Ex-BBB conta casos criminais marcantes ocorridos na Amazônia e alcança milhões de visualizações

Casos ocorreram décadas atrás, mas repercussão continua. — Foto: Reprodução / TV Mirante / Cristino Martins

Mirla Prado conta detalhes dos casos no seu canal de ‘true crime’, o ‘Fatos Sinistros’, repercutindo os desdobramentos das investigações para o mundo inteiro.

Casos de crime reais que ocorreram no Pará e marcaram a história do estado e do Brasil ao longo das últimas décadas são temas centrais de vídeos que vêm alcançando milhões de visualizações na internet.

Um deles é intitulado como “o caso mais macabro do Brasil”, que conta detalhes sobre o “Emasculados de Altamira”, conhecido como a ocorrência mais longa e emblemática a ser julgada pelo judiciário paraense. Outro vídeo traz detalhes sobre a condenação de um homem a 104 anos de prisão por matar três crianças próximo à central de abastecimento de Belém, entre 2006 e 2007.

Quem conta estas histórias é a criadora de conteúdo e advogada Mirla Araújo, de 42 anos. Ela foi a segunda paraense a participar do Big Brother Brasil (BBB), na edição de 2009. Há 3 anos, ela comanda o canal de true crime (crimes reais) “Fatos Sinistros”, um dos maiores do gênero no Brasil, com mais de 600 mil inscritos.

“Sempre busco casos do Pará para trazer maior visibilidade aos acontecimentos daqui. Podemos ver que há pouca importância dada aos crimes que ocorreram fora do eixo sul-sudeste. A sensação é de como se as nossas vidas valessem menos”, contou Mirla ao g1 sobre a motivação para produzir os vídeos.

Mirla também participa do canal 'Você Sabia', um dos maiores do Brasil, compartilhando conteúdos do gênero 'true crime'. — Foto: Reprodução
Mirla também participa do canal ‘Você Sabia’, um dos maiores do Brasil, compartilhando conteúdos do gênero ‘true crime’. — Foto: Reprodução

‘Emasculados de Altamira’

Os crimes deste caso ocorreram na cidade de Altamira, a 777 km de Belém, entre os anos de 1989 e 1993. As vítimas eram 19 meninos pobres, com idades entre 8 e 14 anos. Destes, cinco corpos nunca foram encontrados, três sobreviveram, mas foram mutilados, e 11 foram assassinados e tiveram os órgãos sexuais retirados.

Césio Flávio Caldas Brandão — Foto: Cristino Martins / Amazônia Jornal
Césio Flávio Caldas Brandão — Foto: Cristino Martins / Amazônia Jornal

Em 2003, quatro pessoas foram levadas a julgamento acusadas pelas mortes e pelas tentativas de assassinato, que também ocorreram no Maranhão na mesma época.

“Este caso tem quase 2 milhões de visualizações e me surpreendeu ver que a maioria das pessoas não o conhecia.

Segundo documentos da investigação, os homicídios tinham relação com rituais da seita Lineamento Universal Superior (LUS), liderada por Valentina Andrade. Entre os participantes da seita, estavam os médicos Anísio Ferreira de Souza e Césio Flávio Caldas Brandão, que seriam os responsáveis por emascular as vítimas (retirar os órgãos sexuais).

Valentina de Andrade foi absolvida no caso dos 'Emasculados de Altamira', no Pará. — Foto: Ary Souza /O Liberal
Valentina de Andrade foi absolvida no caso dos ‘Emasculados de Altamira’, no Pará. — Foto: Ary Souza /O Liberal

Valentina Andrade foi absolvida em dezembro de 2003 por falta de provas, e o processo acabou prescrito por ela ter mais 70 anos. Já o médico Anísio de Souza foi condenado a 77 anos, e Césio Brandão foi condenado a 56 anos. Ambos estão presos. Desde então, o médico capixaba Césio luta na Justiça para prova a inocência.

Além deles, o ex-policial militar Carlos Alberto Lima, também apontado como envolvido, foi condenado a 35 anos de prisão. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que ele não está mais sob custódia.

Serial killer Francisco das Chagas

Outra linha de investigação aponta para Francisco das Chagas Rodrigues de Brito, acusado de matar e mutilar 42 meninos entre os anos de 1989 e 2004. O mecânico respondeu por 30 mortes no Maranhão e mais 12 no Pará, onde viveu por quatro anos.

Francisco das Chagas, acusado de matar 42 crianças — Foto: Reproduçao/TV Mirante
Francisco das Chagas, acusado de matar 42 crianças — Foto: Reproduçao/TV Mirante

‘Maníaco da Ceasa’

Estrada que leva à Ceasa tem matagal ao redor. — Foto: Reprodução / TV Liberal
Estrada que leva à Ceasa tem matagal ao redor. — Foto: Reprodução / TV Liberal

André Barbosa ficou conhecido como ‘Maníaco da Ceasa’ ao ser acusado e condenado a 104 anos de prisão pela morte de três meninos nas proximidades da central de abastecimento de Belém, entre 2006 e 2007.

