Jader julgará desonestos

Com vasto currículo de escândalos de corrupção, senador passa a integrar o conselho de ética

O plenário do Senado aprovou ontem os nomes dos parlamentares que vão compor o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar nos próximos dois anos. A eleição dos membros é necessária para a instalação do colegiado, responsável por julgar casos de falta de decoro parlamentar. Criado em 1993, o conselho é responsável, por exemplo, por receber e analisar representações e denúncias contra senadores.

Diante de tanta importância e responsabilidade causa estranheza a indicação para o conselho, mesmo que seja como suplente, do senador Jader Barbalho (PMDB-PA), um político que dispensa apresentações pelo currículo de escândalos de corrupção e vários inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, o parlamentar surge como um dos principais nomes para passar, em breve, pelo crivo do próprio Conselho de Ética. Ele já foi citado mais de 20 vezes nas delações premiadas da Operação Lava Jato, com estimativa de já ter recebido, segundo os depoimentos até o momento, mais de R$ 35 milhões em propina.

CORRUPÇÃO

Na mais recente acusação, o diretor de Relações Institucionais da JBS, Ricardo Saud, disse que Jader recebeu o repasse de uma conta criada a partir das tratativas com o ex-ministro Guido Mantega para que fossem levados à coligação do PT em 2014. O repasse foi de R$ 8,98 milhões, sendo R$ 6 milhões para comprar o apoio dele à reeleição de Dilma Rousseff e R$ 2,98 milhões para a campanha ao governo do Pará do seu filho, o ministro Helder Barbalho – também mencionado em acusações de recebimento de propina, inclusive com um inquérito já aberto no STF.

Jader também foi citado nas investigações que envolvem no esquema criminoso de corrupção e lavagem de dinheiro da Odebrecht. Em março de 2016, a Polícia Federal revelou uma lista encontrada na casa do presidente da Oderbrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa Júnior, que seria uma contabilidade paralela da empreiteira. Conforme essa planilha, Jader teria recebido dois pagamentos em 2010, totalizando quase meio milhão de reais.

O mesmo delator detalhou no início deste ano o pagamento de R$ 12,7 milhões para políticos defenderem privatizações e parcerias público-privadas na área de infraestrutura. De acordo com essa lista, Jader surge como segundo maior beneficiado, com R$ 1 milhão em repasses via caixa 2.

Na semana passada, os delatores da Lava Jato nas investigações do “Petrolão”, o ex-diretor da Petrobras Nestor Ceveró, e o lobista Fernando Baiano reafirmaram o repasse de propina de US$ 4 milhões a Jader e a outros políticos do PMDB. Jorge e Bruno Luz, pai e filho, foram apontados como operadores financeiros.

PROPINA

Na colaboração premiada, Cerveró contou que Jader chegou a promover jantares em sua casa para tratar de pagamento e festejar acordo. Outro personagem de peso das investigações da Lava Jato, que afundou ainda mais o nome de Jader, foi o ex-senador cearense Sérgio Machado (PMDB). Machado revelou, na sua delação, que Jader foi um dos agraciados, junto a Renan, Sarney, Jucá e Lobão, de R$ 70 milhões em propina, que ele mesmo amealhou quando presidente da Transpetro.

Jader também foi citado, em um dos primeiros depoimentos de delação premiada de Ceveró. Segundo ele, do pagamento de propina de US$ 15 milhões referente à negociação da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, ao menos US$ 2 milhões foram para Jader e de Renan.

Fonte: ORMNews.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)   E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Pesquisa aponta que Pará tem menos endividados

Mesmo com a crise, o número de famílias com dívidas no Estado caiu.

Mesmo em tempo de crise econômica e política no país, caiu o número de famílias que declararam ter alguma dívida em 2017. Segundo mostra a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) – Pará, elaborada pela Federação do Comércio do Estado do Pará (Fecomércio), 40% das famílias declararam ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro. Em março, esse patamar estava em 43,5%. Na comparação com abril de 2016 o decréscimo é mais significativo ainda, em abril do ano passado, 73,9% haviam declarado dívidas.

Na opinião do economista Rosivaldo Batista, esse comportamento dos paraenses é visto como bom, já que uma das questões que mais incomodam hoje as pessoas são as dívidas. O economista destaca que é importante as pessoas organizem melhor suas vidas financeiras, direcionando qualquer recurso, como o do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) das contas inativas, para a quitação das dívidas, principalmente do cartão de crédito, que conta com juros de mais de 400% ao ano, e do cheque especial.

“O crédito bancário no Brasil é um dos mais caros do mundo e o cartão de crédito e o cheque especial complicam muito o orçamento doméstico e a educação financeira passa por esse princípio de as pessoas administrarem bem suas dívidas”, afirma.

