Navio de cruzeiro em Santarém

o maior navio de cruzeiro que a Região Norte já recebeu, atraca no Porto de Santarém nesta sexta-feira (27). O navio com 294 metros de comprimento traz a bordo 1.997 turistas e 981 tripulantes, totalizando 2.978 pessoas. Santarém On Line

Fonte: Blog do Bacana.
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Na Itália, Dilma denuncia ‘golpe’ e defende democracia

Ex-presidente lamentou que PMDB tenha se aliado à oposição

A ex-presidente Dilma Rousseff foi a convidada de honra nesta sexta-feira, dia 27, do seminário internacional “La Solitudine della Democrazia” na Universidade de Salento, em Lecce, na região italiana da Púglia, que tratou do tema da “erosão das democracias contemporâneas”.

Em seu discurso, que foi presenciado também pelo ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, Dilma defendeu a democracia e voltou a denunciar o que chama de “golpe de Estado” no Brasil.

“Na estratificação da sociedade brasileira, o impeachment faz parte de um processo que traz parte do passado [à tona] e, ao mesmo tempo, cria uma situação bastante grave. […] Vivemos em um momento extremamente propício para o golpe parlamentar que ocorreu”.

A ex-mandatária disse que o “golpe” foi causado por duas grandes razões. Para ela, a primeira eram políticos que queriam derrubá-la para que não fossem investigados em casos de corrução e que decidiram trai-la.

“Trata-se de partes do movimento democrático brasileiro [PMDB], que fazia parte da minha coalizão, que se despregou do governo e se aliou à oposição, que nós tínhamos derrotados por quatro eleições consecutivas, o PSDB”, afirmou Dilma.    Já a segunda razão do impeachment seria que esses políticos queriam “criar limites nos quais o Brasil teria que se restringir tanto econômica quanto geo-politicamente”.

Nesse sentido, Dilma apontou que o Estado sempre esteve muito presente no país e que por isso o neo-liberalismo que podia ser visto em outros países da América Latina não se repetia na nossa nação.

“Por quatro vezes o nosso projeto de desenvolvimento econômico com distribuição de renda e reafirmação da soberania impediu que o outro projeto de introdução e implementação do neo-liberalismo tivesse qualquer possibilidade de, pelos meios democráticos, ser implantado”, disse a ex-presidente.

Dilma também disse que a população acabou, em parte, aceitando o seu impeachment devido à crise econômica mundial que atingiu todos os países, mas que chegou aos países emergentes, como o Brasil, no terceiro trimestre de 2014 e que piorou em 2015, segundo ela.

Para justificar isso, a ex-presidente leu um trecho da obra do economista norte-americano Milton Friedman o qual fala que, durante uma crise, “o politicamente impossível se torna o politicamente aceitável”. “A crise política teve um papel estratégico na inviabilização do governo no enfrentamento da crise econômica”, explicou a ex-mandatária. Dilma também ressaltou que o “governo ilegítimo”, no entanto, subestimou a crise econômica e a própria crise política já que, segundo ela, o novo governo é impopular. (ANSA)

Fonte: Notícias ao minuto.
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Municípios passam a ser obrigados a fazer levantamento de infestação por Aedes

Parte dos municípios já realizavam de forma rotineira o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). Decisão entra em vigor nesta sexta-feira.

A partir de agora, todos os municípios serão obrigados a fazer o levantamento de infestação pelo mosquito Aedes aegypti. A informação deverá ser enviada para as secretarias estaduais de Saúde que, por sua vez, repassarão os dados para o Ministério da Saúde.

A decisão, publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (27), determina que municípios com mais de 2 mil imóveis realizem o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). Municípios com menos de 2 mil imóveis devem realizar o Levantamento de Índice Amostral (LIA). Os levantamentos têm o objetivo de identificar a porcentagem de imóveis que apresentam criadouros de mosquito em cada cidade.

Já municípios que não são infestados pelo mosquito devem fazer o monitoramento por ovitrampa ou larvitrampa, armadilhas que permitem identificar se existem mosquitos pondo ovos na região.

Muitos municípios já realizam esse tipo de levantamento rotineiramente. Em 2016, por exemplo, 62,6% dos municípios com mais de 2 mil imóveis realizaram o LIRAa e repassaram os dados para as autoridades estaduais e federais. A partir dessas informações, o Ministério da Saúde colocou em alerta de risco para dengue, zika e chikungunya 855 cidades brasileiras.

