Pará já registrou 38 mil focos de queimadas este ano, 20 mil deles só em setembro

Pesquisador do Imazon diz que queimadas no Pará poderiam ser evitadas com mais empenho das autoridades. Imagens de satélite da Nasa constataram que os últimos dois anos foram os mais secos na Amazônia desde 2005.

Este ano, o Pará já registrou 38 mil focos de queimadas. Só neste mês de setembro, foram 20 mil. Isso tudo pode ser consequência de dois anos seguidos de secas muito severas na floresta amazônica, diz um estudo da Nasa, a Agência Espacial Americana. Os focos se espalham agora por áreas protegidas.

A chegada do fogo às unidades de conservação era o que mais se temia. São grandes áreas de floresta nativa administradas por órgãos ambientais para garantir a proteção da biodiversidade. Em Parauapebas, sudeste do Pará, o Parque Nacional do Campos Ferruginosos está em chamas há mais de duas semanas. As queimadas já destruíram uma região do tamanho de cinco mil campos de futebol. Os incêndios também atingem o Parque Estadual Serra das Andorinhas, em São Geraldo do Araguaia.

Pesquisadores brasileiros analisaram as imagens de satélite da Nasa e constataram que os últimos dois anos foram os mais secos na Amazônia desde 2005. Ou seja, o volume de chuvas ficou bem abaixo da média e isso reduziu a média de água que o solo consegue armazenar.

Quando chega o período mais quente do ano na região, principalmente entre julho e setembro, a vegetação rasteira não resiste. Além da evaporação por causa do calor, o solo fica ainda mais seco porque as árvores puxam água pela raiz a todo o momento. Tudo isso torna o ambiente propício às queimadas. Segundo o Imazon, desde 2015 o fenômeno climático El Niño vem chegando cada vez mais forte e provocando grandes estiagens na região.

Combate às queimadas

O pesquisador do Imazon Paulo Barreto diz que as queimadas no Pará poderiam ser evitadas com mais empenho das autoridades. “Tenho ouvido o governo do estado dizer que monitora as queimadas e manda os dados para os municípios. Muitas vezes esse município não tem condições de ir lá combater. Tem que, não apenas, monitorar o que está queimando e sim prevenir a queimada”, diz.

A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas) disse que vem trabalhando com a Defesa Civil para alertar sobre as regiões onde há mais riscos de queimadas.

Fonte: G1 PA.
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Publicação 108/2017: “M. DOS SANTOS DA CUNHA-ME

   A Empresaedital “M. DOS SANTOS DA CUNHA-ME” inscrita no CNPJ: 21.371.065/0001-13, localizada na Rua Itauba, n° 270, Bairro Tom da Alegria III, no Município de Novo Progresso-PA.  torna público que REQUEREU da Secretária Municipal de Meio Ambiente – SEMMA/NP, a D.L.A conforme o processo n° 582/2017, para a atividade ” Comércio Varejista de gás liquefeito de petróleo (GLP)- Classe I, até 40 botijões de 13 kg.

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Juiz absolve pai que espancou a filha com fio elétrico

 Ao saber que a filha de 13 anos tinha perdido a virgindade com um rapaz com quem tinha um namoro sério, o pai espancou a garota com o fio da televisão, e ainda cortou o cabelo dela deixando várias falhas.

No entanto, para o juiz Leandro Jorge Bittencourt Cano, do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Foro de Guarulhos,”a real intenção do pai era apenas corrigir a filha”, e os meios utilizados, na sua avaliação, não foram excessivos.

“Em outras palavras, é preciso que se use em excesso ou de modo inconveniente os meios disciplinadores, sem o que a conduta não pode ser considerada criminosa, mas apenas mero exercício do direito de correção”, diz a decisão, publicada pela ConJur.

O espancamento com o fio causou cortes de mais de 20 centímetros nas costas da garota, mas, para o juiz, o pai “aplicou moderadamente uma correção física contra a sua filha, gerando uma lesão de natureza leve”.

Em relação ao corte de cabelo, que também foi feito pelo pai contra a vontade da filha, o juiz acatou a justificativa de que ele estava tentando protegê-la da agressividade de colegas na escola (o pai tinha dito que a intenção era fazer com que a menina não saísse de casa).

O juiz ainda aceitou o argumento do pai quando ele afirmou que procederia do mesmo modo se o caso ocorresse a um filho em vez de uma filha.

O MP já informou que vai recorrer da decisão.

Fonte: MSN.
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Permissões de garimpo aumentaram mais de 500% em Mato Grosso

Nos primeiros sete meses de 2017 a Superintendência Regional do Departamento Nacional de Produção Mineral em Mato Grosso (DNPM-MT) permitiu a instalação de 74 novos garimpos no estado. Os registros apontam aumento de 516% em relação ao mesmo período de 2016, quando as permissões não passaram de doze nos primeiros sete meses.

