MPF disponibiliza material didático de combate ao racismo contra indígenas

Objetivo da divulgação online é contribuir para a redução do preconceito e da violência contra indígenas em Santarém

O Ministério Público Federal (MPF) publicou nesta segunda-feira (15), a versão digital do material didático com informações para o combate às atitudes de preconceito, racismo e discriminação contra povos indígenas. O download pode ser feito por este link.

A produção do material é resultado de um acordo assinado em outubro do ano passado em Santarém (PA) pelo MPF, União, estado do Pará e município de Santarém perante a Justiça Federal e com a mediação do juiz federal Domingos Daniel Moutinho da Conceição.

O acordo foi assinado em um processo judicial aberto em 2014 a partir de ação em que o MPF pediu à Justiça que obrigasse a União, o estado do Pará e o município a promoverem com urgência medidas educativas para combater o racismo contra indígenas em Santarém.

Denúncias registradas pelo MPF/PA mostram que atos discriminatórios contra os índios têm sido recorrentes no município, principalmente em ambientes escolares ou em meio a disputas pelo direito à terra.

Preconceitos camuflados – O material foi assinado pela pedagoga especialista em coordenação pedagógica Iára Elizabeth Sousa Ferreira Arapyun, coordenadora da Educação Escolar Indígena da secretaria municipal de Educação de Santarém, e pelo acadêmico de Direito Cauã Nóbrega da Cruz Borari, professor da Língua Nheengatu. Colaborou o analista jurídico do MPF em Santarém Rodrigo Magalhães de Oliveira.

O texto busca apontar ideias muitas vezes recebidas e retransmitidas como verdadeiras, mas que são preconceitos camuflados, carregados de discriminação e violência. Como exemplos, os autores citam os pensamentos de que os índios são primitivos, aculturados, preguiçosos, e estão desaparecendo.

Para cada uma dessas falsas ideias os autores contrapõem respostas objetivas e bastante didáticas que deixam claro o quanto deseducadores e promotores da violência são os princípios a partir dos quais essas falsas ideias foram geradas.

Antecipação contra a violência – O material terá versão impressa com tiragem de 15 mil exemplares, a serem distribuídos na rede pública de ensino de Santarém.

A publicação da versão online estava prevista para ocorrer assim que a versão impressa começasse a ser distribuída, o que deve ocorrer dentro de aproximadamente dos meses. A mais recente onda de violência contra indígenas no país, como o ataque contra o povo Gamela (MA), levou o MPF a antecipar a divulgação da versão digital.

“Nossos antepassados foram massacrados, dispersaram-se por esses rios e matas para sobreviver, precisaram se esconder. Depois foram proibidos de falar a própria língua, foram obrigados a falar a língua do colonizador e negar a própria identidade. Mas, resistentes, sobrevivemos às tentativas de negar a nossa existência. E apesar dos direitos que hoje nos são garantidos, continuamos lutando contra toda forma de preconceito que nos nega a demarcação das nossas terras e a gestão de nossos bens naturais, a saúde diferenciada, a educação escolar diferenciada com qualidade, a autodeterminação política e até mesmo o direito ao pertencimento étnico”, diz trecho do material.

Fonte: ORMNews.
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Sargento do Exército morre durante atividade

O sargento Daniel Dedablio Poczwardowski, do 51º Batalhão de Infantaria de Selva de Altamira, no oeste paraense, morreu durante uma atividade realizada em Marabá, no sudeste o estado. O fato ocorreu no início da tarde desta segunda-feira (15), a informação foi confirmada pelo Comando da 23ª Brigada.

Segundo nota, o sargento passou mal em plena atividade de instrução que era conduzida pelo 52º Batalhão de Infantaria de Selva.

Após ser encontrado em mata, o sargento Daniel chegou a receber os primeiros socorros no local e em seguida levado ao hospital de guarnição, mas não resistiu e faleceu.