À época, a Justiça considerou o réu culpado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação e desrespeito de cadáver, além de atentado violento ao pudor.

André Barbosa. — Foto: Reprodução / O Liberal
André Barbosa. — Foto: Reprodução / O Liberal

‘André era um morador do Guamá (bairro de Belém) e conhecia as famílias (das vítimas). Ele chegou a consolar algumas delas e ajudar nas buscas. Ele era frequentador da lan house que os meninos frequentavam. Ele dava um jeito de abordar as vítimas e ganhar a confiança delas”, contou Mirla.

Durante o julgamento, a promotora de Justiça Rosana Cordovil, da acusação, disse que não havia dúvidas sobre a autoria dos crimes. Em junho 2023, a Justiça do Pará determinou que André fosse solto. O g1 questionou a decisão e se ela se mantém, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

“As pessoas se interessam sim em saber o que aconteceu em outros lugares, fora do eixo. A internet abriu (oportunidades) para que elas tenham mais acesso a saber outras realidades”, finalizou a youtuber.

Fonte:   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/11/2024/08:02:49

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Acidente na Transamazônica deixa motorista ferido no Pará

Foto: Reprodução | A vítima foi identificada como Maicon Amanço Basílio, natural de Altamira, sudoeste.

Um acidente de trânsito mobilizou socorristas e populares na rodovia Transamazônica (BR-230), em uma ladeira localizada no km 110, no município de Medicilândia, sudoeste do Pará. Na última sexta-feira (01), por volta das 8h45, uma caçamba colidiu com a traseira de um caminhão, a caçamba ficou com a frente completamente destruída, deixando o motorista ferido e preso nas ferragens.

A vítima foi identificada como Maicon Amanço Basílio, natural de Altamira, sudoeste. Após o impacto, Maicon ficou preso na cabine do veículo, mas foi rapidamente socorrido por populares que, de forma organizada, conseguiram retirá-lo do veículo antes da chegada das equipes de resgate.

Logo após o resgate, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) chegou ao local para prestar os primeiros socorros e encaminhou o motorista ao Hospital Municipal de Medicilândia.

De acordo com informações apuradas, Maicon passou por um exame de raio-x que não detectou fraturas, mas ele ainda relatava fortes dores na perna. Por recomendação médica, ele será transferido para Altamira, onde deve realizar uma tomografia e continuar o tratamento.

Fonte: Confirma Notícia e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 04/11/2024/14:58:31

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Produtores da Amazônia rechaçam rótulo de vilões e querem voz e assento na COP30

Fazenda da pecuarista Maria Augusta da Silva Neta em Altamira, no Pará. Ao fundo, área de floresta derrubada pelo antigo proprietário, às margens de igarapé, agora em regeneração.| Foto: Divulgação/Acervo pessoal/Maria Augusta da Silva Neta

O mesmo país que nos anos 1970 e 1980 incentivou milhares de pessoas a se mudarem para a Amazônia, com o slogan “integrar para não entregar”, hoje trata muitos daqueles pioneiros e seus descendentes como foras-da-lei e indesejáveis.

Sentindo-se cada vez mais preteridos nos debates sobre a ocupação sustentável da Amazônia Legal, agropecuaristas decidiram criar o movimento Produtores Rurais Independentes da Amazônia. Dentre as prioridades do grupo está garantir assento e voz na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) do ano que vem, em Belém do Pará. Um dos líderes da associação é o advogado e produtor rural Vinícius Borba, natural de Goiás, que migrou com os pais para Araguaína  aos seis anos.

“Próximo a essa COP, nós vamos realizar a COP do Agro. Seja em Belém ou em Marabá, vamos fazer um grande evento e uma carta de intenções em que pediremos a preservação ambiental, mas equilibrando as regras. Se essa proposta não for aceita, vamos ajuntar milhares de pessoas de chapéu e botina lá na porta da COP em Belém, para manifestar e mostrar nossa cara”, garante Borba.

Grupo de produtores da Amazônia tem mais liberdade para “bater de frente”

A criação de uma associação independente de produtores da Amazônia mobiliza alguns líderes já ligados a instituições tradicionais, como as federações de agricultura e sindicatos do sistema CNA. Contudo, Maria Augusta da Silva Neta, presidente do Sindicato Rural de Altamira e diretora da Associação de Pecuaristas do Pará (Acripará), diz que o novo movimento terá mais liberdade de atuação.

“As grandes federações não podem bater de frente, não podem apresentar demandas mais acirradas, devido a questões políticas. E esse é um momento importante dado o comprometimento do estado com a questão ambiental”, diz a produtora.

“Temos um governador [Hélder Barbalho, MDB] que se comprometeu a estar com o gado rastreado até o final de 2025. A gente entende que essa data é impossível, porque o estado encontra-se travado na questão ambiental e fundiária. Os governos pulam essas etapas e querem implantar a rastreabilidade sem cumprir o dever de casa”, acrescenta.

Há 40 anos, produtores eram multados por não abrirem suas áreas e por deixarem de cumprir a função social da terra. De lá para cá, a situação se inverteu. Hoje qualquer conversão para uso agropecuário, mesmo dentro do limite legal de 20% da propriedade, é passível de multa e embargo da produção caso não tenha havido licença específica para desmatamento.