Para a educação financeira ser praticada, ele afirma que é necessário, primeiro, fazer o orçamento doméstico, listar as receitas e despesas mensais, no final do mês verificar se tem saldo ou déficit e identificar o problema que aponte o problema do endividamento. “Com isso, a pessoa tem que tomar consciência da situação, não fazer novas dívidas e consumir somente o necessário. Além de buscar quitar as dívidas e tentar negociá-las”, explica Batista, que é professor da disciplina Mercado Financeiro e de Capitais.

PESQUISA

Ainda de acordo com a pesquisa, a queda na taxa de endividamento em abril de 40% com relação às taxas de abril de 2016 (73,9%) e de março de 2017 (43,5%), não significa melhoria nas condições da economia nem para os consumidores, pois esta redução demonstra recuo no consumo das famílias, com reflexos sobre as vendas, como comprovado pela Pesquisa Mensal do Comércio varejista (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que no primeiro bimestre deste ano já havia apresentado a redução  de – 10,4% no volume de vendas do varejo restrito e de – 7,4% na receita nominal de vendas.  “Assim como são evidências das dificuldades e insegurança do consumidor quanto à manutenção do emprego e da renda, e da desconfiança sobre melhorias no cenário econômico agravado pela crise política”, aponta a pesquisa.

A Peic observa também as dificuldades do consumidor quanto ao pagamento das dívidas, pois enquanto que em abril de 2016, 73,9% estavam endividados, destes 35,2% tinham contas em atraso e 8,5% informaram não ter condições de pagar a dívida, já em abril/ 2017, um percentual de endividados muito menor: 40%, mas os que estão com contas atrasadas são próximo do percentual total de endividados: 33,7% e o dobro dos que não terão condições de pagar no próximo mês: 16,9%, na comparação com ano passado que foi de 8,5%.

O estudo revela que essa perspectiva negativa quanto às possiblidades de quitar as dívidas e/ ou de colocar em dia no próximo mês está relacionada à conjuntura atual, ao baixo nível de emprego e a queda na renda e da massa salarial das famílias, entre outros fatores.

Fonte: ORMNews.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)   E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Pará tem 512 mil desempregados

Segundo o IBGE, o número de pessoas sem emprego no Estado, passou de 479 mil, no último trimestre do ano passado, para 512 mil, no 1º trimestre deste ano. No Brasil, esse número saltou de 12,9 milhões, para 14 milhões

mercado

Pryscila Soarespryscila.soares@diariodopara.com.br

Desempregada há dois anos, a jovem Carla Monteiro, 25, conta que ainda não desistiu de conseguir uma recolocação no mercado de trabalho. A belenense está sempre de olho nos anúncios de novas vagas de emprego e não mede esforços para entregar currículos. A última atividade desempenhada por ela foi como vendedora temporária, no período de dezembro, em lojas do centro comercial da capital. “As empresas dizem que vão dar retorno, mas não dão. É difícil, mesmo tendo um curso profissionalizante de informática. Mas vou continuar procurando”, ressalta.

Carla está entre os milhares de brasileiros desempregados que têm enfrentado dificuldades para retornar ao mercado de trabalho. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente ao primeiro trimestre deste ano, a taxa de desocupação teve um acréscimo de 1,1 milhão de pessoas em relação ao trimestre anterior, correspondente aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2016.

PROCURA

Ou seja, no último trimestre de 2016, existiam 12,9 milhões de brasileiros desempregados, mas que estão à procura de trabalho. Com o aumento de 8,7% na taxa de desocupação, este número saltou para 14 milhões de brasileiros desempregados, no primeiro trimestre deste ano. Técnico do IBGE/PA, Victor Reis ressalta que a explicação para o aumento do desemprego continua sendo a crise econômica que tem afetado o setor produtivo, englobando setores como o comércio, a indústria e o ramo de serviços.

“A boa notícia é que as empresas estão optando por manter o rendimento dos funcionários. Com o poder de compra se mantendo estável, futuramente, vão surgir novos postos de trabalho”, atesta Reis, ao referir-se sobre o aumento da taxa de rendimento dos trabalhadores ocupados. De acordo com a pesquisa, no último trimestre de 2016, o rendimento médio do trabalhador brasileiro era de R$ 2.095. Já no primeiro trimestre deste ano, o valor médio saltou para R$ 2.107.

NA CONTRAMÃO, LOJA DE CALÇADOS FESTEJA SUCESSO EM BELÉM E FAZ ATÉ CONTRATAÇÃO

Embora a recessão econômica tenha ocasionado uma significativa redução nos postos de trabalho, há empresas que seguem expandindo negócios. É o caso de uma loja de calçados que, no início deste mês, abriu uma nova unidade, chegando a quatro apenas no centro comercial de Belém. “Fizemos cerca de quatro contratações. O comércio em Belém é muito bom e prezamos pelo preço justo e atendimento de qualidade”,conta o gerente,Lucas Ribeiro, 23.

