Papa planeja fazer primeira aparição pública neste domingo

O Papa Francisco acena para o público na chegada para audiência-geral semanal na Praça de São Pedro, no Vaticano, em dezembro de 2014 — Foto: Gabriel Bouys/AFP

Francisco deve aparecer na janela do hospital Gemelli, em Roma, onde está internado há mais de um mês, para uma bênção a fieis, segundo Vaticano.

O papa Francisco deve fazer neste domingo (23) sua primeira aparição pública desde que foi internado para tratar uma pneumonia, há mais de um mês.

O Vaticano anunciou neste sábado (22) que o pontífice planeja aparecer em uma janela do hospital Gemelli, em Roma, onde está internado, para conduzir uma bênção aos fieis.

Desde que ingressou no hospital, Francisco havia sido visto apenas uma vez, através de uma foto que o Vaticano divulgou. Na imagem, no entanto, ele aparece de costas, rezando em uma capela do Gemelli (veja abaixo).
O Papa Francisco celebrando missa em hospital após um mês internado. — Foto: Sala Stampa della Santa Sede

O Papa Francisco celebrando missa em hospital após um mês internado. — Foto: Sala Stampa della Santa Sede

A nova aparição dependerá do quadro de saúde do papa, que vem melhorando progressivamente nas últimas semanas. Ele foi internado para tratar uma pneumonia, mas seu estado piorou nas semanas seguintes. Os médicos consideravam o quadro complexo, e Franscisco precisou de auxílio de oxigênio para respirar através de aparelhos não invasivos.

Na semana passada, o Vaticano disse que ele não precisa mais do auxílio respiratório, mas, na sexta-feira (21), o chefe do escritório do doutrinado do Vaticano afirmou que o pontífice precisará “reaprender a falar” por conta do uso prolongado de oxigêncio de alto fluxo.

Mensagem

Também neste sábado, o Vaticano divulgou uma mensagem escrita pelo papa do hospital dirigidas a fieis que fazer peregrinações para o Ano Jubilar.

Na mensagem, o papa disse que “as peregrinações para o Ano Jubilarexpressam a unidade que os une como uma comunidade em torno de seus pastores e do bispo de Roma”.

 

Fonte: Redação g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 22/03/2025/09:56:08

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Estudo de balneabilidade encomendado pela Prefeitura de Santarém confirma que 11 praias estão próprias para banho

Coleta de água do rio Tapajós para analise de medição de balneabilidade – Créditos: Divulgação

Esses pontos de coletas para análise estão localizados em locais estratégico na frequência de visitantes e na relevância ambiental das áreas monitoradas.

As praias do Maracanã, Pajuçara, Ponta de Pedras e diversos pontos em Alter do Chão, como o Igarapé do Macaco, Praia do Amor, escadaria, final da orla, Praia do Cajueiro, canal principal, Centro de Atendimento ao Turista (CAT) e Praia do Muretá, estão próprias para o banho, de acordo com o resultado do mais recente estudo de balneabilidade encomendado pela Prefeitura de Santarém.

Esses pontos de coletas para análise estão localizados em locais estratégico na frequência de visitantes e na relevância ambiental das áreas monitoradas. A seleção desses locais baseou-se na frequência de visitantes e na relevância ambiental das áreas monitoradas.

A divulgação dos resultados do mais recente estudo de balneabilidade das praias e lagos do município de Santarém, após análises, realizadas ao longo de janeiro e fevereiro, confirma que todos os 11 pontos monitorados estão próprios para banho, atestando a qualidade das águas locais.

A divulgação do boletim coincide com as celebrações do Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março, ressaltando a relevância da gestão sustentável dos recursos hídricos e a necessidade contínua de ações de conservação ambiental.

O estudo atende a Resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente 274/2000 e faz parte do Contrato nº 008/2022, firmado entre a Prefeitura e a empresa Amazon Hidro – Engenharia Ambiental e Análise de Água LTDA.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente(Semma) realiza monitoramentos periódicos para assegurar a qualidade das águas e orientar a população sobre as condições de balneabilidade. A divulgação desses resultados no Dia Mundial da Água reforça a importância da conscientização e da participação de todos na preservação dos recursos hídricos.

 Resultados detalhados do boletim:

Praias de Alter do Chão (Praia do CAT, Canal Principal, Praia do Amor, Final da Orla, Praia do Muretá, Igarape do Macaco, Escadaria, Cajueiro)Praia do Pajuçara, Praia do Maracanã e Ponte de Pedras para o parâmetro microbiológico, mais restritivo Escherichia coli, pode-se concluir que todas as praias apresentaram condições de qualidade na categoria PRÓPRIA/EXCELENTE. E para o parâmetro menos restritivo – Coliformes termotolerantes foi observado o mesmo cenário, classificados os pontos Praias de Alter do Chão (Ponta do Muretá: Praia da Cat, Canal Principal; Praia do Amor; Praia do Pajuçara e Praia do Maracanã. Classificado como PRÓPRIA/ MUITO BOA. Para os pontos Praia do Cajueiro; Escadaria: Final da Orla: Igarapé do Macaco e Praia de Pontas de Pedras qualidade PRÓPRIA/SATISFATÓRIA.
Com relação as condições dos aspectos físicos e estéticos dispostos no Artigo 2° 5 2° da Resolução CONAMA n° 274/2000, todos os pontos apresentam condições PRÓPRIAS para banho.

 

Fonte: PORTAL OESTADONET – PMS e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 22/03/2025/09:51:13

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Governo do Pará anuncia construção de novo hospital e obras de asfalto em Bom Jesus do Tocantins

(Foto: Reprodução) – O governador Helder Barbalho confirmou ainda que estará presente no município no próximo dia 10 de maio, quando assinará oficialmente a ordem de serviço para o início das obras do hospital e da pavimentação.

O município de Bom Jesus do Tocantins, no sudeste do Pará, foi contemplado com importantes investimentos do Governo do Estado. O governador Helder Barbalho garantiu um investimento de quase R$ 8 milhões para a construção de um hospital padrão SUS na cidade. A confirmação foi dada durante audiência realizada nesta semana no Palácio do Governo, em Belém, que contou com a presença do prefeito Jair Sorreis (MDB) e da deputada estadual Selene Couto (MDB).

