Macacos correm riscos ao comer restos de lixo

Os restos de lixo espalhados pela calçada do Bosque Rodrigues Alves, no bairro do Marco, em Belém, atraíram os macacos que aproveitaram para se alimentar e remexer nas sacolas plásticas, algumas inclusive abertas.

Veja o flagra dos macacos em imagens

Entretanto, essa alimentação inadequada pode trazer sérios prejuízos ao animal, além de estimular a saída da espécie para as ruas.

A professora Ana Sílvia Ribeiro, coordenadora do Ambulatório de Animais Selvagens da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) conversou com o DOL e alertou sobre os riscos e doenças que os macacos estão suscetíveis.

“Acontece que a oferta de alimento com açúcar artificial atrai esses animais, assim como nós humanos comemos além do necessário”, explica ela, afirmando que o ideal é que esse tipo de alimento não fosse ofertado aos macacos.

Ao se alimentar de restos de alimentos, os macacos, segundo a especialista, correm o risco de adquirir problemas gastroentéricos, verminoses, intoxicação alimentar, dentre outros.

“Eles podem estar suscetíveis a verminoses e herpesvírus (contato direto com o humano contaminado”, explica.

Segundo Ana Sílvia, mesmo saciados, é um comportamento natural da espécie buscar alimentos sabendo que podem adquirir em outras fontes. “As pessoas ofertam alimentos pelas grades e isso os atrai para fora do parque”, explica, informando que inclusive, eles têm invadido residências próximo ao Bosque.

Fonte: DOL.
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Alimentação dos paraenses apresentou queda pelo segundo mês

Mesmo com preço recuado, a cesta básica dos paraenses ainda está entre as oito mais caras do país.

No mês passado, a cesta básica dos paraenses teve quaeda de preço de 2,66% em relação ao mês de janeiro, custando em média R$ 395,57.

De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, efetuado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), em 25 capitais foram verificados quedas e em apenas duas houveram aumentos de preços. As maiores altas ocorreram nas capitais dos Estados da Região Norte, entre elas Belém.

O Balanço efetuado no mês de fevereiro, mostra que os maiores recuos ocorreram nos seguintes produtos: feijão com queda de 33,63%, seguido do leite com queda de 4,95%; manteiga com queda de 3,69%; arroz com queda de 3,25% e do tomate com queda de 2,16%. Também no mês passado poucos produtos mantiveram alta, com destaque para óleo de soja com reajuste de 7,31%, seguido da carne bovina com alta de 1,83% e do Açucar com reajuste de 0,84%.

Segundo o DIEESE/PA, o custo da cesta básica para uma família padrão paraense, composta de dois adultos e duas crianças, ficou em R$ 1.582,28 sendo necessários, portanto quase dois salários mínimos para garantir as mínimas necessidades do trabalhador e sua família, somente com alimentação.

A pesquisa mostra ainda que para comprar os 12 itens básicos da cesta, o trabalhador paraense comprometeu 45,89% do novo salário mínimo de R$ 937,00, e teve que trabalhar cerca de 92 horas e 53 minutos das 220 horas previstas em Lei.

Fonte: ORMNews.
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Pará recebe proposta de programa de crédito fundiário

O PNCF oferece condições para que os trabalhadores rurais possam comprar um imóvel rural por meio de um financiamento

Foi apresentada no Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural, na última semana, a proposta de implantação do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) no Estado do Pará e aprovada a criação da Câmara Técnica do Crédito Fundiário no estado.  O PNCF oferece condições para que os trabalhadores rurais sem terra ou com pouca terra possam comprar um imóvel rural por meio de um financiamento.

O recurso ainda pode ser usado na estruturação da infraestrutura necessária para a produção e na assistência técnica e extensão rural. Além da terra, o agricultor pode construir sua casa, preparar o solo, comprar implementos, ter acompanhamento técnico e o que mais for preciso para se desenvolver de forma independente e autônoma.

Raquel Santori, subsecretária de Reordenamento Agrário da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SRA/Sead) destacou que os trabalhos estão a todo vapor. “Estamos implantando o programa no estado do Pará e respeitando todas as especificidades fundiárias. Há uma demanda grande por parte das organizações sociais e do governo paraense, e a equipe formada está fazendo um trabalho bem estruturado, dialogando com todos os órgãos de Governo, considerando o perfil dos agricultores familiares e dos imóveis a serem adquiridos pelo PNCF”, disse.

