Brasil responderá por um terço dos desempregados em 2017

Estimativa é da Organização Internacional do Trabalho

O Brasil responderá por mais de um terço dos novos desempregados que vão surgir em 2017 no mundo todo, com 1,2 milhão de pessoas a mais que perderão seus postos, reforçando o cenário de que a economia brasileira ainda patina para começar a se recuperar. Os dados são da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que prevê que existirão 3,4 milhões a mais de desempregados no mundo neste ano, levando o total para mais de 200 milhões.

No documento, a OIT chamou a atenção para a deterioração do mercado de trabalho brasileiro, onde a “recessão mais profunda que o esperado em 2016 vai continuar a ter efeitos em 2017”.

Enquanto no mundo a taxa de desemprego deverá subir 0,1 ponto percentual, para 5,8%, no Brasil essa alta será de quase 1 ponto, passando de 11,5% em 2016 para 12,4% em 2017, projetou a OIT.

Para 2018, a expectativa é de que o desemprego continue subindo no país, com 200 mil pessoas a mais sem uma posição, para total de 13,8 milhões de brasileiros.

Na América Latina e Caribe, ainda segundo dados da OIT, 1,5 milhão de pessoas vão perder seus postos neste ano, somando 26,6 milhões de desempregados. Em 2018, esse número subirá a 27,1 milhões.

Dados do final de 2016 mostram que a atividade econômica no Brasil não deu sinais consistentes de retomada, o que deixa a recuperação esperada para este ano sob pressão.

A estimativa de crescimento para 2017 na pesquisa Focus do Banco Central é de apenas 0,5 por cento, depois de recuo de 3,49 por cento esperado para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2016.

Fonte: O Globo.
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Criança de 11 anos é vítima de estupro coletivo em Brasília

Homem de 20 anos e outros quatro menores de idade violentaram a menina e gravaram as cenas em vídeo

A Polícia Civil investiga a conduta de um homem de 20 anos acusado de “comandar” e filmar o estupro coletivo contra uma menina de 11 anos no Recanto das Emas, no Distrito Federal. O crime aconteceu na última terça-feira (10), e o suspeito foi preso em flagrante após denúncia da mãe da criança. Os atos sexuais forçados teriam sido praticados por quatro menores de idade, que também foram detidos no mesmo dia.

Nesta quinta (12), após audiência de custódia, o Tribunal de Justiça do DF converteu a prisão do homem em preventiva. Com isso, ele segue detido e deve ser mantido no Complexo Penitenciário da Papuda até o julgamento.

Até a tarde desta sexta (13), os quatro menores também seguiam detidos. Segundo a Polícia Civil, a criança passou por exames, tomou medicamentos e está recebendo apoio de psicólogos. Após os procedimentos médicos, a menina voltou para casa, onde mora com a família.

De acordo com o registro policial, a vítima teria ido até o local do crime – uma casa no Recanto das Emas – para fumar narguilé. Ao chegar no local, a criança foi cercada e obrigada a praticar sexo com os quatro adolescentes, com idades entre 13 e 17 anos. O crime foi registrado em vídeo pelo homem de 20 anos, que também é acusado de estuprar a criança.

Ao decidir pela prisão preventiva, o juiz afirma que o homem é réu primário e tem “bons antecedentes”, mas que isso não poderia assegurar a liberdade provisória “diante do dantesco cenário”.

“Para agravar ainda mais o contexto, as relações foram filmadas, vilipendiando a imagem da vítima. Nesse sentido, a medida extrema [prisão] se faz necessária para garantir a ordem pública, freando o ímpeto criminoso do autuado”, diz a decisão do Núcleo de Audiências de Custódia.

O homem vai responder pelos crimes de estupro de vulnerável, previsto no Código Penal, e de exploração sexual de menor, descrito no Estatuto da Criança e do Adolescente. Somadas, as penas podem variar de 9 a 19 anos. A conduta dele é investigada pela 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas).

Os quatro menores de idade que estavam no local e foram apreendidos em flagrante foram encaminhados à Delegacia da Criança e do Adolescente II, em Taguatinga. Eles vão responder por “ato infracional análogo a estupro”.

