Greve de professores em Parauapebas já dura 13 dias

Aproximadamente oito mil alunos estão sem aulas. Estudantes e professores fizeram protesto nesta terça, 28, para pedir melhoria de infraestrutura.

Greve de professores já dura duas semanas, em Parauapebas, no sudeste do Pará

Pelo menos oito mil alunos da rede estadual de ensino, em Parauapebas, sudeste do Pará, estão sem aulas há 13 dias. Os professores da rede estão em greve. Os educadores querem reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

No último dia 15, 80% dos cerca de 150 professores da rede estadual de ensino decidiram cruzar os braços como forma de protesto.

De acordo com o relato da categoria, a obra de uma escola está parada; o prédio de outra unidade foi interditado pelos Bombeiros, porque corre o risco de desabar; os anexos alugados de outras unidades estariam precisando de reforma.

Apenas em duas escolas da rede estadual no município permanecem seguindo o cronograma de aulas. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), nesses colégios a maioria dos professores é contratada e não aderiu ao movimento porque teme represália.

Protesto
Professores e estudantes saíram às ruas de Parauapebas nesta terça-feira (28), em protesto por melhorias na educação e contra a reforma da previdência e os impactos que ela pode causar a categoria.

O Sintepp em Parauapebas informou quando a greve for encerrada, o sindicato vai apresentar para o Governo do Estado uma proposta de reposição das aulas.

Seduc
A Secretaria de Educação (Seduc) disse que tem monitorado a infraestrutura das escolas públicas do município e que sempre envia técnicos de manutenção e suporte fazer os serviços quando recebe demandas. Sobre o reajuste dos professores, a Seduc informou ainda que está em constante negociação com a categoria.

Fonte: G1 PA.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
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Fim da TV analógica em SP pode prejudicar o meio ambiente

O Brasil é o maior gerador de lixo eletrônico da América Latina, responsável por 36% do descarte de equipamentos como celulares e televisores. Em 2014, o país produziu 1,4 milhão de toneladas de lixo eletrônico, de acordo com relatório da Organização das Nações Unidas (ONU).

Em 2017, a situação deve se agravar, pois o sinal analógico das emissoras de TV será desativado na região metropolitana de São Paulo nesta quarta-feira, dia 29 de março. O número de descarte ilegal pode aumentar em um curto espaço de tempo e prejudicar a contaminação do solo.

Segundo a previsão da Anatel, o sinal analógico de TV será desligado em São Paulo e nos 38 municípios da região metropolitana. Enquanto muitas famílias buscam a antena de conversão digital, outras vão optar por se desfazer dos antigos aparelhos e investir em uma televisão já compatível com a emissão.

Mas onde entregar os televisores para descartá-los de forma correta? De acordo com a Coopermiti, em São Paulo, o lixo não é a destinação correta, pois os produtos analógicos contam com partes tóxicas e elementos químicos que podem vazar e contaminar o solo, lençóis freáticos e as pessoas.

“Estes equipamentos podem liberar materiais como mercúrio, cádmio, cobre, cromo, entre outros que, caso dispostos em aterros não licenciados e controlados, podem contaminar o solo e atingir o lençol freático, causando grande impacto ao meio ambiente e ao ser humano”, afirma Alex Pereira, presidente da cooperativa de lixo eletrônico.

Veja os endereços que recebem os aparelhos em São Paulo:

Coopermiti – Rua João Rudge, 366 – Casa Verde – São Paulo

(11) 3666-0849 – Para mais informações acesse o site.

EcoBraz – Rua Padre Otto Maria, 104 – Vila Formosa – São Paulo

(11) 4329-2001

Fonte: MSN.
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Motorista de caminhão tanque morre em colisão na BR-010

Acidente aconteceu na madrugada desta terça, 28. Caminhão tanque colidiu com caminhão carregado com tijolos.

