11 naufrágios ocorreram no Pará este ano, com 38 mortes

Os casos de naufrágios nos rios do Pará preocupa a Marinha, que realiza, de maneira periódica, operações de fiscalização e apreensões de embarcações em situação irregular. Apenas este ano, já foram registrados 11 naufrágios, que resultaram em 38 pessoas mortas. “São números alarmantes”, afirmou o almirante Edervaldo Teixeira, comandante do 4º Distrito Naval. “Os donos de embarcações não se adequam às normas de segurança. A Marinha se preocupa em combater essa situação, por isso realizamos essas operações, que já resultaram em 97 apreensões de embarcações ilegais”, declarou Teixeira.

No último dia 8, a Marinha apreendeu a embarcação “Arca de Noé”, que navegava de maneira irregular no município de Portel, na Ilha do Marajó. O barco não tinha certificado de uso, o comandante não tinha o documento de habilitação e transportava 22 pessoas no compartimento de cargas, além de uma motocicleta sem o documento. Segundo a Marinha, a embarcação costumava ser usada pelo dono, que não teve a identidade revelada, para transportar madeira, mas havia sido contratada para levar pessoas para uma festa no município de Pacajá. “Essa embarcação não estava apta nem para transportar madeira e, muito menos, para transportar vidas”, disse o Capitão de Mar Jacques Ferreira, comandante do Grupamento de Patrulha Naval do Norte.

PUNIÇÕES

Durante a entrevista coletiva, realizada na tarde de ontem, a Marinha falou ainda das punições que são aplicadas para os responsáveis pelas embarcações que descumprirem a legislação. “Descumprir essas leis acarretam para o dono e condutor da embarcação a cassação e banimento da carteira de habilitação, além de ficar de 3 a 5 anos em detenção”, disse o Capitão Alexandre Santiago, comandante dos Portos da Amazônia Oriental. “As operações da Marinha são realizadas justamente para apreender quem não anda em conformidade com a lei”, disse Santiago.

Também foi enfatizada a importância de a população denunciar casos de embarcações em condições precárias, com excesso de passageiros e sem equipamento de segurança, por exemplo. “A Marinha faz a parte dela, mas também conta com a ajuda das pessoas que usam essas embarcações”, afirma o almirante Edervaldo Teixeira.

NAUFRÁGIO

Um dos acidentes ocorreu no dia 22 de agosto, quando o navio Capitão Ribeiro naufragou no rio Xingu, entre Porto de Moz e Senador José Porfírio. Ao todo, 23 pessoas morreram e outras 29 foram resgatadas com vida.

SERVIÇO

Se as pessoas notarem algo errado em embarcações, podem entrar em contato por meio do disque-denúncia da Marinha (185)
ou pelo número 99114-9187

Fonte: DOL.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
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PGR entra com adin contra a Lei da Regularização, que embasa venda direta em terras do DF e da União

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade contra a Lei Federal 13.465/2017, conhecida como Lei da Regularização. A adin será analisada pelo Supremo Tribunal Federal e o relator é o ministro Luiz Fux. Na petição inicial, Janot pede a suspensão liminar dos efeitos da lei, que flexibilizou a regularização de parcelamentos em todo o país.

No Distrito Federal, o texto embasa a legalização de áreas do Distrito Federal e da União. A venda direta de terrenos do governo tem dispositivos previstos na Lei 13.465, como o desconto de até 25% para pagamentos à vista.

Na ação, Rodrigo Janot pede que o “Supremo Tribunal conceda, com a brevidade possível, em decisão monocrática e sem intimação dos interessados, medida cautelar para suspensão da eficácia de toda a lei 13.465”. O PGR pediu que a Corte declare a inconstitucionalidade de toda a lei, e não apenas de alguns dispositivos do texto.

O procurador-geral da República alega que a Lei 13.465/17 “autoriza transferência em massa de bens públicos para pessoas de média e alta renda, visando a satisfação de interesses particulares, em claro prejuízo à população mais necessitada, o que causará grave e irreversível impacto na estrutura fundiária em todo território nacional, seja por incentivar a ocupação irregular de terras (a grilagem) e o aumento de conflitos agrários, seja por suprimir as condições mínimas para continuidade daquelas políticas constitucionais”.