Fonte: G1.

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Grupo discute a realidade do sistema penitenciário do Pará

Promotores da área criminal de várias regiões do Estado se reuniram para debater ideias e propor melhorias

Nesta sexta-feira (13), ocorreu a primeira reunião do Grupo de Trabalho de Execução Penal e Sistema Penitenciário do Ministério Público do Pará. O grupo, criado por uma portaria assinada pelo Procurador-Geral de Justiça do Estado, Marcos Neves, é formado por promotores da área criminal de várias regiões do Estado, como Região Metropolitana, Marabá, Altamira, Santarém, Castanhal, Itaituba, Redenção, Tucuruí, Cametá, Bragança, Abaetetuba, Salinópolis, entre outras.

O grupo tem como principal objetivo discutir medidas na área de execução penal, integralizando o trabalho dos promotores de Justiça de cada região. A ideia é que os promotores discutam os problemas carcerários do Pará de uma forma geral, a fim de adotar medidas integradas em todo Estado para que não se repitam nos presídios paraenses os fatos ocorridos recentemente no Amazonas e em Roraima.

Entre as propostas, os promotores destacaram a necessidade de um diagnóstico mais profundo da realidade carcerária no Pará, assim como um maior investimento em equipamentos de segurança, como monitoramento via sensores e câmeras, a fim de um controle mais efetivo de entrada e saída de objetos, além de vigilância externa feita pela Polícia Militar. Outra proposta é separar os presos provisórios de condenados, pois em quase todas as casas penais eles costumam dividir o mesmo espaço. A ideia é levar as questões discutidas nesta primeira reunião às autoridades de segurança e dialogar com o poder público sobre as deliberações do Grupo de Trabalho.

O Governo Federal liberou em dezembro, por meio do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), recursos na ordem de R$ 44,8 milhões para cada estado da federação. No caso do Pará, o Ministério Público deve acompanhar de perto a forma como esse dinheiro será investido. Desse total, R$ 31,9 milhões são destinados à construção de penitenciárias a fim de ampliar o número de vagas e reduzir a superlotação.

Para os promotores de Justiça do Ministério Público, a superlotação dos presídios paraenses é um dos problemas mais preocupantes. Em Redenção, por exemplo, há 120 vagas para 237 presos, sendo que o município recebe presos de 13 municípios da região. Em Tucuruí, há 120 vagas para 320 presos, mais de 300% acima da capacidade. Segundo dados divulgados pela Susipe, o Pará possui atualmente menos de 9 mil vagas para 14,322 presos. Desse total, 6,623 presos ainda não foram julgados.

Fonte: ORMNews.

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Pará terá R$ 1,94 milhão para atenção domiciliar

Maiores repasses serão destinados para Altamira e Benevides

O Ministério da Saúde liberou R$ 1,94 milhão para a atenção domiciliar dos municípios de Altamira, Belém e Benevides. Os três terão aumento do limite financeiro para investimento anual com média e alta complexidade. Os maiores repasses, no valor de R$ 672 mil, serão destinados para Altamira e Benevides. Já Belém receberá um montante de R$ 600 mil. Os recursos são incorporados ao Limite Financeiro de Média e Alta Complexidade, Teto MAC, vinculado às gestões municipais e destinados à habilitação de Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar (EMAD) e Equipes Multiprofissionais de Apoio (EMAP) em unidades de saúde que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Cada município terá o repasse mensal feito pelo Fundo Nacional de Saúde para o Fundo Municipal. A finalidade é a implantação do Serviço de Atenção Domiciliar cujas equipes são fundamentais no cuidado do paciente domiciliado. Os recursos estão estabelecidos de acordo com as Portarias publicadas no Diário Oficial da União, de Nº 3.016, de 27 de dezembro de 2016 e a de Nº 15, de 4 de janeiro de 2017. Ao todo serão R$ 38.112.000,00 incorporados ao Limite Financeiro de Média e Alta Complexidade, Teto MAC, para atenção domiciliar de 16 estados em 53 municípios brasileiros, destinado às habilitações de EMADs e EMAPs.