Ainda segundo a nota, além do 3º Sargento Poczwardowski, outros quatro militares sentiram-se mal e estão sendo medicados no Hospital de Guarnição de Marabá, em condições estáveis.

INVESTIGAÇÕES

Um Inquérito Policial Militar foi instaurado com o objetivo de apurar as circunstâncias que ocorreram os fatos, na forma do que está previsto no ordenamento jurídico vigente.

FAMÍLIA

O Comando da 23ª Brigada de Infantaria de Selva informou ainda que está proporcionando todo o apoio necessário à família do 3º Sargento Poczwardowski.

Não há informações sobre o velório e sepultamento do militar.

Manifestando pesar sobre o ocorrido com o sargento, as redes sociais começam a ser tomadas por pesares após a perda do sargento.

Fonte: DOL.
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Polícia procura acusado de envenenar família

Após o susto que quase leva a morte nove pessoas da mesma família em Camaragibe, Região Metropolitana do Recife (RMR), a Polícia Civil de Pernambuco montou uma força-tarefa na tentativa de prender o suspeito.

As vítimas ingeriram um tipo de veneno comum para matar ratos, o popular “chumbinho” e o suspeito é um homem de nome Jesemiel, ex-namorado de uma moça integrante da família.

A tentativa de homicídio coletivo ocorreu durante o almoço de dia das mães neste domingo (14). Um mandado de prisão deve ser expedido ainda hoje contra o acusado.

O laudo que deve apontar a existência do veneno deve ser concluído até a próxima quarta-feira (17).

Jesemiel era namorado de Débora Soares e o relacionamento dos dois teria terminado após recusa da jovem. Jesemiel não aceitava o fim do namoro.

O rapaz é ex-presidiário, havia sido condenado por receptação de produtos roubados. Débora está internada na UTI em estado grave. Ela seria a mais afetada com o ataque.

Já nas investigações, a polícia tem a informação, relatada por um vizinho, de que a irmã do acusado teria revelado a Débora que ele tinha a intenção de por veneno em um pote de tempero por vingança.

Um gato de estimação da casa, que comeu a comida servida no dia do ocorrido, morreu. O suspeito está foragido.

Fonte: DOL.
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Invalidadas normas da Constituição do Pará que preveem autorização da Assembleia para ação penal contra governador

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), julgou procedentes as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 4781 e 4790 para invalidar normas das Constituições dos Estados de Mato Grosso Sul e do Pará, respectivamente, que preveem a necessidade de autorização das Assembleias Legislativas para que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) instaure ação penal contra o governador nos crimes comuns. O ministro também declarou a inconstitucionalidade de normas desses estados estabelecendo regras de processo e julgamento dos governadores, inclusive as que determinam o afastamento automático do chefe de governo no momento do recebimento da denúncia. As ações foram ajuizadas pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O relator observou que a exigência de autorização prévia da Assembleia Legislativa para processamento e julgamento de governador de estado por crime comum perante o STJ traz como consequência o congelamento de qualquer tentativa de apuração judicial das eventuais responsabilizações criminais dos governadores por cometimento de crime comum. Segundo ele, essa previsão fere o princípio republicano consagrado no artigo 1º, caput, da Constituição Federal.

O ministro destacou, ainda, ofensa ao princípio da separação dos Poderes, pois a exigência de prévia autorização para processamento pelo STJ estabelece uma condição não prevista pela Constituição para o exercício da jurisdição pelo Poder Judiciário. Segundo o relator, esse tipo de restrição ao exercício da jurisdição é sempre excepcional e deve ser expresso pela Constituição da República. “Vale dizer, o Superior Tribunal de Justiça, órgão do Poder Judiciário, fica impedido de exercer suas competências e funções até que se proceda à autorização prévia do Poder Legislativo estadual”, argumentou.

