Biólogo: O Pantanal está pegando fogo em proporções catastróficas e ameaça animais; veja fotos

Patas da Itapira, onça-pintada de um ano e meio, foram queimadas no fogo do Pantanal Sul Imagem: Acervo Onçafari

No Pantanal Norte, em Mato Grosso, a preocupação nunca cessou: a secura e baixa umidade facilitam os incêndios que matam a fauna até agora.

“O Pantanal está pegando fogo em proporções catastróficas. Aqui 80% da área que trabalhamos pegou fogo”. Foi com essas palavras que o biólogo Bruno Sartori descreveu o Pantanal de Miranda (MS), que começou agosto já com fortes incêndios florestais de semanas anteriores.

O cenário é agravante. Muitos animais sofrem com as chamas, tem patas queimadas e chegam a morrer.

Uma das vítimas do fogo no Pantanal Sul — e que felizmente sobreviveu — foi a onça Itapira, nascida em fevereiro de 2023 e que já está independente da mãe. Ela foi resgatada no dia 7, antes de chuvas chegarem momentaneamente em Miranda.

“Encontramos ela em uma das manilhas de escoamento de água do Pantanal. Vimos que ela estava bem, mas não vimos as patas. No dia seguinte ela seguia lá, jogamos uma luz na manilha e vimos que as patinhas estavam bem queimadas. Esse foi o momento de acionar os veterinários e efetuar o resgate dela. Ela estava bem debilitada”.

-Lilian Rampim, coordenadora da base do Onçafari no Pantanal Sul, em entrevista ao UOL.

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Animais morrem em meio à vegetação queimada no Pantanal Imagem: Bruno Sartori

Itapira foi anestesiada, resgatada e recebeu os primeiros cuidados. “Acabou sendo fácil capturá-la porque ela realmente estava bem debilitada, estava realmente com as patas muito queimadas. Anestesiamos essa onça e vimos a gravidade dos ferimentos. Tratamos até onde deu, até onde conseguimos”, diz Rampim.

Onçafari não é especializado em feridas e queimaduras de terceiro grau, então Itapira foi levada para a ONG NEX, a 80 km de Brasília, em Corumbá de Goiás (GO). Ela segue em tratamento até ficar 100% e voltar para o Pantanal.

Fogo continua

Divino, um exemplar macho de onça-pintada, deitado sobre vegetação que pegou fogo no Pantanal Sul, em Miranda (MS) Imagem: Bruno Sartori
Divino, um exemplar macho de onça-pintada, deitado sobre vegetação que pegou fogo no Pantanal Sul, em Miranda (MS)
Imagem: Bruno Sartori

O fogo que atingiu a onça Itapira foi diminuído com as chuvas significativas que finalmente caíram na região do Pantanal Sul após meses, em 8 de agosto, com a chegada de uma frente fria. Mas o desastre já estava feito com os animais sem terem onde comer e beber. Depois, o tempo seco voltou e a fumaça dos incêndios no Pantanal e na Amazônia até se espalharam pelo país nesta semana.

No Pantanal Norte, em Mato Grosso, a preocupação nunca cessou: a secura e baixa umidade facilitam os incêndios que matam a fauna até agora.

“Estamos com um período de incêndio mais severo no estado do Mato Grosso. Infelizmente o fogo segue avançando e nem estamos no período mais crítico, estamos entrando agora. A seca tende a se estender até o final de novembro e começo de dezembro. No Pantanal Norte já é possível identificar vários pontos de água que os animais dependiam e já estão secos, com os animais procurando por água”.

-Enderson Barreto, médico veterinário e um dos coordenadores do GRAD (Grupo de Resposta a Animais em Desastres) no Brasil.

Cervo-do-pantanal em vegetação após fogo no bioma em região próxima de Miranda (MS) Imagem: Bruno Sartori
Cervo-do-pantanal em vegetação após fogo no bioma em região próxima de Miranda (MS)
Imagem: Bruno Sartori

Rápida devastação

Além de biólogo, Bruno Sartori é guia do Onçafari, ONG que atua na conservação de espécies e ecoturismo no Brasil. Ele diz que 2024 “está se desenhando para ser o ano com o maior número de áreas queimadas no Pantanal”.