Ainda de acordo com Rodrigo Janot, “a aplicação da lei impugnada resultará em um dos maiores processos de perda de patrimônio público da história do Brasil, além de promover sensível aumento do quadro de concentração de terras nas mãos de poucos”. Segundo o procurador, o texto aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo presidente Michel Temer “permite venda de terras públicas a preço muito abaixo do valor de mercado”.

Fonte: Correio Braziliense.
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TJPA mantém ação contra proprietário de navio que naufragou com cinco mil bois no rio Pará

Réu pediu habeas corpus preventivo e trancamento da ação penal. Ele é um dos denunciados pelo MPPA, que busca a responsabilização pelo naufrágio.

O Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) negou pedido de habeas corpus preventivo e para trancamento de ação penal, impetrado pelo proprietário da empresa libanesa Tamara Shipping Co LTDA. Ele é um dos denunciados pelo Ministério Público do Pará (MPPA) que busca a responsabilização pelo naufrágio do navio Haidar. A embarcação afundou no dia 6 de outubro de 2015, no Rio Pará, no Porto de Vila do Conde, com cinco mil bois e 700 mil litros de combustível. O G1 tenta contato com a empresa envolvida e aguarda posicionamento.

Além da morte dos animais, pelas quais os réus foram enquadrados, o MPPA também denunciou os supostos envolvidos por crime ambiental, que correspondem a causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora. A reunião da Seção de Direito Penal que manteve a ação contra o proprietário ocorreu na segunda-feira (11).

Defesa

A defesa de Husein e sua empresa alegou a falta de justa causa para a ação e incompetência do Juízo de Barcarena. De acordo com a defesa, a competência para processar e julgar a ação seria da Justiça Federal. No entanto, o relator, desembargador Raimundo Holanda, ressaltou que a ação preenche os requisitos necessários para processamento.

Quanto à incompetência da Justiça Estadual para atuar no processo, o desembargador relator entendeu que alegação de incompetência ainda está sob a análise do Juízo de Barcarena, que deverá se manifestar no processo em relação à contestação dos réus.

Fonte: G1 PA.
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Parauapebas-Cabo da Polícia Militar é torturado e morto na frente da família

A vítima passou a ser torturada e foi alvejada com tiros depois que os assaltantes descobriram que se tratava de um PM.

Um cabo da Polícia Militar identificado como Raimundo Nonato Oliveira de Souza, foi torturado e morto na frente da família no bairro Cidade Jardim, município de Parauapebas, sudeste do estado. Por volta das 23h de segunda-feira (12) quatro assaltantes invadiram a casa do cabo que se preparava para dormir. A vítima passou a ser torturada e foi alvejada com tiros depois que os assaltantes descobriram que se tratava de um PM. Na manhã desta terça-feira (12) dois suspeitos foram presos.

De acordo com informações da Polícia Civil os assaltantes após descobrirem que Raimundo se tratava de um PM, pois a farda da vítima estava estendida na sala da casa, passaram a pedir a arma do policial que entregou aos bandidos. Depois, com uma faca, três deles passaram a cortar as pernas do policial e depois foi alvejado com quatro tiros.

O cabo ainda conseguiu pular uma janela da casa e sair para a rua para pedir ajuda. Foi quando os bandidos fugiram em um carro levando a arma e eletrodomésticos da casa. Um dos bandidos ainda tentou estuprar a filha do PM, mas não conseguiu e fugiu.

O cabo ainda foi levado com vida para o Hospital Geral de Parauapebas, mas não resistiu e morreu assim que deu entrada na unidade de saúde. Raimundo Nonato Oliveira de Souza integrava o efetivo da corporação há 23 anos. O militar tinha em seu currículo, reconhecimento elogioso do comando do 23° Batalhão e da população do município.

Na manhã desta terça-feira (12), foram detidos dois suspeitos de envolvimento no caso. Os homens foram encaminhados à delegacia de Parauapebas.

Fonte: G1 PA.
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Festival resgata tradição marajoara do carimbó

Programação será realizada nos dias 15, 16 e 17 de setembro.