Um grave acidente envolvendo um caminhão tanque e um caminhão carregado com tijolos deixou uma vítima na madrugada desta terça-feira (28), no km 329 da rodovia BR-010, em São Miguel do Guamá, no nordeste do Pará.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente aconteceu por volta das 4h. O caminhão tanque trafegava no sentido Santa Maria – São Miguel e o caminhão com tijolos no sentido oposto, na via de mão dupla.

O motorista do caminhão com tijolos tentou ultrapassar um terceiro veículo que estava parado na pista e pegou a contramão. Quando ele viu o outro caminhão vindo em sua direção, ainda tentou desviar, mas não conseguiu impedir a colisão.

O carregamento de tijolos caiu na cabine do motorista do caminhão tanque, que morreu no local. Ainda segundo a PRF, o corpo da vítima, identificado como Fernando Ribeiro Araújo, de 37 anos, foi removido ainda no início da manhã por uma equipe Instituto Médio Legal (IML) de Castanhal.

Fonte: G1.
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Debate aborda a agricultura e a culinária das mulheres da Amazônia

Além da importância econômica, a alimentação tem uma dimensão cultural e ancestral. Encontro será nesta quinta, 30, no Sesc Boulevard.
Debate aborda a agricultura e a culinária das mulheres da Amazônia Debate aborda a agricultura e a culinária das mulheres da Amazônia

Debater e dialogar sobre questões socioambientas e culturais das mulheres da Amazônia. Esse tema tão importante e cada vez mais imprescindível de se discutir será o objeto do Debate Iacitatá, que será realizado no Centro Cultural Sesc Boulevard, em Belém, nesta quinta-feira (30), às 18h. A programação é livre para todos os públicos e a entrada é gratuita.

Desde 2015 o Ponto de Cultura Alimentar Instituto Iacitatá Amazônia Viva realiza o projeto ID – Iacitatá Dialoga, no qual convida a sociedade para um diálogo aberto junto a pessoas reconhecidamente protagonistas nas questões socioambientais e culturais.

Os diálogos são feitos por mestres e mestras de conhecimento tradicional, acadêmicos e intelectuais formais, ativistas, indígenas, agricultores familiares, quilombolas e demais povos tradicionais.

Para essa edição, realizada em parceria com o Sesc Boulevard, estarão presentes uma representante do grupo de carimbó Sereias do Mar (formado por mulheres agricultoras e fazedoras de farinha e derivados de mandioca), Eliane Moreira (PHD em Direito Socioambiental e Promotora de Justiça do Ministério Público), Tainá Marajoara (Conselheira Nacional de Cultura Alimentar, cozinheira e ativista no Ponto de Cultura Iacitatá) e Fábia Fournier (Promotora de Justiça e presidente do Fórum Contra os Impactos do Agrotóxicos), em uma conversa com mediação de Lorena Moreira.

Fonte: G1 PA.
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PF deflagra operação em 5 estados para combater tráfico e lavagem de dinheiro

Ao todo, segundo a PF, estão sendo cumpridos mandados em RO, MA, PR, MS e PA. PF diz ter apreendido mais de R$ 1,4 milhão em espécie.

A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Retomada, nesta terça-feira (28), para combater uma associação criminosa voltada para o tráfico de drogas e lavagem de capitais em cinco estados do país. Conforme a PF, a investigação teve início no início do mês de julho de 2016, dando continuidade dos trabalhos desenvolvidos nas operações Nova Dimensão e Cardeal.

Conforme a PF, na operação estão sendo cumpridas 13 mandados de busca prisão preventiva, 9 conduções coercitivas e 17 mandados de busca e apreensão nos estados de Rondônia, Maranhão, Pará, Mato Grosso do Sul e Paraná.

Ao longo das investigações da Operação Retomada, os agentes da PF conseguiram apreender mais de R$ 1,4 milhão em espécie, que era destinado ao pagamento de carregamento de entorpecentes, além de quatro fuzis e duas munições de diversos calibres.

