Relatórios da polícia indicam que parte do dinheiro do contrato entre Vai de Bet e Corinthians foi parar em empresa ligada ao PCC

Vai de bet fechou patrocínio master com o Corinthians em janeiro de 2024, mas contrato foi rescindido. — Foto: Reprodução/SCCP

Cerca de R$ 1 milhão pagos pelo Corinthians a Rede Social Media Design Ltda foram para UJ Football Talent Intermediação Ltda. Empresa é braço do PCC no futebol, apontou delação de Vinicius Gritzbach. Documento é preliminar.

Relatórios da Polícia Civil de São Paulo apontam que parte da comissão paga pela casa de apostas “Vai de Bet”, em um contrato de patrocínio com o Corinthians, foi repassada para a empresa UJ Football Talent Intermediação Ltda. Segundo a investigação, essa empresa é considerada um dos braços do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado do futebol.

A UJ Football Talent é ligada a Danilo Lima de Oliveira, o “Tripa”, integrante do PCC, segundo delação premiada que o empresário Vinicius Gritzbach deu ao Ministério Público (MP). A reportagem não conseguiu localizar a defesa dele.

Os relatórios foram divulgados primeiramente pelo jornal “O Estado de S. Paulo”.

Gritzbach foi assassinado a tiros em novembro do ano passado, na saída do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. O empresário também havia acusado Tripa de participar do seu sequestro e de estar armado e ameaçar esquartejá-lo.

De acordo com a delação, em janeiro de 2022 Gritzbach foi levado por criminosos ligados ao PCC para um tribunal do crime no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo.

Os bandidos suspeitavam que o empresário havia mandado matar em 2021″Cara Preta” e Antonio Corona Neto, o “Sem Sangue”, dois membros do PCC. Além disso, cobraram Gritzbach para revelar o paradeiro de R$ 100 milhões que pertenceriam a “Cara Preta”. (veja mais abaixo).

Segundo Gritzbach delatou ao MP, “Tripa” é um agente de jogadores de futebol da série A do Campeonato Brasileiro e também cuida da carreira de atletas que jogam no futebol europeu.

Após quase um ano de investigações, o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) da Polícia Civil produziu um relatório preliminar, ao qual a TV Globo teve acesso, concluindo que R$ 1.074.150,00 dos R$ 1,4 milhão pagos pelo Corinthians na intermediação do contrato com a Vai de Bet foram transferidos para pelo menos quatro diferentes empresas, até chegar, por fim, à UJ Football, de Danilo Lima.

O documento é apenas preliminar e não é a conclusão do inquérito que envolve a investigação sobre o patrocínio corintiano. Porém, o organograma feito pelo delegado Tiago Fernando Correia, responsável pelo caso, detalha o caminho do dinheiro que saiu dos cofres do Corinthians (veja abaixo).

Organograma feito pela polícia mostra o caminho do dinheiro pago pela Corinthians pela intermediação do contrato de patrocínio. — Foto: Reprodução
Organograma feito pela polícia mostra o caminho do dinheiro pago pela Corinthians pela intermediação do contrato de patrocínio. — Foto: Reprodução

Segundo a delegacia, o Corinthians “foi vítima de um complexo esquema de lavagem de dinheiro que lesou os cofres do clube”.

“Parece-nos nítido, destarte, que aqueles que deram causa ao desvio de dinheiro dos cofres do Sport Club Corinthians Paulista se utilizaram das tradicionais estratégias de lavagem de dinheiro para, não só introduzir os valores no sistema financeiro e distanciar o capital ilícito da sua origem, visando, assim, evitar uma associação direta com a infração antecedente”, informa trecho do relatório policial.

Em nota emitida na manhã desta quinta-feira (15), o Corinthians disse que “é vítima das circunstâncias investigadas e reforça que não possui controle sobre o que terceiros fazem com valores recebidos em decorrência de contratos firmados”.

Veja a nota do Clube:

“O Sport Club Corinthians Paulista informa que, até o momento, não há qualquer demonstração de autoria relacionada aos fatos mencionados. O presidente do Clube reafirma seu total apoio às investigações em andamento, bem como a todas as iniciativas que visem apurar eventuais envolvimentos do crime organizado no futebol brasileiro.

O Corinthians destaca que é vítima das circunstâncias investigadas e reforça que não possui controle sobre o que terceiros fazem com valores recebidos em decorrência de contratos firmados. O Clube cumpre rigorosamente todas as suas obrigações legais e contratuais, prezando pela transparência e integridade em suas operações.

O Corinthians reitera seu compromisso com a transparência, a responsabilidade e a justiça no esporte, apoiando todas as medidas necessárias para garantir a lisura das competições e combater práticas ilícitas no futebol”.

Contrato de R$ 360 milhões

O contrato de intermediação de patrocínio da empresa Vai de Bet com o Corinthians está no centro do processo de impeachment enfrentado pelo atual presidente do clube, Augusto Mello, pelo Conselho Deliberativo.

O Corinthians ficou de receber R$ 360 milhões pelo patrocínio total da Vai de Bet, fechado em janeiro deste ano. Mas, segundo reportagem do UOL, o clube havia acertado também uma comissão de 7% do contrato – cerca de R$ 25 milhões – para uma empresa intermediária do negócio, a Rede Social Media Design Ltda.

O presidente do Corinthians, Augusto Mello, alvo de pedido de impeachment no clube. — Foto: Divulgação/Agência Corinthians/Rodrigo Coca
O presidente do Corinthians, Augusto Mello, alvo de pedido de impeachment no clube. — Foto: Divulgação/Agência Corinthians/Rodrigo Coca

A Rede Social pertence a Alex Fernando André, o Alex Cassundé, que fez parte da equipe de comunicação de Augusto Melo durante a campanha eleitoral que elegeu o novo presidente do Corinthians, em 2023.

O pagamento da comissão seria feito em parcelas de R$ 700 mil, segundo o UOL, e duas delas já haviam sido pagas pelo clube alvinegro, totalizando R$ 1,4 milhão.

Porém, três dias depois dos dois pagamentos de R$ 700 mil, a Rede Social fez uma transferência transferências pix de quase R$ 1 milhão para a Neoway Soluções Integradas em Serviços Ltda que tem uma sócia laranja chamada Edna Oliveira dos Santos, uma empregada doméstica que vive em Peruíbe, no litoral sul paulista. Ela disse à reportagem que não sabia que era sócia da empresa.