A Atenção Domiciliar tem como objetivos a redução da demanda por atendimento hospitalar e/ou redução do período de permanência de usuários internados, a humanização da atenção, a desinstitucionalização e a ampliação da autonomia dos usuários. Trata-se de um dos componentes da Rede de Atenção às Urgências e será estruturada de forma articulada e integrada aos outros componentes e à Rede de Atenção à Saúde.

O Teto MAC é a principal rubrica de custeio do Ministério da Saúde é o responsável pelo pagamento de procedimentos como consultas, exames, internações e cirurgias. Os recursos incorporados ao Teto MAC dos estados e municípios contemplados nas portarias, passam a ser repassados de forma regular e automática, mensalmente, para os gestores locais, que ficam responsáveis pelos atendimentos à população usuária do SUS. “Com esses recursos, os municípios poderão fortalecer os atendimentos na saúde pública e reforçar o enfoque da humanização no SUS”, frisou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

As EMADs prestam atendimento especializado para pacientes domiciliados e são compostas por profissionais médicos, enfermeiros, técnicos e/ou auxiliares de enfermagem e fisioterapeuta e/ou assistente social. As EMADs recebem o suporte das EMAPs que, por sua vez, podem ser compostas por no mínimo 90h semanais de profissionais das seguintes categorias: nutricionista, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, odontólogo, psicólogo, farmacêutico, fonoaudiólogo e assistente social.

Fonte: ORMNews.
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Desaba parte do telhado da UPA de Santa Isabel do Pará

Local estava com funcionamento restrito desde a última semana por problemas estruturais. Ninguém ficou ferido

Uma parte do forro da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do município de Santa Isabel do Pará, no nordeste do Estado, desabou na tarde desta sexta-feira (13). Justamente por apresentar problemas estruturais, o local estava com funcionamento restrito. Ninguém ficou ferido.

Uma das responsáveis pelo local, a doutora Débora Jares, conversou com a reportagem do portal ORM News e se mostrou indignada com a situação estrutural do local. ‘Esta UPA é nova. Foi inaugurada há apenas quatro meses, ainda na antiga gestão. Era para estar tudo novo ainda’, falou.

Porém, Jares contou que o grupo que está administrando o local encontrou problemas no prédio logo nos primeiros dias de visita. ‘Vimos rachaduras e até goteiras e ficamos preocupados. Por conta disso, decidimos tirar o funcionamento 100% da UPA e deixá-la operando apenas na missão de encaminhar os pacientes para o hospital municipal. Vendo o que aconteceu hoje, vejo que foi uma decisão sábia!’, frisou.

O Hospital de Santa Isabel do Pará registrou a chegada de cerca de 130 pacientes por dia vindos através do encaminhamento da UPA nesta última semana. Em nota divulgada na noite desta sexta-feira, a Prefeitura de Santa Isabel informou que tomará as medidas para resolver a situação.

Fonte: ORMNews.
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Maurício Lopes pode ser o novo Ministro do Meio Ambiente

O atual Ministro do Meio Ambiente, José Sarneyzinho Filho, pode cair nas próximas semanas. O Ministro, que é do PV, entrou atravessado no Governo do Presidente Michel Temer por influência do pai, José Sarney, um dos caciques do PMDB. Mas não tem escrúpulos para criar problemas ao próprio Governo e vem atrapalhando os interesses de diversas pastas na Esplanada dos Ministérios.

Um dos primeiros atos de Sarney Filho a frente do MMA foi enterrar o licenciamento ambiental da hidrelétrica de São Luiz do Tapajós. A decisão de Sarney inviabilizou a Plano Decenal de Energia Elétrica, cuja responsabilidade é do Ministério de Minas e Energia (MME). O atual ministro, Fernando Coelho Filho, tem trabalhado duro para contornar o problema criado por Sarney Filho.

Sarney Filho comprou outra briga em duas frentes ao criar problemas com o Projeto de Lei que trata do licenciamento ambiental. O tema é considerado estratégico pelo Governo como parte fundamental para destravar os investimentos privados em infraestrutura. Grande parte dos projetos não pode ser leiloado em a licença ambiental que normalmente demora anos para ser liberada.

