Bebê morre com suspeita de meningite em hospital de Sinop

Um bebê de 40 dias morreu, na noite da última terça-feira (4), no Hospital Regional de Sinop com suspeita de meningite bacteriana. O laudo dos exames que foram solicitados comprovou a infecção e que a morte se desencadeou pela doença.

Agora, exames para descobrir qual tipo de bactéria causou a morte do bebê serão realizados.

A família da criança reside no distrito de Boa Esperança, em Sorriso.

O bebê, que estava em um hospital particular em Sinop, chegou no Regional no último fim de semana com seu estado de infecção grave.

Ele foi encaminhado à UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal para que recebesse o devido atendimento.

No entanto, após sofrer várias paradas cardíacas não resistiu e morreu.

O corpo foi enterrado ontem pela manhã, no cemitério de Sorriso.

Em nota, a Secretaria de Estado e Saúde (Ses) informou que todos os procedimentos para salvar o bebê foram efetuados.

folha-1Fonte: Portal de Sorriso
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Providências serão cobradas para retomada das obras na BR-163

Após audiência pública realizada nesta quinta-feira (06), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), os órgãos fiscalizadores do Estado e da União serão notificados para que intervenham na concessão da BR-163 e exijam o cumprimento ou a extinção do contrato firmado. De acordo com as informações coletadas durante a audiência, a execução das obras de duplicação e manutenção da rodovia estão atrasada, mesmo após o início da arrecadação do pedágio em nove praças instaladas ao longo de 850 quilômetros.

A audiência pública foi convocada pelo deputado estadual Jajah Neves (PSDB), após receber reclamações de usuários da rodovia, principalmente do trecho que corta a Baixada Cuiabana. Ainda participou do evento o deputado Guilherme Maluf (PSDB), que também tem participado de reuniões em cidades que são atravessadas pela rodovia. O deputado explicou que a audiência foi convocada para que a empresa responsável, Concessionária Rota do Oeste, prestasse esclarecimentos sobre o contrato e a execução do projeto.

Convocamos a Rota do Oeste, bem como todos os agentes participantes ou impactados pela concessão para que possamos entender o que vem sendo feito e o que realmente está em descumprimento com o contrato. Existem muitas especulações, principalmente aqui na região de Cuiabá, Várzea Grande, Jangada”, explicou o deputado, que preside a Frente Parlamentar da região do Vale do Rio Cuiabá.

Guilherme Maluf destacou a importância da rodovia para Mato Grosso, que corta o estado de norte a sul. “Estamos fazendo essa cobrança para que as obras sejam retomadas o mais breve. A população já está recolhendo o pedágio e cobra por informações. Estamos nos movimentando por providências”.

O representante da Concessionária Rota do Oeste, Fábio Abritta, apresentou um balanço das obras e dos serviços prestados pela empresa no atendimento ao usuário. Porém, segundo Abritta, em decorrência do descumprimento do acordo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BDNES), que não concedeu o financiamento para continuidade dos trabalhos, as obras estão paralisadas..

“O governo está tentando resolver os problemas com relação ao financiamento, está sendo analisada uma medida provisória para a liberação dos recursos e assim que possível as obras de duplicação serão retomadas”, afirmou Fábio Abritta.

A Medida Provisória (MP) 752, citada pelo representante da Concessionária, porém, foi alvo de críticas durante a audiência. O deputado Jajah Neves destacou que a ação não pode servir como instrumento de anistia para que as empresas que não estão em dia com seus contratos recebam recursos públicos. “Não vamos permitir que fique por isso mesmo. Vamos recorrer ao Ministério Público, à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), à nossa bancada federal em Brasília , para que todas as providências com relação a este contrato sejam tomadas. A empresa não pode continuar arrecadando e deixar as obrigações de lado”.

Representantes de prefeituras, sindicatos rurais, associações e câmaras municipais também estiveram na reunião para relatar problemas enfrentados devido aos atrasos na obra. Como é caso do vereador Wagner Godoy, de Lucas do Rio Verde, que relatou que não só a duplicação está atrasada, mas há problemas também na manutenção da rodovia. “As condições estão ruins, a manutenção está péssima e não temos um posicionamento da ANTT, que deveria fiscalizar e exigir o cumprimento contratual”.

O diretor da Escola Municipal Júlio Corrêa, localizada nas margens da Rodovia dos Imigrantes, em Várzea Grande, Idenilson Henrique Pinheiro, a preocupação é quando a nova estrutura da escola for inaugurada e exigirá que os alunos atravessem de uma margem à outra da rodovia para assistir aula. “Nosso novo prédio fica de um lado da Imigrantes e o bairro São Mateus do outro. Queremos saber se haverá uma passarela, um semáforo, um radar para que as crianças possam fazer a travessia com segurança”.