O fogo pode se alastrar favorecido pelo tempo seco e certas situações, por exemplo, um caminhão que acabou explodindo após ficar atolado em uma área de muita areia e rodeada de capim seco.

Reserva Santa Sofia, no Pantanal Sul Imagem: Daniela Sifuentes
Reserva Santa Sofia, no Pantanal Sul
Imagem: Daniela Sifuentes

“Com rajadas de vento de até 60 km/h, esse incêndio veio se alastrando de uma forma que eu nunca tinha visto antes. E tomando grandes proporções, a linha ficava maior a cada dia, se dividia, então tinham várias frentes e vários focos para serem combatidos ao mesmo tempo”, conta Sartori.

Foto aérea da Reserva Santa Sofia, no Pantanal Sul Imagem: Drone/Mário Haberfeld
Foto aérea da Reserva Santa Sofia, no Pantanal Sul
Imagem: Drone/Mário Haberfeld

Mário Haberfeld, ex-piloto de Fórmula 1 e fundador do Onçafari, detalha o tamanho do estrago no início de agosto: “Foi um incêndio muito grande, as reservas do Onçafari, a Santa Sofia, principalmente nessa região sul, queimou 65%, uma área de 35 mil hectares de reserva. A gente está com fogo na reserva São Francisco do Perigara, que fica no Pantanal Norte, onde a gente ainda tem fogo e a chuva não chegou”.

Macaco-prego em tronco de árvore queimada pelo fogo em Miranda (MS) Imagem: Bruno Sartori
Macaco-prego em tronco de árvore queimada pelo fogo em Miranda (MS)
Imagem: Bruno Sartori

Com a presença do fogo, os animais podem morrer ao se verem impedidos de escapar.

“Não existe um padrão para a rota de fuga dos animais, porque a velocidade do fogo é muito rápida. Eles correm para onde é possível correr, onde não tem fogo. Mas, muitas vezes, o fogo acaba cercando esses animais, impedindo que eles consigam fugir”.

-Enderson Barreto, do GRAD Brasil

Os desafios dos animais

Muita fumaça em área de incêndio no Pantanal Sul de Nhecolândia, em Corumbá (MS), na primeira quinzena de agosto Imagem: Gustavo Figueiroa/SOS Pantanal
Muita fumaça em área de incêndio no Pantanal Sul de Nhecolândia, em Corumbá (MS), na primeira quinzena de agosto
Imagem: Gustavo Figueiroa/SOS Pantanal

“O maior desafio no resgate dos animais é encontrar eles, porque é difícil. Quando eles estão debilitados, eles tendem a se esconder na mata. Depois, se precisar resgatar, tem o lugar para colocar e cuidar com veterinário antes de liberar novamente. Temos feito reposição de comidas. Tem muitos veados, pássaros e queixadas”.

-Mário Haberfeld, do Onçafari

O GRAD, Grupo de Resposta a Animais em Desastres, tem três frentes de atuação: a busca ativa por via terrestres, percorrendo áreas estratégicas próximas a refúgio; a visualização aérea com drone, usando câmera térmica; e as câmeras traps, armadilhas fotográficas que ativam com o movimento.

Com as imagens avaliadas diariamente, toda uma equipe observa no dia seguinte se algum animal ferido passou e qual sua condição clínica. “Quando é identificada a necessidade de intervenção e resgate, é montado um planejamento imediato de como vai ser feito o resgate, a estabilização e o encaminhamento desse animal também”, explica Barreto.

Para quem vive no Pantanal, ver o estado dos animais pode ser difícil. “Aqui no Pantanal foi o lugar que escolhi para chamar de casa. Me apaixonei pelos animais que existem aqui, acompanho as histórias deles por anos. Ver a velocidade que foi esse fogo nas últimas semanas mexeu comigo de uma forma que é até difícil colocar em palavras”, confessa Sartori.