Conforme a PF, com os lucros obtidos nas vendas de entorpecentes a quadrilha possuía “um esquema altamente organizado para a lavagem dos capitais ilícitos, mediante a compra de imóveis, aeronave, veículos, dentre outros bens de elevado valor”.

Às 11h (local), a PF fará uma coletiva com a imprensa em Porto Velho para falar sobre as investigações e prisões feitas na Operação Retomada.

Fonte: G1.
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Cidades do Pará são consideradas livres de doença

Apesar do nome pouco conhecido, o cancro cítrico é uma das doenças mais graves que afetam o cultivo do frutos no Brasil, chegando a condenar plantações inteiras. Por isso, uma resolução publicada pela Secretaria de Defesa Agropecuária na edição do Diário Oficial da União desta terça-feira (28) significa boa notícia para o agronegócio paraense: seis municípios do Estado foram considerados livres da doença.

Segundo a publicação, os municípios de Alenquer, Belterra, Mojuí dos Campos, Monte Alegre, Prainha e Santarém, no oeste paraense, foram classificados como área livre da doença a partir desta terça. Além das cidades, a Secretaria também classificou os Estados de Minas Gerais e Roraima como área sob erradicação ou supressão da doença.

O cancro cítrico é uma doença causada por uma bactéria, que provoca lesões severas em folhas, frutos e ramos de plantas cítricas, como laranjas e limões. A doença não possui cura, e a única forma de lidar com uma infecção é com a destruição das plantas doentes ou sob suspeita de contágio. A área onde a doença foi registrada também fica temporariamente interditada, com o plantio de citros probibido por dois anos, o que geralmente causa grande prejuízo ao agricultor. O material usado na plantação, como enxadas e máquinas agrícolas, também devem ser pulverizados com bactericida.

Fonte: DOL.
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Indústria de transformação já perdeu 857 empregos este ano

Nos últimos 12 meses, setor já perdeu 3.969 postos de trabalhos. Pesquisa é do Dieese-PA

O setor da indústria de transformação no Pará já perdeu 857 postos de trabalhos este ano, com decréscimo de 1,04%. Nos últimos 12 meses, o setor já acumula um saldo negativo de 3.969 empregos. Os números são de uma pesquisa do Dieese-PA (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgada na manhã desta terça-feira (28).

Segundo a pesquisa, nos dois primeiros meses do ano, o setor realizou 4.429 admissões contra 5.286 desligamentos, gerando um saldo negativo de 857 postos. Isso representou uma queda de 1,04% no número de empregados. No mesmo período do ano passado, o saldo também foi negativo, só que bem maior que o verificado este ano. Foram menos 1.612 postos de trabalhos.

O estudo do Dieese também mostrou que a maioria dos estados do Norte apresentou saldo positivo no número de empregados, com destaque para o Amazonas com a geração de 190 empregos, seguido de Rondônia com 26 postos e Acre com 15 postos de empregos. Os resultados negativos ficaram com Pará (-857), Amapá (-42) e Tocantins (-40).

Já com relação aos últimos 12 meses, o setor foi reponsável pela perda de 3.969 postos de trabalhos e descréscimo de 4,64%. O cenário também foi negativo em se tratando dos demais estados do Norte. Depois do Pará, o Amazonas perdeu 3.137 postos, Rondônia perdeu 2.024, Tocantins perdeu 1.248 postos, Acre teve menos 529 empregados, Amapá perdeu 120 postos e Roraima teve perda de 56 empregados.

Fonte: ORMNews.
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Fiscal investigado pela PF é ligado a Helder Barbalho

Agente suspeito de negociar propina ocupava cargo na pasta de Barbalho

O fiscal federal Fábio Zanon Simão, um dos alvos da Operação Carne Fraca, que apura corrupção no Ministério da Agricultura, foi indicado ao cargo pelo deputado Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC).