As permissões de lavras de garimpo são concedidas às pessoas físicas, pequenas empresas ou cooperativas e associações de garimpeiros, conhecidos pela extração imediata do minério, sem realização de pesquisa e estudo específico sobre o potencial da região.

O superintendente do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Serafim Carvalho Melo, contou a reportagem do Agro Olhar que o aumento nas permissões ocorreu graças a uma força tarefa montada para tentar acelerar processos que estavam estagnados na superintendência regional.

“Nós montamos uma força tarefa para tentar reverter uma situação que já era antiga, de processo que tinha parado aqui dentro. Porque a verdade é que DNPM sofre com falta de pessoal e por isso nós temos aproveitado alguns de nossos profissionais para concentrar esforços em alguns processos, dessa vez foram os processos de garimpo”, afirmou.

A desburocratização vem na mesma toada de medidas que visam transformar o setor mineral em um setor energético para o Brasil. Neste sentido, três medias provisórias publicadas pelo Governo Federal criaram a Agência Nacional de Mineração e aumentaram a taxação sobre produtos como outro e diamante. A mudança não pegou bem junto aos empresários, mas a expectativa do governo  é que aumente a arrecadação para acumular mais investimentos na área.

O superintendente admitiu que as lavras garimpeiras trazem mais risco ao meio ambiente se comparadas a mineração empresarial, feita por grandes corporações que passam por um período de pesquisa que dura até 3 anos. A pesquisa serve para verificar quanto de recursos o terreno possui, como o minério poderá ser retirado e qual o custo do empreendimento.

“Se você comparar com a agropecuária o dano é muito menor, porque você retira o minério de apenas uma faixa de terreno e depois este espaço é recuperado, no agronegócio isso não acontece, o dano é maior e a lucratividade é muito mais baixa”, resume ele.

Serafim espera que com a criação da Agência Nacional de Mineração (ANM) em substituição ao DNPM o estado receba uma das sedes. A ideia, segundo ele, é bonificar Mato Grosso por sua arrecadação, que em 2016 foi de R$ 15 milhões, dinheiro que foi diretamente revertido à União.

Fonte Olhar Direto.
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Empregada doméstica furta R$ 55 mil dos patrões

https://youtu.be/Qlvc3v5mzYg

Fonte: DOL.
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Comando do Exército diz que não vai punir general que pregou intervenção militar

A fala de Antônio Hamilton Mourão foi feita em palestra promovida pela maçonaria, em Brasília

O comando do Exército brasileiro não deverá punir o general Antonio Hamilton Mourão. Na sexta-feira passada (15) em uma palestra promovida pela maçonaria, em Brasília, o general disse que “seus companheiros do Alto Comando do Exército” entendiam que uma intervenção militar poderia ser adotada, caso o Poder Judiciário não solucionasse o problema político do País, envolto em um mar de lama de corrupção.

Na terça-feira, 19, em entrevista ao jornalista Pedro Bial, da TV Globo, o comandante do Exército brasileiro, general Eduardo Villas Bôas, minimizou as declarações de Mourão e disse que ele não será punido, sob argumento de que é necessário contextualizar a fala dele, que se deu em um ambiente fechado, após ter sido provocado. “Ele (Mourão)não fala pelo Alto Comando, quem fala pelo Alto Comando e pelo Exército sou eu”, emendou.

Na entrevista, Villas Bôas diz que “ditadura nunca é melhor” e que é preciso entender o momento na circunstância em que ele ocorreu, com Guerra Fria e polarização ideológica. Hoje, diz o general, o País tem instituições amadurecidas e um sistema de peso e contrapeso que dispensa a sociedade de ser tutelada.

Ainda sobre o general Mourão, o comandante do Exército brasileiro diz que ele é “um grande soldado, uma figura fantástica, um gauchão.” E disse que ele inicia a fala que deu toda essa repercussão dizendo que segue as diretrizes do comandante. “E nossa atuação desde o início das crises, do impeachment, era promover a estabilidade, pautar sempre pela legalidade, e preservar a legitimidade que o Exército tem.” E frisou que já conversou com o general “para colocar as coisas no lugar”, mas sem punição.

Na segunda-feira, 18, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, convocou Villas Bôas para pedir explicações após a repercussão negativa das declarações do general. No final de semana, após tomar conhecimento das declarações, Jungmann relatou o fato ao presidente Michel Temer, dizendo que tinha deixado nas mãos do comandante do Exército a decisão sobre como conduzir o caso.

