animais são encontrados em situação de abandono e maus tratos. (Foto: ASCOM Ibama)

Vila Renascer, na TI Apyterewa, está desocupada, diz ministério
Área é um dos principais focos de invasão por não indígenas

O Ministério dos Povos Indígenas informou que um dos principais focos de invasão da Terra Indígena Apyterewa – a Vila Renascer (foto), no Pará – já está “totalmente desocupada”, e que as estruturas usadas pelos invasores da área indígena estão sendo inutilizadas.

Os agentes relataram ter encontrado diversos gatos e cachorros abandonados no local, “em avançada situação de desnutrição, desidratação e feridos”, mas que todos estão recebendo os devidos cuidados.

A desocupação ocorreu de forma pacífica, segundo o ministério. “Foram encontradas apenas 76 pessoas em 40 edificações ainda habitando a vila, que foram orientadas quanto à necessidade de desocupação da área”, informou, por meio de nota, o ministério.

“Importante reforçar que a decisão da Justiça determinava a saída imediata da TI [terra indígena], com possibilidade de perdimento de bens e semoventes”, acrescentou ao informar que apenas 14 invasores manifestaram resistência à saída voluntária. Eles foram levados a uma área de triagem na base de operação, onde assinaram um termo de comparecimento perante a Delegacia da Polícia Federal de Redenção, no Pará.

Ainda segundo o ministério, das 220 estruturas construídas pelos invasores, dezenas já foram inutilizadas pelos agentes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). As equipes permanecem no local para fiscalizar a retirada de famílias e gados remanescentes em alguns ramais no interior da TI.
Animais abandonados

Diante do grande número de animais domésticos de pequeno porte, deixados pelos invasores, os agentes providenciaram a ida ao local de veterinários. Eles avaliaram 22 animais. Cinco deles foram diagnosticados com leishmaniose.

Animais foram encontrados em situação de abandono e maus tratos. Foto – Ascom

Animais foram encontrados em situação de abandono e maus tratos. Foto - Ascom
Animais foram encontrados em situação de abandono e maus tratos. Foto – Ascom

“Todos os animais resgatados estão recebendo alimentação, vacinação e vermifugação. Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou o transporte de São Felix do Xingú para a Base São Francisco da Funai de 300 quilos de ração doados pelo Fórum Nacional de Proteção Animal, além de alguns medicamentos emergenciais”, detalhou o ministério.

Terra Indígena Apyterewa

A desintrusão [retirada de intrusos] cumpre determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). O plano de ação foi homologado pelo STF em setembro de 2023. Desde 2 de outubro, a operação, que envolve 14 órgãos federais e estaduais, é feita na região notificando invasores e combatendo com a aplicação de multas e apreensão de equipamentos.

A Terras Indígena (TI) Apyterewa foi homologada em 2007 e a TI Trincheira Bacaiá, em 1996. Nelas, vivem cerca de 2,5 mil indígenas das etnias Parakanã, Mebengôkre Kayapó e Xikrim, em 51 aldeias.

As áreas ficam localizadas entre os municípios de São Félix do Xingu, Altamira, Anapu e Senador José Porfírio, na região do Médio Xingu, no Pará.

Antes mesmo da homologação, desde a década de 1980, quando a Funai iniciou o processo de demarcação dos territórios, os povos tradicionais enfrentam conflitos com ocupantes que passaram a praticar crimes ambientais como extração de madeira e garimpo ilegal.

Após diversas intervenções do governo federal, a última ocupação ilegal deu-se de forma mais intensa a partir de 2018, quando houve crescimento do desmatamento florestal na região e o aumento de atividades ilegais como a criação de gado em áreas de proteção ambiental.

Leia Também:Emboscados, agentes da PRF ficaram escondidos na mata durante tiroteio com invasores em terra indígena no Pará

Fonte:Agência Brasil    e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/12/2023/07:00:29

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Entenda como foi feita a maior apreensão de ouro extraído de garimpo ilegal da história do Amazonas

Ouro apreendido – (Foto:Reprodução/Divulgação PF/AM) – A ação resultou na prisão de dois homens e nas apreensões de 47 kg de ouro, avaliados em R$ 15 milhões e grau de pureza superior a 90%, uma aeronave, dois carros, uma arma, munições e dinheiro em espécie. Veja abaixo um infográfico que mostra o caminho da carga de ouro antes da apreensão.