Em 2016, até 24 de dezembro, o Brasil registrou 1.976.029 casos prováveis das três principais doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti no Brasil: 1.496.282 de dengue, 265.554 de chikungunya e 214.193 de zika.

Em dezembro, o Ministério da Saúde já tinha anunciado que o repasse da segunda parcela de uma verba de R$ 152 milhões destinada ao combate do Aedes só seria feito para os municípios que tivessem feito o LIRAa ou o LIA.

A resolução publicada nesta sexta-feira foi assinada pela Comissão Intergestores Tripartite, composta pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, pelo presidente do Conselho Nacional de Secretários da Saúde, João Gabbardo dos Reis, e pelo presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, Mauro Guimarães Junqueira.

Fonte: G1 PA.
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Pastor é investigado por crime de estupro

Pedro Oliveira de Sousa Junior, acusado de se passar por pastor de uma igreja evangélica, para estuprar mulheres, em Novo Repartimento, no sudeste do Pará, está sendo procurado pela Polícia Civil.

De acordo com informações da Polícia Civil, divulgadas nesta sexta-feira (27), duas vítimas o denunciaram na Delegacia do município. O acusado está com mandado de prisão preventiva decretada pela Justiça e atualmente está foragido.

Fonte: DOL.
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Caminhoneiros denunciam abusos da PRF em fiscalização

Depois um período de sofrimento e angústia, os profissionais do volante em Santarém conseguiram grande vitória nesta semana, sobre uma das principais situações que prejudicavam os caminhoneiros santarenos.

De acordo com eles, diversos profissionais foram multados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) por não estarem regularizados com a aferição definitiva do tacógrafo, que é um dispositivo empregado em veículos para monitorar o tempo de uso, a distância percorrida e a velocidade que desenvolveu durante o trajeto. Segundo a categoria, a situação acontece porque em Santarém não existe uma empresa homologada pelo INMETRO para realizar a aferição do tacógrafo.

“Eles estavam exigindo a aferição homologada pelo INMETRO do tacógrafo, ou seja, a aferição definitiva. O que nós temos hoje em Santarém é uma empresa credenciada pelo INMETRO para fazer apenas a aferição provisória. Eles consertam o tacógrafo do teu caminhão e fazem uma aferição provisória que vale 30 dias. Dentro desse período, você tem que buscar recursos para ir a uma empresa que faça aferiação para um prazo de dois anos. Acontece que nós não temos essa empresa homologada que faça esse serviço em Santarém. O local mais próximo de Santarém seria Cuiabá, Marabá, Belém ou Manaus. Você imagina, para a pessoa que tem o caminhão que vai fazer uma aferição dessa lá fora já é um custo significativo, para quem tem uma frota de caminhão, de ônibus, microonibus, vai ser um valor imenso. Então, esse custeio hoje, está difícil por parte dos caminhoneiros autônomos e empresários, uma vez que não pode parar de rodar. E o que está acontecendo. A PRF está sendo intransigente nesta situação. Ela multa, ela pára teu caminhão, ela recolhe o documento do caminhão, até você se regularizar. Deixa a gente numa situação muito difícil, uma vez que não temos este recurso em Santarém. Não sabemos a quem procurar. Então, essa situação estava acontecendo em Santarém, em relação ao tacógrafo”, informou o caminhoneiro Antônio Carlos.

TAC DETERMINA SUSPENSÃO DE MULTA: Acionado o Ministério Público Federal (MPF), os caminhoneiros conseguiram que o órgão elaborasse um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para que os trabalhadores tenham um prazo para se adequar à normalização do Contran. O documento será assinado pelo Sindicato dos Caminhoneiros e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Sendo que um dos encaminhamentos adotados imediatamente, é a suspensão a partir de quinta-feira (26) das multas aplicadas que estão relacionadas à falta da aferição definitiva do tacógrafo.

