Área de floresta nativa atingida pelo fogo na Amazônia cresce 132% em agosto, aponta relatório

Uma fazenda perto de um incêndio florestal na Amazônia em uma área da Rodovia Transamazônica BR-230 em Labrea, Amazonas. — Foto: REUTERS/Bruno Kelly

Aumento de incêndios em áreas de floresta mostra mudança de cenário na Amazônia. ‘Clima tem impactado essa tendência, deixando as florestas mais inflamáveis e suscetíveis aos incêndios’, diz Ane Alencar, diretora de Ciência do IPAM.

A área de floresta nativa queimada na Amazônia aumentou 132% em agosto de 2024 em relação ao mesmo mês de 2023, segundo relatório do Monitor do Fogo, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e da rede MapBiomas.

O aumento de incêndios em áreas de floresta mostra uma mudança de cenário na Amazônia, no qual o clima seco e o calor passaram a influenciar as áreas devastadas pelo fogo em uma floresta até então reconhecida por ser tipicamente úmida.

Os dados divulgados nesta quinta-feira (12) apontam que um terço da área afetada pelas chamas é composta por vegetação nativa, ou seja, áreas que não foram desmatadas e depois incendiadas para limpeza antes de plantio ou criação de gado, como é mais comum na ocupação irregular na região.

Isso mostra um aumento na área da “floresta de pé” atingida pelo fogo: em 2019, 12% da área atingida era de vegetação nativa, enquanto neste ano o percentual é de 34%. É o maior índice de fogo na floresta nos últimos cinco anos.

“Em agosto de 2024 tivemos um aumento expressivo da área afetada por incêndios. Normalmente são registradas queimadas em áreas agropecuárias com grande destaque para as áreas de pasto. Neste ano parece que o clima tem impactado a tendência, infelizmente, deixando as florestas mais inflamáveis e suscetíveis aos incêndios”, afirma Ane Alencar, diretora de Ciência do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia).

O aumento de 132% representa 685.829 hectares de florestas nativas destruídos pelo fogo neste mês, enquanto no ano anterior foram 295.777 hectares, e em 2019, 207.259 hectares.

Monitor do Fogo faz um mapeamento mensal das áreas afetadas por queimadas no Brasil com base em imagens do satélite Sentinel 2, abrangendo o período a partir de 2019.

Mudança de cenário?

No começo do mês, em sessão na Comissão de Meio Ambiente do Senado, Marina Silva já havia citado o percentual da área de florestas de pé afetada pelo fogo e feito um alerta sobre os riscos e mudança de cenário.

“Significa que nós estamos num processo severo de mudança do clima, a floresta entrando num processo de perda de umidade e se tornando vulnerável a incêndio. Seja por ignição humana ou até no futuro, se isso permanecer, por fenomenos naturais, em função da incidência de raios. É uma química altamente deletéria, inimaginável”, disse Marina Silva em sessão no Senado.

Em agosto deste ano, o fogo aumentou 38% em áreas agropecuárias em comparação ao mesmo mês de 2023. Foram queimados cerca de 1,1 milhão de hectares neste ano, contra 806.772 hectares no ano passado.

A análise do Monitor do Fogo para os oito primeiros meses de cada ano aponta que agosto é sempre o mês com maior área atingida pelas queimadas, marcando o início da “temporada do fogo” na Amazônia.

Em 2024, porém, o aumento no acumulado destes oito primeiros meses foi de 54% em relação a 2023, com destaque para o crescimento das queimadas em áreas de floresta.

Florestas públicas na mira

Ainda segundo o levantamento, as Florestas Públicas Não Destinadas (FPNDs), que são o principal alvo de grilagem na Amazônia, tiveram o maior aumento entre as categorias fundiárias: 175%.

A área queimada nessas florestas passou de 308.570 hectares em 2023 para 849.521 hectares em 2024. As FPNDs representaram 16% de toda a área queimada no bioma nesse período.

Já as Terras Indígenas (TIs) concentraram 24% de todas as queimadas na Amazônia nos primeiros oito meses de 2024, sendo a categoria fundiária mais afetada. Em comparação com o mesmo período de 2023, quando 937.148 hectares foram queimados, houve um aumento de 39%, atingindo 1.300.646 hectares este ano.

Logo em seguida, vêm os imóveis rurais privados cadastrados no CAR e no SIGEF, que somaram 23% da área queimada entre janeiro e agosto. Em 2023, essas propriedades tiveram 696.586 hectares queimados, enquanto em 2024 o número subiu para 1.233.888 hectares, representando um aumento de 77%.

Fonte:  Roberto Peixoto e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/2024/15:13:18

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Amazônia se torna o maior emissor de gases de efeito estufa do planeta

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil | Em meio ao cenário de seca extrema e queimadas no Norte do país, dados do Copernicus, o programa de observação da Terra da União Europeia, indicam que o Sudoeste da Amazônia foi a região que mais emitiu gases de efeito estufa no planeta nos últimos cinco dias, segundo Lucas Ferrante, doutor em biologia e pesquisador da USP e da Universidade Federal do Amazonas. A conclusão é baseada no volume de aerossóis e de monóxido de carbono captado nessa área de emissão. Esses gases são associados aos que causam o efeito estufa na atmosfera, como o dióxido de carbono, que também é liberado nos incêndios.

— A região se tornou a maior emissora de gases de efeito estufa devido ao avanço do desmatamento e às queimadas — alerta Ferrante, que pesquisa os efeitos da ação humana sobre a Amazônia há mais de uma década.

Os efeitos dessa emissão, se continuarem por um longo período, terão impacto por todo o planeta, segundo a pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) Camila Silva e o professor de Economia na PUC-RS Gustavo Inácio Moraes, que estudou efeitos climáticos em sua tese de doutorado. Moraes ressalva que o cenário por enquanto é o resultado de uma temporada sazonal de queimadas, e apenas um período de muitos meses “poderia criar uma tendência mais alarmante”.

— Os gases liberados contribuem para o aquecimento global, que aumenta os níveis do mar, altera o clima. Além disso, espécies de fauna e flora desaparecem — alerta Silva.

Fogo na beira da estrada

Com mais de 82 mil focos de incêndio de 1º de janeiro a 9 setembro deste ano, a Amazônia já alcançou o dobro de queimadas em relação ao mesmo período de 2023, e o número só não é maior do que os 85 mil pontos de fogo registrados em 2007, recorde da série histórica. O GLOBO percorreu cerca de 1,6 mil quilômetros na BR-163, que liga Santarém (PA) a Cuiabá, na BR-230 (a Transamazônica) e na Transgarimpeira (na Bacia do Tapajós) e presenciou o avanço do fogo sobre a floresta, os pastos e as casas que margeiam as rodovias.