Uma das beneficiadas com a contratação foi a vendedora Juliana Costa, 24. Mãe de uma menina de cinco anos, a jovem se deparou com muitos ‘nãos’. “A gente trabalha para pagar nossas cotas em dias. E estava muito difícil. Mas graças a Deus foi aberta essa porta para mim”, comemora

Fonte: G1 PA.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)   E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Motorista tenta desviar de buraco e mata motociclista na BR-163

Acidente aconteceu na manhã desta quarta-feira (31) no km 15 da BR-163. Pai e filha seguiam de moto, quando foram batidos pelo veículo.

Um homem de 45 anos morreu na quarta-feira (31) em um acidente na rodovia BR-163 em Santarém, oeste do Pará. De acordo com testemunhas, o motorista de um carro, que vinha no sentido contrário, tentou desviar de um buraco e acabou batendo o motociclista.

O acidente aconteceu pela manhã. Testemunhas contam que condições precárias do trecho onde aconteceu o acidente preocupa os condutores que precisam passar pelo local. No período das chuvas a lama toma conta da rodovia, colocando em risco a vida dos usuários.

O homem identificado como Daniel Viana de Castro morreu a caminho do hospital. A filha, Maria Darlene, que estava na garupa da moto foi encaminhada ao Pronto Socorro com escoriações e após avaliações, foi liberada.

Fonte: G1 Santarém.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)   E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Falta de controle na saída de peixe pode ocasionar desabastecimento no Baixo Amazonas

Constatação foi feita por professor de engenharia de pesca, da Ufopa, em reunião de elaboração do Plano de Desenvolvimento Sustentável da Pesca.

De acordo com estudo feito pelo docente do curso de engenharia de pesca da Ufopa, Charles Hanry, o pescado que deveria abastecer a região do Baixo Amazonas tem saído do município de Santarém, no oeste do Pará, em carretas. Hanry avalia que a falta de políticas de controle e fiscalização implica em uma série de problemas, como a questão sanitária, já que o peixe transportado para outros estados deveria ir acompanhado de um selo (Sistema de Inspeção Federal – SIF) e passar por um teste de qualidade.

“Sai peixe abaixo do tamanho mínimo, espécies que estão protegidas pelo defeso, peixe que poderia estar abastecendo a população local, e de qualquer forma cria uma grande lacuna, no volume que está saindo. Ninguém sabe realmente a quantidade de peixe que está sendo levada”, destaca.

Outro problema segundo Hanry é o prejuízo econômico para o município, a partir da geração de emprego e renda para pessoas das cidades de destino da carga: “Poderia estar gerando emprego e renda para as pessoas daqui, porque só se beneficia o atravessador, ou pescador. E aqui poderia ir para feira, restaurante, supermercados. Iria empregar mais pessoas da região”, lamenta.

Cadeia produtiva

Sobre a organização da cadeia produtiva, muitos pontos precisam ser minuciosamente avaliados e é esta a intenção dos grupos de trabalho que estão desenvolvendo o Plano de Desenvolvimento da Pesca na Região do Baixo Amazonas.

Para uma das coordenadoras do plano organizado pela Sociedade Para Pesquisa e Proteção do Meio Ambiente, Priscila Miorando, o monitoramento da pesca não existe dentro de uma base do governo. “Então, o governo não tem controle sobre a estatística pesqueira, e esse é um gargalo que interfere em vários outros setores do ordenamento pesqueiro que precisa ser resolvido”, disse.

Para o professor e coordenador do Lagis/Ufopa, Keid Nolan, a ideia do monitoramento é uma demanda urgente no que diz respeito à pesca, porque é preciso saber qual a importância real em termos de produção e de valores do segmento de pesca no baixo amazonas. “O que temos são sinais no acompanhamento nos dados do desembarque de que tem algumas espécies como Acari, Pacu e Curimatã, que estão cada vez menores”, observou.

Fonte: G1 Santarém.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)   E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Senado aprova MP com novas regras para regularização fundiária rural e urbana

O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (31), por 47 votos favoráveis e 12 contrários, a medida provisória que estabelece regras para regularização de terras da União ocupadas na Amazônia Legal e disciplina novos procedimentos para regularização fundiária urbana, revogando regras atuais da Lei 11.977/2009. A matéria segue para sanção presidencial.

A MP 759/2016 foi aprovada na forma do projeto de lei de conversão do relator (PLV 12/2017), senador Romero Jucá (PMDB-RR), que torna possível regularizar áreas contínuas maiores que um módulo fiscal e até 2,5 mil hectares. A proposta permite que ocupantes anteriores a julho de 2008 participem do processo.

Pelo projeto de lei de conversão, o Incra fará uma pauta de valores de terra nua com base nos valores da reforma agrária. O preço final a pagar será de 10% a 50% desses valores. Áreas acima de 2,5 mil ha também poderão ser regularizadas parcialmente até esse limite. Na hipótese de pagamento à vista, haverá desconto de 20%, e a quitação poderá ocorrer em até 180 dias da entrega do título. O prazo de pagamento parcelado de 20 anos e a carência de três anos continuam conforme a legislação atual.
Críticas

Apesar do apoio maciço da base governista, a MP recebeu duras críticas da oposição. A senadora Fátima Bezerra (PT-RN), por exemplo, afirmou que a proposta é “o horror em matéria de retrocesso”. Para ela, a norma é um “presente de natal para os ruralistas” e vai aumentar a pobreza no campo e o êxodo rural. Para Jorge Viana (PT-AC), a MP vai facilitar a vida dos grileiros em todo o país e fragilizar os pequenos proprietários, além de promover a reconcentração de terras.