O parlamentar foi flagrado em grampo da Polícia Federal nas investigações sobre suposto esquema de propinas envolvendo fiscais da Agricultura, em especial do Paraná, e funcionários de empresas de carnes e processados, entre elas, unidades da BRF e JBS. O agente público deixou aquele ministério em junho do ano passado para assumir vaga na pasta da Integração Nacional, chefiada por Helder Barbalho (PMDB-PA), filho do senador Jader Barbalho, do mesmo partido. A indicação foi feita pelo Secretário Nacional de Desenvolvimento Regional, Marlon Cambraia, que trabalhou com o fiscal à época em que foi também servidor do Ministério da Agricultura.

Fábio Zanon Simão permaneceu no cargo de Diretor do Departamento de Gestão de Programas de Desenvolvimento Regional até a deflagração da Carne Fraca, quando foi exonerado. As investigações apontam que o agente público teria negociado R$ 300 mil em propinas para autorizar a abertura de um abatedouro de cavalos, a pedido do empresário Nilson Umberto Sachelli Ribeiro, preso preventivamente, e seu pai Nilson Alves Ribeiro, alvo de mandado de prisão. O dinheiro, segundo o juiz federal Marcos Josegrei da Silva, da Operação Carne Fraca, teria sido entregue a Marcelo Zanon, irmão de Fábio. O fiscal foi nomeado em outubro de 2015 para o Ministério da Agricultura, à época chefiado pela senadora atual Katia Abreu (PMDB-TO).

A Carne Fraca mira corrupção na Superintendência Federal de Agricultura no Estado do Paraná (SFA/PR) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. No rol de empresas investigadas pela Polícia Federal estão a JBS, dona da Seara e da Big Frango, a BRF, controladora da Sadia e da Perdigão, e os frigoríficos Larissa, Peccin e Souza Ramos.

Na lista de irregularidades identificadas pela PF estão o pagamento de propinas a fiscais federais agropecuários e agentes de inspeção em razão da comercialização de certificados sanitários e aproveitamento de carne estragada para produção de gêneros alimentícios. Os pagamentos indevidos teriam o objetivo de atender aos interesses de empresas fiscalizadas para evitar a efetiva e adequada fiscalização das atividades, segundo a investigação.

À reportagem, Peninha afirmou que tinha “relação de amizade” com o fiscal preso preventivamente e admite ter participado, ao lado da bancada do PMDB, da indicação de Fábio Zanon Simão à Agricultura.

A indicação de Zanon à chefia da assessoria parlamentar do gabinete da ex-ministra da Agricultura veio do PMDB. O Estado apurou que o nome dele foi articulado pelo deputado federal Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC).

O parlamentar, citado em grampos da PF, diz ter conhecido o fiscal em 2014, e que a relação entre ambos era “simplesmente de amizade”.

“Eu participei da indicação em conjunto com a bancada do PMDB. Nunca imaginava que ele pudesse cometer qualquer delito ou irregularidade. Inclusive foi grampeado e tenho certeza que nunca citou meu nome. Assim como está sendo interrogado e tenho certeza absoluta que não vai envolver nem meu nome nem qualquer deputado da nossa bancada, pois simplesmente nunca participei de nada de errado”, afirma o deputado.

Ao grampear, com autorização da Justiça, telefonemas do executivo Roney Nogueira dos Santos, da BRF, a Polícia Federal captou uma conversa entre o executivo e o deputado Rogério Peninha.

De acordo com relatório da PF, Roney “tem feito contatos com políticos para solicitar ajuda para cumprimento/descumprimento de Normas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento”. Segundo a PF, Roney “precisa de apoio (lobby)’ sobre a IN 39 – norma estabelecida em 27 de outubro de 2015 pela então ministra Kátia Abreu, que regula documentação sobre importação e exportação. Para os investigadores, a BRF não queria cumprir a IN 39.

Peninha tem direito a foro especial, por prerrogativa de função e só pode ser investigado no Supremo Tribunal Federal (STF). A Carne Fraca já encaminhou a parte da apuração que envolve deputados.