Segundo relatório da polícia, a Neoway é uma empresa fantasma. Além dela, outras três empresas que fazem parte do grupo criminoso também seriam de fachada: a ACJ Platform, a Thabs Soluções Integradas e a Carvalho Distribuidora.

Através delas o dinheiro chegou até a empresa de Danilo. Diante da suspeita, a Polícia Civil abriu uma investigação sobre o esquema, que gerou a rescisão do contrato entre Corinthians e Vai de Bet, além do processo de impeachment de Augusto Melo no clube.

Mello enfrenta outros três processos de impeachment no clube, que não tiveram desfecho e estão em discussão dentro do Conselho Deliberativo do clube. A votação está marcada para 26 de maio.

Quem é Danilo Lima, o Tripa

Segundo relatório da polícia que investigou o assassinato de Vinicius Gritzbach, “Tripa” é o apelido de Danilo Lima de Oliveira, empresário de jogadores de futebol e responsável por um alojamento de atletas onde o delator do PCC foi levado após ter sido sequestrado.

O inquérito do homicídio faz justamente menção à empresa UJ Football Talent, que agora aparece nas investigações sobre o Corinthians. “Tripa” não foi indiciado no inquérito sobre o homicídio de Gritzbach.

 

Fonte:  Rodrigo Rodrigues, Kleber Tomaz, Bruno Tavares, g1 SP e TV Globo — São Paulo e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 15/05/2025/14:22:33

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Caso Renato Nery: caseiro confessa que matou advogado em MT, diz polícia

Advogado Renato Gomes Nery, de 72 anos — Foto: Divulgação

As investigações da Polícia Civil apontaram que o homicídio foi motivado por disputa de terra.

O caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva confessou a autoria do assassinato do advogado Renato Nery enquanto prestava depoimento na Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá, na manhã desta quinta-feira (15).

Ele disse, em depoimento à polícia, que a arma usada no crime foi alugada por R$ 1.500 de uma pessoa que, segundo ele, está morta. Ao todo, 10 pessoas foram presas e seis foram indiciadas por envolvimento no caso.

A Polícia Civil informou que o crime pode ter começado a ser planejado em abril de 2024, quando o policial militar Heron Teixeira Pena Vieira, apontado como um dos intermediadores, alugou a chácara com a intenção de matar o advogado.

Veja abaixo tudo sobre o que a polícia descobriu durante a investigação:

Quem são e como agiram os investigados

Caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva – atirador
Sargento da PM Heron Teixeira Pena Vieira – intermediador recebeu dinheiro, arma e contratou o Alex pra fazer executar
Cabo da PM Jackson Pereira Barbosa – intermediador entregou dinheiro a Heron
Policial da integiência da Rotam, Ícaro Nathan Ferreira – intermediador que entregou parte do dinheiro ao Heron e entregou a arma
Empresário Cesar Jorge Sechi – mandou matar Nery por causa da disputa de terra
Empresária Julinere Goulart Bastos – mandou matar Nery por causa da disputa de terra. Ela é esposa de Cesar

Casal de empresários Cesar Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos. — Foto: Reprodução
Casal de empresários Cesar Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos. — Foto: Reprodução

Entre o casal suspeito de mandar matar o advogado, Julinere aceitou colaborar com a polícia e prestará depoimento. Já Cesar negou envolvimento e permaneceu em silêncio.

Além dos envolvidos diretamente na morte, a polícia prendeu outros quatro policiais, apontados como suspeitos de simular um confronto policial para esconder a arma do crime. Veja abaixo quem são:

Alessandro Medeiros Ramos – policial militar
    Wekcerlley Benevides de Oliveira – policial militar
    Leandro Cardoso – policial militar
    Jorge Rodrigo Martins – policial militar

Os investigados Jorge Rodrigo, Wailson Alesandro, Aleandro Cardoso e Wekcerlley Benevides. — Foto: Reprodução
Os investigados Jorge Rodrigo, Wailson Alesandro, Aleandro Cardoso e Wekcerlley Benevides. — Foto: Reprodução

Negociações e motivo do assassinato

As investigações apontaram que a morte de Nery foi motivada por disputa de terra. Segundo a polícia, o advogado não temia morrer, mas sim perder suas terras, que tentava transferir para o nome das filhas.

O policial militar Heron confessou ter sido contratado para matar o advogado e que contratou Alex para executar Renato. Ele afirmou à polícia que recebeu R$ 200 mil para matar e, desse valor, pagou R$ 50 mil ao caseiro para a execução.

Nery foi baleado quando chegava no escritório dele, em julho de 2024. Segundo a Polícia Civil, o atirador já estava esperando pelo advogado e, após atirar, fugiu do local em uma moto. Uma câmera de segurança registrou o momento (veja acima).

O advogado morreu um dia após ser baleado. O corpo dele foi sepultado em Cuiabá, na manhã do dia 7 de julho. Familiares e amigos prestaram as últimas homenagens.

Ele foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) e conselheiro Federal da OAB, na gestão 1989 – 1991.

LEIA TAMBÉM:

Advogados e empresários alvos de operação foram denunciados por Renato Nery dias antes de assassinato em Cuiabá, diz polícia

 

Fonte:   g1 MT e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 15/05/2025/14:22:33

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Governo Federal anuncia grupo de trabalho para combater ‘impasses fundiários’ no Pará, diz senador

Base de agentes federais na TI Apyterewa, no Pará. — Foto: Reprodução

Medida foi anunciada após reunião em Brasília com o governador Helder Barbalho (MDB), mediada pelo senador Beto Fato (PT).

O senador Beto Fato (PT) afirmou que o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) se comprometeu em criar grupo de trabalho com órgãos federais e do Pará para buscar soluções a “graves impasses fundiários” no estado.

Segundo o senador, as tensões agravaram após equipes do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) atuarem há uma semana em um território indígena para combater o desmatamento.

Outro episódio é a situação de não indígenas que foram retirados da Terra Indigena (TI) Apyterewa, em operação de desintrusão. A TI vem sendo alvo de ataques a tiros há seis meses.