O município de Cachoeira do Arari, no Marajó, quer resgatar a essência dos batuques oriundos da microrregião dos campos a partir da realização da primeira edição do Festival de Carimbó Marajoara – o Marakimbó, nos dias 15, 16 e 17 de setembro. A proposta é reunir os ritmos, as danças e gingados de 15 grupos culturais de vários municípios do estado, para reacender uma tradição marajoara que ainda é pouco difundida.

O coordenador da Associação Amigos da Cultura Fazendo Acontecer, Nil Marajó, que está à frente da organização do evento, explica que ainda não existe no Marajó um festival dessa natureza. Ele garante, no entanto, que do ritmo musical amazônico o arquipélago entende, sobretudo cidades como Soure, Salvaterra, Santa Cruz do Arari, Anajás, Ponta de Pedras e Muaná, e que fazem confluência com a cidade de Cachoeira do Arari, escolhida para abrigar o evento.

“Não se trata de um concurso, mas de uma mostra de dança que tem como objetivo despertar a cultura do carimbó marajoara. Quando se fala em carimbó, o foco é grande para a região de Marapanim, mas o surgimento do carimbó ocorreu no arquipélago do Marajó. Então, o que queremos é fazer esse resgate desse ritmo marajoara, que nasceu na microrregião dos campos”, reforçou Nil Marajó.

Além de reunir os grupos que estão ativos, ele explica que a intenção da organização do evento é incentivar outros grupos que estão parados a voltarem a tocar, promovendo também palestras sobre a importância do carimbó e, após o evento, oficinas de instrumentos musicais para o público infantil.

Já confirmaram presença na programação do Marakimbó os grupos Eco Marajoara e Aruãs (Soure), Paracauary, Sabor da Ilha e Nativos (Salvaterra), Ananatuba (Santa Cruz do Arari), Sedução Marajoara (Anajás), Itaguary e Nuaruaques (Ponta de Pedras) e Os Muanás, de Muaná.

A programação dos três dias do evento terá início a partir das 18h, sempre na praça central de Cachoeira do Arari. Além da mostra cultural, os grupos folclóricos participarão de palestras e visitas ao Museu do Marajó. A programação encerra com um arrastão cultural no domingo, 17, a partir 17h, com a presença de todos os grupos caracterizados pelas ruas da cidade. Mais informações pelos telefones: (91) 98483-1533/98424-4224 ou riomarajo77@gmail.com.

Como chegar

Pelo Terminal Hidroviário de Belém “Luiz Rebelo Neto”, lanchas (R$ 40) saem todos os dias às 12h30, exceto aos sábados e domingos, quando saem às 9h. A viagem dura 2h30. De navio (R$ 24), a saída é às 6h30 e às 14h40 com destino à Foz do Rio Camará, com duração de 3h. Depois, é só pegar van (R$ 20) ou ônibus (R$ 15), e seguir pela rodovia PA-154. A viagem dura uma hora. Para quem vai de carro, balsas saem do Porto da empresa Henvil, na rua Siqueira Mendes, 1096, em Icoaraci.

Fonte: ORMNews.
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Homens são presos por fábrica de armas caseiras

Polícia apreendeu materiais para confecção dos artefatos

Cinco homens foram presos no último fim de semana acusados de fabrica armas de fogo caseiras no município de São Miguel do Guamá, nordeste paraense. Os homens estavam escondidos em um casa no bairro das Palmeiras. Policiais conseguiram apreender materiais usados para a fabricação de armas de fogo e drogas.

Ao todo, seis pessoas foram encaminhadas para a UIPP (Unidade Integrada de Polícia Pro Paz)de São Miguel do Guamá, mas somente cinco foram autuadas em flagrante. Segundo informações da Polícia Civil, um dos homens era foragido do sistema penitenciário.  O material apreendido também foi levado para a UIPP.

Fonte: ORMNews.
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“Os índios isolados foram massacrados, mas Funai diz que não há provas”

Paulo Marubo no Acampamento Terra Livre, em Brasília, em protesto contra a violência que atinge os povos indígenas

Os indígenas são, historicamente, os últimos a serem ouvidos sobre casos de violência na Amazônia.