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB-PA) atribui a indicação de Fábio Zanon Simão ao secretário nacional de Desenvolvimento Regional, Marlon Cambraia, e afirma que, assim que tomou conhecimento das investigações, exonerou o ex-servidor. “As investigações não tem ligação com atividade dele no ministério da integração. Nenhum programa que esteja investigados pela carne fraca”, ressalta o ministro.

Fonte: ORMNews.
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Moradores do Xingu mais impactados por Belo Monte vivem na incerteza e na pobreza

Em audiência pública, comunidades de ribeirinhos, garimpeiros e indígenas da Volta Grande do Xingu confrontaram dados do Ibama e da Norte Energia, que se recusou a participar do diálogo.

A hidrelétrica de Belo Monte só poderá mover suas turbinas e gerar energia quando estiver completamente pronta, em 2019, por causa do sacrifício da Volta Grande do Xingu, uma região antes conhecida pela imensa riqueza que continha em sociobiodiversidade, tanta que foi selecionada pelo Ministério do Meio Ambiente como área de alto interesse para conservação. A importância do local não impediu a obra e a situação ficou ainda mais tensa quando a empresa canadense Belo Sun, do banco Forbes&Manhattan, iniciou junto ao governo do Pará, em 2009, um processo de licenciamento para instalar a maior mina de ouro do Brasil no mesmo local. Hoje, depois do fechamento da barragem no rio e com a empresa canadense comprando terras irregularmente e fechando pequenos garimpos, os 100 quilômetros da Volta Grande são habitat para a incerteza, o medo e a pobreza que mantém em suspenso a vida de dezenas de comunidades indígenas, ribeirinhas e garimpeiras.

Os moradores da Volta Grande se reuniram no último dia 21 de março com autoridades envolvidas nos dois empreendimentos, em audiência pública promovida pelo Ministério Público Federal com a participação do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, que licencia Belo Monte), Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas, que licencia Belo Sun), Fundação Nacional do Índio (Funai), Defensoria Pública da União (DPU), Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE), Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) e pesquisadores da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Isa (Instituto Socioambiental) e UFPA (Universidade Federal do Pará) que monitoram a situação da Volta Grande do Xingu. Representantes da empresa Belo Sun também compareceram, mas a Norte Energia, que é responsável direta pela maioria dos impactos, se recusou a participar da audiência pública.

A procuradora da República Thais Santi abriu a audiência pública lembrando que as comunidades da Volta Grande do Xingu são aquelas que se sacrificam para que Belo Monte possa gerar energia. É na Volta Grande que fica o Trecho de Vazão Reduzida, o trecho do Xingu que vai ficar sob monitoramento por seis anos fornecendo 80% de sua água para as turbinas da usina. “A pergunta que fazemos aqui é: o trecho de vazão reduzida permite a vida no Xingu?”, questionou Thais. O morador da ilha da Fazenda, Gilberto Lisboa, foi o primeiro a falar sobre a situação de pobreza em que todos estão vivendo e conta que moradores abandonam as casas, sem indenização, pela dificuldade de viver no local.

“Nós não queremos sair da Volta Grande, mas precisamos de um lugar em que seja possível continuar vivendo”, diz Gilberto Lisboa. Dona Deca, técnica de enfermagem e professora da região, que fez dezenas de partos e alfabetizou dezenas de crianças, reclamou das promessas não atendidas. “Nós somos gente também”, disse enquanto mostrava fotos do posto de saúde e da escola que foram fechados após a chegada de Belo Monte e de Belo Sun. Em vez de assegurar saúde e educação, os empreendimentos retiraram esses direitos. “Nós precisamos de uma escola, precisamos de um posto médico. De quem a gente pode cobrar, se estamos abandonados”, resumiu dona Deca.

Comunidades de garimpeiros da Volta Grande cobraram das autoridades as décadas de ausência. O estado nunca foi regulamentar os garimpos na região e quando enfim chegou à Volta Grande foi para fechar os garimpos e trazer a empresa estrangeira. O fechamento dos garimpos por Belo Sun, somado à falta de peixes e água causada por Belo Monte, sufocou a vida econômica da região. Sem projetos ou compensações, moradores foram reduzidos à miséria e agora a mineradora Belo Sun é apontada como solução. Para o MPF tal solução é inadmissível. “É obrigação do governo federal e da Norte Energia garantir a vida na Volta Grande. Qualquer novo empreendimento só pode ser pensado depois disso”, disse a procuradora Thais Santi.