Entre as autoridades presentes ao evento, estavam o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Orlando Fanaia, do secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte, do prefeito de Rosário Oeste, João Balbino, prefeito de Jangada, Garrincha, e do superintendente do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), Daniel Latorraca.

folha-1Fonte:nortaonoticias.
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Polícia intima Vereador sobre suposta funcionária fantasma

Reginaldo Campos foi ouvido na 16ª Seccional de Polícia Civil pelo Delegado Castro.

Um possível escândalo sem precedentes na política santarena está prestes a ser desvendado. De acordo com informações, a técnica de enfermagem Sarah Campinas dos Santos de Oliveira, de 42 anos, servidora concursada da Secretaria de Saúde do Estado do Pará (SESPA), por mais de um ano também constava como assessora do vereador Reginaldo Campos, período que o parlamentar era presidente da Câmara de Santarém.

Conforme denúncia, existe suspeita que Sarah era supostamente funcionária fantasma, uma vez que em vários meses, os horários eram incompatíveis entre as duas funções exercidas por ela. A suspeita aumenta, e torna-se mais evidente, quando em depoimento, tanto o vereador Reginaldo Campos, quanto Sarah se contradizem em seus relatos, no momento que autoridade policial questiona a sobre os horário de expediente.

Para o Delegado Castro, a técnica de enfermagem disse que seu horário de trabalho como Assessora da Câmara era de 8h às 13h, de segunda a sexta-feira. No entanto, Reginaldo afirmou que o horário seria de 8h às 14h.

Conforme denúncia que está sendo investigada pela Polícia Civil, a técnica de enfermagem também é acusada de interferir, a pedido de Reginaldo Campos, no processo de agendamento de consultas e exames, beneficiando populares que procuravam o gabinete do Vereador.

Além do crime de peculato, o inquérito policial apura contra a técnica de enfermagem, o crime de favorecimento real, ocorrido no Centro de Recuperação Agrícola Sílvio Hall de Moura (CRASHM), pois Sarah é cedida pela SESPA, para atuar no setor de enfermagem da SUSIPE.

A investigação teve inicio, após a Polícia ter recebido denúncia anônima dizendo que Sarah é uma das responsáveis pela entrada de aparelhos celulares no presídio.

“Para entrada de aparelhos celulares no Cucurunã, é feita encomenda para Sarah, através de um detento de nome Jimmy, e esta, entra no presídio portando aparelho como se fosse seu. Os presos simulam passar mal e são levados para a enfermaria. Normalmente é o Jimmy que passa mal e é levado até a enfermaria, momento em que Sarah entrega a encomenda pelo valor que varia de R$ 1.000,00 a R$ 1.500,00, dependendo da marca e funcionalidade do aparelho. No retorno à cela, o preso não é revistado, pois agentes estão envolvidos”, consta trecho da denúncia recebida pela autoridade policial.

Consta ainda, que Sarah Campinas, “é captadora de votos para o vereador Reginaldo Campos. Pessoas que não conseguem marcar consultas pela Secretaria de Saúde procuram o Vereador, e este procura Sarah, que marca consultas”, relata o denunciante.

Em seu depoimento, quando questionada sobre o assunto, a técnica de enfermagem, disse: “Que ajudava as pessoas que chegavam no gabinete do vereador Reginaldo Campos, solicitando dinheiro para comprar remédios. Ocasião, em que, após constada a necessidade do cidadão, o Vereador liberava o dinheiro para a compra dos remédios. Que também ocorria a mesma coisa, quando solicitavam exames”.

Ela afirmou que esta é uma prática comum. Disse ainda, que às vezes encaminhava as pessoas para as Unidades Básicas de Saúde dos bairros para fornecimento de medicamentos, porém, antes fazia ligações telefônicas para saber se tinham a medicação nos postos.

Finalmente, quando questionada pela Polícia sobre a ajuda financeira para compra de remédios e marcação de consultas em benefício das pessoas que procuravam o Vereador, se estava prevista em Lei ou Regulamentada na Câmara, respondeu que “não sabia informar, mas que é corriqueira esta prática no gabinete do vereador Reginaldo Campos”.

VERSÃO DO VEREADOR: O que causa muita estranheza na versão apresentada para à Polícia, é o fato do  vereador Reginaldo Campos negar situações colocadas por sua própria assessora. Para começar, Reginaldo Campos disse não saber que ela também trabalhava no presídio. Sabia apenas que ela trabalhava em outro turno.

De forma refutável, ele disse que nunca deu dinheiro para Sarah com a finalidade de compra de medicamentos. E não sabe o motivo da técnica de enfermagem ter afirmado que pegava dinheiro com ele para repassar às pessoas que lhe procuravam pedindo exame e consulta.

INVESTIGAÇÃO: O inquérito policial deve ainda solicitar da Câmara de Vereadores a folha de frequência da enfermeira Sarah, que serão analisadas. E muitas questões ainda estão abertas. Por quantos meses a enfermeira recebeu salários da Câmara de Vereadores sem prestar serviços efetivos? As cargas horárias de trabalho eram compatíveis? A função de assessor exige dedicação integral, se sim, como foi possível ela trabalhar em ambos os órgãos?