Essas licenças, contudo, são raras e difíceis de obter, porque a maioria dos produtores não tem o título de suas terras. Assim, sem titulação dos imóveis rurais, a própria ideia de rastreabilidade de todo o gado paraense até 2026 estaria comprometida.

Rastreabilidade esbarra na falta de titulação das propriedades

“Eu sou a favor da rastreabilidade de uma outra maneira. Porque eu estou fazendo certo, criando um boi na Amazônia, preservando 80% da minha propriedade. Então, se estou fazendo correto, o meu gado tem que ter um custo diferenciado. O cara que está fazendo tudo errado, tem que se enquadrar, não pode ser assim. Como não sabemos quem está na terra, o governo vai prejudicar onde consegue chegar, que é quem está tentando fazer o correto”, diz Maria Augusta.

Sem avanço na regularização fundiária, mantém-se um círculo vicioso em que nem sequer os assentados da reforma agrária têm direito à propriedade. O deputado Alexandre Guimarães (Republicanos-TO) aponta que do total de 9.469 assentamentos feitos na Amazônia desde 1970, apenas 5% foram consolidados. E somente 6% das famílias receberam título definitivo da terra.

As tentativas de legalização e regularização enfrentam forte oposição de viés esquerdista, que classifica tudo como “projetos de grilagem”. A não titulação está associada à falta de estrutura dos governos para analisar milhares de processos já georreferenciados. Em muitos casos, essa morosidade também envolve receio dos servidores públicos de reconhecer a titularidade de uma área e, depois, serem responsabilizados por haver sobreposição.

Dessa forma, em muitas áreas não regularizadas, persiste uma zona cinzenta, de insegurança jurídica, em que a ausência do Estado e do ordenamento da posse da terra favorece a ação, por vezes violenta, de grileiros e invasores.

Vinícius Borba, advogado e produtor rural, lidera associação independente de agricultores da Amazônia.| Divulgação/Acervo pessoal/Vinicius Borba
Vinícius Borba, advogado e produtor rural, lidera associação independente de agricultores da Amazônia.| Divulgação/Acervo pessoal/Vinicius Borba

Dificuldade para licenças de supressão de vegetação nativa

“Não defendemos criminosos. Quem desmata de forma criminosa, por especulação imobiliária, não faz parte do nosso meio. Quem faz parte do nosso meio é aquele cara que é errado, sim, porque desmatou sem uma licença. Mas onde é que vai conseguir uma licença?”, questiona Vinícius Borba.

Quando o Código Florestal foi aprovado, em 2012, as regras para regularização dos passivos ambientais retroagiam a 2008. Dali para frente, os governos teriam que validar o Cadastro Ambiental Rural dos produtores e o Plano de Regularização Ambiental, para aqueles que tivessem áreas a ser recuperadas. Mas nenhum estado da federação conseguiu concluir essas etapas até hoje.

Isso estaria agravando a insegurança jurídica e os conflitos agrários na Amazônia. Para Borba, é impossível haver solução ambiental enquanto não for resolvida a regularização fundiária, ou seja, a efetivação da posse da terra. “Pega essas propriedades, no estágio que está de ocupação, de antropização, aceita do jeito que está e dá escritura para esse cara. Por que daí você vai vincular a um CPF”, defende.

Regularização fundiária ajudaria a separar o joio do trigo

A situação seria comparável à de um carro regularizado e outro sem documento. “Quando a pessoa vai cometer um crime, ela vai no outro carro, porque o nome dela não está lá. Então, vincula o CPF, dá o título, resolve a questão ambiental. Feito isso, você consegue separar o joio do trigo. Aí quem insistiu em desmatar, você pode colocar pena de prisão para ele, porque é minoria”, diz Borba.

Ele reconhece, contudo, que há fortes interesses para impedir que essa pauta avance. “Por que não vão fazer? Você concorda comigo que existe uma galinha de ovos de ouro, e se eu fizer isso eu mato ela? Por que se eu der documento para todo mundo da Amazônia, igual no Sul e Sudeste, como é que as ONGs e a Marina Silva vão falar que invasores e grileiros estão desmatando a Amazônia?”, indaga.

Para utilizar livremente áreas antropizadas (abertas) antes de 2008, e terem direito a crédito bancário e acesso a políticas públicas, os produtores precisam passar pela validação do CAR e pela adesão ao PRA.

Painel prova interesse dos produtores da Amazônia – e lentidão do governo – na regularização das terras

Uma prova de que são os governos – e não os produtores – que impedem o avanço da regularização ambiental e fundiária está em um painel interativo lançado pelo Serviço Florestal Brasileiro, no mês passado.

Nos dados gerais da Amazônia, o painel mostra que 592 mil propriedades (64,7% do total) manifestaram formalmente o interesse em aderir ao Programa de Regularização Ambiental (PRA). Os governos estaduais, contudo, conseguiram concluir menos de 10% das análises solicitadas, ou 58.647 cadastros. Sem PRA, os produtores não conseguem licença para suas atividades. E levam multas a cada supressão de área vegetal, mesmo nos limites do Código Florestal.

