Após revisão do MEC, saiba o que muda com a nova política de ensino a distância do Brasil

Foto:Reprodução | O Ministério da Educação (MEC) revisou as regras para a oferta de educação a distância (EaD) nos cursos do ensino superior com o objetivo de garantir a qualidade dos serviços e o desenvolvimento da aprendizagem de todos os estudantes.

O governo federal, após meses de discussão com os setores envolvidos – como gestores da área educacional, especialistas, conselhos federais e representantes das instituições de educação superior – publicou nesta semana o decreto que trata do tema.

o que muda com a nova política de EaD:

Formatos dos cursos

A partir do novo marco regulatório da educação a distância, nenhum curso de bacharelado, licenciatura e tecnologia poderá ser 100% a distância.

Os cursos de graduação podem ser oferecidos em três formatos:

Cursos presenciais: com pelo menos 70% da carga horária em atividades presenciais, com a presença física de estudantes e professor nas aulas; atividades em laboratórios físicos; frequência a estágios presenciais;
Cursos em EaD: oferta majoritária de carga horária a distância, composta por aulas gravadas e atividades em plataformas digitais de ensino. Porém, o decreto impõe o limite mínimo de 10% da carga horária do curso em atividades presenciais; e, no mínimo, 10% em atividades síncronas mediadas.
Cursos semipresenciais: criado pelo novo decreto, é composto obrigatoriamente por carga horária de 30% de atividades presenciais; e, no mínimo, 20% em atividades síncronas mediadas;

atividades presenciais físicas (estágio, extensão, práticas laboratoriais);
atividades síncronas mediadas: devem ser realizadas com, no máximo, 70 estudantes por docente ou mediador pedagógico e controle de frequência dos estudantes;

Tipos de atividades

A nova política uniformiza as seguintes definições:

Atividades presenciais: realizada com a participação física do estudante e do docente em lugar e tempo coincidentes;

Atividades assíncronas: atividade de EaD na qual o estudante e o docente estejam em lugares e tempos diversos;

Atividades síncronas: atividade de EaD na qual o estudante e o docente estejam em lugares diversos e tempo coincidente;

Atividades síncronas mediadas: atividades interativas, com grupo reduzido de estudantes, apoio pedagógico e controle de frequência. Neste tipo de atividade, os estudantes e o docente estão em lugares diversos e tempo coincidente (ao vivo). O objetivo é garantir a efetiva interação no processo de ensino-aprendizagem.

Proibições em EaD

De acordo com o decreto, os cursos superiores de medicina, direito, odontologia, enfermagem e psicologiasó poderão ser ofertados no formato presencial. O MEC justifica que a necessidade de realização de atividades práticas, laboratórios presenciais e estágios torna a formação nesses casos “incompatível com o formato da educação a distância”.

Pela portaria 378, o curso de medicina terá de ser integralmente ofertado por meio de atividades presenciais, vedada qualquer carga horária a distância.

O mesmo documento detalha que os outros quatro cursos de graduação (direito, odontologia, enfermagem e psicologia) poderão ter, no máximo, 30% da carga-horária em atividades a distância.

Cursos semipresenciais

Para o formato semipresencial, também chamado híbrido, o MEC estipulou na portaria 378 que cursos de licenciaturas, que formam professores, e de áreas como as de saúde e bem-estar também não poderão ser ofertados 100% no remoto. Estes cursos deverão ser somente em dois formatos: presencial ou semipresencial.

Os cursos classificados nesta nova portaria que regulamenta o decreto são das seguintes áreas: educação, ciências naturais, matemática e estatística; saúde e bem-estar; engenharia, produção e construção; e agricultura, silvicultura, pesca e veterinária.

São exemplos de cursos nesta situação: fisioterapia, farmácia, educação física, medicina veterinária, biomedicina, fonoaudiologia e nutrição.

Posteriormente, a pasta poderá definir outras áreas de cursos vedados para EaD.

