Pescadores fisgam bagre ‘monstro’: 2,7 metros e 120 quilos

Pescadores fisgam bagre ‘monstro’: 2,7 metros e 120 quilos — Foto: Reprodução

Luta para vencer o peixe gigantesco em represa na Bulgária durou duas horas e envolveu três homens.

Três pescadores pegaram um bagre gigante na represa de Dyakovo, perto de Dupnitsa (Bulgária) na semana passada. O peixe pode ser avaliado por especialistas do Guinness Book, relata a bTV, que diz acreditam numa recorde obtido pelo grupo: 120 kg e tem 2,70 metros de comprimento.

Os homens que pegaram o peixe — Mario Hristov, Mario Spasov e Mario Danailov — dizem que a luta com o peixe foi longa e difícil, e durou cerca de duas horas.

“Nossas mãos estavam tremendo e estávamos ficando cansados. Tínhamos que nos revezar a cada 20,30 minutos até conseguirmos cansá-lo e puxá-lo para dentro do barco”, disse um deles.

Pescadores fisgam bagre 'monstro': 2,7 metros e 120 quilos — Foto: Reprodução
Pescadores fisgam bagre ‘monstro’: 2,7 metros e 120 quilos — Foto: Reprodução

“Queríamos jogar o animal de volta na água, mas havia tanta euforia, tantas fotos. Ele ficou traumatizado e não conseguimos salvá-lo”, completou o pescador.

O trio esperou que uma equipe da bTV fosse ao local para provar que o bagre fisgado “não era história de pescador”.

Hristov também disse que os bagres são conhecidos por atacar humanos e arrastá-los para as profundezas.

“Às vezes, eles podem se tornar realmente agressivos. Eles são tão fortes que podem arrastá-lo para baixo d’água. Ouvi falar de um bagre que afogou uma pessoa no Rio Danúbio”, completou o pescador.

“Eles têm vários dentes que podem perfurar a pele e causar infecção. Se eles conseguirem cravar suas presas em algo, eles vão segurar firme e arrastar para baixo. Suas caudas também são muito poderosas e perigosas”, finalizou o búlgaro.

Fonte: Portal EXTRA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/10/2024/07:25:27

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Justiça interrompe obras em mineroduto no Pará

Mineroduto de 244 km atravessa cinco municípios da mineradora da Hydro em Paragominas até a refinaria Hydro Alunorte, em Barcarena. — Foto: Hydro

Processo sobre obras de manutenção do mineroduto corria pela Vara Cível do Acará e, após recurso da Defensoria Pública do Estado, agora passará pela Vara Agrária de Castanhal.

Uma decisão da Justiça do Pará interrompeu as obras de manutenção do mineroduto da Mineração Paragominas, do grupo norueguês Norsk Hydro, em Tomé-Açú, no nordeste do estado.

As obras tinham sido motivo de protestos de comunidades tradicionais em Belém, que vinham apontando também impactos socioambientais do empreendimento. Em nota, a empresa disse que já se manifestou formalmente à Justiça – veja íntegra do posicionamento ao final.

O conflito agrário envolve indígenas, quilombolas e a multinacional instalada na região do Território Quilombola de Nova Betel, em Tomé-Açu. A sentença, que anulou decisão anterior proferida pela Vara Cível do Acará, foi publicada no último dia 14 de outubro e divulgada nesta sexta (18).

O processo sobre as obras de manutenção do mineroduto corria pela Vara Cível do Acará e, após recurso da Defensoria, agora passará pela Vara Agrária de Castanhal, por determinação da desembargadora Ezilda Pastana Mutran, da 1ª Turma de Direito Público do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA).

Os argumentos da Defensoria foram acatados pela sentença, que determinou que o conflito em questão é de natureza rural e, portanto, de competência da Vara Agrária.

“Com essa decisão, a empresa não pode mais entrar lá (na área quilombola) para executar a obra, ação que era autorizada pela Vara Única de Acará, e agora estão interrompidas até que o processo seja encaminhado para Vara Agrária onde ocorrerá manifestação dentro do juízo competente”, explica defensora Andréia Barreto.

