Bombeiros fazem buscas por duas pessoas que desapareceram após empurrador ir a pique em Belterra | PA

Barraqueiros tentando salvar cadeiras arrastadas pelo vendaval e a forte correnteza — Foto: Reprodução / Redes sociais

Outros três tripulantes que pularam para um balsa foram resgatados com vida pelos bombeiros.

Forte vendaval registrado na tarde de segunda-feira (4) no município de Belterra, oeste do Pará, levou a pique uma embarcação do tipo empurrador que estava carregada de brita. O acidente aconteceu em frente à praia do Pindobal, onde o vendaval deixou um rastro de estragos após derrubar barracas e arrastar mesas e cadeiras. Duas das cinco pessoas que estavam no empurrador desapareceram após serem arrastadas pela força dos ventos e das águas do Rio Tapajós.

Na manhã desta terça-feira (5), uma equipe de mergulhadores do 4º Grupamento de Bombeiros Militar (4º GBM) com sede em Santarém, retornou ao município de Belterra para retomar as buscas pelos desaparecidos identificados como: Nilson Edimar Rodrigues e Manoel de Assis.

Ainda na tarde de segunda, após serem acionados, os bombeiros resgataram com vida três tripulantes do empurrador que conseguiram escapar do naufrágio após pularem para uma balsa. Eles foram identificados como: Manoel Tomás Pereira Gomes, Ronilson Farias de Almeida e Roberto Kenedy de Sousa.

Após serem resgatados, os sobrevivem foram encaminhados á unidade de saúde do município de Belterra para receberem atendimento médico. Nenhum precisou ficar internado.

Os sobreviventes do naufrágio informaram que ao perceberem que a embarcação iria a pique, pularam para uma balsa, mas logo depois, Nilson Rodrigues e Manoel de Assis resolveram retornar ao empurrador para buscar seus pertences, mas acabaram sendo arrastados pela correnteza e desapareceram.

A empresa proprietária do empurrador informou que está dando assistência aos tripulantes resgatados e dando apoio às buscas realizadas pelo Corpo de Bombeiros.

Durante o vendaval, donos de barracas de arriscaram entrando no rio agitado para tentar salvar cadeiras, mesas e outros objetos arrastados pelo vendaval para dentro do rio. (veja o vídeo abaixo)

https://twitter.com/i/status/1853832227542413774

Fonte: G1 PA  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/11/2024/08:43:44

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Após forte vendaval que atingiu Santarém e região rebocador vai à pique no Rio Tapajós

Foto: Reprodução (vídeo)/redes sociais | Cinco pessoas estavam à bordo, três foram resgatadas e duas estão desaparecidas; vídeo mostra estrago feito pelo vento em uma das praias da região.

Um rebocador foi à pique no final da tarde desta segunda-feira (4), após uma forte ventania que atingiu Santarém e região oeste do Pará. Segundo as primeiras informações cinco pessoas estariam a bordo.

O fato aconteceu em frente à comunidade de Porto Novo, no município de Belterra. O Corpo de Bombeiros foi imediatamente acionado. Uma equipe do 4º GBM que saiu de lancha, de Santarém, conseguiu fazer o resgate de três pessoas que estavam à deriva. Outras duas pessoas estão desaparecidas.

O rebocador, identificado como ‘Reis Primeiro’, de responsabilidade da empresa Calnave, foi a Pique no meio do rio, por volta da 17:30 . Dos 5 tripulantes, três conseguiram passar para a balsa, os outros dois, por motivos caíram na água e estão desaparecidos.

Manuel Tomás Pereira Gomes, 50 anos, Ronilce Farias de Almeida, cozinheira e Roberto Kenedy de Sousa, 49 anos, foram resgatados. e receberam os primeiros atendimento no Posto de Saúde de Alter do Chão.