Humberto Costa (PT-PE), Lindbergh Farias (PT-RJ), João Capiberibe (PSB-AP), Lídice da Mata (PSB-BA), Regina Sousa (PT-PI) e Reguffe (sem partido-DF) também discursaram contra a aprovação do PLV.

Já os senadores Valdir Raupp (PMDB-RO), Eduardo Braga (PMDB-AM), Hélio José (PMDB-DF), Ivo Cassol (PP-RO), José Medeiros (PSD-MT), Waldemir Moka (PMDB-MS), Rose de Freitas (PMDB-ES), Cidinho Santos (PR-MT), Acir Gurgacz (PDT-RO) e Magno Malta (PR-ES) discursaram a favor da aprovação, por a entenderem positiva para o país.

Segundo Raupp, mais de 60 mil produtores rurais serão beneficiados apenas no estado de Rondônia. Hélio José disse que mais de um milhão de brasilienses também serão beneficiados. Cassol e Medeiros afirmaram que o PT teve 13 anos no governo federal para fazer a reforma agrária, o que não teria acontecido.
Reurb

O texto aprovado também disciplina novas normas para regularização fundiária urbana (Reurb). A medida cria o conceito de núcleo urbano informal, que são os clandestinos, irregulares ou aqueles nos quais, atendendo à legislação vigente à época da implantação ou regularização, não foi possível realizar a titulação de seus ocupantes. Para fins de Reurb, os municípios poderão dispensar exigências de percentual e de dimensões de áreas destinadas ao uso público ou quanto ao tamanho dos lotes regularizados.

No caso de o núcleo urbano estar total ou parcialmente em área de preservação permanente, em unidade de conservação de uso sustentável ou em área de proteção de mananciais, a regularização deverá levar em conta as regras do Código Florestal (Lei 12.651/2012) e elaborar estudos técnicos que justifiquem as melhorias ambientais em relação à situação anterior, inclusive por meio de compensações ambientais. Os estudos precisam ser aprovados pelos municípios. O texto cria as modalidades de Reurb-S, para a população de baixa renda, e Reurb-E, para núcleos urbanos informais ocupados por população de maior renda.
Áreas da União

De acordo com as regras do projeto de lei de conversão, a União e suas autarquias e fundações poderão transferir aos estados, aos municípios e ao Distrito Federal áreas federais ocupadas por núcleos urbanos informais para que eles promovam a regularização por meio do Reurb. No caso de pessoas físicas de baixa renda que ocupem imóveis da União regularmente para moradia e com isenção de pagamento de taxas (foro, taxa de ocupação), elas poderão requerer diretamente ao oficial de registro a transferência gratuita da propriedade.

Para conseguir fazer a transferência, o ocupante deverá pedir à Secretaria do Patrimônio da União (SPU) uma certidão autorizativa, que valerá como título hábil perante o cartório de registro de imóveis. Em ambas as modalidades de Reurb (Reur-S e Reurb-E), tanto os beneficiários, individual ou coletivamente, quanto os órgãos governamentais envolvidos poderão pedir a regularização. Estão aptos a fazê-lo também o Ministério Público e a Defensoria Pública, em nome dos beneficiários que não tenham recursos financeiros. Para a aprovação e o registro de conjuntos habitacionais que componham a Reurb será dispensada a apresentação do habite-se e, no caso do Reurb-S, as respectivas certidões negativas de tributos e contribuições previdenciárias.
Legitimação

Imóveis que poderão ser regularizados pelo Reurb-S contarão com o mecanismo de legitimação fundiária, por meio do qual haverá um título global para todas as propriedades adquiridas no terreno regularizado. Para isso, o poder público encaminhará, para registro imediato da aquisição de propriedade, uma Certidão de Regularização Fundiária (CRF) com o projeto de regularização fundiária aprovado, a lista dos ocupantes, sua qualificação e a identificação das áreas que ocupam, dispensadas cópias da documentação referente à qualificação do beneficiário.

Segundo o governo, a ideia é aplicar a legitimação fundiária somente para núcleos urbanos informais consolidados. Além dos imóveis residenciais, também os de fins comerciais poderão ser regularizados com esse mecanismo. Para pleitear a regularização por meio da legitimação fundiária no Reurb-S, o beneficiário não poderá ser concessionário, foreiro ou proprietário de imóvel urbano ou rural ou ser beneficiário de mais de uma legitimação com a mesma finalidade (urbana ou comercial).