Fachin salientou que o estabelecimento de condição de procedibilidade para o exercício da jurisdição penal pelo STJ consiste em norma processual, matéria de competência privativa da União e impossível de ser prevista pelas constituições estaduais. Apontou, ainda, afronta à cláusula geral de igualdade, estabelecida no artigo 5º da Constituição Federal, uma vez que estabelecer a exigência de autorização para processar significa alçar um sujeito à condição de desigual, “supostamente superior, por ocupar relevante cargo de representação, posição, no entanto, que deve(ria) ser antes de tudo o de servidor público que é”.

O ministro observou que, no caso de presidente da República, a exigência de autorização legislativa prévia para seu processamento e julgamento decorre norma expressa da Constituição Federal. Entretanto, em relação aos deputados federais e estaduais, a Emenda Constitucional 35/2001 suprimiu essa exigência, devendo o mesmo entendimento de valorização da igualdade e da responsabilização dos representantes do povo ser seguido em relação aos governadores, abandonando-se as exigências prévias que se constituem em privilégios e restrições não autorizados pela Constituição.

Decisão monocrática

Em sua decisão, o ministro Edson Fachin explicou que, embora a competência para julgar ações diretas de inconstitucionalidade seja do Plenário, no julgamento da ADI 4798, o Tribunal deliberou no sentido de autorizar os ministros a decidirem monocraticamente a matéria em consonância com o entendimento firmado naquela ação, vedando às Assembleias Legislativas a instituição de normas que condicionem a instauração de ação penal contra o governador, por crime comum, à autorização prévia da Casa Legislativa.

Fonte: RG 15 / O Impacto com informações do STF
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Santareno é campeão da segunda etapa do Campeonato Brasileiro de Tiro Prático

Competição ocorreu nos dias 13 e 14 em Vitória (ES). Esta é uma das seis etapas classificatórias para o campeonato Pan-Americano de 2018

Um dos melhores atiradores do Brasil, o santareno Alessandro Nascimento, foi campeão da segunda etapa do Campeonato Brasileiro de Tiro Prático, realizada em Vitória (ES), nos dias 13 e 14 de maio. A prova consistiu em 14 pistas de tiros e segundo o atleta, o campeonato terá seis etapas que garatem vaga no Pan-Americano de 2018.

Apesar de ter ganhado, Alessandro ressaltou que nas próximas provas não poderá perder e vai intensificar ainda mais os treinamentos, pois vai participar de outras competições importantes como o mundial da modalidade, na França, no mês de agosto.

Para garantir a vaga no Pan-Americano, Alessandro tem que vencer as próximas quatro etapas, que ocorrerão nos municípios de Anapólis (GO), Santarém (PA), Natal (RN) e Juiz de Fora (MG). Segundo o atirador, essa vitória é considerada um grande passo para a classificação no Pan-Americano.

O triunfo em Espiríto Santo foi um presente para a mãe de Alessandro no Dia das Mães, comemorado em 14 de maio. No entanto, para a conquista, foram necessários vários fatores.

– Dediquei essa vitória para a minha mãe, ela chorou e eu também acabei chorando. Eu estava muito concentrado, treinei bastante. Semana passada eu estava em Curitiba participando de uma das etapas do paranaense, justamente para me preparar para esta prova. Essa etapa foi uma das mais difíceis que eu já participei, nem as etapas que eu atirei nos Estados Unidos foram difíceis e técnicas como essa – contou.

Além da medalha de campeão da segunda etapa em Vitória, Alessandro recebeu outro prêmio: uma medalha presidencial, dada pela Confederação Internacional de Tiro Prático.

Esporte na região

Para Alessandro, com o passar do tempo a modalidade Tiro Prático tem ganhado mais espaço na região, revelando novos talentos. Ainda segundo ele, a etapa estadual do esporte tem batido recordes de inscritos.

Fonte: Globo Esporte.
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Estados vão privatizar distribuidoras de gás natural

 BNDES coordenará programa. Sete estados já sinalizaram interesse

Depois de avançar no setor de saneamento, a venda de distribuidoras estaduais de gás natural é o novo alvo do programa de desestatização do BNDES. O banco já tem sinalização de sete estados interessados em vender integral ou parcialmente suas participações nas empresas, entre eles o de Pernambuco, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. O objetivo é elevar a capacidade de investimentos das companhias, para expandir a malha de dutos e atingir novos clientes, além de levantar recursos para os estados num momento em que atravessam grave crise fiscal. A previsão é fazer os leilões no terceiro trimestre de 2018.