Onça Itapira com as patas queimadas já enfaixadas após ser resgatada Imagem: Acervo Onçafari
Onça Itapira com as patas queimadas já enfaixadas após ser resgatada
Imagem: Acervo Onçafari

“Encontrar os animais que a gente vê no dia a dia, animais que são super difíceis de encontrar como anta, cervo-do-pantanal e onça-pintada, e ver eles em um cenário que não encaixa, que nada é daquela forma que deveria ser, é devastador. Você vê a fragilidade do bioma com os incêndios, com todas as mudanças climáticas, seca severa que estamos enfrentando. O quão difícil e o quão simples é para que isso acabe em questão de dias”.

-Bruno Sartori, biólogo e guia do Onçafari.

Como ajudar

Mesmo com a seca, há áreas do Pantanal Norte sem incêndios, mas isso não significa menos riscos ou necessidade de insumos. Se os incêndios chegarem na região, o impacto nos animais, flora e biodiversidade como um todo será ainda pior, segundo o veterinário.

A onça-pintada Kwara caminha após incêndio devastar região pantaneira entre Aquidauana e Miranda (MS) Imagem: Bruno Sartori
A onça-pintada Kwara caminha após incêndio devastar região pantaneira entre Aquidauana e Miranda (MS)
Imagem: Bruno Sartori

Enderson Barreto clama por ajuda do poder público, para que ele reconheça a gravidade do momento e forneça, por exemplo, água. “Já foi comprovado com evidências científicas que essa está sendo a pior seca em 70 anos. O município de Poconé (MT), onde tem a Transpantaneira, decretou calamidade pela ausência de água. O governo do Estado entende que a seca segue um curso normal”, diz.

Neste mês, o Onçafari criou a campanha #RecuperaPantanal, que tem como objetivo arrecadar recursos para continuar os trabalhos com equipes no combate aos incêndios, resgate de animais e no pós-fogo, recuperando refúgios e locais onde os animais possam ficar e se alimentar. O SOS Pantanal também recebe apoio, assim como o GRAD Brasil.

“Os animais foram afetados em níveis diferentes por esses incêndios, mas eles são resilientes. Quando a gente fala em uma captura, de recolher o animal e fazer o tratamento, é em último caso apenas. A maior parte do trabalho é direcionar recursos para que esses animais sigam a vida deles e continuem selvagens, que não necessitem de uma intervenção mais séria. Só assim a gente pode acelerar um pouco esse processo de recuperação e ver esse bioma lindo que é o Pantanal voltando a ser exuberante”.

-Bruno Sartori, biólogo e guia do Onçafari

Fogo devasta área na localidade de Nhecolândia, em Corumbá (MS), em 1º de agosto Imagem: Gustavo Figueiroa/SOS Pantanal
Fogo devasta área na localidade de Nhecolândia, em Corumbá (MS), em 1º de agosto
Imagem: Gustavo Figueiroa/SOS Pantanal

Fonte: UOL e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/08/2024/09:25:38

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Casal tenta fugir de abordagem policial e é atropelado por viatura; veja vídeo

Foto: Reprodução | Um casal que trafegava em uma moto sem placa e em alta velocidade foi atropelado por uma viatura da Polícia Militar na avenida Lions Internacional, em Rondonópolis ( a 215 km de Cuiabá), na noite de sábado (24).

Um vídeo gravado por um popular mostra a perseguição policial e momento em que a viatura atinge a moto. De acordo com o boletim de ocorrência, a viatura realizava um patrulhamento quando viu a moto sem placa.

O casal ignorou a ordem de parada e fugiu em alta velocidade, invadindo contramão e subindo no canteiro.

Durante a perseguição, os PMs conseguiram alcançar a dupla e, em uma curva, a viatura colidiu com os suspeitos, que caíram.

Ao realizar a abordagem, os policiais descobriram que o condutor não possuía nenhum documento dele e nem da motocicleta.

A mulher teve uma fratura no tornozelo esquerdo e foi encaminhada para o Hospital Regional da cidade. Já o condutor foi conduzido para a delegacia com lesões no joelho esquerdo e queimadura no tornozelo direito.

Veja o Vídeo:

https://twitter.com/i/status/1828416729510289790

A moto foi removida para a 2º Ciretran. A Polícia Civil vai investigar o caso.