Além do hospital, Bom Jesus do Tocantins também será beneficiado com obras de pavimentação asfáltica, como parte do programa “Asfalto por todo o Pará”. O valor exato para o asfaltamento ainda será definido. “É fruto de muita luta e articulação. Já levamos o projeto do hospital, com valor protocolado em R$ 7,8 milhões, e tivemos a garantia do governador para essa obra tão importante para nosso povo”, destacou o prefeito Jair Sorreis (MDB).

O governador Helder Barbalho confirmou ainda que estará presente no município no próximo dia 10 de maio, quando assinará oficialmente a ordem de serviço para o início das obras do hospital e da pavimentação. A assinatura será realizada no palco principal da cidade, como forma de presentear a população durante as comemorações do aniversário de Bom Jesus do Tocantins.

E as festividades prometem movimentar a cidade. Em alusão ao seu 37º aniversário, a Prefeitura Municipal e a Secretaria de Cultura prepararam uma programação intensa e diversificada, com cinco dias de festa que devem atrair milhares de pessoas entre os dias 7 e 11 de maio.

O sábado (10/5), data da assinatura da ordem de serviço, reserva uma das noites mais aguardadas da programação. Quem abre a festa é Josué Bom de Faixa, trazendo muito forró e piseiro para animar o público. Na sequência, Bom Jesus do Tocantins recebe uma atração internacional: a consagrada banda italiana Double You, famosa mundialmente pelo hit “Please Don’t Go” e por seu inconfundível estilo eurodance. Para encerrar a noite, o DJ Miguel Ângelo assume as pick-ups e garante que a celebração siga madrugada adentro.

 

Fonte: Mateus Souza – Portal Debate e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 22/03/2025/09:47:31

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Favela de palafitas recebe esgoto e entulhos de bairro nobre em obra da COP30

(Foto: Reprodução) – Prédio desapropriado pelo Governo do Estado para receber as obras do Sistema de Esgotamento Sanitário da Doca

Vila da Barca é impactada por obras que atendem ao bairro rico do Reduto, onde apartamentos chegam a R$ 13 milhões

Essa reportagem foi produzida pela Alma Preta e republicada em parceria pela Agência Pública. Demais reproduções deste conteúdo devem ser autorizadas pela Alma Preta.

Quem chega à comunidade da Vila da Barca, em Belém, pela Rua Professor Nelson Ribeiro se depara com um cenário de obras, fluxo de carros pesados e danos na pista, que geram acúmulo de água da chuva, poças de lama e dificuldades de mobilidade.

A Vila da Barca é considerada uma das maiores favelas de palafitas da América Latina, com mais de 7 mil habitantes. As casas de palafitas são moradias precárias construídas sobre estacas de madeira acima de territórios alagados. Na Vila da Barca, cerca de 80% das moradias são de palafitas.

A comunidade é vizinha dos bairros mais ricos da capital paraense. Um deles é o Reduto, bairro da Avenida Visconde de Souza Franco, às margens do canal da Doca, onde os apartamentos chegam a R$ 13 milhões.

A avenida será uma das grandes beneficiadas pela COP30, a Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), que ocorrerá em Belém, em novembro deste ano. A Visconde de Souza Franco recebe as obras da Nova Doca, uma das apostas do Governo do Estado para o megaevento, com investimento de R$ 310 milhões.

O projeto prevê uma série de melhorias para o saneamento da Doca: a água do canal será despoluída, drenagem, substituição de comportas para controle de água de maré para evitar inundações e tubulação de água potável. Também já começaram as obras do novo Sistema de Esgotamento Sanitário da Doca.

Mas não é o nobre bairro do Reduto que ficará com os rejeitos produzidos por seus moradores e comércios.

O esgoto da Doca será despejado na Vila da Barca, onde o governo de Helder Barbalho (MDB) desapropriou um prédio recentemente para cumprir a função. O decreto de desapropriação foi publicado no dia 17 de dezembro de 2024 e assinado por Barbalho.
Faça parte

Nos arredores dos espaços, moradores com portas e janelas fechadas, mesmo em meio ao calor de Belém. A estratégia foi adotada em razão da grande quantidade de poeira no local, que causa problemas de pele e respiratórios à população. A umidade e entulhos também ajudam na proliferação de ratos e insetos.

A Vila da Barca também recebe o chamado “bota-fora” da Nova Doca. Na Nelson Ribeiro, o fluxo de caminhões com a logo do Governo do Pará é intenso até um terreno aberto, rodeado por moradias, onde é jogada a lama, os entulhos e demais resíduos da obra.

A intensa circulação de carros pesados, em um local onde a grande maioria dos moradores não tem veículo próprio, causou diversos buracos na pista de bloquete, pavimento que não sustenta o fluxo de caminhões. Os danos prejudicam a mobilidade sobretudo de idosos, crianças, ciclistas e pessoas com deficiência.

A situação aprofundou ainda mais o cenário de péssimas condições sanitárias da Vila da Barca, que não tem esgoto tratado e receberá o esgoto da Doca.

A comunidade sofre de moradias precárias, falta de água potável, falta d’água nas torneiras, esgoto a céu aberto, fiação elétrica exposta e coleta e despejo irregular de lixo.

O Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que Belém é a capital mais favelizada do Brasil, com 57% de sua população em favelas, mais de 745 mil pessoas. Desse total, a favela da Bacia do Una-Telégrafo, que abrange a Vila da Barca, aparece como a quarta maior, com 24 mil moradores.

Moradores da Vila da Barca sofrem com poeira e proliferação de doenças

Enquanto as discussões ambientais a nível mundial se acirram com a proximidade da COP30, os moradores da cidade-sede do evento, prejudicados pelas obras, clamam pela retomada de suas rotinas.

A enfermeira Socorro Lobato, 61, mora em um conjunto habitacional que fica bem em frente ao terreno utilizado para despejo dos entulhos da Nova Doca. Ela relata que, com a chegada dos caminhões, os moradores próximos são obrigados a conviver com o excesso de poeira, que prejudica a saúde da população.

