MPF alerta contra pacote legislativo que reduz 2,2 milhões de hectares de áreas protegidas

Nota técnica da Câmara de Meio Ambiente do MPF trata dos riscos ambientais da conversão em lei das MPs 756/16 e 758/16

A Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural do Ministério Público Federal (4CCR/MPF) divulgou nesta quarta-feira (10) nota técnica contra a aprovação, pelo Congresso Nacional, de pacote que reduz, extingue ou reclassifica áreas de unidades de conservação no País. As normas questionadas são as Medidas Provisórias 756/16 e 758/16, que alteram limites de florestas e parques nacionais, e os respectivos projetos de lei de conversão (PLC 4/17 e PLC 5/17). A nota alerta também contra esboço de projeto de lei em discussão no Congresso que vai tratar das Unidades de Conservação do Amazonas. Para o MPF, as medidas são inconstitucionais.

Segundo a nota técnica, as duas MPs colocam em risco um total de 2,2 milhões de hectares protegidos apenas no Pará e no Amazonas, o que equivale a todo o território de Sergipe. Se as MPs forem convertidas em lei da forma como estão, áreas que hoje têm proteção integral serão extintas, reduzidas, ou transformadas e reconvertidas em áreas de proteção ambiental com menor grau de preservação.

O caso mais grave, segundo a nota técnica, é o da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará. A Medida Provisória 756/2016 reduziu sua área em 57%: dos 743.540 hectares excluídos, 59% foram destinados ao Parque Nacional do Rio Novo e 41% à recém-criada APA Jamanxim. A recategorização dos 305 mil hectares destinados à APA permite a existência de propriedades privadas e, portanto, a regularização fundiária e ambiental de vários ocupantes ilegais.

O projeto de conversão em lei da MP 756/2016 aumentou a área que será recategorizada como APA, de 305 mil hectares para 480 mil, permitindo em maior extensão a regularização de ocupantes ilegais. Para o MPF, o resultado disso será um incremento do já altíssimo índice de desmatamento na região.

A MP 576 também reduz em 21% a área do Parque Nacional de São Joaquim, em Santa Catarina. Outras áreas ameaçadas pelas duas MPs são a Reserva Biológica Nascentes da Serra do Cachimbo (PA), que protege nascentes perenes, formadoras das bacias do Xingu e do Tapajós, o Parque Nacional do Jamanxim (PA) e a Flona de Itaituba II (PA).

A nota técnica defende que é inconstitucional reduzir ou alterar limites de unidade de conservação por meio de medida provisória. “É que a supressão dos espaços territoriais especialmente protegidos somente é permitida por meio de lei formal, sob pena de ofensa ao princípio da reserva legal”, esclarece o texto. Há, inclusive, decisão prévia do STF nesse sentido (Ag. Reg. em Rec. Ext. 519.778/RN). Além disso, o texto defende que a criação, alteração e redução de unidades de conservação não é compatível com a urgência das medidas provisórias (art 62 da Constituição).

O texto também lembra que a Constituição garante a todos os brasileiros o direito fundamental a um meio ambiente ecologicamente equilibrado. “Dessa condição de direito fundamental, extrai-se a assim chamada proibição de retrocesso ambiental, que implica a proteção dos níveis de proteção fática e jurídica do meio ambiente, no sentido de um direito de impugnar atos estatais que tenham como objetivo ou consequência a diminuição da proteção do ambiente”, diz a nota.

A nota ressalta que o Brasil é signatário das Metas de Aichi – Convenção sobre Diversidade Biológica, promulgada pelo Decreto 2519/98. Pelas metas, o país deve proteger, até 2020, pelo menos 17% das áreas terrestres e de águas continentais e 10% de áreas marinhas ou costeiras. Segundo o texto, “a extinção ou supressão de unidades de conservação, sem as correspondentes medidas protetivas, como a criação de outras, fere a Convenção sobre Diversidade Biológica, seja no tocante aos seus objetivos, seja no Plano Estratégico de Biodiversidade 2011–2020 adotado, que inclui as Metas de Aichi”.