O Ministério Público também deve investigar essa situação, e assim verificar se o recursos públicos não foram utilizados para interesse privado.

Fonte: RG 15/O Impacto
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Estudantes de Santarém são finalistas na Feira Nacional de Empreendedorismo no Paraná

Eles desenvolveram aplicativo que facilita a utilização do transporte público. Ganhador levará para casa prêmio no valor de R$ 2.500.

Estudantes do município de Santarém, no oeste do Pará, estão disputando a final da Feira Nacional de Empreendedorismo que acontece em Londrina, no Paraná, no dia 28 de abril. Os alunos criaram um aplicativo de celular que tem como objetivo facilitar a utilização do transporte público. O app identifica a posição do ônibus da linha escolhida pelo usuário. Quem ganhar leva para a casa o prêmio no valor de R$ 2.500.

A feira é organizada pelo Centro Brasileiro de Cursos (Cebrac), uma rede de ensino profissionalizante. Durante o curso os alunos criam empresas fictícias para colocar em prática o aprendizado na área. É feita uma seleção regional e os melhores projetos vão disputar a final em Londrina.

Os finalistas de Santarém desenvolveram o aplicativo Ônibus Urbano, que tem como objetivo facilitar a utilização do transporte público. O app vai identificar o ônibus da linha escolhida pelo usuário que estiver mais próximo do ponto onde ele se contra e calcular o tempo que ele vai levar para chegar ao local.

Pensando na sustentabilidade, a ferramenta também vai mostrar pontos de coleta de resíduos próximos do percurso do usuário. E a cada 100 downloads realizados, a empresa se propõe a plantar cinco mudas de árvores na cidade.

Sobre a feira
Em abril, Londrina sediará a Feira Nacional de Empreendedorismo e receberá um time de jovens de todo o país, com novas ideias de negócio e projetos empreendedores. Nesta edição, o evento contará com um número recorde de grupos participantes: serão 69 empresas criadas pelos alunos da rede de franquias. Os finalistas foram definidos a partir de uma seleção que começou com mais de mil projetos inscritos. Os alunos passaram ao longo de 2016, por etapas locais de seleção em seus estados, até chegaram à grande final.

Fonte: G1.
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Governador do Pará é alvo de ação acusado de uso de dinheiro público para beneficiar empresa de filho

Procurador-geral de Justiça determinou ação contra Simão Jatene. Filho do governador teria recebido mais de R$ 5 milhões para abastecer frota da PM e do Corpo de Bombeiros.

Nesta quinta-feira (6), o procurador Nelson Medrado e o promotor militar Armando Brasil reativaram a Ação Civil Pública (ACP) contra o governador do estado do Pará, Simão Jatene (PSDB). A acusação é de improbidade administrativa, que teria beneficiado a rede de postos de gasolina do filho do governador, Alberto Jatene. A ACP foi determinada pelo procurador-geral de Justiça do Pará, Marcos Antonio Ferreira das Neves, em decisão manifestada na quarta-feira (5). O G1 entrou em contato com o Governo do Estado e aguarda posicionamento.

O caso passou a ser investigado em 2014, durante as eleições, quando o Ministério Público recebeu a denúncia. O governador teria alterado o sistema de abastecimento dos veículos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, que até então era custeado via Banco do Estado do Pará (Banpará). A Distribuidora Equador de Produtos de Petróleo foi contratada via licitação e passou a ser responsável pelo serviço. Cartões foram distribuídos, e ao final de cada mês, era feito o levantamento dos gastos e o governo do Estado repassaria o valor à empresa.

“Essa mudança já foi algo muito estranho, porque o banco oficial não cobrava encargos e ainda oferecia uma série de benefícios. O governo preferiu contratar uma empresa pra gerenciar o abastecimento, pagando por isso. E sequer a empresa fiscalizava se o abastecimento ocorria, e de forma adequada, pelo menos preço, nada disso ocorria”, relata Medrado.

Esquema
Tal mudança, segundo as investigações da Procuradoria do MP, beneficiou o filho do governador, já que o abastecimento ocorria, com frequência, em dois postos de gasolina de Alberto Jatene. O posto que mais vendeu para a PM do Pará, entre janeiro de 2012 e outubro de 2014, recebeu mais de R$ 5 milhões.

Segundo o procurador, além de ser sócio dos estabelecimentos, Alberto Jatene também é servidor público, atuando no Ministério Público junto ao Tribunal de Contas dos Municípios. “O MP entendeu que esta relação fere o princípio da moralidade, sendo ele filho do governador, tanto que depois da investigação ele não abastece mais o estado”, diz Medrado.

Foram intimadas a depor sobre o caso Simão Jatene; Alberto Jatene; a secretária estadual de Administração, Alice Viana; e o responsável pela Distribuidora Equador de Produtos de Petróleo.