Os ribeirinhos da Volta Grande do Xingu, maiores conhecedores do rio e de seus ritmos, não sabem mais como a água vai se comportar. E também não podem confiar nas previsões da Norte Energia ou do Ibama, que se mostram duvidosas desde que o rio foi barrado em novembro de 2015. Após uma enxurrada imprevista que levou pertences e deixou os moradores em pânico, ocorrida na noite de 25 de janeiro de 2016, estacas foram colocadas pela Norte Energia ao longo da Volta Grande informando até onde o rio subiria. Os moradores se orientaram pela informação, fizeram roças e os índios Juruna enterraram o irmão do cacique Gilliard, Jarliel Juruna, morto afogado em 2016, com base nas estacas da empresa. Mas, apesar das previsões, durante as chuvas desse ano o riu subiu muito acima das estacas, roças foram perdidas e o túmulo de Jarliel, alagado.

Durante a audiência, os moradores fizeram um minuto de silêncio em homenagem a Loquinho Pescador, que morreu ao tentar atravessar o banzeiro provocado pela barragem. O banzeiro, área de águas revoltas perto do barramento, de difícil transposição, dificulta muito que os moradores cheguem à Altamira, pelo risco de naufrágio. Os moradores reivindicam que sejam mantidas embarcações maiores, pela empresa, para garantir a transposição segura da barragem pelos moradores da Volta Grande.

Outra situação relatada é a falta de água potável na Volta Grande. A pesquisadora Cristiane Carneiro, da UFPA, que monitora as condições da água, explicou que depois do barramento do Xingu os poços secaram, fazendo com que moradores tenham que andar muito para obter água ou se submeterem a tomar água de má qualidade, causando doenças em crianças e adultos. O Ibama, durante a audiência, disse desconhecer o problema da falta de água potável. A defensora pública do Pará Andreia Barreto apontou ao Ibama que, assim como no caso de Altamira, os sistemas de saneamento previstos no licenciamento para a Volta Grande até hoje não estão funcionando, o que explica em parte a dificuldade de acesso à água potável.

Monitoramento independente – Os índios Juruna e Arara, das terras indígenas Paquiçamba e Arara da Volta Grande, chegaram juntos ao auditório já lotado por ribeirinhos e garimpeiros. Eles foram responsáveis por apresentar os dados do monitoramento independente conduzido pelos Juruna com pesquisadores da UFPA e do Isa. O cacique Gilliard Juruna exigiu respeito à consulta prévia, livre e informada, prevista na Convenção 169 da OIT. “Eles levam o ouro e a gente fica com os rejeitos”, disse. “Sempre vivemos na região, não pedimos empreendimento nenhum e agora estão lá os dois maiores empreendimentos do país e a gente sem garantia de nada”, resumiu.

Zé Carlos, cacique dos Arara da Volta Grande, lado a lado com os Juruna, lembrou às autoridades que tentaram dividir os índios para facilitar Belo Monte. Ibama e Funai visitaram as terras indígenas durante o licenciamento de Belo Monte, fazendo reuniões e garantindo que mais tarde seria feita a consulta prévia. Em vez disso, enviaram vídeos dessas reuniões para a Justiça e tentaram alegar que aquilo havia sido a consulta prévia. “Isso não vai se repetir com Belo Sun”, avisa Zé Carlos. “Nós exigimos nossos direitos e não vamos nos dividir, estamos juntos”.