“As crianças vivem gripadas e com doenças de pele por causa da poeira. Agora a nossa preocupação é que o inverno facilita a proliferação de mosquitos, dengue e doenças tropicais. A gente tem que ficar em alerta, passando repelente, álcool, remédio e o que mais for possível para se proteger”, diz a moradora.

A obra forçou a comunidade a adaptar a rotina para evitar mais prejuízos. “A gente passa mais tempo com a porta e janelas de casa fechadas do que abertas, ou vai para a parte de trás da casa que é menos poluída”, reclama.

“Esperamos que, depois que terminar essa obra da COP, seja feita uma limpeza no espaço e utilizem o local para fazer um parque ou alguma outra coisa para a melhoria da comunidade”.

A pedagoga Joelma Borges, 52, que há 28 anos vive na Vila da Barca, é moradora de uma das passagens que cortam a Rua Professor Nelson Ribeiro. Ela passava pela via com dificuldades na bicicleta para comprar o açaí do almoço da família, quando deu entrevista à reportagem.

“Está complicado. Antes a gente via as crianças brincarem na rua, os idosos nas frentes de suas casas e tudo isso foi retirado, invadiram a nossa privacidade. Para os ciclistas, também está ruim, porque o movimento de carros está muito intenso e a pista toda cheia de buracos, não era assim antes”, conta.

Borges conta que as obras trouxeram um impacto geral no modo de vida da comunidade. “Mudou muito a rotina daqui. E eu me pergunto: por que aqui? Por que a Vila da Barca se a obra e o esgoto não são para atender a nossa comunidade? Estamos muito insatisfeitos”, dispara.

Sistema de esgoto para bairro rico em comunidade sem tratamento de esgoto

A servidora pública Wanda Lopes, 53, nasceu na Vila da Barca e vive em uma casa de palafita em uma área mais distante das obras, porém a zona mais precária da comunidade.

Por lá, os moradores chegam a suas casas por pontes de madeiras sobre um grande esgoto sem tratamento, que fica a céu aberto às margens da Baía do Guajará, onde o lixo é despejado irregularmente e a encanação não é trocada há quase 40 anos.

Os relatos são de água contaminada, proliferação de doenças e pragas e cheias nas casas quando a maré sobe.

“A gente sofre com várias situações, desde proliferação de ratos e caramujos até casos de doenças, como barriga d’água, malária, dengue, chikungunya e problemas de pele. As nossas crianças constantemente têm diarreia, vômito… Eu mesmo já tive que fazer tratamento para verme”, lamenta Wanda.

“Aqui a gente tem um grande problema de contaminação da água e não tem para onde fugir. No meu caso, eu compro água mineral, mas muitos moradores não têm as mesmas condições e precisam beber a água que vem da torneira. E mesmo quem não bebe, usa essa água para tomar banho e acaba se contaminando”, relata a moradora.

Além da água ser suja, em parte das casas a água sequer chega na torneira, em razão do estado do encanamento. Por esse motivo, a maioria dos moradores se mobilizou para comprar caixa d’água e bombas próprias.

A fiação exposta na frente das casas também é uma preocupação. Em setembro de 2018, um incêndio de grandes proporções destruiu 21 casas e deixou 26 famílias desabrigadas no local. O receio é constante com as condições dos fios, que também são antigos.

“Sorte que não chegou para cá [o incêndio de 2018]. Se chegasse para cá, não sobraria uma casa”, relembra Wanda. “Mas sempre esses fios pegam fogo. Nas últimas vezes, a gente mesmo conseguiu apagar antes de ter maiores estragos”.

Segundo a moradora, todos esses problemas já faziam parte da realidade da comunidade, mas se intensificaram depois do início das obras do governo estadual.

“Com a chegada desse esgoto na Vila da Barca, com toda a quantidade de lixo que já existe na comunidade, a minha preocupação é: como vai ficar a nossa situação?”, questiona Lopes.

Ela também apela para que a própria comunidade evite despejar lixo nos rios ou fora dos horários previstos para a coleta. Segundo Wanda, a prefeitura faz o recolhimento dos resíduos três vezes por semana, mas sempre os resíduos voltam a se acumular.

“Tem períodos, quando a maré está muito grande, que a gente faz um mutirão com as crianças aqui para recolher o lixo. Da outra vez, a prefeitura veio, conseguiu tirar um pouco do lixo, mas vai e volta… Também falta consciência na população”, apela.

Comunidade não foi consultada sobre a obra e moradora denuncia ‘racismo ambiental’

Apesar dos transtornos sofridos pela Vila da Barca com as obras da Nova Doca, a população não foi sequer consultada sobre o recebimento dos entulhos ou do sistema de tratamento de esgoto do bairro vizinho. De acordo com a educadora popular Suane Barreirinhas, 37, os moradores não têm nenhuma informação sobre o projeto.

“Eles só chegaram e colocaram a placa do esgoto da Doca, sem consulta prévia, sem informar o que vai acontecer ou apresentar o projeto para a comunidade. Esse projeto foi imposto, mas a gente está se movimentando para pelo menos saber o que é que a comunidade vai receber”, diz.

Para Suane, que também é liderança da comunidade e coordena projetos sociais na Vila, o caso evidencia o racismo ambiental. Ela lembra que o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, ignorou o tema em carta direcionada à comunidade internacional com os desafios do evento.

“É importante entender que falar em adaptação climática é falar em saneamento. Na carta do presidente da COP, ele não cita o racismo ambiental. Quando o próprio presidente não reconhece a prática, ele abre margem para que ela seja reproduzida. O que a gente está vivendo na Vila da Barca é um caso de racismo ambiental”.

Ela adianta que a comunidade se organiza para registrar a denúncia. “Vamos fazer uma denúncia na delegacia e tentar outros caminhos também. Estamos buscando a ministra [da Igualdade Racial], Anielle Franco, para denunciar a prática de racismo ambiental mesmo”, conclui a educadora popular.