Nilson Edimar Rodrigues e Manuel se Assis estão desaparecidos.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o estrago feito pela ventania em uma das praias da região, a praia do Pindobal, em Belterra.

https://twitter.com/i/status/1853832227542413774

Fonte: Portal RDN  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/11/2024/12:01:05

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Líder ruralista revela para mídia Nacional que houve um plano para esquartejar servidor da Funai em Novo Progresso (PA)

Agamenon Menezes se tornou nacionalmente conhecido como a principal voz do agronegócio em Novo Progresso, uma região marcada por graves conflitos socioambientais (Foto: José Cícero)

Líder ruralista de Novo Progresso (PA) diz que, há 20 anos, houve um plano para esquartejar servidor da Funai.

NOVO PROGRESSO (PA) – Radicado em Novo Progresso desde os anos 1980, Agamenon da Silva Menezes se tornou nacionalmente conhecido como a principal voz do agronegócio em uma região marcada por graves conflitos socioambientais, como a exploração ilegal da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim por agropecuaristas. O município registrou, ao longo dos últimos anos, diversas emboscadas e tiroteios com forças de segurança e agências de fiscalização ambiental, como o Ibama.

Em entrevista à Agência Pública no final de setembro em sua casa em Novo Progresso, Menezes, que disse ter sido, durante 27 anos, o presidente do sindicato rural do município e hoje é diretor da entidade, expressou seu ódio a respeito do trabalho de organizações não governamentais ambientalistas na região, como o Greenpeace.

Menezes: Eu nunca aceitei ONG aqui. Você pode ver que aqui não tem nenhuma ONG. Ela pode entrar aqui, mas não sai. O Greenpeace quer morrer, mas não quer me ver.

Pública: Por que ela não sai? O que acontece com ela?

Menezes: Porque a gente pega e… quebra no cacete. Outro dia eu dei uma carreira naquele cara do Greenpeace aqui. Fui até no Guarantã [do Norte] atrás dele. O cara correu muito, viu, pra não pegar ele. Se eu pego ele… [inaudível]

Menezes disse não se recordar do nome do ambientalista. No contexto de sua fala, ele pode ter se referido a uma viagem feita por ativistas do Greenpeace em 2005, quando passaram por Novo Progresso e Guarantã do Norte a fim de denunciar o desmatamento na região.

“Nós somos odiados naquela região. A treta do Agamenon conosco é antiga. Não conseguimos trabalhar. A gente evita principalmente Novo Progresso e Castelo dos Sonhos. Tivemos problemas sérios de 2005 a 2013, pelo menos. Em 2013, ficamos presos numa barreira de madeireiros em Trairão. A gente sempre teve problemas na região e sempre fomos odiados. Já teve de tudo, até perseguição na rodovia”, confirmou um ativista do Greenpeace.

Menezes, 73 anos, disse ser portador da doença de Parkinson há cerca de 15 anos. Os sintomas neuromotores, como tremores nas mãos e problemas de dicção, são perceptíveis, mas o raciocínio de Menezes está intacto. Ele afirmou ter nascido em Campo Grande (MS) em 1951 e se formado em engenharia agronômica em Novo Hamburgo (RS). Lá foi convidado a trabalhar em Roraima, mas, devido às condições ruins da estrada, acabou parando em Porto Velho (RO), onde chegou a trabalhar como “secretário de Agricultura”, segundo ele.
Em novembro de 1985, resolveu se estabelecer em Novo Progresso, depois que um conhecido lhe falou sobre os negócios gerados pela exploração de garimpo na região. O município de Itaituba (PA), hoje o principal centro de produção de ouro no país, é vizinho de Novo Progresso. Menezes resolveu montar uma loja de venda de peças e equipamentos para garimpo.

A Casa do Garimpeiro, segundo Menezes, foi inaugurada em 1986. Vendia para garimpos de toda a região, como Moraes de Almeida, Crepori e Creporizão. Naquela época, dando sequência à política da ditadura militar, o ouro era todo vendido em agências bancárias instaladas pelo próprio governo federal, que dava pleno incentivo à atividade garimpeira.

Segundo Menezes, o famigerado Serviço Nacional de Informações (SNI) era presença constante na região a título de “fazer pesquisas”. O município de Novo Progresso, hoje com 33,6 mil habitantes, nasceu no trecho da rodovia BR-163 aberto pela ditadura militar a partir do início dos anos 1970.