Fonte: O Documento e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/08/2024/08:51:09

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Homem é degolado em kitnet em Sinop | MT

Foto: Sinop Urgente | Até o momento, ninguém foi preso.

Um homem identificado como Willians Osmar de Brito de 30 anos, foi encontrado morto na manhã desta segunda-feira (26) em um conjunto de quitinetes em Sinop (497 km de Cuiabá).

De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Civil foi acionada, por vizinhos, por volta das 6h.

Foi constatado que a vítima tinha vários cortes pelo corpo e um corte profundo na garganta. Além disso, peritos da Politec acreditam que o crime tenha sido praticado por mais de uma pessoa.

Fonte: Repórter MT e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/08/2024/08:08:21

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MPF pede medidas urgentes para combater queimadas em terra indígena e assentamento em Novo Progresso e cidades do PA

Projeto de assentamento Terra Nossa, no Pará, é área onde queimadas são registradas — Foto: Reprodução / CPT Pará

Ações devem se concentrar na Terra Indígena (TI) Munduruku e no Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Terra Nossa. De acordo com o Inpe, o Pará foi o estado com maior número de focos de calor neste fim de semana.

O Ministério Público Federal (MPF) divulgou, nesta segunda-feira (26), que pediu a órgãos federais e estaduais do Pará que tomem medidas urgentes para combater as queimadas na Terra Indígena (TI) Munduruku e no Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Terra Nossa, localizados em Novo Progresso e Altamira, sudoeste paraense.

Como o acesso a estas áreas apresenta uma série de dificuldades logísticas, o MPF pede o envio de aeronaves para que o Ibama atue no território indígena e para que a Polícia Federal (PF) realize trabalhos tanto na TI, quanto no PDS.

As solicitações foram feitas na sexta-feira (23). Entre os órgãos acionados pelo MPF estão a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Exército Brasileiro. O g1 solicitou um posicionamento para cada um deles e aguarda retorno.

Nos ofícios enviados às autoridades, a procuradora da República Thaís Medeiros da Costa ressalta a preocupação com a segurança das comunidades e das equipes de combate aos incêndios.

Denúncias apontam que a origem dos incêndios pode ser criminosa e que pessoas responsáveis pelas queimadas estariam retaliando lideranças socioambientais locais, por meio de ameaças e tentativas de lesão corporal e de homicídio.

Focos de calor

De acordo com o Banco de Dados de Queimadas (BDQueimadas), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Pará foi o estado com maior número de focos de calor no fim de semana (sábado, 24, e domingo, 25). Foram 1103 focos, registrados.

Isto deixa as autoridades em alerta para o risco de incêndio e queimadas em florestas, unidades de conservação e áreas de preservação.

São Félix do Xingu, Altamira e Novo progresso são as cidades paraenses com maior número de focos de calor. Elas registraram, respectivamente, 272, 206 e 183 focos, segundo o BDQueimadas.

Projeto Terra Nossa

O Ministério Público Federal pontuou a necessidade de uma atuação mais forte da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) no combate aos incêndios no PDS Terra Nossa. Um ofício foi enviado à Diretoria de Fiscalização Ambiental do órgão.

Para o MPF é fundamental que o combate aos incêndios no PDS seja feito de forma conjunta e coordenada com a PF, PRF, Ibama e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O Incra, por sinal, recebeu uma série de solicitações do MPF, entre elas informações sobre um ocupante do PDS suspeito de crimes ambientais, ameaça e tentativa de lesão corporal e de homicídio.

O objetivo do pedido é apurar se o suspeito tem perfil de beneficiário do programa de reforma agrária e se a área ocupada por ele é passível de regularização fundiária.

Investigação

É importante ressaltar que, em 2022, a PF abriu um inquérito para investigar incêndios no PDS Nossa Terra, no episódio em que ficou conhecido por ‘Dia do Fogo’, no qual fazendeiros, grileiros e produtores rurais queimaram florestas e unidades de conservação.

Em outubro de 2023, indígenas da etnia Munduruku flagraram queimadas na TI Sawré Muybu, que fica em Itaituba, sudoeste do Pará.