Em outubro de 2015, Mourão já havia protagonizado outro episódio polêmico, ao criticar o governo e a então presidente Dilma Rousseff. Na ocasião, ele perdeu o Comando Militar do Sul e foi transferido para a Secretaria de Economia e Finanças, um cargo burocrático. Pelo Regulamento Disciplinar do Exército, Mourão poderia ser punido por dar declarações de cunho político, sem autorização de seu superior hierárquico.

Fonte: em.com.br
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Há ligação entre os dois grandes terremotos ocorridos no México em menos de um mês?

Em 12 dias, país enfrentou dois grandes sismos; veja o que já é possível dizer sobre a proximidade dos fenômenos.

O México mal havia começado a lidar com as consequências de um grande terremoto quando outro atingiu o país. Logo as pessoas naturalmente se perguntam: eles estão relacionados? Será que um causou o outro?

Sismólogos vão passar um bom tempo debatendo essa questão nos próximos meses, mas no momento os tremores não parecem conectados.

O sismo de magnitude 8,1 de 7 de setembro certamente atingiu uma região paralela à fronteira tectônica, mas o hipocentro – o ponto de origem dentro da Terra – estava a 650 km do terremoto desta terça-feira, de magnitude 7,1.

Se o segundo terremoto fosse um abalo sísmico secundário, a proximidade entre eles seria maior, dentro de 100 km, dizem sismólogos. Mas essa conclusão não é definitiva, e os cientistas estão avaliando os dados conforme aparecem. Talvez eles identifiquem uma maneira de transferência de pressão na crosta terrestre.

O que com certeza relaciona os dois abalos é a causa. O México está sobre três grandes placas tectônicas – os dois últimos terremotos aconteceram no ponto onde a placa Cocos, que sustenta o solo do Oceano Pacífico, submergiu sob a placa Norte Americana, que sustenta boa parte do território mexicano.

A placa de Cocos está convergindo em uma proporção de cerca de 75 milímetros ao ano e produz uma espécie de dobra ao descer, fazendo um movimento íngreme para baixo antes de voltar à posição plana e então voltar a imergir novamente.

Esse segundo ponto de descida foi o que provocou o terremoto de terça-feira, a algumas dezenas de quilômetros abaixo.
Preparos e estimativas

Hoje, modelos computacionais são usados para estimar possíveis mortes em um grande terremoto. Algumas horas após o mais recente tremor, as previsões indicaram 5 mil feridos e mais de 200 mortos. Até agora, as contagens apontam pelo menos 225 mortos.

Mas muita coisa depende da hora em que um terremoto acontece.

Se é de dia, como foi o caso, uma escola mal construída pode matar muitas crianças. A história da Enrique Rébsamen, a escola que desabou matando 32 crianças e cinco adultos no último terremoto, é um exemplo terrível disso.

O terremoto de 7 de setembro foi 30 vezes mais forte do que o último, mas a magnitude não é tudo. O acontecimento da última terça aconteceu mais próximo a áreas mais povoadas e à Cidade do México, e impactou um centro urbano que fica em terrenos irregulares, que amplificam o tremor.

O preparo para a situação teria diminuído o número de mortes. O México é um dos lugares de maior atividade sísmica do planeta e deveria ter aprendido com a enorme devastação que sofreu em 1985 quando um terremoto de magnitude 8 matou 10 mil pessoas e deixou outras 30 mil feridas. O aniversário de 32 anos desse acontecimento foi na terça-feira, o mesmo dia do novo terremoto.

Um resultado dessa tragédia foi o estabelecimento de um sistema de aviso com antecedência – o Sistema de Alerta Sísmico Mexicano (SASMEX). Foi o primeiro do mundo.

O sistema usa uma rede de sensores capazes de captar a chegada de ondas sísmicas rápidas de um terremoto (as chamadas ondas P) antes de outras ondas ainda mais lentas e prejudiciais (as chamadas ondas S).

O aviso, dependendo da distância da origem do terremoto, pode vir poucos segundos antes, mas ainda assim há tempo suficiente para colocar em prática alguns treinamentos, como o Tírese, Cúbrase y Agárrese (“Abaixe-se, cubra-se e segure-se”, em português).

Há vídeos na internet que mostram pessoas fazendo exatamente isso. Em outras palavras, o aviso deu tempo até de algumas pessoas ligarem a câmera de seus celulares.

Há também pessoas sugerindo que alguns mexicanos ignoraram o aviso porque houve um treinamento simulando alarmes e sirenes mais cedo no mesmo dia – o que sempre acontece nos aniversários do terremoto de 1985. Contudo, muitas outras reagiram de maneira rápida e esperta porque sua consciência sobre o perigo aumentou depois do tremor de 7 de setembro.