Infraestrutura física

Em relação ao local, as atividades presenciais dos cursos de ensino superior das modalidades semipresencial e à distância podem ser ofertadas tanto na sede física da instituição, como em seus campi (fora de sede e de seus polos EaD).

O polo EaD deve funcionar como um espaço acadêmico para o efetivo apoio ao estudante. Por este motivo, a infraestrutura física e tecnológica deve ser adequada às especificidades de cada curso ofertado.

Há também a exigência de infraestrutura mínima como: sala de coordenação; ambientes para estudos; laboratórios (quando aplicável); acesso à internet.

Além disso, não será permitido o compartilhamento de polos EaD entre instituições de ensino superior diferentes.

Prazo de adaptação

As instituições de educação superior terão prazo de até dois anos para adequar gradualmente os cursos às novas regras.

Nesta transição, devem ser garantidos os direitos dos estudantes. É responsabilidade da instituição de educação superior assegurar a continuidade da oferta do curso no formato EaD até a conclusão das turmas em andamento.

Estudantes do EaD

A partir da nova norma, todos os estudantes matriculados em cursos que não poderão mais ser ofertados 100% online terão assegurado seu direito de conclusão do curso no formato EaD, desde que seja o formato escolhido no ato de matrícula.

Provas presenciais

Cada disciplina dos cursos de graduação a distância deverá ter, pelo menos, uma avaliação presencial.  No momento da avaliação, a instituição de ensino deve verificar a identidade dos estudantes para evitar fraudes.

Esta avaliação presencial deve ser a maior na composição da nota final do estudante para atestar se o aluno foi aprovado ou não naquela disciplina.

Segundo o MEC, o objetivo da exigência é incentivar o desenvolvimento de habilidades discursivas de análise e síntese ou que possuam natureza de atividade prática.

Mediador pedagógico

A nova política de EaD cria a figura do mediador pedagógico nos cursos de graduação a distância. O MEC esclarece que o mediador pedagógico não é um tutor, que desempenha função apenas administrativa e, por isso, não pode exercer funções pedagógicas.

Já o mediador pedagógico deve possuir formação acadêmica compatível com o curso. No exercício de suas atividades deverá ajudar a esclarecer dúvidas de aprendizagem dos estudantes e apoiar o processo de formação deles.

A quantidade de professores e mediadores deve ser compatível com o número de estudantes sob mediação deste profissional.

Os mediadores pedagógicos devem estar vinculados à instituição de educação superior e devem ser informados anualmente ao MEC e ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), por meio do Censo da Educação Superior.

Mais dúvidas podem ser tiradas no site do MEC.

Fonte: Agência Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 22/05/2025/08:34:38

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Polícia Militar prende condenada por tentar matar criança em Mojuí dos Campos (PA)

Cristiane da Silva Costa foi presa pela Polícia Militar dentro da ‘Operação Carga Máxima’, na tarde de quarta-feira (21), na Comunidade Boa Fé, em Mojuí dos Campos. Contra ela havia um mandado de prisão por tentar matar uma criança de 6 anos.

A acusada deve cumprir em regime fechado uma pena de 6 anos, 6 meses e 7 dias. Cristiane da Silva agrediu a criança em via pública e ainda jogou álcool com a intenção de atear fogo. Na época, o crime não foi consumado porque um vigia impediu.

A tentativa de homicídio ocorreu em maio de 2015 e foi motivado por vingança. A mãe da vítima era atual namorada do ex-companheiro da acusada.

A condenada foi conduzida para a UIPP de Mojuí dos Campos e apresentada ao delegado Wiliam Richer Fonseca para os procedimentos cabíveis.

Fonte:O Impacto e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 22/05/2025/08:34:38

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10 remédios genéricos mais vendidos no país: o que a lista revela sobre a saúde do brasileiro

Losartana é o genérico mais vendido do Brasil — Foto:Reprodução

Levantamento obtido pelo g1 mostra que quatro dos dez medicamentos mais comercializados no Brasil tratam hipertensão; tadalafila aparece em quinto lugar.