“O governo vai multando, multando e multando, mas não desembarga e nem analisa os processos. Hoje, teoricamente, todas essas propriedades vão sair do mercado formal pelo Termo de Ajuste de Conduta da Carne”, alerta Borba.

Painel de Regularização Ambiental do Serviço Florestal Brasileiro - Dados Gerais para a Amazônia| Reprodução / Painel de Regularização Ambiental
Painel de Regularização Ambiental do Serviço Florestal Brasileiro – Dados Gerais para a Amazônia| Reprodução / Painel de Regularização Ambiental

O TAC da Carne, citado pelo produtor, acaba de completar 15 anos e teve suas regras atualizadas pelo Ministério Público Federal, visando asfixiar frigoríficos não participantes, por meio de intensificação de auditorias e fiscalizações do Ibama e da Secretaria do Meio Ambiente.

Quase todo pequeno produtor da Amazônia tem pendência ambiental
Para Roberto Barbosa, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Tucuruí (PA), essa rastreabilidade forçada vai “matar” os pequenos pecuaristas da Amazônia.

Quase todos teriam alguma pendência ambiental, seja por queimada ou corte raso; por sobreposição de área com reserva ecológica, área indígena, APA ou reserva extrativista; ou então por algum embargo do Ibama.

“Se ele rastrear o gado, ele está morto. É o que vai acontecer, porque 90% dos produtores têm esse problema, eles não têm regularização fundiária. Como vão rastrear o gado? Não vão ter condições de vender um bezerro para ninguém. E o grande produtor, que compra do pequeno e do médio, não vai poder comprar dele também. É outro que vai sair do mapa. Isso acontece porque não há interesse em resolver o problema ambiental e nem a regularização fundiária”, assegura Barbosa.

Governo acelera novas unidades de conservação, sem resolver passivos

Ao mesmo tempo em que o processo de regularização fundiária e ambiental se arrasta, o governo federal é célere em destinar novas áreas para reservas indígenas e unidade de conservação. Com frequência, se sobrepondo a terras onde famílias de agricultores estão estabelecidas há décadas. O governo Lula criou oito novas unidades de conservação em 17 meses, sem que se resolvam os impasses com antigos ocupantes.

É o caso da Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, criada em 2006, e que abrange 51 milhões de hectares, 28 terras indígenas, 18 unidades de conservação e mais de 60 municípios do Pará e de Mato Grosso. Até hoje a área não tem um Plano de Manejo, Uso e Zoneamento, que deveria ter sido criado em no máximo cinco anos após sua criação.

“Titulação, lá, é minoria que tem. Então, mesmo dentro de uma APA, que prevê a ocupação, que determina a titulação, não existe título. Quando eu vou para o órgão ambiental pedir a licença de desmatamento, o primeiro documento que eles pedem é o plano de manejo e o título”, diz Borba, advogado líder do movimento dos produtores da Amazônia.

Decreto contra queimadas aumenta dificuldades

Sem conseguir separar o joio do trigo, os governos acabam tomando medidas restritivas que aumentam as dificuldades dos produtores. É o caso recente de um decreto do governo do Pará que proíbe a realização de qualquer queimada.

Produtores reclamam de ter de correr para apagar fogo ateado por criminosos, e ainda provar que não tiveram nada a ver com o crime. Por outro lado, há áreas que estão sendo convertidas da pecuária para a agricultura, em que os agricultores precisam queimar o material enleirado (tocos e restos de vegetação), mas não conseguem licença para isso.

A restrição impede, assim, a conversão de pastagens degradadas para cultivo agrícola, um dos projetos de sustentabilidade estimulados pelo próprio governo federal.

Produtores da Amazônia se mobilizam por WhatsApp e levantam recursos para esclarecer população

Mobilizados em grupos de Whatsapp, os produtores da Amazônia levantam recursos para fazer campanhas de esclarecimento à população e para se articularem com vistas à COP 30.

Eles afirmam que não querem ficar apenas como plateia, assistindo às iniciativas dos governos de ampliar áreas protegidas e de reservas indígenas, sem resolver os problemas dos moradores locais.

“Não vamos aceitar o governo empurrar as coisas goela abaixo, e nós ficarmos aqui calados. Pode ter certeza que novas áreas vão ser definidas, novas reservas vão ser criadas após essa COP 30″, diz Barbosa, do Sindicato Rural de Tucuruí.

“Nós queremos ser ouvidos pelo Brasil, porque hoje os produtores rurais da região amazônica são tratados como vilões. Como se fôssemos os maiores destruidores da floresta, como se não respeitássemos as leis ambientais, como se não produzíssemos sem degradar o meio ambiente”, queixa-se o produtor.

A Gazeta do Povo entrou em contato com a assessoria de comunicação do Governo do Pará para obter seu posicionamento a respeito das críticas dos produtores rurais. Não houve retorno até a publicação desta reportagem, mas o espaço segue aberto.

Contatado, o Ministério Público Federal do Pará enviou nota afirmando que “não procede o argumento de que sem a regularização fundiária os produtores não conseguem resolver passivos ambientais”.