A delegada federal do Desenvolvimento Agrário do Pará (DFDA-PA), Cleide Martins, explicou que desde que começaram os trabalhos de implantação do PNCF no estado, a delegacia tem investido em uma força-tarefa para conseguir que os primeiros processos tenham andamento nos próximos meses.

“Nossa meta é que o programa esteja implantado no mês de abril. Já tivemos diversas agendas para pegar subsídios e também para divulgar a implantação do PNCF, disse Martins. Segundo a delegada, já estão sendo tratadas demandas para o PCNF em dois municípios: Paragominas (Nordeste do Pará) e Moju (que fica no Baixo Tocantins). “A Sead atua com o Programa Terra Legal aqui e agora o PNCF vai ajudar ainda mais a amenizar os problemas fundiários do nosso estado”, comentou.

Fonte: ORMNews.
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Decreto proíbe saída de pescado para outros estados

Medida visa garantir o abastecimento durante o período da Semana Santa. Determinação vale a partir do dia 27.

O Governo do Estado vai reeditar o decreto que proíbe a saída do pescado para comercialização em outros estados brasileiros. A medida visa assegurar o abastecimento do alimento durante a Semana Santa e vigora no período de 27 de março a 14 de abril. A determinação foi definida nesta terça-feira (7), durante reunião na Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), onde foram discutidas estratégias para garantir a oferta de pescado e frear o aumento dos preços durante o período. Dentre as medidas adotadas, estão também a realização de feiras na Região Metropolitana de Belém e o apoio às feiras de pescado organizadas pelas prefeituras paraenses.

A reunião contou com a participação de representantes da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), Emater, Polícia Militar, Adepará, Secretaria Municipal de Economia (Secon) de Belém e do Dieese. “Nossa intenção é assegurar o abastecimento de pescado de maneira a garantir que a população, especialmente a de baixa renda, tenha acesso ao produto com preços acessíveis, evitando os aumentos abusivos”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Giovanni Queiroz.

Para controlar a saída durante o período de vigência do decreto, a Adepará manterá três equipes de fiscalização nas regiões Bragantina e do Lago de Tucuruí, onde se concentra a maior parte da produção pesqueira do Estado. Em Belém, a Secon também agirá com maior rigor na liberação das guias de transporte de pescado do entreposto do Ver-o-Peso para municípios paraenses, evitando que haja desvio de peixes para outros Estados.

Com relação ao abastecimento, a Sedap vai realizar a Feira do Pescado em cinco pontos diferentes da Região Metropolitana de Belém nos dias que antecedem o feriado da Sexta-Feira Santa. A expectativa esse ano é intermediar a comercialização de 150 toneladas de pescado oriundas das indústrias de pesca paraense, além de oferecer ostras, caranguejo e peixe vivo de produtores e extrativistas locais.

Fonte: ORMNews.
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Casos de roubos lideram ocorrências registradas pelo Niop em Santarém

Ao todo foram registradas 51.695 ocorrências de janeiro a dezembro de 2016.
Em comparação com 2014 e 2015, 2016 apresentou aumento nesse crime.

O Núcleo Integrado de Operações (Niop) divulgou dados sobre os atendimentos realizados em Santarém, no oeste do Pará. Os números são referentes ao ano de 2016. De acordo com o órgão, os casos de roubos lideram a lista dos registros, que crescem a cada ano. Ao todo foram recebidas 51.695 chamadas, sendo 44.516 ocorrências reais. No mesmo períodos, foram contabilizados 848 trotes, como são conhecidas as chamadas que informam falsos crimes.

Outras ocorrências que tiveram mais registros foram de perturbação da ordem pública, ameaça, violência doméstica e desordem.

Atendimento eficaz
Para que o atendimento ocorra de forma eficaz, a população deve repassar as informações necessárias para solução de determinado problema. Mas, o que muita gente não sabe é quais informações que devem ser repassadas ao atendente ao solicitar ajuda dos órgãos de segurança pública do município. A falta de informações precisas pode ocasionar demora no atendimento e dificuldades de acesso das equipes aos locais.

O primeiro passo ao fazer uma ligação para os números de emergência é a identificação pessoal. O nome completo e idade devem ser ditos ao atendente. Depois é necessário informar qual a situação está passando ou presenciando, inclusive com detalhes sobre o ocorrido, e as possíveis causas. Em seguida, é preciso dizer o endereço exato da ocorrência: bairro, rua, avenida, esquina, rodovia, trecho, número da casa, cor do imóvel, entre outros. O perímetro e os pontos de referências também são importantes para facilitar o deslocamento das equipes.