Fonte: EBC.
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Plenário da Câmara rejeita mudança do sistema eleitoral para o ‘distritão’

A Câmara dos Deputados rejeitou o trecho da proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelecia o voto majoritário (conhecido como distritão) para as eleições de 2018 e 2020 e, a partir de 2022, criava o sistema distrital misto, que combina voto majoritário e voto em lista preordenada pelos partidos nas eleições proporcionais.

Com 205 votos favoráveis, 238 contrários e uma abstenção, os deputados não acataram um dos destaques à PEC 77/2003, que institui um novo sistema eleitoral e cria um fundo público para financiar as campanhas, conhecido como ‘ distritão ‘.

Para que fosse aprovado, o texto precisava do apoio de 3/5 do plenário, ou 308 votos. Há algumas semanas os deputados iniciaram a votação desta PEC, de forma fatiada, mas como o novo sistema eleitoral não avançou, a proposta deve agora ser arquivada devido a um acordo feito pelas lideranças.

Em um dos últimos esforços para aprovar, minimamente, alguns pontos da reforma política a tempo de que as mudanças tenham validade para as eleições do ano que vem, os deputados retomaram as discussões após o Senado decidir votar, amanhã (20), outra proposta sobre financiamento de campanhas.

A sessão foi presidida pelo deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), que exerce a Presidência da Câmara devido à viagem ao exterior do presidente Michel Temer, o que fez com o titular, Rodrigo Maia, assuma o cargo de presidente da República. Os parlamentares iniciaram a votação depois de passarem a tarde toda sem acordo. Mais cedo, os líderes partidários saíram de uma reunião de mais de três horas sem consenso sobre qual proposta seria colocada em primeiro lugar na pauta. Sob o argumento de que há pouco tempo para que os projetos sejam aprovados, o presidente da Câmara disse que comandará a sessão até a madrugada, se necessário, para que a PEC 282 seja votada.
Dificuldades

As duas PECs enfrentam dificuldades para avançar no plenário, pois nenhuma delas atingiu o mínimo necessário de 308 votos, entre o total de 513 deputados, para aprovação de mudanças constitucionais. Outro problema é a falta de tempo para construir um mínimo consenso, uma vez que para serem válidas para as eleições do ano que vem, as mudanças precisam ser aprovadas em dois turnos pela Câmara e pelo Senado até o início de outubro, um ano antes do próximo pleito.

Para o relator da PEC 77, o deputado Vicente Cândido (PT-SP), a alternativa será votar amanhã (20) um projeto de lei ordinário, que não necessita de larga maioria, que também trata do fundo eleitoral. “Não é o que a gente queria, mas pelo menos a gente tem uma eleição em 2018 com um pouco mais de regramento, de justeza. É possível votar matérias interessantes. [O presidente] decidiu votar, mesmo sem acordo no tocante às duas PECs. Quem tiver voto leva”, disse antes do início das votações.

A votação de matérias que alteram a legislação eleitoral e partidária enfrenta resistência dos próprios membros do Legislativo e sofre um histórico de impasses, pois 120 diferentes propostas foram apresentadas nos últimos 15 anos.

As últimas tentativas de votar a reforma política ocorrem em meio a expectativas de que, se os parlamentares não apreciarem nenhuma proposta, o próprio Poder Judiciário pode entrar em jogo . Nesta terça-feira (19), o presidente do Senado, Eunício Oliveira, disse que colocará amanhã (20) em pauta outra PEC que trata exclusivamente do financiamento de campanhas, utilizando um fundo com recursos oriundos de recursos das propagandas partidárias no rádio e TV ou de emendas de bancadas.

Fonte: Último Segundo , Com reportagem da Agência Brasil
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4 erros do chefe da bancada ruralista

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Nilson Leitão (PSDB-MT), deu uma entrevista polêmica para o site do serviço alemão Deutsche Welle no dia 21 de agosto. Chefe da bancada ruralista, o parlamentar atacou a legislação ambiental, defendeu o agronegócio e elogiou as reformas do governo Michel Temer (PMDB). Também minimizou protestos indígenas contra perda de direitos e invasões de terras e criticou demarcações. Segundo Leitão, manter a floresta em pé é um custo pago pelos produtores rurais, que deveria ser recompensado.

O Truco – projeto de fact-checking da Agência Pública – selecionou quatro frases do deputado federal para verificar. Seguindo a nossa metodologia, o parlamentar foi procurado para informar as fontes das afirmações e respondeu prontamente aos nossos questionamentos. As justificativas, enviadas pela assessoria de imprensa da FPA, foram incluídas nas checagens – a entidade ficou de se manifestar sobre os resultados após a publicação do texto. Veja abaixo as conclusões a que chegamos.
O deputado federal Nilson Leitão (PSDB-MT), chefe da bancada ruralista, critica leis ambientais do país

“O Brasil é o país com a legislação ambiental mais rígida do mundo.”