A Vila da Barca

A Vila da Barca existe há quase 100 anos. Considerada uma das maiores comunidades em palafitas da América Latina, a Vila é localizada no bairro do Telégrafo, com cerca de 7 mil moradores, sendo mais da metade dessa população em casas de palafitas. A comunidade é banhada pela Baía do Guajará.

Atualmente, a Vila da Barca tem uma Unidade Básica de Saúde (UBS), projetos habitacionais, a Associação de Moradores, a Capela de Nossa Senhora dos Navegantes – a padroeira da comunidade, a Instituição Educacional Curro Velho e projetos sociais, como a Barca Literária e o Museu Memorial Vila da Barca.

O Projeto de Habitação da Vila da Barca foi elaborado em 2003 pelo ex-prefeito Edmilson Rodrigues (PT). O projeto previa a construção de 618 moradias, comércios, igrejas, museu, centro comunitário, escola de samba, creche e uma feira ou mercado.

A gestão de Duciomar Costa (PTB) entregou as primeiras 136 unidades habitacionais do projeto em 2007 e mais 12 apartamentos em 2010.

No governo Zenaldo Coutinho (PSDB), oito apartamentos foram entregues em 2017. Em 2019, o projeto foi reformulado junto à Caixa para a redução de custos. Com isso, a Etapa 2, que previa a construção de 452 habitações e 44 comércios, foi reduzida para 128 moradias e 28 comércios.

Em dezembro de 2024, Edmilson Rodrigues (agora pelo Psol), de volta à Prefeitura de Belém para cumprir o terceiro mandato, entregou 122 apartamentos e oito comércios referentes às etapas 2 e 3 do projeto.

A gestão do psolista deixou obras em andamento para a construção de mais 76 unidades habitacionais e a realização de obras de intervenção urbanística com recursos garantidos pela Caixa, segundo informou a assessoria de Rodrigues.

De acordo com informações do site oficial da Prefeitura, as obras foram retomadas após uma operação de crédito com a Caixa no valor de cerca de R$ 5,7 milhões. No total, foram investidos cerca de R$ 19 milhões, provenientes da Prefeitura de Belém e do Governo Federal, na construção dos apartamentos das etapas 2 e 3.

As obras das 76 unidades habitacionais foram iniciadas ainda no governo Edmilson e seguem em andamento, de acordo com a Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) da atual gestão de Igor Normando (MDB), com previsão de entrega para 2026. Entretanto, a comunidade relatou à reportagem que as construções foram paralisadas.

Locais para instalação de redes de esgoto e ‘bota-fora’ devem atender exigências

A reportagem procurou especialistas na área de saneamento e planejamento urbano para comentar o cenário vivido pelos moradores da Vila da Barca. O engenheiro sanitarista Rodrigo Rodrigues conceituou os termos “sistema de esgotamento sanitário” e “bota-fora”.

“A rede de esgoto é um sistema de tubulações utilizadas para encaminhar os esgotos sanitários urbanos para uma estação de tratamento de esgoto (ETE), onde estes efluentes sanitários serão tratados e, posteriormente, lançados no meio ambiente sem os impactos ambientais que o lançamento de esgotos diretamente no solo ou na água causariam”.

“Já a área de bota-fora é um local externo onde são depositados materiais excedentes de cortes de solo ou terraplenagem em obras de infraestrutura, como redes de esgoto, de água ou de drenagem urbana”.

O profissional ressaltou que os locais para instalação dos sistemas “devem ser locais com licenciamento ambiental vigente, assim como as empresas que prestam o serviço devem ser licenciadas, para garantir que não haja impactos ambientais de contaminação do solo e da água”.

Geógrafo especialista em Geografia Urbana, Thiago Sabino diz que o local adequado para abrigar resíduos e rejeitos de grandes obras deve ser longe de moradias e destaca as condições sanitárias da própria Vila da Barca.

“A região da Doca está recebendo um vultuoso investimento para tratamento de esgoto, que pretende levar o emissário para ser tratado na ETE do Una, que fica próximo a Vila da Barca, além das melhorias na urbanização e paisagismo ao longo do entorno da avenida. Contraditoriamente, a região da Vila da Barca, que sofre a ausência e irregularidades de serviços urbanos básicos, não será contemplada”.

“Fica evidente a prioridade da intencionalidade e dos investimentos que acabam por priorizar uma região que sempre foi privilegiada e que tem o valor do m² mais caro da cidade. Enquanto isso, a Vila da Barca não possui sistema de abastecimento de água regular, não possui sistema de tratamento de esgoto, carece de um sistema eficiente de coleta de resíduos sólidos, sem falar de outras necessidades”, avalia Sabino.

Sobre as necessidades de saneamento básico da Vila da Barca, Rodrigo Rodrigues lembra que Belém possui apenas 6,28% dos esgotos coletados e somente 2,38% são tratados. O dado deixa a capital paraense entre as dez piores cidades brasileiras em saneamento, segundo pesquisa do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, de 2023.

“Investir em redes de esgoto sanitário é investir em saúde pública, proteger os rios e o meio ambiente. Hoje todo o esgoto não tratado segue direto para os rios e para o solo, contaminando-os e trazendo graves problemas à saúde coletiva dos habitantes de Belém”, conclui o engenheiro sanitarista.

Vereadora denuncia descarte de resíduos da Nova Doca na Vila da Barca

A vereadora Vivi Reis (Psol) apresentou uma denúncia à Câmara Municipal de Belém sobre o descarte de resíduos das obras da Nova Doca na Vila da Barca.

No requerimento protocolado na quarta-feira (19), ela afirma que a ação compromete a qualidade de vida da comunidade, com impactos à saúde dos moradores e ao meio ambiente e configura um caso de racismo ambiental.

“A destinação de poluição e degradação ambiental para territórios ocupados predominantemente por populações negras e pobres revela uma dinâmica discriminatória e excludente na gestão urbana e ambiental da cidade”, diz a denúncia.

“O racismo ambiental também se manifesta na omissão do poder público em relação a essas práticas, permitindo que grandes obras avancem sem mecanismos eficazes de mitigação dos impactos para comunidades vulneráveis”.