Hoje, com exceção de duas distribuidoras no Rio (Ceg e Ceg-Rio) e duas em São Paulo (Comgás e Gas Natural Fenosa), as demais 22 distribuidoras no país têm controle estatal. Na maior parte delas, os governos estaduais detém 51% das ações com direito a voto. O restante ou está nas mãos da Gaspetro (sociedade entre Petrobras e a japonesa Mitsui) ou está dividido entre ela e sócios minoritários privados. A própria Mitsui, além da participação via Gaspetro, está presente diretamente em algumas distribuidoras.

Para especialistas, a entrada de novos investidores privados nas distribuidoras pode ajudar a massificar o consumo de gás natural no Brasil, ainda muito reduzido, com vantagens para os consumidores. O gás natural canalizado é realidade em apenas 440 dos 5.570 municípios brasileiros, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás). E está presente em apenas três milhões de residências, de um universo de 68 milhões de domicílios no país. Aonde ele não chega é preciso recorrer ao GLP (gás de botijão) ou a lenha, por exemplo, para esquentar comida.

SEIS ESTADOS NÃO TÊM REDE DE DISTRIBUIÇÃO

— O gás natural é mais seguro e mais prático que o GLP. Você não precisa comprar ou se preocupar em armazenar o botijão. Basta ligar o fogão. Além disso, ele é mais uma opção de fonte de energia para a indústria ou para o comércio, menos poluente que o petróleo. Na nossa matriz energética, o gás responde por apenas 10%, contra uma média mundial de 25% — afirma Edmar de Almeida, do Grupo de Economia de Energia da UFRJ.

A possível privatização das distribuidoras de gás ocorre num cenário em que a Petrobras vem batendo em retirada do setor. Em 2016, a estatal vendeu 90% de sua malha de gasodutos no Sudeste para a canadense Brookfield e busca investidores para a malha no Nordeste. No ano anterior, acertara a venda de 49% da Gaspetro para a Mitsui. Paralelamente, o governo federal quer promover uma reforma do setor e atrair mais investidores privados para a área de exploração e produção de gás, dominado pela Petrobras. As ações com este fim estão reunidas no programa “Gás para Crescer”.

— O governo vem trabalhando para que, em 2030, a atual produção de gás mais que duplique. Hoje, nosso mercado de gás é do tamanho da Argentina, um país com população bem menor que a brasileira. Acreditamos que o número de estados produtores pode passar dos atuais oito para 16 — disse o secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Félix.

O BNDES vai assessorar a contratação de estudos técnicos para avaliar as distribuidoras estaduais e apontar o melhor modelo de participação da iniciativa privada nas empresas, além de auxiliar na formatação dos leilões. Semana passada, os governadores de Pernambuco, Paulo Câmara, e do Espírito Santo, Paulo Hartung, estiveram na sede do banco, no Rio, para discutir o assunto.

— Somou-se a estratégia do MME à demanda dos governos estaduais, cuja decisão tem dois vetores: o potencial benefício fiscal com a alienação (venda) do ativo e, tão ou mais importante, a possibilidade de promover o desenvolvimento a partir da expansão do acesso ao gás — afirmou Rodolfo Torres, responsável pelo programa de desestatização do BNDES.

Em Pernambuco, por exemplo, um dos objetivos com a venda da fatia estatal na Copergás é viabilizar o investimento na ampliação da malha de gasodutos, levando o gás encanado ao pólo de gesso de Araripe, no oeste do estado, que responde por 95% da produção de gesso nacional. Outra meta é levar o gás natural às áreas onde a caatinga é usada clandestinamente para fazer lenha. Hoje, a rede da distribuidora atende 28 municípios, concentrados na Zona da Mata. O governo pretende ainda usar a venda de sua participação na companhia para se capitalizar e investir em outros setores.