Para Antônio Carlos, a elaboração do documento foi uma vitória para a classe em Santarém. “Na reunião do MPF ficou definido que o TAC será elaborado, e nós estamos trabalhando dentro da documentação e da papelada para encaminhar para o MPF já na segunda-feira (30). A PRF sinalizou de forma positiva, de acordo com o TAC, o que deixou a categoria bastante satisfeita, e todos estão de acordo com resultado desta reunião. A partir de quinta-feira (26), a PRF não multa mais em relação à falta de aferição definitiva do tacógrafo. Estamos entrando com a documentação e solicitando que o prazo do TAC seja de pelo menos por um ano, ou até o final deste ano, para que as empresas interessadas em montar a estrutura em Santarém e fazer aferição, entrem com os estudos necessários para implantação. As multas que foram aplicadas até a data de 25 de janeiro continuam valendo, somente a partir de quinta-feira (26) é que a multa sobre a aferição do tacógrafo está suspensa”, explicou.

OUTROS DESAFIOS: Infelizmente para os trabalhadores do volante, essa vitória apesar de relevante para categoria, faz parte de uma série de demandas do qual o setor necessita para possuir um bom desempenho, ajudando na economia da região, principalmente no momento de crise por qual o País passa.

“Temos outras situações, por exemplo, em relação à falta de uma balança. A PRF em Santarém não tem uma balança rodoviária para realizar a pesagem do caminhão, ou do produto que está sendo transportado. Eles simplesmente acham que o caminhão leva um determinado peso, e multa o condutor. Também existe a situação da falta de um profissional qualificado para realizar a mudança de característica do caminhão. Se você tem um caminhão de carroceria aberta e quer passar para um caminhão baú, em Santarém não tem como fazer essa transferência, essa mudança de categoria. Você fica amarrado também na capital”, explica Antônio Carlos.

ATUAÇÃO DA PRF: Outra denúncia é o fato de que as equipes da PRF estão fiscalizando apenas    um determinado trecho da BR 163. Segundo eles, apesar da área de atuação ser de mais de mil quilômetros, os agentes estão restringindo sua fiscalização apenas a um pequeno trecho.

“Hoje, a atuação da PRF em Santarém se limita ao quilômetro 45 do município de Belterra ao Porto da Companhia Docas do Pará. São cinco viaturas, mais de 20 agentes fazendo a ronda neste trecho. Então, é um efetivo grande, é uma quantidade de viaturas considerável, para um trecho muito pequeno. Uma vez que a área de atuação da PRF engloba, por exemplo, os municípios de Rurópolis, Trairão, Novo Progresso e a região de Miritituba. Não sei por que eles só se limitam ao município de Santarém, Belterra e Mojuí dos Campos. Isso todos os motorista vêem, basta observar. O que acontece, Belterra está sofrendo com isso, Mojuí dos Campos está sofrendo com isso, os caminhoneiros não querem mas trafegar na BR 163. Mojuí e Belterra já estão sentindo falta de produtos. Então, é toda uma população que está sendo afetada.  A gente sente que o negócio da PRF é multar. Não é organizar o trânsito, não é educar, não é uma polícia pacificadora, é uma polícia opressora, tanto com carro pequeno, como carro de médio porte, quanto carro grande. Tem várias situações de caminhoneiros que levaram pelo menos 15 multas. É uma em cima da outra, em diferença de minutos. Então, está ficando insustentável trafegar na BR 163, devido à atuação da PRF”, desabafou o caminhoneiro Antônio Carlos.

Segundo ele, a restrição sobre a área de atuação da PRF a um pequeno trecho da BR 163, possibilita uma série de situações, e citam as precárias condições encontradas na região de Miritituba. A falta de fiscalização na área faz com que haja o crescimento de violência, acidentes de trânsito e a exploração sexual infantil às margens da rodovia federal.

Fonte: RG 15/O Impacto
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A escalada da violência no campo: 2016 foi o mais violento dos últimos 13 anos

Número de vítimas de conflitos agrários no ano passado foi o maior desde 2003. Comissão Pastoral da Terra critica omissão do Estado em relação à violência e denuncia que medidas do governo Temer têm trazido retrocessos em políticas para as populações do campo, como a reforma agrária