Outro lado

A reportagem da Alma Preta procurou o Governo do Estado e a Secretaria de Estado de Obras Públicas do Pará (Seop) para comentar os relatos de que a comunidade não foi consultada sobre a chegada das obras da Nova Doca, os danos à saúde e à rotina dos moradores e os prejuízos na pista.

Quanto ao acúmulo de lixo em pontos irregulares na Vila da Barca, a Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbana (Sezel) informou que vai solicitar à concessionária de limpeza que faça um mutirão em breve na comunidade.

Já a Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) disse que o tratamento de esgoto implantado para os moradores do Conjunto Habitacional está funcionando normalmente. Sobre os problemas de abastecimento de água, a Cosanpa ressaltou que a zona mais precária da comunidade só poderá ser atendida após a regularização do local.

A concessionária de energia Equatorial Pará foi questionada sobre a fiação exposta. Em nota, a Equatorial informou que os cabos que constam nas imagens são de telecomunicações, como internet, TV a cabo, fibra ótica e telefonia fixa. A empresa pontuou que as ações de instalação, substituição, manutenção e retirada dos cabos são de responsabilidade das empresas que oferecem os serviços.

Sobre o Projeto Habitacional, a Secretaria Municipal de Habilitação (Sehab) esclareceu que as obras da terceira etapa do conjunto não estão paralisadas. A pasta informou que a previsão de entrega das novas unidades habitacionais é 2026, mas não disse o mês.

Também foi solicitada nota à Caixa, financiadora do projeto, sobre a fiscalização da aplicação dos recursos.

O espaço segue aberto.

 

Fonte: Fernando Assunção/Alma Preta e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 22/03/2025/09:33:51

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O Parazão vai voltar! STJD atende pedido dos clubes e determina retorno do Campeonato Paraense

(Foto: Reprodução) – Competição deve voltar no meio da próxima semana (Jorge Luís Totti/Paysandu)

O Superior Tribunal de justiça Desportiva determinou o retorno do Parazão e por aplicar multas aos clubes, sem perda de pontos

O Parazão 2025 vai voltar de forma imediata. Esse foi o desfecho no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que deferiu a avocação e julgou nesta sexta-feira (21), o pedido de sete clubes, para que dessem celeridades aos processos sobre a atuação de jogadores irregulares.

Ficou decidido que os clubes que atuaram com atletas irregulares durante o Campeonato Paraense, recebessem apenas multas e que não perdessem pontos na competição. Com isso ficou decidido que o Parazão volte de forma imediata e que Tuna, Remo, Capitão Poço e Bragantino, continuem com a mesma pontuação, não tendo mudanças nos confrontos das quartas de finais e nem nos clubes rebaixados para a Segundinha. Independente de Tucuruí e Caeté seguem rebaixados e os confrontos das quartas ficaram da seguinte forma:

Remo x Santa Rosa

Paysandu x Capitão Poço

Bragantino x Águia de Marabá

Castanhal x Tuna Luso
O STJD puniu o Bragantino com R$5 mil, a Tuna Luso Brasileira com R$10 mil e Remo e Capitão Poço com 30 mil pela utilização dos atletas de forma irregular. As multas são de acordo com o número de partidas em que os atletas foram utilizados, porém, o Remo foi punido por ser um clube que possui uma condição financeira maior que os dos outros clubes. A competição deve voltar no meio da semana que vem. A Federação Paraense de Futebol (FPF) ainda não divulgou a tabela com horários e locais dos confrontos.

 

Fonte: O Liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 22/03/2025/09:23:09

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Ex-médico suspeito de aborto ilegal é preso novamente em Belém

(Foto: Reprodução) – A prisão ocorreu dentro de uma clínica, agora interditada, no bairro da Marambaia, durante a segunda fase da Operação Nascituro

O ex-médico Arlindo de Aquino Pedroza foi preso novamente nesta sexta-feira (21) em Belém. Ele é suspeito de crimes como aborto clandestino, exercício ilegal da profissão e armazenamento de material pornográfico infanto-juvenil. A prisão ocorreu dentro de uma clínica, agora interditada, no bairro da Marambaia, durante a segunda fase da Operação Nascituro, que investiga práticas criminosas no local. A ação foi conduzida pela Polícia Civil do Pará, por meio da Divisão de Investigação e Operações Especiais (Dioe) e da Delegacia do Consumidor (Decon).

A nova prisão aconteceu após uma fiscalização da Vigilância Sanitária de Belém (Sesma), que, com apoio da Polícia Civil, encontrou uma grande quantidade de medicamentos vencidos armazenados para venda. Segundo os órgãos envolvidos na operação, há indícios de que esses produtos estavam sendo utilizados em pacientes submetidas a procedimentos de aborto na clínica.

Diante das irregularidades, a Vigilância Sanitária lavrou um Auto de Infração, além de emitir um Termo de Interdição Cautelar e um Termo de Apreensão dos medicamentos. Com isso, a clínica foi formalmente interditada, e Arlindo recebeu voz de prisão pelo crime contra a relação de consumo.

A Operação Nascituro já havia resultado em investigações anteriores, que identificaram a prática de crimes como aborto ilegal, exercício ilegal da medicina e posse de material pornográfico infantil no mesmo estabelecimento.

Arlindo tinha sido preso na primeira fase da operação, na última terça-feira (18). No dia seguinte, quarta-feira (19), o Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) concedeu a ele liberdade provisória. Agora, preso novamente, ele segue à disposição da Justiça. Apesar de ter tido seu registro cassado pelo Conselho Regional de Medicina do Pará (CRM-PA) em 2015, Arlindo continuava atuando ilegalmente, apontam as investigações policiais.

Polícia prende falso médico que administrava clínica ilegal de abortos, em Belém (PA); assista

Médico preso em clínica ilegal de aborto é solto no Pará

Fonte: O Liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 22/03/2025/09:19:48

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Governo do Estado atende solicitação para construção de 12 pontes de concreto para Translago, feita por João Pingarilho

(Foto: Reprodução) – Em reunião com o governador do Pará, Helder Barbalho, na quarta-feira (19/03), o deputado João Pingarilho apresentou a proposta para construir 12 pontes de concreto na extensão da PA 257 (Translago).