A MP permite ainda ao governo usar a legitimação de posse para reconhecer a posse de imóvel objeto do Reurb, com identificação de seus ocupantes, o tempo da ocupação e a natureza da posse. Ela não poderá ser aplicada a imóveis urbanos situados em área de titularidade do poder público, mas poderá ser transferida como herança ou entre vivos.

Depois de cinco anos da legitimação de posse, o ocupante poderá ter o título convertido em título de propriedade com o usucapião por cinco anos, conforme previsto na Constituição, ou segundo critérios definidos em lei. O beneficiário da legitimação de posse não poderá ser beneficiário de mais de uma fundiária de imóvel urbano com mesma finalidade, ainda que situado em núcleo urbano diferente.
Direito real de laje

Principalmente para as favelas, onde as construções precárias são erguidas sobre outras devido à falta de espaço, o PLV decorrente da MP cria o direito de laje. Definido como a coexistência de unidades imobiliárias autônomas de titulares distintos em uma mesma área, ele servirá para regularizar a construção de outra residência acima da construção-base. Cada uma delas pagará seus próprios tributos. Esse tipo de direito poderá ser aplicado somente quando se constatar a impossibilidade de individualização de lotes. De acordo com o texto aprovado, haverá a possibilidade de outra residência abaixo da construção-base e um segundo andar até o limite de altura permitido no município.

Cada morador deverá participar com as despesas para a manutenção das áreas e equipamentos comuns, como o telhado, a estrutura, as instalações gerais de água, esgoto e luz e outras. Na venda, terão direito de preferência os proprietários da laje mais próxima ou da construção-base. Se a construção-base vier a ruir, o direito de laje estará extinto se ela não for reconstruída dentro de cinco anos.
Venda

Também poderá ser aplicada a imóveis rurais a regra atual da legislação que permite a venda direta de imóveis residenciais da União ou de suas empresas na Amazônia Legal ao ocupante que esteja nele por ao menos cinco anos. Enquadram-se nesse caso os imóveis rurais de até 2,5 mil hectares (25 km²). Isso valerá para ocupações posteriores a 22 de julho de 2008 ou em áreas nas quais tenha havido interrupção da cadeia possessória depois dessa data. Também poderá contar com a compra direta, pelo preço máximo da terra nua, o ocupante de outro imóvel, desde que a soma das áreas seja de até 2,5 mil ha.
Dívida

O texto aprovado exige o pagamento antecipado de toda a dívida imobiliária de beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida se eles atrasarem mais de 90 dias as prestações, os encargos contratuais e legais, tributos e condomínios. O total a pagar incluirá a subvenção dada pelo governo para baixar o valor da parcela.

Segundo o texto, após o atraso, o mutuário deverá ser notificado pessoalmente em três ocasiões ou por edital, para que pague a dívida total em 15 dias, sob pena de perder o imóvel. A venda por contrato de gaveta e o uso do imóvel para finalidade diversa de moradia também implicará o vencimento antecipado da dívida. As regras valem para imóveis com cláusula de alienação fiduciária e contrato firmado junto ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). Os contratos junto ao FAR são destinados a família com renda mensal de até R$ 1.395.

Ações judiciais contestando cláusulas contratuais ou de procedimentos de cobrança e leilão serão resolvidas como perdas e danos e não impedirão a reintegração de posse do imóvel. Para as construtoras de unidades do Minha Casa, Minha Vida em municípios com até 50 mil habitantes, o texto permite ao Ministério das Cidades fixar novas condições de pagamento e prazos para a conclusão das residências. O prazo máximo será de até 12 meses da publicação da futura lei. As obras com mais de 15% de execução em 31 de dezembro de 2016 ficam fora dessas condições.
Taxa

Atualmente, a lei já prevê que o devedor em alienação fiduciária de imóvel terá de pagar ao credor, a título de taxa de ocupação, 1% ao mês do valor do contrato desde a venda em leilão do imóvel perdido até ser decretada a posse final pelo credor.

O texto do relator, por sua vez, prevê o pagamento desde a consolidação da propriedade com averbação no cartório de registro de imóveis, ato que ocorre antes do leilão. Quanto ao valor, permite ainda que se use o maior valor entre aquele estipulado no contrato e o usado para fins de tributação da transmissão inter vivos. Essas regras valem não só para os contratos do Minha Casa, Minha Vida, mas para todos os contratos fiduciários de imóveis.
Seguro

Dos usuários, pessoas físicas ou jurídicas, que ocupem imóveis da União enquadrados no regime de ocupação onerosa ou ocupantes de imóveis funcionais será exigido seguro patrimonial, na forma a ser regulamentada pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU). Também poderá ser exigido seguro de famílias carentes ou de baixa renda nos projetos de assentamento.