Veja, abaixo, a íntegra da nota do MPF

Não procede o argumento de que sem a regularização fundiária os produtores não conseguem resolver passivos ambientais. Já existe programa de regularização ambiental, previsto desde o Código Florestal e na legislação infralegal.

No Pará, o programa de regularização ambiental é conduzido pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). Todos os Estados têm o mesmo programa, que é obrigatório para a regularização de passivos ambientais.

O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) da Carne Legal foi lançado em 2009. Portanto, já faz 15 anos que existe a possibilidade da regularização ambiental necessária para adequação ao TAC. Nesse período, a maioria dos produtores que buscou a regularização já conseguiu ser atendida.

Além disso, é importante lembrar que o novo Código Florestal facilitou a regularização de desmatamentos ilegais ocorridos até 22 de julho de 2008. Portanto, os produtores que hoje não estão aptos a atuar no mercado, conforme as regras do TAC da Carne Legal, são os que cometeram desmatamento ilegal recentemente ou que ocuparam área pública e não querem cumprir a legislação. Destacamos que o TAC da Carne Legal nada mais faz que exigir o cumprimento das leis.

Por fim, é importante registrar que, para facilitar ainda mais a reinserção no mercado de produtores rurais que buscam a regularização, o Ministério Público Federal (MPF) e a Associação dos Criadores do Pará (Acripará) previram, em Termo de Cooperação Técnica assinado em 2020, uma metodologia para a requalificação comercial desses produtores. A novidade foi lançada em agosto de 2024, pelo governo do Pará.

O Programa de Requalificação Comercial possibilita a reinserção de pecuaristas ao mercado, desde que se comprometam a isolar e não utilizar as áreas desflorestadas sem autorização dos órgãos competentes, suspendendo imediatamente as atividades em área desmatada irregularmente após 22 de julho de 2008, em cumprimento ao Código Florestal.

Fazendas registradas e aprovadas no programa receberão certificados de adequação ambiental, que requalificarão os imóveis como aptos para fins comerciais, de acordo com os critérios do Protocolo de Monitoramento de Fornecedores de Gado da Amazônia.”




Desenhos produzidos por estudantes do Pará serão expostos na Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias

A exposição “Cores do Futuro” contará com 23 desenhos produzidos por alunos da rede estadual de ensino do Pará. As ilustrações também farão parte da identidade visual do evento.

Mostrar o olhar diferenciado de crianças e adolescentes da rede estadual de ensino do Pará sobre o futuro da Amazônia, além de reconhecer e valorizar o talento destes paraenses. Este é o objetivo da Exposição “Cores do Futuro”, que acontecerá na 2ª Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias, entre os dias 6 e 8 de novembro, das 13h às 21h, no Hangar Centro de Convenções, em Belém – PA. Clique aqui para mais informações sobre o evento.

Serão expostos 23 desenhos que estampam os materiais didáticos do componente curricular inédito no Brasil de Educação Ambiental, Sustentabilidade e Clima, ofertado pela Secretaria de Estado de Educação do Pará (Seduc). As artes foram escolhidas no concurso “Cores do Futuro” da Seduc em 2023 e 2024. Os visitantes poderão contemplar desenhos inspirados em temas como a educação ambiental, projeto de vida, sustentabilidade e clima. Além disso, poderão ouvir dos seus criadores qual foi a inspiração para a criação artística em uma ativação com o depoimento de cada um dos artistas da rede estadual.

Desenhos/Alunos conferência (Divulgação)
Desenhos/Alunos conferência (Divulgação)

Além da exposição, os desenhos serão utilizados na identidade visual e em materiais para os participantes do evento, como bolsas e cadernos. “Ficamos encantados com o talento dessas crianças e adolescentes. Eles conseguiram transmitir por meio da arte a importância da Amazônia para a humanidade e que o futuro da região depende diretamente das nossas ações”, afirmou o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Raul Jungmann.

Sobre o Concurso

Em uma iniciativa inédita no estado do Pará, a Seduc realiza, desde 2023, concurso de desenhos direcionados para que os estudantes ilustrem os projetos gráficos da Seduc, como os livros didáticos do componente curricular de Educação Ambiental, Sustentabilidade e Clima, Prepara Pará, além dos materiais do Programa Alfabetiza Pará. Desde então já foram realizadas 3 edições, o concurso “Prepara COP30” e duas edições do “Cores do Futuro”, sendo selecionados 31 desenhos em 2023 e 37 em 2024. A iniciativa marca o retorno da oferta de material didático próprio e regionalizado pela Seduc, além de potencializar os talentos, a aprendizagem e protagonismo juvenil dos estudantes paraenses.

“Contar com materiais didáticos regionalizados é fundamental para o desenvolvimento pedagógico dos nossos estudantes, porque é a partir de exemplos relacionados à cultura local, à vegetação, à culinária, aos costumes do próprio povo que nossos estudantes conseguem aprender com maior facilidade os conteúdos apresentados. Ter a participação deles na construção das capas eleva os materiais, gerando maior identificação ao material, além de estimular o talento das nossas crianças e jovens. Participar da Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias é mais uma forma de potencializar a dedicação e os resultados de cada um deles”, observou o secretário de Estado de Educação do Pará, Rossieli Soares.

