Dez bairros de Santarém são afetados por racionamento de água

O racionamento de água no sistema 24h por 24h seguirá alternando entre os dez bairros até a retomada da produção do sistema Irurá.

Uma pane em um dos poços que abastece o sistema elevado do Aeroporto Velho, em Santarém, oeste do Pará, afetou o abastecimento de água em 10 bairros do município nesta segunda-feira (12). O racionamento foi a solução encontrada para não deixar a população sem água.

De acordo com a Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), a manobra é experimental e deve durar até a retomada da produção do sistema Irurá, que alimenta a elevatória do Aeroporto Velho.
A Unidade de Negócios da Cosanpa do Baixo Amazonas informou que até a meia noite desta segunda-feira estará abastecendo os bairros que dependem do sistema elevado do Aeroporto Velho, na parte baixa, que são Aparecida, Santa Clara, parte da Prainha e do Carananzal.

Já na madrugada de terça-feira (13) e durante todo o dia a companhia passará a abastecer os bairros da parte alta, que são o próprio Aeroporto Velho, Jardim Santarém, Interventoria, Santíssimo, parte do Diamantino e de Santana. O racionamento de água no sistema 24h x 24h seguirá alternando entre os bairros relacionados.
“A equipe técnica, juntamente com a gerência da unidade, decidiu fazer o abastecimento no período de 24 horas para amenizar os problemas ocasionados pela diminuição da produção de água”, explicou o gerente da unidade regional da Cosanpa, Francisco Lopes.

Fonte: G1 Santarém.
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Pai que estuprou as cinco filhas indígenas vai cumprir 14 anos de prisão

 Agricultor vivia com as cinco meninas, de 5 a 14 anos, em propriedade rural na cidade de Oiapoque

Cumpre pena há 1 ano e meio no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), o homem condenado por abusar sexualmente das cinco filhas indígenas, à época com idades entre 5 e 14 anos. Os crimes aconteceram no sítio da família em Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá.

O caso gerou grande repercussão na cidade após Raimundo de Almeida, de 50 anos, confessar que mantinha relações com as filhas, com quem morava na propriedade rural próxima à sede do município. Ele ficou com as meninas após se separar da mãe, uma indígena da tribo Karipuna.

Raimundo foi preso em 25 de novembro de 2015 após denúncia da mãe, que desconfiou do comportamento de uma das filhas. Após ser preso, ele declarou à Rede Amazônica no Amapá que considerava normal a atitude.

A pena imposta pela Justiça, em março de 2016, foi de 14 anos de reclusão em regime fechado, sem direito ao pagamento de multa e sem condições de responder inicialmente em liberdade. As meninas, que confessaram os abusos à polícia, estão morando com a mãe.

‘Filhas eram como mulheres’

De acordo com o conteúdo da sentença as filhas, de 5, 6, 10, 12 e 14 anos, relataram que os estupros aconteceram mais de uma vez, e que após a separação da esposa, as meninas eram usadas como “mulheres”.

“Afirmaram que quando o réu queria praticar sexo, não deixava a vítima da vez ir para a escola, quando as demais iriam, e praticava sexo com a filha que ficasse em casa por sua ordem. Também todas afirmaram que ele ameaçava-as e violentava-as caso contassem a alguém”, descreve a sentença, assinada pela juíza Laura Costeira Araújo de Oliveira.

Apesar de ter confessado à polícia, Raimundo negou em juízo as acusações. A magistrada detalhou na sentença a grave consequência psicológica causada nas meninas após os abusos, que de acordo com a denúncia do Ministério Público do Amapá (MP-AP), aconteceram ao longo de três anos.

Fonte: ORMNews.
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Número de emplacamentos de veículos cresce no Pará

Maio foi o mês que contabilizou o maior número de emplacamentos de veículos novos no estado do Pará. O Departamento de Trânsito do Estado (Detran) registrou 7.638 novos veículos, crescimento de quase 20% em relação ao mês de abril (5.330). A frota total é de 1.840 milhão.

A capital Belém é a cidade que possui a maior frota, com 426.320 veículos. Em seguida vem Ananindeua (123.326), Marabá (104.545 mil), Santarém (91.984) e Parauapebas (80.324).