Os índios confrontaram os representantes da mineradora Belo Sun para que a empresa não chame seu projeto de Volta Grande. “Volta Grande é vida e esse projeto é de destruição. Queremos que se mude o nome desse projeto, não se chame mais de Volta Grande”, disse Bel Juruna, liderança da terra indígena Paquiçamba. Bel reforçou a exigência de respeito à consulta prévia, que não foi feita para Belo Monte mas deverá ser feita pela Belo Sun. O MPF move uma ação judicial exigindo a consulta, que já tem sentença favorável da Justiça Federal. E os Juruna iniciaram a construção de um protocolo de consulta para guiar o procedimento. A empresa canadense não só não iniciou a consulta como falhou em apresentar um estudo de impacto sobre os indígenas, exigido pela Funai.

As conclusões do monitoramento independente feito pelos Juruna confrontam diretamente as conclusões produzidas pela empresa Norte Energia em seus relatórios semestrais, entregues ao Ibama. Os estudos dos Juruna mostram o desaparecimento gradativo de espécies de peixes como o pacu, que dependem das cheias do Xingu. Os índios questionaram o Ibama, que proíbe a pesca do acari-zebra, espécie ornamental endêmica da Volta Grande e de grande importância econômica para os moradores, mas concedeu licença a Belo Monte, que colocou a espécie em risco de extinção. Os Juruna e Arara reivindicaram ao Ibama, durante a audiência, que as conclusões do monitoramento independente sejam reconhecidas na análise do licenciamento.

O professor Juarez Pezzuti, da UFPA, apresentou sua análise dos relatórios de monitoramento, tanto dos Juruna quanto da Norte Energia. Juarez notou que aquilo que foi previsto nos estudos de impacto ambiental de Belo Monte está se confirmando em todos os dados: redução da pesca, danos à segurança alimentar, desaparecimento de espécies, escassez de água. Tudo foi previsto no Eia da usina e os dados coletados até agora confirmam todos os danos, mas inexplicavelmente relatórios da Norte Energia concluem que não há impacto. Para Pezzuti, as conclusões da Norte Energia sistematicamente contradizem os dados e o Ibama vem aceitando os relatórios da empresa acriticamente.

Vazão reduzida – É da Volta Grande que Belo Monte retirará 80% da água que corre no Xingu para fazer rodar suas turbinas. Nos documentos do licenciamento, a região batizada em homenagem à acentuada curva que o rio faz desviando o curso ao sul, logo após a cidade de Altamira, ganhou um novo nome. O que os moradores tradicionais chamam de Volta Grande do Xingu, tecnicamente passou a ser chamado de Trecho de Vazão Reduzida.

A mudança ecológica que pessoas, animais e plantas vão enfrentar é de tamanha gravidade que Ibama não teve como assegurar, durante a etapa de estudos, que a região vai sobreviver a um impacto tão drástico. Por isso, estabeleceu um período de monitoramento de seis anos, a contar do fim da obra em 2019, durante o qual testará dois tratamentos diferentes para o Trecho de Vazão Reduzida. É o dito Hidrograma de Consenso, que foi projetado para que a usina libere, em um ano, o máximo de 4 mil m3 de água para a região e no seguinte, 8 mil m3 de água. O teste sobre a capacidade de sobrevivência da Volta Grande determinará também a capacidade de geração de energia de Belo Monte.

O hidrograma chamado de consenso contradiz a afirmação do próprio Estudo de Impacto Ambiental de Belo Monte, de que a quantidade de água a ser liberada para assegurar a sobrevivência da Volta Grande terá que ser de 15 mil m3. O pesquisador Juarez Pezzuti afirmou que, mesmo com a previsão de que uma vazão menor do que essa colocaria a região em um estresse hídrico insustentável, o Ibama aceitou que a vazão máxima de água liberada pela usina para os moradores do Xingu seja de 8 mil m3. Para Pezzuti, a decisão pode acarretar a perda de espécies, porque 50% delas dependem das inundações sazonais para continuar se reproduzindo.