O pleito foi atendido e encaminhado à Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra) para execução dos trabalhos.

Foram pleiteadas a substituição de 12 pontes de madeiras, que passam pelos igarapés: Retiro, Traíra, Soledade, São Pedro, Maranhão, Diamantina, Simoa I, Simoa II, Paisandu, Iriní, Bueiro e Cruzador, como o destaca o parlamentar, “Governador Helder tem trabalhado para melhorar a infraestrutura do oeste, e atendeu nosso pedido, que encaminhou a Casa Civil e esta já apresentou as devidas deliberações para a Seinfra conduzir o planejamento das obras de construção das novas pontes, que certamente trarão mais segurança, mobilidade e desenvolvimento para nossa população.”

A Translago liga os municípios de Santarém e Juruti, no oeste do Pará. Nos últimos anos vem se tornando a principal rota de acesso logístico para dezenas de comunidades ribeirinhas do Arapixuna, Arapiuns e Lago Grande, que utilizam a rodovia para escoamento de produtos da agricultura familiar, bem como o transporte de mercadorias e pessoas entre comunidades e municípios próximos.

Fonte: Ascom/Deputado João Pingarilho e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 22/03/2025/09:14:37

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ANM é acionada na justiça para emitir norma que evite mineração ilegal

(Foto: Reprodução) – O mês de março, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação contra a Agência Nacional de Mineração (ANM) para que sejam editadas normas que estabeleçam critérios objetivos e delimitados para diferenciar as atividades minerais destinadas a pesquisas das atividades de aproveitamento comercial de minérios, em qualquer local do país.

Em novembro de 2024, o MPF enviou recomendação com o mesmo objetivo, no entanto, a agência não aceitou acatar a providência recomendada, resultando na presente ação.

A ação foi elaborada pelos ofícios da Amazônia Ocidental e busca obrigar a ANM a dar início ao processo de regulamentação, assegurando que, dentro de um período de 120 dias, sejam fornecidos estudos técnicos necessários à edição do normativo, com parâmetros objetivos para diferenciar pesquisa mineral de lavra garimpeira.

O MPF compreende que a ANM deve implementar normatização específica que inclua, no mínimo, as seguintes diretrizes:

Definição técnica e operacional dos equipamentos permitidos para a pesquisa mineral e para a lavra garimpeira;
Estabelecimento de limites quantitativos para cada autorização de pesquisa mineral, limitado às necessidades da pesquisa;
Critérios para identificação das embarcações utilizadas em cada atividade;
A exigência de comprovação periódica de que a extração atende aos critérios estabelecidos no plano técnico-econômico aprovado.

O MPF constatou que a continuidade da omissão da ANM tem permitido a exploração clandestina de minérios sob a falsa justificativa de pesquisa mineral, gerando impactos ambientais significativos e impedindo o adequado exercício do poder de polícia pelos órgãos fiscalizadores.

Ainda segundo a ação, a ausência de regulamentação específica para diferenciar a pesquisa mineral da lavra permite que agentes infratores operem em condições mais vantajosas que aquelas impostas aos operadores regulares, minando a integridade do mercado e gerando insegurança jurídica.

Além disso, a falta de normatização compromete o controle estatal sobre as atividades minerárias, dificultando a fiscalização e a imposição de sanções para aqueles que desvirtuam o uso das autorizações de pesquisa.

Mineração ilegal

O avanço desenfreado da mineração ilegal, em especial na região amazônica, resulta em efeitos devastadores para o meio ambiente, como desmatamento, contaminação de rios, poluição por mercúrio, assoreamento e deslocamento da fauna local. Além disso, a prática favorece atividades criminosas associadas à extração clandestina de minérios.

O objetivo da ação é garantir maior transparência, segurança jurídica e eficiência na fiscalização, prevenindo danos ambientais e assegurando que a exploração dos recursos minerais ocorra de forma sustentável e em conformidade com a legislação atual.

CONFLITO POR ÁREA INDÍGENA SOBREPOSTA A TERRITÓRIO QUILOMBOLA É ALVO DO MPF

Nesta semana, o Ministério Público Federal (MPF) enviou recomendação à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e à União para que realizem, de forma urgente e prioritária, a demarcação da Terra Indígena (TI) Kaxuyana-Tunayana, na região de Calha Norte do Pará.

A medida também visa estabelecer harmonia entre o povo indígena e a Comunidade Quilombola de Cachoeira Porteira, cujo território demarcado está parcialmente sobreposto à área indígena. A iniciativa integra inquérito civil em que o MPF investiga a omissão da União e do estado do Pará em compatibilizar os direitos dessas comunidades tradicionais.

A TI Kaxuyana-Tunayana está em processo de demarcação pela Funai. Já o Território Quilombola de Cachoeira Porteira foi titulado em 2018 pelo Instituto de Terras do pará (Iterpa) e está em regularização pelo Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Em reunião com o MPF realizada em janeiro deste ano, a Funai afirmou que os sistemas da fundação não permitem o registro de sobreposição de terras e que, por isso, registraria o território quilombola como área “confrontante”. Além disso, a Funai também alega que, após a demarcação da TI Kaxuyana-Tunayana, títulos sobrepostos seriam anulados. Para o MPF, essa medida contraria a Constituição Federal, que garante direitos iguais às comunidades tradicionais.

“A demarcação física da Terra Indígena Kaxuyana-Tunayana não resulta na ausência de reconhecimento da presença de outros povos tradicionais, e não possui o condão de invalidar demarcações previamente realizadas por outras entidades para o reconhecimento do território de outros povos tradicionais”, explica o MPF.

A recomendação estabelece medidas específicas à Funai e à União.

À Funai:

– Realizar com urgência a demarcação física da Terra Indígena Kaxuyana-Tunayana;

– Informar e dialogar com a Comunidade Quilombola de Cachoeira Porteira sobre o cronograma e a importância da demarcação, preservando a convivência comunitária;

– Reconhecer que a demarcação indígena incide parcialmente sobre o território quilombola já demarcado;

– Não contestar a titulação do território quilombola de Cachoeira Porteira e não anular demarcações prévias de outros povos tradicionais;

– Não priorizar direitos indígenas sobre os quilombolas, respeitando a ausência de hierarquia entre os direitos constitucionais desses povos.