O governador Helder Barbalho (MDB) e o senador do Pará Beto Faro (PT) recorreram ao Palácio do Planalto, o que culminou na proposta de criação do grupo de trabalho.

A expectativa é que em até 60 dias um plano seja apresentado com medidas que alcance indígenas, agricultores e a política ambiental do governo federal.

MPF pede providências

Sobre o caso da TI Apyterewa, o Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e à Força Nacional de Segurança Pública ações emergenciais e de longo prazo para garantir a segurança dos indígenas Parakanã.

A recomendação assinada pelo procurador da República Márcio Araujo cita que “os conflitos estão prejudicando não apenas a segurança dos membros da comunidade, mas também comprometendo o processo de consolidação da desintrusão – retirada de não indígenas – e a efetiva proteção de territórios”.

Os documentos recomendam as seguintes medidas urgentes:

Relatórios detalhados: Funai e Força Nacional devem apresentar, em 5 dias corridos, relatórios completos sobre os tiroteios na aldeia Paredão, TI Apyterewa, incluindo circunstâncias, relação com invasões ou atividades econômicas;
Plano de proteção emergencial: Funai, em parceria com a Força Nacional, deve desenvolver plano emergencial para a TI Apyterewa em 5 dias corridos, com implementação em até 10 dias, focado na prevenção e garantia das atividades da comunidade Parakanã.
Planos de proteção territorial: Funai, com outros órgãos, deve criar planos de médio e longo prazo para a proteção da TI, com participação da comunidade Parakanã.

Ambas as recomendações têm prazo de três dias úteis para manifestação e, caso descumprido, pode resultar em ações judiciais, afirma o MPF.

Entenda o caso na TI Apyterewa

Um indígena ficou ferido na perna com bala de chumbo no quinto ataque aos indígenas Parakanã, desde dezembro de 2024. Outro ficou desaparecido por horas em área de mata. Agentes da Força Nacional e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) foram acionados nesta terça-feira (13). Nenhum dos atiradores foi encontrado.

A TI vive uma onda de ataques desde dezembro de 2024. O aumento da tensão fez com que profissionais da saúde e educação indígenas pedissem a saída do território diante de constantes ameaças.

A TI Apyterewa fica em São Félix do Xingu, no sudoeste do Pará, e tem 773 mil hectares – onde caberia aproximadamente cinco vezes a cidade de São Paulo. Já foi a mais desmatada do país, sendo palco de operação federal de desintrusão concluída em 2024.

⚠️ Em áudios, indígenas relataram ao órgãos federais de segurança como os invasores agiram no ataque mais recente.

Os relatos descrevem que um grupo de oito Parakanã estava próximo a um igarapé, quando foi surpreendido por atiradores, não identificados – ouça:

Na reação aos disparos, o grupo se dispersou. Um deles fugiu para dentro da mata e ficou desaparecido. Ele foi encontrado horas depois, buscando abrigo na casa de um morador.

Já o indígena ferido chegou a ir até a base federal, e conseguiu atendimento na Vila Taboca, em São Félix do Xingu. A vila fica distante cerca de 15 quilômetros do local do tiroteio, segundo os indígenas.

“Aconteceu coisa ruim aqui na ocupação, hoje foi baleado nosso parente”.

Até este quinto ataque, ninguém havia sido ferido. Nas aldeias, a sensação de insegurança acendeu o alerta, já que segundo as comunidades a base de agentes da Força Nacional e Funai ainda não consegue dar conta de patrulha mais efetiva.

A investigação sobre os ataques é sigilosa e está em andamento, segundo a Polícia Federal.

O Ministério Público Federal (MPF) informou, ao g1, que encaminhou à PF todos os relatos que vem recebendo e que “prefere não se pronunciar sobre o tema até que as investigações estejam concluídas”.

Sobre o caso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) afirmou, em nota, que a base da Força Nacional, montada na TI Apyterewa, “compõe a estrutura de apoio no âmbito de uma operação de proteção territorial” e que “a atuação ocorre em apoio à Funai, à PF e aos órgãos estaduais de segurança pública, conforme planejamento e diretrizes estabelecidos por essas instituições”.

“O Governo Federal atua de forma integrada com os demais órgãos para garantir a continuidade das ações, respeitando as particularidades de cada território e promovendo segurança e estabilidade nas regiões em processo de desintrusão”, diz a nota.

A Funai, responsável pelo acompanhamento direto aos indígenas, também foi procurada pelo g1, mas ainda não tinham se manifestado até a última atualização da reportagem.

Já o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) informou que acompanha a situação da Terra Indígena Apyterewa, em conjunto com os demais órgãos do Comitê Interministerial de Desintrusão.

“Sobre o ataque recente ocorrido no território e as intimidações sofridas pelo povo Parakanã, a equipe da Secretaria Nacional de Direitos Territoriais Indígenas (Sedat/MPI) está em diálogo com as lideranças do território e articulando encaminhamentos junto à Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), e Funai, que estão presentes no território como parte das ações de pós-desintrusão”, disse em nota.

Ainda segundo o MPI, a desintrusão conta com ações após a sua realização para garantir a “sustentabilidade da operação em longo prazo e o fortalecimento da autonomia e governança indígena” e um “plano de proteção territorial” está sendo elaborado para estabelecer os “protocolos de ação para os agentes das forças de segurança e de fiscalização”.

Fonte:   Taymã Carneiro, g1 Pará — Belém  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 15/05/2025/14:22:33

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Justiça Eleitoral cassa vereador do PT eleito com apoio de facção

(Foto por: Reprodução) – O juiz Francisco Rogério Barros, da 10º Zona Eleitoral de Rondonópolis cassou o mandato do vereador Ary da Costa Campos (PT) por abuso de poder econômico e compra de votos com auxílio de uma facção. Agora, ele ficará inelegível por oito anos e terá que pagar uma multa de 10 mil Ufir (Unidade Fiscal de Referência).

Conforme denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE), Ary recebeu apoio da facção nas eleições de outubro de 2024. A facção em questão teria coagido presos da Penitenciária da Mata Grande para angariar votos para o petista, inclusive fornecendo dados de eleitores e pressionando-os a votar no candidato. Cada presidiário foi forçado a conseguir quatro eleitores para o então candidato, sob ameaça de punição severa.