Na altura da cidade de Trairão (PA), às margens da BR-163, uma família precisou sair de casa às pressas para tentar conter as chamas do terreno ao lado. Enquanto uma mulher retirava os objetos de casa, um homem tentava jogar terra sobre o fogo com um trator. Alguns vizinhos se aproximaram com baldes e uma mangueira para barrar o fogo. A cena virou rotina na região desde agosto, quando se intensificou a seca.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o município com mais focos de calor é São Félix do Xingu (PA), com 4.988 pontos. O prefeito João Cleber de Souza Torres (MDB) atribui a queimada à estiagem severa e ao costume da população de usar o fogo para preparar a roça.

— Tem muito fogo acidental e alguns podem ser criminosos. O pessoal põe fogo em pequenas roças e no quintal. A seca neste ano foi a mais severa, como não víamos desde a década de 1980. A última vez que choveu foi em maio — disse.

O município abriga a Terra Indígena Apyterewa, onde o governo federal faz um trabalho de retirada de grileiros e garimpeiros. Agentes e brigadistas do Ibama estão combatendo as queimadas na reserva e, segundo a equipe, alguns invasores iniciaram uma queimada na área para impedir que os fiscais retirassem o gado. A denúncia foi levada à Polícia Federal, que já abriu neste ano outros 19 inquéritos para apurar incêndios criminosos na Amazônia e no Pantanal.

Na área do Parque Nacional do Jamanxim (PA), a situação também é dramática. Durante a noite, o fogo avançava com rapidez nas margens da BR-163. A fumaça provoca ardência nos olhos e dificulta a respiração. A reportagem testemunhou uma casa de madeira devorada pelas chamas, enquanto os motoristas desaceleravam na pista com medo de as labaredas atingirem os veículos.

No distrito do Jardim do Ouro, em Itaituba (PA), alguns bois foram para o meio da rodovia Transgarimpeira para escapar das chamas no pasto. O sol virou uma mancha avermelhada às 13h, com a fumaça espessa que cobria o céu. Na paisagem, subsistiam os troncos das castanheiras, que podem chegar a até 50 metros de altura, em meio ao mato rasteiro em cinzas. Araras-azuis e papagaios fugiam do calor em revoada, enquanto os buritis ardiam.

Mais à frente, em Moraes Almeida (PA), a fumaça atrapalhava a visibilidade na pista de pouso de aviões pequenos que vinham dos garimpos da região.

— Sempre tem fumaça nessa época, mas não tanto quanto agora — comentou Emilia Silva, que mora à beira da BR-163.

Além do pequeno aeroporto do garimpo, o distrito tem serrarias, madeireiras e fazendas de gado erguidas no coração da Amazônia.

Cidade do ‘dia do fogo’

A fumaça se intensifica no município de Novo Progresso (PA), que ficou conhecido nacionalmente pelo “Dia do Fogo” em 2019, quando fazendeiros da região organizaram uma vaquinha para pagar o combustível e abrir o pasto no “Dia D” da queimada. O prefeito da cidade, Gelson Dill (MDB), afirmou que a situação atual está pior do que a dos últimos anos.

— Moro aqui há 25 anos e não me lembro de ter vivido uma seca tão grande. A brigada de bombeiros mais próxima fica a 400 quilômetros. Estamos tentando usar os nossos caminhões pipas, mas eles não conseguem acesso às áreas — contou.

A fumaça da floresta — Foto: Arte O Globo

Fonte: O Globo e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/2024/09:07:14

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Governo Federal anuncia medidas de combate à seca com impacto no Pará

As medidas foram anunciadas durante evento em Manaus (AM), nesta terça-feira, 10 (Foto: Ricardo Stucker)

O pacote faz parte de um conjunto de ações emergenciais para reduzir os impactos da crise hídrica e garantir a segurança das rotas fluviais, essenciais para a economia da região norte

O governo federal anunciou, na terça-feira (10/9), uma série de medidas para mitigar os efeitos da seca na Amazônia, em resposta à pior estiagem enfrentada pela região nos últimos 45 anos. As ações abrangem importantes intervenções em cidades paraenses, incluindo obras de dragagem e sinalização náutica nos rios, além de apoio emergencial aos municípios afetados pela estiagem. O pacote faz parte de um conjunto de ações emergenciais para reduzir os impactos da crise hídrica e garantir a segurança das rotas fluviais, essenciais para a economia da região norte.

Entre as medidas anunciadas, destacam-se as obras de dragagem no Canal de Navegação do Rio Tapajós, entre Itaituba e Santarém, estimadas em R$ 117,3 milhões. Essas obras visam garantir a navegabilidade segura para o escoamento de insumos e mercadorias, evitando que a formação de pedrais e praias interrompa o fluxo de embarcações. As dragagens são feitas em pontos específicos, chamados de passos críticos, onde há maior acúmulo de sedimentos que comprometem a profundidade mínima de segurança. Em respeito ao licenciamento ambiental, o material removido é depositado em áreas fora do canal de navegação, minimizando o impacto ecológico.

Além da dragagem, a instalação de sinalização náutica nos trechos críticos também está prevista, garantindo que as embarcações sigam rotas seguras e evitam áreas de perigo. Essas intervenções são fundamentais para manter a fluidez do transporte fluvial durante o período de seca, essencial para o escoamento de produtos agrícolas, combustível e outras mercadorias que abastecem o interior do estado. A estimativa é que as obras se estendam por cinco anos, sendo executadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Seca e focos de incêndio acometem o Pará

Enquanto as obras no Rio Tapajós avançam, outros municípios paraenses enfrentam uma situação crítica devido à seca e aos focos de incêndio. Cidades como São Félix do Xingu, Novo Progresso, Altamira, Itaituba e Jacareacanga estão entre as mais impactadas, concentrando grande parte dos focos de calor na Amazônia. De janeiro a setembro de 2024, essas localidades enfrentaram um aumento significativo nas queimadas, que já consumiram milhares de hectares de floresta, agravando a crise ambiental e afetando diretamente as populações locais.

Segundo dados recentes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, 20 municípios da Amazônia concentram 85% dos focos de calor, sendo sete deles no Pará. Esse cenário coloca em risco não apenas o meio ambiente, mas também a saúde e a segurança alimentar das comunidades ribeirinhas, indígenas e tradicionais que dependem dos recursos naturais para sua subsistência. Para combater os incêndios, o Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) mobilizaram 1.468 brigadistas, que atuam dia e noite para conter as chamas e evitar a propagação dos focos.

Em outros estados

Além das intervenções no Rio Tapajós, outras ações estão em curso para mitigar os efeitos da seca na região Amazônica. No Rio Madeira, as dragagens em trechos críticos entre Porto Velho (RO) e Manicoré (AM), e na travessia da BR-230, em Humaitá, estão estimadas em R$ 151 milhões. Essas obras buscam melhorar a navegabilidade e garantir o transporte de mercadorias, especialmente em áreas onde o nível das águas atinge as marcas mais baixas registradas nas últimas décadas. A expectativa é que essas medidas reduzam os impactos econômicos da estiagem, protegendo as rotas de transporte e garantindo o abastecimento das cidades.