Fonte: G1 PA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/08/2024/08:08:21

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Justiça nega liberdade para autor de chacina em bar de Sinop | MT; motivada por aposta em jogo de sinuca

Edgar Ricardo de Oliveira foi preso no dia 23 de fevereiro de 2023 – dois dias após o crime.| Foto: Reprodução

Criminoso deverá ser levado ao Tribunal do Júri em outubro.

O juiz Anderson Clayton Dias Batista, substituto na 1ª Vara Criminal de Sinop, manteve preso Edgar Ricardo de Oliveira, autor da chacina em que foram mortas sete pessoas em um bar daquela cidade no feriado de Carnaval do ano passado. O cúmplice dele, Ezequias Souza Ribeiro, morreu em confronto com a Polícia Militar durante as diligências em busca pelos criminosos.

Na decisão, datada da sexta-feira (23), o magistrado destacou a manutenção da garantia da ordem pública diante da periculosidade do réu. Recordou que entre as vítimas havia uma menina de 12 anos e que os crimes foram cometidos por motivo torpe. Edgar e Ezequias queriam se vingar por terem perdido uma aposta em jogo de sinuca.

O juiz ainda destacou que os homicídios foram cometidos de forma a dificultar a defesa das vítimas, já que os disparos foram realizados em um estabelecimento comercial com várias pessoas e também em direção à rua. As vítimas foram rendidas e encurraladas na parede e aquelas que conseguiram fugir foram atingidas por tiros pelas costas.

“O perigo gerado pelo estado de liberdade do acusado é patente, posto que os dados fáticos são suficientes para demonstrar que o caso em apreço vai além da normalidade do tipo penal em comento, constituindo fundamentação idônea para a manutenção da custódia preventiva”, destacou o magistrado.

Ressaltou, ainda, que “não há que se falar em excesso de prazo na formação da culpa”, já que está prevista a realização de sessão do Tribunal do Júri para tratar do caso. Se não houver nova alteração, o julgamento deve ocorrer no dia 15 de outubro deste ano.

“Assim, considerando que não se vislumbra qualquer alteração fática-jurídica favorável ao acusado, após a decisão que decretou a segregação cautelar, bem como ante a inexistência de excesso de prazo no trâmite do presente feito, mantenho a prisão preventiva do acusado Edgar Ricardo de Oliveira”, concluiu.

Edgar é réu por seis homicídios triplamente qualificados, por motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou defesa das vítimas e um homicídio quadruplamente qualificado, já que uma das vítimas era menor de 14 anos. Ele também responde por furto qualificado e roubo majorado.

O crime

O crime aconteceu em 21 de fevereiro de 2023, feriado de Carnaval, em um bar onde eram comuns partidas de sinuca com apostas de altos valores. De acordo com a denúncia do MP, no período da manhã Edgar e Ezequias apostaram dinheiro em jogos de sinuca em um bar e acabaram perdendo cerca de R$ 4 mil para Getúlio Rodrigues Frazão Júnior.

Durante a tarde, Edgar retornou ao estabelecimento acompanhado de Ezequias e chamou Getúlio para novas partidas de sinuca, também com aposta em dinheiro. Ele voltou a perder e, irritado, jogou o taco sobre a mesa e deu sinal para que seu comparsa sacasse uma pistola, rendendo as vítimas. Nesse momento, Edgar foi até a caminhonete buscar uma espingarda calibre 12.

Em seguida, Edgar seguiu em direção às vítimas e disparou contra elas. Duas das vítimas foram alvejadas por Ezequias quando já estavam caídas no chão. Depois de cometer os assassinatos, Edgar e Ezequias ainda roubaram a quantia em dinheiro que estava sobre a mesa de sinuca do estabelecimento comercial, referente à aposta do jogo. Em seguida, os homens fugiram em uma camionete S-10 branca.

As vítimas foram identificadas como Orisberto Pereira Souza, de 38 anos; Adriano Balbinote, de 46 anos; Josué Ramos Tenório, de 48 anos; Maciel Bruno de Andrade Costa, de 35 anos; Getúlio Rodrigues Frazão, de 36 anos e sua filha, Larissa de Almeida Frazão, de 12 anos.