Apesar de toda abordagem ter sido feita pela equipe da Polícia Militar, o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Umberto Ramos, informou que os dois homens presos estavam sendo monitorados há um ano por envolvimento em uma quadrilha especializada na extração e venda de ouro ilegal da Amazônia.

Lucas  (esquerda) ex-morador  de progresso trabalhou em  farmácias. Benildo de toca (direita), morador do distrito de Cripurizão ( piloto de avião); foram presos com 42 barras de ouro em Manaus (AM)
Lucas (esquerda) ex-morador de progresso trabalhou em farmácias.
Benildo de toca (direita), morador do distrito de Cripurizão ( piloto de avião); foram presos com 42 barras de ouro em Manaus (AM)

Tentativa de roubo

Leia mais>Carga de ouro ilegal é interceptada por criminosos em Manaus

*47 kg de ouro apreendidos em Manaus tem grau de pureza superior a 90%;Vídeo e fotos

*Ex Morador de Novo Progresso e piloto do Crepurizão são presos com 42 barras de ouro em Manaus-AM

Segundo a PM, a carga de ouro era transportada em um carro modelo Gol, que foi atacado por um grupo armado que estava em automóvel modelo Doblò e tentou roubar o metal precioso durante o percurso.
Veículos envolvidos na ocorrência foram apreendidos pela PF — Foto: Rede Amazônica

Veículos envolvidos na ocorrência foram apreendidos pela PF — Foto: Rede Amazônica
Veículos envolvidos na ocorrência foram apreendidos pela PF — Foto: Rede Amazônica

As imagens mostram a Doblò interceptando o Gol, até que um homem sai e atira. A equipe da Rocam foi acionada em seguida, mas quando chegaram ao local, os atiradores já tinham fugido e abandonado o carro. Até a publicação desta matéria, nenhum dos suspeitos havia sido identificado ou preso.

Assista o vídeo clique AQUI

Na busca feita no veículo Gol, a Rocam encontrou duas malas com as barras de ouro e mais alguns objetos. Dentro da Doblò foi achado uma pistola com a caixa de munição e outros pertences.

Os dois homens, que estavam no Gol com as barras de ouro, foram presos e levados para a sede da Superintendência da Polícia Federal, em Manaus. Eles chegaram a ser atingidos pelos tiros e passaram por atendimento médico.

Como a carga de ouro chegou em Manaus?
À direita o avião que transportou a carga de ouro até Manaus — Foto: Michel Castro, Rede Amazônica

À direita o avião que transportou a carga de ouro até Manaus — Foto: Michel Castro, Rede Amazônica
À direita o avião que transportou a carga de ouro até Manaus — Foto: Michel Castro, Rede Amazônica

De acordo com a Polícia Federal, o avião de pequeno porte saiu de Itaituba, no Pará. Depois fez uma parada em Itacoatiara, na região metropolitana de Manaus. E pousou no Aeroclube do Amazonas, localizado no bairro Flores, na Zona Centro-Sul da capital. O horário do pouso não foi informado.

Ainda no sábado, depois da prisão dos dois suspeitos, a PF enviou agentes para o aeroclube, onde a aeronave usada no transporte das 42 barras de ouro foi apreendida.

    “A cidade de Manaus funciona como entreposto para distribuição no mercado nacional e internacional”, disse superintendente da PF no Amazonas, Umberto Ramos.

Mapa mostra os pontos por onde a carga de ouro passou antes de ser apreendida — Foto: Arte g1

Mapa mostra os pontos por onde a carga de ouro passou antes de ser apreendida — Foto: Arte g1
Mapa mostra os pontos por onde a carga de ouro passou antes de ser apreendida — Foto: Arte g1

A origem do ouro

As investigações apontam que o ouro vem sendo extraído ilegalmente do leito do Rio Tapajós, no Pará.