Quatro dos dez remédios genéricos mais vendidos no Brasil têm como indicação o tratamento de hipertensão. É o que mostra um levantamento da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac) obtido pelo g1.

Além deles, medicamentos para disfunção erétil, anti-inflamatório, analgésico e redutor de colesterol compõem a lista.

A prevalência de substâncias que controlam a pressão arterial segue a alta no número de brasileiros que têm a doença: cerca de 30% da população do país é hipertensa, e esse número dobra quando analisadas pessoas acima de 60 anos.

“A hipertensão arterial sistêmica é a mais frequente entre as doenças crônicas comuns”, explica o pesquisador da Unidade Clínica de Aterosclerose do Incor e cardiologista da Clínica Sartor, Henrique Trombini.

Ter a pressão arterial elevada, ele explica, pode gerar consequências mais graves, como acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio e insuficiência cardíaca.

“A hipertensão é praticamente uma epidemia mundial”, ele diz. Justificada, principalmente, pelos hábitos alimentares que envolvem cada vez mais alimentos ultraprocessados. Sedentarismo e obesidade também são causas comuns da doença.

— Foto: Arte/g1
— Foto: Arte/g1

Doença assintomática

Coordenador da cardiologia do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, Carlos Rassi detalha que a hipertensão é uma doença silenciosa, que costuma apresentar sintomas somente quando já está avançada.

“Pela ausência de sintomas iniciais, é importante realizar exames anuais. Estima-se que, de todas as pessoas hipertensas no Brasil, 30% não sabem que têm a doença”, diz o médico.

O valor aceitável de pressão arterial, explica o especialista, varia. Ainda assim, o ideal é ter um número abaixo de 12/8.

“A hipertensão gera um estresse nas paredes dos órgãos, podendo resultar em consequências graves para o coração, rins, aorta e para o tecido cerebral”, explica Rassi. “Praticamente todos os órgãos do corpo são afetados pela pressão arterial sistêmica.”

Hipertensão não controlada pode gerar:

Nefropatia hipertensiva, perda renal que pode fazer o paciente precisar de hemodiálise.
Insuficiência cardíaca.
Aneurisma de aorta.
Infarto agudo do miocárdio.
Acidente Vascular Cerebral.
Cegueira (retinopatia hipertensiva).

Presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão, Luis Cuadrado atrela o alto índice de pessoas hipertensas ao consumo excessivo de sódio. Alimentos ultraprocessados, cada vez mais presentes na alimentação, são ricos em sódio.

“Nada substitui o arroz feijão da mesa do brasileiro. Essa é a base da alimentação, junto a verduras e legumes. Ultraprocessados devem ser consumidos sob caráter excepcional”, diz Cuadrado.

Ainda assim, o médico ressalta a importância da medicação contra a hipertensão. “É uma doença crônica que pode ser controlada, e para isso há uma gama de medicamentos disponíveis”, ele afirma.

Todos os medicamentos para hipertensão citados nos dados desta reportagem podem ser adquiridos sem custo via farmácia popular.

Uso recreativo de tadalafila

Um levantamento exclusivo feito pelo g1 mostrou que a venda de tadalafila, substância que trata disfunção erétil, cresceu 20 vezes em dez anos.

O medicamento aparece em quinto entre os genéricos mais vendidos, e no top-10 há também o remédio-irmão, a sildenafila, comercialmente vendido sob o nome ‘Viagra’.

Especialista em Clínica Médica do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPE), Fábio Campos diz que cada vez mais pessoas têm usado esse tipo de medicação de forma recreativa.

À reportagem, ele explica que homens cada vez mais jovens –e sem disfunção erétil– tem se automedicado com tadalafila e sildenafila para aumentar a performance sexual.

“É um problema grave de saúde pública porque gera um vício psíquico. Esses homens começam a pensar que dependem do medicamento para ter relação sexual”, diz.