Processo judicial
Em dezembro de 2016, no entanto, o governador Simão Jatene foi excluído da Ação Civil Pública, porque o procurador-geral de Justiça, Marco Antonio das Neves, não manifestou autorização para processar o governador, que tem foro privilegiado e só poderia ser processado pelo próprio das Neves ou por meio de delegação de poderes. A nova decisão do procurador -geral destrava o processo e volta a incluir Jatene entre os denunciados.

Segundo Medrado, o processo está em curso com os demais envolvidos no caso. Com o caso reativado, Simão Jatene deve receber a ação e prestar esclarecimentos à Justiça. A ACP foi protocolada junto à juíza da Vara de Fazenda Pública, do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, Kátia Parente.

Se condenado, segundo o promotor Armando Brasil, Jatene terá que devolver o valor de mais de R$ 5 milhões aos cofres públicos, pode ainda perder os direitos políticos por oito anos e ter os bens bloqueados pela Justiça. Ainda de acordo com Brasil, Jatene será citado na próxima semana.

folha-1Fonte: G1 PA.
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Estados Unidos lançam dezenas de mísseis contra a Síria

Disparos aconteceram após EUA prometerem resposta a ataque com armas químicas

Os Estados Unidos lançaram dezenas de mísseis Tomahawk contra uma base aérea na Síria na noite desta quinta (6). Segundo a CNN, 50 mísseis foram lançados, mas a agência France Presse afirma que foram 70 mísseis.

O presidente Donald Trump, que participou nesta quinta de um jantar com o presidente chinês Xi Jinpingna Flórida, confirmou a ordem. Ele diz que Assad usou um agente nervoso mortal para matar muitos. “Esta noite eu dei ordem para um ataque militar na base militar na Síria de onde o ataque químico foi lançado”.

Trump fez ainda um apelo a outros países após o ataque, segundo a Reuters. “Esta noite eu chamo todas as nações civilizadas para buscar um fim à matança e ao banho de sangue na Síria”.

O presidente disse também que não há dúvidas de que o governo sírio usou armas químicas e que anos de tentativas prévias de modificar o comportamento de Assad falharam.

Segundo a Reuters, a emissora de TV estatal síria afirmou que uma base militar síria foi alvo de uma “agressão americana” nesta sexta (horário local).

Os mísseis foram lançados na Al Shayrat Airfield, perto de Homs e teriam atingido aeronaves, pistas e bombas de combustível.

Os mísseis Tomhawk foram disparados de navios dos EUA que estão no Mediterrâneo Oriental, segundo a agência Reuters.

Os mísseis são a primeira ação direta dos EUA contra Bashar Al-Assad. Trata-se de uma mudança significativa na ação americana na região, pois até então os EUA apenas vinham atacando o Estado Islâmico.

Fonte: ORMNews.
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Prisão do mais importante cientista nuclear brasileiro é questionada por políticos

Deputado federal Wadih Damous (PT) pede pena alternativa ou indulto ao almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva

A prisão e condenação do homem que colocou o Brasil entre os poucos países que dominam a tecnologia nuclear é assunto polêmico no meio político. O almirante da Marinha do Brasil e físico nuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, de 77 anos foi condenado a 43 anos de prisão, em agosto de 2015, pelo juiz Sérgio Moro, no âmbito da operação Lava Jato.

O tema voltou à tona recentemente depois que o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) defendeu na tribuna do Congresso Nacional o indulto do almirante Othon, por considerar que “ele tem muito mais a contribuir com o país, estando livre do que preso”.

“Estamos falando de um cientista, um físico nuclear como poucos no mundo. A quem interessa ter esse homem preso? Independente dos erros que ele tenha ou não cometido, a contribuição que ele deu e pode dar ao país é muito maior que isso”, defende o deputado.

Segundo Wadih Damous, o almirante Othon estava trabalhando em um projeto revolucionário quando foi preso. “Ele estava trabalhando em um projeto científico, de tubos geradores, capaz de produzir eletricidade com queda d’água de apenas um metro de altura. Isso seria capaz de levar energia para milhares de brasileiros”, explica o deputado. Justamente por tratar-se de um cientista e uma mente brilhante, Damous defende uma pena alternativa ou indulto.

Para o ex-ministro de Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral (PSB), o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva é um patriota e um cientista sem comparação. “Othon que conheci é um homem absolutamente brilhante, um patriota comprometido com a ciência brasileira. Ele desenvolveu a tecnologia de centrífugas que o Brasil tem hoje, reconhecia como a melhor tecnologia do mundo, dentro desse setor de domínio do ciclo de urânio”, afirma o ex-ministro.

O jornalista e militante do PSOL, Milton Temer, que é oficial da Marinha cassado em 1964 no golpe militar, conviveu com o almirante Othon durante anos, inclusive foram colegas de turma na formação da Marinha, também falou sobre o caso e criticou a condenação de 43 anos ao almirante.

“O almirante Othon foi condenado por 43 anos de prisão acusado de receber R$ 4,5 milhões, mas os executivos da Petrobras que roubaram centos de milhões estão todos soltos. O Aécio é acusado de receber R$ 50 milhões. A prisão do almirante atende a interesses internacionais, principalmente dos EUA, onde o juiz Sérgio Moro recebeu formação”, aponta Milton Temer.