“Nós estamos, há um ano, trabalhando em cima de uma organização criminosa que atua no estado, com conexão no estado do Pará, que tem como objetivo produzir grandes quantidades de ouro provenientes notoriamente de garimpos ilegais”, informou o superintendente da PF no Amazonas.

PM e PF fazem a maior apreensão de ouro da história do Amazonas

Ouro apreendido pela PF (Foto:Divulgação)
Ouro apreendido pela PF (Foto:Divulgação)

Segundo o superintendente, o próximo passo é identificar a “assinatura química do ouro”. É o que a Polícia Federal chama de “DNA” do ouro.

“O que a gente deseja, com a investigação, é identificar a tipologia, de onde veio, qual o tipo de garimpo que é utilizado por essas organizações criminosos, qual a composição química desse ouro”, detalhou o chefe da PF no Amazonas.

Com isso, os agentes pretendem comprovar a origem do ouro. Segundo a PF, as características do ouro apreendido demonstram que o material teria como destino o mercado internacional.

   “Notadamente, Europa e Estados Unidos”, afirmou o superintendente do órgão.

Fonte:  Jornal Folha do Progresso com informações do G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/12/2023/07:00:29

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Audiência sobre projeto de ferrovia tem tensão entre políticos e indígenas, em Novo Progresso no Pará

Um encontro realizado nesta sexta-feira (15) em Novo Progresso, no sudoeste do Pará, para discutir o projeto da Ferrovia Ferrogrão foi marcado por protesto de indígenas. O evento teve tensão entre políticos, a favor do empreendimento, e comunidades tradicionais, contrárias à construção.

O grupo de representantes das etnias Kayapó, Munduruku e Apiaká chegou ao Centro de Convenções de Novo Progresso entoando cânticos que demonstravam a insatisfação com a forma como o projeto vem sendo discutido.

Os indígenas ocuparam o auditório onde seria realizada a reunião convocada pela Comissão de Desenvolvimento no Senado. De acordo com indígenas, a convocação para o encontro não teria respeitado o direito à consulta prévia, o que atropelaria um direito garantido aos povos tradicionais por uma convenção da Organizações da Nações Unidas em vigor no Brasil há vinte anos.

De acordo com os indígenas, a pressão sobre os territórios só tende a aumentar com início das obras da Ferrogrão, que deve beneficiar principalmente o setor de produção de soja.

Na discussão, o deputado estadual no Pará Toni Cunha (PL) disse que “indígenas têm que trabalhar” e que o grupo estaria no evento “a mando de ONGs”. Outro deputado paraense, Wescley Tomaz (Avante), disse que “índios vivem de esmola da Funai”. As falas causaram reações entre os indígenas.

Alessandra Korap, liderança no povo Munduruku, afirmou que “os deputados não conhecem os povos indígenas”, que as comunidades tradicionais “não pararam no tempo”. “Nós, indígenas, somos estudantes, enfermeiros, advogados, ministros e deputados, mas queremos água limpa, floresta em pé e vida para os nossos filhos”, anunciou ao se mostrar contrária à construção da Ferrogrão.

Vídeo mostra Alessandra Munduruku confrontando senador Zequinha Marinho em Novo Progresso. (Assista ao vídeo abaixo)

https://youtu.be/4wpTkKmqy34

Senador defende construção

O senador Zequinha Marinho (Podemos), que faz parte da Comissão, disse que a realização de debates sobre a construção da ferrovia é de responsabilidade do Ministério dos Transportes, que criou um grupo de trabalho especialmente para tratar do assunto – o que tem sido o canal de diálogo com lideranças indígenas.

Segundo o anúncio feito pelo senador, o evento “Encontro Regional de Mobilização em Prol da Ferrogrão”, buscava levantar argumentos e elementos para validar a obra da Ferrogrão para o desenvolvimento das regiões Norte e Centro-Oeste, ligando o município de Sinop, no Mato Grosso, ao distrito de Miritituba, no Pará.