O ano passado foi o mais violento dos últimos 13 anos no campo. É o que apontam dados preliminares sobre a violência no campo apresentados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) no dia 17 de janeiro. Segundo a entidade, 60 pessoas foram assassinadas em decorrência de conflitos agrários em 2016. Em 2015, foram 49 mortes registradas, até então o maior número de vítimas de conflitos agrários desde 2003, quando foram contabilizados 71 assassinatos. Entre as vítimas estavam lideranças de movimentos camponeses e de populações tradicionais engajadas na luta pela reforma agrária e contra a espoliação causada pelo avanço do agronegócio sobre seus territórios. “É uma situação terrível”, assinala Jeane Bellini, membro da Coordenação Executiva da CPT, para quem a escalada da violência é resultado da omissão do Estado brasileiro na mediação dos conflitos agrários. “O Estado está deixando a violência acontecer, e na hora em que o Estado se afasta, o capital privado avança, e avança com violência”, ressalta, complementando: “O Judiciário continua não agindo. O número de processos em casos de assassinatos continua muito pequeno, o número de processos concluídos menor ainda, e o número de condenados idem. E o Executivo, quando manda a polícia, manda para proteger a propriedade privada de grileiros”, critica.

De acordo com a CPT, assim como em anos anteriores, a Região Norte continua tendo o maior número de homicídios registrados. Um dos poucos casos a ganhar repercussão nacional aconteceu em Rondônia, estado que concentrou um terço dos assassinatos ocorridos no campo em 2016. O corpo da militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) Nilce de Souza Magalhães foi encontrado em junho amarrado a uma pedra no lago da Usina Hidrelétrica de Jirau, em Porto Velho. Conhecida pela luta contra as violações de direitos humanos cometidas pelo consórcio responsável pela hidrelétrica, chamado de Energia Sustentável do Brasil (ESBR), a militante estava desaparecida desde janeiro de 2016. “É uma tristeza imensa. E assusta pelo grau de brutalidade. Não se contentam em apenas matar. Querem mandar uma mensagem, intimidar mesmo”, aponta Jeane.
Demarcação de terras indígenas no alvo

Além da violência, os movimentos do campo têm denunciado também o desmonte do conjunto das políticas destinadas às populações do campo no ano que passou. Desmonte que já deu mostras de que deve continuar em 2017: no dia 23 de janeiro, organizações ligadas ao movimento indígena emitiram nota conjunta em repúdio à portaria 80/2017 do Ministério da Justiça e Cidadania, que cria, no âmbito da pasta, um Grupo Técnico Especializado (GTE) para atuar em questões envolvendo a demarcação de terras indígenas. Segundo as organizações signatárias da nota, a criação do GTE é uma tentativa de esvaziar o papel da Fundação Nacional do Índio (Funai) no processo de demarcação, que atualmente é regido pelo decreto 1.775, de 1996.

Atualmente, cabe à Funai a condução do processo de demarcação, desde a análise antropológica da terra reivindicada como indígena até a ausculta dos laudos e testemunhas a favor e contrárias à demarcação. Da Funai o processo segue para a assinatura do ministro da Justiça e em seguida para a sanção do presidente da República.

Com a nova portaria, o Ministério da Justiça passaria a ter a prerrogativa de rever todo o processo da Funai, órgão subordinado à pasta. “A medida segue na linha do enfraquecimento do órgão indigenista federal, atualmente com o pior orçamento de sua história, e consiste numa forte concessão do governo Michel Temer a bancadas parlamentares anti-indígenas, em contraposição aos direitos ligados à vida dos povos indígenas do Brasil, notadamente o direito originário às suas terras tradicionais”, denunciam as organizações, que criticam ainda a ausência de diálogo do governo com o Conselho Nacional de Política Indigenista e o descumprimento do direito à consulta livre, prévia e informada dos povos e comunidades tradicionais, como prega a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário.

A portaria 80/2017 revogou a portaria 68, emitida pelo Ministério da Justiça no dia 18 de janeiro, que continha muitas das propostas de alterações no processo de demarcação presentes na minuta de um documento que o governo pretendia apresentar na forma de um decreto e cujo conteúdo foi vazado pelo jornal Estado de S. Paulo em dezembro do ano passado. Com a repercussão negativa depois da mobilização de indígenas, organizações indigenistas e do Ministério Público Federal (MPF), o governo voltou atrás e revogou a portaria, que previa, por exemplo, a reparação às populações tradicionais em caso de perda de terras. Além disso, segundo seus críticos, o documento abria espaço para a adoção da tese do “marco temporal” segundo a qual os indígenas só teriam direito às terras reivindicadas se estivessem fisicamente nelas em outubro de 1988, data em que foi promulgada a Constituição Federal. A previsão da criação do Grupo Técnico Especializado, no entanto, que já constava da portaria 68, foi mantida na portaria 80.