As medidas de combate à seca na Amazônia foram anunciadas na tarde desta terça-feira (10/9), durante cerimônia de anúncio. O anúncio trata dos editais para quatro obras de dragagens de manutenção nos rios Amazonas e Solimões. No prazo de cinco anos, serão investidos R$ 500 milhões para garantir a navegabilidade segura e o escoamento de insumos, para reduzir efeitos da forte estiagem que atinge a região. As obras integram as ações federais em resposta à pior seca enfrentada pela Amazônia em 45 anos.

 

Fonte: Gabi Gutierrez  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 11/2024/17:02:49

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PF deflagra Operação contra ouro ilegal no Pará

(Foto: Reprodução) – A Polícia Federal deflagrou operação de combate ao financiamento, extração e comercialização ilegal de ouro na região sul do Pará

A Polícia Federal deflagrou operação de combate ao financiamento, extração e comercialização ilegal de ouro na região sul do Pará, após identificação de organização criminosa que atua no interior e arredores da Terra Indígena Kayapó.

A organização criminosa mantém laços com envolvidos nas mesmas atividades ilícitas na terra indígena Yanomami, em Roraima.

Constatou-se o “esquentamento” de, ao menos, 3,14 toneladas de ouro extraído ilegalmente, por meio de declarações fraudulentas da origem do minério.

Foram cumpridos 33 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão preventiva.

As ações se deram nos estados do Pará, Amazonas e Roraima e Mato Grosso.

Do total, 25 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Redenção/PA; 1 em Tucumã/PA; 4 em Cumaru do Norte/PA; 1 em Boa Vista/RR e 1 em Manaus/AM.

Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos em Redenção/PA (8), Cumaru do Norte/PA (3), Tucumã/PA (1) e Boa Vista/RR (1).

A Justiça Federal determinou o sequestro e indisponibilidade de até R$ 2,9 bilhões em dinheiro e bens.

Foram apreendidos veículos, motocicletas, joias, ouro in natura e outros bens de elevado valor dos investigados, que ainda estão sendo contabilizados pelas equipes.

Foi determinado ainda o afastamento cautelar de 4 ocupantes de cargos públicos, suspensão de atividade de 4 empresas, suspensão de 6 permissões de lavra garimpeira e suspensão de 4 autorizações de posse/porte de armas.

A organização contava com a participação, além de outros investigados, de servidores públicos e indígenas.”

ouro

(Foto:Reprodução)

Fonte: Jornal Diário do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/2024/15:36:55

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Balsa fica encalhada no Rio Madeira e é saqueada no interior do AM

Balsa fica encalhada no Rio Madeira e é saqueada no interior do AM. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Fato aconteceu após a embarcação ficar presa em um banco de areia.

Uma balsa que transportava alimentos ficou encalhada no Rio Madeira, em Manicoré, no interior do Amazonas, e foi saqueada por moradores que vivem próximo ao Distrito de Auxiliadora. O caso aconteceu na quinta-feira (5).

Em um vídeo que circula nas redes sociais, um dos tripulantes da embarcação narra que os homens entraram na embarcação e levaram parte da mercadoria, como, pacotes de trigo, óleo e ração. Também foram levados uma canoa e um motor que eram utilizados pela equipe.

O fato aconteceu após a embarcação ficar presa em um banco de areia, devido a seca do Rio Madeira.

Criminosos levaram pacotes de trigo, óleo e ração. — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Criminosos levaram pacotes de trigo, óleo e ração. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Ainda segundo o homem, os invasores ameaçaram os tripulantes e alegaram que estavam invadindo o local, após a Polícia Federal queimar dragas utilizadas em garimpos ilegais na Região, durante a Operação Prensa.

Segundo o tripulante, a cozinheira do barco passou mal e desmaiou durante a ação criminosa. A polícia deve investigar o caso.

Fonte: g1 PA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 09/09/2024/10:35:25

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Ações do MPF buscam controle imediato das queimadas no interior do Pará

Inpe monitora queimadas no Brasil (Foto: Agência Brasil)

Estado sofre com incêndios criminosos em pleno “Verão Amazônico”; ações pedem plano emergencial nas regiões de Itaituba e Marabá
 
O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou, nesta sexta-feira (6), duas ações civis públicas para que a Justiça Federal determine, em caráter de urgência, que a União e o estado do Pará implementem plano emergencial de atendimento às principais áreas sujeitas às queimadas e seus severos impactos socioambientais sobre povos e comunidades tradicionais das microrregiões de Itaituba e Marabá. As duas regiões abrangem 29 municípios do estado.

Segundo as ações, o plano deve incluir, minimamente, e de maneira imediata (cinco dias), mapeamento das principais áreas afetadas; destacamento de brigadas temporárias ou permanentes de incêndio em proporção e quantidade suficientes ao atendimento eficaz das áreas; viabilização de toda a logística necessária à destinação dos brigadistas aos locais estratégicos de atuação mais emergencial; e eventual capacitação e formação de brigadas locais.

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O plano deverá prever, ainda, o cronograma de todo o período restante de estiagem nas regiões para permanência das equipes de fiscalização e combate aos incêndios, até o final de 2024, quando se encerra o período de estiagem. O MPF requer o prazo de 15 dias para o cumprimento das ações previstas no plano emergencial. Em caso de descumprimento, o MPF pede a aplicação de multa diária no valor de R$ 100 mil a ser revertida em favor do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD).

Verão Amazônico – As comunidades tradicionais do Pará têm sofrido com o chamado Verão Amazônico, que se traduz em um fenômeno climático que ocorre entre os meses de julho e novembro, na região norte do país. Ele é marcado por longo período de estiagem, diminuição drástica da umidade do ar e aumento intensivo das ondas de calor, criando o cenário propício para propagação de incêndios de matas e florestas, que podem ser provocados por ações acidentais ou criminosas ou, ainda, por força de fenômenos naturais, tais como descargas elétricas.

Para se ter uma ideia, apenas em 2024, triplicaram as queimadas ocorridas nas Terras Indígenas Munduruku, Kayabi e Sai Cinza, localizadas na região oeste do estado do Pará. Dados recentes da plataforma “Painel do Fogo”, gerida pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), órgão do Ministério da Defesa do governo federal, denotam a existência de inúmeros focos ativos de incêndios, colocando em risco as comunidades tradicionais.

Além disso, dados do Programa Brasil Mais, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, também mostram locais de alertas e quantidade de focos e cicatrizes de queimada nas Terras Indígenas Apyterewa, Kayapó, Mãe Maria, Trincheira Bacajá e Xikrin do Cateté, localizadas no sudeste paraense.

Atuação do MPF – No último dia 3 de setembro, foi realizada reunião emergencial, convocada pelo MPF, com o Ibama, representantes da Funai, do Corpo de Bombeiros de Marabá e da Defesa Civil de Bom Jesus do Tocantins, além de representantes da TI Mãe Maria. Na ocasião, foram relatadas as dificuldades estruturais e operacionais para atendimento eficiente pelos órgãos de estado. Como exemplo, foi citado o encerramento da Brigada na TI Mãe Maria por limitação dos recursos.