— Temos que captar recursos para fazer frente aos desafios de investimento. Tivemos a maior seca dos últimos tempos e precisamos ampliar adutoras. Isso acontece num momento em que houve frustração de receita, com a paralisação de obras na Refinaria de Abreu e Lima. O projeto da refinaria previa duas linhas de produção mas apenas uma foi concluída, reduzindo nossa expectativa de arrecadação — disse o secretário de Planejamento e Gestão de Pernambuco, Márcio Stefanni, adiantando que o governo pretende vender integralmente sua fatia na Copergás.

A constituição de 1988 assegurou aos estados a competência de explorar, diretamente ou mediante concessão, a distribuição de gás natural. Como cabe aos governos estaduais definir o modelo e as metas de atendimento, salienta Joísa Dutra, diretora do Centro de Regulação e Infraestrutura da FGV, muitos estados não traçam objetivos agressivos. O resultado é que seis deles — GO, MA, MT, PA, PI e AP —, além do Distrito Federal, não têm um quilômetro sequer de malha para distribuir o gás.

— Estamos diante de uma oportunidade única para abrir o setor e superar essas dificuldades. O cenário é propício, com o reposicionamento da Petrobras, a estratégia em âmbito federal de atrair capital privado para o segmento e o BNDES disposto a fazer a modelagem — frisou Joísa.

Além de ampliar a capacidade de investimento das empresas, a venda de seu controle à iniciativa privada abre espaço para melhorar a regulação do setor, na opinião de Almeida. Ele avalia que, hoje, há conflito de interesse porque ora o estado regula em nome dos consumidores, ora em causa própria, já que é majoritário nas companhias. Para o economista, a abertura na distribuição também ajuda a atrair competidores para a área de produção. Atualmente, há cerca de 30 produtores de gás no país, mas todos vendem o insumo para a Petrobras porque não conseguem competir com ela no fornecimento às distribuidoras.

Segundo Torres, do BNDES, já há discussões com potencias interessados nas participações dos estados. Um dos grupos é a espanhola Gas Natural Fenosa, que controla a Ceg e a Ceg-Rio. A companhia diz “estar avaliando todas as propostas do mercado de distribuição de gás no Brasil”. Diz ainda acreditar que “a concessão dessas distribuidoras a operadores privados com know how e capacidade de investimento poderá contribuir para a aceleração da universalização do uso do gás”.

PETROBRAS E MITSUI: DIREITO DE PREFERÊNCIA

A venda do controle das companhias, porém, não será simples, pois os atuais sócios — Gaspetro e Mitsui — têm direito de preferência sobre a venda. Uma primeira reunião entre BNDES e Petrobras para discutir o assunto foi feita em janeiro. Segundo fontes, a Mitsui teria interesse em ampliar sua fatia das empresas, seja via Gaspetro, seja diretamente. Procurada, a companhia japonesa não se manifestou. A Petrobras tampouco fez comentários. Na avaliação de um ex-executivo da estatal, a saída da petrolífera do segmento seria “um tiro no pé”, pois ela ficaria “refém” de quem controlar as distribuidoras. Nos anos 90, a Petrobras ingressou nas empresas estaduais justamente para assegurar demanda para seu gás.

Há ainda o caso do Espírito Santo, onde a Petrobras detém 100% da distribuidora local, via BR Distribuidora. O contrato entre governo e BR foi firmado em 1993, sem licitação e com prazo de 50 anos, o que foi considerado irregular pela Justiça ano passado. O governo tem até 2018 para regularizar a situação. O secretário do Desenvolvimento capixaba, José Eduardo Azevedo, explica que há dois modelos em estudo: criar uma empresa tripartite — estado, sócio privado e BR — ou uma sociedade entre estado e BR, com objetivo de vender a fatia estatal futuramente. As negociações com a BR estão em andamento. Caso não evoluam, o contrato será rescindido e será feita nova concessão. Procurada, a BR não retornou a ligação.