O mineroduto transporta polpa de bauxita de Paragominas para Barcarena, numa extensão total de 246 km de tubo subterrâneo e perpassa por sete municípios em faixa de 20 metros de largura.

No percurso, o mineroduto corta a área quilombola e passava por obras no trecho de 29 km, entre os km 116 e 145, nos municípios de Tomé-Açu e Acará.

Em outubro de 2023, Defensoria Pública do Estado já tinha movido uma ação pedindo a suspensão das obras, apontando que as comunidades não foram consultadas de forma prévia, livre e informada; e também que as obras do mineroduto ocorrem sem estudos de impacto.

“Existe uma ação nossa questionando a empresa de não cumprir certos compromissos e também de não ter elaborado até hoje o plano emergencial, que é exatamente para garantir a segurança em determinados tipos de incidentes ou vazamentos”, diz Andréia Barreto.

O que diz a empresa

Nesta sexta-feira (18), a mineradora divulgou a seguinte nota:

“A Mineração Paragominas (MPSA) recebeu com surpresa a recente decisão da 1ª Turma de Direito Público, que determinou que a ação proposta pela empresa, referente à continuidade das obras de manutenção do mineroduto no município de Acará, seja conduzida pela Vara Agrária de Castanhal, resultando na revogação da liminar anteriormente concedida pela Vara Cível de Acará.

A MPSA esclarece que o processo utilizado como base para a transferência da ação não possui conexão com a ação proposta perante a Vara Cível de Acará, conforme citado na decisão, sendo diverso o seu objeto.

A liminar anteriormente proferida pela Vara Cível de Acará assegurava à MPSA o direito de acessar suas faixas de servidão para monitorar seus ativos e realizar a manutenção preventiva em seu mineroduto. Essa atividade é fundamental para garantir o pleno funcionamento do equipamento, que é essencial para a operação da MPSA, considerada uma atividade de utilidade pública e de grande relevância para o Estado do Pará.

A Mineração Paragominas esclarece que já se manifestou formalmente nos autos da ação e que permanecerá acompanhando o desenvolvimento do processo.”

O que diz o governo

Responsável por licenciar as obras do mineroduto, a Procuradoria-Geral do Estado do Pará (PGE) informou que a autorização concedida pelo estado para a obra em questão seguiu os parâmetros estabelecidos pelos órgãos competentes e que a fiscalização do andamento e da execução do projeto está sendo realizada de forma contínua pelas equipes técnicas responsáveis.

Fonte: g1 Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/10/2024/07:47:39

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Pai e filho são abordados levando 37,5 mil dólares nas cuecas e nos bolsos em rodovia no RS, diz PRF

Dólares são apreendidos nas cuecas de pai e filho | Foto: Divulgação/PRF

Ação ocorreu em Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai. Como dupla não conseguiu comprovar origem do dinheiro, quantia foi apreendida. Pai e filho vão responder, em liberdade, por crime financeiro.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, nesta quinta-feira (17), 37,5 mil dólares transportados por pai e filho na BR-158, em Santana do Livramento, município do Rio Grande do Sul na fronteira com o Uruguai. De acordo com os agentes, as cédulas estavam escondidas nas cuecas do pai e nos bolsos do filho.

A abordagem ocorreu durante a manhã. Os policiais pararam um veículo com placas de Palmitos (SC), onde estavam os homens.

Durante a revista, os agentes encontraram 17,5 mil dólares nas cuecas do pai e 20 mil dólares nos bolsos do filho. Na conversão, a quantia equivale a cerca de R$ 227 mil.

Os homens não conseguiram comprovar a origem do dinheiro. Por isso, os dólares foram apreendidos. Pai e filho foram autuados e liberados. Eles vão responder, em liberdade, por crime financeiro.

Segundo a PRF, ambos são naturais de Frederico Westphalen, no Norte do RS. O pai, de 52 anos, não tinha antecedentes policiais. Já o filho, de 29 anos, tinha passagem na polícia por contrabando. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.

Fonte: g1 RS e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/10/2024/07:25:27

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Homem processa Leonardo e quer R$ 560 mil de indenização por agressão após briga incitada por cantor

Cantor Leonardo — Foto: rep/instagram

Caso ocorreu em junho, no município de Aruanã, em Goiânia.