Após denunciar em primeira mão as investigações em curso sobre o massacre cometido por garimpeiros contra indígenas em isolamento voluntário na Amazônia – ocorrido entre o final de julho e o início de agosto – procurei ouvir a perspectiva dos indígenas.

Paulo Marubo, coordenador-geral da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), relatou tal perspectiva a mim por telefone – posteriormente transcrita e relida para ele. Ao final, faz o apelo: “Queremos divulgar a nossa situação nas redes sociais e na mídia. Por favor, divulguem esse meu depoimento.”

Para o movimento indígena, diz Paulo, não há dúvidas de que o massacre contra os “flecheiros” ocorreu. “Esse massacre dos flecheiros, mortos pelos garimpeiros que entraram na região ocupada pelos isolados, nós soubemos por relatos de nossos parentes indígenas. E o Estado diz que não está acontecendo. A Funai diz que não tem prova.”

Com 8,5 milhões de hectares, a terra indígena do Vale do Javari foi homologada em 2011 e, segundo dados da Funai, há ao menos 14 indicativos de índios isolados. O órgão considera “isolados” grupos indígenas que não estabeleceram contato permanente com a população não-indígena. Há pelo menos 107 registros de isolados no Brasil, todos na Amazônia.

Confira o depoimento de Paulo Marubo, coordenador geral da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja):

“Nós, indígenas, sempre fizemos esse tipo de alerta de violência contra os isolados para o Estado: que invasores irão matar os parentes isolados. Fizemos alertas para o governo tomar providências diante da situação que a gente vê, com relação aos invasores na terra indígena.

A Funai nunca se manifestou sobre nossas denúncias, e nós sempre colocamos a gravidade disso. Começamos a pressionar o governo em 2014, mas, na verdade, o movimento indígena já vinha fazendo cartas alertando o Estado da gravidade que essas invasões poderiam provocar contra os parentes isolados: olha, vai acontecer um massacre.

Em fevereiro de 2015, teve uma troca de tiros na região. Isso foi na base do rio Ituí, bem na frente de proteção. Isso é muito grave. Sempre enfrentamos esses tipos de invasores, caçadores, pescadores aqui na região. E a situação piorou.

Na parte da região sul da Terra Indígena [Vale do Javari, no extremo oeste do Amazonas], há outros invasores, como fazendeiros que já estão passando dos limites da demarcação da terra indígena. Mas a nossa região é muito grande, e a Funai diz que não consegue fazer a fiscalização, nem atender essa demanda do movimento indígena de fazer a proteção das áreas dos índios isolados.

As invasões estão acontecendo à vontade, sem que o governo tome qualquer providência. O governo não está nem aí, essa é a verdade. A gente faz as denuncias, mas o movimento indígena não tem recursos financeiros para fazer o trabalho do que é do Estado. Não temos recurso financeiros para tomar a frente do Estado na proteção de nosso território: dependemos de ajuda do governo.

Hoje, há invasores por toda a terra indígena do Vale do Javari. Eles estão por todos os lados: pelo rio Javari, vindos do Acre, pelo rio Jurá e até pelo Peru, onde nossas terras indígenas fazem fronteira. .

E, por estes pontos de invasões que eu estou citando, há os parentes indígenas isolados.

Por exemplo, no rio Jutaí, tem os parentes isolados que já se movimentaram de uma outra área: os invasores expulsaram eles até para fora do limite da terra indígena!

Os isolados estão tentando fugir por causa dos conflitos provocados por estes invasores, que estão acontecendo com cada vez mais frequência por aqui. Estão fugindo por todos os lados.

Esse Massacre dos Flecheiros, que foram mortos pelos garimpeiros que entraram na região ocupada pelos isolados, nós soubemos por relatos de nossos parentes indígenas. E o Estado diz que não está acontecendo. A Funai diz que não tem prova. Falam que as aldeias continuam na região.

Para a Funai não teve conflito. Mas as informações que chegam dos parentes é que os isolados foram massacrados. Tem a visão indígena e a visão do Estado. O Estado não vai dizer o que está acontecendo. Para o Estado, está bom, tudo bem. Mas teve massacre.