“Haver dois medicamentos contra disfunção erétil na lista dos genéricos mais vendidos é um retrato do uso recreativo, uma vez que disfunção erétil está longe de ser uma das principais doenças do brasileiro.”

Tanto a tadalafila quanto a sildenafila têm restrições a pacientes com coronariopatias. “Em homens com doenças cardiovasculares, aumenta severamente as chances de infarto. É um remédio que precisa ser usado apenas sob prescrição médica”, ele explica.

Ao g1, o Conselho Federal de Farmácia corrobora a ideia de uma automedicação abusiva de tadalafila e similares. “O preço acessível e o marketing farmacêutico também podem explicar o perfil de utilização de medicamentos em uma população”, diz.

Na contramão do mundo?

Entre os analgésicos, a dipirona é a única presente na lista, e é considerada pelos especialistas um medicamento seguro, embora não comercializado em alguns países.

Com a nimesulida, é diferente. O anti-inflamatório é proibido nos Estados Unidos e em países da Europa pelo alto risco de causar insuficiência renal.

“O uso indiscriminado, como acontece no Brasil, pode ocasionar problemas graves nos rins e até o aumento da hipertensão”, explica Campos. “Não é um remédio seguro para ser vendido nessa quantidade”, diz.

Alimentação explica simeticona e sinvastatina

Pesquisador do Incor e cardiologista da Clínica Sartor, Henrique Trombini também relaciona uso excessivo de simeticona –um remédio anti-gases– aos maus hábitos alimentares dos brasileiros. A má-digestão, responsável pela produção de gases abdominais, é muitas vezes causada pelo baixo consumo de frutas e verduras.

“É a mesma base que faz o colesterol aumentar, doença para a qual a sinvastatina (sétima da lista e disponível gratuitamente pelo programa Farmácia Popular) é recomendada. No fim, comidas saudáveis e exercícios físicos regulares evitariam grande parte do consumo dos dez medicamentos genéricos mais vendidos no Brasil.”

Presidente da Alanac, Henrique Tada reforça a segurança dos medicamentos genéricos, comercializados desde 1999.

“Registrados na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), esses remédios têm os mesmos efeitos terapêuticos e a mesma eficácia do medicamento de referência. São opções baratas e seguras que atendem às necessidades da população.”

 

Fonte: Talyta Vespa, g1  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 22/05/2025/08:34:38

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São Paulo goleia para assumir 3ª colocação do Brasileiro Feminino

(Foto:Reprodução| © Nilton Fukuda/Saopaulofc.net/Direitos Reservados

O São Paulo goleou o Real Brasília por 5 a 0, nesta quarta-feira (21) no CFA Laudo Natel, em Cotia (SP), em partida válida pela 12ª rodada da Série A1 do Campeonato Brasileiro de futebol feminino. A partida foi transmitida ao vivo pela TV Brasil.

Com a vitória em casa, o Tricolor assumiu a 3ª posição da classificação com 24 pontos, um a menos do que o vice-líder Corinthians (que derrotou o América-MG por 1 a 0) e cinco a menos do que o líder Cruzeiro (que ainda entrará em ação nesta rodada). Já a equipe do Distrito Federal permanece com nove pontos após o revés, ocupando a 13ª colocação.

A vitória do São Paulo foi construída com gols da lateral Bia Menezes, aos 15 minutos do primeiro tempo, de Isa Guimarães, aos 31 da etapa inicial, dois de Giovanna Crivelari no segundo tempo (aos 16 segundos e aos 28 minutos) e um de Bruna Calderan, aos 31 da etapa final.
Outros resultados:

Bragantino 2 x 2 Fluminense
América-MG 0 x 1 Corinthians

Fonte:Agência Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 22/05/2025/08:34:38

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Trump avalia sanções contra Moraes por censura e perseguição política a Bolsonaro

O secretário do Departamento de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse nesta quarta-feira (21/5) que os Estados Unidos avaliam a possibilidade de criar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por censura e perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Isso está sob análise no momento e há uma grande possibilidade de que aconteça”, disse Rubio em um depoimento na Comissão de Relações Exteriores do parlamento americano, após ser questionado pelo deputado republicano Cory Lee Mills.