Fonte: ORMNews.
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Especialistas acreditam que outro ataque cibernético pode ser iminente

Incidente afetou milhares de sistemas em mais de 100 países

Um novo ataque cibernético, ainda mais forte que o de sexta-feira passada, quando 125 mil sistemas de computadores em mais de 100 países foram afetados por um vírus, pode estar iminente, de acordo com especialistas em segurança da informação.

E um dos alertas vem do pesquisador britânico “MalwareTech”, que ajudou a parar o episódio de ransonware (chantagem para desbloquear ou devolver arquivos capturados) conhecido como Wanna Decryptor. Ele crê que esta segunda-feira já poderá marcar uma nova investida.

Também mostrou preocupação o chefe da Europol (a agência policial da União Europeia), Rob Wainwright. Em entrevista à BBC, ele disse que ameaça de ataques cibernéticos é crescente.

Wainright pediu que usuários de computadores ao redor do mundo façam atualizações de segurança em seus sistemas operacionais.

O vírus se aproveita de uma vulnerabilidade do Microsoft Windows que teria sido identificada pela Agência Nacional de Segurança dos EUA, a NSA – e que fez a Microsoft criar um “patch” (nome dado a um programa gratuito para consertos). Mas muitos usuários não o haviam instalado.

“As pessoas precisam urgentemente instalar o programa em seus computadores”, disse o pesquisador, de apenas 22 anos, à BBC.

MalwereTech descobriu, de forma acidental, uma espécide de “botão de emergência” que desativava o vírus para evitar que seu código fosse estudado. Mas ele adverte que uma nova versão do WannaCrypt pode corrigir a falha.

Como os usuários podem se proteger?

Mantenha o computador atualizado

O ransomware aproveitou uma falha na segurança do Windows, para a qual a Microsoft já tinha disponibilizado um “patch” há mais de um mês. É impossível atualizar os computadores automaticamente, então usuários devem instalar atualizações de segurança tão cedo elas apareçam.

Não abra emails suspeitos

Uma das maneiras mais usadas para espalhar um vírus é através de emails com arquivos anexados que, quando abertos, tomam conta de seu computador. Não abra mensagens de pessoas ou instituições desconhecidas e tampouco arquivos anexados que pareçam incomuns, mesmo quando enviados por contatos conhecidos.

Faça cópias de segurança de seus arquivos

Uma operação básica, mas que pode garantir paz de espírito em caso de ataques cibernéticos.

Use antivírus

Um conselho antigo, mas efetivo. Programa deste tipo podem deter um ataque ou identificar uma ameaça.

Responsáveis

Darien Huss, da empresa de tecnologia Proofpoint, também espera novos ataques.

“Suspeito que a quantidade de atenção que esse incidente gerou pode fazer com que haja gente trabalhando para desenvolver este vírus”, diz.

Huss não acredita que tenha sido um ataque patrocinado por algum governo.

“Foi um ataque tão simples e tão pouco sofisticado, que isso me leva a crer que se trata de alguém talentoso, mas amador”.

Investigadores estão tentando rastrear os responsáveis pelo ataque.

“Usaremos todas os nossos meios para levar os responsáveis à justiça”, disse Oliver Gower, da Agênc

Fonte: ORMNews.
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Brasil terá de reabrir investigação e indenizar vítimas de chacinas

É a primeira vez em que o Brasil foi julgado e responsabilizado na Corte por um caso de violência policial.

A Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos) condenou o Estado brasileiro pela falta de investigação e de punição dos responsáveis por 26 mortes em operações policiais nos episódios conhecidos como chacinas de Nova Brasília, ocorridas em 1994 e 1995 no Rio de Janeiro. Até hoje, ninguém foi preso, julgado nem condenado pelas mortes. Foi a primeira vez em que o Brasil foi julgado e responsabilizado na Corte por um caso de violência policial.