Nós lançamos uma nota pública na XI Assembleia Geral da Coiab, no Pará, no final de agosto. A UNIJAVA encaminhou uma denúncia ao Ministério Público Federal sobre o massacre. Foi a partir daí que o MPF pressionou o Estado para tomar providências, para fazer as operações. O Exército com outros órgãos que estão fazendo operação na região contra os garimpos.

Nós sempre sofremos aqui.

A base de fiscalização do rio Quixito está sucateada. Portanto, o rio está descoberto para a entrada de mais invasores. Nossos parentes falam que há pescadores entrando direto.

No próprio município de Atalaia do Norte, a gente vê no mercado carnes de caça, de quelônios, tracajá, tartaruga. São tiradas da terra indígena para abastecer o município. A gente encontra essas carnes de caças ilegais, de caçadas ilegais feitas dentro da terra indígena, que estão a venda no mercado. Nosso território está descoberto, sem vigilância. E a Funai alega que não tem recursos. E fica por isso mesmo.

Além disso, tem o narcotráfico direto na nossa região.

A gente não sabe o que fazer. Por mais que a gente faça denúncias, parece que elas não valem para nada. Ninguém faz nada. Como os isolados não sabem se defender no mundo brancos, a gente está aqui, pelo movimento indígena, para defender eles.

Volto a dizer: o Estado só diz que não tem recursos, não tem recurso humano para atender a demanda de proteção do Javari, e isso nos deixa muito preocupados, pois ninguém sabe o que vai acontecer daqui para diante.

Para preservar o meio ambiente, uma reserva, não tem recurso. Mas para os garimpeiros, para as mineradoras, o agronegócio, sempre tem recurso. Para deputado tem recurso. Mas para as pessoas que precisam de fato, alegam que não tem recurso.

O Vale do Javari concentra a maior quantidade de índios isolados do mundo todo. Em toda parte da terra indígena tem parentes isolados, e eles estão aparecendo por todos os lados cada vez mais.

Na Aldeia Marunawa, do meu povo Marubo, uma aldeia que fica bem no centro da terra indígena, agora estão aparecendo os isolados. Mas antes, a gente nunca tinha visto isolados lá. Eles estão aparecendo por causa dos invasores que estão invadindo por todos os lados, a terra indígena.

A gente não sabe mais para onde mandar denuncia da tragédia que está acontecendo no Vale do Javari. A gente está pedindo apoio de todas as pessoas que querem ajudar os povos indígenas: para encaminhar nossa situação e divulgar para que todo o mundo saiba a situação real de desespero no Vale do Javari.

Queremos divulgar a nossa situação. Divulgar nas redes sociais e na mídia. Por favor, divulguem esse meu depoimento.

O Estado brasileiro não acredita em nós, indígenas. Nós não fazemos um relatório técnico como os brancos: mas fazemos cartas, que, para nós, do movimento indígena, é o relatório dos índios. O que nos queremos agora é uma resposta do governo sobre a situação das invasões e das mortes dos isolados.

Nunca levam em consideração as nossas denúncias. Mas nós queremos respostas.

Semana retrasada, na área ocupada pelos parentes isolados Korubo, os indígenas Marubo, do meu povo, encontraram um grupo de pescadores na praia, na beira do rio, dentro da terra indígena. Tiraram até foto desses invasores.

É uma área de perigo e de muito risco, pois é uma área dos Korubo, não é permitida nem para nós: todas as semanas os Korubo passam ali. Isso é bem na região aonde os pescadores foram encontrados. Ninguém fez nada sobre a nossa denuncia.

Os pescadores estão lá na área dos Korubo isolados. E se algum pescador nessas últimas semanas atirou em algum Korubo e a gente não ficou sabendo?

Mas os isolados não morrem só de tiro, também de doenças. E se deixaram lá alguma roupa contaminada por gripe? Eles vivem num mundo diferente, não tem anticorpos, e podem pegar algumas doenças e morrerem rápido.

Se a gente diz isso para a Funai, a Funai quer um relatório técnico. Mas nós vamos falar por meio de nossas notas e nossas cartas.