O governo tinha planos para modernizar as regras de licenciamento por meio de um projeto de lei em tramitação avançada no Congresso, mas Sarney Filho inviabilizou o acordo político. Além da base aliada, a atuação de Sarneyzinho desagradou o Ministro Moreira Franco, integrante do núcleo duro do governo Temer. Franco comanda a Secretaria-Executiva do Programa de Parcerias e Investimentos, que não tem como funcionar sem regras de licenciamento.

O radicalismo ambiental de Sarney Filho nas negociações da lei de licenciamento também desagradou o setor rural. Sarneyzinho quer incluir na lei a agropecuária. A medida pode travar o setor uma vez que os órgãos públicos estaduais não tem condições de emitir licenças ambientais todo ano para cada um dos mais de 5 milhões de agricultores do Brasil. Todos os secretário de meio ambiente dos estados se opuseram à Sarney Filho.

Mas a gota d’água parece ter sido a divulgação ampla, geral e irrestrita dos dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Determinada por Sarney Filho no final do ano passado a pedido de um grupo de ONGs ambientalistas radicais, a divulgação do CAR foi ilegal e revoltou os produtores rurais que fizeram o cadastro.

A medida conflagrou o setor rural contra Sarney Filho. Várias entidades que representam produtores enviaram cartas ao Presidente Michel Temer pedindo a exoneração do Ministro. A CNA protocolou uma representação na Procuradoria-Geral da República alegando, com razão, que o Ministro cometeu crime de responsabilidade ao divulgar os dados. A Frente Parlamentar da Agropecuária, que é fundamental na base de apoio do Governo no Congresso, também pediu uníssona a exoneração de Sarney Filho.

Colateralmente, a divulgação dos dados do CAR irritou outro integrante do núcleo duro de Temer. Semanas depois da exposição pública do CAR, a Justiça Federal de Mato Grosso bloqueou parte dos bens do Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Uma fazenda da qual Padilha é sócio está sobreposta a uma unidade de conservação estadual e a situação foi evidenciada com base nos dados do CAR.

Além de ter vários ministros e todo o setor rural revoltados e conflagrados contra Sarney Filho, o Ministro não tem nem o apoio do seu partido. Os deputados do PV declararam independência da base aliada e têm negado apoio no Congresso às matéria de interesse do Governo.

A favor da permanência de Sarney Filho no Governo está apenas seu pistolão original, papai Sarney. Uma das lideranças do PMDB ligadas ao Presidente Michel Temer, Sarney pai ainda avalista Sarney Filho na esplanada.

A manutenção de Sarney Filho no Ministério do Meio Ambiente é considera fundamental para os planos de Sarney no Maranhão. Os Sarney querem usar o Ministério do Meio Ambiente para colocar Sarney Filho no Senado em 2018. Sarney manobram para voltar ao Governo do Estado do Maranhão através do atual Senador Roberto Rocha. A exoneração de Sarney Filho seria um golpe duro nos planos da família Sarney em seu feudo.

Eis a correlação de forcas. De um lado o núcleo duro de Temer, o Ministro de Minas e Energia, a bancada do agro no Congresso e o único setor da economia que ainda não vergou diante da crise econômica. De outro lado, os interesses feudais da família Sarney.

Se cair, como é provável, Sarney Filho pode ser substituído pelo atual presidente da Embrapa, Maurício Lopes. Lopes é um cientista respeitado no meio científico e um gestor experiente. É funcionário público de carreira, não tem ligação partidária nem com ONGs ambientalistas. Poderá fazer uma gestão isenta à frente do Ministério do Meio Ambiente semelhante à postura da ex ministra Izabella Teixeira.

Fonte: Código Florestal.
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Brasil está sentado em ‘bomba-relógio’, diz especialista sobre febre amarela

O aumento de casos de febre amarela silvestre (transmitida em regiões rurais e de mata) em Minas Gerais pode ser um surto cíclico da doença, como o já observado em 2009. Mesmo assim, o país corre risco de ver um retorno dela às áreas urbanas, avaliam pesquisadores.