Serviço:

Segunda edição da Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias

Data: 6 a 8/11/2024

Local: Belém (PA)

Inscrições gratuitas: https://www.amazoniaenovaseconomias.com.br/

Público-alvo: profissionais de setores vinculados às novas economias, gestores públicos, executivos de empresas, profissionais da sustentabilidade e de ESG, gestores e profissionais de organizações da sociedade civil, comunidades de povos ancestrais e originários, negócios de impacto, cooperativas e associações, acadêmicos, ambientalistas, imprensa, público em geral.

Fonte: Ascom/ 2ª Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 02/11/2024/06:36:44

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Caminhonete fica atolada em praia no sudoeste do Pará

Foto: Reprodução | O veículo pertencia a uma empresa privada, e após ele não conseguir tirar o carro da areia, pediu ajuda.

Uma caminhonete ficou atola na manhã da última quarta-feira (30) na praia do Massanori em Altamira, no sudoeste do Pará. Após invadir local proibido e deu trabalho para sair, foi necessário uma retroescavadeira para retirar o veículo da água.

Uma pessoa que preferiu não se identificar relatou “Umas 11 horas, quando deu umas 11h20min eles saíram do local”

O motorista da caminhonete que até o momento não foi identificado, teria chegado na praia ainda pela noite, e passado o período noturno consumindo bebidas alcoólicas. O veículo pertencia a uma empresa privada, e após ele não conseguir tirar o carro da areia, pediu ajuda.

Ainda segundo testemunhas, o condutor retirou os adesivos da caminhonete para não identificar a empresa. Nós não tivemos informações se os funcionários receberam algum tipo de advertência.

A praia do Massanori é bastante frequentada. Mas nessa época de estiagem, os banhistas precisam ficar mais atentos para evitar acidentes. Os comerciantes alertam sobre a proibição de veículos nas partes da praia, para garantir a segurança dos banhistas.

Fonte: Confirma Notícia e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 01/11/2024/14:34:33

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Justiça condena um dos maiores devastadores da Amazônia a pagar indenização por áreas destruídas no Pará

Justiça condena um dos maiores devastadores da Amazônia a pagar indenização por áreas destruídas — Foto: Reprodução/TV Liberal

Antônio José Junqueira Vilela Filho é investigado desde 2016 por diversos crimes, entre eles ambientais. O empresário chegou a destruir 134 hectares, equivalentes a um campo de futebol cada hectare, em Altamira.

Antônio José Junqueira Vilela Filho também é réu em outros processos, decorrentes da Operação Rios Voadores, realizada em 2016.

Na época, a investigação o apontou pelos crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, sonegação de documentos e invasão e desmatamento ilegal de terras públicas.

Segundo o MPF e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama), o empresário foi responsável pelo desmatamento de 330km² de área de floresta, no período de 2012 à 2015. A área desmatada é equivalente ao tamanho da cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

O criminoso atuava junto a uma quadrilha que de acordo com as investigações, movimentou quase R$ 2 bilhões e de prejuízo ambiental acumulou R$ 50 milhões.

Fonte:  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 31/10/2024/13:33:35

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VÍDEO -“Empresária agride atendente de provedor de internet no distrito de Castelo dos Sonhos | PA; “PM intervém para conter confusão”

(Foto: Reprodução/Jornal Folha do Progresso)  – Uma briga foi registrada na manhã desta quarta-feira, 30 de outubro de 2024, em um loja de Internet  em Castelo de Sonhos. Tudo começou por causa de um problema familiar com a mulher e o atendente.

A mulher, como podemos ver nas imagens, discute com o atendente de uma loja de provedor de internet. Sem paciência, tenta agredir o vendedor da loja, que chama a polícia e não revida. A ação foi gravada por pessoas que estavam no local.

Entenda o Caso –  Nesta quarta-feira, 30 de outubro de 2024, um episódio inusitado envolveu uma empresária e o atendente de um provedor de internet, em Castelo dos Sonhos, PA, culminando com a intervenção da Polícia Militar. Em vídeo amplamente compartilhado, a empresária aparece cobrando insistentemente o gerente por um cheque que, segundo ela, foi emprestado e nunca devolvido. Sua filha também se manifesta, reclamando de pertences pessoais – uma bicicleta e brincos de ouro – que segundo ela,  estariam com o atendente. Ele tenta negociar para resolver a situação fora de seu horário de trabalho, mas a mulher insiste em resolver imediatamente, alegando que quando a mãe dela emprestou o cheque a ele, foi feito durante o expediente dela. O desentendimento foi acalmado pela Polícia Militar, que dispersou os envolvidos e restaurou a ordem no local. O incidente de natureza pessoal acabou tomando proporções públicas devido à exaltação das partes envolvidas.