Mills alega que Moraes pode ser alvo da Lei Magnitsky — legislação que permite que o governo norte-americano possa punir autoridades que tenham violado os direitos humanos.

As sanções podem incluir questões econômicas, como bloqueio de bens e contas nos EUA, além de proibição de entrar no país.

“Nós temos visto uma censura generalizada e perseguição política a toda a oposição, incluindo jornalistas e cidadãos comuns. E o que estão fazendo agora é uma iminente prisão por motivos políticos do ex-presidente Bolsonaro. Essa repressão se estende para além das fronteiras do Brasil e atinge indivíduos em solo americano”, argumentou o deputado.

A situação acontece em meio ao avanço das investigações que apuram o envolvimento de Bolsonaro em uma trama golpista para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O descontentamento com decisões do ministro tem motivado pedidos de retaliação por parte de parlamentares norte-americanos.

Essa não é a primeira vez que Moraes é alvo de pressões por parte do governo dos EUA. Em fevereiro, o Departamento de Estado divulgou uma mensagem com referências explícitas à determinação feita pelo ministro para a exclusão de contas de bolsonaristas em redes sociais.

À época, o órgão afirmou que “bloquear o acesso à informação e impor multas a empresas sediadas nos EUA por se recusarem a censurar pessoas que vivem nos Estados Unidos é incompatível com os valores democráticos, incluindo a liberdade de expressão”.

 

Fonte: correiobraziliense e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 22/05/2025/08:34:38

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OAB aciona MPF após abordagem da PRF a motociclista com deficiência em Marabá (PA)

Foto: Reprodução | Homem abordado apresentava dificuldades de comunicação e possíveis limitações auditivas, o que poderia ter influenciado em sua reação à ordem policial

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) não se pronunciou publicamente nem respondeu ao contato feito pelo Portal Debate sobre a abordagem policial registrada na tarde desta terça-feira (21), na BR-230, em Marabá, sudeste do Pará, que envolveu um motociclista com deficiência.

Imagens divulgadas por populares mostram o momento em que agentes da PRF imobilizam o homem no chão, após perseguição motivada pelo não uso de capacete. Segundo testemunhas, a ação ocorreu nas proximidades do Residencial Castanheira e terminou com a queda do condutor. A gravação mostra um dos policiais sobre o motociclista e outro dialogando com pessoas que presenciaram a abordagem.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção Marabá, por meio da Comissão de Direitos Humanos, encaminhou um ofício à Superintendência da PRF no Pará solicitando esclarecimentos sobre a conduta dos agentes. No mesmo documento, também foi protocolado um pedido de apuração junto ao Ministério Público Federal (MPF), sob alegação de possível violação de direitos humanos.

Assinado pelo presidente da OAB Marabá, Rodrigo Albuquerque Botelho da Costa, e pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos, José da Silva Rodrigues, o ofício aponta, com base nas imagens, que o homem abordado apresentava dificuldades de comunicação e possíveis limitações auditivas, o que poderia ter influenciado em sua reação à ordem policial. A entidade também menciona relatos de populares sobre a suposta truculência e desproporcionalidade da abordagem.

Até o fechamento desta reportagem, a PRF não havia divulgado nenhuma nota oficial sobre o caso. O Portal Debate mantém o espaço aberto para manifestação da corporação.

 

Fonte: Portal Debate e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 22/05/2025/08:34:38

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Lula assina MP que muda regras do setor elétrico e amplia gratuidade da conta de luz

Lula assina MP do setor elétrico. — Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência da República

Famílias de baixa renda que consomem até 80 kW/h por mês ficarão isentas. Texto precisará ser aprovado pelo Congresso em 120 dias para continuar válido.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira (21) a medida provisória (MP) que altera regras do setor elétrico e amplia descontos na tarifa de energia.