A degradação ambiental causada pelas chamas, no entanto, não atinge apenas as comunidades tradicionais do Pará. Segundo uma das ações, ela é especialmente grave no interior de Unidades de Conservação Federais, como a Área de Proteção Ambiental (APA) Tapajós e a Floresta Nacional do Jamanxin. Essas áreas federais estão, pelo que foi apurado, em profundo estado de vulnerabilidade às queimadas, sem resposta efetiva do poder público em um cenário de crescente destruição.

Desde julho, o MPF tem ouvido, em conjunto com o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), representantes das comunidades indígenas e de diversos órgãos públicos, das três esferas de poder, com o objetivo de levantar o maior número de informações possível sobre a situação e cobrar a efetiva atuação de cada um, de acordo com as suas respectivas competências.

Nas ações, o MPF destaca que a grave seca e as queimadas na região amazônica atingem de forma especial comunidades tradicionais localizadas nos rios Amazonas, Araguaia, Tapajós e Tocantins, além dos seus afluentes, em um contexto de crise humanitária que se enquadra no conceito de racismo ambiental, como alerta a Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

De acordo com o MPF, a concessão da tutela de urgência (liminar) é necessária para que a União e o estado do Pará “salvaguardem, em caráter emergencial, os direitos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e hígido; à saúde da população local em geral; e, em última análise, os direitos culturalmente condicionados das comunidades tradicionais”.

A ação referente à microrregião de Marabá é assinada pelos procuradores da República Igor da Silva Spíndola, Gabriella Puggi Aguiar, Rafael Martins da Silva e Márcio de Figueiredo Machado Araújo. Já a ação referente à microrregião de Itaituba é assinada pela procuradora da República Thaís Medeiros da Costa e pelo procurador da República Gilberto Batista Naves Filho.

Íntegra da ação (Marabá)
Íntegra da ação (Itaituba)

Fonte: Ministério Público Federal no Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 08/09/2024/05:30:38

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‘Verdadeira operação de guerra’, diz presidente do Ibama sobre incêndios

Presidente do IBAMA detalha atuação no Amazonas –  (Foto:Antônio Mendes/ Portal AM1)

 O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Antonio de Agostinho Mendonça, afirmou, na última quarta-feira (4/9) que a operação de combate aos incêndios florestais nos biomas Pantanal e Amazônia são “verdadeiras operações de guerra”.

Agostinho Mendonça destacou a atuação de três mil brigadistas, dez aeronaves alugadas pelo instituto e outras 17 cedidas por alguns órgãos, além da disponibilidade de recursos extraordinários enviados pelo governo federal para a ação dos brigadistas.

    “É um período bastante crítico, nós temos aí, algumas regiões do país concentrando o maior número de focos, o estado campeão é Mato Grosso, mas a gente tem muitos focos ao longo de algumas estradas da Amazônia, como a BR-230 a transamazônica, o começo da 319, trechos da BR-163, interior de Rondônia, interior do Acre”, afirmou.

Decreto de proibição do fogo

Questionado sobre a funcionalidade do decreto de proibição do fogo, Mendonça afirmou que os decretos são estaduais e cada estado faz a sua regulamentação.

No amazonas, o governo estadual emitiu o decreto no dia 05 de julho com o intuito de minimizar as áreas atingidas pelas queimadas. O decreto é válido por 180 dias e proíbe o uso do fogo e técnicas de queimada controlada.

Neste ano a estiagem chegou ao estado com dois meses de antecedência e atinge mais de 77 mil pessoas.

No dia 28 de agosto, o governador Wilson Lima emitiu dois decretos devido à severa estiagem que atinge o Amazonas. O primeiro coloca os 62 municípios do estado em situação de emergência, enquanto o segundo declara emergência em saúde pública.

Questionado sobre o número de brigadistas que atuam nos estados e na Amazônia, Rodrigo Mendonça destacou que o trabalho não está centralizado no Ibama e no ICMBio, “nós temos milhares de bombeiros pelo Brasil inteiro submetidos pelos órgãos estaduais a gente tem brigadas nas fazendas, existem brigada na sociedade civil, muitos municípios também tem equipes próprias de combate a incêndio”.

Decreto que proíbe uso do fogo no Amazonas – Foto: Reprodução
Decreto que proíbe uso do fogo no Amazonas – Foto: Reprodução

Trabalho do Ibama na Amazônia

O IBAMA atua na Amazônia em duas frentes: fiscalização e combate ao fogo.  No sul da Amazônia existem equipes do Ibama “percorrendo os municípios e fazendo altos de infração”, disse Mendonça.  A autuação na região pode ser feita por meio de tecnologia, mas o instituto alerta sobre o cuidado no momento da abordagem.

    “A gente sempre tem que ter muito cuidado quando se fala de fogo, porque as vezes a gente pode estar altuando a pessoa que faz o fogo intencionalmente na sua propriedade como também a pessoa que é vítima do fogo de um vizinho. Então normalmente a gente faz as perícias isso leva um certo tempo, no Pantanal mesmo as altuações dos primeiros incêndios estão saindo agora, após um longo período de investigação,” disse.

Com a criação das bases interfederativas, o governo federal propôs a atuação conjunta de estados com a União no combate ao fogo. Durante entrevista coletiva o presidente do Ibama destacou que já existem equipes atuando nas regiões escolhidas pelos estados: Porto Velho (RO) – Humaitá (AM); Novo Progresso (PA) e Apuí (AM).

    “Nessa região o trabalho central vai ser feito Ibama, ICMBio com o apoio, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional e os estados.”

Fogo destrói fazenda em Novo Progresso-PA.

Fonte:Amazonas1  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 07/09/2024/05:30:38

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Fazendas com queimadas ilegais na Amazônia receberam R$2,6 bilhões em crédito rural

Fogo em floresta nativa na extinta ESEC Soldado da Borracha. Foto: Fábio Bispo/InfoAmazônia

Pelo menos 1.389 propriedades que obtiveram financiamento registraram fogo dentro de seus limites entre julho e agosto deste ano. Algumas delas se sobrepõem a unidades de conservação e já estavam embargadas por infrações ambientais. Normas federais permitem que o crédito rural seja destinado a áreas onde ocorrem queimadas.

Parte da fumaça que se espalhou pelo Brasil em agosto deste ano teve origem em queimadas dentro de áreas na Amazônia financiadas por crédito rural, modalidade de financiamento bancário dedicada à produção agropecuária. Pelo menos 1.389 propriedades que receberam os recursos registraram fogo dentro dos seus limites de 1º de julho a 26 de agosto, segundo levantamento da InfoAmazonia com base nos dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e nos registros do Banco Central. A análise considerou áreas com crédito ativo em 2024.