Além disso, o MPE alegou que a escolha do nome de Ary para a disputa eleitoral foi uma decisão coletiva da facção e que as reuniões de campanha foram financiadas com dinheiro de lojistas que pagam “taxas de segurança” à organização criminosa.

“Também se apurou que a escolha do nome do candidato Ary Campos foi uma decisão coletiva dos membros da facção criminosa de inseri-lo na política, a fim de conciliar os interesses da organização. Relata que as reuniões de campanha do candidato Ary Campos foram financiadas com dinheiro de lojistas que pagam a “taxa de segurança” à organização criminosa”, diz trecho da denúncia.

Consta ainda na acusação que um assessor de Ary Campo pagou R$720 para cada eleitor.

Durante o período de caqmpanha Ary da Costa chegou a ser alvo da Operação Infiltrados, deflagrada pela Polícia Civil.  Mesmo assim, ele foi eleito com 1.960 votos.

O vereador contestou as acusações, alegando que não teve participação direta ou indireta nos atos ilícitos e que as provas apresentadas pelo MPE são inválidas. Ele argumentou que os celulares apreendidos na penitenciária para investigação do caso foram acessados sem autorização judicial e que as confissões de testemunhas foram obtidas sob coação.

Após analisar as provas e os argumentos dos envolvidos no processo, o juiz Francisco Rogério Barros concluiu que as condutas do vereador são ilícitas e altamente reprováveis, visto que a influência da organização criminosa na eleição ofusca a democracia e gera insegurança jurídica.

Francisco Rogério Barros ressaltou também que o apoio prestado pela facção afetou o equilíbrio entre os candidatos.

“No caso, as condutas ilícitas são altamente reprováveis (gravidade qualitativa), uma vez que temos um representante político que se aliou a uma organização criminosa para se eleger, o que, certamente, é inadmissível. A influência das organizações criminosas na política é totalmente negativa, uma vez que ofusca a democracia, além de gerar insegurança jurídica”, escreveu o juiz na decisão.

“O apoio prestado pela organização criminosa Comando Vermelho à candidatura de Ary Campos afetou o equilíbrio entre os candidatos e maculou a normalidade da disputa eleitoral. Isso porque a coação dos integrantes do Comando Vermelho para angariar votos, a intimidação dos eleitores indicados, o uso da estrutura organizada e criminosa para obter recursos financeiros, impactaram a liberdade do voto, causando desequilíbrio na disputa eleitoral ao cargo de vereador nas eleições de 2024”, completou o magistrado.

Por fim, Ary da Costa Campos foi condenado por abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio. Ele foi declarado inelegível por 8 anos, a partir do pleito eleitoral municipal de 2024, e teve seu diploma de vereador cassado, além de ter sido multado em 10 mil Ufir.

Fonte:Reporter MT e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 15/05/2025/14:22:33

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Caso Gisele: Polícia Civil prorroga inquérito que investiga morte de mulher que foi enterrada em terreno de escola em Santarém (PA)

vítima foi identificada como Gisele Ribeiro Batista, de 38 anos. — Foto: Rede Sociais/Reprodução

Dia 6 de maio completou 30 dias do desaparecimento de Gisele Ribeiro Batista. O corpo dela foi encontrado dois dias depois, enterrado em uma cova rasa. Suspeito segue preso.

Após mais de 30 dias do desaparecimento e da localização do corpo de Gisele Ribeiro Batista, a Polícia Civil prorrogou o inquérito que investiga a morte da mulher no bairro Aeroporto Velho, em Santarém, no oeste do Pará.

Gisele desapareceu no dia 6 de maio e o corpo dela foi encontrado enterrado em uma cova rasa no terreno de uma escola municipal.

Ao g1, a delegada Ana Paula Alho, que preside o inquérito, informou que detalhes sobre o caso não podem ser divulgados até a conclusão do inquérito. Isso porquê a Polícia Civil pediu à justiça sigilo sobre o caso, por se tratar de feminicídio.

“As investigações continuam em andamento, ainda existem diligências em andamento. Foi requisitado prorrogação de prazo para conclusão do inquérito”, contou a delegada.

Ainda segundo a delegada, o prazo foi prorrogado em mais 30 dias para que o caso seja elucidado. O suspeito, Raimundo Rafael Lopes, confessou a autoria do crime e continua preso preventivamente.

Relembre o caso

Gisele Ribeiro Batista de 38 anos desapareceu após ser deixada pela irmã nas proximidades de uma escola no bairro Aeroporto Velho no dia 6 de maio. Após análises de câmeras de segurança da escola, policiais civis e militares localizaram o corpo da mulher em uma cova rasa no terreno da escola.

O vigia da escola, Raimundo Rafael Lopes, chegou a fingir que estava procurando por Gisele quando o corpo dela ainda não havia sido localizado. Depois ele confessou a autoria do crime e contou à imprensa que matou Gisele com um tiro pelas costas e que a cova já havia sido cavada pelo menos 3 dias antes do crime.

O suspeito alegou estar sendo pressionado a conseguir dinheiro para a mulher, com quem ele mantinha um relacionamento de aproximadamente 7 anos. Familiares confirmaram que sabiam do relacionamento entre Gisele e o vigia da escola, mas desconheciam os “pedidos de dinheiro”.

O vigia ainda jogou o celular da vítima e outros pertences em um esgoto, também próximo à escola. O aparelho foi localizado e entregue à polícia.

LEIA TAMBÉM:

Vigia confessa ter matado mulher “afogada com álcool” e enterrado corpo em terreno de escola, em Santarém (PA)

 

Fonte: Dominique Cavaleiro, g1 Santarém e Região — PA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 15/05/2025/14:22:33

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Crise do açaí: o que está roubando o ‘arroz com feijão’ dos mais pobres em Belém?

Pela primeira vez, Paulo Tenório não tem mais açaí para vender em Belém, a ‘capital do açaí’ — Foto: Cícero Pedrosa Neto/BBC

Na capital da COP30, o açaí está na base da alimentação, mas produto ficou mais caro e difícil de encontrar, o que tem levado famílias a buscar alternativas e produtores a temer por seu futuro.

O governador do Pará, Hélder Barbalho, espera tomar uma tigela de açaí com Donald Trump, caso o presidente dos Estados Unidos compareça à Conferência do Clima das Nações Unidas em Belém, COP30, em novembro próximo.