FalsoAo criticar a legislação ambiental brasileira, o deputado ruralista Nilson Leitão afirmou que o regramento vigente aqui seria o mais rígido de todo o mundo. O Truco consultou duas especialistas em direito ambiental para verificar a informação. Há um consenso de que a complexidade do tema impossibilita comparar todos os aspectos das diferentes legislações do mundo. Logo, não é possível dizer que um país tem as leis mais rigorosas do planeta. Além disso, a comparação entre nações com ondas de ocupação de solo diferentes resultaria distorcida. Por isso, a frase de Leitão é classificada como falsa.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do parlamentar respondeu com mais detalhes sobre sua alegação. “A obrigatoriedade de preservação de 20% (cerrado) a 80% (Amazônia) [da vegetação] dentro de propriedades privadas, além da necessidade de preservação das Áreas de Preservação Permanentes (morros, encostas, rios, lagos e nascentes), com distância entre 15 e 500 metros, a depender da largura do rio, são exemplos do quão rígida a legislação ambiental é. Nenhum outro país possui este tipo de exigência e de interferência em propriedades privadas, vide Estados Unidos e Europa”, disse o deputado, por meio de nota enviada por sua assessoria.

A porcentagem citada pelo parlamentar é relativa à chamada Reserva Legal. Trata-se da área do imóvel rural que deve ser coberta por vegetação natural e que pode ser explorada com o manejo florestal sustentável. Ela varia de acordo com o bioma em que está o território: 80% nas propriedades na Amazônia Legal e áreas de floresta, 35% no Cerrado, 20% nas demais vegetações do resto do país. Sua definição é feita pela Medida Provisória Nº 2.166-67, de 2001, que a estipula como “área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, excetuada a de preservação permanente, necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação dos processos ecológicos, à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de fauna e flora nativas”.

A legislação ambiental brasileira compreende ainda uma série de leis diferentes que abordam temas muito diversos. A principal é a Lei da Política Nacional do Meio Ambiente (Nº 6.938, de 31 de agosto de 1981), mas as mais conhecidas são a Lei de Crimes Ambientais (Nº 9.605 de 13 de fevereiro de 1998) e o Novo Código Florestal (Nº 12.651, de 25 de maio de 2012). Para analisar essas e outras leis, a reportagem contatou Patrícia Iglecias, professora da Faculdade de Direito e superintendente de gestão ambiental na Universidade de São Paulo (USP), e também Danielle de Andrade Moreira, professora de direito ambiental na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Ambas afirmam que não é possível fazer a avaliação feita por Leitão em sua entrevista.

A existência de exigências como as impostas pelas Reservas Legais, cujas porcentagens são citadas pelo deputado em sua justificativa, não provam que o Brasil é o país com a legislação ambiental mais rígida do mundo. “A legislação ambiental engloba um grande número de temas, desde a preservação da cobertura vegetal, que no Brasil normalmente é feita via Código Florestal, até regras sobre poluição eletromagnética. A conservação da vegetação é um aspecto importante e relevante para a sociedade, mas pequeno diante de todo esse universo”, explica Danielle Moreira, que também é coordenadora de pesquisa do Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente da PUC-Rio.

Por conta da complexidade do assunto, estudos que comprovariam a frase de Leitão seriam inviáveis. “Você pode até encontrar estudos comparados entre países, mas não do mundo todo”, afirma a professora da PUC-Rio. “É muito pouco provável que eles sejam feitos um dia porque seria complicadíssimo estabelecer uma metodologia consistente e cuidadosa diante de tantos aspectos diferentes que a legislação ambiental pode abordar.”

Um dos principais problemas da comparação feita pelo deputado é que ela não leva em conta o histórico de ocupação e uso de solo de outros países. “Não dá pra comparar o contexto europeu e americano ao brasileiro”, afirma Patrícia Iglecias, da USP. “Na Europa, por exemplo, a gente vê que há menos áreas protegidas porque a ocupação se deu muitos anos antes da brasileira. Então é óbvio que quando esses territórios foram ocupados não havia um conhecimento técnico suficiente para fazer legislações específicas.” A professora da PUC-Rio também faz essa observação. “Não é possível comparar os diferentes modos de ocupação e processos de dominação de área no mundo todo”, diz Danielle Moreira.

Há incoerências também na justificativa enviada pelo parlamentar após ser contatado pelo Truco. Apesar de o deputado alegar que um dos exemplos da rigidez da legislação brasileira seria a “obrigatoriedade de preservação” de 20% a 80% da vegetação em áreas privadas, não existe tal determinação na lei. “A legislação nunca exigiu a preservação de até 80% da propriedade. O que existe é a obrigatoriedade da conservação de uma porcentagem que varia de 20% a 80% do território”, explica Danielle Moreira. “É mal intencionado misturar no mesmo balaio conceitos de preservação e conservação. O objetivo da reserva legal é conservacionista e não preservacionista. O proprietário pode fazer diversos usos daquela área de maneira sustentável.”