Essas fazendas receberam, ao todo, R$ 2,6 bilhões em crédito rural, incluindo imóveis que sofreram queimadas e possuem áreas sobrepostas a seis unidades de conservação, entre elas o Parque Estadual de Guajará-Mirim, a Floresta Nacional do Jamanxim e a Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu. Dessas, 86 propriedades com registros de fogo nos últimos dois meses já tinham áreas embargadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) por infrações ambientais.Em meio à intensa fumaça produzida pelo fogo, a InfoAmazonia flagrou alguns desses casos durante sobrevoos realizados nos dias 20 e 21 de agosto, no sul do Amazonas e norte de Rondônia, em parceria com a equipe de monitoramento da organização Greenpeace.

Em um trecho de 100 quilômetros entre os municípios de Cujubim e Porto Velho, em Rondônia, mais de uma dezena de fazendas embargadas queimavam. Todas têm crédito rural ativo e estão sobre uma área de floresta pública não destinadaAs florestas públicas não destinadas são áreas da União e recebem esse nome justamente por não terem uma destinação oficial definida pelo Estado. Elas ainda não foram transformadas em unidades de conservação, destinadas para reforma agrária ou demarcadas como terras indígenas ou quilombolas, nem foram transferidas para proprietários privados, apesar de estarem sob a responsabilidade e posse do poder público.. Ali, em 2018, chegou a ser criada a Estação Ecológica Soldado da Borracha, mas a proteção foi extinta no mesmo ano por decreto do legislativo estadual.

Região que chegou a ser destinada para unidade de conservação, entre Porto Velho e Cujubim, em Rondônia, concentra fazendas embargadas com crédito rural ativo. Fonte: CAR/Ibama/BC/Inpe. Análise e visualização: InfoAmazonia.
Região que chegou a ser destinada para unidade de conservação, entre Porto Velho e Cujubim, em Rondônia, concentra fazendas embargadas com crédito rural ativo. Fonte: CAR/Ibama/BC/Inpe. Análise e visualização: InfoAmazonia.

“Diversas propriedades nessas áreas acessaram o crédito rural. Algumas estão embargadas por desmatamento, mas todas elas fizeram uso do fogo de forma ilegal”, afirma Thaís Bannwart, porta-voz de Florestas do Greenpeace Brasil, sobre as fazendas na extinta ESEC Soldado da Borracha.

Norma do Banco Central ignora queimadas ilegais

As normas do Banco Central do Brasil e do governo federal para o financiamento do agronegócio na Amazônia permitem que o crédito rural seja destinado a áreas onde ocorrem queimadas ilegais.Essas linhas de financiamento são subsidiadas por recursos dos correntistas, dos próprios bancos e do orçamento público. As condições para a concessão do crédito são definidas pelo Manual de Crédito Rural (MCR 2-9), do Banco Central do Brasil, que estabelece quais são as normas socioambientais e climáticas que as instituições financeiras devem seguir para concessão do crédito.

O MCR proíbe o financiamento de áreas em unidades de conservação, em florestas públicas não destinadas e para propriedades embargadas, mas se limita à ocorrência de embargo por desmatamento. Ou seja, há uma brecha: outros crimes ambientais, como o uso ilegal de fogo, não entram na lista de impeditivos para que um fazendeiro tenha acesso ao dinheiro.

“Não importa se a propriedade está embargada por desmatamento, por uso do fogo ou outro tipo de irregularidade, ou se ela foi multada. Ela não deveria acessar os recursos do crédito rural. Nós, se não pagamos nossas contas, a nossa fatura do cartão, não conseguimos acessar financiamento. Mas quem comete infrações ambientais, com multas milionárias, continua acessando os recursos do crédito rural”, afirma a porta-voz do Greenpeace.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), há limitações para o embargo de áreas queimadas, pois a legislação exige nexo causal para identificação da autoria — podem haver casos de fogo acidental ou provocado por terceiros. Isso é diferente no caso de desmatamento e degradação, que geram uma responsabilização direta para o proprietário ou ocupante de uma área.

“A legislação atual exige que seja estabelecido nexo causal no caso dos incêndios, ou seja, que o proprietário de fato pôs fogo e não foi um fogo acidental ou provocado por terceiros. Isso dificulta muito uma ação remota, por imagens de satélite, e que portanto acaba tendo uma atuação mais limitada”, explica o MMA.

Em Lábrea, no sul do Amazonas, a reportagem flagrou o fogo se alastrando pela floresta ao lado de pastagens recém-abertas, já com gado, em áreas próximas a fazendas financiadas com crédito rural. Nessa região, também foram observadas queimadas em propriedades localizadas na divisa do Parque Nacional Mapinguari.

“É importante frisar que todas essas queimadas são provocadas por ação humana, seja no manejo inadequado das pastagens ou colocando fogo diretamente na floresta, que, em uma situação de seca dessas que enfrentamos, rapidamente se espalha. Cerca de 90% do desmatamento e queimadas na Amazônia é para abrir áreas de pastagens”, destaca Bannwart.

Em agosto, foram registrados 38,2 mil focos de fogo na Amazônia, segundo o satélite de referência (Aqua) monitorado pelo Inpe, o maior número para o mês em 14 anos. O estado do Amazonas contabilizou 10.328 focos, a pior quantidade da série histórica, que reúne os dados de queimadas desde 1998. O recorde anterior era de 2022, quando o estado atingiu, pela primeira vez, 8.659 registros.

Já em Rondônia, agosto encerrou com 4.522 focos de fogo, o maior registro em cinco anos. Em 28 de agosto, o governo estadual proibiu o uso de fogo por 90 dias. No Pará, foram registrados 13.803 focos, também o maior número em 14 anos.

Áreas embargadas na Amazônia por queimadas receberam R$ 54,6 milhões

Um outro levantamento, divulgado pelo Greenpeace Brasil, mostrou que 2.261 áreas embargadas na Amazônia e Cerrado, entre 2018 e 2023, conseguiram obter crédito rural no país. Em 748 casos (33%), os embargos são por desmatamento e, mesmo com a proibição legal para este tipo de crime, os financiamentos foram liberados.

A organização identificou 1.728 propriedades na Amazônia que foram penalizadas pelo Ibama, mas ainda assim receberam o benefício. Em 122 desses casos (7%), elas foram embargadas pelo uso ilegal do fogo, mas receberam, ao todo, R$ 54,6 milhões de bancos públicos e privados.

Essas mesmas 122 propriedades, que já haviam sido embargadas, geraram uma dívida de R$ 57 milhões em multas ambientais ao Estado. Segundo o Greenpeace, os proprietários dessas áreas embargadas por fogo com crédito rural ativo também são responsáveis por outras infrações que somam R$ 145,5 milhões.

O Banco do Brasil é a instituição que mais investiu dinheiro na produção rural em áreas com embargos por uso ilegal do fogo, segundo o Greenpeace, com 266 operações de crédito entre 353 financiamentos destinados para áreas embargadas por fogo na Amazônia e Cerrado. Em segundo lugar, está o Banco da Amazônia, que destinou recursos para 61 financiamentos. As demais operações foram realizadas por cooperativas e bancos privados.