Desde o início de janeiro, 23 casos suspeitos foram notificados no interior de Minas Gerais – 14 deles levaram à morte dos pacientes. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, 16 deles são considerados prováveis, após exames apontarem a presença do vírus, mas ainda estão sendo investigados.

No interior de São Paulo, uma morte foi confirmada como causada pela febre amarela silvestre em dezembro, a primeira desde 2009.

“Já esperávamos um surto maior da febre amarela silvestre, mas devemos nos preocupar, sim. Estamos sentados em uma bomba-relógio”, disse à BBC Brasil o epidemiologista Eduardo Massad, da USP.

“Precisamos entender o risco de reintrodução de febre amarela urbana, o que seria uma enorme tragédia, talvez maior do que zika, dengue e chikungunya juntas – porque ela mata quase 50% das pessoas que não são tratadas.”

A febre amarela é considerada endêmica nas regiões rurais e de mata do Brasil, onde é transmitida por mosquitos de espécies diferentes, como o Haemagogus e o Sabethes, para macacos e, ocasionalmente, para humanos não vacinados. Mas não há registro de casos em áreas urbanas – onde o vetor é o mosquito Aedes aegypti – desde 1942.

O Ministério da Saúde notificou a OMS (Organização Mundial da Saúde) dos casos, seguindo recomendação do Regulamento Sanitário Internacional de informar à organização ocorrências importantes de saúde pública.

Em 2016, o Brasil teve seis casos da doença confirmados, segundo o governo. O último surto da febre amarela silvestre ocorreu entre 2008 e 2009, quando 51 ocorrências foram confirmadas.

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 Especialistas temem que vírus chegue às cidades, onde poderia ser espalhado pelo Aedes aegypti, também transmissor de doenças como a dengue e a zika

A pasta também afirmou que enviou duas equipes e cerca de 285 mil doses de vacina contra a febre amarela para Minas Gerais para controlar a doença. Pessoas nas áreas onde há registro de casos serão vacinadas, e, em seguida, moradores de municípios vizinhos.

Em sua fase inicial, que dura de três a cinco dias, a febre amarela causa calafrios, febre, dores de cabeça e no corpo, cansaço, perda de apetite, náuseas e vômitos. Em sua fase mais grave, a doença provoca hemorragias e insuficiência nos rins e no fígado, o que pode levar à morte.
Macacos

Atualmente, 15 municípios mineiros estão em situação de alerta para a febre amarela. Também estão sendo monitoradas cidades onde ainda não houve casos em humanos, mas que registraram mortes de macacos possivelmente causadas pela doença.

O monitoramento ocorre normalmente no Brasil todos os anos, especialmente entre dezembro e maio, considerado o período de maior probabilidade de transmissão da febre amarela.

A bióloga Marcia Chame, coordenadora da Plataforma Institucional de Biodiversidade e Saúde Silvestre na Fiocruz Rio, diz que as autoridades de saúde no Brasil já haviam percebido que os surtos extravasam o ambiente das florestas aproximadamente a cada sete anos e atingem mais seres humanos no interior do país.

“Este surto maior é cíclico e, por isso, já há atenção sobre isso. Isso tem relação com todas as atividades humanas que invadem a floresta. E no Brasil também temos um processo importante de perda de ambientes naturais”, disse à BBC Brasil.

Segundo ela, o aumento das mortes de macacos – principais hospedeiros do vírus no ciclo de transmissão silvestre – é o principal indicativo de que o surto pode estar se aproximando das populações humanas.

“Desde 1940 não temos ciclos, no Brasil, de transmissão deste vírus pelo Aedes aegypti, só pelo Haemagogus. A morte de macacos perto de pessoas mostra que um ciclo que deveria estar limitado ao ambiente das matas está mais perto das áreas onde vivem humanos. E quando eles estão próximos, é mais fácil para o mosquito passar o vírus para uma pessoa”, explica.