Na área de garantia de operações de seguro, o texto aprovado estabelece que a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), estatal da União, poderá oferecer garantia contra riscos comerciais, em operações de crédito ao comércio exterior para micro, pequenas e médias empresas; e garantia do mercado de seguros rurais privados, na forma de cobertura suplementar, nas modalidades agrícola, pecuária, aquícola, florestal e de penhor rural.
Débitos

O PLV estabelece ainda a data de 31 de julho de 2017 como prazo final de inclusão de dívidas rurais em dívida ativa da União como parâmetro para obtenção de descontos na quitação de dívidas de crédito rural e contraídas no âmbito do Fundo de Terras e da Reforma Agrária – Banco da Terra. Também há dispositivo sobre o financiamento para compra de imóvel rural com recursos do Fundo de Terras e da Reforma Agrária (FTRA) contratado a partir da publicação da futura lei.

O limite de crédito será de até R$ 140 mil por beneficiário, com prazo de pagamento de até 35 anos, incluídos 36 meses de carência. Essas condições valerão para tomador do crédito com renda bruta familiar de até R$ 18 mil.
Vagos

Quanto aos imóveis privados abandonados, o texto permite sua transferência para os municípios ou o Distrito Federal na condição de bem vago. A intenção do proprietário de não ficar com o imóvel será presumida quando ele não quitar os tributos incidentes por cinco anos. A transferência do imóvel para o poder público seguirá processo administrativo no qual deve ser comprovado o tempo de abandono e de inadimplência fiscal. O interessado terá 30 dias para impugnar a iniciativa.

Se, depois de incorporado ao patrimônio público, o proprietário reivindicar a posse do imóvel declarado abandonado em três anos, o Executivo terá o direito ao ressarcimento prévio das despesas que fez, inclusive tributárias, durante a posse provisória. Esses imóveis poderão ser destinados a programas habitacionais, à prestação de serviços públicos, ao Reurb-S ou serão objeto de concessão de direito real de uso a entidades civis que comprovadamente tenham fins filantrópicos, assistenciais, educativos, esportivos ou outros, a interesse do município ou do Distrito Federal.
Amazônia Legal

Para terras da União fora da Amazônia Legal, a medida permite a venda com dispensa de licitação para ocupantes de terras rurais da União e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), inclusive remanescentes de colonizações oficiais em data anterior a 10 de outubro de 1985. Segundo o projeto de lei de conversão, o preço obedecerá aos mesmos critérios estabelecidos para as terras da Amazônia Legal.

Iguais regras para venda direta poderão ser aplicadas ainda às áreas urbanas e rurais da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), dentro ou não da Amazônia Legal. Poderão ser doadas, por outro lado, áreas rurais ao Incra para fins de reforma agrária, e áreas urbanas e rurais aos municípios de Manaus e Rio Preto da Eva (AM) para fins de regularização fundiária, se as ocupações estiverem consolidadas até a data de publicação da futura lei.
Venda de ocupação precária

O texto permite ainda a venda direta de imóveis inscritos em ocupação, que é uma espécie de autorização do governo federal para particulares ocuparem terrenos da União de forma precária. O valor mínimo do imóvel será o de mercado, mas sua avaliação seguirá metodologia por trecho ou região, desde que homogêneos, além de critérios estabelecidos no zoneamento ou plano diretor do município. Essa venda poderá ser feita à vista, com desconto de 25%, ou parceladamente. As demais condições serão estipuladas em ato da SPU. Quem não optar pela compra, continuará submetido ao regime de ocupação.

O comprador poderá usar seus recursos do FGTS, contanto que tenha um mínimo de três anos de trabalho sob o regime do fundo e a operação seja financiável nas condições vigentes para o Sistema Financeiro da Habitação (SFH) mediante a contratação da Caixa Econômica Federal como agente financeiro dos contratos de parcelamento. Do total que arrecadar, a União repassará 20% aos municípios e ao Distrito Federal, onde estão localizados os imóveis.
Venda de foro

Igual critério de avaliação será usado na venda de terrenos da União atualmente sob o regime de enfiteuse, quando se paga um foro anual pelo uso do imóvel. Além do valor da terra, o cadastrado deverá pagar as taxas pendentes com a SPU. As pessoas carentes e de baixa renda não precisarão pagar pelo domínio pleno do imóvel.

O pagamento também poderá ser à vista, com 25% de desconto, ou parcelado e com uso do FGTS. Estão de fora os imóveis administrados pelo Ministério das Relações Exteriores, pelo Ministério da Defesa e seus comandos militares (Marinha, Exército e Aeronáutica), os da faixa de fronteira e os terrenos de marinha da faixa de segurança na orla marítima (30 metros a partir do final da praia). Dos terrenos de marinha e acrescidos a serem vendidos, excluem-se as áreas de preservação permanente (APP) ou áreas em que seja vedado o parcelamento do solo.