Em 51 das operações mapeadas, os financiamentos ocorreram antes dos embargos, mas permanecem ativos. No entanto, em 302 casos (85,56%), os financiamentos foram liberados quando as áreas já estavam embargadas.

BB financiou gado em fazenda incendiária no Parque de Guajará-Mirim

Em 20 de abril de 2021, os deputados de Rondônia aprovaram a exclusão de 226 mil hectares do Parque Estadual de Guajará-Mirim e da Reserva Extrativista Jaci-Paraná, com o objetivo de viabilizar a pecuária nessas áreas protegidas. A Lei Complementar 1.089/21 reduziu os limites do parque e da reserva. Na época, o discurso era de que já havia 150 mil cabeças de gado na região. Em 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou que a lei é inconstitucional e a proteção ambiental foi devolvida, mas já era tarde: o desmatamento nessas áreas disparou.

Em 2021 e 2022, propriedades sobrepostas ao parque e à reserva obtiveram crédito rural. Uma delas é uma fazenda no interior do Parque de Guajará-Mirim, que recebeu R$ 976 mil do Banco do Brasil para recria e engorda de gado.

A área foi praticamente toda desmatada em 2021, mas não foi alvo de fiscalização. Em janeiro de 2022, a fazenda obteve o financiamento, que foi encerrado em janeiro deste ano. Nos últimos dias 11 e 12 de agosto, essa área registrou focos de queimada, segundo os dados do Inpe.

A fazenda fica na localidade conhecida como Bico do Parque, que faz divisa com a Terra Indígena Karipuna, justamente onde os indígenas têm denunciado as invasões.

Pelo menos 854 propriedades num raio de até 10 quilômetros do território foram beneficiadas com o crédito rural, considerando créditos ativos e encerrados. Em 174 imóveis, há sobreposições com embargos do Ibama por infrações ambientais. Em seis áreas com financiamento ativo, incluindo áreas embargadas, houve registro de fogo nos últimos dois meses.

A pressão já reflete em prejuízos “sociais, culturais e econômicos para a comunidade local”, de acordo com o líder indígena Adriano Karipuna. Ele diz que o gado avança pela área homologada do território “à base de desmatamento ilegal e queimadas”.
 
“Nós temos sofrido muito com as queimadas e as invasões em nosso território. É algo que não viamos com tanta frequência, mas que agora se tornou constante. Nós já temos fazendas ilegais de gado dentro do território”, afirma o indígena. No mês passado, o governo federal cumpriu a recomendação do STF para retirada de invasores da Terra Indígena Karipuna.

Banco do Brasil inclui queimadas em proibições
 
Em resposta à InfoAmazonia, o Banco do Brasil informou, em nota, que “adota medidas proativas e voluntárias” em suas linhas de financiamento para o crédito rural. O banco afirma que não financia empreendimentos rurais localizados em áreas embargadas por desmatamento ilegal e que utiliza ferramentas automatizadas para verificar restrições legais.
 
“Todas as operações de crédito contam com cláusulas que permitem a decretação do vencimento antecipado e a suspensão imediata dos desembolsos em caso de ocorrência de infringências socioambientais; e o Banco faz valer essa cláusula sempre que qualquer irregularidade é constatada”, diz a nota (leia aqui a íntegra do posicionamento do Banco do Brasil).

Apesar de não constar entre as práticas vedadas pelo manual do BC (MCR-29), o Banco do Brasil disse que incluiu recentemente “a verificação de sobreposição do imóvel com áreas embargadas por uso de fogo”.

O banco não comentou sobre os casos identificados pela organização ambiental para áreas com embargos do Ibama financiadas com crédito rural, nem informou se fará uma revisão destes casos ou de outros casos.

A InfoAmazonia também perguntou ao Banco Central sobre a concessão de crédito rural para propriedades envolvidas em crimes ambientais e queimadas ilegais na Amazônia, mas a instituição financeira não respondeu aos questionamentos da reportagem.

Focos de incêndio próximo de reserva ecológica do Mapinguari, no Amazonas. Foto: Fábio Bispo/InfoAmazonia
Focos de incêndio próximo de reserva ecológica do Mapinguari, no Amazonas. Foto: Fábio Bispo/InfoAmazonia

Já o Banco da Amazônia afirmou que adota uma “rígida Política de Responsabilidade Social, Ambiental e Climática”, e que todas as operações de crédito são analisadas com base nos critérios estabelecidos pelo Banco Central.

“Toda a operação recebe tratamento de análise socioambiental, realizada em ferramenta digital contratada para auxiliar a este fim, com exceção das operações dispensadas pelo próprio Manual de Crédito Rural – MCR”, afirmou, em nota, a instituição.

O MMA informou que o órgão tem atuado junto com o Banco Central para ampliar restrições do crédito rural para áreas que causem a destruição da floresta. A pedido da pasta, no ano passado, a norma do Banco Central “ampliou os embargos para todos os biomas e incluiu as notificações estaduais”, segundo o órgão.

O presidente Lula (PT) e a ministra do Meio Ambiente e Mudanças do Clima, Marina Silva, pediram abertura de investigação para ações criminosas nos incêndios recentes no Brasil. A partir do pedido, a Polícia Federal instaurou 31 inquéritos, sendo 29 para investigar incêndios na Amazônia e no Pantanal, e dois em São Paulo.
 
Procurada para comentar os casos de queimadas registradas em áreas beneficiadas com crédito rural, a Presidência encaminhou a solicitação da reportagem aos ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e da Agricultura e Pecuária. Mas até o momento não obtivemos retorno.

Como analisamos áreas incendiadas com financiamento ativo

A InfoAmazonia identificou as áreas beneficiadas com crédito rural, disponibilizadas pelo Banco Central, a partir do Cadastro Ambiental Rural (CAR) indicados nas operações de financiamentos. Para esta análise, a reportagem considerou somente as operações bancárias com vencimentos a partir de 2024, para considerar os financiamentos ativos. Esses dados foram cruzados com os registros de focos de calor detectados pelo satélite NOAA-21 e disponibilizados pelo Inpe (registros entre 1º de julho e 26 de agosto). As mesmas áreas do CAR foram cruzadas com os registros de embargos do Ibama.

Fonte: InfoAmazônia e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 07/09/2024/05:30:38

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Pará tem 9 das 15 unidades de conservação mais destruídas pelo garimpo na Amazônia

Garimpo ilegal no Parque Nacional dos Campos Amazônicos, tirada no dia 30/07/2024. — Foto: Marizilda Cruppe/Greenpeace Brasil

Estudo do Greenpeace expõe que atividade ilegal extrapola terras indígenas e ameaça o patrimônio natural do país.

Nove das 15 Unidades de Conservação (UCs) na Amazônia mais devastadas pelo garimpo estão no Pará. É o que mostra um levantamento do Greenpeace Brasil divulgado nesta quinta-feira (5).

O estudo revela que a atividade ilegal extrapola as terras indígenas e ameaça o patrimônio natural do país, que são as UCs.