Belo Sun – A representante da Funai, Janete Carvalho, recomendou mudanças no monitoramento da Volta Grande e, sobre a tentativa de instalação da Belo Sun, lembrou o que ocorreu em Mariana. A terra indígena mais próxima da barragem da Samarco rompida fica a mais de 300 km e até hoje o povo indígena Krenak não tem água potável suficiente para viver. “Qualquer acidente em Belo Sun vai criar uma situação de etnocídio. O risco é inaceitável”, disse. Em 2013 a Funai recomendou à Semas que o licenciamento ambiental só inicie após o tempo de monitoramento de seis anos da Volta Grande. A Funai afirma que não há estudo válido de Belo Sun sobre o impacto aos índios.

Para MPF, CNDH, DPU e DPE, o projeto dos canadenses possui muitas irregularidades, já apontadas em pelo menos quatro ações judiciais. A consulta prévia não foi respeitada, a condicionante da licença ambiental da mineração, que exigia apresentação de estudos indígenas, também não foi cumprida e existem irregularidades fundiárias que levaram a Justiça do Pará, a pedido da DPE, a suspender a instalação da Belo Sun.

O MPF também cobrou a apresentação de um plano de vida para Volta Grande do Xingu e que o Ibama seja convidado a se manifestar no licenciamento de Belo Sun, diante da sinergia evidente de impactos entre os empreendimentos. O Secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Luiz Fernandes, afirmou que já convidou o Ibama a participar e se comprometeu perante a audiência a reiterar o convite para que o Ibama integre o licenciamento de Belo Sun.

Encaminhamentos – “O plano de comunicação da Norte Energia para a Volta Grande não existe. O que falta para o Ibama obrigar a Norte Energia a apresentar um plano de comunicação que funcione? Não é possível que uma comunidade impactada como a Ilha da Fazenda não tenha uma escola e um posto de saúde, um transporte escolar digno. O que falta para o Ibama multar a Norte Energia pelo abandono total da Volta Grande do Xingu?”, questionou o representante do Conselho Nacional de Direitos Humanos, Francisco Nóbrega.

O Ibama concordou com algumas das críticas. “As falhas de comunicação são evidentes, até pela ausência da Norte Energia nessa audiência pública. A falta da Norte Energia aqui prejudica o debate”, disse Frederico Amaral, representante da Diretoria de Licenciamento do órgão. Ele propôs que seja estabelecido um cronograma fixo para reuniões com as comunidades atingidas e mudanças também quanto ao monitoramento das condições da Volta Grande. Confira todos os encaminhamentos da audiência.

Fonte: Ministério Público Federal no Pará
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Versão de testes do WhatsApp deixa usuário apagar mensagem

O WhatsApp está testando uma nova função que pode mudar a vida de muita gente: a possibilidade de cancelar o envio de uma mensagem segundos após ela ter sido enviada – seja por ter dito uma bobagem ou por ter cometido um erro de digitação

A função, bem parecida com o que hoje já é possível fazer no Gmail, deve ter uma limitação temporal – não será possível, portanto, cancelar uma mensagem enviada há muito tempo. O destinatário da mensagem, no entanto, poderá ver que aquela publicação em específico foi cancelada.

Uma primeira versão dessa funcionalidade já havia aparecido em dezembro, mas o tempo que o usuário tinha para apagar a mensagem era de 29 minutos; agora, tempo de ‘arrependimento’ é de apenas dois minutos.

Por enquanto, o teste está sendo feito apenas na versão para iPhone do aplicativo, e foi descoberta pelo usuário do Twitter WABetaInfo, que rastreia alterações no código das versões beta do WhatsApp. Além de mensagens, também será possível cancelar fotos e vídeos, diz a conta.

Hoje, o WhatsApp deixa apenas o usuário excluir a mensagem – no entanto, o destinatário daquela publicação continua vendo o texto enviado.

Como toda função beta, ainda não se sabe se ela de fato chegará a ser lançada pela empresa. No entanto, funções que apareceram no modo de testes do aplicativo, como chamadas de voz, por exemplo, chegaram em poucas semanas à versão final do WhatsApp.

Fonte: MSN.
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