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A bióloga Marcia Chame explica que macacos são uma espécie de ‘sentinela’, cujas mortes avisam humanos sobre a proximidade de um surto

“Em 2009, no Rio Grande do Sul, as pessoas chegaram a matar os macacos, achando que eles transmitiam a doença, mas ele nos presta um serviço, porque é o sentinela. É importante notificar as autoridades dessas mortes.”

Na Fiocruz, a equipe liderada por Chame tenta entender o que causa esses surtos de maior proporção na tentativa de evitar, também, que o vírus volte às cidades.

“Estamos modelando a ocorrência de febre amarela contra 7,2 mil parâmetros ambientais, climatológicos e outros, para tentarmos identificar que variáveis que causam isso, mas é muito complexo”, explica.

“Elas acontecem em ambientes diferentes, com espécies de macacos e de mosquitos vetores diferentes. Precisamos que a população nos ajude a identificar esses animais e o que está ao redor dos locais onde são encontrados – empreendimentos imobiliários, construções.”

O receio, diz ela, é que com a diminuição das áreas florestais, animais que foram infectados frequentem cada vez mais os centros urbanos em busca de alimento e abrigo. Lá, eles também poderiam ser picados pelo Aedes aegypti, abundante nas cidades brasileiras.
Retorno

Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda que todas as pessoas que moram ou têm viagem planejada para áreas silvestres, rurais ou de mata verifiquem se estão vacinadas contra a febre amarela. Em geral, a vacina passa a fazer efeito após um período de dez dias.

O risco de que moradores de áreas endêmicas e até ecoturistas contraiam o vírus e o levem para cidades maiores é a principal preocupação dos especialistas. Na verdade, eles ainda tentam descobrir por que isso não ocorreu até agora.

“Ainda é um desafio entender como a febre amarela não voltou para os centros urbanos, já que temos um grande número de pessoas que vão a áreas endêmicas para turismo ou a trabalho e voltam para cidades infestadas de Aedes aegypti”, diz Eduardo Massad.

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Para Eduardo Massad, um desafio é entender por que a doença ainda não voltou às cidades

O médico e pesquisador Carlos Brito, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), concorda. “Dizemos que a febre amarela só não voltou ainda às cidades porque Deus é brasileiro. É uma preocupação real.”

Os pesquisadores tentam compreender se o Aedes aegypti teria, por exemplo, menos competência como vetor da febre amarela do que da dengue, da chikungunya e da zika, outros vírus da mesma família.

“Hoje os deslocamentos de pessoas pelo país são muito mais rápidos. Por isso, estes vírus se disseminam com mais facilidade. O fato de a febre amarela ainda não ter se disseminado no país todo é um alento, que dá expectativa de que não aconteça o mesmo que ocorreu com zika e chikungunya nos últimos dois anos”, afirma Brito.

“Mas uma coisa é fato: se em 30 anos de dengue batemos recordes de números de casos em 2015 e em 2016, não é porque a população brasileira cresceu. Isso mostra que perdemos o controle do mosquito.”
Vacina

O Ministério recomenda a vacina para pessoas a partir de nove meses de idade que vivem nas áreas endêmicas ou viajarão para lá e a partir dos seis meses, em situações de surto.

Segundo a pasta, todos os Estados estão abastecidos com a vacina e o país tem estoque suficiente para atender a todas as pessoas nestas condições.

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Especialistas defendem que vacinação deveria ocorrer em todo o país

Para Massad, no entanto, o governo deveria elaborar uma estratégia para ampliar a vacinação contra a febre amarela em todo o país, incluindo as zonas costeiras, onde estão alguns dos maiores centros urbanos, que não são consideradas endêmicas.

De acordo com o ministério, apenas os Estados de Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro estão fora da Área com Recomendação para Vacinação (ACRV) de febre amarela.

Mas enquanto ainda não se explica como o vírus se manteve fora das cidades durante os últimos 75 anos – mesmo com o aumento da infestação pelo Aedes aegypti – o pesquisador continua preocupado.

“A probabilidade de levar uma picada de Aedes aegypti no Rio durante o Carnaval é 99,9%. É inescapável. As pessoas ficaram preocupadas com Olimpíada, Copa do Mundo. Isso é besteira. Imagine se chega alguém com febre amarela no Rio no Carnaval.”