De acordo com Valter Aragão, coordenador do Núcleo de Planejamento do Detran, o setor começa a ganhar um novo gás, após um ano de muita crise e recessão. “Apesar de a crise continuar, enxergamos novamente um crescimento, que deve aparecer mais nos meses de julho e agosto, que historicamente são de boas vendas e depois em dezembro, quando o número de emplacamentos cresce muito”, explicou.

Com o aumento da frota, cresce também o fluxo de veículos e o número de acidentes. Para combater o índice de acidentes, além das fiscalizações constantes, incluindo a utilização do bafômetro, por exemplo, o Detran realiza ações educativas nas escolas. “Entendemos as crianças como agentes multiplicadores de informação, auxiliando muitas vezes o adulto. Por isso realizamos visitas as escolas para ensiná-las mais sobre o trânsito”, comentou o servidor.

Escola Pública de Trânsito – Outra ação que deve auxiliar essa demanda é a implantação da Escola Pública de Trânsito, que vai promover a realização de cursos de capacitação para motoristas profissionais ou não, de acordo com as solicitações existentes; realizar cursos de reciclagem para condutores infratores, além criar condições para que os alunos conheçam a legislação de trânsito vigente no país.

Fazer com que o cidadão tenha uma concepção formada sobre dirigir veículos defensivamente; ensinar o aluno sobre técnicas médicas recomendáveis de primeiros socorros; conscientizar o aluno de que é indispensável conhecer as noções básicas de manutenção de veículos, também são outros objetivos da Escola, que terá cursos especiais para crianças e jovens, entendidos como os motoristas do futuro. “A melhor forma que temos de evitar os acidentes é educar e conscientizar as pessoas em relação ao trânsito”, finalizou Valter Aragão.

Fonte: Agência do Pará.
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‘Pensei no que era melhor para o Brasil’, diz Fux sobre julgamento no TSE

Fux foi um dos três votos pela cassação de Temer, seguindo o voto do relator Herman Benjamin, que também foi seguido pela ministra Rosa Weber

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux disse na manhã desta segunda-feira (12/6), que, durante o julgamento da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pensou no que era melhor para o Brasil e que não disputou vaidades. “Não disputei vaidades, pensei no que era melhor para o Brasil”, afirmou para uma plateia de empresários e representantes do mercado financeiro que participaram do evento “Brasil Futuro – Direito, Economia e Desenvolvimento”, que a Consulting House realiza em São Paulo.

Essa é a primeira participação do ministro em evento público depois do julgamento que absolveu a chapa Dilma-Temer, mantendo no poder o presidente Michel Temer. O mandatário foi absolvido por um placar de quatro votos pela manutenção de Temer na Presidência contra três votos pela condenação.

Fux foi um dos três votos pela cassação de Temer, seguindo o voto do relator Herman Benjamin, que também foi seguido pela ministra Rosa Weber.

“Eu não consegui me curvar à ideia de que o que estava sendo discutido no Tribunal, uma questão de fundo seriíssima, utilizando-se de um artifício, era: não, não, isso não estava na ação”, criticou o ministro.

O julgamento foi marcado por debates sobre a inclusão das delações da Odebrecht e do casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura no processo, posição defendida pelo ministro-relator.

Fux, que discorreu durante o sua participação no evento sobre o Direito Econômico, ao encerrar sua palestra, voltou-se para a plateia e disse: “Os senhores podem estar certos de que o Judiciário não faltará ao Brasil nestes momentos de dor.”

Ainda segundo o ministro, “O Judiciário vai levar o Brasil ao Porto, e, não, ao naufrágio”.

Fonte: diariodepernambuco.
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Após briga, homem mata irmão com uma facada em Itaituba

Anderson Leonel Gentil, de 30 anos, foi assassinado com uma facada por Emerson Leonel Gentil, de 23 anos.

Uma briga entre irmãos resultou em morte no município de Itaituba, no sudoeste paraense. Anderson Leonel Gentil, de 30 anos, foi assassinado com uma facada por Emerson Leonel Gentil, de 23 anos. De acordo com testemunhas, vítima e agressor estavam alcoolizados quando começaram a discutir e se agredir fisicamente, no residencial Vale do Piracanã. O crime ocorreu na noite de domingo (11). As informações foram repassadas nesta segunda-feira (12), pela Polícia Civil.