Fonte: Repórtet MT e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/08/2024/08:51:09

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Professor que estava desaparecido no MT é encontrado morto em ribanceira; parente é preso

Foto: Reprodução | Durante as buscas por Carlos, a equipe policial encontrou na casa do familiar várias peças de roupas da vítima.

O professor Carlos de Souza Pedrosa, de 58 anos, que estava desaparecido desde o dia 6 de agosto, foi encontrado morto nesta segunda-feira (26), no município de Tangará da Serra (244 km de Cuiabá).

Um familiar da vítima, de 18 anos, foi preso acusado de envolvimento no assassinato e apontou o local em que o corpo estava.

Durante as buscas por Carlos, a equipe policial encontrou na casa do familiar várias peças de roupas da vítima. Em seguida, os agentes foram até a casa da namorada do alvo e encontraram o criminoso que foi preso.

No trajeto até a delegacia, ele confessou envolvimento no crime e apontou a localização do corpo de Carlos.

O cadáver foi encontrado em uma ribanceira, próximo à estrada do Ararão, na zona rural do município.

O homem não quis informar a motivação do crime e nem apontar os outros envolvidos.

O caso segue sob investigação.

Fonte: Repórter MT Por: Jornal Folha do Progresso em 27/08/2024/08:42:02

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Criminosos são presos após invadirem Hospital Municipal de Juruti para realizar assalto

Hospital Municipal foi alvo de criminosos em Juruti — Foto: Câmeras de segurança

Câmeras de segurança registraram o momento que dois homens invadiram a unidade com armas caseiras. Ninguém ficou ferido.

Na noite desta segunda-feira (26), o Hospital Municipal de Juruti, oeste do Pará, foi alvo de um assalto. As câmeras de segurança do hospital registraram a ação dos criminosos, que surpreenderam pacientes e funcionários com armas de fogo, aparentemente de fabricação caseira. Os suspeitos foram presos por volta das 22h15.

De acordo com as imagens, dois homens encapuzados e armados chegaram à recepção do hospital e anunciaram o assalto. O momento gerou pânico entre as pessoas presentes, que foram obrigadas a entregar seus pertences.

Os assaltantes conseguiram levar celulares e bolsas das vítimas antes de fugirem do local. Felizmente, não houve feridos durante a ação.

A Polícia Militar foi rapidamente acionada e realizou diligências para identificar e capturar os suspeitos que fugiram em uma moto modelo POP. Uma das armas utilizadas na ação criminosa e uma mochila foram localizadas em via pública.

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O caso está sendo investigado pela Polícia Civil para apurar se os suspeitos fizeram outros assaltos no município.

Fonte: G1 PA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/08/2024/08:08:21

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Massacre de Pau D’arco: DPU pede desapropriação de fazenda onde 10 trabalhadores rurais foram mortos no Pará

Cemitério de vítimas da chacina de Pau D’Arco, no Pará — Foto: Mario Campagnani/Justiça Global/Divulgação

Fazenda Santa Lúcia, em Pau D’Arco, continua cenário de violentos conflitos de terra.

A Defensoria Pública da União (DPU) recomendou ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) a desapropriação da Fazenda Santa Lúcia, em Pau D’ Arco, na região sudoeste do Pará, onde dez trabalhadores foram mortos após ação policial, em 2017.

Este episódio ficou conhecido por ‘Massacre de Pau D’Arco’ e os executores até hoje não foram julgados. O lugar continua cenário de conflitos pela terra.

A recomendação da DPU foi feita na última sexta-feira (23). Tanto MDA e Incra têm o prazo de 15 dias para apresentar uma manifestação com as devidas justificativas, seja para atender a sugestão ou não.

O defensor regional de Direitos Humanos da DPU no Pará, Marcos Wagner destacou que a falta de mobilização das autoridades competentes para a solução de questões fundiárias da propriedade tem contribuído para a violação de direitos.