Entenda o caso

O almirante Othon foi acusado pelo Ministério Público de receber R$ 4,5 milhões como vantagens na construção de usina nuclear Angra 3, na época em que foi presidente da Eletronuclear, entre os anos de 2005 e 2015.O esquema estaria ligado a um contrato aditivo no valor R$ 1,24 bilhões, firmado entre a Eletronuclear (controladora da usina) e a construtora Andrade Gutierrez.

O militar foi apontado pelo ex-presidente da Andrade Gutierrez Rogério Nora de Sá em uma delação premiada feita à Lava Jato. Segundo o executivo, o almirante teria pedido 1% do valor do contrato, que seriam convertidos em contribuição para o PT, PMDB e um projeto científico. No entanto, o valor pelo qual o almirante foi condenado corresponde a 0,36% do valor do contrato.

Othon disse em depoimento que foi procurado pela Andrade Gutierrez em 2004 para realizar um estudo que comprovasse a importância da retomada das obras da usina de Angra 3 para o sistema energético do Brasil, de acordo com informações publicadas pela grande imprensa. O contrato, que já pertencia à construtora, estava parado havia mais de 20 anos. O pagamento, segundo o almirante, seria a remuneração de seus serviços prestados à construtora antes de ser presidente da Eletronuclear.

A defesa alega ainda que a condenação de 43 anos de prisão, proferida em agosto de 2015 pelo juiz Sergio Moro, a um homem de 77 anos de idade, é na prática uma prisão perpétua.

Quem é o almirante Othon?

O almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva é considerado o pai do Programa Nuclear brasileiro. Justamente por isso, sua prisão causou preocupação dentro da Marinha e de setores do Estado brasileiro ligados à pesquisa e desenvolvimento científico.

O almirante chefiou o programa secreto da Marinha que deu ao país o domínio de uma das mais cobiçadas tecnologias do mundo. Coube a ele a decisão final de escolher o caminho que o Brasil trilharia na definição do conceito tecnológico usado até hoje. Nesse conceito desenvolvido pela Marinha, a magnética substitui a mecânica utilizada pelos alemães, conhecida como técnica de Zippe.

Essa técnica alemã é a mais usada hoje no mundo. O programa russo a usa há anos e os Estados Unidos passaram a adotá-la na última década porque se mostrou mais eficiente. Portanto, nesse ponto a tecnologia brasileira está sozinha e é a única a utilizar a magnética, técnica altamente sofisticada. Por isso é estratégico para o país manter esse segredo tecnológico.

Em reportagens divulgadas pela grande imprensa, consultores estrangeiros afirmam que parte do dinheiro usado pela Marinha do Brasil para comprar, “de forma clandestina”, os equipamentos para o desenvolvimento de centrífugas de enriquecimento de urânio, pode ter circulado em contas secretas do almirante.

O temor maior é que documentos confiscados pela Lava Jato possam comprometer o segredo bem guardado da tecnologia e do programa nuclear brasileiro. Procuradas pelo Brasil de Fato, nem a Marinha e nem a Eletronuclear quiseram se pronunciar sobre o tema.

Em uma entrevista ao site Conversa Afiada, conduzida pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, o ex-ministro da Defesa, Jaques Wagner disse: “O programa nuclear brasileiro, que levou 35 anos para ser construído, é intocável. Não vai ser aberto. Ninguém no mundo abre a tecnologia nuclear. E essa tecnologia própria, nacional, deve em boa parte ao valioso trabalho intelectual do Almirante Othon. Por quem tenho profunda admiração intelectual. O trabalho do Almirante Othon é uma referência nossa e mundial”.

Tecnologia para desenvolver submarino

O Brasil, que já fazia parte do pequeno grupo de países que possuem tecnologia própria de enriquecimento de urânio, agora passará a integrar a outro clube restrito: aquele que domina os processos de construção de um submarino de propulsão nuclear.

O Centro Tecnológico da Marinha, que funciona dentro do campus da USP, está desenvolvendo o primeiro reator nuclear que vai gerar energia para o submarino nuclear. Nessa parte não haverá transferência de tecnologia. Segundo a Marinha, o primeiro protótipo do reator já está em construção, em São Paulo.

Tudo isso começou com o almirante Othon 35 anos atrás. Por isso sua prisão é polêmica e causou repúdio entre os setores políticos e militares nacionalistas. Por ser militar, o almirante está em uma prisão da Marinha, localizada em Duque de Caxias, região metropolitana do Rio de Janeiro.

Fonte: brasildefato.
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Mais de 200 veículos apreendidos serão leiloados em Santarém, no PA

Leilão será realizado dia 24/04. Pessoas físicas e jurídicas poderão participar do leilão de motos, carros e caminhão.