À União:

– Criar diálogo entre órgãos envolvidos na titularização de terras, como Funai, Incra e Iterpa, para compatibilizar políticas aplicadas para esta finalidade;

– Incentivar a criação de setores em órgãos especializados para promover conciliação entre os interesses de povos tradicionais.

O MPF ressalta, ainda, que é fundamental que a Funai estabeleça diálogo com a comunidade quilombola para apresentar o cronograma de atividades para demarcação do território indígena, com o objetivo de explicar a importância deste processo, sanar dúvidas, prevenir conflitos e preservar a convivência harmônica entre as comunidades.

 

Fonte: MPF e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 22/03/2025/09:05:44

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STF decide que jornal só será culpado por entrevistas em caso de má-fé

(Foto: Reprodução) – O STF (Supremo Tribunal Federal) definiu nesta 5ª feira (20) novos critérios para responsabilizar veículos jornalísticos por declarações de entrevistados.

Em consenso, os ministros formularam uma nova tese no julgamento que analisava os recursos sobre o Tema 995.

O que decidiu o Supremo: os veículos serão responsabilizados se for comprovada má-fé da empresa ao não verificar a informação do entrevistado e caso não seja dado o direito de resposta de maneira proporcional (mesmo espaço e destaque).

❒ Leia também: Sindifisco do Pará lança 1º Prêmio de Jornalismo; bolsa de R$ 15 mil.

A decisão foi por unanimidade. Com isso, foi aperfeiçoado o entendimento sobre as condições em que empresas jornalísticas estão sujeitas à responsabilização civil, ou seja, ao pagamento de indenização por danos morais, se publicarem entrevista em que o entrevistado atribua falsamente a outra pessoa a prática de um crime (calúnia).

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Com os ajustes, foram definidos critérios objetivos para a responsabilização e a remoção de conteúdo.

Entrevistas ao vivo

Entre outros pontos, ficou definido que, em entrevistas ao vivo, o veículo não pode ser responsabilizado por declarações feitas exclusivamente pelo entrevistado. Mas, para isso, deverá assegurar à pessoa a quem for falsamente atribuída a prática de crime o direito de resposta em iguais condições, espaço e destaque.

O STF reafirmou o entendimento de que a empresa jornalística só poderá ser responsabilizada civilmente se for comprovada sua má-fé, caracterizada pelo conhecimento prévio da falsidade da declaração ou por evidente negligência na apuração da informação, sem que seja dada a possibilidade de resposta do terceiro ofendido ou, ao menos, de busca do contraditório.

Também ficou estabelecido que o veículo poderá ser responsabilizado caso o conteúdo com a acusação falsa não seja removido de plataformas digitais por iniciativa própria ou após notificação da vítima.

Origem da temática

O julgamento dos recursos, apresentados pelo Diário de Pernambuco, que é parte no processo, e pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), admitida como terceira interessada, começou em agosto de 2024.

Naquela sessão, o relator, ministro Edson Fachin, votou para que a tese fosse ajustada para deixar claro que a responsabilização ocorre em situações concretas, e a análise foi suspensa por pedido de vista do ministro Flávio Dino.

Antes de ler a nova redação da tese, nesta quinta-feira, o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF, observou que ela foi elaborada em consenso, com a participação dos 11 ministros. O ministro Flávio Dino elogiou a disponibilidade do relator para ouvir as sugestões apresentadas pelos demais ministros ao longo do julgamento, o que possibilitou a construção coletiva do enunciado.

Tese

A tese fixada pelo STF foi a seguinte:

1 – Na hipótese de publicação de entrevista, por quaisquer meios, em que o entrevistado imputa falsamente prática de crime a terceiro, a empresa jornalística somente poderá ser responsabilizada civilmente se comprovada sua má-fé caracterizada:

(I) Pelo dolo demonstrado em razão do conhecimento prévio da falsidade da declaração, ou

(II) Culpa grave decorrente da evidente negligência na apuração da veracidade do fato e na sua divulgação ao público sem resposta do terceiro ofendido ou, ao menos, de busca do contraditório pelo veículo.

2 – Na hipótese de entrevistas realizadas e transmitidas ao vivo, fica excluída a responsabilidade do veículo por ato exclusivamente de terceiro, quando este falsamente imputa a outrem a prática de um crime, devendo ser assegurado pelo veículo o exercício do direito de resposta em iguais condições, espaço e destaque, sob pena de responsabilidade, nos termos dos incisos V e X do artigo 5º da Constituição Federal.

3 – Constatada a falsidade referida nos itens acima, deve haver remoção de ofício ou por notificação da vítima, quando a imputação permanecer disponível em plataformas digitais sob pena de responsabilidade.

 

Fonte: Blog do José Carneiro e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/03/2025/16:46:22

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Crianças consumindo bebida alcoólica em festa é alvo de apuração em Santarém

(Foto: Reprodução) – Um vídeo amplamente divulgado nas redes sociais que registrou crianças ingerindo bebida alcoólica durante um Bloquinho de Carnaval ocorrido no domingo (16) na Praça da Fumaça, localizada no bairro Vitória Régia, dividiu opiniões e trouxe à tona as competências desenvolvidas pelo Conselho Tutelar em Santarém.

Com paredões de sons, caixas térmicas cheias de bebidas alcoólicas, além de um parquinho ao ar livre, famílias e moradores foram atraídos para a Travessa 13 de Maio e adjacências para se divertir e outros trabalhadores para garantir uma renda extra. Mas a diversão acabou perdendo o controle devido o grande número de pessoas, crianças e adolescentes ‘juntos e misturados’ que foram flagrados ingerido bebida alcoólica e até mesmo fumando sem qualquer interferências dos seus responsáveis ou algum órgão que pudesse coibir a prática.

Embora, as cerca de 6 (seis) viaturas da Polícia Militar e agentes da Secretaria de Mobilidade e Trânsito (SMT) estarem presente no horário determinado para encerramento da festa por volta de 21h30, ainda se via a insistência de pessoas possivelmente embriagadas querendo permanecer no local e muitas crianças.