Assista ao vídeo da confusão  abaixo:

https://youtu.be/slpFc9m_lgs

Fonte:  Jornal Folha do Progresso e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 30/10/2024/16:31:58

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Pesquisa destaca potencial das libélulas para impulsionar ecoturismo de base comunitária na Amazônia

(Fotos: acervo da pesquisa)  – Estudo revela como insetos da ordem Odonata podem fomentar a consciência ambiental, contribuir para a conservação da biodiversidade e gerar oportunidades de renda sustentável para as comunidades locais.

Estudo inédito, realizado por uma equipe de cientistas da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), Universidade Federal do Pará (UFPA) e Universidade do Algarve (UAlg), de Portugal, revela que as libélulas, insetos pertencentes à ordem Odonata, podem desempenhar um papel fundamental na promoção do ecoturismo de base comunitária na Amazônia brasileira. Os resultados da pesquisa, publicados na revista Global Ecology and Conservation, destacam a importância do conhecimento ecológico tradicional e da participação comunitária no desenvolvimento de iniciativas de conservação em áreas protegidas na Amazônia.

A pesquisa é detalhada no artigo “Neotropical dragonflies (Insecta: Odonata) as key organisms for promoting community-based ecotourism in a Brazilian Amazon conservation area”, que tem como autores os cientistas Mayerly Alexandra Guerrero-Moreno (Ufopa), Leandro Juen (UFPA), Miguel Puig-Cabrera (UAlg), Maria Alexandra Teodósio (UAlg) e José Max Barbosa Oliveira Junior (Ufopa).

De acordo com os pesquisadores, a incorporação de insetos no ecoturismo aumenta a conscientização sobre sua importância nos ecossistemas. No entanto, a inclusão desse grupo em atividades ecoturísticas ainda é rara, mas com grande potencial. Por isso, táxons emblemáticos, como as libélulas, conhecidas na Amazônia como jacinas, com perfis de alta popularidade, podem fomentar o interesse de públicos de todas as idades em relação a outros invertebrados, o que é vital, dada a atual perda de biodiversidade.

(Fotos: acervo da pesquisa)
(Fotos: acervo da pesquisa)

“As libélulas são vistas como símbolos culturais e ambientais importantes, por isso sua inclusão no ecoturismo de base comunitária pode fortalecer a conexão entre a comunidade, os visitantes e a biodiversidade local”, afirma Mayerly Alexandra Guerrero-Moreno, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Sociedade, Natureza e Desenvolvimento (PPGSND) da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa).

O estudo foi realizado na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, situada na Amazônia brasileira, onde foram entrevistados 415 líderes e moradores indígenas e não indígenas, revelando que 98,55% dos participantes reconhecem esses organismos e atribuem a eles valores estéticos, ambientais, culturais e econômicos. “Esse estudo faz parte do INCT Sínteses da Biodiversidade Amazônica e do PPBIO Amazônia Oriental, que buscam promover essa integração, pois acreditamos que ela seja essencial para a conservação da biodiversidade e para o desenvolvimento sustentável”, afirma Leandro Juen, um dos autores do artigo.

Segundo o estudo, 96,38% dos participantes afirmaram que atividades de ecoturismo atuais não incluem informações sobre invertebrados. Essa lacuna poderia ser preenchida pelo uso das libélulas como atrativos ecoturísticos, dadas suas características chamativas, cores vibrantes e voo elegante. A maioria dos entrevistados manifestou interesse em observar libélulas (99,04%) e participar no desenvolvimento de atividades ecoturísticas com Odonata (89,88%), indicando que sua inclusão no ecoturismo de base comunitária poderia aumentar a conscientização ambiental e proporcionar uma nova fonte de renda para as comunidades da reserva.

A pesquisadora destaca ainda que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) tem o programa Monitora, que avalia a biodiversidade em áreas protegidas, incluindo o uso das libélulas como indicadores ambientais. “Integrar essas iniciativas com o ecoturismo comunitário pode fortalecer a proteção ambiental e a valorização cultural na região”, afirma.

Professor do Instituto de Ciências e Tecnologia das Águas (ICTA) e do PPGSND, ambos da Ufopa, José Max Oliveira Júnior afirma que o ecoturismo de base comunitária, centrado em Odonata, não só tem o potencial de atrair turistas, mas também de promover a participação e o empoderamento de populações indígenas e não indígenas que habitam a reserva. “Esperamos que esta pesquisa sirva como uma ferramenta de diagnóstico essencial para impulsionar o ecoturismo de base comunitária com foco em Odonata em unidades de conservação. São extremamente importantes estudos que buscam alinhar a geração de conhecimento da biodiversidade e a interação com as populações tradicionais, visando à conservação da biodiversidade local, a geração de rendimentos e o empoderamento das comunidades”, afirma.

Para garantir que o ecoturismo com libélulas seja benéfico e sustentável, os pesquisadores enfatizam a necessidade de desenvolver políticas públicas, programas de financiamento e suporte técnico que possibilitem o desenvolvimento dessas iniciativas pelas comunidades locais. A pesquisa aponta ainda que a implementação de programas educacionais e de treinamento é essencial para preparar as comunidades para a gestão dessas atividades, promovendo um turismo sustentável e inclusivo.