Levas de colonos, principalmente do Sul do país, começaram a chegar a Novo Progresso, que, até então, segundo Menezes, “não tinha nada”. “Uma caminhonete do Incra”, o instituto de colonização e reforma agrária do governo federal, “passava dizendo: ‘Você desmata o que puder, que titulamos o dobro’”. Ao longo da estrada, diz o ruralista, o governo “deu um lote de 100 hectares para cada família”.

“Mais para o fundo, quem pudesse desmatar mil hectares, ele [governo] dava o dobro. Então era essa lei do Incra. Metade tinha que deixar de reserva [ambiental].”

Menezes disse que não recebeu nenhum lote do Incra, mas depois comprou outro, com recursos próprios.

Segundo o ruralista, essa política governamental também levou às primeiras ocupações da Flona do Jamanxim e outras unidades de conservação na região. “O Jamanxim foi um grupo de gaúchos, pessoal lá do Sul, com dinheiro. E vieram pra cá porque tinha essa história de pegar terra, ‘derrubar tanto, e ter direito a meter o dobro’. Nessa onda, eles vieram pra cá. E acharam uma gleba, Embaúba, onde não tinha ninguém.”

Hoje o governo estima que mais de 180 mil cabeças de gado estejam sendo criadas ilegalmente dentro da Jamanxim.

Quando lançaram, em 2017, seu livro de referência sobre a região Dono é quem desmata — conexões entre grilagem e desmatamento no sudoeste paraense, os pesquisadores Maurício Torres, Juan Doblas e Daniela Fernandes Alarcon usaram uma fala de Menezes como epígrafe da obra:

“Quem me garante que a geração futura vai aprovar nós termos preservado a Amazônia? Quem me garante que essa geração vai aprovar? Eu vou fazer só um exemplo: dinossauro faz falta na sua vida?”

O livro descreve como Novo Progresso foi um dos municípios paraenses em que o programa Terra Legal, criado pelo governo Lula 2 em 2009 com o objetivo de “regularizar terras”, “mais titulou terras e isso acendeu as esperanças de que todas as terras – incluindo as griladas – seriam tituladas”.

“Quando da pesquisa em campo, era dizer corrente que terras ilegalmente apropriadas e desmatadas seriam legalizadas e que o parcelamento (em frações de até 15 módulos rurais, tamanho compatível com os limites do programa) e o uso de ‘laranjas’ seriam práticas plenamente aceitáveis no marco do programa”, diz a obra.

“Vamos deixar a cabeça aqui, uma perna no fórum, outra na delegacia”
O livro descreve também como os trabalhos executados pelo governo federal durante o governo Lula 1, em 2003, para a demarcação da Terra Indígena (TI) Baú, do povo Kayapó, acabaram por consolidar Agamenon Menezes como uma liderança ruralista na região. “Menezes tinha, no início dos anos 2000, a redução da TI Baú como bandeira principal.”

Com a ativa participação do então ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, o território acabou diminuído em cerca 17% (uma perda de 317 mil hectares). Essa redução, segundo o livro, foi uma “decorrência da pressão de grupos locais ligados à agropecuária e à grilagem de terras públicas, atuantes até hoje”.

Em 2003, o cacique Megaron Txucarramãe, sobrinho do cacique Raoni, revelou que havia ameaças de morte contra os Kayapó. “A população [de Novo Progresso] estava contra a demarcação. Um homem ameaçou matar, ameaçaram fazer coisa feia. Então eles [os líderes Kayapó] decidiram assinar o acordo.”

Em entrevista à Pública no final de setembro de 2024 em sua casa, Agamenon expressou seu ódio ao trabalho de organizações não governamentais ambientalistas na região | Foto: José Cicero
Em entrevista à Pública no final de setembro de 2024 em sua casa, Agamenon expressou seu ódio ao trabalho de organizações não governamentais ambientalistas na região | Foto: José Cicero

Na entrevista à Pública no mês passado, Agamenon Menezes revelou que havia um plano sinistro para impedir a demarcação da terra Baú: sequestrar e matar um funcionário da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). O órgão havia mobilizado técnicos e agrimensores para demarcar a TI Baú.