O núcleo Integrado de Operações (Niop) é onde agrega todos os órgãos de segurança do município e do estado para atender aos chamados, entre eles a Polícia Militar (PM), Polícia Civil (PC), Corpo de Bombeiros, Centro de Perícias (CPC), Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe) e a Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito (SMT).

Veja abaixo os principais telefones de emergência
– Polícia Militar 190
– Samu 192
– Corpo de Bombeiros 193

Fonte: G1 PA.
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Publicação: 008/2017 CRS LAMINADOS E FAQUEADOS LTDA

editalPublicação: 008/2017

CRS LAMINADOS E FAQUEADOS LTDA – CNPJ N° 03.445.969/0001-17, localizada a Av. Isaias Pinheiro, 1918, bairro Bela Vista, em Novo Progresso (PA), torna público que requereu da SEMMA – Novo Progresso/PA, a renovação da Licença de Operação para atividade 1401-2 – DESDOBRO DE MADEIRA EM TORA PARA PRODUÇÃO DE MADEIRA LAMINADA protocolado sob N° 086/2017, em Novo Progresso-Pa.




Corral assume presidência da FAMATO e cobra soluções para a 163 no Pará

O produtor Normando Corral foi empossado, ontem à noite, presidente da Federação da Agricultura de Mato Grosso. “Desde a campanha eu disse que a primeira coisa que faria era uma regionalização da Famato, uma interiorização. Vamos para o interior e ver cada problema que existe para tentar diminui-los e dessa forma continuar superando essa produção que temos”, declarou o novo presidente, que sucede Rui Prado.

Um dos problemas que a nova diretoria está acompanhando de perto é em relação aos atoleiros na BR-163, no Pará, que estão dificultando o transporte de toneladas de grãos de Mato Grosso para os portos em Miritituba e Santarém. “A principal pressão do setor produtivo é produzir, e nós temos feito isso ao longo do tempo. As condições de infraestrutura e as obras necessárias é que não estão sendo feitas. E nós estamos constantemente falando que estamos aumentado a produção. Isso é falta de planejamento, essa BR-163 já devia estar asfaltada porque a produção está aí para todo mundo ver”, criticou Coral. Há menos de 200 km que ainda não foram pavimentados.

A posse foi prestigiada pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi, o governador Pedro Taques, o presidente da Frente Parlamentar do Agronegócio, Nilson Leitão, os senadores Cidinho Silva e Wellington Fagundes, deputados, presidentes de sindicatos rurais, e lideranças do agronegócio.

Corral tem 59 anos, é agrônomo, produtor, fez parte de diretorias anteriores da Famato e disputou a eleição em dezembro passado com Antonio Galvan, presidente do Sindicato Rural de Sinop.

Fonte: Só Notícias/Agronotícias (foto: Rogerio Florentino/Olhar Direto)
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Lula lança pré-candidatura à Presidência

Cerimônia está agendada para o dia 20 deste mês, na sede do PT em São Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciará a sua pré-candidatura à Presidência em um evento marcado para o dia 20 deste mês, na sede do PT de São Paulo. Intelectuais e artistas como Chico Buarque, Leonardo Boff e Aderbal Freire Filho, além de dirigentes nacionais de partidos aliados, como PDT e PCdoB, estarão presentes na cerimônia.

Fazendo o anúncio um ano e sete meses antes das eleições de 2018, os petistas querem obter apoio popular e fortalecer a imagem do ex-presidente, envolvido em esquema de corrupção na Petrobras investigado pela operação Lava Jato.

De acordo com “O Dia”, as recentes pesquisas de intenção de voto para o pleito presidencial em que Lula aparece na liderança animaram a sigla.

Fonte: Notícias ao minuto.
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Cesta básica cai de preço, mas ainda pesa no bolso

Pelo segundo mês consecutivo este ano, a alimentação básica dos paraenses comercializada em Belém voltou a recuar de preço, com queda de 2,66% em relação ao mês de janeiro, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA).

Mesmo assim, a alimentação dos paraenses continua entre as mais caras do país, comprometendo quase metade do atual salário mínimo, R$ 937,00.

Em fevereiro, a cesta básica em Belém custou R$ 395,57. De acordo com pesquisa realizada pelo Dieese em todas as capitais do país, em 25 foram verificadas quedas; em apenas duas houveram aumentos de preços.

As maiores altas, segundo o Dieese, ocorreram nas capitais dos estados da Região Norte, entre elas, Belém.

Segundo pesquisa sobre as flutuações de preços da cesta básica dos paraenses, os maiores recuos ocorreram no feijão (33,63%), seguido do leite (4,95%), manteiga (3,69%), arroz (3,25%) e tomate (2,16%).