Por isso, peço: ajudem a divulgar a situação trágica que estamos vivendo no Vale do Javari”

Fonte: Carta Capital.
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Supergalo de 1 metro entra na mira dos investidores

Preço de uma única ave, que é exclusivamente brasileira, gira entre R$ 3 mil e R$ 4 mil; animais com mais de um metro são geralmente usados para fins ornamentais

Uma raça de supergalo exclusivamente brasileira atrai cada vez mais investidores. Trata-se do galo Índio Gigante, que pode passar de um metro de comprimento e, nos últimos tempos, virou meme nas redes sociais.

A curiosidade dos internautas, aliás, tem alimentado o surgimento de diversos criadores pelo País. Hoje, existem leilões, exposições e até uma associação de criadores, a Associação Brasileira de Criadores de Aves da Raça Índio Gigante (Abracig). O bicho, aliás, veio ao mundo a partir de cruzamentos de galos caipiras com os de rinha nos idos dos anos 1980.
O criador Haroldo Poliselli, da cidade de Jaguariúna (SP), é o felizardo catalogado na Abracig como o dono do maior galo já registrado na história, o Voodoo, com 1,26m de comprimento (o animal é medido deitado, da unha do pé ao bico). Um galo de tamanho normal mede até 60 centímetros.

O objetivo do criador era melhorar a genética de suas galinhas a partir de cruzamentos – o bicho tende a ficar dois quilos mais forte a partir da mistura de um galo Índio Gigante com galinha caipira. Depois, Poliselli entrou no mercado de elite, buscando aprimorar as características raciais – animais com mais de um metro são geralmente usados para fins ornamentais. Apenas os menores cruzam com as galinhas caipiras.

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No último leilão, a média de preço dos animais foi de R$ 8,6 mil e a renda bruta total do evento ficou em R$ 258 mil. “Enquanto a criação de bois e cavalos demora até três anos, a do galo dá renda em seis meses”, compara Poliselli, cuja família é de pecuaristas.

Ratinhônhônhô

O presidente da associação de criadores, Leandro Carvalho, diz que trabalha para passar confiança ao mercado. Há testes de paternidade para comprovar a origem do animal.

“Fazemos um trabalho de alto padrão genético para o animal ter maior valor agregado”, diz o líder da Abracig, com 50 produtores.

Um animal médio com origem certificada custa de R$ 3 mil a R$ 4 a mil, mas alguns já foram comercializados em leilões a mais de R$ 30 mil.

Apesar da crise

Compradores da América Latina, França e dos Estados Unidos já procuraram os animais, mas a exportação ainda não está liberada. Não há estimativa da quantidade de animais no País. “Nem todos são registrados, então não dá para saber o número”.

O servidor público Sérgio Nicola, de Mococa (SP), é um dos que começou a criar os galos para ter outra renda além da produção de leite. No ramo desde 2014, ele comprou os galos para ter aves melhores. Empolgado, pretende dobrar o plantel de 70 aves até o final do ano e já faz planos ousados de dominação.

“É impressionante, é um segmento que não sentiu a crise”, diz. “Vamos deixar o leite e investir somente no Índio Gigante para ter aves de padrão excelente e atingir o topo do mercado”.

Mini animais

Se por um lado há os que gostam de esbanjar no tamanho, alguns criadores seguem no contrafluxo e acreditam que o sucesso está na miniaturização.

Uma fazenda em Minas Gerais aposta na criação de pequenos animais desde o início dos anos 2000. São quase 300 mini pôneis, vacas, cabras, mulas, jumentos, coelhos, porcos e búfalos. Para se ter ideia, uma vaca de tamanho normal tem 1,5 metro de altura, enquanto a mini tem em torno de 80 cm.

A criação é feita pela seleção entre os menores animais, cruzados entre si. A maior procura é por aqueles que buscam um animal de estimação diferente.

“Vendemos para quem tem um terreno e quer dar um presente, mas também para hotéis fazenda”, diz Mateus Oliveira, um dos proprietários da Fazenda Reino Encantado, em Alfenas (MG). Ele trabalha com o comércio dos pequenos animais e com a organização de uma “fazenda interativa” com os bichinhos em shoppings, eventos corporativos e festas infantis ao redor do Brasil.