A Ferrogrão prevê investimentos de R$ 24,2 bilhões de recursos privados e criar 373 mil empregos diretos e indiretos, segundo o senador. A proposta é tornar os portos de Miritituba, em Itaituba, um dos principais eixos de escoamento de produção, especialmente de soja.

https://youtu.be/L9gzi8SgUhg

Transcrição
COMISSÃO DO SENADO REALIZOU AUDIÊNCIA PÚBLICA NO PARÁ E PARTICIPANTES PEDIRAM LIBERAÇÃO DA FERROGRÃO. O PSOL ENTROU COM UMA AÇÃO NO STF E O PROJETO DE FERROVIA COM RECURSOS PRIVADOS FOI SUSPENSO. REPÓRTER: FLORIANO FILHO. A Ferrogrão é um projeto de ferrovia que começa em Sinop, no Mato Grosso, maior produtor de grãos do país, e termina no porto de Miritituba, em Itaituba, no Pará. O valor estimado do investimento é de 24 bilhões de reais vindos da iniciativa privada e o prazo de concessão é de 69 anos. A ferrovia seria uma alternativa à rodovia BR-163, conhecida como rota da soja, do milho e do algodão, construída na década de 1970 para ligar os dois estados. Ela vai reduzir distâncias e baratear o preço do frete de 30% a 40%. Mas o PSOL entrou no Supremo Tribunal Federal com uma ação direta de inconstitucionalidade contra uma lei que alterou os limites do Parque Nacional do Jamanxim para que a ferrovia pudesse ser implantada. A alegação foi de que direitos indígenas devem ser respeitados. O STF suspendeu o projeto da ferrovia. A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado realizou uma audiência pública em Novo Progresso no Pará para debater a situação e pedir a continuidade do projeto. O senador Zequinha Marinho, do Podemos do Pará, disse que os direitos indígenas serão respeitados.  Têm bastante irmãos indígenas aqui conosco. Nós entendemos perfeitamente a preocupação, mas eu quero dizer para vocês que esse projeto será bom para todos nós. E vocês vão participar das palestras aqui e, eu tenho certeza, tirarão todas as dúvidas. O senador Wellington Fagundes, do PL de Mato Grosso, destacou a importância econômica da ferrovia para a região norte do Brasil. É mais desenvolvimento, emprego e renda para a nossa população de uma das regiões que mais cresce no país. Representantes da ONG Instituto Socioambiental alegam que os indígenas da região precisam ser ouvidos sobre os impactos ambientais do projeto. O governo federal afirma que a Ferrogrão segue os padrões internacionais de sustentabilidade ambiental. O prefeito de Novo Progresso, no Pará, Gelson Dill, assegurou que o projeto vai atender a todos e ninguém deixará de ser ouvido.   O negócio é bom quando é bom para todos. Nós temos que levar em consideração as demandas dos nossos irmãos indígenas, dos produtores do Pará, dos produtores do Mato Grosso, de toda a sociedade envolvida, e construir um projeto que venha trazer o desenvolvimento para todos nós. O projeto foi incluído no programa de investimentos do atual governo, o Novo PAC, e prevê uma extensão superior a 900 quilômetros. Da Rádio Senado, Floriano Filho.

Fonte:  Jornal Folha do Progresso com  G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/12/2023/07:00:29

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Estados da Amazônia Legal cortam investimentos essenciais e pagam R$ 1,1 bi em verbas extras para TJs, MPs e Defensorias Públicas, revela JUSTA

Estados da Amazônia Legal distribuíram R$ 1,1 bi em verbas para Judiciário  – (Foto:Reprodução)

  • Desse total, R$ 654 milhões foram utilizados por cinco governos estaduais para o pagamento de salários de juízes, promotores e defensores;

  • Com esses valores adicionais, os estados analisados somaram mais de R$ 5,4 bilhões em orçamento para os Tribunais de Justiça;

  • O remanejamento dos créditos adicionais tem sido autorizado por leis estaduais, à revelia do previsto em Constituição; com recursos finitos, áreas sensíveis como saúde, educação e habitação sofreram cortes no orçamento;

  • O JUSTA analisou, ainda, 245 pedidos de suspensão de segurança, mecanismo que dá aos presidentes dos TJs o poder de suspender decisões judiciais que contrariem governos, as quais atingiram áreas como segurança pública, saúde e gestão do sistema prisional