Mais de 200 veículos entre carros e motocicletas apreendidos na área de jurisdição da 1ª Ciretran, serão leiloados em Santarém, oeste do Pará, dia 24 de abril. Carros, motos e um caminhão serão classificados de acordo com o estado de conservação. O objetivo é liberar os veículos que estão apreendidos a mais de 60 dias.

De acordo com a Vip Leilões, empresa que está catalogando os veículos, pessoas físicas e jurídicas podem participar do leilão fazendo um cadastro prévio no escritório da empresa em Santarém, localizado na BR-163, Km 4, no bairro Matinha, onde os veículos estão disponíveis para visitação.

Os interessados também podem fazer o cadastro através do site da Vip (www.vipleiloes.com.br). No dia do leilão, também será possível realizar o cadastro antes do início do evento.

O leilão será realizado na segunda-feira (24), a partir das 10h, no auditório do Instituto Esperança de Ensino Superior (Iespes), localizado na rua Coracy Nunes, bairro Caranazal.

folha-1Fonte: G1 PA.
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Delimitação de território quilombola no Pará é oficializada após trabalho conjunto do MPF, MPPA e Incra

Gervásio Oliveira, liderança de Ariramba. Quilombolas fazem uso sustentável da floresta.  

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), por meio da superintendência da instituição no oeste do Pará, publicou nesta segunda-feira, 3 de abril, o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) do território quilombola Ariramba, localizado no município de Óbidos. A área delimitada é de 12,4 mil hectares, onde foram identificadas 27 famílias remanescentes de quilombos.

A publicação só foi possível porque o Incra, o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) fizeram um trabalho conjunto para corrigir erro de georreferenciamento que sobrepôs outro território quilombola ao território do Ariramba.

O erro na realização do georreferenciamento havia incluído a área do Ariramba no território quilombola do Erepecuru, e as informações irregulares foram registradas no título concedido ao Erepecuru, limítrofe ao Ariramba.

Para que essa irregularidade não atrasasse ainda mais o processo de regularização do Ariramba — já bastante lento por ter tido áreas afetas às florestas estaduais (Flotas) Trombetas e Faro —, o MPF, Incra e MPPA conseguiram a correção do título do território quilombola do Erepecuru no cartório de registro de imóveis de Oriximiná, tendo sido expedida a certidão de retificação. Com a área retificada, foi possível concluir o RTID publicado esta semana.

A área delimitada, conforme os dados apresentados nas peças técnicas que compõem o processo, propõe a demarcação do território com base nas áreas de moradia; nas terras reservadas à execução das atividades produtivas; e nos espaços de uso comum, deslocamentos, lazer, manifestações religiosas e culturais tradicionais.

Desafetação das Flotas – “Ainda resta pendente a desafetação das flotas para finalização do processo de demarcação do território quilombola do Ariramba”, alerta a procuradora da República Fabiana Schneider.

Esse tema foi abordado em recomendação conjunta do MPF e MPPA publicada no final de março. O documento recomenda ao Estado do Pará que sejam anuladas as autorizações para exploração florestal e atividade rural em áreas que se sobreponham à Flota Trombetas e ao território quilombola Ariramba, incluindo as concedidas à empresa Nobre Serviços e Logística, referente à fazenda Murta I, cuja área se sobrepõe em grande parte às terras quilombolas.

Em junho de 2015, a Associação dos Remanescentes de Quilombo Ariramba (Acorqa) pediu providências ao Ministério Público após a comunidade perceber a abertura de picadas na floresta, plaqueamento de árvores e presença de não quilombolas transitando pelos rios e áreas de caça da comunidade. Foi instaurado inquérito civil, que resultou na recomendação assinada pela titular da Promotoria de Justiça Agrária de Santarém, Ione Missae Nakamura, e pela procuradora da República Fabiana Schneider.

O Ministério Público recomendou ao Estado do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), que cancele, de imediato, as autorizações concedidas em fevereiro deste ano em favor da empresa Nobre Serviços, além do Cadastro Ambiental Rural (CAR) registrado em 2015, e qualquer outra autorização ambiental para exploração florestal sobreposta ao território quilombola.

Ao Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do estado do Pará (Ideflor-Bio), MPF e MPPA recomendaram que seja vistoriada a área para avaliar a existência de exploração florestal e possível dano ambiental em área da Flota Trombetas sobreposta ao território Ariramba.

Ao Estado do Pará foi recomendada a adoção de esforços para titulação definitiva do território quilombola Ariramba na área sob a gestão estadual, cujo processo de reconhecimento está concluído pelo Instituto de Terras do Estado do Pará (Iterpa), aguardando a desafetação da área sobreposta à Flota Trombetas e assinatura da titulação pelo governador do Estado.

Danos e agravamento de conflitos – Os documentos fundiários que justificaram as autorizações concedidas para exploração pela Nobre Serviços apresentam inconsistência de informações, conforme demonstrou a apuração do MPPA e MPF, com explorações em áreas externas ao perímetro indicado no título.