Com a discussão, Emerson Gentil desferiu um golpe contra o irmão, que apesar de socorrido pelo Corpo de Bombeiros Militares, não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital Municipal de Itaituba. A facada atingiu a perna esquerda, atingindo a veia femoral.

Emerson foi preso em flagrante e autuado por homicídio qualificado, mas negou o crime. A arma foi apreendida pela Polícia Militar e será periciada. O resultado do exame dará ainda mais segurança ao inquérito.

Fonte: ORMNews.
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Presa quadrilha envolvida em assaltos a bancos no Pará

Polícia prendeu 12 homens, além de um fuzil e dinamites em Parauapebas

A Polícia Civil do Pará transferiu nesta segunda-feira (12), os doze homens envolvidos em assaltos a bancos na região sudeste paraense, durante uma operação realizada no município de Parauapebas. A operação foi realizada em parceria com a Polícia Militar e Departamento de Inteligência do Estado do Maranhão. Os policiais apreenderam um fuzil e várias dinamites com os acusados. O material seria utilizado em assaltos às agências bancárias. Os presos foram apresentados na manhã desta segunda, na sede da Delegacia Geral, em Belém.

Durante a operação realizada no dia 07 de junho, nove integrantes foram presos. A quadrilha usava como base uma chácara localizada na Vila Palmares, município de Parauapebas. Os presos são: Adaires Barbosa Araújo, vulgo Thiago; Francisco de Assis Alves de Souza, vulgo Cheiroso; Guilherme Henrique de Pinho; David Vieira da Silva; Marcio Delleon Modesto Silva, a adolescente Thamires Amarantes de Sousa, naturais do estado do Maranhão, e Antônio Henrique Goulart Rodrigues Júnior, vulgo Toinho; Adriano Cabra Fernandes e Dannyllo Queiroz da Silva, naturais do estado do Pará.

Em continuação a ação, na noite do último domingo (11), policiais da Delegacia de Repressão a Roubo a Banco e Antissequestro e COE da Policia Militar do Pará, abordaram um caminhão em que estavam Ricardo Alves Saraiva, Egildo Luiz Gomes, o vaqueiro e José Carlos Saraiva dos Santos, que reagiu atirando contra a equipe e morreu.

Os presos foram levados para Belém, local em que ficarão à disposição da justiça.

Fonte: ORMNews.
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‘Meu filho não é bicho’, diz mãe de adolescente tatuado na testa

Vania Rocha afirmou que menino é doente e precisa de tratamento contra dependência química e alcoolismo

A auxiliar de limpeza Vania Rocha, mãe do adolescente que teve a testa tatuada por dois agressores em uma pensão em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, disse que o filho foi tratado com crueldade por parte do tatuador Maycon Wesley Carvalho dos Reis, 27 anos, e o vizinho dele, Ronildo Moreira de Araújo, 29 anos. Eles foram presos em flagrante por tortura nesta sexta-feira (9). “Meu filho não é boi, não é animal. Ele não é bicho.”

Ela está preocupada com a recuperação do filho, que estava desaparecido desde 31 de maio até sofrer a agressão. “A gente precisa tirar isso do rosto dele porque ele não é bicho. Muita gente está julgando ele, mas ninguém conhece a história dele. A única coisa que a gente quer é Justiça.”

Vania disse ao G1 que não conseguiu até agora assistir ao vídeo em que o filho é tatuado na testa. “Infelizmente eles vão pagar pelo erro deles. Só tenho pena da família deles. Quando eu recebi o vídeo eu não consegui assistir. Eu vi a foto e isso acabou comigo, acabou com a família. Como ele vai sair por aí? Ele é vítima da sociedade.”

A mãe espera conseguir tratar a dependência química do filho. “Ele precisa de ajuda, de tratamento, a gente não tem condições de pagar, a gente é pobre. Eu sou auxiliar de limpeza e estou desempregada. Eu estou acabada, ele pode ser o que for, mas o ser humano não tem direito de fazer isso. Ele é uma criança, ele é doente, não precisa de críticas, precisa de ajuda, de tratamento.”

O adolescente disse ao G1 que “teve vontade de morrer” quando se olhou no espelho e viu a frase “Sou ladrão e vacilão” marcada para sempre em seu rosto. “Comecei a chorar”. Ele foi reencontrado neste sábado (10) e passou a tarde deste domingo (11) com a avó, a mãe, tio e amigos.