Nas redes sociais, a população questionou a atuação do Conselho Tutelar mencionando principalmente a presença relevante em situações de trabalho infantil, mas que neste evento específico estavam ausentes.

“Se tivesse trabalhando, não podia”, “Cadê os pais? Que eles sejam punidos!” “Porque não avisaram a organização, tinha segurança lá!”, “Não pode fazer nada mais pode beber cachaça”, “Geração que tá crescendo sem controle!”, estes e outros vários comentários dos internautas nos levaram a buscar respostas diretamente com o Conselho.

Na segunda-feira (18) nossa reportagem conversou com Roselene Andrade, presidente do Conselho Municipal de Direito da Criança e do Adolescente (COMDCA) para esclarecer sobre as medidas a serem tomadas após tomarem conhecimento da gravidade da situação.

“Assim que tomamos conhecimento do vídeo,  nós já fizemos o encaminhamento ao Conselho Tutelar.  Nós temos também uma reunião do Conselho da Criança e do Adolescente,  onde vamos fazer uma tratativa também a respeito de gestão de bebida alcoólica pra crianças e adolescentes ali em Alter do Chão e já vamos aproveitar também pra dar encaminhamento pra rede referente a essa situação que nós recebemos pra fazer a devida verificação.  Se houve uma festa, houve uma autorização pra isso,  então tem e deve ter o nome de quem organizou esse evento”, disse a presidente do COMDCA

Roselene Andrade também ressaltou que os organizadores são orientados conforme uma portaria. “Há uma lei federal que é clara a respeito de que crianças e adolescentes não podem ter acesso a bebida alcoólica, seja de que alguém forneça gratuitamente,  seja estabelecimentos que comercializam bebida alcoólica,  que sabem que é proibido por lei comercializar bebida alcoólica para menores de idade, para crianças e adolescentes,  por conta das implicações que o álcool afeta numa criança e adolescente que está em situação de desenvolvimento”.

A titular do COMDCA destacou que as pessoas precisam compreender que existe uma legislação que faz a vedação, justamente por existir uma rede de defesa e proteção dentro do município,  que há sim procedimentos de apuração, de responsabilização e identificação daqueles que cometem a violação de direitos como essa que foi externada dentro do vídeo.

“Porque a partir daí a vulnerabilidade está instalada,  o risco está instalado para essa criança e adolescente  que está desacompanhada, que não tem responsável,  que está ali sujeita a essas situações feitas por maiores de idade e outras coisas que podem vir a acontecer,  como o próprio abuso sexual a partir daquela situação.  Então nós precisamos, e até assim, agradecer ao envio do vídeo,  para quem de direito, para que a rede de defesa e proteção possa fazer a devida atuação nesse caso”.

Ao ser questionada, sobre a função do Conselho Tutelar e de que forma poderia agir nestas circunstâncias, Roselene Andrade explicou  que o primeiro procedimento a ser tomado é acionar a Polícia Militar, a qual solicitará a autorização do evento e dessa forma os conselheiros tutelares realizariam seu trabalho.

“Quem foi que autorizou aquele evento,  e a partir daí, que envolve crianças e adolescentes que estejam em situação de risco. O conselho tutelar é um órgão que é ininterrupto, ou seja, sempre vai ter alguém de plantão e ele precisa ser acionado, precisa haver a denúncia para que ele possa fazer essa atuação.  No momento em que ele é acionado, ele vai chegar nesse local, vai fazer a verificação, vai fazer o auto de constatação, vai tentar localizar esse responsável,  para que esse adolescente, essa criança seja entregue ao responsável.  Se for um responsável violador, vai se buscar por uma família extensa”.

Detalhou também os procedimentos a serem adotados caso os responsáveis não sejam localizados apenas a criança ou adolescente no ambiente de vulnerabilidade.

“O último caso, que é um caso extremo,  quando não se localiza nem família extensa e aquela criança está numa situação de risco social,  é feito o processo do acolhimento institucional,  que é o acolhimento de emergência,  que depois o Conselho Tutelar encaminha a relatório ao Judiciário e ao Ministério Público,  e o Ministério Público e o Judiciário vão verificar se mantém aquele acolhimento ou se não, e dão as devidas tratativas que o caso requer. E se for um caso de crime, é levar para a delegacia para que seja feito o devido encaminhamento na Polícia Civil”.

O COMDCA é considerado uma rede completa, mas ainda é necessário ser acionado para que haja o devido monitoramento e acompanhamento,   conforme suas prerrogativas.

“Ficamos à disposição e mais uma vez agradecemos ao canal de comunicação importante, que é um mecanismo fundamental para que a sociedade tome conhecimento de quais são os caminhos que ela deve percorrer para que ela faça a devida denúncia. Dessa forma, a gente consegue fortalecer cada vez mais o papel da sociedade em ser o guardião da garantia de direitos de crianças e adolescentes e o papel fundamental dos setores de comunicação”, concluiu.

COMDCA

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdca) foi criado através da Lei Municipal nº 14.856 de 30 de dezembro de 1993, alterado pela Lei Municipal nº 15.529 de 04 de janeiro de 1996 e Lei nº 19.862 de 11 de Setembro 2015.

Atua como órgão deliberativo e controlador das ações em todos os níveis da política de atendimento, observado a composição paritária de seus membros nos termos da Lei Federal nº 8.069, de 13 de Julho de 1990 (Lei de Criação do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA)

Compete ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente fazer cumprir as normas previstas na Lei Federal nº 8.069/90:

I – Formular a Política Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, fixando prioridades para a consecução das ações, a capacitação e a aplicação de recursos;

II – Zelar pela execução dessa política, atendidas a peculiaridade das crianças e dos adolescentes, de suas famílias de seus grupos de vizinhança, e dos bairros ou da zona urbana ou rural em que se localizem;

III – Formular as prioridades a serem incluídas no planejamento do município, em tudo que se refira ou possa afetar as condições de vida das crianças e dos adolescentes.

Fonte: Diene Moura – O Impacto – colaborou Lorenna Morena e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/03/2025/16:07:31

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