São Paulo, dezembro de 2023 – As dinâmicas de negociação orçamentária entre governos e instituições de Justiça precisam ser trazidas à público e debatidas abertamente pela sociedade, dado que a ganância desenfreada de carreiras jurídicas pode se constituir como uma avenida para a corrupção institucional. Além disso, é fundamental lançarmos luz sobre um mecanismo pouco conhecido, a suspensão de segurança, que dá aos presidentes dos Tribunais de Justiça brasileiros o poder de suspender decisões judiciais que contrariem os mesmos governos. A avaliação é do JUSTA, organização do campo da economia política da justiça que, a partir dos estudos “Justiça e Orçamento na Amazônia Legal em 2022” e “Suspensão de Segurança na Amazônia Legal”, se propõe a debater não só os valores, mas os mecanismos de transferência de recursos para carreiras jurídicas nos estados da Amazônia Legal, a fim de receberem a devida atenção.

De acordo com os dados, obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) e dos portais de transparência, governos de cinco estados da Amazônia Legal destinaram R$ 1,1 bilhão em verbas extras para instituições do sistema de justiça em 2022, sendo R$ 654 milhões apenas para folha de pagamento de Tribunais de Justiça, Ministérios Públicos e Defensorias de estados. Esses recursos foram remanejados sem análise dos Legislativos estaduais, contrariando o que está previsto na Constituição, sendo os tribunais de justiça os maiores beneficiados desses créditos extras. Contando com os valores adicionais, os cinco estados analisados somaram mais de R$ 5,4 bilhões em orçamento apenas para os TJs.

“Enquanto o sistema de justiça recebe verbas extras, além das previstas na Lei Orçamentária, áreas essenciais sofrem cortes. Os recursos públicos são finitos e os dados mostram uma escolha dos gestores estaduais em privilegiar as instituições de justiça ao invés de garantir direitos básicos para a população.”, avalia a diretora-executiva do JUSTA, Luciana Zaffalon “Se a Constituição diz que a distribuição de recursos deve passar pelo Legislativo, é razoável a naturalização do atual modelo de abertura de créditos adicionais pelos governos? Essa é uma pergunta que ganha ainda mais relevância quando envolve distribuição de recursos para as instituições que têm a atribuição de responsabilizar o Estado por suas ações e omissões”, pondera.

Ao mesmo tempo em que distribuem as verbas extras para o sistema de justiça, os Estados da Amazônia Legal têm recorrido com frequência aos presidentes dos Tribunais de Justiça para suspender decisões judiciais de primeira instância que os contrariam, se utilizando da suspensão de segurança. Trata-se de dispositivo legal desconhecido da maioria da população que confere aos presidentes dos tribunais brasileiros o poder para individualmente suspender os efeitos de decisões tomadas contra o poder público.

O JUSTA analisou 245 pedidos de suspensão de segurança julgados pelos TJ’s de estados da Amazônia Legal. Os principais fundamentos utilizados pelos presidentes dos tribunais para atender aos pedidos foram o zelo pela ordem pública (130) e pela economia pública (97) De acordo com o levantamento, quatro setores foram significativamente atingidos pelo uso deste dispositivo: segurança pública, gestão do sistema prisional, pandemia de Covid 19 e a chamada guerra fiscal.

A análise das 245 decisões de suspensão de segurança nos estados da Amazônia Legal mostra que o presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão foi responsável por apreciar 133 pedidos, seguido por 77 do Amazonas, 13 do Pará, oito do Mato Grosso, cinco de Roraima, três de Rondônia, três do Amapá e três do Tocantins. No entanto, apesar de alguns TJs terem um número aparentemente reduzido de suspensões de segurança, muitas delas têm seus efeitos expandidos, como no Mato Grosso, em que uma única decisão da presidente do TJ suspendeu os efeitos de 78 decisões judiciais, que tiveram seus efeitos estendidos a outros 35 processos.

“A suspensão de segurança permite uma atuação política dos presidentes dos tribunais brasileiros, dando a eles o poder de suspender decisões judiciais que contrariem os mesmos governos responsáveis por liberar créditos adicionais para essas instituições.” avalia Zaffalon.