Esses terrenos terão de estar situados em área urbana consolidada, definida como aquela incluída no perímetro urbano ou em zona urbana pelo plano diretor ou por lei municipal específica; com sistema viário implantado e vias de circulação pavimentadas; organizada em quadras e lotes; com edificações residenciais, comerciais, industriais; e presença de, no mínimo, três equipamentos de infraestrutura urbana (esgotamento sanitário, água potável, energia elétrica, entre outros). Do arrecadado pela União, serão repassados 20% aos municípios, e ao Distrito Federal, onde estão localizados os imóveis.
Programa patrimonial

Já a parte que ficar com a União na venda de terrenos em regime de ocupação ou de foro será depositada no Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização (Fundaf) para uso no Programa de Administração Patrimonial Imobiliária da União (Proap). Para o mesmo programa serão direcionados 2,5% das receitas patrimoniais da União arrecadadas anualmente por meio da cobrança de taxa de ocupação, foro e laudêmio, recuperação de dívida ativa, arrendamentos, aluguéis, cessão e permissão de uso, multas e outras taxas patrimoniais. Entre as finalidades do programa, incluídas pelo projeto de lei de conversão, está a gestão e a manutenção das unidades da Secretaria do Patrimônio da União.

Fonte: senado notícias- Com informações da Agência Câmara.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)   E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Polícia Federal deflagra nova fase da Carne Fraca

Pouco mais de dois meses após deflagrar uma operação para desarticular um suposto esquema criminoso envolvendo fiscais agropecuários federais e empresários do agronegócio acusados de adulterar a qualidade da carne e de seus derivados, a Polícia Federal (PF) desenvolveu hoje a segunda fase da Operação Carne Fraca.

O principal alvo da nova ação policial é o ex-superintendente do Serviço de Inspeção a Produtos de Origem Animal, da superintendência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em Goiás, Francisco Carlos de Assis.

Assis foi uma das pessoas conduzidas coercitivamente (quando o suspeito é levado a prestar depoimento e liberado em seguida) em 17 de março, quando foi deflagrada a primeira fase da Operação Carne Fraca. Além disso, a PF afirma que o investigado foi flagrado em interceptações telefônicas destruindo provas relevantes.

Segundo a PF, o ex-superintendente participava do esquema de corrupção, tendo impedido que uma “grande empresa” do setor alimentício fosse interditada em razão das irregularidades constatadas por fiscais que inspecionaram o estabelecimento.

Mandados de busca e apreensão

Além da prisão preventiva de Assis, os agentes federais também cumpriram hoje três mandados de busca e apreensão. Já na primeira fase da Operação Carne Fraca foram cumpridos 309 mandados judiciais em Goiás, Paraná e Minas Gerais, sendo 27 de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão.

A PF também investiga a suposta participação do ex-chefe do Serviço de Inspeção em Produtos de Origem Animal da superintendência goiana, Dinis Lourenço da Silva, que chegou a ser detido em caráter preventivo na primeira fase da Carne Fraca. Os investigados responderão pela prática de crimes obstrução de investigação criminal, além de outros crimes já identificados nos autos.

A nova operação foi batizada de Antídoto, em referência à ação para impedir que os investigados deem continuidade a eventuais ações criminosas e preservar as provas que ainda não tenham sido recolhidas.

Fonte: agronoticiasmt
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)   E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Suspeitos de integrar quadrilha especializada em roubo a bancos são presos no Pará

Dupla foi presa quando desembarcou em Belém. Outros integrantes da quadrilha, incluindo o líder, foram presos no Espírito Santo.

Dois suspeitos de integrar uma quadrilha interestadual especializada em roubo a bancos foram presos quando desembarcavam no Aeroporto Internacional de Val-de-Cans, em Belém, na noite de terça-feira (30).

A quadrilha é investigada por ataques a caixas eletrônicos e agências dos Correios em todo o país. Integrantes da quadrilha, incluindo o líder, também foram presos nesta quarta (31) no Espírito Santo, onde a organização é suspeita de atuar no arrombamento de quatro caixas eletrônicos só em 2017.

No Pará, foram detidos Paulo Cesar Pires, de 30 anos e o paraense Carlos Alberto Cunha de Oliveira, de 34 anos, que estava foragido do sistema penal, segundo a polícia. A dupla foi presa quando desembarcou em Belém, vinda de Salvador, na Bahia.

A Polícia Civil do Pará investiga a atuação do grupo no arrombamento de quatro caixas eletrônicos em estabelecimentos como supermercados e farmácias no Estado, em Belém e Castanhal.

“Esta quadrilha é especializada nesse tipo de crime. São oriundos, a maioria deles, do estado de Santa Catarina, do município de Joiville. Com a prisão desses dois, pelo menos quatro membros já foram presos”, afirma Evandro Moreira, diretor da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRCO).

Nas malas trazidas pela dupla, foram encontradas várias ferramentas que seriam usadas nos arrombamentos, como mangueiras, chaves de fenda, pés de cabra e alicates.

Segundo a Polícia Civil, as investigações se concentram agora em tentar localizar outros integrantes da quadrilha, que estariam escondidos no Pará.

Fonte: G1 PA.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)   E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Vigília denuncia violência no campo e marca uma semana de chacina em Pau D’Arco

Ato ocorre em frente ao Palácio dos Despachos do Governo do Estado, em Belém. No dia 24, 10 agricultores foram mortos durante ação policial.