“A pessoa não pode viver só de fast food, não é?”, disse Barbalho em um post-convite no Instagram.

Mas, se dentro dos muros do Parque da Cidade, onde ocorrerão os principais eventos da COP, os cardápios devem se encher do roxo da fruta amazônica, do lado de fora, os moradores de Belém têm penado para manter o açaí na dieta.

Em uma cidade onde o açaí é a base da alimentação — basicamente um “arroz com feijão”, servido com carnes e peixes —, o encarecimento do produto tem impacto no dia a dia de consumidores e milhares de trabalhadores envolvidos na cadeia produtiva.

Só nos quatro primeiros meses do ano, o preço do açaí tipo grosso, o mais apreciado, vendido ao consumidor em Belém aumentou 56%, segundo levantamento do Dieese-Pará: começou o ano em R$ 35,67 por litro e, no último mês, era vendido a R$ 52,10.

Um aumento nos primeiros meses do ano é esperado devido ao período de entressafra, na época mais chuvosa na Amazônia, que normalmente vai até maio. Mas não desse jeito.

Na comparação de abril deste ano com o mesmo mês do ano passado, a alta é de 7,1%. Ao olhar para 2023, a alta para o mesmo o período já é de 27,6%.

“Nunca tinha visto chegar a esse patamar de preços”, diz Paulo Tenório, de 50 anos, há 12 um batedor artesanal de açaí — profissão de quem compra o fruto nas feiras às margens da baía do Guajará, em Belém, e extrai a polpa em pequenos comércios para vender à população.

Pela primeira vez, o batedor precisou fechar temporariamente seu negócio na Marambaia, bairro periférico ao lado das instalações da COP, e passou a trabalhar como motorista de aplicativo, por até 14 horas por dia.

“Estou em abstinência de açaí”, lamenta Tenório, que, além de não vender, está sem comprar. Ele diz que sua renda diminuiu 40% em relação a anos anteriores, quando o comércio funcionava sem parar. Com pouco dinheiro, precisou mandar o filho de 18 anos para morar com a avó.

Segundo pesquisadores e pessoas envolvidas na cadeia produtiva do açaí, a entressafra, porém, não explica todo o problema.

As mudanças aceleradas do clima, ainda somadas ao fenômeno do El Niño, têm alterado as condições necessárias para que o açaizeiro, uma espécie nativa de áreas de várzea, frutifique.

No ano passado, a estiagem prolongada que secou rios no Norte do Brasil encurtou a safra e fez os frutos encolherem.

“As secas acertaram diretamente a cadeia produtiva do açaí”, diz Nathiel Moraes, diretor de pesquisas do Instituto Açaí é Nosso e pesquisador do Grupo de Trabalho do Açaí da Universidade Federal do Pará (UFPA).

“O açaizeiro precisa de um equilíbrio tão preciso da natureza que o ser humano é um mero coadjuvante”

A equação é complexa para os pequenos produtores: a árvore precisa de um período semelhante entre chuvas e sol no início da safra, um período mais seco para a colheita e um período de chuva intensa para voltar a se fortalecer antes de produzir de novo.

A alta do preço do açaí também tem ocorrido justamente em um momento em que o mundo descobre o sabor dessa fruta, um alimento saudável e energético agora apreciado desde as praias da Califórnia aos shoppings de Dubai, passando por todas as regiões do Brasil.

Para atender a essa demanda, a árvore de açaí passou a ser cultivada em grande escala nos últimos anos, em alguns casos em monocultura, levando a temores de perda de biodiversidade na Amazônia. A produção tem batido recorde no Pará, Estado que concentra 90% da produção nacional.

Os números de exportação do Pará sobre os derivados de açaí saíram de 1 tonelada em 1999 para mais de 61 mil toneladas em 2023, segundo a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa).

Mas, além dessas grandes plantações exclusivas às indústrias, o apetite pela fruta também faz com que alguns pequenos produtores, que antes abasteciam o mercado local, passassem a vender a fábricas que mandam o produto para fora do Pará, segundo pesquisadores, contribuindo para a crise em Belém.

Açaí fino e a chula

Nessa época do ano, com a entressafra e uma crise multifatorial, o açaí que tem chegado a Belém é de menor qualidade e “mais fino”. Ou seja, além de mais caro, gera um creme mais ralo, segundo os batedores.

Mas, com o preço nas alturas, mesmo quem continua comprando tem mudado o comportamento.

Os belenenses têm pedido com frequência nos comércios de batedores de açaí a água residual que sobra no processo, na lavagem do caroço — chamada de churamba ou chula.

“A pessoa pede, em vez de 1 litro de açaí, meio litro mais o resto de água”, conta Paulo Tenório, batedor artesanal. A mistura deixa o alimento mais fino e menos nutritivo e saboroso.

Na época da safra, os frutos que chegam a Belém normalmente vêm das ilhas e regiões próximas da cidade. Nesse período de escassez, precisam vir de mais longe, em barcos com gelo desde a Ilha do Marajó, em uma viagem de sete dias.

Quando chega à capital, gelado, a qualidade não é a mesma e pode estar azedo, explica Tenório: “O açaí é um defunto, quando sai do cacho, começa a morrer”.

Ao contrário do resto do Brasil (e do mundo), que consome o açaí quase como sorvete, misturado a xaropes como o de guaraná, o paraense preza mais pelo açaí fresco. Quanto menos tempo levar da árvore à mesa, melhor. Por isso, o produto das grandes fábricas não é tão interessante aos moradores locais.

“Para vocês fora da Amazônia, açaí não é cultura alimentar, é uma sobremesa, um pré-treino. Aqui, tem família que está todo dia comprando açaí para poder se manter, é o almoço”, conta Moraes.

No início dessa cadeia local, estão as pequenas comunidades que plantam o açaí nos arredores de Belém.

Uma delas é a comunidade quilombola Itacoã Miri, em Acará. Até os anos 1990, os moradores sobreviviam com a produção de farinha. Mas um projeto de incentivo à colheita de açaí mudou a economia local.

