Violência em Jacareacanga: Uma Mulher e Uma Adolescente São Encontradas Mortas em Menos de 24 Horas
(Foto: Reprodução) – Polícia investiga caso de homicídio e corpo de adolescente encontrada em quarto de hotel
A guarnição da polícia militar foi acionada por volta das 00h deste domingo, 12 de janeiro de 2025, por populares informando que teriam ouvido vários disparos de arma de fogo na 6ª rua do Bairro São Francisco em Jacareacanga, no sudoeste do Pará.
A polícia militar, de posse das informações, deslocou-se até o local e constatou a presença de uma mulher identificada como Regiane Ferreira da Cruz, de 32 anos, jogada ao solo com algumas perfurações na região do corpo, já em óbito. O local rapidamente foi isolado.
Uma equipe da polícia civil foi comunicada sobre o ocorrido e também se dirigiu ao local para realizar todos os procedimentos legais. Em seguida, uma funerária local fez a remoção do corpo.
Outro caso registrado:
Já na manhã deste domingo, 12 de janeiro de 2025, a polícia militar foi informada por populares que havia o corpo de uma jovem em um quarto de hotel no centro da cidade no município de Jacareacanga. A vítima foi identificada como Rebeca Steffany Oliveira Brito, de 16 anos. Conforme informações apuradas, a jovem deu entrada no hotel acompanhada por um homem conhecido por “Jacó”.
Após encontrarem o corpo, os policiais chegaram a acionar uma ambulância, mas infelizmente a vítima já estava sem vida; as causas da morte ainda não foram reveladas, pois o corpo não apresentava marcas de violência.
No local, os policiais encontraram uma certa quantidade de um pó branco, com características de ser entorpecente.
O corpo de Rebeca será encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) em Itaituba para necropsia e identificação das causas da morte.
Fonte: Plantão 24horas News e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 13/01/2025/15:01:56
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Nasce 1ª arara-azul-de-lear de 2025 na ‘maternidade’ de projeto ambiental
Arara-azul-de-lear é filha de casal apreendido do tráfico; depois de aprender a voar e se alimentar sozinha, ararinha será avaliada e poderá ter vida livre – Foto: Cecfau/Divulgação
Ave é filha de casal apreendido do tráfico; depois de aprender a voar e se alimentar sozinha, ararinha será avaliada e poderá ter vida livre
Nasceu a primeira arara-azul-de-lear de 2025 no Núcleo de Conservação da Fauna Silvestre (Cecfau), mantido pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil). O nascimento da ararinha ocorreu no dia 3 de janeiro. Com esse filhote, são 14 os indivíduos da espécie no local, considerada a “maternidade” de animais ameaçados de extinção. Em 2024, 6 araras-azuis-de-lear nasceram no Cecfau.
Inaugurado em 2015, o núcleo é um local voltado à pesquisa e manejo da fauna silvestre ameaçada de extinção. O Cecfau fica em uma área de 80 mil m², em Araçoiaba da Serra, no Interior de São Paulo.
Ainda não se sabe o sexo da ave, que está sendo cuidada “na mão” no Cecfau.
Isso significa que está sendo alimentada pelos profissionais e mantida no berçário. Os pais, batizados de Maria Eduarda e Dumont, são vítimas do tráfico de animais, foram recuperados pela equipe da “maternidade” e vão seguir sendo cuidados no local. Já a nova ararinha, depois que aprender a voar e a se alimentar sozinha, será avaliada e poderá ser transferida para outra instituição e, posteriormente, solta na natureza.
O Cecfau integra o Programa de Manejo Populacional da Arara-azul-de-lear desde sua inauguração, em 2015, com o objetivo de auxiliar na conservação da espécie por meio de ações como as de projetos de conservação integrada.
O centro se consolidou como referência na reprodução e conservação de espécies ameaçadas de extinção, ou seja, fora de seu habitat.
É o local onde os pesquisadores promovem a procriação desses animais para evitar o desaparecimento deles e também garantir, quando possível, a reinserção deles na natureza.
