PRF prende quatro homens com carro roubado, arma e bloqueador de sinal em Marabá

(Foto: Reprodução) – O grupo foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Marabá para responder pelos crimes de roubo de veículo, porte ilegal de arma de fogo, associação criminosa, receptação e uso de documento falso.

Uma ação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na noite desta segunda-feira (11) resultou na prisão de quatro pessoas e na apreensão de um veículo roubado, uma arma de fogo e equipamentos utilizados para bloquear sinais de comunicação.

Por volta das 20h10, durante ronda no km 310 da BR-155, em Marabá, agentes da PRF abordaram um Nissan Kicks preto. Na inspeção, os policiais constataram divergências entre o Número de Identificação Veicular (NIV) e a placa aparente, indício de adulteração. Consulta aos sistemas revelou que o carro havia sido roubado.

O veículo era conduzido por um homem, que estava acompanhado de três outros ocupantes. Uma equipe de apoio foi acionada e, na busca no interior do automóvel, foram encontrados um revólver calibre 38 com numeração suprimida e seis munições, dois rádios comunicadores (HT) e um jammer (dispositivo utilizado para bloquear sinais de rastreamento e comunicação).

Ainda segundo a PRF, foi verificado que o condutor possuía mandado de prisão em aberto. O grupo foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Marabá para responder pelos crimes de roubo de veículo, porte ilegal de arma de fogo, associação criminosa, receptação e uso de documento falso.

 

 

Fonte: Portal Debate /Jornal Folha do Progresso   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 13/08/2025/14:09:51

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Câmara apresenta texto sobre adultização infantil nas redes em 30 dias

Foto:Reprodução | Acordo de líderes prevê criação de grupo de trabalho sobre o tema

O Colégio de Líderes da Câmara dos Deputados definiu, nesta terça-feira (12), que será criado um grupo de trabalho (GT), a partir da próxima semana, com o objetivo de elaborar um projeto de lei (PL) para combater a adultização de crianças e adolescentes nas redes sociais. O grupo terá até 30 dias para apresentar um texto sobre o tema.

O assunto ganhou repercussão após denúncias do influenciador Felca Bress contra perfis que usam crianças e adolescentes com pouca roupa, dançando músicas sensuais ou falando de sexo em programas divulgados nas plataformas digitais com objetivo de monetizar esse conteúdos, gerando dinheiro para os donos dos canais.

Uma comissão geral, liderada pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), foi marcada para o dia 20 para dar início ao debate. Ela deve contar com a participação de especialistas e de organizações da sociedade civil.

Diversos projetos em tramitação no Congresso estão sendo sugeridos para que sirvam de base da nova proposta, e o tema passou a ser considerado prioridade pelo presidente Motta.

A líder do PSOL na Câmara, deputada Talíria Petrone (RJ), defendeu que o projeto deve passar pela regulação das redes sociais, tema que sofre resistência da oposição liderada pelo PL.

“Não é possível proteger as crianças e adolescentes na internet sem responsabilizar as plataformas digitais. Porém, parte dos parlamentares é contrária a qualquer medida que afete a ação das empresas de redes sociais. Para nós, o que é proteção de crianças e adolescentes para eles é censura à liberdade de expressão”, explicou.

Um dos textos sugeridos como base para o novo texto é o PL 2.628 de 2022, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

O projeto exige que as empresas de redes sociais criem mecanismos para evitar conteúdos com erotização de crianças, por exemplo. O texto prevê multas para as plataformas de até 10% do faturamento da companhia em caso de descumprir o que determina a legislação.

Já a oposição liderada pelo PL, que costuma ser contrária à criação de regras para o funcionamento das redes sociais, disse que há consenso para medidas contra a adultização infantil na internet. Porém, o deputado Domingos Sávio (PL-MG) defendeu que o projeto não pode servir para cercear a liberdade de expressão.

“Há até um consenso, e é absurdo que alguém não concorde, que o crime nas redes sociais tem que ser punido e tem que ter regras claras sobre isso. Agora, não é necessário e nós não podemos admitir que, sob o pretexto que nós vamos punir crime, nós cometemos outro crime contra a Constituição que é acabar com a liberdade de expressão”, comentou.