Fonte: ECODEBATE.
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Mais de 850 detentos serão beneficiados com saída temporária para o Dia das Mães no Pará

588 presos da capital e 299 do interior poderão deixar casas penais mediante concessão judicial. Em 2016, 11% dos detentos não voltaram para presídios.

Mais de 850 detentos custodiados em casais penais do Pará irão obter o benefício da saída temporária para o Dia das Mães, no próximo domingo (14). De acordo com a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe), do total de 887 presos, 588 são da capital e 299 do interior do Estado.

Segundo a Susipe, em 2016, 1.176 detentos receberam o benefício. O percentual de não retorno foi de 11%, ou seja, de 131 presos.

A saída temporária é um benefício concedido pela Justiça a presos que cumprem pena no regime semiaberto, apresentam bom comportamento e que já tenham cumprido, pelo menos, um sexto da pena. Os detentos devem retornar às unidades prisionais do Estado ao final de sete dias. A Susipe informa, ainda, que caso o preso não retorne no prazo estabelecido pela Justiça, passa a ser considerado foragido e pode regredir de regime.

Fonte: G1 PA.
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Edital de Publicação 032/2017- Pedreira Vale do Curua – Eireli

editalA Pedreira Vale do Curua Eireli, com CNPJ 07.330.893/0001-82, torna publico que requereu a licença municipal a PMNP, para exercer a atividade de extração da areia com equipamento flutuante no leito ativo do rio Jamanxim no município de Novo Progresso com processo no PMNP 850308/2016.

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Edital de Publicação 031/2017- Pedreira Vale do Curua – Eirelli

editalA Pedreira Vale do Curua – Eirelli, com CNPJ 07.330.893/0001-82, torna publico que requereu a renovação da licença municipal a nª 003/2015 PMNP, para exercer a atividade de extração e beneficiamento de granito (brita), para uso  imediato na construção civil, na vicinal celeste km02, zona rural, município de Novo Progresso.

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Edital de Publicação-030/2017- Pedreira Vale de Curua – Eireli

editalA Pedreira Vale de Curua – Eireli, com CNPJ 07.330.893/0001-82, torna público que requereu a Renovação da licença de operação (008/2015) processo nª 010/2015, para exercer a atividade de extração e beneficiamento de granito (brita) para uso imediato na construção civil, localização á vicinal celeste km02, zona rural, município de Novo Progresso.

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Edital de Publicação 029/2017-FRANCISCO DA SILVA

editalFRANCISCO DA SILVA, CNPJ nª 21.353.256/0001-52, situado na Travessa Nossa Senhora Aparecida, Rua Pires de Lima, Novo Progresso/PA, torna público que requereu da SEMMA de Novo Progresso/PA o LICENCIAMENTO AMBIENTAL SIMPLIFICADO protocolo nº202/2017, para a atividade de MARCENARIA.

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Brasileiros já pagaram mais de R$ 800 bilhões em impostos em 2017

No ano passado, o mesmo montante foi registrado somente em 24 de maio.

O valor pago pelos brasileiros em impostos neste ano superou R$ 800 bilhões nesta quarta-feira (10), segundo o “Impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). No ano passado, o mesmo valor foi registrado no dia 24 de maio, o que revela crescimento da arrecadação tributária.

“Vê-se claramente que o governo está arrecadando mais, pelo menos nominalmente, sem descontar a inflação. O ritmo do dinheiro que entra nos cofres públicos está cada vez mais rápido. Isso é um bom sinal, mas o Banco Central precisa continuar derrubando os juros de forma agressiva para trazer de volta o crescimento”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Segundo a ACSP, essa é a maior diferença de tempo nas arrecadações na comparação entre os valores deste ano com os de 2016.

‘Cobrança’

O painel eletrônico do Impostômetro calcula a arrecadação de impostos em tempo real e está instalado na sede da associação, na Rua Boa Vista, região central da capital paulista. Outros municípios instalaram seus próprios painéis, como Florianópolis, Guarulhos, Manaus, Rio de Janeiro e Brasília.

O valor abrange o total de impostos, taxas e contribuições pagas pela população brasileira nos três níveis de governo (municipal, estadual e federal) desde 1º de janeiro de 2017.