Fonte: MSN.
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Morcegos brasileiros começam a se alimentar de sangue humano

Superinteressante Ana Carolina Leonardi 7 horas atrás
Pesquisadores brasileiros, da Universidade Federal de Pernambuco, descobriram que, pela primeira vez, uma espécie de morcego passou a se alimentar de sangue humano naquela região. Antes disso, o que se sabia era que o animal consumia, exclusivamente, sangue de pássaros.

O estudo, conduzido no Parque Nacional do Catimbau (a cerca de 300 km de Recife) , analisou 70 amostras de fezes da espécie Diphylla ecaudata (o morcego-vampiro-de-pernas-peludas) e conseguiu extrair o DNA de 15 delas – sendo que em três continham vestígios de sangue humano misturado com o de aves. O resultado foi publicado na revista Acta Chiropterologica , especializada em morcegos.

“Nós ficamos muito surpresos. Essa espécie não tinha uma adaptação fisiológica para se alimentar com sangue de mamíferos”, explicou o pesquisador Enrico Bernard à New Scientist . Segundo o professor, o sangue de aves é rico em gordura, enquanto o dos mamíferos é mais espesso e rico em proteína.

Mudança de hábito

De acordo com os cientistas, a alteração no cardápio estaria associada a escassez de alimentos na região, que vem sendo alterada pela presença humana e seus animais domésticos. “Isso explicaria a mistura do sangue de galinha com o de humanos em nossas amostras”, diz o estudo.

A descoberta também é acompanhada de algumas preocupações: ataques e transmissão de doenças. Não seria um episódio inédito. Em 2005, uma superpopulação de morcegos-vampiros invadiu o litoral norte do Maranhão e causou um surto de raiva, que deixou 20 mortos. Entre os sintomas: febre e dificuldade de se alimentar.

Das três espécies de morcegos-vampiros já conhecidas, apenas uma era considerada hematófaga (que se alimenta de sangue). Agora, mais uma é acrescentada à lista.
Mais de Super

Fonte: MSN.
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No passado, os hyolithas foram ligados ao filo dos moluscos, que são comuns hoje e incluem as lulas e os caracóis.

A nova pesquisa sugere que os animais estão, de fato, mais intimamente relacionados a um grupo diferente de organismos portadores de conchas, conhecidos como lophophorata, que inclui os braquiópodes (conchas em formato de lâmpada), entre outros.
Mares antigos

Hyolithas estavam presentes desde o início do período Cambriano, há cerca de 540 milhões de anos, durante uma rápida explosão de evolução que deu origem à maioria dos principais grupos de animais.

“Podendo colocá-los na árvore da vida, se resolve esse longo mistério paleontológico sobre o que são essas criaturas”, disse Joseph Moysiuk.

“Nós pudemos descobrir algumas características novas de um grupo muito velho de animais fósseis, e isso permitiu-nos revelar a história evolutiva deste grupo de animais e onde exatamente eles ficam na árvore da vida.”

Martin Smith, da Universidade de Durham, no Reino Unido, também trabalhou nos fósseis.

Ele disse que, ao colocar os hyolithas em sua casa legítima, compreendendo como eles viveram, os cientistas agora têm uma melhor imagem da vida nos mares antigos.

Isto dá uma visão sobre o impacto de eventos de extinção em massa, como a extinção em massa do Permiano-Triássico, que aniquilou a maior parte da vida animal, incluindo os hyolithas.

“Compreendendo os efeitos de tais extinções em massa na ecologia e na diversidade é particularmente importante à medida que procuramos avaliar e mitigar as implicações do atual evento de extinção em massa provocado pela atividade humana”, disse Smith.