Nesta quinta-feira (31), uma vigília ocorre em frente ao Palácio dos Despachos do Governo do Estado e a sede do Tribunal de Justiça do Estado (TJE-PA), na avenida Almirante Barroso, em Belém. Segundo o Comitê Paraense de Combate à Violência no Campo, o ato marca a passagem dos sete dias do massacre de 10 agricultores no município de Pau D’arco, no sudeste do Pará.

“É uma forma de mostrar que estamos vigilantes e exigimos justiça”, observou Ulisses Manaças, liderança nacional do MST. Outras vigílias e atos devem ocorrer, ao mesmo tempo, em outras grandes cidades do estado, como Santarém, Marabá, Altamira e Parauapebas.

Nove homens e uma mulher morreram no dia 24 de maio na Fazenda Santa Lúcia, durante uma ação policial para cumprimento de 16 mandados de prisão dos suspeitos de envolvimento na morte de um vigilante. Sobreviventes relataram que os policiais chegaram atirando no local. Movimentos sociais denunciam o episódio como uma “atuação autoritária, desproporcional e despreparada da Polícia Militar do Pará (…) contra os trabalhadores rurais”.

Os integrantes do comitê informaram que pretendem intensificar o pedido de federalização das investigações para garantir a segurança e a isenção necessária para a elucidação dos assassinatos. Com a federalização, a competência de investigar e julgar os crimes passa a ser responsabilidade para a Polícia Federal, o Ministério Público Federal (MPF) e a Justiça Federal.

Outra postura que será adotada é enfrentar a guerra de comunicação e disputar a narrativa dos acontecimentos nas mídias sociais e alternativas para fazer frente a alguns parlamentares, comunicadores e grupos de policiais que estão incentivando a violência e criminalizando os trabalhadores assassinados.

Na segunda-feira (29), durante coletiva de imprensa em Belém, o secretário de Segurança Pública do Pará, Jeannot Jansen, e o delegado geral da Polícia Civil do Pará, Rilmar Firmino, defenderam a legitimidade da operação policial que resultou na morte de 10 pessoas no município de Pau D’Arco, no sudeste do Pará, durante entrevista coletiva concedida na manhã desta segunda-feira (29) na sede da Secretaria de Segurança Pública do Pará (Segup).

Os 29 policiais envolvidos na ação foram afastados para receber atendimento psicológico e social, procedimento comum quando agentes das forças de segurança estão envolvidos em episódios com mortes, segundo o secretário.

Um inquérito policial militar e outro conduzido pelo Departamento de Operações Especiais da Polícia Civil (DIOE) foram abertos para investigar o caso.

Área de conflito

A fazenda Santa Lúcia é alvo de disputa de terras. O local foi invadido três vezes desde 2015. Em abril, o proprietário conseguiu a reintegração de posse, e contratou seguranças para vigiar o local. Segundo o advogado das vítimas, os trabalhadores rurais já haviam informado ao Incra, à Ouvidoria Agrária e ao Tribunal de Justiça do Pará sobre as tensões na região.

“Eram 200 famílias que ocupavam a área, e a gente vinha alertando as autoridades que estava na iminência de acontecer um novo massacre de Eldorado de Carajás”, disse o advogado José Vargas Júnior.

O Incra informou que não houve acordo financeiro com o dono da fazenda para desapropriar a área para reforma agrária, e que tomou todas as medidas possíveis para regularizar as famílias e evitar conflitos na região.

De acordo com a Comissão da Pastoral da Terra (CPT), só neste ano ocorreram 18 mortes relacionadas ao conflito agrário no Pará. Já em todo o ano de 2016, foram 6. O Ministério Público também abriu um inquérito para apurar a causa das mortes.

Fonte: G1 PA.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)   E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br




Assaltou em Novo Progresso-Jovem com várias passagens pela Polícia é executado a tiros em Vitória do Xingu, no Pará

Foi registrado nesta manhã de quarta-feira, 31, em Vitória do Xingu, no Pará, a morte de um velho conhecido da Polícia.

A vítima é Gustavo dos Santos Moura, 22 anos, conhecido pelos policiais em Altamira pela prática de vários crimes de roubos e envolvimento com drogas, desde a adolescência. Segundo o delegado Lindoval Borges que investiga o caso, Gustavo foi possivelmente vítima de acerto de contas, já que nada foi roubado.“Ele foi executado aqui na invasão do laticínio, não houve roubo de nada, apenas o crime com essa característica de acerto de contas, mas claro que estamos investigando o caso” disse o delegado. O crime foi por volta das 11h da manhã desta quarta-feira (31), moradores dizem que não ouviram barulho de briga, apenas os tiros e a vítima no chão. A polícia civil instaurou inquérito policial para apurar o caso e chegar a identidade dos criminosos.

Fonte: Junior Ribeiro.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)   E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br