“É uma medida indispensável para prevenir futuros conflitos, assegurar a justiça social e promover a paz no campo, proporcionando às famílias rurais acesso à terra, moradia digna, trabalho e uma vida em condições humanas, em consonância com os princípios constitucionais e os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil no âmbito dos direitos humanos e do desenvolvimento sustentável”, destaca o documento.

A DPU ressaltou o papel do Incra na implementação de políticas de reforma agrária e realizar o ordenamento fundiário nacional, contribuindo para o desenvolvimento rural sustentável. O g1 solicitou um posicionamento para o Instituto sobre a recomendação de desapropriação da Santa Lucia e aguarda a resposta.

Sobre a recomendação da DPU, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar respondeu que a demanda cabe ao Incra.

“A desapropriação da fazenda e sua destinação para fins de assentamento rural garantirá o cumprimento da função social da propriedade, como manda a Constituição Federal, e a proteção dos direitos humanos dos trabalhadores rurais vulneráveis”, reforçou a Defensoria Pública da União.

Massacre de Pau D’Arco

Em 24 de maio de 2017, dez trabalhadores rurais, sendo nove homens e uma mulher, foram mortos a tiros durante o cumprimento de mandados de prisão contra ocupantes da Fazenda Santa Lucia que, supostamente, estariam envolvidos no assassinato de um segurança.

Dois policiais civis e 14 policiais militares foram acusados como executores e aguardam em liberdade o julgamento por júri popular.

Uma testemunha do massacre foi morta quatro anos após o crime. Relembre:

CLIQUE AQUI E ASSISTA AO VÍDEO E RELEMBRE O CASO

O caso teve grande repercussão e evidenciou a grave situação de extrema vulnerabilidade social dos trabalhadores rurais na região, além da necessidade de intervenção estatal para solução pacífica dos conflitos agrários.

Fonte: G1 PA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/08/2024/08:33:03

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Escola indígena promove ensino de robótica com temáticas da cultura dos povos originários

Projeto objetiva promover a cultura indígena por meio de jogos e aplicativos — Foto: Agência Pará

Iniciativa busca valorizar e promover a cultura indígena por meio de jogos e aplicativos.

Com o objetivo de promover a cultura dos povos originários nas comunidades, uma escola estadual indígena, localizada na terra indígena Mãe Maria, em Bom Jesus do Tocantins, no Pará, desenvolveu um projeto de robótica que visa unir o ensino da programação com temáticas da cultura local.

Entre os destaques desenvolvidos pelo projeto “Robótica Krintuwakatêjê”, estão jogos com interação da língua indígena, como desafios da memória com figuras de pintura corporal.

Criado pela Escola Estadual Indígena Jathiati Parkatêjê, extensão da Escola Estadual Indígena de Ensino Infantil Fundamental e Médio Kojipokt, o projeto tem despertado o interesse de estudantes por ser, para a maioria, um cenário novo e inovador, segundo o cacique Rârãkre Parkatêjê.

“O projeto de robótica é uma coisa nova para a nossa comunidade. Eu mesmo falei com a professora Ariete que eu não entendia de nada, mas os nossos alunos se apaixonaram por esse trabalho. Eu vi a dedicação deles e passei a me interessar, me encantei muito com a robótica, porque não tem nem na nossa comunidade indígena, nem na nossa Mãe Maria”, explicou.

A professora mencionada é Ariete Moraes, responsável pelo trabalho em questão na localidade, que explica que o projeto não somente valoriza a cultura indígena, como passa a ser acessível para todos.

“Não existe aquela história de que o povo indígena não pode. A tecnologia deve ser acessível para todos, e quando a gente trouxe isso para eles, houve um interesse maior em relação a esse ensino-aprendizagem. Lá na frente eles vão poder perceber o quanto isso foi de valor e o quanto vão poder ajudar a comunidade deles no futuro”, explicou.

Alunos conseguem explorar novos cenários e imaginar futuros melhores

As experiências para os alunos são diversas e inovadoras. De acordo com Imayry Tojaretêrê, estudante do 4º ano do Ensino Fundamental, participar do projeto tem sido algo desafiador.

Entre as atividades executadas, os alunos puderam desenvolver energia elétrica, acionar aparelhos eletrônicos com aproximação de pulseiras, entre outros.