Desde 2019, 22 filhotes de araras-azuis-de-lear nasceram no núcleo e, ao todo, 10 indivíduos já foram enviados para soltura na região do Parque Nacional do Boqueirão da Onça, na Bahia.
A arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) é uma ave endêmica brasileira que costuma viver em família, bando ou grupos na região da caatinga, no Nordeste do estado da Bahia.
As araras utilizam os paredões rochosos de arenito-calcário, que são cheios de fendas, como ninhos e dormitório. São consideradas algumas das aves mais inteligentes e possuem certa fidelidade aos locais de alimentação e reprodução, sendo difícil encontrá-las sozinhas em vida livre.
É um pouco menor do que a arara-azul-grande e possui uma cauda longa e bico poderoso. Ela mede cerca de 75 centímetros, pesa 950 gramas e pode viver, em média, 50 anos na natureza.
A plumagem é na cor esverdeada na cabeça e pescoço, desbotada na barriga, e cobalto na parte superior das asas e cauda. Possui ainda manchas amarelas características que ficam próximas ao bico.
A ave se alimenta de coquinhos da palmeira Licuri (Syagrus coronata), embora também busque outros itens alimentares, como baraúnas, pinhões, umbus, mucunãs e até milhos-verdes. O tráfico de animais silvestres e a destruição do habitat são os principais fatores de ameaça desta espécie, considerada em perigo de extinção.
Fonte: Redação – Brasil e Mundo e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 11/01/2025/11:45:44
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De Zema a Helder Barbalho: governadores de direita e aliados criticam ida do governo brasileiro a posse de Maduro
Os governadores Romeu Zema (MG) e Ronaldo Caiado (GO) — Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/24-05-2023 E Brenno Carvalho/Agência O Globo
Presidente Lula (PT) não participará da solenidade do presidente venezuelano, mas enviou a representante do Brasil em Caracas, Glivânia Oliveira
A decisão do governo federal de enviar a embaixadora do Brasil em Caracas, Gilvânia Oliveira, à posse do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, gera críticas por parte dos governadores. O repúdio parte de nomes à direita do espectro político, como Romeu Zema (Minas Gerais), e Ronaldo Caiado (Goiás), mas também é acompanhado por aliados do presidente Lula (PT), à exemplo do paraense Helder Barbalho (MDB).
Em suas redes sociais, Barbalho cobrou o governo federal ao afirmar que o Brasil não pode se omitir: “Quem defende a democracia tem de abominar a ditadura de Maduro e condenar a opressão do regime. Não podemos fazer condenações seletivas a golpistas. O Brasil não pode se omitir: fora Maduro!”, escreveu o governador.
No campo da direita, as críticas foram mais incisivas. Zema afirmou ser “inaceitável” qualquer demonstração de apoio a Maduro. ” O envio de representante do Brasil à posse de Maduro, na Venezuela, ignora a vontade popular, direitos humanos e a democracia. Sempre defenderei a Democracia e a Liberdade”, disse.
Barbalho é um forte aliado de Lula (PT). Seu irmão, Jader Barbalho Filho, é ministro das Cidades desde o início do terceiro mandato do presidente.
Na mesma toada que o governador mineiro, Ronaldo Caiado (União Brasil) afirmou que o governo federal deveria cancelar a ida da embaixadora, principalmente após a líder da oposição, Maria Corina Machado, ter afirmado ter sido preso nesta quinta-feira. A ditadura de Maduro, contudo, negou a detenção.
“O governo Lula tem a obrigação moral de cancelar a ida do embaixador brasileiro à posse do ditador Nicolás Maduro e de cobrar, de forma contundente, a liberdade de Maria Corina Machado, sequestrada pelo regime por liderar a oposição venezuelana”, opinou o goiano.
A posse de Nicolás Maduro está marcada para esta sexta-feira às 13h. Na esquerda, o PT e o MST enviaram delegações para acompanhar a solenidade.