Informações do setor de cartografia do Incra indicam sobreposição de grande parte dos imóveis Fazenda Murta I e Fazenda Murta II com o território Ariramba. Tramita na Justiça Federal de Santarém uma ação civil ajuizada pela Defensoria Pública que requer o cancelamento das matrículas imobiliárias das duas fazendas, no cartório de Óbidos, por “flagrantes violações” das normas no registro.

A recomendação ressalta que a identidade das comunidades quilombolas está atrelada à posse dos territórios tradicionalmente ocupados. O MP considera que “a continuidade da exploração econômica que utilize os recursos naturais do território quilombola Ariramba, pautados em documentos fundiários duvidosos, causam prejuízos à posse tradicional dos quilombolas e contribuem para o agravamento dos conflitos agrários e socioambientais na região”.

O que é o RTID? – A produção do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação, que tem por finalidade caracterizar o território reivindicado pelos remanescentes de quilombos, é uma das fases mais complexas do processo de regularização dessas áreas – ação sob a responsabilidade do Incra desde 2003, por força do decreto nº 4.887, daquele ano.

É um relatório técnico produzido por uma equipe multidisciplinar do Incra. Sua finalidade é identificar e delimitar o território reivindicado pelos remanescentes de quilombos.

O documento aborda informações cartográficas, fundiárias, agronômicas, ecológicas, geográficas, socioeconômicas, históricas e antropológicas, obtidas em campo e perante a instituições públicas e privadas.

O RTID deve ser publicado por duas vezes nos Diários Oficiais da União e do Estado.

Próxima etapa – Concluído e publicado o RTID, o Incra notifica pessoas não pertencentes às comunidades quilombolas, compreendidas no perímetro ou na área de fronteira.

Além de ocupantes e confinantes, o instituto encaminha notificação para órgãos ligados ao patrimônio público, cultural e meio ambiente, entre outros, a fim de verificar se há sobreposição de interesses nas áreas.

Em cada processo, é aberto um prazo de 90 dias para a recepção de eventuais contestações ao relatório, a contar da notificação dos interessados. Caso sejam apresentadas, as contestações são avaliadas do ponto de vista técnico e jurídico. O julgamento cabe ao Comitê de Decisão Regional (CDR) – instância administrativa máxima das superintendências regionais do Incra.

Após a conciliação de interesses públicos e o julgamento de eventuais recursos e contestações de particulares, o Incra passa à etapa seguinte: a publicação da portaria de reconhecimento do território, a ser assinada pelo presidente da autarquia.

A etapa final do processo é a titulação do território, mediante a outorga de um título coletivo, sem ônus financeiro, em nome da respectiva associação legalmente constituída.

O território Ariramba – O principal acesso se dá apenas por meio fluvial. O território possui uma grande rede de igarapés, que servem para deslocamentos internos, o desenvolvimento de atividades produtivas e o bem-estar das famílias.

As principais fontes de renda das famílias quilombolas podem ser agrupadas em cinco categorias: pesca, agricultura, extração vegetal, benefícios públicos e caça.

A pesca e a agricultura são as principais atividades praticadas na comunidade. Na agricultura, destaca-se o cultivo de mandioca, banana, milho e cará. A produção de banana é voltada para a comercialização. Já a mandioca e o cará, em sua maioria, são destinados para o consumo familiar.

A pesca nos rios e lagos da região abrange espécies como tucunaré, pacu, pirarucu, tambaqui e surubim.

A atividade extrativista compreende, essencialmente, a coleta do açaí e da castanha do pará, utilizados para o consumo familiar e a comercialização na área urbana de Oriximiná.

Histórico – A fixação do casal Joaquim e Tereza dos Santos Oliveira nas margens do igarapé Ariramba, na década de 1970, foi o marco inicial de formação do território Ariramba, onde ainda vivem. Antes de estabelecerem moradia, eles já realizavam atividades na região, ao longo da floresta, do rio Cuminá, de lagos e igarapés, dentre os quais, o Ariramba, que dá nome ao território.

Os moradores do Ariramba são, em grande parte, descendentes de famílias de comunidades do Rio Cuminá, que foram integradas ao território quilombola do Erepecuru quando da demarcação e titulação do mesmo (em 1998, pelo Incra e em 2000, pelo Iterpa).

O padrão ocupacional das populações quilombolas da região baseou-se na dispersão de famílias por vastas extensões de terras, com a fixação das mesmas em áreas preferenciais de beiras de rios, lagos e igarapés. E, dentro dos atuais limites reconhecidos como o território do Ariramba, dois cursos d’água foram privilegiados pelos negros para se estabelecerem: os igarapés Murta e Ariramba.

“Sobressai nos comunitários a vontade de contar e guardar sua história, de se conectar com o passado e buscar nele entendimento e força para a luta no presente. A negritude e a ascendência quilombola/mocambeira são requalificadas e apartadas da condição de escravo; de marcas negativas passam, gradativamente, a fundamento da existência coletiva”, diz um trecho do relatório antropológico. Com informações do Incra e do MPPA.