O rapaz de 17 anos negou que tenha roubado uma bicicleta de um deficiente físico, como alegaram os dois homens que o torturaram. “Eu estava bêbado, esbarrei na bicicleta e ela caiu”, afirmou.

Os responsáveis pela tortura estão presos no 3º Distrito Policial de São Bernardo do Campo e devem ser transferidos para um Centro de Detenção Provisória. A juíza Inês Del Cid, da Vara Criminal de São Bernardo do Campo, decretou a prisão preventiva deles neste sábado.

“Ele é muito querido no bairro e muitas pessoas começaram a procurar por ele. Vieram nos avisar onde ele estava e os amigos foram buscá-lo. Agora ele está na casa da avó, descansando. Vamos cuidar da saúde dele”, disse Vando Rocha, tio do adolescente.

Além de ter a testa marcada com uma tatuagem, o adolescente revelou que teve o cabelo cortado e teve os pés e as mãos amarrados por Ronildo e Maycon. “Eu comecei a puxar o cabelo para a frente para tentar esconder e eles então cortaram meu cabelo.”

O advogado da família, Leonardo Rodrigues, disse ao que deve se reunir com a família para saber quais medidas jurídicas deve tomar nos próximos dias. “Vamos avaliar. Primeiro vamos cuidar dele, ele foi medicado, está assustado com o que passou. Muitas pessoas compartilharam a imagem dele fazendo julgamento sem conhecer os fatos. Ele não fez nada do que foi dito e espalhado na internet.”

O crime

A tatuagem foi filmada com o celular de Maycon, compartilhada no WhatsApp e o vídeo viralizou rapidamente. Nas imagens é possível perceber que o adolescente não reage às provocações do tatuador e do vizinho dele. Em certo momento, um deles diz: “vai doer, vai doer”. Em outro momento eles perguntam ao menino o que ele quer tatuar e forçam a resposta: “ladrão.”

Com o vídeo em mãos, a família foi até o 3º DP de São Bernardo do Campo para tentar localizar o paradeiro do adolescente. Com as informações passadas pela família, uma equipe de investigadores seguiu até a Rua Jurubatuba, no Centro da cidade, onde localizaram o tatuador na calçada. No local não funciona um estúdio de tatuagem, mas uma pensão onde Ronildo e Maycon eram vizinhos.

Na delegacia, os dois disseram para a delegada Carolina Nascimento Aguiar que o adolescente teria tentado furtar uma bicicleta na região e ficaram revoltados com isso e “resolveram tatuar o mesmo como forma de punição”.

A tatuagem foi filmada com celular e compartilhada no WhatsApp e o vídeo viralizou rapidamente. Nas imagens é possível perceber que o adolescente não reage às provocações do tatuador e do vizinho dele. Em certo momento, um deles diz: “vai doer, vai doer”. Em outro momento eles perguntam ao menino o que ele quer tatuar e forçam a resposta: “ladrão.”

Fonte: ORMNews.
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Mega garimpo ilegal provoca ‘febre do ouro’ e divide índios no Pará

Garimpo na terra indígena Munduruku

Do alto, é difícil acreditar que um garimpo tão grande atue na ilegalidade: no meio da floresta densa, abre-se uma chaga de centenas de metros de terra exposta e água empoçada, em plena terra indígena mundurucu.

Na última terça-feira (5), seguindo denúncia das principais lideranças mundurucus, o megagarimpo foi alvo de uma operação do GEF (Grupo Especializado de Fiscalização), a unidade de elite do Ibama. A Folha acompanhou a ação.

Após viagem de 200 km desde a cidade Novo Progresso (PA), os três helicópteros da missão aterrissaram ao lado do igarapé Água Branca, que, sem a proteção da floresta, se transformou num jorro barrento cruzando a terra estéril.

Seis agentes portando armas longas foram escalados para a ação, em região considerada de alto risco. No ano passado, um PM que dava apoio ao Ibama foi morto por um garimpeiro. Em 2012, a PF matou um mundurucu durante a tomada de um garimpo ilegal.

O objetivo era destruir o maquinário, autuar infratores e levantar informações sobre os donos do garimpo, mas um incidente com um mundurucu fez com que a missão fosse interrompida após meia hora no solo.