Mais um B.O. para Leonardo resolver. Após entrar na Lista Suja de maus empregadores por supostamente deixar funcionários de uma de suas fazendas em condições análogas à escravidão, o cantor está sendo processado por um ex-fã, que alega ter apanhado num show do sertanejo, após uma “ordem” polêmica dele.

O caso aconteceu em Aruanã, Goiânia, no dia 20 de junho. O vaqueiro Marcelo Gomes da Silva entrou com uma ação na vara municipal do Tribunal de Justiça de Goiás no último dia 24 de setembro, reclamando responsabilidade civil, danos morais e direitos de imagem. O valor requerido é de R$ 560 mil.

Marcelo alega que uma discussão começou entre ele e um desconhecido, na plateia de Leonardo, após o homem dar em cima de sua mulher. Com o clarão que se abriu, Leonardo viu a confusão do palco e disse: “”A gente está aqui para assistir, a gente paga caro para ver. Oh, grandão de chapéu, dá um tapa na orelha dele”.

E foi, de fato, o que aconteceu. O homem de chapéu, bem maior que Marcelo, dá um soco nele, que cai no chão. A cena foi gravada por muitos fãs do cantor e viralizou minuto depois, sendo notícia em vários portais, mostrando a queda de Marcelo.

No boletim de ocorrência que registrou, ele conta que o show seguiu com ele desacordado no chão, sangrando. Marcelo afirma que não recebeu socorro médico. O vaqueiro narra ainda que só recobrou a consciência ao ser levado para a beira de um rio próximo.

Como o vídeo correu as redes sociais e não se sabia a versão de Marcelo para o início da confusão, o vaqueiro passou a ser acusado de ter agredido uma mulher, durante a apresentação de Leonardo, o que ele nega.

Fonte: G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/10/2024/07:40:37

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Polícia investiga denúncias de agressões entre advogada e escrivão em delegacia no Pará

Agressões ocorreram dentro de delegacia no interior no Pará. — Foto: Reprodução / TV Liberal

Vídeo mostra quando o agente empurra e dá tapas na advogada, após ela tentar pegar o celular dela que estava com ele.

A Polícia Civil (PC) abriu um inquérito por meio de uma portaria para apurar denúncias de agressões entre uma advogada e um escrivão dentro de uma delegacia em Acará, no nordeste do Pará.

O caso ocorreu nesta sexta-feira (19). O vídeo acima mostra a advogada relatando que foi agredida pelo escrivão do local e questionando se os outros homens da delegacia não fariam nada a respeito.

Logo em seguida, as imagens exibem a mulher pedindo para que o escrivão devolva o celular dela que está com ele. A advogada tenta pegar o aparelho, segurando na camisa do homem. O escrivão, então, dá empurrões e tapas na mulher.

Ambos alegaram e denunciaram terem sido agredidos. Segundo as pessoas que estavam na delegacia, a confusão começou depois que a advogada chegou à delegacia para tentar liberar um cliente que foi preso em flagrante por dirigir alcoolizado.

A PC informou que perícias foram solicitadas e testemunhas são ouvidas para auxiliar nas investigações, conduzidas pela delegacia do Acará.

Fonte: G1 PARÁ e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/10/2024/07:25:27

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Irmãos de 8 e 10 anos se afogam enquanto brincavam no rio em Várzea Grande | MT

Mergulhadores estão no local realizando buscas — Foto: Fagner Alexandre

Uma equipe do Corpo de Bombeiros está no local realizando buscas.

Dois irmãos de 8 e 10 anos se afogaram enquanto brincavam no Rio Cuiabá, no Bairro Alameda, em Várzea Grande, na manhã deste domingo (20).

Uma equipe do batalhão de mergulhos do Corpo de Bombeiros está no local realizando buscas.

Segundo os militares, as crianças teriam ido até o rio para nadar com a irmã mais velha, de 15 anos, no entanto, acabaram se afogando.

O Capitão Paulo Felipe informou que as buscas vão até o anoitecer de hoje e, caso seja necessário, serão retomadas na manhã seguinte, às 5h.

Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, não há placas sinalizando risco de afogamento na região.