O presidente Lula foi convidado, mas não irá comparecer. O governo brasileiro, tampouco, reconheceu a vitória eleitoral de Maduro.
— O respeito pela soberania popular é o que nos move a defender a transparência dos resultados. O compromisso com a paz é que nos leva a conclamar as partes ao dialogo e promover o entendimento entre governo e oposição — afirmou Lula em agosto passado.
Fonte: Luísa Marzullo — Rio de Janeiro e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 11/01/2025/11:42:28
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Com ajuda de cão farejador, PM encontra mais de 20 kg de drogas dentro de centrifuga em embarcação em Óbidos
Material apreendido na base Candiru, em Óbidos — Foto: Divulgação/Polícia Militar
De acordo com a Polícia Militar, a abordagem aconteceu na tarde de quinta (9) na base Candiru. A embarcação saiu do estado do Amazonas e tinha destino a capital paraense.
O cão farejador da Polícia Militar ajudou na apreensão de mais de 20 KG de drogas que saiu do Amazonas e tinha como destino a capital paraense. O caso aconteceu na tarde de quinta (9) na base Candiru em Óbidos, no oeste do Pará.
De acordo com informações da Polícia Militar, a abordagem na embarcação aconteceu por volta das 14h30. O cão farejador sinalizou o material entorpecente que estava dentro de uma centrífuga de roupas.
No total, foram apreendidos 22 tabletes de substâncias aparentando ser entorpecentes, totalizando 23,451 kg de substância com características de Skunk.
O material entorpecente estava no repartimento de cargas e, por isso, ninguém foi preso. A droga apreendida foi apresentada na Delegacia de Óbidos para os procedimentos cabíveis.
Fonte: Dominique Cavaleiro, g1 Santarém e Região — PA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 11/01/2025/11:34:48
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Mulher é presa por crime contra o idoso em Marabá
(Foto: Reprodução) – A Polícia Civil, por meio da Delegacia da Cidade Nova, cumpriu nesta quinta-feira (9), um mandado de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva contra uma mulher pela prática do crime contra o idoso, em Marabá, região sudeste do Pará.
Os policiais civis tomaram conhecimento de um registro de boletim de ocorrência por parte de um idoso, mencionando que ele havia sido enganado por uma mulher que se apresentava como correspondente bancária e ofertava facilidades para a obtenção de crédito consignados no mercado, para fins de desconto nos recursos recebidos do INSS por aposentados e pensionistas.
Enquanto acompanhava os idosos, a suspeita efetuava cobranças do pagamento de quantias elevadas pelos serviços prestados e não utilizava nenhum registro documental ou transparência nas cobranças impostas. Os pagamentos eram realizados depois que as vítimas forneciam o próprio cartão e senhas bancárias.
Durante as investigações, a equipe policial constatou que a denúncia realizada anteriormente não era um caso isolado e que a empresa onde ocorria a atividade ilegal, não ostentava a condição de correspondente bancário, conforme prescreve a Resolução CMN nº 4.935, de 29 de julho de 2021.
Em decorrência disto, foi possível identificar também que o negócio aparentemente lícito estava sendo utilizado para subtrair valores de pessoas idosas. Foram representadas as medidas cautelares e após os mandados serem expedidos, os policiais civis diligenciaram até a localização da suspeita e efetuaram a prisão.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, foram apreendidos diversos documentos, objetos e dinheiro em espécie.
Fonte: Felipe Dantas – Redação e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 11/01/2025/11:26:01
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Lula sanciona, com vetos, lei que regulamenta produção de energia eólica em alto-mar
(Foto: Reprodução) – A legislação define diretrizes para o aproveitamento do potencial energético em áreas sob domínio da União
Entre os artigos retirados do texto estão a contratação compulsória de fontes fósseis, a alteração em índices tarifários e os subsídios a tecnologias incipientes
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou o Projeto de Lei nº 576/2021, que regulamenta a produção de energia eólica em alto-mar, mas vetou dispositivos considerados incompatíveis com o objetivo principal da proposta. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (10), marcando um marco regulatório para o setor de energia offshore no Brasil.