O objetivo da ferramenta é conscientizar o cidadão sobre a alta carga tributária e incentivá-lo a cobrar os governos por serviços públicos de qualidade.

Pelo portal www.impostometro.com.br, é possível descobrir o que dá para os governos fazerem com todo o dinheiro arrecadado. Por exemplo, quantas cestas básicas é possível fornecer, quantos postos de saúde podem ser construídos, além de levantar os valores que as populações de cada estado e município brasileiro pagaram em tributos.

folha-1Fonte: ORMNews.
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Enem bate marca de 2 milhões de inscritos

As inscrições começaram na segunda-feira (8) e já conta com 2.193.707 inscritos.

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) bateu a marca dos 2 milhões de inscritos. Segundo o boletim de inscrições divulgados na manhã de hoje (11) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o exame já conta com 2.193.707 inscritos. As inscrições podem ser feitas pela internet, no site do Enem, até as 23h59 (horário de Brasília) do dia 19 de maio. A expectativa é que cerca de 7 milhões se inscrevam para as provas.

As inscrições começaram na segunda-feira (8). As provas serão aplicadas em dois domingos consecutivos, nos dias 5 e 12 de novembro. Para concluir a inscrição, o candidato deve pagar a taxa do exame que, este ano, é R$ 82. O prazo para que isso seja feito vai até o dia 24 deste mês.

Pelas regras do edital, estão isentos da taxa os estudantes de escolas públicas que concluirão o ensino médio este ano, os participantes de baixa renda que integram o CadÚnico e os que se enquadram na Lei 12.799/2013 que, entre outros critérios, isenta de pagamento aqueles com renda igual ou inferior a um salário mínimo e meio, ou seja, R$ 1.405,50.

O resultado das provas poderá ser usado em processos seletivos para vagas no ensino público superior, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para bolsas de estudo em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Caso haja algum problema na hora da inscrição, os candidatos podem ligar para o Inep pelo telefone 0800 616161. O atendimento é das 8h às 20h, no horário de Brasília.

folha-1Fonte: AGÊNCIA BRASIL.
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‘Precisamos de 320 votos para votar a reforma da Previdência, e terei’, diz Temer

Presidente completa nesta sexta-feira um ano no poder

Ao completar nesta sexta-feira um ano no poder, após a saída temporária de Dilma Rousseff do Planalto quando o Senado abriu o processo de impeachment, Michel Temer faz um balanço positivo de sua gestão, destacando as reformas que vêm sendo implementadas e a melhora na perspectiva econômica. Em entrevista exclusiva ao GLOBO, o presidente diz não se incomodar com seus 9% de aprovação popular, embora faça questão de ressaltar que ela aumentará, e afirma que a oposição a suas iniciativas no Congresso tem como fundo questões de natureza política, e não de conteúdo. Temer admite que o governo ainda não tem garantidos os 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência no plenário da Câmara, mas se mostra confiante de que nas próximas semanas chegará ao patamar de 320 votos necessários para ter margem de segurança na votação.

O presidente admite sem tergiversar que, na estratégia de conquista de votos para a Previdência, o governo tem retaliado parlamentares infiéis que votaram contra a reforma trabalhista. E ironiza as exonerações de apadrinhados: “O deputado que não pode votar com o governo se sente desconfortável quando tem indicado”, sentencia.

Temer diz não se sentir fragilizado por ser citado na Lava-Jato, mas reconhece que o envolvimento de seus mais próximos auxiliares não foi algo confortável:

“Mas não atrapalhou o governo, o governo continua”.

LEIA A ENTREVISTA:

– Como o senhor vê este um ano de governo?

É interessante como parece que o ponto único e central do governo é a reforma da Previdência. Entretanto, nós fizemos muitas coisas. Tem as diretrizes básicas para este ano de governo. Em primeiro lugar, a ideia do diálogo. Vocês viram que eu estabeleci um diálogo muito profícuo, muito eficaz com o Poder Legislativo. Ao longo do tempo eu percebi que o Legislativo é uma espécie de apêndice do Executivo, eu sentia isto. Mas, eu sempre achei que quem governa é o Executivo com o Legislativo. Se não tiver apoio do Legislativo, não se governa. A primeira conclusão é que o Legislativo não é um apêndice do Executivo. Ele governa junto. Essa cultura política é muito importante. Temos sempre a sensação de que se o presidente da República editou uma norma, acabou. Ninguém pode mais mexer. Aí, sem razão, ficam dizendo houve recuo. Não houve recuo, tratamos com o Poder Legislativo. Esse diálogo foi muito produtivo porque nós aprovamos coisas importantíssimas.