A proposta determina a ampliação da tarifa social. Segundo dados do governo, cerca 55 milhões de brasileiros serão beneficiados com desconto e 60 milhões com a isenção.

O custo da isenção é estimado em R$ 3,6 bilhões por ano (leia mais abaixo).
Proposta de reforma do setor elétrico divide opiniões

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“Os pequenos comerciantes, o pequeno empresário e o povo em geral terminam pagando mais caro pela energia do que aqueles que consomem muito, aqueles que são os grandes empresários brasileiros”, disse Lula na ocasião.

Lula reuniu no Palácio do Planalto ministros e os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para assinar a MP.

A MP foi publicada no “Diário Oficial da União” (DOU) na noite desta quarta e já entrou em vigor.

Câmara e Senado terão de aprovar o texto em até 120 dias, a contar da publicação do ato. Caso a MP não seja chancelada, as mudanças perderão a validade.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que a MP busca uma solução “para proteger a classe média e os mais pobres do país” e, além disso, promove uma “abertura de mercado acabando com monopólio das distribuidoras”.

Já o ministro da Casa Civil reforçou o objetivo de fazer “justiça tarifária”. “Esse é um debate que todos desejam fazer há muito tempo”, disse Rui Costa.

Como vai funcionar?

💡Gratuidade:

A conta será gratuita para os consumidores com renda per capita mensal de até meio salário mínimo, inscritos no CadÚnico (cadastro de programas sociais do governo) e cujo consumo seja de até 80 kw/h por mês.

💡Desconto:

Consumidor com renda entre meio e um salário mínimo per capita e consumir ate 120 kW/h ao mês terá um desconto na conta em razão da isenção da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que custeia subsídios do setor.

Atualmente, apenas indígenas e quilombolas têm gratuidade. Famílias de baixa renda que estão no CadÚnico têm um desconto que pode chegar a 65% do total da conta de luz.

Fonte do recurso

O custo da isenção é estimado em R$ 3,6 bilhões por ano.

O dinheiro para bancar a ampliação da tarifa social, segundo o governo, será obtidos por meio da redistribuição dos encargos dentro do próprio setor elétrico.

Assim, a MP prevê o corte de subsídios para fontes de energia mais limpa, como a eólica e solar. Os subsídios a essas fontes eram custeados por todos os consumidores.

A MP estabelece ainda a abertura do mercado de energia a partir de 2026 para indústria e comércio. Os demais consumidores poderão aderir em dezembro de 2027.

Pela regra, todos os consumidores poderão escolher de qual empresa querem comprar a energia — a exemplo do que ocorre com operadoras de celulares.

Atualmente, o chamado “mercado livre” é restrito a grandes consumidores, como indústrias e estabelecimentos comerciais de grande porte.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, mencionou que essa abertura será gradual. “Vai ser uma escadinha. Até 2027 todos os consumidores poderão ir ao mercado livre comprar”, explicou.

Lula

O presidente Lula afirmou que o Congresso buscar fazer “justiça tarifária” com a MP assinada nesta quarta-feira, que amplia a isenção e os descontos na conta de luz de famílias de baixa renda e define um cronograma da abertura do mercado.

“Hoje todo mundo sabe que o povo mais pobre, que a classe média brasileira, ela que utiliza energia elétrica através do mercado regulado, ela paga exatamente mais do que as pessoas que utilizem energia pelo mercado livre, que normalmente são os empresários”, afirmou.

“Os pequenos comerciantes, o pequeno empresário e o povo em geral terminam pagando mais caro pela energia do que aqueles que consomem muito, aqueles que são os grandes empresários brasileiros”, acrescentou.

Lula ainda ressaltou a prerrogativa dos parlamentares para modificar o texto da MP, porém disse que só concorda com o que considerar melhorias na proposta. “Sempre digo a seguinte frase: melhorar sempre; piorar jamais. Esse é o lema”, disse.