Para a estudante, a experiência dá esperança para planos maiores no futuro.

Na escola, a gente fala que é muito bom aprender isso e um dia podemos criar um foguete. Eu quero ser uma cientista porque eu quero ver o céu de perto”, contou a estudante.

Fonte: G1 PA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/08/2024/08:08:21

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Chefe da ONU emite alerta pela rápida elevação do Oceano Pacífico: ‘Catástrofe em escala mundial’

Antônio Guterres durante visita a Tonga, em 27 de agosto de 2024. — Foto: TUPOU VAIPULU / AFP

Relatório da Organização Meteorológica Mundial revela que nível dos mares subiu 15 centímetros nos últimos 30 anos em partes do Pacífico. Região é afetadas por emissões globais de CO2.

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, emitiu um alerta mundial por causa da rápida elevação do Oceano Pacífico. De acordo com o relatório apresentado pela organização nesta terça-feira (27) as temperaturas nos mares da região estão subindo muito mais rapidamente do que as médias globais.

De acordo com pesquisas, o aumento do nível do mar é consequência do aumento das temperaturas, que causa o derretimento das calotas polares. À medida que o aquecimento aumenta e o gelo derrete, o mar sobe de nível.

O relatório divulgado nesta terça mostra que o nível dos mares subiu 15 centímetros nos últimos 30 anos em algumas partes do Pacífico.

Ilhas do Pacífico estão mais expostas

➡️ O avanço do oceano é uma preocupação global, já que isso pode afetar milhares de comunidades costeiras pelo mundo. No entanto, as ilhas do Pacífico são excepcionalmente expostas.

🚨 Sua elevação média é de apenas um a dois metros acima do nível do mar. Cerca de 90% da população vive a apenas 5 quilômetros da costa e metade da infraestrutura está a 500 metros do mar.

“Estou em Tonga para emitir um SOS mundial [‘salvem nossos mares’, do inglês ‘save our seas’] sobre a rápida elevação dos níveis do mar. Uma catástrofe em escala mundial está colocando em risco este paraíso do Pacífico”, afirmou Guterres.

Emissões globais com impacto na região

➡️ As temperaturas da superfície do mar no sudoeste do Pacífico aumentaram três vezes mais rápido que a média global desde 1980, de acordo com um relatório regional compilado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) e divulgado na terça-feira.

Os números contrastam com a realidade das ilhas: elas são pouco povoadas, com pouca indústria e geram menos de 0,02% das emissões globais anuais de CO2. Ou seja, o que impacta a região não é sua própria emissão, mas as emissões globais.

“É cada vez mais evidente que estamos ficando sem tempo para reverter a maré”, advertiu a argentina Celeste Saulo, secretária-geral da OMM.

Tempestades e inundações

O relatório ainda revela que 34 “eventos de risco hidrometeorológico” relacionados principalmente a tempestades ou inundações no sudoeste do Pacífico causaram mais de 200 mortes e afetaram mais de 25 milhões de pessoas no ano passado.

Segundo o documento, o aumento do nível do mar em alguns locais, como Kiribati e Ilhas Cook, foi similar ou um pouco abaixo da média mundial. Mas em outros lugares, como as capitais de Samoa e Fiji, a elevação foi quase o triplo da média — de 31 centímetros e 29 centímetros, respectivamente.

Tuvalu é formada por um conjunto de ilhas que podem desaparecer nas próximas décadas — Foto: Getty Images
Tuvalu é formada por um conjunto de ilhas que podem desaparecer nas próximas décadas — Foto: Getty Images

País pode desaparecer

Segundo os cientistas que elaboraram o relatório, Tuvalu, um país insular de baixa altitude, poderá desaparecer nos próximos 30 anos, mesmo em um cenário de aquecimento global moderado.

“É um desastre atrás do outro, e estamos perdendo a capacidade de reconstruir, de suportar outro ciclone ou outra inundação”, disse à AFP Maina Talia, ministro do Clima de Tuvalu. “Não devemos fechar os olhos às mudanças climáticas e ao aumento do mar”, insistiu.

Fonte: G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/08/2024/08:08:21

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