– Quais o senhor citaria?

Começa pelo momento em que verificamos que o déficit não era de R$ 96 bilhões, mas era de R$ 170 bilhões. Mandamos o aditivo para o Congresso e aquele foi o primeiro momento que detectei um apoio muito forte do Congresso. Porque essa matéria foi aprovada às 4h30 da manhã, na Câmara e no Senado. Quando vi isto, eu falei: “Vou ter o apoio do Congresso pra valer”. Depois, fomos para o teto dos gastos, que era uma proposta complicada e difícil, reveladora de que não quero chegar aqui apenas para desfrutar da Presidência, mas quero deixar uma espécie de legado. Quando propusemos o teto dos gastos, era cortar na própria carne. Porque você não pode gastar. E acabou sendo aprovado por maioria muito significativa, tanto na Câmara, quanto no Senado. Outro tema importante foi das empresas estatais. Fizemos aprovar, e com isso surge uma espécie de moralização das diretorias das estatais, e aquilo foi muito bem recebido. Tanto que pudemos compor as estatais com esse critério. Depois, vem a história do Ensino Médio. Desde 1997, a primeira vez que fui presidente da Câmara, falava-se em reforma do Ensino Médio. Passou-se um período de 20 anos e não foi feito. O que se falava é que a coisa estava tão complicada, que as pessoas não sabiam falar português, não sabiam multiplicar, dividir etc. Quando o Mendonça Filho (ministro da Educação) trouxe a hipótese de fazer a reforma, nós resolvemos fazer por Medida Provisória. Houve uma rebelião contra a suposta pressa, embora já tivesse sido debatida por 20 anos. E a Medida Provisória tomou por base os elementos dos projetos de lei que estavam no Congresso Nacional. O fato é que, sem embargo das críticas, foi aprovado. Nós lançamos o projeto com praticamente todos os secretários de Educação do país aprovando o projeto. Tempos depois, longos debates depois, foi aprovada a reforma do Ensino Médio com uma aprovação popular extraordinária. Tanto que não se falou mais no assunto. O teto dos gastos, por exemplo, era chamado de PEC da morte. Porque ia acabar com saúde e educação no país. Aprovada a PEC, nós formatamos o Orçamento deste ano com base na PEC do teto e, diferentemente do que se dizia, acrescentamos R$ 10 bilhões na saúde e R$ 10 milhões na educação. Então, acabou o argumento de oposição à reforma do Ensino Médio.

– A maior dificuldade é política ou pelo conteúdo das propostas?

As pessoas não discutem o mérito, fazem oposição política. É legítimo, mas eu preferiria que se discutisse o conteúdo das matérias. Muitas vezes eu percebo as pessoas indagando sobre a reforma trabalhista. O que o trabalhador está perdendo? Está perdendo 13º, as férias, o auxílio-doença? Não, está garantido. Então a pessoa não sabe o que dizer. Ou seja, não é discussão de conteúdo, mas uma manifestação de natureza política.

– O senhor citou acertos. Onde o senhor errou?

Olha, eu acho que devo ter errado, mas confesso, vai parecer pretensioso… Acho interessante, eu não consigo detectar onde errei. Devo ter errado, não há a menor dúvida. (Dirige-se aos assessores) Vocês não podem me ajudar se errei em alguma coisa? (Risos). Como tudo foi muito rápido, a própria formação do Ministério foi algo fulminante. E fui tomando providências reformadoras.

– Quais?