“Éramos miseráveis, passava fome mesmo. Com o açaí, a comunidade alavancou, melhorou muito nossa vida”, relata o agricultor Marcos da Silva, de 48 anos

Na época da safra, a cada dois dias Silva sai da comunidade e passa uma hora e meia em um barco até o Porto da Palha, em Belém, onde vende a produção. Com um período de entressafra maior devido ao clima, os barcos ficam parados por mais tempo, saindo eventualmente para venda de outras frutas, como cupuaçu e pupunha.

“Isso não é normal. Tem algum fator que está causando isso, porque que está tendo mudança, isso está”, diz Silva, que teme pelo futuro.

Chover na hora certa

Nativa de áreas de várzea, inundadas periodicamente pelos rios, a palmeira do açaí precisa de muita água.

A forte estiagem que atingiu o Norte do Brasil em 2024 e em 2023 fez o fruto secar. Na época de safra, algumas árvores estavam mortas.

“Tem frutos que acabam nem nascendo ou secam no pé. Quando saem, demoram muito e estão pequenos”, diz o pesquisador Nathiel Moraes, que tem trabalhando para desenvolver tecnologias para o açaí, como um biogel que faça o fruto ter mais durabilidade.

O cenário de seca fez com que a última safra começasse apenas em agosto —normalmente, vem em junho.

Na comunidade do Itacoã Miri, em Acará, Marcos da Silva relata que normalmente consegue colher de junho até janeiro, mas, no último ano, as árvores já não tinham mais frutos em novembro. Ou seja, teve uma safra curta e uma entressafra muito grande.

Apesar dos recordes de produção de açaí no Pará, Silva explica que a realidade dos pequenos produtores é diferente.

Suas pequenas plantações geralmente não possuem sistema de irrigação que consigam abastecer de água em épocas secas.

“Pode até aumentar a área de plantação, mas as nossas árvores estão dando menos açaí, os cachos estão menores”, diz Silva. Nas suas contas, em 15 anos, a produtividade na sua comunidade quilombola caiu 40%.

A falta de acesso a recursos para financiamento e implementação de novas tecnologias são uma reclamação constante entre quem acompanha a cadeia produtiva de açaí de Belém.

“Precisamos trazer inovações para diminuir os impactos que as mudanças climáticas vão causar nessa cadeia produtiva daqui. Não adianta só plantar mais açaí e aumentar a exportação”, relata Moraes.

Mesmo que a falta de chuva seja um problema, os produtores também temem que chova demais.

Como há pouca tecnologia aplicada à colheita, a retirada dos cachos ainda é feita exclusivamente pelos peconheiros, que sobem nas árvores com a ajuda de uma peconha, um tipo de cinta usada nos pés para se apoiar na escalada.

Quando chove, eles não têm como coletar o fruto, porque a segurança fica muito comprometida com a palmeira lisa demais, e o fruto passa do tempo de amadurecimento e começa a apodrecer.

A cadeia de produção de açaí também é frequentemente alvo de denúncias de trabalho infantil, já que crianças, mais leves, são usadas para subir nas árvores. Há relatos de fraturas, ferimentos e picadas de animais.

A BBC News Brasil questionou o governo do Pará a respeito de projetos para modernizar a cadeia produtiva do açaí no Estado. Em nota, a gestão Barbalho disse que tem em andamento o projeto PRÓ-AÇAÍ, para capacitar produtores e incentivar o cultivo irrigado.

“Como o açaizeiro é uma cultura perene, os resultados dessas ações são estruturantes e de médio a longo prazo”, afirmou o governo paraense em nota.

Sucesso global e a polêmica do açaí congelado

As fábricas que produzem o açaí para fora do Pará, em geral, só funcionam durante o período de safra. Muitas têm plantações próprias.

Mas outras, segundo os relatos ouvidos pela BBC News Brasil, vão atrás dos frutos que antes abasteceriam Belém.

Em alguns casos, produtores são procurados muito antes da colheita, recebendo um valor menor do que o normal como uma antecipação, garantindo que toda a produção vai para a indústria.

“Quando você está consumindo açaí absurdamente durante aquele período da safra, você está tirando de quem consome aqui dentro”, diz Moraes.

Como as fábricas congelam o produto, que vai ter um prazo longo de validade, elas trabalham a todo vapor quando está na época da colheita. No resto do ano, costumam vender o que já foi embalado.

Em geral, essa estratégia de congelar o açaí não era bem aceita em Belém. Mas isso tem mudado.

Nos últimos dez anos, diz o batedor Paulo Tenório, a população que só buscava o açaí fresco passou a aceitar o refrigerado, que é batido de um dia para o outro e mantido na geladeira, sem congelar.

Agora, redes de supermercado da cidade já oferecem a polpa congelada. “As pessoas querem açaí, não importa mais se congelado ou não”, diz Moraes.

Diante do novo cenário, os batedores de açaí também querem congelar o produto. Hoje, eles são impedidos por regras sanitárias.

Polpa de fruta só pode ser comercializada no Brasil se for pasteurizada — processo de aquecimento controlado seguido de resfriamento rápido, usado para eliminar micro-organismos

Um decreto estadual do Pará permite que os trabalhadores artesanais do açaí vendam o produto desde que realizem o branqueamento, processo em que o açaí, após ser higienizado, é imerso por 15 segundos em água a 80ºC e, em seguida, resfriado à temperatura ambiente.

O objetivo é controlar micro-organismos como a salmonela e o protozoário causador da doença de Chagas. Esse processo, porém, não é suficiente para uma autorização que permita o congelamento, e a pasteurização é um processo mais complexo e muito caro para os batedores.

A Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) aprovou uma lei em abril que possibilita aos batedores congelar o açaí. A ideia do deputado Bordalo (PT) seria criar um “estoque regulador” no período de entressafra para o preço não disparar.

Segundo a Procuradoria-Geral do Estado, o veto foi embasado em pareceres técnicos que apontaram inconstitucionalidade, por tratar de matéria de competência da União, além da falta de critérios sanitários e de parâmetros técnicos para o congelamento seguro do açaí.

Em nota, o governo do Pará diz que “está aberto ao diálogo com os batedores e parlamentares para construir soluções que sejam viáveis, sustentáveis e juridicamente seguras”.

Os batedores e deputados por trás da proposta argumentam que o projeto não entra na seara federal, já que a Constituição garante aos Estados competência para legislar sobre produção, consumo e proteção à saúde.