No mês passado, poucos produtos mantiveram alta, com destaque para o óleo de soja, carne bovina e açúcar.

Custo da cesta básica ainda é elevado

Mesmo com a queda, o custo da cesta básica para uma família padrão paraense ainda é elevado.

Segundo o Dieese/PA, para uma família composta de dois adultos e duas crianças o custo fica em R$ 1.582,28, ou seja, sendo necessário quase 1,7 salários mínimos para garantir as necessidades básicas do trabalhador e sua família, somente com alimentação.

A pesquisa apontou ainda que, para comprar 12 itens básicos da cesta, o trabalhador paraense comprometeu 45,89% do salário mínimo e teve que trabalhar cerca de 92 horas e 53 minutos das 220 horas previstas em lei.

Segundo o Dieese/PA, o salário necessário para atender os preceitos constitucionais – que estabelece que o salário mínimo deva ser suficiente para alimentar o trabalhador e sua família – deveria ter sido de R$ 3.658,72, ou seja, cerca de 3,90 vezes maior que o salário mínimo oficial, em vigor desde janeiro deste ano.

Reajuste acumulado

Segundo o Dieese/PA, nos últimos 12 meses, houve um reajuste acumulado de 8,52% no preço da cesta básica. Nesse período, a maioria dos produtos que compõem a cesta dos paraenses apresentaram altas expressivas, acima da inflação estimada em 5,5% para o mesmo período.

E você, paraense, sentiu essa queda ou ainda está pesando no bolso?

Fonte: DOL.
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Novo mamífero da Amazônia é batizado de Sací

A ciência ampliou novamente o conhecimento sobre a megadiversidade da Amazônia. Uma cientista do Museu Paraense Emilio Goeldi e colegas do Brasil e Estados Unidos acabam de publicar artigo descrevendo uma nova espécie que habita a região. Trata-se de um pequeno marsupial batizado de Monodelphis saci, em homenagem à entidade do folclore brasileiro conhecida por travessuras e por usar um gorro vermelho com poderes mágicos.

O nome “saci”, de acordo com Silvia Pavan, autora líder do estudo, se deve ao visual do animal: a tonalidade avermelhada de sua cabeça se destaca diante da cor amarronzada da pelagem de seu corpo. “Escolhi como epíteto específico o nome ‘saci’, em alusão ao capuz vermelho desse personagem, e também como uma forma de homenagem ao folclore brasileiro”, conta Silvia, pesquisadora do Museu Goeldi.

Representantes do gênero Monodelphis são popularmente conhecidos como catitas (ou cuícas-de-cauda-curta). São da mesma família do gambá – conhecido na Amazônia como mucura – mas bem menores (variam de 7 a 20 centímetros de comprimento). Possuem hábito terrestre a semi-fossorial, o que quer dizer que apresentam algumas adaptações físicas para cavar e realizar atividades no subsolo. Para a espécie em questão, Monodelphis saci, o comprimento do corpo é de cerca de 10 centímetros.

Pesquisa

Não foi por meios mágicos que o Monodelphis saci se escondeu da ciência até hoje, apesar de sua população ser aparentemente numerosa, e sim por ausência de dados tratados sobre o animal.

Em 2008, quando ainda era aluna do Mestrado em Zoologia do Museu Goeldi/Universidade Federal do Pará, a Dra. Silvia Pavan analisou dois exemplares do gênero Monodelphis trazidos de uma coleta na Floresta Nacional do Crepori, Itaituba (PA). Ao estuda-los, a pesquisadora identificou um como pertencente à espécie Monodelphis glirina e o outro pertencente a uma espécie ainda sem nome, por possuir características diferentes de outras já registradas.

Silvia só voltou a investigar a questão mais à frente, durante seu doutorado na City University of New York (EUA). Em publicação de 2014, a pesquisadora confirmou, a partir de dados genéticos, que o agora batizado Monodelphis saci representava mesmo uma espécie ainda não descrita.

Durante seu pós-doutorado no Museu Goeldi, Pavan deu prosseguimento ao estudo morfológico detalhado – descrição aprofundada das estruturas físicas do animal, incluindo seu crânio e dentes – para sacramentar que se tratava de uma espécie diferente das encontradas anteriormente. A recente análise incluiu o exame de exemplares tombados em diversas coleções, boa parte deles na própria coleção de mamíferos (mastozoologia) do Museu Goeldi, e contou com colaboração da Dra. Ana Cristina Mendes, da UFPA.

Fonte: DOL.
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