A ação garimpeira foi identificada em unidades de conservação da Amazônia nos estados do Amapá, Amazonas e no Pará.

Foram 13,4 mil hectares destruídos nas 15 UCs- é praticamente 80 vezes o tamanho do Parque Ibirapuera, em São Paulo.

Segundo a ONG Greenpeace, o alerta não é apenas para as Terras Indígenas que já são atingidas pelo garimpo, mas também as unidades de conservação.

“O enfraquecimento da fiscalização, afrouxamento de leis ambientais e aumento do preço do ouro no mercado externo fizeram com que a atividade crescesse exponencialmente, piorando um cenário que já era muito complexo no bioma”, explica Jorge Eduardo Dantas, porta-voz da frente de Povos Indígenas do Greenpeace Brasil.

Ao g1, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) alegou que houve queda de 31% das áreas abertas para garimpo na Amazônia em 2023 na comparação com 2022, segundo dados do Brasil Mais, da Polícia Federal. “De janeiro a junho de 2024, houve nova queda de 20% em relação ao primeiro semestre de 2023”, pontuou. Veja a nota completa ao final desta reportagem.

Unidades de conservação em alerta

A UC mais desmatadas foi a Floresta Nacional do Amanã, na divisa entre o Amazonas e o Pará, abrangendo os municípios de Maués (AM), Itaituba (PA) e Jacareacanga (PA).

A área foi responsável por quase a metade de toda a devastação registrada na região – 6,8 mil hectares de garimpo.

“Amanã” é um termo de origem indígena que significa “água que vem do céu”. O rio, de mesmo nome, possui 156 quilômetros. Um terço disso já foi afetado pelo garimpo, segundo o Greenpeace.

Confira a lista e gráfico das UCs mais afetadas pelo garimpo:

Floresta Nacional do Amanã (PA)

Floresta Nacional do Urupadi (AM)

Floresta Nacional do Crepori (PA)

Parque Nacional do Jamanxin (PA)

Floresta Nacional de Altamira (PA)

Floresta Nacional do Jamari (PA)

Estação Ecológica do Alto Maués (AM)

Parque Nacional do Juruena (AM/MT)

Floresta Nacional de Itaituba (PA)

Parque Nacional do Mapinguari (AM)

Parque Nacional dos Campos Amazônicos (AM)

Floresta Nacional de Itaituba II (PA)

Floresta Estadual do Amapá (AP)

Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio (PA)

Floresta Nacional do Trairão (PA)

Unidades de Conservação mais afetadas pelo garimpo ilegal na Amazônia

Nove são no estado do Pará.

Como o estudo foi feito

De acordo com o Greenpeace, a análise excluiu a categoria Área de Proteção Ambiental (APA), considerando garimpo ilegal toda extração mineral dentro de Unidades de Proteção Integral e de Uso Sustentável, que não possuísse autorização no plano de manejo.

A análise foi realizada utilizando imagens de satélite , além de alertas do Papa Alpha, uma ferramenta própria do Greenpeace, que utiliza sensores.

Foram também realizados sobrevoos em dois parques nacionais para registrar as atividades ilegais.

O que são UCs

As Unidades de Conservação são áreas protegidas, estabelecidas pelo Poder Público, com objetivo de proteger a biodiversidade, recursos naturais e ecossistemas brasileiros.

As UCs, como são chamadas, têm papel na mitigação dos impactos causados pela crise climática e na educação ambiental.

Junto às Terras Indígenas e Territórios Quilombolas, as UCs são ferramentas de conservação da natureza, de manutenção da vida de povos e comunidades tradicionais e enfrentamento da emergência climática.

O que diz o Ministério de Meio Ambiente

Segundo o MMA, houve queda de 31% das áreas abertas para garimpo na Amazônia em 2023 na comparação com 2022, segundo dados do Brasil Mais, da Polícia Federal. “De janeiro a junho de 2024, houve nova queda de 20% em relação ao primeiro semestre de 2023”, pontuou.

O Ministério informou ainda que os dados coincidem com a queda de 45,7% da área sob alertas de desmatamento na Amazônia de agosto de 2023 a julho de 2024, a maior queda proporcional já registrada para o período, segundo dados do sistema Deter-B, do Inpe.

“Outras medidas incluem a implementação da nota fiscal do ouro como ativo financeiro para combater o garimpo e o aumento da articulação entre MMA e MJSP. Equipes técnicas do MMA auxiliam em processos investigativos, com levantamento de dados e ações de inteligência relacionados ao garimpo ilegal.

MMA e Ibama participam também do Projeto Rede de Monitoramento Ambiental, que começou na TI Yanomami e no Alto Amazonas, e avalia a presença de substâncias químicas, incluindo mercúrio, nos rios da Bacia Amazônica.

O combate ao garimpo está incluído no Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), lançado em 5 de junho de 2023. Linhas de ação incluem ampliação das atividades de inteligência para identificar mecanismos de financiamento e maior controle sobre a cadeia produtiva, com integração de ações de investigação criminal e ações de fiscalização minerária, fiscal, financeira e ambiental”, completou.

Fonte: g1 PA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 06/09/2024/09:40:45

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Dia da Amazônia: do menor macaco do mundo à árvore mais alta do Brasil, conheça espécies curiosas da floresta

Foto: Reprodução | Do peixe que amedronta os amazônidas à árvore mais alta do Brasil, a biodiversidade da região mistura vida e imaginário popular.

Nesta quinta-feira (5), é celebrado o Dia da Amazônia. A ocasião propõe uma reflexão sobre a importância de se preservar a maior floresta tropical do mundo. Com um território de 6,7 milhões de Km² que se estende por oito países (Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela), a Amazônia representa um universo de vidas que despertam o interesse global sobre a região.

A região é um santuário de biodiversidade, com espécies de plantas, peixes, aves, mamíferos, répteis, anfíbios e insetos. Por isso, é necessário conhecer um pouco mais sobre a fauna e a flora amazônica.

Em alusão ao Dia da Amazônia, o g1 Pará preparou uma lista com as curiosidades inusitadas sobre a biodiversidade que é encontrada somente na região. Confira:

Periquitamboia ou cobra-papagaio

Periquitamboia ou cobra papagaio tem hábitos noturnos — Foto: Divulgação/Centro Amazônico de Herpetologia
Periquitamboia ou cobra papagaio tem hábitos noturnos — Foto: Divulgação/Centro Amazônico de Herpetologia

É uma das atrações, digamos assim, do Centro Amazônico de Herpetologia, em Benevides, Região Metropolitana de Belém. Esta espécie de serpente (Corallus batesii) é da mesma família da jiboia, nasce nas cores vermelho e alaranjado. Segundo a responsável técnica do espaço, Milena Almeida, a cobra-papagaio passa adquirir uma coloração verde a partir do 6º mês. O animal vive na copa das árvores, não é venenosa e mata as presas por constrição.