O estudo do JUSTA mostra que o peso da folha de pagamento das três instituições de justiça – TJ, MP e DP – no orçamento dos estados da Amazônia Legal analisados foi expressivo. No Maranhão, 15% de toda a folha de pagamento do estado é consumida com salários e encargos dessas carreiras jurídicas; em Rondônia, a fatia destinada para esse fim foi de 13%; em Tocantins, 10%; e no Acre, 8%. O Ministério Público do Pará não forneceu os dados completos para o estudo.

DE OLHO NOS ESTADOS

Maranhão

Entre os estados analisados pelo JUSTA na Amazônia Legal, o Maranhão é onde foram distribuídos mais créditos adicionais para as instituições de Justiça e que também registrou o maior número de pedidos atendidos de suspensão de segurança na esfera estadual, a partir de decisões do presidente do TJ-MA. Ao mesmo tempo em que há um orçamento bilionário para as instituições de Justiça, áreas sensíveis sofreram expressivos cortes de investimentos em 2022.

O orçamento geral do Maranhão em 2022 foi de R$ 22,4 bilhões, dos quais R$ 2,8 bilhões foram destinados na Lei Orçamentária Anual (LOA) ao Tribunal de Justiça, Ministério Público e a Defensoria. No decorrer do ano, o governo autorizou o repasse de créditos adicionais de mais R$ 643 milhões ao TJ, MP e DP, dos quais R$ 216 milhões foram utilizados apenas para folha de pagamento. No total, considerando os valores previstos em lei e os liberados em créditos adicionais, o sistema de justiça maranhense recebeu R$ 1,5 bilhão somente para folhas de pagamento.

Assim como ocorreu em outros estados, o governo do Maranhão obteve autorização da Assembleia Legislativa para transferir até 50% do orçamento estadual sem a necessidade de uma análise e aprovação dos deputados estaduais.

O maior beneficiado pela transferência dos créditos extras no sistema de justiça foi o TJ-MA, que tinha um orçamento previsto de R$ 1,5 bilhão e terminou o ano de 2022 com cerca de R$ 2 bilhões, com R$ 471 milhões em créditos que não estavam previstos na lei orçamentária. Esse valor é superior aos orçamentos somados de 10 funções de inegável importância no orçamento público – Transporte, Assistência Social, Saneamento, Cultura, Gestão Ambiental, Trabalho, Comércio e Serviços, Indústria, Organização Agrária e Habitação.

O impacto dessas transferências no orçamento estadual não pode ser ignorado. O estudo do JUSTA aponta que o Maranhão não distribuiu recursos a áreas essenciais à população que estavam previstos na LOA. Em 2022, o estado cortou 40% do orçamento previsto em LOA para Ciência e Tecnologia, 39% no Saneamento Básico, 38% para indústria, 32% em gestão ambiental e 6% em educação.

Ao mesmo tempo, o presidente do Tribunal de Justiça do estado foi o que mais concedeu decisões de suspensões de segurança no período analisado pelo JUSTA, com 133 suspensões, sendo 70 deles estaduais. Destes, 50 foram atendidos. Entre as decisões favoráveis ao governo, destacam-se a suspensão da instalação de Núcleo de Perícia Forense composto por um Instituto de Identificação, um Centro de Perícias Técnicas para Crianças e Adolescentes, um Instituto Médico Legal e um Instituto de Criminalística. Além disso, a presidência do TJ-MA impediu a designação de delegados e policiais civis para municípios do estado.

Rondônia

Em Rondônia, o governo promoveu um corte de 100% do orçamento previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) para a área de trabalho, enquanto o Tribunal de Justiça, Ministério Público e Defensoria Pública receberam R$ 1,2 bilhão, em 2022, entre a verba prevista na LOA e de valores repassados a partir de créditos adicionais. No estado, o total do orçamento em 2022 foi de R$ 10 bilhões distribuídos em diversas áreas e a Assembleia autorizou o governo a remanejar diretamente até 20% (R$ 2 bilhões) em créditos adicionais sem precisar passar pelo legislativo. Do total dessas verbas extras, R$ 86 milhões foram remanejados para as folhas de pagamento do sistema de justiça do estado, sendo a maior parte, R$ 75 milhões, para o TJ-RO.