Fonte: G1 MT e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/10/2024/07:25:27

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Populares espancam homem que tentou beijar menino de 9 anos

Foto: Reprodução | É revoltante imaginar que uma simples caminhada familiar tenha sido interrompida por um ato tão abominável. Na tarde de ontem, 20, um homem abordou um menino, que seguia a poucos passos de sua mãe na rua Desembargador Clotário Portugal, em Apucarana (PR), e tentou beijá-lo.

Uma cena de terror para qualquer pai ou mãe, que, no caso, se viu impotente para socorrer o filho porque segurava um carrinho de bebê. Contudo, a mãe agiu com uma presença de espírito admirável e, em um ato de desespero, gritou que o pai da criança estava chegando. A mentira surtiu efeito, e o agressor fugiu assustado.

Entretanto, a indignação da população que presenciou o ocorrido tomou um rumo preocupante. Ao avistar o homem fugindo, algumas pessoas decidiram agir por conta própria, perseguindo-o e, mais tarde, agredindo-o em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

A violência foi tão intensa que o suspeito precisou de atendimento médico devido a uma possível fratura na mandíbula. Depois, foi levado pela Polícia Militar para a 17ª Subdivisão Policial de Apucarana, onde as providências legais serão tomadas.

É compreensível a indignação diante de um ato que ameaça a segurança e a inocência de uma criança. Porém, transformar essa raiva em violência desenfreada e fazer justiça com as próprias mãos não é o caminho.

A atitude da população, embora motivada pela revolta, também gerou uma situação de descontrole que poderia ter terminado em tragédia. A justiça precisa ser feita, sim, mas cabe às autoridades legais assegurarem que o responsável seja punido de forma adequada e dentro dos limites da lei.

A violência não é a resposta, nem mesmo contra quem a praticou primeiro.

Fonte: ver-o-fato e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/10/2024/07:28:42

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Suspeito de ataque a tiros em boate que feriu 3 militares do Exército e outras 4 pessoas é preso em MT

Atentado ocorreu em uma boate de Cáceres (MT) — Foto: João Arruda/Portal Mato Grosso

Atirador chegou na casa noturna em uma moto e fez diversos disparos para várias direções, segundo a polícia.

O suspeito de um atentado a tiros que deixou três militares do Exército Brasileiro feridos em uma boate de Cáceres, a 220 km de Cuiabá, foi preso neste sábado (19), em Cuiabá. No dia do crime, outras quatro pessoas que estavam no local ficaram feridas em decorrência de vidros que foram quebrados no estabelecimento. Todas as vítimas têm entre 18 e 20 anos.

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Segundo a Polícia Civil, o suspeito de 23 anos foi identificado a partir de uma tornozeleira eletrônica que usa por outros crimes praticados. A ordem de prisão foi decretada pela Justiça e os policiais iniciaram a negociação com o advogado do suspeito para que ele se entregasse.

O suspeito se escondia em uma região de mata na cidade de Diamantino, a 299 km de Cuiabá, e se entregou no bairro Vila Aurora, região da Morada da Serra, em Cuiabá. Ele deve passar por audiência de custódia.

Na madrugada de segunda-feira (14), imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que dois homens armados invadem uma boate de Cáceres, a 220 km de Cuiabá, e efetuam diversos disparos.

Nas imagens, é possível ver alguns clientes fora do estabelecimento, quando os dois atiradores chegam correndo e apontando uma arma. Em seguida, todos entram para a boate e então começam os disparos.

De acordo com a Polícia Militar, muitas pessoas se feriram enquanto tentavam fugir do ataque. Após os disparos, os suspeitos fugiram e são procurados pela polícia.

Fonte: G1 MT e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/10/2024/07:25:27

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Mega-Sena 2786 acumula e prêmio vai a R$ 51 milhões; apostas do Pará acertam a quina

Foto: Reprodução | Confira os números sorteados da Mega-Sena 2786 e descubra o valor acumulado do próximo prêmio. Duas apostas do Pará acertam a quina.

A Caixa Econômica Federal sorteou na noite desta quarta-feira (16) o concurso 2786 da Mega-Sena, que tem o prêmio principal de R$ 41.839.173,61. Não houve acertadores e o prêmio acumulou em R$ 51 milhões. O próximo sorteio será no dia 22 de outubro.