“Todas estas medidas têm o claro objetivo de retardar ou impedir a conclusão dos processos de demarcação, revelando o propósito do atual governo no sentido de enterrar políticas de demarcação de terras indígenas e outras pautas de regularização fundiária, o que só contribui para a ampliação e perpetuação dos conflitos existentes”, alerta a nota de repúdio dos movimentos indígenas à portaria 80.
Mudanças nas normas para reforma agrária

A paralisação das ações de reforma agrária no país em 2016 é outro alvo de críticas por parte da CPT e de outros movimentos sociais do campo. Esse quadro já vinha sendo denunciado desde o governo Dilma Rousseff, mas se agravou a partir da ascensão de Michel Temer à Presidência da República. O atual chefe do Executivo dissolveuo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e, com ele, extinguiu a Ouvidoria Agrária Nacional, órgão responsável pela mediação de conflitos por terra no país.

As nomeações do pastor evangélico Antonio Fernandes Costa, indicação do Partido Social Cristão (PSC), para a presidência da Funai, e do engenheiro agrônomo Leonardo Góis Silva, indicado pelo Solidariedade (SD) para a presidência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), também foram consideradas retrocessos. “Este governo tem deixado muito claro que está do lado do grande capital. Tudo o que os movimentos sociais têm tentado fazer há mais de 30 anos está sendo desmontado numa velocidade terrível”, lamenta a coordenadora da CPT Jeane Bellini.

Ela aponta que no final do ano passado, no dia 22 de dezembro, entrou em vigor a Medida Provisória 759, editada por Michel Temer que alterou as normas relativas à reforma agrária no país. Ela prevê, por exemplo, que os imóveis arrematados pela União destinados a projetos de reforma agrária possam ser pagos em dinheiro. “Antes, se uma terra era desapropriada porque não estava cumprindo sua função social, o governo dava o valor equivalente às benfeitorias ao proprietário na forma de títulos da dívida agrária ao longo de 20 anos. Era uma forma de pagar pela terra, mas não beneficiar o proprietário que não usou a terra para dar emprego ou alimento. Agora, ele não usou a terra e ainda vai receber por ela como se estivesse no mercado de terras. É um desvirtuamento”, analisa Jeane.

De acordo com ela, outro impacto da MP 759, que atribuiu às Prefeituras a responsabilidade de fornecer a relação de famílias a serem assentadas. “O receio é que deixe de haver uma consulta aos sindicatos de trabalhadores rurais, as associações, aos movimentos sociais do campo para indicar nomes de pessoas para serem beneficiadas, como o Incra e a própria Ouvidoria Agrária Nacional faziam anteriormente. Passando essa responsabilidade para as prefeituras, os grandes proprietários de terras vão ter muito mais influência nesse processo. O coronelismo vai aflorar novamente”, ressalta.
Combate ao trabalho escravo em xeque?

A CPT também divulgou dados preliminares sobre as denúncias de trabalho escravo recebidas em 2016 pela entidade e o resultado das fiscalizações decorrentes: foram 98 casos no ano passado, envolvendo 968 pessoas. Em 2016, 718 indivíduos foram libertados de condições análogas à escravidão. Os números mostram uma queda em relação a 2015, quando foram notificados 120 casos envolvendo 2.321 pessoas, com 895 trabalhadores libertados. Mas segundo Jeane Bellini, no contexto atual, os dados são motivo de apreensão. “Pode dar a impressão que melhorou a situação, mas o fato é que diminuiu o orçamento, impactou na diminuição do número de equipes, do número de operações, então, consequentemente, diminuiu o número de resgatados”, explica.

E os números sobre a fiscalização do trabalho escravo no Ministério do Trabalho de fato apontam nesta direção: enquanto em 2015 as Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego da pasta realizaram 158 fiscalizações de denúncias envolvendo trabalho escravo, em 2016 esse número caiu para 65; já as fiscalizações realizadas pelo Grupo Móvel Nacional do ministério caíram de 119 em 2015 para 93 em 2016.