Visitas guiadas ao Centro Amazônico de Herpetologia permite conheces espécies da região — Foto: Divulgação/Centro Amazônico de Herpetologia
Visitas guiadas ao Centro Amazônico de Herpetologia permite conheces espécies da região — Foto: Divulgação/Centro Amazônico de Herpetologia

O parque mantém dezenas de espécies de répteis e outros animais silvestres que podem ser conhecidos em visitas guiadas.

Jacarerana

Lagarto encontrado na Amazônia lembra filhote de jacaré — Foto: Divulgação / Centro Amazônico de Herpetologia
Lagarto encontrado na Amazônia lembra filhote de jacaré — Foto: Divulgação / Centro Amazônico de Herpetologia

Lagarto semiaquático que é encontrado na Amazônia. O jacarerana (Crocodilurus amazonicus) habita rios e igarapés e seu nado se assemelha ao de jacarés – o que faz muita gente confundir estes animais com filhotes de jacarés.

Um dos primeiros registros de reprodução desta espécie em cativeiro foi no Centro Amazônico de Herpetologia.

Mata-mata ou matamatá

Milene Almeida mostra os cágados matamatá que vivem no parque — Foto: Divulgação/Centro Amazônico de Herpetologia
Milene Almeida mostra os cágados matamatá que vivem no parque — Foto: Divulgação/Centro Amazônico de Herpetologia

Outra espécie curiosa e endêmica da Amazônica é o réptil conhecido como mata-mata (Chelus fimbriatus). É um cágado encontrado em igarapés e na lama, que tem uma aparência que lembra dinossauro. Coloca somente a ponta do nariz para fora d’água e o formato se assemelha um pedaço de madeira.

Sucuri-verde

Bonita, sucuri usada no remake da novela Pantanal da TV Globo — Foto: Reprodução
Bonita, sucuri usada no remake da novela Pantanal da TV Globo — Foto: Reprodução

Uma curiosidade sobre o Centro Amazônico de Herpetologia é que foi de lá que se utilizou a cobra sucuri-verde (Eunectes murinus) ‘Bonita’, que estrelou o remake da novela Pantanal, em 2022.

A sucuri é uma das maiores cobras existentes no Brasil e na Amazônia ela figura no imaginário popular.

Candiru

Candiru-verdadeiro se alimenta de sangue do hospedeiro — Foto: Reprodução / Pinterest
Candiru-verdadeiro se alimenta de sangue do hospedeiro — Foto: Reprodução / Pinterest

Por falar em imaginário popular, um pequeno peixe é o ‘terror’ de quem mora na Amazônia e evitar tomar banho em rios e igarapés. O candiru (Vandellia cirrhosa) que tem capacidade para entrar em orifícios humanos e usa espinhos para se fixar dentro do corpo humano. Se alimenta de sangue.

Poraquê

Poraquê é o conhecido peixe-elétrico que habita os rios da Amazônia — Foto: Leandro Sousa/Acervo Pessoal
Poraquê é o conhecido peixe-elétrico que habita os rios da Amazônia — Foto: Leandro Sousa/Acervo Pessoal

Por falar em peixes, o poraquê (Electrophorus electricus) também conhecido como o peixe-elétrico é uma das espécies mais emblemáticas da fauna brasileira, em especial na Amazônia. Não tem escamas e o corpo tem formato semelhante ao de uma enguia. Pode chegar até 2,5 metros de comprimento. Ele emite uma descarga elétrica que pode matar um ser humano.

Árvore mais alta do Brasil está na Amazônia

Angelim-vermelho

Angelim-vermelho de 88,5m de altura está localizado na Flota Paru — Foto: Ideflor-Bio / Divulgação
Angelim-vermelho de 88,5m de altura está localizado na Flota Paru — Foto: Ideflor-Bio / Divulgação

É na Amazônia que está a árvore mais alta do Brasil. Trata-se de um angelim-vermelho (Dinizia excelsa) de 88,5 metros de altura encontrado na Floresta Estadual do Paru, no estado do Pará. Para se ter ideia, a altura do vegetal equivale a um prédio de 30 andares. A espécie está ameaçada de extinção.

Castanha-do-Pará

Castanheira — Foto: Agência Pará/Divulgação
Castanheira — Foto: Agência Pará/Divulgação

Embora alguns tentem chamar o frute de ‘castanha-do-Brasil’, a castanheira-do-Pará (Bertholletia excelsa) é outra gigante encontrada na Amazônia. Esta árvore pode alcançar 60 metros de altura e o fruto tem elevado poder nutricional. A castanha também é utilizada na produção de remédios naturais e cosméticos.

Seringueiras

Você sabia que existe uma árvore que produz borracha? Esta espécie de vegetal está diretamente ligada à história de diversas cidades da Amazônia, principalmente Belém, que sofreu um grande e rápido processo de urbanização no período do Ciclo da Borracha. É da seringueira (Hevea brasiliensis) que se extrai o látex, matéria-prima para a produção de borracha.

Flor de Carajás

Flor de Carajás é uma espécie endêmica e está ameaçada de extinção — Foto: Reprodução
Flor de Carajás é uma espécie endêmica e está ameaçada de extinção — Foto: Reprodução

A Flor de Carajás (Ipomoea cavalcantei) se tornou símbolo oficial de Parauapebas, no sudeste paraense, por meio de uma lei municipal. Encontrada somente na Floresta Nacional de Carajás, está classificada como ‘em perigo’ de extinção na Lista vermelha Oficial do Brasil.

Onça-pintada

Onça-pintada — Foto: Museu Emilio Goeldi
Onça-pintada — Foto: Museu Emilio Goeldi

Por falar na Flona de Carajás, o espaço é lar das onças-pintadas (Panthera onca). Estes felinos são encontrados em diversos biomas, porém os que vivem na Amazônia tendem a ser menores que são encontrados no Pantanal.

Jacaré-açu

Antônio Messias Costa, veterinário do Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, ao lado de Alcino — Foto: Museu Emilio Goeldi
Antônio Messias Costa, veterinário do Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, ao lado de Alcino — Foto: Museu Emilio Goeldi

O jacaré-açu (Melanosuchus niger) é um animal endêmico da América do Sul e habita principalmente na Bacia Amazônica. Cerca de 70% da população destes animais está na Amazônia. Inclusive, um deles era atração no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, o Alcino, que morreu em 2021, com 70 anos de idade.

Menor macaco do mundo

Sagui-pigmeu

Sagui-pigmeu é a menor espécie de macaco e é encontrado na Amazônia — Foto: Reprodução
Sagui-pigmeu é a menor espécie de macaco e é encontrado na Amazônia — Foto: Reprodução

É na floresta amazônica que vive o menor macaco do mundo: o sagui-pigmeu (Cebuella pygmaea), que cresce no máximo 15 centímetros (contado com a cauda) e pesar aproximadamente 100 gramas. Ele é encontrado no Brasil, Colômbia, Equador e Peru e Equador.

Fonte: G1 PA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/09/2024/13:45:27

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