Cabe destacar, que o orçamento do TJ-RO, de R$ 809 milhões, é superior aos orçamentos somados de 11 funções de inegável importância no orçamento público – Indústria, Ciência e Tecnologia, Cultura, Habitação, Desporto e Lazer, Saneamento, Gestão Ambiental, Urbanismo, Assistência Social, Comércio e Serviços e Agricultura.

Neste contexto em que o sistema de justiça recebeu esses créditos adicionais, o TJ-RO julgou três decisões de suspensão de segurança que favoreceram o governo estadual, sendo uma delas a manutenção de contrato com empresa que responde a processo administrativo por fornecimento de alimentos de má qualidade ao sistema prisional de Porto Velho, onde ainda foram constatadas situações de insegurança alimentar.

Amazonas

Amazonas não disponibilizou dados solicitados via LAI para o levantamento que analisou orçamento da justiça e liberação de créditos adicionais. No entanto, o estado se destaca entre os que mais contabilizaram decisões de suspensão de segurança, totalizando 77 medidas nesse sentido, com grande impacto na vida da população, como as que se refletiram no fornecimento de oxigênio medicinal e suspenderam a disponibilização de equipe médica e leitos de UTI, de urgência e emergência nos municípios do Amazonas durante a pandemia da Covid-19. No Amazonas, dos 47 pedidos de suspensão estaduais, 70% foram atendidos, sendo que um deles, o que inviabilizou a disponibilização de leitos de UTI, teve seus efeitos estendidos, suspendendo outras 62 decisões judiciais do mesmo tipo.

Pará 

No Pará não foi possível fazer análise orçamentária completa das instituições porque o Ministério Público não disponibilizou todos os dados sobre suas despesas. Contemplando somente o levantamento a partir dos dados do Tribunal de Justiça e da Defensoria Pública, R$ 1,8 bilhão foi o orçamento destinado a essas áreas em 2022, com créditos adicionais, sendo R$ 1,6 bi somente referente ao TJ-PA. Esse valor é superior aos orçamentos somados de 11 funções de inegável importância no orçamento público – Agricultura, Cultura, Gestão Ambiental, Desporto e Lazer, Ciência e Tecnologia, Comunicações, Habitação, Trabalho, Indústria, Organização Agrária e Energia.

Do total, R$ 1,2 bilhão foi gasto com a folha de pagamento. Em termos de créditos adicionais, a LOA 2022 autorizou o governo a distribuir até 50% (R$ 15,7 bi) do orçamento sem passar pela aprovação do Legislativo. Desse montante, R$ 230 milhões foram distribuídos para TJ e DP em créditos adicionais.

Ao mesmo tempo em que distribuiu créditos adicionais para o sistema de justiça, o Estado encaminhou ao presidente do TJ local pedido de suspensão de segurança que teve efeito sobre nove decisões de primeira instância, que determinavam a promoção imediata de policiais militares e o pagamento da diferença de todas as remunerações anteriores até a data do reconhecimento da promoção. Outra decisão favorável ao governo, referente à ampliação de cobrança de ICMS, gerou suspensão de 117 decisões, tendo efeitos expandidos para alcançar outros 178 processos. No período analisado, foram 9 pedidos de suspensão de segurança estaduais. Dos pedidos totais, 69% foram suspensos e 31% mantidos.

Acre 

O estado foi o único analisado na Amazônia Legal que não registrou nenhuma decisão de suspensão de segurança do Tribunal de Justiça no período de uma gestão completa. E foi, também, o que recebeu o menor volume financeiro em créditos adicionais para o sistema de justiça e, consequentemente, para folha de pagamento das instituições. No entanto, o orçamento do TJ-AC, de R$ 319 milhões é superior aos orçamentos somados de 10 funções de inegável importância no orçamento público – Saneamento, Ciência e Tecnologia, Gestão Ambiental, Assistência Social, Cultura, Desporto e Lazer, Comunicações, Comércio e Serviços, Organização Agrária e Indústria.

folha de pagamento das três instituições no Acre somou um orçamento de R$ 383 milhões no período. Em termos de créditos adicionais, a LOA 2022 autorizou o governo a distribuir até 30% (R$ 2,4 bi) do orçamento sem passar pela aprovação do Legislativo. Desse montante, R$ 89 milhões foram distribuídos para o sistema de justiça em crédito adicionais. Ainda assim, apesar do menor volume em relação a outros estados, enquanto houve pagamento de créditos adicionais para a Justiça, houve corte orçamentário em outras áreas, como saneamento, que teve cortes de 49% do valor gasto previsto na LOA, 20% em comunicações, 14% em agricultura e 5% em assistência social.