Eu fui à Constituição e verifiquei que, entre os direitos sociais, está o reconhecimento dos acordos e convenções coletivas de trabalho. Então, essa reforma que mandamos por meio de lei ordinária, é mera regulamentação deste dispositivo constitucional. Porque quando se diz reconhecimento, o que a Constituição está dizendo é eu estou dando prevalência para a vontade das pessoas que vão contratar. Portanto, para o acordo e convenção coletiva do trabalho. Não há um direito sequer que está sendo violado. Na verdade, a Constituição já disse que o acordo de vontades é uma condição fundamental. É um direito para o trabalhador e também para o empregador. Nossa proposta foi fruto de acordo entre trabalhadores e empregadores. No dia que lançamos, falaram sete ou oito sindicalistas e federações. Foi uma coisa acordada entre os dois setores. Passou bem na Câmara está no Senado. Como é lei ordinária, creio que será aprovado. É a terceira reforma que estou a registrar. Sobre a reforma da Previdência, nem chamo mais de reforma. Na verdade, é uma atualização da Previdência. De tempos em tempos, é preciso atualizar a Previdência. A primeira vez foi feita entre 1995 e 1996. Depois, em 2003, houve uma nova atualização. Em 2012, novamente, com medidas que a presidente Dilma tomou. E agora também vai acontecer. Talvez daqui a 10 anos precise de uma nova atualização. É uma transição muito suave. A oposição à reforma não é de conteúdo, é política. Seriam R$ 800 bilhões em 10 anos e agora passa a R$ 600 bilhões. Mas aí vem a pergunta: é melhor reduzir em 600 bilhões ou não fazer nada?

– O senhor admite novas mudanças na reforma da Previdência?

Não sei o que vai acontecer no plenário. Sou muito obediente a esta distinção entre os poderes, pode ser que tentem modificar no plenário. Eu não tenho papel de vetos, nem de sanção. A proposta de emendas à Constituição vai ser promulgada pelo Congresso. Não sei o que vai acontecer, mas acho que, do tamanho que ficou, ficou de bom tamanho. O relator ouviu todas as bancadas, depois veio a mim. Eu disse: “Faça os ajustamentos necessários, desde que não retire a espinha dorsal do projeto, que é a fixação de idade, embora com transição”. Isso que foi feito. Ela está de bom tamanho. O ideal é que fique deste tamanho. Foi um tamanho negociado.

– O senhor admite que hoje não tem os votos necessários para aprová-la?

Nós não fizemos ainda este levantamento. É claro que temos uma base aliada muito ampla, os partidos vão detectar nome por nome. Este vota, este não vota e, evidentemente, é uma decisão do Congresso, mas eu só pedirei para levar no dia que tiver os votos cravados. Tem que ser uns 320. Agora, se eu me pautar pelo que me disse o Pezão eu já tenho 314.

– Em algum momento haverá esses 320 votos?

Eu acho que terei. Eu sinto que já melhorou muito. Todos aqueles que vêm falar comigo dizem que o clima melhorou muito. E agora, o que eles precisam é de umas duas semanas para decantar o novo projeto e divulgar o que trouxe o novo projeto. A aposentadoria se dará aos 65 anos para homens e 62 para mulheres, mas começa com 53 anos, ao longo do tempo é que chegará aos 65, no padrão dos outros países. Os esclarecimentos vão ajudar muito a aprovar o projeto.

– Até o final do mês vai dar para pautar no plenário?

Acho que no primeiro turno, talvez dê. Pelo menos contamos com isto.

– A reunião com os senadores do PMDB serviu para agilizar a tramitação da reforma trabalhista?

Tinha uma expectativa preocupante e fiquei menos preocupado depois. Não sei o que vão dizer, não tinha tido contato com eles. O tema foi apenas reforma trabalhista, muitos deles dizendo que queriam votar o mais rápido possível. Que era importante. Já conheciam o texto da reforma.

folha-1Fonte: ORMNews.
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Cacique denuncia ‘esquema’ do Ibama e Icmbio para explorar madeira

“O ICMBIO e IBAMA, são órgãos de proteção das florestas e da Amazônia, são totalmente contraditórias as ações que vêm desenvolvendo. Estão destruindo nossa natureza, estão acabando com nossas florestas, estão levando o nosso sangue que é a nossa madeira, enquanto o nosso índio está lá querendo fazer uma casa, ele é impedido por vocês, vocês prendem a motosserra do índio, quando vocês mesmos são os ladrões das madeiras que estão levando de nossa terra indígena. Parem de fazer isso, porque nós temos uma lei que nos ampara, o nosso direito é constitucional, se trata da Lei 169, 231, 232. Enquanto eu estiver vivo, sempre irei lutar em defesa do meu povo em defesa da minha natureza”, assim desabafou o cacique Miguel Corrêa, sobre a situação que acontece na área indígena Bragança-Marituba.