Motta e Alcolumbre

O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que a MP “trata de um tema estratégico” para o país e de um setor que precisa de melhorias constantes. “Vamos precisar ter muita energia para tratar um tema tão importante”, declarou.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, destacou a complexidade da discussão que será feita pelos parlamentares e garantiu que haverá “maturidade política adequada e necessária” para melhorar a proposta do governo.

Alcolumbre criticou o emaranhado de portarias, resoluções e leis que regem o setor elétrico e impactam no cotidiano das pessoas. Ele citou a “sensibilidade” de Lula na proposta e assumiu compromisso de indicar os “melhores quadros” do Congresso para liderar as tratativas.

“Chamar os melhores técnicos do estado brasileiro, chamar a iniciativa privada, chamar a sociedade para a gente verdadeiramente entregar uma nova reestruturação do setor elétrico que faça justiça social com os que mais precisam”, disse.

 

Fonte: Guilherme Gonçalves, Mariana Assis — Brasília e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 22/05/2025/08:34:38

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Justiça do Pará volta a conceder prisão domiciliar a Wladimir Costa

(Foto:Reprodução) – Wlad, como é conhecido, havia sido reconduzido ao regime fechado na última segunda-feira (19).

O ex-deputado federal Wladimir Costa (Solidariedade) vai voltar a cumprir prisão domiciliar após decisão da Justiça do Pará nesta quarta-feira (21). A medida foi autorizada após audiência de custódia realizada pela manhã, na qual a defesa do ex-parlamentar argumentou que ele vinha cumprindo todas as determinações judiciais impostas anteriormente, sem nenhuma violação.

Wlad, como é conhecido, havia sido reconduzido ao regime fechado na última segunda-feira (19). Segundo os advogados, ele aguarda apenas os trâmites burocráticos da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e deve deixar a Unidade de Custódia e Reinserção (UCR) Santa Izabel III ainda nesta quarta.

O ex-deputado foi preso inicialmente pela Polícia Federal em 18 de abril de 2024, após ser condenado a 12 anos de prisão pelo TRE-PA pelos crimes de difamação majorada, extorsão, violência política de gênero e violência psicológica contra a mulher. As acusações envolvem postagens ofensivas feitas por ele nas redes sociais, que expuseram a vida privada da deputada federal Renilce Nicodemos (MDB).

Em 25 de abril de 2024, a Justiça Eleitoral aceitou um pedido de habeas corpus e autorizou que Wladimir cumprisse prisão domiciliar. No entanto, a medida foi revogada no dia 19 de maio de 2025, e ele voltou ao regime fechado. Agora, mais uma vez, a Justiça opta pelo regime domiciliar.

 

Fonte: Estado do Pará Online e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 22/05/2025/08:34:38

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Governo do Pará inicia pagamento dos salários de servidores estaduais no dia 28

Foto de Vinícius Soares | Estado mantém o compromisso da remuneração e vencimentos em dia do funcionalismo público estadual, o que também contribui com a economia

O governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Planejamento e Administração (Seplad), iniciará no dia 28 de maio, quarta-feira, o pagamento dos salários dos servidores públicos estaduais, referentes ao mês de maio.

O pagamento dos vencimentos dos servidores estaduais contribui para o fortalecimento da economia local, representa o compromisso do Estado com o funcionalismo público e, ao mesmo tempo, reforça a importância de manter a economia ativa. Isso porque os recursos injetados por meio da folha de pagamento impactam diretamente os setores do comércio e dos serviços, promovendo efeitos positivos em diversas regiões do Estado.

O calendário de pagamento terá início com os militares inativos e os pensionistas civis e militares, além dos aposentados civis e das pensões especiais da Seplad. O processo será concluído no dia 30 de maio, com o pagamento aos servidores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), tanto da capital quanto do interior.

Confira o calendário abaixo:

Dia 28 (quarta-feira) – Inativos militares e pensionistas civis; militares e inativos civis e pensões especiais/Seplad.