Na nota enviada como justificativa, a deputado diz ainda que nenhum outro país traz exigências como a determinada pelas Áreas de Preservação Permanentes. Na verdade, existem outros países que também delimitam a necessidade de preservação nos arredores de morros, encostas, rios, lagos e nascentes, segundo levantamento feito por Patrícia Iglecias, da USP. “Na França, por exemplo, existem regras específicas que tratam de situações semelhantes às que ele cita”, explica a professora. O país promulgou em 27 de julho de 2010 a Lei 2010/874 que aborda os limites para a agricultura e a pesca. O texto traz uma definição de faixa de vegetação herbácea ou florestal e determina a conservação de pelo menos 5 metros nos arredores de cursos de água. Iglecias cita ainda a legislação vigente na Espanha, que promulgou em 2003 a Ley de Montes. O país passou a determinar que a proteção de áreas de importância ambiental independe da classificação do terreno em público ou privado, como também ocorre no Brasil.

“O Incra abriu inúmeros assentamentos. Aliás, quem mais desmatou a Amazônia na história do Brasil foi o Incra.”

FalsoLeitão criticou o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), creditando ao órgão a criação de assentamentos que provocaram a maior parcela do desmatamento na Amazônia. De fato, o Incra foi responsável pela criação de milhares assentamentos nos últimos anos. No entanto, dados do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) mostram que a maior porcentagem de desmatamento na Amazônia Legal ocorre em propriedades privadas e não em assentamentos, como afirma o deputado. Por isso, a frase é classificada como falsa.

Procurado pela reportagem para informar qual foi a fonte da sua afirmação, Leitão disse, por meio de sua assessoria, que o Incra foi convocado a prestar contas ao Ministério Público Federal (MPF) sobre as medidas necessárias para a redução do desmatamento em assentamentos. “Entre agosto de 2014 a julho de 2015, foram derrubados 5.831 quilômetros quadrados de floresta na região, um aumento de 16% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Dados do Ministério do Meio Ambiente mostram que 26,55% do desmatamento ocorreu em áreas de assentamento”, disse o deputado, em nota, citando notícia da Agência Brasil publicada em dezembro de 2015.

Os dados apresentados em sua justificativa, contudo, não demonstram que os assentamentos são responsáveis pela maior parte do desmatamento na Amazônia. A nota alega que 26,55% da devastação ocorreu nessas áreas entre 2014 e 2015. Este número, no entanto, está desatualizado. Na verdade, dados do Ipam calculados com base nas estatísticas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que a porcentagem correta é 28,6%. A análise é feita a partir dos dados oficiais divulgados no fim de 2016. Ainda assim, não se trata da maior parcela: o desmatamento ocorreu com mais intensidade em terras privadas, que representam 35,4% da destruição, de acordo com o documento Panorama sobre o desmatamento na Amazônia em 2016.

Segundo números do Incra, hoje há no Brasil 9.365 assentamentos do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA) nos quais vivem cerca de 970 mil famílias. Na Amazônia Legal são 2.823 assentamentos da reforma agrária sob responsabilidade do Incra, onde vivem cerca de 500 mil agricultores familiares. Esses números não levam em conta os assentamentos que já se emanciparam e viraram comunidades rurais autônomas, vilas e distritos rurais.

O desmatamento relativo às classes fundiárias é calculado pelo Ipam desde 2001. De acordo com os dados do instituto, a porcentagem de desmatamento ocorrida em áreas de propriedade privada foi superior à registrada em assentamentos em todos os anos pesquisados.

Ano     Assentamento     Propriedade Privada
2001     24%     67%
2002     21%     56%
2003     19%     57%
2004     19%     57%
2005     21%     56%
2006     23%     45%
2007     23%     45%
2008     25%     44%
2009     22%     44%
2010     28%     35%
2011     30%     36%
2012     28%     34%
2013     28%     33%
2014     29%     34%
2015     27%     36%
2016     28%
34%
Fonte: Ipam

Além disso, o aumento na quantidade de quilômetros quadrados de floresta derrubados também não demonstra que a ação é prevalente em áreas de assentamento. Análises do Ipam mostram justamente que, apesar de o desmatamento na Amazônia em 2016 ter sido o maior registrado nos últimos oito anos, o perfil fundiário de onde ele aconteceu permaneceu o mesmo pelo menos nos últimos quatro anos.