Tocantins

No Tocantins, o orçamento total do estado em 2022 foi de R$12,8 bilhões. O orçamento das instituições do sistema de justiça com créditos adicionais contabilizou R$ 1,1 bilhão, sendo R$ 724 milhões do TJ-TO. Esse número é superior aos orçamentos somados de 15 funções de inegável importância no orçamento público – Agricultura, Gestão Ambiental, Assistência Social, Comércio e Serviços, Cultura, Saneamento, Indústria, Trabalho, Desporto e Lazer, Comunicação, Habitação, Urbanismo, Organização Agrária, Ciência e Tecnologia e Energia.

Da verba total para as três instituições, R$ 749 milhões foram destinados às folhas de pagamento. Em termos de créditos adicionais, a LOA 2022 autorizou o governo a distribuir até 30% (R$ 3,4 bi) do orçamento sem passar pela aprovação do Legislativo. Desse montante, R$ 134 milhões foram distribuídos para o sistema de justiça em créditos adicionais. Em relação à suspensão de segurança, apesar de o estado registrar apenas três decisões nesse âmbito, uma delas suspendeu mais de 50 decisões, tendo o efeito extensivo.

Outros estados 

Para o estudo de “Justiça e Orçamento”, não foi possível realizar o levantamento do Amapá, Mato Grosso e Roraima porque os estados não responderam o pedido de dados completos feito pelo JUSTA via Lei de Acesso à Informação. No Mato Grosso, foram oito pedidos de suspensão de segurança de dezembro de 2020 a 2022, sendo sete deles na esfera estadual – destes, quatro foram suspensos e dois mantidos. Em Roraima, houve cinco pedidos de 2021 a 2023, sendo quatro na esfera estadual, todos mantidos. E no Amapá, de 2021 a 2023, foram três pedidos, sendo dois estaduais, um deles acatado e outro não. Uma das decisões no Amapá teve efeito extensivo e suspendeu 26 decisões. Nestes dois últimos estados, as decisões das presidências dos TJs permitiram que os estados exigissem das empresas os valores relacionados ao Diferencial de Alíquota de ICMS (DIFAL), medida adotada para tentar reduzir os efeitos da guerra fiscal.

Clique aqui para ler o estudo

Metodologia 

Os dados do estudo “Justiça e Orçamento na Amazônia Legal em 2022” são referentes aos estados do Acre, Maranhão, Pará, Rondônia e Tocantins. O estudo não contempla os dados do Amazonas, Roraima, Mato Grosso e Amapá porque os estados não disponibilizaram os dados completos apesar da solicitação do JUSTA via Lei de Acesso à Informação.

O estudo “Suspensão de Segurança na Amazônia Legal” analisou como se comportaram os presidentes de nove Tribunais de Justiça da região, durante a gestão mais recente, incluindo o ano de 2022, frente aos pedidos dos governos dos estados, sendo eles do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Os dados foram levantados tendo como base listas de processos disponibilizadas pelos Tribunais de Justiça via Lei de Acesso à Informação.

Sobre o JUSTA

O JUSTA é uma organização social de pesquisa que se propõe a facilitar o entendimento e a visualização de dados do financiamento e da gestão do Sistema de Justiça. O objetivo da iniciativa é mostrar os impactos que a proximidade entre os Três Poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – pode ter na vida social e na organização democrática, principalmente nos temas de segurança pública e a justiça criminal, âmbitos em que os direitos e a liberdade da população são decididos e nos quais a responsabilização do Estado por eventuais violações precisa de maior atenção.

Fonte: Ascom Justa/ e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 15/12/2023/07:00:29

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