Segundo ele, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) não estão cumprindo a legislação federal a cerca de terras indígenas, e se utilizam do chamado Plano de Manejo, para extrair madeira das terras pertencentes aos povos indígenas.

“No ano 2000, a área de Bragança, Marituba e Itaquara, se auto identificou como indígena Muduruku, e a partir desse momento, começou a luta para identificação daquele povo, demandas para demarcações da terra, saúde, educação e muitos outros direitos constitucionais, garantidos pela lei indígena, e foi estabelecido que dentro da reserva seria uma grande avanço por que havia uma alegação que ali não poderia se tornar terras indígenas  pois se tratava de uma Floresta Nacional, mas com muita luta em 2003, conquistamos uma grande vitória, onde foi identificado pela primeira vez uma terra indígena dentro da Floresta Nacional  do Tapajós, que foi Bragança, Marituba e Itaquara, que já veio inclusive compor a portaria de delimitação da terra, esta área está localizada dentro do município de Belterra, e a partir daí nós começamos a enfrentar os grandes problemas, não com fazendeiros, posseiros ou sojeiros, e sim com os grandes projetos de planos de manejo da área indígena, já coordenada pelo IBAMA e ICMBIO, uma vez que de 2003 para cá, a área já é reconhecida como área indígena, existindo a lei que ampara que se trata da Lei 169, e da constituição 231 e 232, que nos ampara pelo direito indígena. Perante a lei 231, está garantido o nosso direito, proibindo a invasão de pessoas estranhas dentro da reserva, a implantação de pesquisa de minérios, e retirada de madeira e projetos que não são de agrado da comunidade, ou seja, ninguém possui autonomia para agir dentro da reserva. Só pode ser desenvolvida alguma pesquisa e alguns projetos, através do Congresso Nacional, e essa situação está garantida pela lei, não estamos tendo esse respeito, sendo que em 2009 foi aprovado o Plano de Manejo Florestal Comunitário, que na verdade não é para as comunidades, todas as comunidades em nossa região onde foi realizado esse projeto, estão completamente abandonadas, inclusive não existe nem um tipo de acesso para se chegar até essas comunidades, para escoamento, um transporte para locomover um doente. Como eles dizem que esse projeto, é um plano manejo, que se trata do bem das comunidades, hoje eles vão nas comunidades falar de educação, saúde de estradas, que na verdade não é dever deles e sim responsabilidade do município. Mas eles vão lá justamente para enganar as pessoas, pegar assinatura dos comunitários para poder ter a liberação para que esses projetos sejam implantados”, denuncia 1º Cacique da Aldeia Bragança, Marituba e Muduruku e também presidente da Associação Indígena do Estado do Pará, o senhor Miguel Corrêa Munduruku.

De acordo com ele, a área está sendo explorada, e mesmo assim pouco se vê de retorno para as etnias. “Estamos esquecido, por exemplo, na questão da educação, os nossos professores atualmente estão sem receber há cerca de seis meses, trabalham porque temos obrigação, e porque temos consciência que nossos filho devem ser educados, mas hoje os professores não ganham nada. Mas o que me deixa ainda mais preocupado é que o ICMBIO, hoje, é o patrocinador de óleo, máquina e outra coisas para Prefeitura, dizendo que eles que estão fazendo, enquanto a Prefeitura não faz esses trabalhos, estamos de fato, esquecidos pela Prefeitura de Belterra, só nos atende se houver pressão de nossa parte. Até hoje não sabemos para onde foram essas madeiras, não disponibilizam  nenhuma explicação, até mesmo em nossa comunidade, se você for observar, não temos nada feito pelo ICMBIO, e cadê aquelas milhões de toras de madeira que saíram da reserva, e para onde está indo esse dinheiro? Para onde está indo essa madeira? o que eles estão deixando de bem para comunidade? Na verdade estão deixando só desgraça por que madeira não tem mais, ultimamente no ano de 2016, a floresta pegou fogo, e cadê a preocupação do ICMBIO e IBAMA que possuem brigadas para apagar o fogo, e não foram apagar absolutamente nada, se os indígenas não se reunissem, não se salvava nem nossa comunidade, p incêndio atingiu toda a floresta”, explica Miguel Munduruku.