Em outro estudo, exclusivamente dedicado ao Desmatamento nos Assentamentos da Amazônia, o Ipam destaca que o assentado típico não tem recursos para desmatar grandes áreas porque o processo é caro e exige maquinário que normalmente não está disponível facilmente aos pequenos agricultores. “Os números revelam que quase 72% da área desmatada dentro dos assentamentos está ocorrendo em polígonos maiores que 10 hectares, o que, em geral, não representa o padrão de desmatamento das atividades ligadas aos beneficiários de reforma agrária na região”, atesta a pesquisa.

Os números obtidos pelo Incra também apontam que os assentamentos que desmatam grandes áreas são exceção. Segundo dados do instituto, cerca de 50% do desmatamento ocorrido em assentamentos nos últimos cinco anos incide recorrentemente em apenas 80 assentamentos. “Apenas cerca de 3% do total dos assentamentos do Incra na Amazônia respondem por aproximadamente 50% do total do desmatamento neles ocorrentes, não sendo, portanto, um processo generalizado”, disse o órgão, em nota oficial enviada ao Truco. O Incra afirma ainda que, para esses 3% de assentamentos com maior número de áreas desmatadas, já há planos de recuperação ambiental em fase de elaboração.

O Ipam ressalta ainda que é necessário levar em conta também o desmatamento já existente nos terrenos onde os assentamentos foram criados. Essa análise concluiu que 46% da área dos 815 assentamentos criados entre 1997 e 2003 já estava desmatada antes. Os 736 assentamentos criados no período seguinte, de 2004 a 2008, foram estabelecidos com, em média, 43% de sua área desmatada, enquanto os 208 assentamentos criados a partir de 2009 apresentaram, em média, somente 33% da sua área já desmatada antes de sua criação. De 1997 a 2014, apenas 180 (10%) dos assentamentos foram criados em área integralmente coberta por floresta.

“A invasão de reserva é assunto do passado, já acabou há muito tempo.”

FalsoO deputado Nilson Leitão acredita que invasões de reservas florestais não acontecem mais no país. De acordo com a assessoria do parlamentar, a afirmação referiu-se a unidades criadas e já indenizadas. “Muitas reservas incorporaram propriedades. A única ressalva cabível são reservas criadas pelo governo federal, que ainda não indenizou proprietários”, informou, por meio de nota. Para analisar a frase, o Truco procurou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável por gerir unidades de conservação federais. A partir das informações obtidas, a checagem descobriu que a afirmação do deputado é falsa.

Desde 2014, pelo menos três áreas citadas pelo órgão federal são alvo de invasões e ocupações ilegais regulares: a Floresta Nacional de Jacundá e a Floresta Nacional do Jamari, em Rondônia; e a Floresta Nacional do Iquiri, no Amazonas. “Apesar dos esforços da gestão e constante vigilância, algumas unidades ainda sofrem com ocupações ilegais e degradações provocadas por seus invasores”, destacou o ICMBio, em nota.

O instituto afirma que a Floresta Nacional do Iquiri enfrenta processo de grilagem, invasão para extração ilegal de madeira e desmatamento para criação de bovinos em seu entorno. Em outubro de 2016, por exemplo, uma operação apreendeu caminhões com toras de madeira de diferentes espécies que haviam sido derrubadas dentro da área. Os invasores tinham construído uma ponte sobre o rio Iquiri para ter acesso ao local.

Problemas semelhantes atingem as Florestas Nacionais de Jacundá e Jamari. Na primeira, o processo de exploração irregular de madeira ocorre desde 2014. “O ICMBio tem realizado várias incursões de fiscalização executadas com o intuito de cessar os ilícitos e responsabilizar os infratores”, afirmou o instituto. Na Floresta de Jamari, invasões de grupos de madeireiros têm sido recorrentes desde 2015.

Apesar de não ter sido citada pelo ICMBio, a Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, também convive com grileiros. Em julho, o governo federal enviou um projeto de lei para o Congresso com o objetivo de transformar grande parte do local em Área de Proteção Ambiental (APA), o que reduz a proteção. Com isso, abre-se caminho para a legalização de ocupações irregulares.

Na justificativa da proposta, o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, admite o problema. “A área onde se localiza a Floresta Nacional do Jamanxim tem sido palco de recorrentes conflitos fundiários e de atividades ilegais de extração de madeira e de garimpo associados a grilagem de terra e a ausência de regramento ambiental”, afirma. Para Sarney Filho, a criação da APA vai possibilitar a regularização fundiária das propriedades para que, no futuro, ocorra também a regularização ambiental destas áreas. O projeto, criticado por ambientalistas, tramita na Câmara dos Deputados.

“O orçamento da Secretaria Nacional de Saúde Indígena é de 2 bilhões [de dólares] por ano. Quase a metade desse dinheiro é gerido por ONGs.”