Segundo associações que defendem os produtores, eventuais falhas técnicas apontadas pelo governo poderiam ser resolvidas em legislação complementar.

A Assembleia Legislativa do Pará, com maioria favorável ao governador, decidirá se derruba o veto. Até lá, os batedores seguirão sem poder congelar.

“Nosso medo é que grandes fábricas que exportam passem a vender o açaí congelado aqui no nosso mercado interno, e a gente perca nosso trabalho”, diz Paulo Tenório.

Fonte:   Vitor Tavares G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 15/05/2025/14:22:33

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Operação da PF mira esquema de contrabando de equipamentos agrícolas em MT

Grupo importava ilegalmente equipamentos agrícolas de georreferenciamento, de alto valor. — Foto: Reprodução

Investigação apontou que os produtos entravam no país sem o pagamento de impostos e eram revendidos no mercado nacional.

A Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro e contrabando de equipamentos agrícolas de alta tecnologia nas cidades de Cuiabá, Canarana e Primavera do Leste, nesta quinta-feira (15).

Segundo a PF, a investigação revelou que o grupo importava ilegalmente equipamentos agrícolas de georreferenciamento, de alto valor. Os produtos entravam no país sem o pagamento de impostos e eram revendidos no mercado nacional

O grupo também criava empresas de fachada para lavar dinheiro, recebia os produtos sabendo que eram fruto de crime e usava documentos falsos para esconder a origem ilegal das mercadorias.

A operação contou com o apoio da Receita Federal e, além de Mato Grosso, foram cumpridos mandados no e Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Os investigados poderão responder por descaminho, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e associação criminosa. O material apreendido será periciado e pode levar à identificação de novos integrantes da rede.

 

Fonte:  g1 MT e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 15/05/2025/14:22:33

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Tadalafila: para que serve, como age e quais os riscos do medicamento contra disfunção erétil que foi incluído em bala gummy

Tadalafila está entre os remédios mais vendido do Brasil — Foto: Reprodução/TV Globo

Anvisa proibiu a distribuição, fabricação, manipulação, propaganda e uso de todos os lotes do medicamento Metbala. Medida foi adotada porque o produto não tem qualquer tipo de regulação.

A tadalafila é um medicamento conhecido para tratar disfunção erétil. Ela pertence à mesma classe da sildenafila (Viagra), de inibidores da enzima fosfodiesterase tipo 5 (PDE-5).

A substância é vendida sob nomes como Cialis e Adcirca, e também tem usos aprovados para hiperplasia prostática benigna e hipertensão arterial pulmonar (HAP).

Na quarta-feira (14), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma resolução que proíbe a distribuição, fabricação, manipulação, propaganda e uso do medicamento Metbala, bala gummy à base de tadalafila. Em nota, a agência destacou que a medida foi adotada porque o produto não tem qualquer tipo de regulação.

O uso da tadalafila no Brasil ganhou ainda mais destaque após ser mencionado por celebridades e descrito até mesmo em letras de músicas populares. No entanto, entidades como o Conselho Federal de Farmácia (CFF) e órgãos de saúde pública alertam para o uso recreativo indevido da substância — o que pode trazer riscos importantes à saúde, especialmente sem acompanhamento médico.

A Anvisa reforçou, em nota, que a tadalafila é um medicamento sujeito à prescrição médica e que seu uso depende de avaliação clínica sobre condições específicas do paciente.

“Cuidado! A automedicação coloca sua vida em risco. Esses produtos não são inofensivos. Quem faz a propaganda de produtos irregulares também comete infração sanitária e está sujeito a penalidades, incluindo multas”, informou a agência reguladora.

Entenda a seguir:

Como age e quando é indicada;
Popularidade e riscos do uso indevido;
Uso nas academias e mito do ganho muscular;
Efeitos adversos e contraindicações;
Prescrição obrigatória e risco de dependência psicológica.

Como age e quando é indicada

A tadalafila relaxa os vasos sanguíneos e aumenta o fluxo de sangue, facilitando a ereção durante a estimulação sexual. Além da disfunção erétil, também pode ser indicada para:

Hiperplasia prostática benigna (HPB): alivia sintomas como jato urinário fraco e necessidade de urinar várias vezes à noite;
Hipertensão arterial pulmonar (HAP): melhora a capacidade funcional em pacientes com pressão elevada nas artérias pulmonares (em formulação específica).

No caso da HAP, a Conitec recomendou não incorporar o medicamento ao SUS, após avaliar que não há superioridade clínica frente à sildenafila e que o custo por paciente seria significativamente mais alto.

Popularidade e riscos do uso indevido

Um relatório da consultoria Close-Up International, divulgado pela BBC, aponta que a tadalafila ficou em terceiro lugar entre as moléculas mais vendidas no ano de 2024, atrás apenas de losartana e metformina. Levantamento feito pela Anvisa mostrou que foram vendidas 21,4 milhões de caixas de tadalafila no país em 2020. Três anos depois, esse número havia subido para 47,2 milhões.

A substância virou tema de músicas, sendo a canção “Tadalafila”, lançada por Os Barões da Pisadinha e Alanzim Coreano, uma das mais virais: “Sabe qual é o segredo pra aguentar a noite todinha? Tadalafila! Tadalafila!”

Especialistas apontam que esse tipo de conteúdo pode incentivar o uso recreativo e sem prescrição, especialmente entre homens jovens saudáveis, o que representa um grave risco à saúde pública. De acordo com o CFF, o crescimento da exposição midiática coincidiu com um aumento de 38,9% nas vendas do medicamento em 2023.

Comissão do Ministério da Saúde é contra oferta do Wegovy e Saxenda no SUS
Saiba mais

Uso nas academias e mito do ganho muscular

Nos últimos anos, a tadalafila passou a ser usada por frequentadores de academias — homens e mulheres — como um suposto aliado no ganho de massa muscular, embora não haja comprovação científica que sustente essa finalidade.

A justificativa para esse uso fora da bula parte da ideia de que a substância promoveria relaxamento do endotélio, a camada interna das artérias, favorecendo o aumento do fluxo sanguíneo durante o exercício. Esse aumento da irrigação nos músculos seria, segundo essa teoria, um estímulo para a hipertrofia.