Ao ver uma escavadeira, avaliada em cerca de R$ 500 mil, sendo incendiada, um índio avançou sobre um dos agentes, que usou spray de pimenta para pará-lo. Após desconfiarem que a situação sairia do controle, foi dada a ordem de retirada.

Os agentes estavam em ampla desvantagem numérica. No garimpo, há uma currutela (vila) de pelo menos 50 barracos –o local, que ocupa cerca de 400 hectares, segundo imagens de satélite, e dispõe até de pista de avião e de internet sem fio.

Apesar do pouco tempo no chão, o Ibama conseguiu apreender atas de reunião, informes e recibos de pagamento em ouro dos garimpeiros para a Associação Pusuru, de mundurucus da região.

No documentos obtidos, aparecem carimbos com CNPJ e assinatura dos coordenadores da organização, com sede em Jacareacanga (a 1.190 km a sudoeste de Belém, em linha reta).

Ao Ibama, o garimpeiro José Barroso de Lima, 60, dono de uma escavadeira, explicou que está no local há dois anos, após acordo com lideranças locais mundurucus pelo qual entrega 10% do ouro produzido –2% para a associação e 8% para uma das aldeias próximas.

DIVISÕES INTERNAS

A corrida do ouro tem criado tensão entre os mundurucus, etnia de 12 mil pessoas conhecida por protestos ousados, como a tomada por uma semana do canteiro de obras da usina Belo Monte, em 2013.

Principal liderança da etnia, o cacique geral, Arnaldo Kabá, protocolou ou apoiou denúncias de atividade garimpeira em terra indígena à Funai, ao Ministério Público e ao Ibama.

No ano passado, ele foi ao local pessoalmente, mas a reunião não teve resultado: “Fiquei triste porque o meu povo está com ideia tão diferente. Cacique pega ouro, mas não sei se está fazendo alguma coisa pela comunidade”, disse à Folha, por telefone.

“A população está sofrendo muito com os garimpeiros brancos. A água está muito suja, muita tristeza, traz mercúrio, malária, diarreia”, completou.
Embora em minoria, o envolvimento dos mundurucus é significativo. Apenas no garimpo Água Branca, 22 aldeias recebem pagamento em ouro, de um total de 123.

O número de aldeias participantes foi dado por Waldelirio Manhuary, uma das principais lideranças da associação Pusuru. Ele afirma que a cobrança do percentual é um direito pelo dano e afirmou que as lideranças contrárias ao garimpo não são representativas.

Por telefone, Manhuary afirmou que há no local dez escavadeiras e 19 máquinas para garimpo, usadas para lavagem do solo. Dessas, duas escavadeiras e oito máquinas pertencem aos mundurucus.

“Não somos bandidos. Ladrões são os de colarinho branco, os congressistas”, afirmou.

Responsável pela fiscalização do sudoeste do Pará, a gerente executiva do Ibama em Santarém, Maria Luiza de Souza, afirma que, ao poluir os rios, o garimpo traz mortalidade de peixes e doenças para as comunidades indígenas, que em troca recebem um percentual muito pequeno da riqueza produzida.

“Não há aumento na qualidade de vida da aldeia, é um dinheiro que beneficia apenas o garimpeiro. O índio não fica com nada.”

BALSA DESTRUÍDA

Em ação cinematográfica, agentes do GEF (Grupo Especializado de Fiscalização do Ibama) incendiaram uma grande balsa de garimpo dentro de área protegida, no sudoeste do Pará. A destruição foi criticada pela Câmara de Vereadores de Itaituba (1.300 a oeste de Belém), cidade que vive da exploração do ouro.

A balsa foi localizada no último dia 3 de junho durante fiscalização feita por três helicópteros do Ibama em trecho do rio Jamanxim que marca a divisa entre a Terra Indígena Sawré Muybu e Floresta Nacional Itaituba 2, ambas vetadas à mineração.

Por falta de local de pouso, três agentes do GEF, unidade de elite do Ibama, pularam do helicóptero para o rio, de forte correnteza, em trecho próximo à balsa. Outros três desceram em uma ilha de pedra e usaram um pequeno barco sem motor parado ali para atravessar o Jamanxim.