Confira o artigo completo (em inglês) aqui: https://doi.org/10.1016/j.gecco.2024.e03230Libélula 1

Fonte:Comunicação/Ufopa, com informações dos pesquisadores e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 30/10/2024/06:08:26

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Colisão entre motocicleta e carreta mata dois jovens na BR-163, em Altamira | PA

A imagem mostra as duas vítimas mortas e a carreta em que elas colidiram. (Foto: Reprodução)

O condutor da carreta alegou que trafegava corretamente em sua mão quando observou a motocicleta, que vinha em sentido contrário, fazendo zigue-zague na pista.

William Silva de Almeida e Maciel Rodrigues Mendes, ambos de 20 anos, morreram em um acidente de trânsito registrado na manhã de domingo (27/10) entre uma motocicleta e uma carreta. O caso aconteceu na BR-163, no distrito de Castelo dos Sonhos, em Altamira, sudoeste do Pará. As duas vítimas ocupavam a moto que bateu contra a carreta.

O condutor do automóvel o qual as vítimas colidiram foi identificado como Vagner Maurício Morais. Segundo o Giro Portal, ele alegou que trafegava corretamente em sua mão quando observou a motocicleta, que vinha em sentido contrário, fazendo zigue-zague na pista, colidindo em seguida com o seu veículo. Com a batida entre os veículos, William e Maciel foram arremessados para fora da pista e morreram no local. Em nota, a Polícia Civil disse  que a Delegacia de Castelo dos Sonhos apura o homicídio.

Além disso, a instituição informou que “o condutor da carreta e uma testemunha foram ouvidos e liberados”. Perícias foram solicitadas para auxiliar na apuração do caso.

Fonte: e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 29/10/2024/09:27:21

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Imazon aponta “Novo Progresso” líder em áreas de floresta degradadas na Amazônia em setembro;Pará tem 57% das áreas de floresta degradadas

Área degradada na Amazônia – (Foto:Reprodução/Imazon)

O Estado do Pará registrou aumento na degradação de suas florestas, concentrando 57% das áreas de floresta degradadas na Amazônia, em setembro de 2024, conforme dados divulgados pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). O levantamento revela um crescimento alarmante: a degradação no Pará saltou de 196 km², em setembro de 2023, para 11.558 km² no mesmo período deste ano – um aumento de quase 60 vezes.

Entre os dez municípios que mais degradaram florestas na Amazônia, sete estão no Pará. Os maiores destaques negativos incluem São Félix do Xingu, que, sozinho, foi responsável por 3.966 km² de áreas degradadas, Ourilândia do Norte (1.547 km²) e Novo Progresso (1.301 km²).imazon-940x1024

Esses números colocam o Pará à frente de Estados que, historicamente, apresentam altos índices de degradação, como Mato Grosso, que representou 25% das áreas degradadas em setembro, Rondônia com 10% e Amazonas com 7%.
Larissa Amorim, pesquisadora do Imazon, explicou à CENARIUM que o panorama é particularmente preocupante devido ao período seco em que setembro se encontra. “Este mês geralmente apresenta maiores números de degradação, pois a baixa umidade do ar facilita a propagação de incêndios florestais”, disse Amorim.

Ela destaca que o Pará vinha mantendo uma posição mais controlada em relação ao desmatamento nos últimos meses, ficando atrás de Mato Grosso e Amazonas. No entanto, em agosto e setembro, o Estado surpreendeu ao registrar os maiores índices de degradação e desmatamento na região.

A pesquisadora do Imazon, Larissa Amorim (foto:Reprodução/Imazon)
A pesquisadora do Imazon, Larissa Amorim (foto:Reprodução/Imazon)

A pesquisadora ressalta que, com o cenário atual, os próximos meses serão cruciais para observar se o Pará continuará liderando o índice de degradação na Amazônia.

Alta em Rondônia

Outro Estado que merece destaque é Rondônia, onde a degradação passou de 50 km² em setembro de 2023 para 1.907 km² no mesmo mês de 2024, um aumento de 38 vezes. A situação reforça um cenário preocupante para a Amazônia, com diversos Estados apresentando altas consideráveis de áreas degradadas.

Desafios

Para Amorim, o aumento das queimadas e da exploração madeireira intensifica os impactos ambientais e sociais na região. “É urgente que os órgãos de fiscalização intensifiquem as ações, tanto para conter as queimadas como para mitigar os danos causados”, afirmou.

Medidas de fiscalização, segundo ela, são indispensáveis para tentar frear o avanço da degradação e permitir que as florestas tenham uma chance de recuperação.
Degradação e desmatamento

É importante distinguir degradação de desmatamento, diz Larissa Amorim. A pesquisadora explica que a degradação ocorre quando há danos causados por atividades como exploração madeireira ou queimadas, mas sem a remoção total da cobertura florestal.

Em contraste, o desmatamento implica o corte raso da floresta, removendo completamente a vegetação. A degradação, apesar de causar sérios prejuízos, permite que a floresta se recupere mais rapidamente, desde que as áreas afetadas não sofram alterações contínuas.

Fonte:  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 28/10/2024/06:49:42

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