Os números sorteados no Espaço da Sorte, em São Paulo, foram: 08 – 10 – 23 – 34 – 36 – 50.

A quina teve 90 apostas ganhadoras e cada uma vai receber R$ 48.723,85. Duas delas são do Pará. Uma é de Belém, aposta simples, e outra é de Altamira, um bolão de R$ 146.171,37 com 19 cotas.

A aposta simples para a Mega-Sena custa R$ 5 e pode ser feita até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio em uma casa lotérica ou pela internet, por meio do aplicativo Loterias Caixa ou pelo site de loterias da Caixa.

A probabilidade de acerto para quem faz uma aposta de seis números (no valor de R$ 5) da Mega-Sena é de uma em mais de 50 milhões. Na aposta com sete números (que custa R$ 35), a chance sobe para uma em 7,1 milhões.

Fonte: Diário do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/10/2024/07:20:53

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MPF e MPPA cobram do governo do Pará transparência e consulta prévia sobre venda de créditos de carbono

Arte: Comunicação/MPF | Membros do MP também querem justificativas para a contabilização de áreas que não pertencem ao Estado.

O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) requisitaram que a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) cumpra medidas urgentes para que as leis não sejam violadas em uma eventual concretização da anunciada venda, pelo governo do Pará, de quase R$ 1 bilhão em créditos de carbono gerados no Estado.

A requisição foi encaminhada hoje (18) ao titular da Semas, Raul Protázio Romão. MPF e MPPA cobram a adoção de medidas para a promoção da transparência de informações sobre o projeto, para a garantia da participação social e para o respeito ao direito à Consulta Prévia, Livre e Informada (CPLI) a povos indígenas e comunidades tradicionais.

O governo do Estado divulgou a venda no final de setembro. No entanto, o MPF e o MPPA identificaram que não existem informações públicas disponíveis sobre a arquitetura proposta para o projeto. Procuradores da República e promotores de Justiça também constataram que só algumas poucas organizações convidadas pela Semas tiveram acesso à documentação.

Além disso, organizações da sociedade civil alegam que não participaram dos debates e que não foi assegurada a realização de CPLI, prevista na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Dúvidas sobre possibilidades de negociação – Na requisição à Semas, membros do MPF e do MPPA destacam que a necessidade de publicização do processo de construção do sistema de venda de créditos de carbono e de garantia de participação ampla da sociedade civil é agravada pelo fato de haver dúvidas sobre a real possibilidade de negociação desses créditos.

Essas dúvidas surgem porque parte dos créditos seria decorrente de imóveis rurais que não compõem o patrimônio fundiário do Estado do Pará, como terras indígenas, Unidades de Conservação de Proteção Integral de dominialidade federal, e Unidades de Conservação de Uso Sustentável de dominialidade federal ou municipal.

Detalhes das requisições – À Semas, o MPF e o MPPA requisitaram:

• A adoção de providências imediatas para a disponibilização da documentação remetida ao Ministério Público em todos os meios de acesso à informação ambiental à disposição da SEMAS, tais como sites, correios eletrônicos, bibliotecas, dentre outros;

• A realização de Audiências Públicas, Consultas Públicas, Reuniões Públicas respeitando-se a diversidade de regiões do estado, as quais devem ser divulgadas amplamente e com antecedência necessária, para que os diversos setores da sociedade possam compreender o projeto, debater e aportar críticas e sugestões;

• A realização da Consulta Livre, Prévia e Informada assegurada pela Convenção 169 da OIT, respeitando-se os protocolos autônomos em vigor, bem como os procedimentos culturalmente diferenciados para a tomada de decisão, tudo em conformidade com a mencionada convenção;

• A prestação de informações acerca da área sobre a qual incidirá o denominado Sistema Redd+ Jurisdicional, com sua localização geográfica, bem como sobre o tratamento jurídico que será destinado às áreas que não pertencem à dominialidade do Estado do Pará, tais como Terras Indígenas, Unidades de Conservação Federais, Florestas Públicas Federais, Assentamentos da Reforma Agrária, áreas privadas, dentre outras.

Fonte: PRPA-ASCOM  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 19/10/2024/10:40:20

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