Outra questão que o líder indígena ressalta, é que o fato tem ocasionado desarmonia entre os parentes. Os desentimentos acontecem devido a ajudas dadas a alguns e para outros não.

“Ele chegam na comunidade com um papel dizendo que o projeto está pronto, no plano de manejo, teremos que tirar aquela árvore e no lugar dela iremos plantar outra, e eles nunca autorizaram nós chegarmos nesses plantios dessa madeira, eles não dão retorno, eles só fazem levar a riqueza da reserva e deixa por isso mesmo, e ainda mais, eles deixam o problema na comunidade, na aldeia indígena, e propiciam a desentendimento entre os índios por que alguns são beneficiados e outros não, eles levam frango, cesta básica, passagens, dinheiro para compra uma moto ou um carro, enquanto os outros que estão ali sofrendo, chegam com os privilegiados pedindo explicações do que está acontecendo e eles respondem que o nosso apoio é do ICMBIO. E esses privilegiados compram as lideranças para falar em defesa deles. Denunciamos no Ministério Público Federal, e não tivemos retorno porque o segundo eles, o ICMBIO foi notificado e segundo eles, não tiramos nada dessa área, o projeto não é nessa área”, mas temos prova como o mapa da reserva onde aprece os 5 pátios de madeira dentro da nossa terra indígena, logo depois dessa situação frustrada com o Ministério Público Federal, nós voltamos a fazer novamente a denúncia na Polícia Federal, e temos muitos documentos e fotos provando que eles estão extraindo as madeiras da reserva indígena, e perante a esses dados, como podem dizer que não estão extraindo das terras indígenas, temos fotos de troncos de árvores sendo transportados da nossa terra, onde na verdade se trata do nosso ‘sangue derramado’, árvores que até seis indígenas abraçavam, hoje não estão mais dentro da nossa terra indígena, isso foi uma grande choque para gente, fizemos a denúncia na Polícia Federal temos os documentos provando a denúncia, nas sexta-feira passada dia 05 de maio de 2017, eles estiveram fazendo oficinas novamente dentro da terra indígena para esclarecer, “o que vocês estão precisando em relação a educação, saúde e estradas, o que vocês querem?” E no final da oficina eles concluíam dizendo, nós queremos que vocês assinem essa lista de presença para a aprovação de mais cinco anos do Plano de Manejo da área indígena, a maior prova disso é que pouquíssimas pessoas estavam presentes nesse encontro, onde esteve o Imazon, em que os chefes do Imazon, que só tratavam de saúde, educação e outras coisas, caciques também estavam presentes, isso trouxe uma grande preocupação, por que  já se foi o primeiro Plano de Manejo e já acabaram com tudo, e agora eles querem retornar lá, porque em outros cantos eles não podem, eles saem dizendo, ‘- nós temos que queixar os índios para terminarmos de extrair o restante da madeira que ainda existe por lá’.

POLÍCIA FEDERAL: Após tentativa de alertar o MPF, o cacique diz que informou sobre a situação junto à Polícia Federal. “Na PF já está em processo de investigação, já deram uma posição que irão fazer uma fiscalização, e com certeza esperamos que a Polícia Federal seja realmente o órgão que defende os povos indígenas e que está em defesa de nossa natureza, nós indígenas, choramos por nossa natureza, hoje não temos mais caça dentro da reserva, as dificuldades são muito grandes, a castanha por exemplo, foi destruída pelo fogo e hoje não existe mais. Tudo isso só acontece, porque os órgãos que têm como finalidade a defesa da natureza, cometem o crime dentro da terra indígena, quando deveriam estar lutando contra esse tipo de ato”, conclui Munduruku.

folha-1Fonte: RG 15/O Impacto
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