Dia 29 (quinta-feira) – Controladoria Geral, Vice-Governadoria, Casa Civil, Casa Militar, Procuradoria Geral, Defensoria Pública, Sedap, Sectet, Sefa, Seplad, Semas, Secult, Seel, Sedeme, Seju, Sedop, Sespa, Seaster, Setran, Secom, Setur, Seac, Semu, Seaf, Sepi, Seirdh, Secir, NGTM, NEPMV, NGPR, Artran, NGPM, Fadep, Corpo De Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Segup, Adepará, Arcon, Codec, Ceasa, Cohab, PCE/PA, Detran, Egpa, Emater, FCG, FCP, Fasepa, Funtelpa, Fapespa, Hospital De Clínicas, Hospital Ophir Loyola, Fundação Hemopa,  Santa Casa De Misericórdia, Imetropará, Iasep, Igepps, IOE, Iterpa, Jucepa, Prodepa, Seap, Uepa, Ideflor-Bio, Cph, Fundação Parápaz. .

Dia 30 (sexta-feira) – Seduc (capital e interior).

Fonte: debatecarajas/Vinícius Soares e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 22/05/2025/07:32:44

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Por unanimidade, STF barra candidaturas que não prestaram contas

(Foto:Reprodução) – Ministros decidem que candidatos que não apresentarem certidão de débitos eleitorais quitados dentro do prazo não poderão concorrer

A Corte analisou uma ação do PT que contestava trechos da resolução da Justiça Eleitoral que estabelece como deve ser a prestação de contas de um candidato e quais as consequências da não prestação; na imagem, urna eletrônica

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta 4ª feira (21.mai.2025) que os candidatos que não prestarem contas dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral não poderão obter a certidão de quitação eleitoral e, portanto, terão a candidatura barrada em eleições.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o voto do relator Alexandre de Moraes, que manteve válida uma resolução (23.607 de 2019) do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A norma exige o documento para que o candidato se registre nas urnas.

A maioria dos ministros já havia votado sobre a questão na sessão plenária de 15 de maio. Ainda faltavam votar os ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia, que não estavam na sessão daquele dia. Os magistrados acompanharam a maioria.

A ministra Cármen Lúcia, que é presidente do TSE, disse que a resolução é um “dever legal que atende os princípios constitucionais”. Segundo ela, o candidato que quiser se apresentar às urnas “deverá ter as suas contas prestadas e julgadas para que mostre de forma transparente aquilo que a sociedade espera de cada um”.

A Corte analisou uma ação do PT (Partido dos Trabalhadores) que contestava trechos da resolução da Justiça Eleitoral que estabelece como deve ser a prestação de contas de um candidato e quais as consequências da não prestação. Entre elas, está a restrição de obter a certidão de quitação eleitoral. O documento é exigido para se registrar nas urnas.

A sigla pediu o reconhecimento da inconstitucionalidade da resolução. Afirmou que a sanção é desproporcional e extrapola os limites do poder de regulamentação da Justiça Eleitoral. Também contestou a duração da punição. Segundo a norma, o candidato omisso não pode concorrer durante toda a legislatura, ou seja, 4 anos.

Em seu voto, feito na sessão anterior, Moraes afirmou que a ação do partido abriria uma brecha para abusos econômicos que comprometeriam a legitimidade do processo democrático.

“O que se pretende é deixar o candidato escolher a data que se quer prestar contas. Não existe a possibilidade de a pessoa querer escolher o momento e não responder por isso. A questão da prestação de contas não é individual, ela é indispensável para a legitimidade do processo democrático”, declarou.

O ministro disse ainda que a prestação de contas serve para que a Justiça verifique se há algum uso irregular do dinheiro. Para ele, a falta de um período específico representaria um “truque”.

“Aquele que não presta contas pode ter agido com abuso de poder econômico, caixa dois, desviado dinheiro público, mas deixa para prestar contas às vésperas de uma próxima candidatura, sem que haja tempo para a análise da prestação. É um truque isso”, afirmou.

 

Fonte: poder360 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 22/05/2025/07:30:57

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