ExageradoO orçamento da Secretaria Nacional de Saúde Indígena (Sesai), ligada ao Ministério da Saúde, foi criticado pelo deputado Nilson Leitão. Segundo ele, foram gastos US$ 2 bilhões por ano (R$ 6,2 bilhões) com o órgão e aproximadamente metade do dinheiro é gerido por organizações não-governamentais (ONGs). Como fonte dessa informação, foi indicado o relatório apresentado na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Fundação Nacional do Índio (Funai), que ocorreu na Câmara dos Deputados. O dado usado pelo parlamentar, no entanto, está exagerado.

O relatório da CPI da Funai traz um valor menor do que o citado por Leitão. No Anexo 15, um artigo escrito por Márcio Santilli, sócio-fundador do Instituto Socioambiental (ISA), afirma que o orçamento da Sesai era de R$ 1,6 bilhão. Em outro trecho do documento, há dados sobre uma das entidades que trabalham em conjunto com a secretaria, a Missão Evangélica Caiuá, de Dourados (MS). De acordo com o documento foram repassadas as seguintes quantias para a ONG: R$ 36,5 milhões (2010); R$ 116,9 milhões (2011); R$ 334,7 milhões (2013); R$ 344,6 milhões (2014); R$ 433,4 milhões (2015); e R$ 217 milhões (2016).

O Truco procurou o Ministério da Saúde para saber se o valor citado pelo chefe da bancada ruralista estava correto. A pasta afirmou que a quantia prevista para este ano foi de R$ 1,4 bilhão, número bem menor do que o mencionado pelo parlamentar e também inferior ao que aparece no relatório da CPI da Funai. Segundo o ministério, o orçamento é o mesmo de 2016. Já as entidades conveniadas receberão R$ 672 milhões este ano, o que é equivalente a pouco menos da metade do total.

Em nota, a assessoria de imprensa da pasta afirmou que, desde dezembro de 2013, a prestação de serviços complementares de saúde nas aldeias é feita em parceria com três entidades sem fins lucrativos: Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM); Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip); e Missão Evangélica Caiuá. As ONGs foram escolhidas após um chamamento público de instituições que tinham Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social (Cebas).

O restante do recurso vai para os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), que utilizam o dinheiro para suas despesas. Parte também vai para a construção e reforma de sistemas de abastecimentos de água e Unidades Básicas de Saúde nas aldeias, aquisição de equipamentos médicos hospitalares e recursos logísticos. Nesse caso, gestores locais administram os valores.

Fonte: A Pública.
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Cantor sertanejo Rafael é preso por suspeita de falsificar cigarros no PR

Ele é da dupla sertaneja Fábio e Rafael. A Polícia do Paraná faz uma operação para prender dezesseis pessoas suspeitas de integrar o esquema.

Uma operação da Polícia Civil contra uma quadrilha que falsificava cigarros paraguaios no Brasil prendeu treze suspeitos no Paraná nesta quarta (20). Um dos presos é o cantor sertanejo Rafael, da dupla Fábio e Rafael, e o pai dele. Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão nos estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Bahia.

Entre os alvos, estão duas fábricas de cigarro falsificado. Uma delas tinha capacidade para produzir até 100 mil maços de cigarro por ano. Segundo a Receita Federal, a sonegação de impostos chega a R$ 90 milhões por ano.

A polícia encontrou 10 trabalhadores paraguaios em uma das fábricas. Os agentes também fizeram buscas em gráficas que prestavam serviços para a quadrilha e numa empresa que agenciava a carreira da dupla Fábio e Rafael. A polícia suspeita que essa empresa era usada pra lavagem de dinheiro.

Sertanejo é preso
O cantor Rafael Frare, de 25 anos, foi preso nesta quarta (20) de manhã no apartamento mora em um condomínio de luxo, em Londrina. Ele é da dupla Fábio e Rafael, que está no primeiro álbum e tem feito shows em todo o país com músicas bem humoradas, no estilo sertanejo universitário. A polícia apreendeu o ônibus usado pela dupla para transportar a banda e os equipamentos. Mais dezoito veículos foram apreendidos, incluindo um carro de luxo.

Justiça determinou o bloqueio de R$ 6,5 milhões em bens de integrantes da quadrilha, que estavam em seis contas bancárias usadas pelo grupo. Segundo as investigações, o chefe da quadrilha é o pai de Rafael: Clodoaldo Siqueira, que foi preso em São Paulo.

A defesa do cantor Rafael disse que não vai se pronunciar até ter acesso aos detalhes da investigação. O Jornal Hoje não conseguiu contato com a defesa de Clodoaldo Siqueira, pai do cantor, nem com a produção da dupla Fábio e Rafael.

Fonte: Jornal Hoje.
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