Na sentença, concluída no dia 16 de fevereiro na Costa Rica e divulgada apenas na tarde da última sexta-feira, a Corte determina que o Brasil acelere e conduza de modo eficaz o processo da primeira chacina e reabra as investigações da segunda. Em cada chacina, 13 pessoas foram mortas.

Durante a operação policial realizada em 1994, três jovens, duas menores de idade à época, com 15 e 16 anos, teriam sido estupradas por policiais. De acordo com a decisão da Corte, a violência sexual, jamais apurada nem punida, também terá de ser investigada.

As medidas de reparação incluem a realização de um ato de reconhecimento, com a instalação de uma placa com os nomes das vítimas na praça da favela Nova Brasília, e o pagamento de indenização compensatória, no prazo de um ano, a parentes das vítimas de assassinato e às vítimas de violência sexual.

No entendimento da Corte Interamericana, houve demora injustificada nas investigações, e as famílias das vítimas ficaram sem proteção. Isso viola o direito às garantias judiciais de diligências em prazos razoáveis, como prevê a Convenção Interamericana de Direitos Humanos, da qual o Brasil é signatário. A Corte aponta ainda que o Estado brasileiro aceitou uma “inversão de papéis”: os inquéritos, ao invés de apurar as mortes, se detêm no perfil dos mortos, apontados como possíveis criminosos, e eles é que aparecem como investigados.

A sentença da Corte tem o chamado acatamento-compulsório, e os países -membros não costumam descumprir as decisões. A corte acompanha a implementação das medidas e os prazos definidos.

Caso considere que as determinações estão sendo ignoradas, as partes interessadas – no caso, representantes das famílias – podem pedir providências da Corte cobrando a implementação, e o Estado brasileiro é chamado a se explicar.

Fonte: ORMNews.
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Acordo beneficia 19 mil famílias na zona rural do oeste paraense

Assistência técnica e extensão rural eram realizadas por ONGs, mas agora o trabalho foi retomado pela Emater

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) assinou um acordo de cooperação técnica com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para retomar oficialmente o atendimento a 19 mil famílias de mais de 30 assentamentos em 20 municípios do oeste do Pará. Há alguns anos a assistência técnica e extensão rural eram realizadas por organizações não-governamentais (ongs), por meio de editais de chamadas públicas, mas o próprio Incra e as comunidades se mobilizaram para solicitar a volta da Emater.

As equipes da Emater estão visitando cada propriedade para notificar os agricultores sobre a obrigatoriedade de regularizarem a situação documental no Tribunal de Contas da União (TCU).

“O assentado que não estiver com os documentos em dia fica bloqueado para o acesso a qualquer política pública, inclusive de atendimento da Emater. Estamos fazendo esse trabalho de notificação para que até agosto, pelo menos, essas famílias se liberem para que possamos emitir daps [declarações de aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf) e elaborar projetos, entre outras ações”, explica o supervisor regional da Emater em Santarém, o técnico em agropecuária e economista Emivaldo Rebelo.

Na região de Santarém, o Acordo contempla oito municípios. Há cobertura, também, para a região do Tapajós e do Baixo Amazonas. A segunda etapa de trabalho, prevista para o segundo semestre, é de levantamento socioeconômico. O acordo foi assinado no último dia 10.

Fonte: ORMNews.
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Prefeitura doa madeira apreendida a escola municipal Dep. João Carlos Batista

madeiradoada1A Prefeitura de Novo Progresso através da SEMMA, doou aproximadamente 07 (sete) cúbicos de madeira serrada para a Escola Municipal Dep. João Carlos Batista.

O Ato de doação aconteceu na quinta-feira passada, dia 11 de Maio na antiga sede da SEMMA-NP (Coominpro) aonde a madeira apreendida estava armazenada, a SEMMA-NP fez a entrega da madeira serrada para a diretora da escola Clarice Valentini, que será aproveitada em projetos de revitalização da escola municipal Dep. João Carlos Batista.

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Fonte: ASCOM/PMNP – Fotos: SEMMA-NP