A reportagem da Folha, que acompanhou a operação, não foi autorizada a desembarcar por falta de segurança.

Antes de a balsa ser destruída, foram apreendidos um revólver e um caderno de contabilidade que demonstraria extração de ouro até a véspera da operação. As quatro pessoas na embarcação, todas empregadas do proprietário, foram liberadas. Não havia indígenas.

Chamada de escariante, essa balsa é considerada a mais nociva ao meio ambiente entre as encontradas no garimpo. Por meio de uma coroa rotativa apelidada de abacaxi, sua draga tem capacidade de perfurar o leito do rio em busca de ouro.

A embarcação pertencia a Luis Rodrigues da Silva, 64, o Luis Barbudo, presidente do Movimento em Defesa da Legalização da Garimpagem Regional.

Por telefone, ele afirma ter sofrido prejuízo de R$ 1,5 milhão e negou que estivesse garimpando no local.

“Não me deram oportunidade pra conversar, notificação, nada. A balsa estava parada no local havia 15 dias porque o motor quebrou. Como não consegui arrumar o rebocador nesse prazo, o Ibama passou e tocou fogo.”

Na terça-feira (6), o garimpeiro recebeu o apoio de vereadores da cidade durante sessão na Câmara, que se comprometeu em aprovar uma moção de repúdio ao Ibama.

Segundo a chefe da fiscalização do órgão ambiental para o sudoeste do Pará, Maria Luiza de Souza, toda a região depende economicamente do crime ambiental, principalmente garimpo, exploração madeireira e a pecuária em cima do desmatamento, atividades em que é comum o envolvimento de políticos locais e grandes empresários.

“Da maneira que eu vejo, a exploração da Amazônia é insustentável. É aquela coisa do extrativismo: vamos tirar, acabar tudo e depois a gente vê o que dá.”

Fonte: Folha de São Paulo.
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Em Belém, polícia apresenta 12 presos suspeitos de assaltar bancos no sudeste do Pará

Quadrilha foi desarticulada em operação realizada em Parauapebas. Bananas de dinamite, munição, fuzis e carros também foram apreendidos.

A Polícia Civil transferiu para a Belém nesta segunda-feira (12) 12 homens presos sob suspeita de participação em assaltos a banco em municípios do sudeste do Pará. Com a prisão do bando também foram apreendidos seis bananas de dinamite, munição, um fuzil, quatro carros e outros materiais supostamente usados nas ações criminosas na região.
Todo o material apreendido foi encontrado em uma chácara distante cerca de 20 quilômetros do centro de Parauapebas. De acordo com a polícia, a quadrilha pretendia assaltar bancos em Curionópolis e Parauapebas, municípios vizinhos no sudeste do Pará. As prisões ocorreram no último dia 7 e outras quatro pessoas ainda conseguiram fugir durante a operação realizada com o apoio da Polícia Militar.
Após serem ouvidos na Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), eles foram encaminhados para unidades do sistema penal no Pará.

Fonte: G1 PA.
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Pará é líder de renegociações de dívidas rurais

A Lei nº 13.340, regulamentada pelo Governo Federal no fim do ano passado, já permitiu que mais de 900 agricultores do Pará recuperassem o crédito para melhorar sua condição financeira. A medida possibilita a quitação ou renegociação de dívidas do FNO e FNE. É válida para operações contratadas até dezembro de 2011 e concede descontos que podem chegar a até 85% sobre o saldo devedor.

Mais de 46 mil agricultores regularizaram a situação, sendo 3,6 mil no Norte. O Pará lidera o volume de operações. Os valores totais liquidados e refinanciados já somam mais de R$ 2 bilhões.
O benefício é assegurado a produtores rurais do Norte e Nordeste do país, norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo. Mais de um milhão de operações de crédito podem ser repactuadas (860 mil no Nordeste e 215 mil no Norte).

No Norte do país, beneficiado pela primeira vez com a medida de repactuação de dívidas com desconto, 3.680 produtores rurais buscaram o benefício até o momento. Destes, a maioria optou por renegociar seus débitos – foram 2.245 operações – com vantagens que incluem período de carência até o ano 2020. Outros 1.435 financiamentos liquidados permitiram um retorno de aproximadamente R$ 53 milhões à região amazônica.

Fonte: DOL.
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