Os mais procurados são as mini vacas e os mini pôneis, cujo preço parte de R$ 2 mil. Porcos e cabras menores valem em torno de R$ 1 mil.

Fonte: Gazeta Online.
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Com terço nas mãos, Joesley Batista segue para a prisão em Brasília

Joesley Batista e Ricardo Saud, presos por ordem do ministro Fachin, seguem nesta segunda, 11, para a capital do país

Os empresários Joesley Batista e Ricardo Saud passarão pelo Instituto Médico Legal, em Brasília, para fazer exame de corpo de delito, antes de serem levados para a Superintendência da Polícia Federal na capital, nesta segunda-feira (11).

Os executivos ficarão presos em uma cela de 9 m² com vaso sanitário de chão, sem chuveiro (cano), e água fria.
Sem título
Joesley e Saud se entregaram à PF, em São Paulo, na tarde de domingo, 10. Eles foram presos por ordem do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, por suspeita de violar a delação premiada.

Às 10h35 desta segunda, os executivos deixaram a Superintendência da Polícia Federal, na capital paulista. Joesley saiu da sede da PF com um terço nas mãos rumo ao Aeroporto de Congonhas, onde ele e Saud pegarão um voo para Brasília.

A prisão dos delatores foi ordenada por Fachin a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O ministro deferiu parcialmente o requerimento do procurador porque não mandou prender outro personagem desse novo capítulo do caso JBS, o ex-procurador da República Marcello Miller – sob suspeita de fazer jogo duplo em favor do grupo empresarial.

“Expeçam-se mandados de prisão em desfavor de Joesley Mendonça Batista e Ricardo Saud, pelo prazo de 5 (cinco) dias findo o qual, nos termos do que dispõe o artigo 2º, §7º, da Lei 7.960/1989, deverão ser postos imediatamente em liberdade, salvo se por outro motivo deverem ser mantidos sob custódia”, determinou Fachin em despacho divulgado neste domingo, 10, pelo Supremo.

A decisão do ministro foi tomada na sexta-feira (8) mas estava protegida pelo sigilo.

“Quanto aos colaboradores Joesley Mendonça Batista e Ricardo Saud, são múltiplos os indícios, por eles mesmos confessados, de que integram organização voltada à prática sistemática de delitos contra a administração pública e lavagem de dinheiro. A prisão temporária, quanto a eles, como requerida pelo Ministério Público Federal, é medida que se impõe. “, anotou.

Fonte: GazetaOnline.
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Caminhão com bebidas tomba e mata menina que ia para a escola em SP

Veículo ainda feriu outras duas crianças no extremo Norte da cidade.

Um caminhão carregado de bebidas tombou e atingiu três crianças que estavam a caminho da escola na Zona Norte de São Paulo, na manhã desta terça-feira (12). Uma das vítimas, uma menina de 13 anos, ficou presa debaixo do veículo e morreu.

O acidente aconteceu pouco depois das 7h, próximo à esquina entre as avenidas Raimundo Pereira de Magalhães e Cantidio Sampaio. O caminhão com as bebidas bateu em um carro e tombou em cima da faixa de pedestres. Parte do veículo ficou atravessado sobre a calçada e o carregamento de bebidas se espalhou pela via.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, três meninas que estavam a pé, a caminho da escola, foram atingidas pelo caminhão desgovernado. Uma delas ficou presa sob o caminhão caído e, apesar dos esforços da equipe de resgate, não resistiu aos ferimentos.

As outras vítimas, ambas de 14 anos, foram socorridas e levadas ao Hospital Geral de Taipas, que fica a cerca de 1 km do local. Elas sofreram fraturas nas pernas e escoriações pelos corpos, segundo os bombeiros.

O acidente ocorreu quase em frente a duas escolas municipais: General Vicente de Paulo Dale Coutinho e Professora Eliane Benute Lessa Ayres Gonçalves, mas não havia confirmação de que as vítimas sejam estudantes das instituições.

Fonte: G1 SP.
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