Adultização infantil

A adultização infantil se refere à exposição precoce de crianças a comportamentos, responsabilidades e expectativas que deveriam ser reservadas aos adultos. A prática pode provocar a erotização e apresenta efeitos que prejudicam o desenvolvimento emocional e psicológico das crianças, segundo a Instituto Alana, organização que trabalha na proteção infantojuvenil.

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Fonte: Agência Brasil /Jornal Folha do Progresso   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/08/2025/20:31:43

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Grupo suspeito de usar IA para produzir rostos falsos de médicos do RS é alvo de operação em SP, PA e ES; três são presos

Grupo recrutava sósias e usava IA para produzir rostos falsos de médicos do RS — Foto: Reprodução/RBS TV

Conforme Polícia Civil, grupo abria contas bancárias em nome dos médicos e fazia movimentações financeiras. Foram identificadas cinco vítimas, todas do RS.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul realiza, na manhã desta terça-feira (12), operação contra um grupo suspeito de recrutar “sósias” e usar inteligência artificial (IA) para produzir rostos falsos de médicos gaúchos. Os alvos são de São Paulo (SP), Ananindeua (PA) e Vila Velha (ES).

Conforme a polícia, a quadrilha abria contas bancárias em nome dos médicos e fazia movimentações financeiras. As vítimas tinham limites altos — em um dos casos os criminosos tentaram efetuar transferências em uma corretora de investimentos que ultrapassaram R$ 700 mil.

Três pessoas foram presas preventivamente. Também são cumpridos mandados de busca e apreensão. Foram identificadas cinco vítimas, todos médicos do RS.

Conforme a polícia, o suspeito preso em São Paulo é um homem de 44 anos. Ele seria responsável pelo recrutamento das pessoas com semelhança física com as vítimas gaúchas, para tirar as fotos necessárias para a elaboração dos documentos falsos e passar pelas verificações de biometria facial.

“Também fornecia e operava contas bancárias, principalmente de pessoas jurídicas (PJ) com altos limites, para receber transferências dos valores subtraídos e dificultar o rastreamento, recebendo comissões que variavam entre 25% e 40% do total”, explica a Polícia Civil gaúcha.

O suspeito do Pará tem 20 anos e atuava, conforme os investigadores, como provedor de informações sigilosas ao grupo. Para isso, utilizava um bot (robô) de consulta automática em grupos de WhatsApp para vender dossiês de informações pessoais sobre as vítimas.

O suspeito do Espírito Santo tem 29 anos. A polícia apurou que ele era responsável pelo fornecimento e fabricação de documentos falsos em nome dos médicos gaúchos.

O grupo é investigado por estelionato, falsificação de documentos, invasão de dispositivos informáticos e lavagem de capitais.

 

Suspeito de integrar quadrilha que recrutava sósias e usava IA para produzir rostos falsos de médicos do RS é preso — Foto: Reprodução/RBS TV
Suspeito de integrar quadrilha que recrutava sósias e usava IA para produzir rostos falsos de médicos do RS é preso — Foto: Reprodução/RBS TV

 

Fonte: g1 RS e RBS TV/Jornal Folha do Progresso e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/08/2025/18:10:05

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Pessoas mais afetadas pela crise do clima são ‘líderes vivos’ e agentes da mudança, diz presidente da COP30

O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30. — Foto: Fernando Donasci/MMA

Em nova carta à comunidade internacional, embaixador André Corrêa do Lago defende que comunidades vulneráveis ocupem o centro das decisões climáticas e propõe que a conferência em Belém seja um “ritual de passagem” para um modelo climático mais justo.

O presidente da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago, divulgou nesta terça-feira (12) a quinta carta da presidência da conferência à comunidade internacional.

No texto, ele afirma que as populações mais atingidas pela crise climática, muitas vezes em situação de vulnerabilidade histórica, não devem ser vistas apenas como vítimas, mas como “líderes vivos” do cuidado, da resiliência e da regeneração.

“Mais do que limitadas por sua vulnerabilidade, essas pessoas são mestres em vitalidade, sabedoria e criatividade. Não são apenas periféricas por sua geografia – são protagonistas na linha de frente da mitigação, adaptação e partilha de recursos. São agentes da mudança, portadoras de perspectivas e soluções únicas”, escreveu Corrêa do Lago.

📝ENTENDA: As cartas publicadas pelas presidências das COPs são instrumentos diplomáticos para mobilizar países, setor privado, sociedade civil e outros atores antes da conferência.

É nelas que os presidentes definem prioridades, sinalizam a agenda e buscam construir consensos entre os 198 países-membros da Convenção do Clima da ONU.
a COP30 e nosso futuro

Assim, o documento descreve o papel de diferentes grupos, como mulheres e meninas, que “sustentam o tecido da resiliência comunitária”, jovens que lembram “que o tempo não é abstrato – é urgente, vivido e deles”, povos indígenas que guardam “grande parte da biodiversidade mundial” e comunidades tradicionais que carregam “sabedoria ancestral da terra, das águas e dos mares”.

Também menciona afrodescendentes, moradores de periferias urbanas e trabalhadores mais expostos aos impactos do aquecimento global, como agricultores, operários da construção e profissionais de segurança pública.

Para Corrêa do Lago, esses grupos demonstram liderança excepcional ao transformar desigualdade em energia para mudança.

“Nós os reconhecemos não porque vocês precisam de reconhecimento, mas porque precisamos da sua coragem — para superar nosso medo da perda, da mudança e da falta de controle. Precisamos da sua coragem para nos ensinar que liderança genuína não vem da autoridade, mas do cuidado e do afeto.”

No mesmo texto, a presidência propõe que a COP30, marcada para novembro em Belém, seja tratada como um “ritual de passagem”.

Segundo o embaixador, o encontro deve permitir “o luto pela perda daqueles que nos deixaram em razão de eventos climáticos extremos — das enchentes no Brasil e na Índia às ondas de calor na Espanha e no Japão” e também pelo “modelo de desenvolvimento que prometeu prosperidade no passado, mas que já não oferece esperança para o futuro”.

O documento apresenta ainda três prioridades que, segundo a presidência, devem guiar as negociações:

Reforçar o multilateralismo e o regime climático da ONU (UNFCCC);
 Conectar a agenda climática à vida real das pessoas;
Acelerar a implementação do Acordo de Paris, com ações e ajustes estruturais em todas as instituições capazes de contribuir para o objetivo.

Licypriya Kangujam, uma ativista climática indígena da Índia, segura uma faixa com os dizeres "Acabem com os combustíveis fósseis. Salvem nosso planeta e o nosso futuro", em um protesto durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de Dubai, a COP 28. — Foto: REUTERS/Thomas Mukoya
Licypriya Kangujam, uma ativista climática indígena da Índia, segura uma faixa com os dizeres “Acabem com os combustíveis fósseis. Salvem nosso planeta e o nosso futuro”, em um protesto durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de Dubai, a COP 28. — Foto: REUTERS/Thomas Mukoya

Entenda como funcionam as cartas da COP:

Além das delegações oficiais, as cartas são endereçadas à comunidade internacional em sentido amplo, incluindo empresários, artistas e líderes comunitários. Historicamente, elas também dão destaque à mobilização popular e à inclusão de grupos vulneráveis,

Desde março, a presidência já divulgou cinco cartas com temas específicos. A primeira lançou o conceito de “mutirão global”.

A segunda apresentou a estrutura de governança e os quatro pilares da conferência. A terceira propôs reduzir a burocracia nas COPs.

A quarta listou 30 metas em seis eixos temáticos. A quinta, agora, coloca a ação climática centrada nas pessoas como eixo principal da conferência em Belém, prevista para novembro.

As cartas também funcionam como mecanismo de transparência, ao comunicar intenções e expectativas da presidência, e como plataforma para incluir vozes historicamente marginalizadas no debate climático.

Ao mesmo tempo, criam responsabilidade: o que é proposto nelas passa a ser cobrado na conferência, reforçando a necessidade de que o discurso simbólico se traduza em compromissos e resultados concretos.

Observatório do Clima criticou crise de hospedagem

Nesta terça, o Observatório do Clima afirmou que a crise de hospedagem em Belém ameaça transformar a COP30 “na mais excludente da história”, reduzindo a participação de delegações nacionais, representantes da ONU, observadores e jornalistas.

A rede de organizações ambientais apontou que, a 90 dias da conferência, o debate sobre a cúpula climática está sendo “monopolizado pelo único tema que deveria ser um não-assunto: a infraestrutura hoteleira”.

Segundo o OC, a negligência do governo federal e do governo do Pará, que tiveram mais de dois anos para resolver o problema, criou uma “bomba” que explodiu agora, com países cogitando mudança de sede e organizações da sociedade civil dizendo que não terão condições de participar.

No texto, a entidade afirma que, sem uma solução imediata, a conferência corre o risco de frustrar a expectativa de ser “a COP do povo” e ter mobilização maciça pelo clima, já que os custos de hospedagem — considerados proibitivos — reduzem, e ainda devem reduzir mais, a presença de representantes da sociedade civil global.

O OC alerta ainda que o esvaziamento não apenas comprometeria a legitimidade das negociações, como daria a países contrários ao avanço do Acordo de Paris “a desculpa perfeita” para bloquear acordos.

“Uma COP esvaziada seria, além de um vexame histórico para o Brasil, uma preciosa oportunidade perdida para a humanidade num momento em que temos apenas cinco anos para manter viva a meta de temperatura do acordo do clima”, diz a nota.

O documento também lembra que, desde a candidatura para sediar a COP30, o governo brasileiro conhece as demandas logísticas de um evento dessa magnitude e deveria ter adaptado a cidade para recebê-lo, e não o contrário.

“O governo teve tempo para construir hotéis e trazer navios, entre outros itens que compõem as necessidades da conferência. Fez menos do que o necessário. Contou com a dedicação e extrema paciência da população local, que agora é cobrada injustamente sobre os preços extorsivos das acomodações”, acrescentou a rede.

 

Fonte: Roberto Peixoto, g1/Jornal Folha do Progresso e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/08/2025/17:55:22

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Apesar da isenção, exportações de madeira do Pará sofrem queda de 11% e setor teme efeitos da tarifa dos EUA

Exportações de madeira caem no Pará — Foto: Divulgação

Mesmo com a isenção da taxa para madeira serrada e aplainada, a tarifa imposta pelos EUA sobre produtos brasileiros gera incertezas no setor madeireiro paraense, que teme perda de mercado e redução da produção.

As exportações de madeira e subprodutos do Pará caíram 11,57% entre janeiro e julho deste ano, na comparação com o mesmo período de 2024, segundo a Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira do Estado do Pará (Aimex). O valor somou US$ 120,27 milhões.

Em julho, as vendas externas recuaram 17,63% em relação a junho, totalizando US$ 20,65 milhões. O volume embarcado também caiu, com queda de 25,96% no mês

O setor teme os impactos da tarifa dos Estados Unidos, principal destino da madeira paraense, que responde por 34,68% do valor exportado. Apesar de a madeira serrada e aplainada estar na lista de isenção, a medida ainda gera preocupação entre os exportadores.

“Embora alguns produtos tenham sido isentos, a falta de clareza sobre os códigos tarifários efetivamente atingidos mantém o setor em alerta. Caso a tarifa seja aplicada sobre itens relevantes, podemos enfrentar perda de competitividade frente a outros países exportadores e impactos na produção e no emprego”, avalia o consultor técnico da Aimex, Guilherme Carvalho.

Além dos EUA, a União Europeia é o segundo maior mercado para o produto, mas a entidade avalia que não será possível substituir, no curto prazo, o volume comprado pelos americanos.

Entre os concorrentes que exportam madeira tropical aos EUA estão Vietnã, Camboja, Tailândia, Indonésia, Malásia, Camarões, República Democrática do Congo, Equador e Gana, que receberam tarifas menores.

O relatório mostra que o Pará é o quinto maior exportador de madeira do Brasil, ficando atrás apenas de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.

 

Fonte: g1 Pará — Belém/Jornal Folha do Progresso e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/08/2025/17:46:28

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Exportações do agro somam US$ 15,6 bi em julho, recorde para o mês

Foto:Reprodução | As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram em julho o maior patamar da série histórica para o mês. No período, o setor contabilizou US$ 15,6 bilhões em vendas para o exterior.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, o resultado deste ano representa uma alta de 1,5% na comparação com julho de 2024.

O acréscimo de US$ 225 milhões foi impulsionado tanto pelo aumento no volume embarcado quanto pela elevação de preços.

O café registrou uma alta de 25,3% no valor exportado. Outros produtos também registraram forte crescimento no período, como suco de maçã (+623%), fumo (+91,5%), bananas (+79%), ovos e gemas (+62%), couros e peles (+57%), frutas (+37,3%) e carnes (+16,7%), com destaque para a carne bovina.

A China manteve-se como maior destino das exportações do agronegócio brasileiro, com US$ 5,62 bilhões em aquisições no mês. Na sequência, aparece a União Europeia (US$ 2,36 bilhões; alta de 16,4%).

Entre os mercados que mais cresceram, estão México (23%), Arábia Saudita (28,8%) e Tailândia (18%).

No acumulado do ano, as vendas externas do setor somaram US$ 97,5 bilhões.
Fonte:CNN Brasil /Jornal Folha do Progresso e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/08/2025/17:39:43

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Quatro suspeitos são presos com drogas em Uruará (PA)

(Foto: Reprodução) – Quatro suspeitos foram presos com drogas, em Uruará (PA). A ação ocorreu durante rondas na noite desta segunda-feira (11/08), na Agrovila Planalto (KM 152), quando a guarnição da PM inicialmente encontrou dois suspeitos.

– A dupla de usuários, estava saindo do ponto de venda de drogas conhecido na comunidade como “Lojinha”.
Com eles foram encontrados papelotes de entorpecentes.
– Os militares então cercaram o local e, e sobre uma mesa, localizaram diversos papelotes de drogas.
– Mais dois suspeitos estavam no interior da residência, incluindo “João Vitor”, preso recentemente pelo mesmo crime.

– Ao todo, foram apreendidos 39 papelotes de crack, 9 papelotes de maconha, R$ 171,50 em dinheiro, um celular, centenas de saquinhos plásticos usados para embalar drogas, além de uma motocicleta Pop 100 vermelha.

– Todos os envolvidos foram conduzidos para a Delegacia de Polícia Civil de Uruará (PA).

 

Fonte: Uruará Viraliza /Jornal Folha do Progresso e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/08/2025/16:42:38

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Morte de gari: empresário estava “frio” e “sem sentimento”, diz testemunha

(Foto: Redes Sociais) – Laudemir de Souza Fernandes trabalhava na Rua Modestina de Souza, no Bairro Vista Alegre, quando foi atingido por um disparo de arma de fogo.

O gari Tiago Rodrigues, que testemunhou o assassinato do colega de trabalho Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, morto a tiros pelo empresário Renê da Silva Nogueira Junior, de 47 anos, disse que o suspeito agia de forma indiferente no momento do ataque. O crime aconteceu enquanto a equipe de limpeza trabalhava no Bairro Vista Alegre, na Região Oeste de Belo Horizonte, na manhã dessa segunda-feira (11/8).

De acordo com Rodrigues, Renê não aparentava estra com o humor alterado. “Fora de si, não. Ele estava frio, sem sentimento. Não tem essa de ‘fora de si’. Assim que atirou, ele entrou no carro como se nada tivesse acontecido e foi embora”.

“Demos preferência para ele, que já passou ameaçando. Eu mesmo falei – ‘Não precisa fazer isso, segue seu caminho aí, vai em paz porque a gente só tá trabalhando’-”, contou ao Estado de Minas. Ainda segundo a testemunha, o empresário passou pela equipe de limpeza com uma “atitude desagradável, apontando para a gente a arma e atirando”.

Tiago também relatou que tentou socorrer o colega com um abraço, mas Laudemir não sobreviveu. “No instinto de tentar sobreviver, na hora que ele fez o disparo eu corri, e infelizmente acertou meu colega”, disse. “Eu achei que ele não ia atirar, mas na hora que ele apontou a arma não deu cinco segundos”.

O boletim de ocorrência da Polícia Militar descreve que houve um desentendimento que causou a reação a tiros. Porém, para Tiago, a história não foi bem assim. “Não houve desentendimento, apenas uma oportunidade para tentar passar. Eu falei com ele”, explicou.

Para o amigo da vítima, o que restam são questionamentos. “Como um ser humano pode fazer isso com um pai de família, uma pessoa na rua que nem conhece? [Ele era] um amigo de trabalho que sua filha estava esperando em casa. Agora todos querem justiça”.

Prisão

Renê foi preso pela PMMG no estacionamento de uma academia na Avenida Raja Gabaglia, horas depois do crime. Procurada pela reportagem, a polícia informou que a prisão não foi realizada em flagrante e se deu por meio de informações de uma testemunha, que lembrou de parte da placa no carro e pela consulta de câmeras de segurança, cujas imagens capturaram outros caracteres da placa e mostraram que o carro era um BYD Song Plus.

De acordo com informações do boletim de ocorrência, ao ser abordado entrando no estacionamento da academia, o suspeito disse à polícia que “não participou do episódio, que sua esposa é delegada da Polícia Civil de Minas Gerais, e que o veículo abordado estaria em nome da servidora.” Ainda segundo o registro policial, ele teria dito ainda que “a policial teria uma arma de fogo do mesmo calibre da que foi utilizada no homicídio”.

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Fonte: portalguarani /Jornal Folha do Progresso e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/08/2025/16:28:38

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VÍDEO: Homem carrega o corpo da esposa em moto após acidente na Índia; vídeo mostra cena

Um homem de 35 anos, Amit Yadav, foi flagrado carregando o corpo da esposa amarrado à garupa da moto por cerca de 80 km, após ela morrer atropelada por um caminhão que fugiu sem prestar socorro.

O episódio ocorreu no último domingo, durante o feriado de Rakshabandhan, próximo a Deolapar, a caminho de Karanpur, no distrito de Nagpur, na Índia, segundo reporta o The Times of India.

De acordo com a Polícia Rodoviária, a esposa de Amit, identificada como Gyarshi, caiu da moto e faleceu ao ser atropelada pelas rodas traseiras do caminhão. O motorista fugiu do local sem prestar socorro. Amit tentou pedir ajuda a motoristas que passavam pela rodovia, mas ninguém parou, pois não havia sinal de celular para contatar emergências.

Ele então disse aos agentes que amarrou o corpo na moto e seguiu viagem para casa, enfrentando forte chuva e usando estradas de terra como desvio. Policiais o prenderam após perseguição e registraram o momento em vídeo.

O incidente gerou indignação nas redes sociais. As imagens mostram o corpo da mulher amarrado à moto, com pessoas tentando fazê-lo parar. A reportagem cita que o jornal The Times of India confirmou as informações com as autoridades.

VEJA VÍDEO:

Fonte: portalguarani /Jornal Folha do Progresso e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/08/2025/16:28:38

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Bolsonaro em prisão domiciliar com tornozeleira: entenda a medida e quão comum a combinação é no Brasil

(Foto: Reprodução) – Recurso foi imposto pelo Supremo Tribunal Federal ao ex-presidente Jair Bolsonaro e é alternativa à prisão provisória para quem não foi condenado. Para condenados, é concedida para presos que precisam de tratamentos de saúde.

Decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a prisão domiciliar funciona como uma alternativa à prisão e pode ser determinada pelos juízes antes ou depois da condenação – o que costuma acontecer com menor frequência.

A prisão domiciliar é um tipo de medida usada pela Justiça para garantir que os processos ocorram sem interferência nos casos anteriores ao julgamento. Ela é uma entre várias opções de medidas cautelares alternativas à prisão provisória – aquela que ocorre antes da condenação.

Em casos de pessoas já condenadas, a prisão domiciliar é menos utilizada e costuma ser concedida de modo humanitário para aqueles presos que têm problemas de saúde ou estão em idade avançada, como ocorreu com o ex-presidente Fernando Collor (leia mais abaixo).

Números do sistema prisional brasileiro

Dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Ministério da Justiça e Segurança Pública indicam que há 235 mil pessoas que estão detidas provisoriamente ou cumprindo pena fora de unidades prisionais.

Dessas, 32 mil estão em prisão domiciliar anterior à condenação – é o caso de Bolsonaro – e 4 mil condenados cumprem penas em suas casas – é o caso de Fernando Collor. Em quase todos os casos (93%), ela é combinada com tornozeleira eletrônica.

As demais são pessoas que estão cumprindo pena em regime semiaberto ou aberto – situações que são diferentes de uma prisão domiciliar, segundo especialistas.

“No regime aberto, o preso tem que fazer um comparecimento ao fórum, tem que comunicar mudanças de endereço. Na prisão domiciliar, não se pode sair de casa. Há um raio, e você tem que permanecer ali. Os regimes semiaberto e aberto têm algumas condições diferentes de cumprimento da prisão domiciliar”, afirma o advogado criminalista Augusto de Arruda Botelho.

Botelho contribuiu com a elaboração e aprovação da Lei das Cautelares, sancionada em 2011, e responsável por popularizar a medida. A lei 12.403/2011 regulamentou as medidas cautelares no Brasil e estabeleceu as possibilidades para determinar a prisão domiciliar para uma pessoa. São elas:

ser maior de 80 anos;
estar extremamente debilitado por motivo de doença grave;
é responsável pelos cuidados especiais de criança menor de 6 anos ou com deficiência;
ser gestante a partir do 7º mês de gravidez ou em gestação de alto risco.

Especialistas ouvidos pelo g1, no entanto, consideram que esta lista não limita a aplicação da medida para pessoas fora destes perfis.

Neste texto, você vai entender sobre as seguintes perguntas:

Por que Bolsonaro está em prisão domiciliar?
Para quem pode ser concedida a prisão domiciliar antes da condenação?
Depois que acontece a condenação, quando a prisão domiciliar se aplica?
Prisão domiciliar com uso de tornozeleira é comum? Quando acontece?
Qual a diferença da prisão domiciliar para prisão em regime aberto?

Por que Bolsonaro está em prisão domiciliar?

No caso de Bolsonaro, a prisão domiciliar aconteceu após a decisão de outra medida cautelar: o uso de tornozeleira eletrônica. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou algumas restrições para o ex-presidente em 18 de junho por considerar que ele atuou em conjunto com o filho Eduardo em ações para instigar sanções impostas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

Porém, em 4 de agosto, Moraes considerou que Bolsonaro descumpriu as restrições ao se comunicar com manifestantes e ter um vídeo compartilhado por outro filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Assim, houve agravamento da cautelar imposta, partindo do uso de tornozeleira para, além do monitoramento eletrônico, à prisão domiciliar.

Para a advogada criminalista Carolina Gerassi, a prisão domiciliar de Bolsonaro ocorreu após uma série de avisos de descumprimento das cautelares por parte do juiz do processo, o ministro Alexandre de Moraes.

“Trata-se de decisão que beneficia o réu e contrasta com a realidade da costumeira aplicação de prisões preventivas sob fundamentos genéricos, uma das principais causas da superlotação carcerária que tem como recorte pessoas racializadas (negras e pardas) e de baixa renda e escolaridade”, afirma a especialista.

Para quem pode ser imposta a prisão domiciliar antes da condenação?

Em casos anteriores à condenação, a prisão domiciliar faz parte de uma série de medidas que podem ser tomadas pelo juiz como forma de garantir que um processo possa seguir o seu curso normal até o passo final: o julgamento.

A prisão domiciliar antes de condenação é um tipo de medida cautelar (veja abaixo a lista de quais são). Ela é uma possibilidade anterior a uma decisão mais extrema, a prisão preventiva, em unidade prisional, da pessoa que ainda não foi condenada.

As medidas cautelares são acionadas como forma de evitar, por exemplo: uma eventual fuga do investigado; que o réu tenha contato com outros investigados e possa combinar versões a serem ditas em juízo; ou, então, evitar que o investigado ameace testemunhas e interfira no julgamento.

“Há um conjunto de alternativas à prisão preventiva, e uma delas é a prisão domiciliar. Há algumas possibilidades na lei, como pessoa maior de 80 anos, ou que tenha doença grave, ou que ela cuide de uma criança com menos de 6 anos. No entanto, defendo que este rol não é excludente, e a prisão domiciliar pode ser aplicada em outras hipóteses”, afirma Gabriel Sampaio, advogado e diretor da ONG Conectas, ex-membro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária.

Além da prisão domiciliar, há outras medidas cautelares que podem ser impostas ao longo de um processo:

Fiança;
Medida protetiva (em casos de violência doméstica);
Proibições de contato ou acesso a pessoas e lugares,
Proibição de a pessoa deixar a comarca (local do juizado);
Comparecimento periódico ao juízo;
Recolhimento domiciliar (restrição de horários e/ou dias);
Suspensão de função pública (em caso de agentes públicos);
Monitoramento eletrônico;
Internação provisória (para pessoas inimputáveis por possuírem alguma questão mental).

Depois que acontece a condenação, quando a prisão domiciliar se aplica?

A prisão domiciliar é mais restrita em casos depois que acontece uma condenação. Ela costuma ser relacionada a problemas de saúde do preso, segundo advogados criminalistas ouvidos pelo g1.

Pessoas com idade avançada ou com saúde debilitada condenadas a cumprir suas penas em regime fechado (em uma prisão), podem ser beneficiados pela medida.

“A prisão domiciliar pode ser concedida para a pessoa condenada e que tenha uma situação específica em que ela não conseguiria tratamento, por exemplo, no sistema penitenciário. E, aí, vai cumprir o resto da pena em prisão domiciliar”, afirma o advogado criminalista Augusto de Arruda Botelho.

Arruda cita como exemplo o caso do ex-presidente Fernando Collor, condenado a prisão a 8 anos e 10 meses em regime fechado por corrupção e outros crimes investigados na Lava Jato. Ele, no entanto, cumpre a pena em casa – um apartamento de cobertura com vista para o mar de Maceió (AL).

No caso de Collor, o ministro Alexandre de Moraes citou a idade (75 anos) e doenças do ex-presidente – apneia grave do sono, Doença de Parkinson e transtorno afetivo bipolar – para tomar a decisão.

Prisão domiciliar com uso de tornozeleira é comum? Quando acontece?

Sim, é bastante comum. A maioria das pessoas que estão atualmente em prisão domiciliar usam tornozeleira eletrônica, como Jair Bolsonaro.

Mais 36 mil pessoas estão presas em suas casas seja antes ou depois da condenação, segundo dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) do governo federal. São quase 34 mil (93%) presos com monitoramento eletrônico e pouco mais de 2,6 mil (7%), sem tornozeleira.

Segundo Gabriel Sampaio, a decisão de implementar ou não a tornozeleira vai de juiz para juiz e do tipo de fiscalização que o magistrado pretende sobre o cumprimento da prisão domiciliar decretada.

“É uma questão de conveniência do juízo, que pode determinar ou não. A rigor, a monitoração eletrônica em si já é vista como uma cautelar específica e pode ser combinada com outras cautelares. Pode haver, por exemplo, restrição a ir até determinados locais e a tornozeleira permite monitorar essa vedação”, diz o advogado.

Qual a diferença da prisão domiciliar para prisão em regime aberto?

A prisão domiciliar é mais restrita do que o regime aberto, que normalmente é utilizado como fase final do cumprimento de uma pena que teve seu início com regime fechado ou semiaberto – o que é chamado de progressão de pena. Os juízes também podem condenar a pessoa a cumprir pena desde o início em regime aberto, o que não costuma acontecer com frequência.

No regime aberto, dizem os especialistas, a pessoa pode sair de casa para trabalhar, estudar e precisa comparecer de tempos em tempos no juízo para demonstrar que continua cumprindo com as determinações impostas pela Justiça.

Já a prisão domiciliar não prevê tal possibilidade: a pessoa tem de ficar 24h dentro da residência, local único em que deve cumprir a determinação dada pelo juiz.

A criminalista cita que existem alternativas para o caso de não existirem vagas nos albergues de regime aberto, como:

Comparecimento mensal ao fórum com comprovação de atividades lícitas;
Recolhimento noturno domiciliar;
e outras medidas que restringem a liberdade, mas não a prisão.

“O regime aberto é o regime mais próximo da ressocialização do condenado, porque permite o deslocamento para trabalho e estudo, com a permanência em casas do albergado, que não são estabelecimentos prisionais, mas albergues”, detalha Carolina Gerassi.

 

Fonte: Arthur Stabile, g1 — São Paulo /Jornal Folha do Progresso e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/08/2025/16:18:17

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