Fonte: MSN.
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Setor do PT quer lançar candidatura de Lula na semana que vem

Ex-presidente seria lançado candidato ao terceiro mandato com plataforma que promete revogar feitos de Temer

Setores do PT articulam o lançamento da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República na próxima sexta-feira, 20, durante a reunião do Diretório Nacional do partido, em São Paulo. Pela proposta, Lula seria lançado candidato ao terceiro mandato com a plataforma de revogar imediatamente, caso eleito, todos os feitos do governo Michel Temer – em especial a PEC do Teto e a reforma da Previdência – com amparo de uma frente composta por movimentos sociais e partidos de esquerda.
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“O Diretório Nacional, reunido em 20 de janeiro de 2017, deve apresentar a candidatura de Lula à Presidência da República, conclamar a mobilização por diretas já e a construção da unidade popular de esquerda. Deve dirigir-se especialmente às Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, ao PCdoB, ao PDT, ao PSOL, para construirmos juntos uma frente única com o objetivo de eleger um governo democrático-popular que revogará de imediato todos os decretos e leis golpistas e convocará uma assembleia nacional constituinte com participação popular e liberdade irrestrita de comunicação”, diz trecho do esboço de resolução, sujeito a alterações, elaborado pelo secretário nacional de Formação, Carlos Árabe, representante da Mensagem.

A ideia, segundo Árabe, é usar a força de Lula junto ao eleitorado, mensurada nas últimas pesquisas de opinião, como catalisador para uma “revolução” democrática com o objetivo de derrubar o governo Temer, convocar novas eleições e uma constituinte.

“Não exigimos que seja uma frente de todos com Lula. É uma frente progressista pelas diretas na qual o PT apresentaria o nome de Lula”, disse o dirigente petista.

O objetivo, de acordo com ele, é não afastar partidos como o PDT e o PSOL que devem lançar candidaturas próprias ao Planalto em 2018.

A proposta, por enquanto, ainda está em construção dentro do Muda PT. Até a semana que vem os autores devem procurar as demais forças do partido para conseguir maioria no Diretório Nacional.

Integrantes da corrente majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB) concordam que Lula é o candidato e que seu nome deve ser lançado com urgência, mas avaliam com cautela a proposta.

“Lula é o nosso candidato, quanto antes colocarmos a candidatura dele na rua, melhor, mas não pode ser de forma açodada”, disse o secretário nacional de Organização, Florisvaldo Souzam da CNB.

As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo ainda não discutiram a proposta. Integrantes das organizações lembram que as frentes são compostas por entidades ligadas a outros partidos como PSOL e PCdoB. Por enquanto as prioridades destas organizações são uma campanha pelas “Diretas Já” e pela constituinte exclusiva para a reforma política.

Sinais

Na quinta-feira, 12, em evento com profissionais da educação, em Brasília, Lula voltou a dar sinais de que quer ser candidato. Na saída do evento, disse que é o PT quem deve lançar seu nome. Segundo fontes do PT, ele reclamou da falta de partidos de centro em sua base de apoio.

Na falta de uma ampla aliança partidária, os defensores do lançamento antecipado da candidatura de Lula defendem a centralidade dos movimentos sociais na campanha.

“Tão fundamental quanto lançar já a candidatura de Lula são a sua plataforma e as forças que devem dirigir a campanha, a construção da mobilização popular para derrubar o governo golpista e, fundamentalmente, dirigir e compor o novo governo. As forças partidárias e sociais que compõem as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, devem em frente única dirigir todo o processo e construir comitês populares para participar da mobilização e das decisões. Esse processo deve confluir para assembleias populares regionais e uma grande assembleia nacional popular pelas diretas já, retomada do desenvolvimento com distribuição de renda e defesa dos direitos do povo e da nação. As decisões de programa, alianças e composição da chapa presidencial serão tomadas democraticamente pela frente única”, diz o texto de Árabe.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o presidente do PT, Rui Falcão, disse no final do ano passado que o lançamento da candidatura de Lula deve ser antecipado, mas não definiu prazo.

Segundo fontes do partido, a antecipação atende a dois objetivos, explorar politicamente a fragilidade do governo Temer e reforçar a defesa jurídica de Lula, réu em cinco processos, quatro deles referentes à Lava Jato e suas ramificações. Se condenado em segunda instância Lula ficaria inelegível com base na Lei Ficha Limpa.

Fonte: Notícias ao minuto.
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