O plano, segundo o ruralista, foi comunicado extraoficialmente ao juiz do município depois que a crise terminou. Ele disse que, em meio a muita tensão, que incluiu o bloqueio da BR-163 durante 14 dias, os ruralistas sequestraram e atacaram cinco policiais rodoviários. Na sequência, teria dito ao magistrado que, “amanhã”, ocorreria algo ainda mais “grave que vocês vão se arrepender a vida toda de não ter ajudado mais”. Eles queriam que o então ministro da Justiça revogasse a portaria demarcatória de 1991 que designava à terra indígena um total de 1,85 milhão de hectares.

Menezes: Aí o juiz ligou lá para o ministro e o ministro mandou um documento revogando a portaria dele. Foi aí que liberamos [a rodovia]. Aí passou uns três dias e o juiz mandou me chamar lá [no fórum]. Ele falou: “Rapaz, estou curioso, o que vocês iam fazer?”. [Respondi]: […] “No segundo dia, nós íamos prender o rapaz da Funai, o representante da Funai, e esquartejar ele, deixar a cabeça aqui, uma perna no fórum, outra na delegacia. Esquartejar ele. No terceiro dia, eu não vou falar [o que íamos fazer] porque o senhor se arrepia todinho”.

Pública: Mas era esse o plano mesmo?

Menezes: Era esse o plano.

Pública: E quem ia sequestrar?

Menezes: Mas já estava a turma ali, estava a turma grande. Tinha mais de 300 pessoas no movimento. Nós dávamos um boi todo dia para dar de churrasco. Catorze dias.

Pública: E quando não demarcou a área, o que aconteceu com essa área não demarcada?

Menezes: Continuou do jeito que estava. Todo mundo ocupado, estava tudo ocupado, tudo cheio de fazenda. Aí veio a equipe do governo para negociar. Nós sentamos com os caciques e o pessoal do governo. Negociamos e acertamos. Eu concordei em deixar 5 quilômetros do rio para cá. Concordei para deixar preservado o rio. Aí todo mundo concordou. Porque essa faixa também não tinha quase ninguém. […] Resolveu o problema.

Para os autores de Dono é quem desmata, o episódio da redução da TI Baú teve uma profunda consequência na região: as lideranças ruralistas saíram fortalecidas da “‘didática’ experiência” e passaram a exigir também a diminuição da Flona Jamanxim, inclusive por meio de um projeto de lei que está em tramitação no Congresso Nacional.

“Dar uma surra boa”, diz ruralista sobre “repórter da Globo”
Ao longo dos anos 2000, a destruição da Flona atraiu mais e mais a atenção de ambientalistas e de jornalistas. Na entrevista à Pública, Menezes disse que anos atrás uma repórter da TV Globo, cujo nome não soube dizer, escapou de ser espancada. Segundo o ruralista, ela e sua equipe tinham acompanhado um sobrevoo de fiscalização em um helicóptero do Ibama. Menezes disse que jogou uma corrente sobre o helicóptero para evitar que decolasse de novo.

Menezes: E saímos em cima desses caras. Tiveram que pegar a proteção da polícia para não pegar eles. Aí pegaram a proteção da polícia, pegaram um carro que tinha levado para Guarantã, pra fugir. A repórter da Globo e o cara do Greenpeace.

Pública: E você ia pegar também a repórter da Globo?

Menezes: Sorte deles [foi] que a polícia soube que eu tinha feito isso aí [no helicóptero], foi pra cima e segurou eles.

Pública: Como era o nome dela, você lembra?

Menezes: Sei lá, nem me lembro. Faz muito tempo já.

Pública: Vocês iam fazer o que com ela?

Menezes: Rapaz, dar uma surra boa.

Pública: E o que aconteceu com essa operação que estava programada?

Menezes: Aí a operação acabou, porque teve que vir um outro helicóptero da base aérea pra buscar esse pessoal. […] Ficou quatro dias parada. Aí nesse dia criou-se um movimento para botar fogo no helicóptero. Aí eu não deixei. A turma queria incendiar.

Ainda na entrevista à Pública, Menezes afirmou que viveu “vários” episódios de enfrentamento com ONGs e órgãos de fiscalização ambiental. