Brasil lidera ranking de mortes de ambientalistas em 2015, diz ONG

Segundo Global Witness, 185 ativistas foram assassinados em todo o mundo. 50 casos ocorreram em território brasileiro
O Brasil está no topo da lista dos países onde mais ativistas ambientais e da terra foram mortos em 2015, com 50 casos, segundo o levantamento Em terreno perigoso, divulgado ontem (20) pela organização não governamental Global Witness. Em todo o mundo, foram 185 ativistas assassinados no período, segundo a entidade. É o maior número de mortes por ano de ambientalistas já registrado e representa aumento de 59% na comparação com 2014.
“Em 2015 mais de três pessoas por semana foram assassinados por defender suas terras, florestas e rios contra indústrias destrutivas”, diz a publicação.
O Brasil é seguido no ranking pelas Filipinas, com 33 assassinatos; Colômbia, com 26; Peru e Nicarágua, com 12 casos; e a República Democrática do Congo, onde 11 ativistas dessas causas foram assassinados.
De acordo com a Global Witness, as principais causas de morte dos ativistas de causas ambientais e ligadas à terra em 2015 foram o envolvimento das vítimas em conflitos contra a atividade de mineração (42 mortes), agronegócio (20), exploração madeireira (15), e projetos de energia hidrelétrica (15). A organização atua contra abusos de direitos humanos e ambientais na exploração de recursos naturais no mundo e estima que os números são ainda maiores, levando em conta as dificuldades para se obter informações sobre essas mortes.
Entre os assassinatos no Brasil está o do líder comunitário Antônio Isídio Pereira da Silva, encontrado morto na véspera do Natal no povoado de Vergel, no município de Codó (MA), após uma semana desaparecido. “Este líder de uma comunidade de pequenos agricultores do estado do Maranhão sofreu ameaças de morte durante anos por denunciar a exploração ilegal de madeira em suas terras. A polícia nunca investigou o assassinato dele”, denuncia a Global Witness no relatório.
Indígenas são mais vulneráveis
A vulnerabilidade dos povos indígenas em conflitos agrários, agravada por muitos casos de posse precária da terra e isolamento geográfico, recebeu destaque no documento, que aponta que cerca de 40% das vítimas de 2015 eram indígenas.
No Brasil, o relatório cita o caso do Guarani-Kaiowá Simeão Vilhalva, 24 anos, morto em 29 de agosto do ano passado no município de Antônio João, em Mato Grosso do Sul. O crime ocorreu quando um grupo de fazendeiros tentou retomar à força fazendas ocupadas por indígenas em uma área que faz parte da Terra Indígena Nhanderu Marangatu. A terra foi homologada em 2005 pelo governo federal, mas o decreto foi suspenso e os índios aguardam decisão final do Supremo Tribunal Federal em terra provisória.

Conflitos na Amazônia

As mortes de ativistas na Amazônia brasileira tiveram destaque no documento, segundo o qual a luta para salvar a floresta está se tornando cada vez mais uma briga contra organizações criminosas que aterrorizam as populações locais. Nem mesmo as forças policiais são respeitadas na região, na avaliação da ONG.
Na última sexta-feira (17), durante uma operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, em Novo Progresso, no Pará, a equipe de fiscalização foi atacada a tiros em uma emboscada que levou à morte o sargento da Polícia Militar João Luiz de Maria Pereira.
O relatório também destaca que na Amazônia há milhares de campos de extração ilegal de madeira, que acaba chegando ao mercado internacional.

Papel dos governos

Segundo a Global Witness, os interesses em comum de governos e empresas muitas vezes protegem os responsáveis pelas mortes de ativistas envolvidos em conflitos de terra ou com a proteção do meio ambiente e que pouco se faz para levar os autores à Justiça. A organização alerta que, se não houver intervenção estatal, os números serão cada vez maiores.

Segundo a organização, entre os casos de morte de ativistas mais bem documentados no mundo no ano passado, 16 estão relacionados com grupos paramilitares, 13 com o Exército, 11 com policiais e 11 guardas de segurança privada.
Para enfrentar a questão, a Global Witness pede providências dos governos dos países envolvidos e aponta caminhos para diminuir o número de mortes, como garantir maior proteção aos ativistas da terra e do meio ambiente que estiverem sob risco de violência, investigar os crimes, garantir que as empresas consultem as comunidades antes de fazerem empreendimentos que as afetem, entre outros.
A assessoria de imprensa do Ministério da Justiça e Cidadania informou que “ainda não possui posicionamento sobre o relatório”.
Por Jornal Floripa
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Ex-ministro Paulo Bernardo é preso pela Polícia Federal

PF cumpre mandado de busca na casa da senadora Gleisi e prende o marido dela, o ex-ministro Paulo Bernardo
Ação da PF seria, até então, um desdobramento de uma das fases da Operçaão Lava Jato. (Marcello Casal Jr/Agência Brasil) © Fornecido por Empiricus Consultoria e Negócios Ltda.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo (Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil e Reprodução EPTV)
A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo (Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil e Reprodução EPTV)

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (23) o ex-ministro das Comunicações Paulo Bernardo. Ele atuou durante o governo de Dilma Rousseff e é marido da senadora petista Gleisi Hoffmann. A prisão aconteceu em Brasília. A informação é da GloboNews.
Também está sendo cumprido um mandado de busca e apreensão na casa de Gleisi, em Curitiba.
A ação da PF seria, até então, um desdobramento de uma das fases da Operação Lava Jato.
Em São Paulo, carros da PF também são vistos na frente do diretório do PT.
Por O Financista
João Pedro Petrini
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Governo estuda elevar taxação do agronegócio para reduzir deficit no INSS

O governo Temer estuda incluir na sua proposta de reforma da Previdência Social elevar a taxação sobre o setor do agronegócio para reduzir o deficit do sistema de aposentadorias no país.
A medida é defendida pela área econômica do governo e pelas centrais sindicais. A ideia é acabar com a isenção do agronegócio no pagamento de contribuição previdenciária sobre sua receita obtida com exportação.
Simulações feitas por técnicos estimam que a medida poderia gerar uma receita extra de R$ 6,5 bilhões por ano para o caixa da Previdência.
A proposta é criticada pelo Ministério da Agricultura e pelo setor ruralista sob o argumento que prejudicaria as exportações do país.
Segundo a Folha apurou, ainda não há uma decisão final do governo sobre a proposta, que pode ser definida apenas no próximo mês.
As centrais sindicais defendem a proposta de taxar o setor rural na tentativa de evitar que a reforma venha a atingir trabalhadores hoje no mercado de trabalho.
O governo aceita estudar a medida, defendida também por técnicos da área econômica, mas diz que sua eventual adoção não elimina a necessidade de fazer uma regra de transição para os trabalhadores hoje na ativa.
Ou seja, a equipe de Temer segue com a disposição de que a reforma da Previdência teria que atingir também quem está no mercado de trabalho, mas dentro de uma regra de transição gradual.

IDADE MÍNIMA

O governo defende ainda que é necessário estabelecer uma idade mínima para aposentadoria, de 65 anos para homens e 60 para mulheres. Além disso, quer que gradualmente a idade de aposentadoria seja igual para homens e para mulheres.
O presidente interino, Michel Temer, quer enviar a proposta de reforma da Previdência ainda neste ano ao Congresso, mas já sinalizou que vai esperar o julgamento final do impeachment para lançar sua proposta.
Os defensores de taxar o setor rural para ajudar a financiar o sistema argumentam que a Previdência rural tem um deficit anual na casa de R$ 90 bilhões.
O governo quer também fazer uma unificação das regras da Previdência rural com as da urbana.
Hoje, os trabalhadores rurais podem se aposentar mesmo sem ter contribuído pelos prazos exigidos na área urbana.
No ano passado, enquanto a Previdência urbana apresentou um superavit de R$ 5,1 bilhões, a rural registrou um deficit de R$ 91 bilhões.

Por ESTADÃO VALDO CRUZ GUSTAVO URIBE DE BRASÍLIA

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Após paralisação, Chile vence Colômbia e vai à final da Copa América

Após mais de duas horas de espera pelo fim da tempestade que assustou Chicago nesta quarta-feira (22), o Chile venceu a Colômbia por 2 a 0 e avançou à final da Copa América Centenário.
O primeiro tempo de partida foi realizado normalmente, e o Chile decidiu o jogo antes da paralisação, que ocorreu durante o intervalo de jogo.
Com gols de Fuenzalida e Aránguiz, os chilenos abriram uma vantagem de 2 a 0 e no retorno ao gramado, quase 2h30 depois, conseguiu segurar o resultado conquistado.
Com a vitória, o time comandado por Juan Antonio Pizzi enfrentará na final a Argentina, que venceu os EUA, na terça, por 4 a 0.
O jogo é uma reedição da final da Copa América do ano passado. Na ocasião, o Chile se deu melhor ao levantar a taça após a disputa de pênaltis.
A decisão acontecerá no domingo (26) em Nova Jersey, às 21h (horário de Brasília).
PERIGO

Assim que a organização da Copa América soube que uma forte tempestade estava se aproximando, ela anunciou no telão do estádio Soldier Field que um “clima perigoso se aproximava” e pedia para que os torcedores procurassem abrigo.
Não demorou muito e as arquibancadas já estavam vazias.
Durante a parada, os torcedores ficaram na parte interna do estádio à espera do reinicio. Quando o juiz apitou o início do segundo tempo, os assentos estavam totalmente ocupados novamente.
Por UOL
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Estreante marca, Gabriel faz dois, e Santos vence jogo agitado contra o Fluminense

O Santos se reabilitou da derrota sofrida para o Atlético-PR no último sábado. Nesta quarta-feira, em partida agitada disputada em Cariacica, no Espírito Santo, o time de Dorival Júnior derrotou o Fluminense por 4 a 2, em duelo válido pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro. O estreante Rodrigão, Gabriel (2) e Luiz Felipe marcaram os gols santistas, enquanto Marcos Júnior anotou os gols da equipe carioca.

Com o resultado positivo, o Santos chega aos 16 pontos na tabela, na quinta posição, apenas um ponto atrás do Flamengo, quarto colocado. Já o Fluminense, que perdeu a segunda partida consecutiva, permanece com 13 pontos, na 13ª colocação do Brasileirão.

Na próxima rodada do campeonato, o Santos faz clássico contra o São Paulo, no domingo, no Pacaembu. Já o Fluminense buscará a reabilitação no mesmo dia, também em um clássico, contra o Flamengo, em jogo que será disputado na Arena das Dunas.

Fluminense perdeu para o Santos por 4 a 2© NELSON PEREZ/FLUMINENSE F.C. Fluminense perdeu para o Santos por 4 a 2

Com o triunfo desta quarta, o Santos precisou de dez rodadas para superar a marca do ano passado e alcançar a segunda vitória fora de casa no Campeonato Brasileiro. Se em 2015 o alvinegro era o visitante que todos os adversários queriam, na atual temporada o Santos promete fazer diferente.

Eficiência em 1º lugar

O primeiro tempo de Fluminense e Santos foi mais uma prova de que no futebol a eficiência é o que importa no fim das contas. O Tricolor carioca, em campo como mandante, apesar do jogo em Cariacica, partiu para cima desde o início e ditou o ritmo da partida praticamente o tempo todo. A primeira chance de gol veio ainda aos 7 minutos, em cobrança de falta de Cícero. Três minutos depois, Scarpa cruzou da esquerda e o meia do Flu só não marcou de cabeça porque Gustavo Henrique travou a bola no alto.

A pressão surtiu efeito aos 13 minutos em lance polêmico. Gustavo Henrique espanou um cruzamento da direita e, na sequência, cabeceou a bola para o meio da área. Luiz Felipe perdeu para Magno Alves no alto e a bola ficou para Marcos Júnior, que dividiu com Vanderlei e ainda teve a sorte da bola tocar na trave de voltar em sua direção. Mesmo caído, o atacante abriu o placar com o joelho.

No replay do lance, foi possível perceber que o autor do gol estava com uma pequena parte de seu corpo a frente do último homem santista, o que caracteriza o impedimento na jogada, mesmo que por tão pouco.

O Peixe encontrava muita dificuldade para organizar uma jogada de ataque. Como os jogadores passavam a maior parte do tempo atrás da linha da bola, marcando, os atacantes acabavam ficando isolados quando tinham a bola sob domínio. E a situação só não ficou pior graças a dois milagres de Vanderlei.

Depois de cobrança de falta na área e toque de Gustavo Henrique, Marcos Júnior testou com consciência, no ângulo, e viu o camisa 1 do Peixe voar e jogar a bola na trave. No rebote, Magno Alves bateu forte e Vanderlei voltou para executar outro milagre. Gum foi o último a ter uma chance, mas cabeceou para fora. Lance incrível no estádio Kléber Andrade.

Mas, é como diz o velho ditado: Quem não faz, toma! E no caso do Fluminense, a pena foi dobrada. Primeiro Rodrigão, estreante na noite, aproveitou passe de Léo Cittadini, girou e bateu rasteiro, de pé esquerdo, para empatar o jogo. E antes do intervalo, aos 47, praticamente no mesmo espaço de campo, Vitor Bueno enfiou para Gabriel repetir o companheiro e virar o jogo com chute rasteiro, cruzado. 2 a 1 Santos.

Santos fatal

Na segunda etapa, o confronto continuou movimentado, com o Fluminense tendo de correr atrás do resultado. Mas, o balde de água fria veio logo aos 5 minutos. O Peixe saiu rápido em contra-ataque. Léo Citaddini lançou Rodrigão, em posição duvidosa, no meio da zaga carioca. Wellignton Silva tentou afastar, mas acabou tirando Cavallieri e dando uma assistência para Gabriel, que só colocou a bola para o fundo do gol, já vazio.

Levir Culpi então mandou o meia-atacante Maranhão para campo no lugar do volante Pierre. E o jogo ganhou características de ataque contra defesa, com o alvinegro sendo perigoso a cada contra-ataque, enquanto o Flu tentava diminuir o prejuízo a qualquer custo, principalmente com bolas aéreas.

E o duelo pegou fogo de vez aos 20 minutos. Magno Alves deu uma linda assistência para Marcos Júnior, que entrou com liberdade na área do Peixe e tocou com cima de Vanderlei para diminuir. Belo gol e 3 a 2 no placar.

Mas, de novo quando parecia perto de igual o jogo, o Fluminense tomou o segundo balde de água fria. Cobrança de escanteio na área, Rodrigão rocou de cabeça para o meio e Luiz Felipe, livre entre tantos defensores cariocas, fez o quarto gol do Santos, de cabeça

.Desta vez, o Flu não conseguiu reagir e o time de Dorival Júnior só teve o trabalho de administrar o resultado até o apito final, consumando a segunda vitória fora de casa do Alvinegro Praiano neste Campeonato Brasileiro. Ainda deu tempo de Lucas Lima acertar a trave de Cavalieri, mas o placar não foi amis alterado.

Por ESPN

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Exército fala em coincidência e diz que morte de onça não tem relação com tocha

O CMA (Comando Militar da Amazônia) publicou nota nesta quarta-feira (22) dizendo que a onça-pintada Juma, que foi morta na segunda-feira (20), estava no evento de revezamento da tocha “por coincidência”.onça
“A onça-pintada “Juma”, mascote do 1º Batalhão de Infantaria de Selva (1º BIS), estava, por coincidência, no Centro de Veterinária do CIGS no mesmo dia do evento, para realização de revisões e cuidados da saúde como, por exemplo, a limpeza da cavidade bucal e a medição biométrica para acompanhamento do estado de higidez [saúde] da onça”, descreve parte da nota do órgão ligado ao Exército.
Ainda de acordo com o CMA, “a onça-pintada protagonista do evento da passagem da Tocha Olímpica foi o “Simba”, mascote do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), unidade militar do Exército Brasileiro que sediou o evento”.
Tal esclarecimento surgiu depois da revelação de que a onça Juma não tinha autorização oficial para participar do evento, conforme disse o Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas).
Segundo o UOL, as duas onças-pintadas são machos e muito parecidas. À reportagem da empresa do Grupo Folha, que edita a Folha, o coronel Luiz Gustavo Evelyn confirmou que quem morreu após o evento foi Juma. Segundo ele, a onça não se deslocou de seu habitat natural, que seria o perímetro do Cigs, e por isso não precisaria de autorização especial para estar perto da tocha.
“Ela estava lá e aproveitou-se esse fato para fazê-la participar do evento”, disse o coronel ao UOL. Ele também afirmou que a fatalidade que acometeu o animal após a cerimônia (quando ela fugiu, ameaçou atacar um cuidador e foi abatida) não teve “nenhuma relação com o evento da tocha”. “Poderia ter acontecido a qualquer momento”, disse o militar.
O Comando Militar da Amazônia diz que está apurando o caso e dará uma resposta em até 30 dias.
Por UOL

TOCHA
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Eduardo Cunha vira réu na Lava Jato pela segunda vez.

O Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou nesta nesta quarta-feira (22), por 11 votos a 0, denúncia apresentada contra o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) por suposto recebimento e movimentação de propina em contas secretas na Suíça.

Com a decisão, Cunha se torna réu pela segunda vez na Operação Lava Jato. Ele foi denunciado pela suposta prática de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e declaração falsa em documento eleitoral. Em março, quando se tornou réu pela primeira vez, Cunha era acusado de exigir e receber ao menos US$ 5 milhões em propina de um contrato do estaleiro Samsung Heavy Industries com a Petrobras.

A denúncia aceita nesta quarta-feira aponta que o deputado recebeu propina no exterior na compra, pela Petrobras, de um campo de petróleo em Benin, na África. O negócio, fechado em 2011, teria custado R$ 138 milhões à estatal e rendido propina de R$ 5,2 milhões para Eduardo Cunha.

A defesa contesta a acusação e sustenta que “não há indícios minimanente sólidos” das imputações ao deputado afastado. “Não se pode julgar alguém por corrupção sem realização de atos de ofício ligado às suas atribuições constitucionais”, disse a advogada Fernanda Tórtima.

Por meio de nota, Cunha disse acreditar que será absolvido e afirmou ver com “inconformismo” a decisão do Supremo de aceitar a denúncia. “Respeito a decisão e confio que, ao fim, serei absolvido. […] Ressalto ainda o meu inconformismo com a decisão, dando como exemplo que a comprovação feita pela minha defesa de que uma suposta reunião na Petrobras não aconteceu”, diz Cunha na nota (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem).

Todos os ministros do Supremo votaram para receber a denúncia. Além do relator do caso, ministro Teori Zavascki, votaram favoravelmente os ministros Marco Aurélio Mello, Dias Toffoli, Edson Fachin, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.

O recebimento da denúncia não significa que Cunha é culpado ou inocente. A condenação ou absolvição no caso só será decidida no fim do processo. Até lá deverão ser coletadas novas provas contra o deputado ou a favor dele. Testemunhas ainda precisarão ser ouvidas, perícias serão realizadas e a defesa terá novas chances para contestar as acusações.

Voto do relator

Ao anunciar seu voto nesta quarta-feira, o ministro Teori Zavascki considerou que a acusação contra o parlamentar contém indícios suficientes de ocorrência e autoria dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e declaração falsa em documento eleitoral.

“A análise dos autos revela a existência de indícios robustos para recebimento da denúncia, cuja narrativa dá conta de que Eduardo Cunha, na condição de integrante do PMDB, aderiu ao recebimento para si de vantagens indevidas oriundas da propina destinada a diretor da estatal Jorge Luiz Zelada em função do cargo por negócio ilícito com ela celebrado, liame que ademais encontra-se fartamente demonstrado nos autos”, disse o ministro.

Denúncia

Em seu voto, Zavascki também levou em conta trechos da denúncia que mostrariam Cunha como responsável pela nomeação do ex-diretor Internacional da Petrobras Jorge Zelada, que autorizou a compra do campo de petróleo na África. Em troca de apoio político para sua manutenção no posto, o PMDB e Cunha teriam exigido e recebido propina em contratos da área, segundo a acusação.

O ministro também ressaltou as movimentações financeiras realizadas após a compra, intermediada pelo lobista e ex-funcionário da Petrobras João Augusto Henriques Rezende, que teria recebido US$ 10 milhões como “taxa de sucesso”. O dinheiro, segundo a acusação, seria dividido para pagamento de propina, parte dela para Cunha.

Zavascki também fez referência a documentos e depoimentos apontando que Cunha tinha o controle sobre as contas que receberam os recursos no exterior, depositados em francos suíços.

“Os elementos indiciários colhidos na investigação revelam que o acusado era o responsável pela origem e ao mesmo tempo o beneficiário dos valores depositados nas contas do banco Julius Baer, em nome da Triumph, da Orion e da Netherton”, afirmou, citando nome de empresas e contas ligadas ao deputado na Suíça.

Em outro trecho de seu voto, o ministro também considerou irregular a manutenção de trustes no exterior não declaradas às autoridades brasileiras em valores superiores a US$ 100 mil. Por ser um tipo de investimento administrado por terceiros, Cunha alega que não era proprietário de conta no exterior, mas somente beneficiário.

“Embora o truste seja modalidade de investimento que não tem regulamentação específica no Brasil, não há dúvida que relativamente ao caso dos autos, o acusado detinha, em relação a essas operações, plena disponibilidade jurídica e econômica. A circunstância de os valores não estarem formalmente em seu nome, é absolutamente irrelevante para a tipicidade da conduta”, afirmou Zavascki.
Por O Globo G1
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Dois vira, quatro acaba: Cruzeiro massacra Ponte Preta em Campinas e deixa a lanterna

O segundo jogo da 10ª rodada do Campeonato Brasileiro, realizado nesta quarta-feira, teve o encontro do décimo colocado recebendo o lanterna. As posições na tabela, contudo, não adiantaram de nada, já que o Cruzeiro, então último colocado, atropelou a Ponte Preta em Campinas e goleou por 4 a 0.
De Arrascaeta balançou as redes duas vezes, enquanto Alisson e Henrique completaram o marcador, que teve um gol em cada tempo.
Com a vitória, o time mineiro deixa a rabeira e foge provisoriamente da zona de rebaixamento do Brasileiro, ocupando a 14ª colocação com 11 pontos. Já a Ponte Preta, também provisoriamente, já que a rodada está sendo disputada, está no 11º lugar com 13 pontos
Começo arrasador

No primeiro lance do jogo, Clayson foi lançado e acabou travado por Bruno Viana no momento do chute. Parecia que seria uma pressão inicial dos donos da casa…mas só parecia.
Logo aos seis minutos, De Arrascaeta cobrou falta, Bruno Viana finalizou e João Carlos fez grande defesa. Na sequência, escanteio, confusão na área e Roger, atacante da Ponte, errou na hora de afastar. Henrique ficou com a bola e abriu o placar.
Aos 20 minutos, Clayson foi desarmado por Mayke no campo de defesa dos mandantes. O lateral-direito cruzou e De Arrascaeta tocou com categoria para ampliar.
Déjà-vu
A Ponte Preta voltou do intervalo com William Potker e Ravanelli vindo do banco de reservas, disposta a mudar o panorama da partida. O time começou pressionando, mas logo o roteiro da primeira etapa se repetiu.
Aos oito minutos, Riascos bateu da entrada da área e a bola bateu no braço de Fábio Ferreira. O árbitro assinalou pênalti, que Arrascaeta bateu com precisão para marcar seu segundo jogo, o terceiro da equipe mineira.
A vitória quase virou goleada aos 23 minutos, quando William lançou Alisson e o meia-atacante deu um lindo toque por cobertura, que acabou saindo para fora por centímetros. Aos 32, não teve jeito, graças a um pênalti polêmico de Reinaldo em William. Alisson foi quem assumiu a cobrança e finalizou a goleada no Moisés Lucarelli.
Próxima rodada

O Cruzeiro volta a campo no sábado, quando recebe o Palmeiras no Mineirão. A Ponte Preta joga um dia depois, contra o Vitória, no Barradão.
Por ESPN

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Fred marca, Atlético-MG vence Corinthians e estraga estreia de Cristóvão Borges

A estreia de Cristóvão Borges no comando do Corinthians esteve longe do sonhado pelo treinador. Dominado no Mineirão na noite desta quarta-feira (22), o time paulista foi derrotado pelo Atlético-MG por 2 a 0 e sem encontrar um ritmo equilibrado no Campeonato Brasileiro.
Com gols de Fred e Cazares, os atleticanos, que passaram por um momento ruim neste começo de competição, chegaram a segunda vitória consecutiva. Já os corintianos oscilam foram de casa.
O clube mineiro pressionou desde o primeiro minuto, mas conseguiu marcar apenas na etapa final. O primeiro tento saiu de forma irregular. Marcos Rocha recebeu em impedimento e cruzou para Fred completar. No segundo, o jovem zagueiro Pedro Henrique recuou errado para Cássio, Cazares antecipou o lance e completou o placar.
A derrota impediu os corintianos de chegarem ao G-4 do Brasileirão. A equipe paulista permaneceu com 16 pontos e no sexto lugar, mas pode perder posições dependendo dos demais jogos da rodada. Já os atleticanos começam a respirar aliviados e subiram para o 12º lugar, com 13 pontos.
O Corinthians terá a chance de se recuperar no próximo sábado, às 21 horas (de Brasília), contra o Santa Cruz, em Itaquera. No domingo, às 11 horas (de Brasília), o Atlético-MG faz o clássico contra o América-MG
. Fred comemora gol do Atlético-MG sobre o Corinthians pelo Brasileirão© MOURÃO PANDA/Gazeta Press Fred comemora gol do Atlético-MG sobre o Corinthians pelo Brasileirão
fred
Por ESPN

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Com Arão decisivo e Muralha inspirado, Flamengo vence o Santa Cruz

Arão fez o gol do jogo (Foto: Clelio Tomaz/AGIF/Lancepress!)© Fornecido por Areté Editorial S/A AAhuJZK.img

Com Alex Muralha inspirado e Willian Arão decisivo, o Flamengo venceu o Santa Cruz na noite desta quarta-feira, por 1 a 0, no Arruda. O Rubro-Negro conquistou a terceira vitória fora de casa no Campeonato Brasileiro e se manteve na parte de cima da tabela, com 17 pontos em dez partidas. Já o Tricolor se manteve estacionado com 11, cada vez mais próximo da zona de rebaixamento.

O jogo começou aberto, com as duas partindo para o ataque. Mais organizado, o Flamengo tentava segurar o ímpeto do Santa Cruz e partia somente “na boa”. Após algumas tentativas frustradas dos donos da casa, com direito a boas defesas de Alex Muralha, o Rubro-Negro chegou ao gol com Willian Arão. O capitão recebeu livre, de frente para o gol, e mandou um belíssimo chute para o fundo da rede, de longa distância. O goleiro Tiago Cardoso se esticou, mas a bola fez uma curva e morreu quase no ângulo direito.

Mesmo com o gol, o jogo manteve o bom ritmo, com chances para os dois lados. Com a responsabilidade de buscar o empate, o Santa incomodou um pouco mais. Contudo, parou no atento goleiro Muralha.

Os times voltaram do intervalo com as mesmas formações, mas o ritmo do jogo mudou. Nos primeiros minutos da segunda etapa, o Flamengo manteve o domínio no meio campo e dificultou a vida dos donos da casa. Amarrado na marcação rubro-negra, o Santinha tentava, sem sucesso, chegar ao ataque.

Satisfeito e cozinhando o jogo, o time de Zé Ricardo recuou um pouco, permitindo o avanço da equipe pernambucana. Grafite e Keno deram trabalho à defesa carioca, mas Muralha estava inspirado. O camisa 38 fez importantes defesas e evitou o empate do Cobra Coral.

O técnico Zé Ricardo mostrou maturidade no comando do Flamengo e conseguiu controlar a partida mesmo na casa do adversário. Em meio a muitas especulações sobre a contratação de um treinador, o Rubro-Negro deveria efetivá-lo no comando da equipe.

FICHA TÉCNICA:

SANTA CRUZ 0 X 1 FLAMENGO

Local: Estádio do Arruda, Recife (PE)

Árbitro: Wagner Reway – MT (ASP-FIFA)

Assistentes: Eduardo Gonçalves da Cruz – MS (FIFA) e Fabio Rodrigo Rubinho – MT (ASP-FIFA)

Cartão amarelos: Lelê (STC)

Gol: Willian Arão, 14’/1°T (0-1)

Santa Cruz: Tiago Cardoso; Vítor, Allan Vieira, Danny Morais e Tiago Costa (Roberto, 20’/2°T); Daniel Costa (Lelê, 7’/2°T), Leandrinho (Wallyson, 28’/2°T) e João Paulo; Arthur, Keno e Grafite. Técnico: Milton Mendes.

Flamengo: Alex Muralha, Rodinei, Rafael Vaz, Réver e Jorge; Márcio Araújo, Arão, Alan Patrick (Mancuello, 29’/2°T) e Everton (Fernandinho, 40’/2°T); Marcelo Cirino e Felipe Vizeu (Cuéllar, 13’/2°T). Técnico: Zé Ricardo

Por LANCE! Paulo Victor Reis

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