A geração de energia eólica offshore utiliza turbinas instaladas em plataformas fixas ou flutuantes no leito marinho, aproveitando a força constante e intensa dos ventos em alto-mar. Essa tecnologia, considerada mais eficiente do que as eólicas terrestres, é uma fonte de energia limpa e renovável. Com a nova lei, o Brasil busca consolidar-se como referência mundial em transição energética, reduzindo custos e fortalecendo a segurança energética.
A legislação define diretrizes para o aproveitamento do potencial energético em áreas sob domínio da União, como o mar territorial e a plataforma continental. Ela também prevê incentivos à indústria nacional, geração de empregos, e sustentabilidade, incluindo exigências para o descomissionamento das instalações e a restauração ambiental das áreas exploradas.
Durante a tramitação no Congresso, o texto original do projeto foi alterado com a inclusão de dispositivos conhecidos como “jabutis” — emendas sem relação com a proposta inicial. Entre os artigos vetados estão:
Contratação compulsória de fontes fósseis: dispositivos que obrigavam a contratação de energia de termelétricas a carvão e gás natural foram barrados por contrariarem a agenda de transição energética e aumentarem custos para consumidores.
Alteração em índices tarifários: mudanças que poderiam elevar as tarifas de energia em até 9% e gerar um custo adicional de R$ 545 bilhões até 2050 também foram vetadas. Subsídios e incentivos a tecnologias incipientes: artigos que ampliavam subsídios ou exigiam contratação de fontes ainda em desenvolvimento, como hidrogênio líquido, foram considerados inviáveis devido à incerteza de custos.
Segundo o governo, esses dispositivos representariam impactos negativos tanto econômicos quanto ambientais, além de desestimular investimentos em energias renováveis. Os vetos presidenciais ainda serão analisados pelo Congresso Nacional, que poderá mantê-los ou derrubá-los. O deputado Zé Vitor (PL-MG), relator do projeto, indicou que há articulação para reverter os vetos, mas o governo já sinalizou disposição para defender sua decisão, incluindo possíveis medidas judiciais.
O marco regulatório estabelece um novo patamar para o Brasil na exploração de energia offshore, com potencial de atrair investimentos e promover uma matriz energética mais limpa. Atualmente, o país é o sexto maior produtor de energia eólica do mundo e, com a regulamentação, espera consolidar sua liderança na transição energética global.
Fonte: Felipe Dantas – Redação e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 11/01/2025/11:26:01
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Bolsonaro pede autorização de Moraes para ir à posse de Trump
(Foto: Reprodução) – Esta é a terceira tentativa de Bolsonaro para recuperar seu passaporte
Passaporte do ex-presidente da República está retido em função de investigações em andamento no STF; defesa argumenta que o convite é uma deferência pessoal
O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), buscando autorização para viajar aos Estados Unidos. O objetivo da viagem é participar da posse de Donald Trump, agendada para o dia 20 de janeiro em Washington. Para viabilizar sua ida, Bolsonaro solicita a devolução de seu passaporte, que está retido em função de investigações em andamento no STF. A defesa argumenta que o convite de Trump é uma deferência pessoal e um reconhecimento da importância do ex-presidente brasileiro nas relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos.
O passaporte foi retido no contexto de inquéritos que investigam, entre outras questões, uma suposta fraude em cartões de vacina. Desde então, ele está impedido de deixar o país. A defesa de Bolsonaro anexou ao pedido o convite oficial enviado pela equipe de Trump, que também permite ao político brasileiro levar um acompanhante. Esta é a terceira tentativa de Bolsonaro para recuperar seu passaporte, após ter sido negado nas duas solicitações anteriores.
Fonte: Jovem Pan- Janaina Camelo e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 11/01/2025/11:20:47
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Ciclista morre após queda de mirante ao tentar tirar foto em Nova Lima
(Foto: Arquivo pessoal – Foto tirada segundos antes da queda de Paulo Cesar
O ciclista Paulo Cesar Aguiar de Oliveira, de 47 anos, que morreu após cair de um mirante no Morro do Chapéu, em Nova Lima, no último sábado (4), foi enterrado nesta sexta-feira (10). Paulo Cesar estava internado no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, desde a data do acidente, mas, não resistiu aos ferimentos e veio a óbito nessa quinta-feira (9).
Em conversa com o BHAZ, o sobrinho do ciclista, Igor Alexandre, revelou detalhes sobre a tragédia no Morro do Chapéu. Segundo ele, Paulo Cesar praticava mountain bike numa área pertencente à mineradora Vale, quando se acidentou.
“Ele fazia parte de um grupo de trilha, que nesse dia estava no Morro do Chapéu. Numa hora, eles pararam pra tirar foto num mirante que tinha uma cerca de madeira, só que meu tio ficou encostado com o corpo, não com o braço. Pelo que disseram [outros ciclistas do grupo], a madeira estava podre e a cerca se rompeu”, disse Alexrande. Paulo Cesar caiu de uma altura de aproximadamente sete metros.
Conforme Igor, o resgate do ciclista no Morro do Chapéu partiu de mobilização do grupo de amigos, que compartilharam a situação, logo após a queda, em grupos de mountain bike. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para atender à ocorrência e encaminhou a vítima para um posto policial próximo. De lá, Paulo Cesar foi transportado de helicóptero ao João XXIII, onde ficou internado por seis dias.
Contatada, a Vale lamentou o ocorrido e se solidarizou com familiares e amigos de Paulo Cesar. Também comentou o caso: “a empresa esclarece que não há registro do acesso pelas portarias da Vale e que se trata de uma área operacional, com acesso permitido apenas a profissionais autorizados”, registrou em nota enviada à reportagem.
Referência
O sobrinho relembra a energia “extrovertida” e “contagiante” do tio. “A galera do pedal falava que ele era um dos principais na questão de clima. Era o cara que comandava a bagunça, que fazia o pessoal ficar bem. Era quem organizava a equipe, super alto astral”, conta.
Igor também diz que Paulo Cesar era tido pelos amigos de esporte como um dos mais experientes ciclistas do grupo.
Após a morte, a família optou pela doação de órgãos da vítima. “Era um desejo dele. O velório só foi hoje porque teve esse tempo de preparação do corpo”, revelou.
A memória do ciclista foi celebrada no velório desta sexta-feira (10), no cemitério Terra Santa, em Sabará. Segundo Igor, amigos da modalidade esportiva estiveram presentes no funeral da vítima e realizaram ações de despedida. Além disso, é programada uma trilha especial para este sábado (11), em Sabará, em homenagem a Paulo Cesar.
Fonte: Thiago Cândido e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 11/01/2025/11:06:18
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Igreja e R$ 600: o que motivou crime do bolo envenenado no RS
(Foto: Reprodução) – Deise Anjos, suspeita de envenenar a família com um bolo, teria sido motivada por desavenças com a sogra e com a prima de seu marido
Deise Moura dos Anjos, suspeita de envenenar a família com arsênio colocado em um bolo, teria sido motivada por duas desavenças. De acordo com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, uma das brigas foi com a sogra, Zeli Terezinha Silva dos Anjos, e outra foi com a prima de seu marido, Tatiana Denize Silva dos Santos. Ambas as mulheres chegaram a ser internadas por causa da intoxicação com o veneno. Zeli recebeu alta nesta sexta-feira (10/1), mas Tatiana não resistiu e veio a óbito.
A briga entre Zeli e Deise ocorreu há 20 anos. Segundo a polícia, a sogra sacou R$ 600 da conta de Deise. Entretanto, as investigações apontam que a suspeita “usou” essa narrativa para justificar o assassinato.
“A gente tem plena convicção de que essa narrativa foi construída por ela, inclusive através de boletim de ocorrência, para se livrar do que pudesse ser descoberto durante as investigações. Ela fez um boletim de ocorrência contra o marido em novembro e, na ocorrência, ela cria essa narrativa desse saque que teria ocorrido 20 anos atrás para justificar a desavença com a família”, explicou a delegada Sabrina Deffente, durante coletiva de imprensa, nesta sexta-feira (10/1).
Zeli devolveu os R$ 600 no dia seguinte ao empréstimo, 20 anos atrás. “Durante esses 20 anos, ela conviveu com a família. Quando ela se viu diante da possibilidade de revelarem essa desavença dela com a família, ela recupera esse fato, que ocorreu há anos, como uma justificativa para esse desentendimento, mas a gente acredita que isso foi tudo premeditado”, concluiu a delegada.
Já a desavença com Tatiana teria ocorrido quando a mulher se casou na mesma igreja em que Deise queria se casar. “Tatiana foi criada como uma irmã do marido da investigada. A desavença que ela tem com a Tatiana, que faleceu, é porque a Tatiana quis casar em uma igreja antes dela e do marido. E isso perdurou por todo esse tempo. Ela nunca esqueceu isso”, revelou o também delegado Marcos Veloso.
“São motivos pequenos”, afirma o delegado. “Nitidamente é uma pessoa doente.”
Ainda de acordo com o delegado, Tatiana teria afirmado aos amigos que se alguma coisa acontecesse com ela a responsável seria Deise. “Porque ela teria dito que ia matar todo mundo e ia ver todo mundo no caixão.”
Relembre o caso
Três pessoas da mesma família morreram após comerem um bolo envenenado em 23 de dezembro de 2024. As vítimas foram Neuza Denize Silva dos Anjos, de 65 anos, Tatiana Denize Silva dos Anjos, de 47, e Maida Berenice Flores da Silva, de 59, filha e irmã de Neuza, respectivamente. O caso aconteceu em Torres, Rio Grande do Sul.
Outras três pessoas, incluindo uma criança, foram hospitalizadas, sendo uma delas Zeli dos Anjos, que se encontra estável.
A suspeita de envenenar a farinha do bolo, Deise Moura dos Anjos, é nora de Zeli. Deise está presa preventivamente. A polícia informou que irá verificar se o caso atual tem conexão com a morte do marido de Zeli, ocorrida em setembro de 2024, três meses antes do envenenamento com o bolo.
Fonte: Madu Toledo – Metrópoles e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 11/01/2025/10:58:47
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EXCLUSIVO: Produtores rurais denunciam invasões e crimes ambientais na Transamazônica, sudoeste do Pará
(Foto: Wilson Soares / A Voz do Xingu) – Mais de 800 hectares de floresta já foram devastados por invasores.
Produtores rurais da região da Transamazônica, no sudoeste do Pará, denunciam que estão sendo vítimas de criminosos que têm invadido suas propriedades e promovido derrubadas e queimadas em áreas de reserva legal.
Foto: Wilson Soares / A Voz do Xingu
Nas terras da família Junqueira, conhecidas como Fazenda Junqueira, localizadas no travessão do km 140 Sul, zona rural de Uruará, as invasões começaram em 2021 e têm se intensificado ao longo do tempo.
Segundo relatos dos proprietários e moradores locais, a maioria dos invasores já residia na região e possuía outras terras nas proximidades. Alguns, inclusive, além de invasores, seriam comerciantes da Vila Alvorada, localizada a poucos quilômetros das áreas invadidas.
“A Fazenda Junqueira possui toda a documentação das terras, e suas atividades são licenciadas pelos órgãos ambientais. Aqui geramos cerca de 40 empregos diretos, com criação de gado de corte e produção de cacau.
Todos os funcionários têm carteira assinada. É muito triste ver essa situação. O produtor é obrigado a manter 80% da área de floresta intacta, mas invasores chegam e destroem tudo”, afirma o administrador da fazenda.
Mesmo com toda a documentação regularizada, a propriedade tem sido alvo de ações criminosas constantes. Mais de 800 hectares de mata já foram derrubados e queimados pelos invasores, causando um dano ambiental irreparável.