Fonte: Ministério Público Federal no Pará
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Santarém-Em protesto, parentes denunciam maus-tratos contra detentos no presídio

Parentes se reuniram em frente ao Fórum de Justiça na manhã desta quinta-feira (6). Os manifestantes cobram ainda a exoneração do diretor do presídio.

Parentes de presos do Centro de Recuperação Agrícola Sílvio Hall de Moura em Santarém, oeste do Pará, estão preocupados com o bem-estar e a integridade dos detentos. Na manhã desta quinta-feira (6), familiares se reuniram em frente ao Fórum de Justiça em protesto contra as medidas adotadas pela direção da casa penal. Segundo a organização, 40 pessoas participaram do movimento, que ocorreu de forma pacífica.

As denúncias são de abuso de poder por parte da direção do presídio, conforme relatos das esposas que fazem visita recentemente na unidade. Com faixas e cartazes, os manifestantes cobravam a exoneração do diretor do presídio, major João Costa, respeito aos presos e soluções para as dificuldades referentes à saúde, alimentação e higiene pessoal. Conforme os familiares, inúmeros detentos voltam para as celas apresentando lesões e hematomas, sendo vítimas de agressões.

A dona de casa Iracema Cardoso dos Santos é ex-presidiária e disse que já viveu momentos de pânico e agonia dentro do presídio de Cucurunã. Ela é esposa de um dos detentos e disse estar indignada com tantos problemas que também são relatados pelos presos, que por medo, preferem não se identificar. Ao G1, Iracema relatou as reivindicações e fez declarações inéditas com base no que já presenciou no presídio. (Veja abaixo a entrevista e a descrição do áudio)

Em protesto, parentes denunciam maus-tratos contra detentos no presídio de Santarém

As denúncias também são de superlotação nas celas, dificuldade de atendimento na enfermaria e falta de medicamentos para os presos. As esposas dos detentos disseram que durante as visitas, chegaram a ser muitas vezes “desrespeitadas” por funcionários e pela direção do presídio. “A gente que responde processo em liberdade não pode ter acesso ao nosso marido dentro da casa penal, sendo que muitos foram transferidos para Belém. Se aqui em Santarém já era difícil, imagina para lá”, declarou Iracema.

“Ali não é um centro de recuperação. É um centro de tortura”, disse Iracema

Em janeiro deste ano, familiares de presos também protestaram cobrando a exoneração do diretor do presídio, major João Costa por não adotar medidas para amenizar o problema na cadeia. O movimento foi organizado para expor os problemas e buscar medidas para resolver a situação enfrentada pelos internos. Segundo os manifestantes, fugas, mortes e a interrupção de visitas foram apontadas como os principais problemas.

A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção Santarém, chegou a elaborar um documento que propõe uma parceria em relação aos multirões carcerários e pediu apuração sobre as irregularidades no presídio, desde casos de maus tratos, agressões aos presos e outras denúncias.

Foi proposto ao juiz da vara de execuções penais a análise da situação dos detentos. Ficou acertado que as Comissões Carcerária e de Direitos Humanos da OAB iriam acompanhar os trabalhos de verificação dos processos e progressão de regimes dos presos da casa penal em Santarém.

Mortes no presídio

No dia 8 de dezembro de 2016, Ednailson Cleiton Maranhão Souto, de 26 anos, foi morto a golpes de estoque – arma artesanal pontiaguda. Segundo a polícia, o crime tinha relação com acerto de contas. No dia 13 de dezembro, Alexsander Ferreira Silva foi decaptado após um tumulto no presídio.

No dia 24 de dezembro, o detento Edgar Marques de Almeida Neto foi encontrado enforcado em uma das celas. Segundo a polícia, a hipótese apontava para suicídio, mas segundo as investigações, o detento foi morto por outros presos. Já no dia 12 março, o detento Antônio Sergio Guimarães, vulgo Jurunas, que matou a própria mãe a facadas durante saída temporária, foi agredido e decapitado por presos em uma das alas. O detento sofria várias ameaças de morte na casa penal.

Superlotação e más condições

A superlotação e as más condições no presídio de Santarém tem preocupado os familiares de detentos. Em dezembro de 2016, parte do teto de um dos pavilhões desabou e duas pessoas ficaram feridas. Segundo familiares, a estrutura de outros pavilhões também estão comprometidas, representando riscos aos internos. Parentes dos presos denunciaram a situação precária da casa penal. O prédio foi construído em 1996 e tem capacidade para 360 presos. Atualmente possui pouco mais de 700.

Outro lado

Em nota, a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe) declarou que ainda não tem conhecimento das denúncias de tortura e maus tratos afirmadas por parentes de detentos, mas adiantou que uma equipe da Corregedoria Geral Penitenciária da Susipe deve ser deslocada até Santarém para apurar os fatos e tomar as providências cabíveis, assim que o órgão for notificado oficialmente.

Sobre a denúncia de maus tratos por parte do Grupamento Tático Operacional (GTO), o G1 tenta contato com o comando da Polícia Militar (PM) em Santarém.

Fonte: G1 PA.
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