Considerada um dos principais instrumentos de combate ao trabalho escravo do Brasil, a ‘lista suja’– uma relação dos empregadores multados por utilizar trabalho em regime análogo à escravidão – não é divulgada pelo governo há dois anos e atualmente se encontra envolvida em um imbróglio jurídico.

Em 2014, a lista foi suspensa pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandoski a pedido da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), autora de uma ação direta de inconstitucionalidade contra o instrumento. Em maio de 2016, o governo apresentou uma portaria com novas regras para a inclusão de nomes no cadastro de empregadores envolvidos na prática de trabalho escravo, e, com isso, derrubou a liminar de Lewandowski. Só que desde então a lista não foi divulgada. Em dezembro do ano passado, o Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com uma ação pedindo a divulgação imediata da lista, mas a Advocacia Geral da União (AGU) recorreu.

Um dia após o MPT entrar com a ação pedindo a volta da ‘lista suja’, o país foi alvo de uma decisão histórica da Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), que considerou o Estado brasileiro omisso e negligente com o trabalho escravo.

Publicada no dia 15 de dezembro de 2016, a sentença encerrou o caso ‘Trabalhadores da Fazenda Brasil Verde contra o Estado Brasileiro’, protocolada em 1998 pela CPT e pelo Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL) com base em ocorrências envolvendo mais de 300 trabalhadores do Piauí aliciados para uma fazenda no sul do Pará ao longo de 10 anos. Esta foi a primeira vez que a Corte Interamericana julgou um caso de trabalho escravo nas Américas.

“Se dentro do país tem juízes tropeçando um no outro e congressistas querendo redefinir o que é trabalho análogo à escravidão, uma decisão dessas diz que, pelo menos, o Brasil está destoando dos outros países das Américas e está regredindo nos combate à escravidão”, afirma Jeane. E completa: “Mesmo com o desmonte, certos mecanismos de defesa e denúncia ainda funcionam. Então não podemos nos entregar ao desânimo, porque essas poucas conquistas mostram que os mecanismos ainda existem, a questão é usar, teimar, insistir”.

Fonte:  EcoDebate.
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Ministério Público Federal no Pará acusa madeireiras de certificação socioambiental enganosa

O Ministério Público Federal no Pará briga na Justiça Federal, em Brasília, contra uma decisão do Judiciário de Santarém que negou a suspensão de certificação socioambiental concedida a duas madeireiras da região.

As madeireiras Ebata e Golf receberam do Imaflora – o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola, o selo FSC. As empresas que tem esse selo são consideradas socioambientalmente corretas. Mas nesse caso, o MPF diz que a certificação é “enganosa”, porque as madeireiras estariam provocando uma série de impactos ambientais e sociais nas áreas próximas às empresas.

Entre os impactos apontados estão obras que reduziram a trafegabilidade de um rio considerado vital para o oeste paraense e a poluição dessas águas, utilizadas para uso doméstico.

O MPF pediu a suspensão da certificação sociambiental das madeireiras, mas a Justiça em Santarém negou. Por isso, o caso veio parar em Brasília.

A secretária executiva do Imaflora Laura Prada reconhece a existência de impactos a 26 comunidades que vivem da exploração madeireira. Os certificados das madeireiras chegaram a ser suspensos em 2014, mas foram retomados em 2015. Laura Prada afirma que são constantes os diálogos para a resolução de conflitos.

Sonora: “Desde então uma série de trabalhos foram feitos pelas empresas inclusive a criação desse comitê de resolução de conflitos que foi um ponto chave nesse processo todo pra encaminhar esses problemas e rabir rabrir um diálogo de comunicação e resolução de conflitos entre as empresas e as comunidades.”

O Imaflora garante ainda que toda certificação obedece as regras estabelecidas pelo selo FSC. Ainda de acordo com o instituto, as certificações das empresas podem ser retiradas a qualquer momento, com ou sem ação judicial.

Fonte: EcoDebate.

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Remédios para hipertensão são disponibilizados de graça no Pará

Programa do Ministério da Saúde ajuda a população no combate à doença.
Seis tipos de remédios estão disponíveis para pacientes do SUS.

Cristiane Sousa tem 39 anos e é hipertensa há sete anos. Com a doença diagnosticada, ela começou a fazer o tratamento. Todo mês Cristiane adquire gratuitamente duas caixas de remédios par hipertensão pelo programa Farmácia Popular, do Ministério da Saúde.