Em fevereiro, o Profissão Repórter conversou com médicos que prescrevem tadalafila para a prática de exercícios.

“Se houver documentação que ele prescreve só para fazer exercícios, esse colega está incorrendo em falha ética, o que é passível de punição e não está seguindo nenhum protocolo, nenhuma norma de boas práticas médicas que demonstre que ele está fazendo o melhor pelo paciente dele”, afirma Joaquim Francisco de Almeida, coordenador da Câmara Técnica de Urologia do CREMESP.

Efeitos adversos e contraindicações

O uso da tadalafila pode causar:

Dor de cabeça, dor nas costas, rubor facial, dores musculares, congestão nasal e indigestão;
Efeitos graves como priapismo, perda de audição ou visão, queda de pressão arterial e eventos cardiovasculares.

É contraindicada para:

Pacientes que utilizam nitratos (para angina, por exemplo);
Indivíduos com doença cardíaca que contraindique atividade sexual;
Pessoas com hipersensibilidade à substância.

“O paciente de qualquer idade, jovem, adulto ou mesmo um senhor de idade, que não tem nenhum tipo de disfunção erétil, a droga é absolutamente contraindicada”, explica Joaquim Francisco de Almeida, coordenador da Câmara Técnica de Urologia do Cremesp.

“É importante lembrar que a tadalafila não deve ser usada por todos os homens, especialmente aqueles que têm problemas cardíacos ou que tomam medicamentos contendo nitratos. O uso desse medicamento deve ser sempre prescrito e os pacientes devem seguir cuidadosamente as instruções de dosagem e administração sob orientação do farmacêutico”, afirma a conselheira federal de Farmácia de Sergipe, Fátima Cardoso.

Prescrição obrigatória e risco de dependência psicológica

A tadalafila é um medicamento de tarja vermelha e exige receita médica obrigatória. O uso sem avaliação profissional — motivado por modismos ou busca por desempenho sexual — pode mascarar doenças de base e levar à dependência psicológica.

 

Fonte:  Redação g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 15/05/2025/14:22:33

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Dois homens são condenados por roubar bebê reborn e outros objetos

 Dois homens são condenados por roubar bebê reborn (Foto / Freepik)

Uma vizinha contou em depoimento que viu os homens colocando todos os itens roubados, incluindo a bebê reborn, num carro depois que ouviu alguns barulhos estranhos e o latido do cachorro dela

Três homens invadiram uma casa em 2019 e roubaram diversos objetos do morador enquanto ele não estava presente. Entre os itens, uma bebê reborn foi levada. O caso foi julgado em agosto de 2024. Na oportunidade, apenas dois puderam ser julgados, já que o terceiro envolvido não participou do processo. Emanuel Leandro Zaguri Morales e Charles Ferreira de Souza foram condenados à prisão

O crime aconteceu em Manaus (AM) e a principal testemunha, uma vizinha, relatou que viu os homens colocando os objetos em um carro que serviu de transporte e fuga dos criminosos. Além da bebê reborn, os criminosos roubaram três televisores, aparelhos de som e de eletromassagem, roupas, tênis, dois perfumes, cinco travesseiros e documentos pessoais.

O crime aconteceu no dia 12 de fevereiro de 2019, por volta das 13h30, e a vizinha contou em depoimento que viu os homens colocando todos os itens roubados num carro depois que ouviu alguns barulhos estranhos e o latido do cachorro dela. Por conta disso, ela chegou a ligar para o morador da casa, que é motorista, para avisar o que estava acontecendo, já que ele tinha saído na hora do almoço. Ela disse, ainda, que ligou para a polícia e logo se trancou na sua própria residência com medo.

Como neste dia estava chovendo, algumas casas ficaram sem energia elétrica. Isto fez com que as câmeras de seguranças não flagrassem a ação dos criminosos. Até então, nenhum objeto foi recuperado, incluindo a bebê reborn, apesar da condenação de dois acusados.
Julgamento e condenações

O juiz do processo, Luís Alberto Nascimento Albuquerque, decidiu pela condenação de Emanuel Leandro Zaguri Morales. Ele deve cumprir pena de 2 anos e 4 meses de reclusão em regime aberto, além de 10 dias-multa. A sua pena foi fixada neste patamar por conta da confissão do crime.

Charles Ferreira de Souza, outro participante, foi condenado a 4 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado e 10 dias-multa. A pena dele foi maior por conta da reincidência.

Apesar de envolver um “bebê”, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) não foi utilizado para fundamentar a decisão, afinal, não se trata de um bebê de verdade. Caso contrário, o crime que eles responderiam seria diferente.

 

Fonte: Rafael Lédo/O Liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 15/05/2025/14:22:33

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Prefeitura de Belém dá fim ao barulho e destrói mil escapamentos adulterados

Peças foram apreendidas durante operações do programa “Belém em Ordem” | (Leandro Neves/Agência Belém)

Peças foram apreendidas em ações da Segbel contra irregularidades no trânsito e poluição sonora. A destruição foi acompanhada pelo prefeito de Belém, Igor Normando

O prefeito de Belém, Igor Normando, acompanhou a destruição de 1000 escapamentos de motocicletas adulterados realizada no Pátio de Retenção de Veículos da Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade (Segbel), bairro da Marambaia, nesta quarta-feira (14).

Os escapamentos adulterados foram destruídos com o uso de um rolo compactador. As peças foram apreendidas durante as operações do programa “Belém em Ordem”, realizadas com o apoio da Guarda Municipal de Belém (GMB) e voltadas à fiscalização para prevenir e combater irregularidades no trânsito, incluindo as que causam poluição sonora.

“Estamos fiscalizando toda a cidade. Organizando o espaço público e combatendo irregularidades. Vamos dar um fim definitivo nisso: todos esses escapamentos vão ser destruídos e quem continuar insistindo no erro vai ver as consequências acontecendo, porque cada ação é um passo para colocar Belém em ordem”, enfatizou o prefeito Igor Normando.

A destruição dos mil escapamentos está respaldada no Artigo 230, inciso XI, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que considera grave a infração de conduzir veículo com o sistema de escapamento adulterado, prevendo multa de R$ 195,23 e a apreensão do veículo.

 

Fonte: Redação DOL e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 15/05/2025/14:22:33

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