Foto: Wilson Soares / A Voz do Xingu
“Para nossa surpresa, no sábado, por volta das 8h, oito homens, integrantes do grupo de invasores, vieram até aqui nos ameaçar, alegando que uma das lideranças havia sofrido violência e que seríamos os responsáveis. Desde o início das invasões, sempre buscamos os órgãos competentes para denunciar os fatos e cobrar providências.
Jamais houve, da nossa parte, qualquer ato ou ameaça de violência, nem mesmo verbal. Já procuramos a delegacia e registramos um boletim de ocorrência relatando o ocorrido. O jurídico da empresa também já protocolou o pedido de reintegração de posse”, afirmou o administrador.
Assim que os invasores começaram a cometer os crimes ambientais, os proprietários da área procuraram os órgãos competentes e denunciaram a situação.
Equipes da Operação Curupira, criada pelo Governo do Pará para combater o desmatamento, já estiveram várias vezes no local e constataram diversas irregularidades. Em uma operação da Delegacia Especializada em Conflitos Agrários (DECA) de Altamira, um dos invasores foi preso em flagrante portando uma arma de fogo ilegal e uma motosserra.
Uma perícia realizada pela Polícia Científica do Pará, em 2024, revelou que árvores de espécies importantes estão sendo derrubadas.
“Há várias árvores da espécie castanheira, de nome científico Bertholletia excelsa, derrubadas e queimadas no local. Inclusive, foram encontradas árvores derrubadas de forma intencional por ação humana (possivelmente pelos ocupantes), com sinais recentes, no acesso utilizado pela Fazenda Junqueira para chegar ao local do novo acampamento, com o objetivo de impedir que os proprietários da fazenda acessem a área ocupada atualmente. A nova ocupação, diferente do que foi constatado em junho de 2024, quando se concentrava nas margens da Vicinal do Km 140 Sul, atualmente está localizada mais ao fundo das propriedades, dificultando o acesso de equipes de Segurança Pública e Justiça, assim como o acesso de funcionários e proprietários da fazenda”, descreve o documento pericial.
Equipes do IBAMA também já estiveram no local, aplicando multas à Associação dos Pequenos Produtores Selva de Pedra, apontada como responsável pelos invasores e pela destruição da floresta. Além da multa, o IBAMA embargou a área ocupada, que está próxima à reserva indígena dos Araras. Apesar das sanções, os invasores seguem praticando atos ilícitos.
Termo de autuação do IBAMA contra a Associação dos Pequenos Produtores de Selva de Pedra
A situação preocupa o Sindicato dos Produtores Rurais de Altamira (Siralta), que cobra uma ação mais efetiva do Poder Judiciário e do Governo do Estado.
“Invasões ferem o direito de propriedade. Invadir propriedade particular é crime. Existem outros meios lícitos que essas pessoas podem usar para reivindicar seus direitos e conseguir seu pedaço de terra junto aos órgãos competentes, como o Incra”, disse Jorge Gonçalves, presidente do Siralta.
Jorge Gonçalves – presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Altamira – Siralta / Foto: Wilson Soares
Gonçalves afirmou ainda que o Sindicato tem levado o problema ao conhecimento dos órgãos competentes para que sejam tomadas providências. “Temos acionado os órgãos competentes para que, em união e de forma séria, o problema possa ser solucionado, permitindo que essas pessoas que trabalham há tanto tempo em suas propriedades, que investiram e gastaram de forma correta, possam continuar trabalhando”, concluiu.
Foto: Wilson Soares / A Voz do Xingu
Os proprietários das áreas invadidas esperam que os pedidos de reintegração de posse sejam apreciados com rapidez e resultem em uma solução pacífica para o problema, que tem gerado tensões crescentes na região. “Agora, estamos aguardando uma resposta da Justiça. Infelizmente, essas ações demoram tramitar na justiça e isso agrava ainda mais a situação e os prejuízos”, concluiu o administrador da fazenda Junqueira.
Fonte: Wilson Soares – A Voz do Xingu e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/01/2025/18:36:15
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