Pelo programa, o Ministério da Saúde disponibiliza para os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) seis medicamentos para o tratamento da doença que atinge quase 30% da população brasileira.

“Até hoje eu faço uso da Losartana que tomo por mês. São dois comprimidos por dia. No caso, de manhã e à noite”, contou a dona de casa Cristiane Souza.

Para receber gratuitamente os remédios, o paciente precisa ser matriculado numa unidade pública de saúde e se cadastrar no programa, onde deve receber uma ficha de acompanhamento do médico cardiologista mês a mês. Para efetuar o cadastro, o paciente precisa apresentar os seus documentos pessoais (RG e CPF), comprovante de residência e a cartão do SUS.

Após ser inserido ao programa, o paciente hipertenso vai ao médico cardiologista credenciado pelo SUS para realizar exame e receber o receituário com o medicamento que precisará retirar todos os meses. O receituário tem validade de seis meses, após este período o paciente precisa retornar ao médico para renovar a receita.

Veja a lista dos medicamentos disponibilizados gratuitamente pelo programa Farmácia Popular para hipertensos:

Fonte: G1.

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Operação integrada combate a criminalidade em Peixoto de Azevedo

A Operação das forças de Segurança Pública, modalidade Bairro Seguro, iniciada na manhã desta sexta-feira (27.01), no município de Peixoto de Azevedo (691 km ao Norte), cumpriu dez mandados de prisão na Cadeia Pública da localidade, oito buscas e apreensão em pontos da cidade, efetuando a prisão de três pessoas, duas por tráfico de drogas e uma posse irregular de munições.

Os trabalhos na região são realizados por 70 policiais (35 civis e 35 militares) coordenados por três delegados de polícia, Geraldo Gezoni, Pablo Borges Rigo, o delegado da Gerência de Operações Especiais (Goe), Ramiro Mathias, e os Tenentes Coroneis PM, Puziol e Gildásio, com a Força Tática e reforço de militares de Sinop.

O delegado de Peixoto de Azevedo, Pablo Borges Rigo, disse que o reforço operacional na cidade é em decorrência do aumento da criminalidade identificado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública, no último trimestre de 2016.

Pablo também informou que os mandados de prisão cumpridos dentro da cadeia foram expedidos pela Justiça, contra reeducandos que já estavam presos por outros crimes e tiveram novas ordens decretadas em processos judiciais que respondem roubos, homicídios, tráfico de drogas, entre outros delitos.

A ação teve também a coordenação do Núcleo de Inteligência da Regional de Guarantã do Norte, Inteligência da Polícia Militar e participação de policiais de da Delegacia de Novo Mundo, Delegacia de  Guarantã do Norte, Peixoto de Azevedo, Terra Nova do Norte e Itaúba.

Os trabalhos repressivos no município continuam pelos próximos dias com operações pontuais de saturação, como blitz, abordagens e barreiras móveis.

Dentre os produtos apreendidos estão porções de drogas e dinheiro do  comercio do tráfico de entorpecentes.

Fonte: Nortão Notícias.

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Nadal vence e vai para ‘final dos sonhos’ com Federer

Espanhol levou 5h para derrotar Dimitrov no Aberto da Austrália
pós uma partida de cinco horas, o tenista espanhol Rafael Nadal derrotou hoje (27) o búlgaro Grigor Dimitrov e avançou para a final do Aberto da Austrália contra Roger Federer.
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Com isso, a partida final, no domingo, terá os dois maiores nomes de uma geração de tenistas, Federer e Nadal, com 31 títulos de Grand Slam em quadra, sendo 17 do suíço e 14 do espanhol. Será o 35º confronto entre eles em uma final de torneio da ATP, mas o primeiro desde 2015. Na manhã desta sexta-feira, Nadal e Dimitrov jogaram durante 4 horas e 56 minutos, e o espanhol venceu por 3 sets a 2, com parciais de 6-3, 5-7, 7-6 (5), 7-6 (4) e 6-4.

A final feminina ocorre amanhã (28) com as irmãs Serena e Venus Williams, às 6h30 de Brasília. (ANSA)

Fonte: Notícias ao minuto.
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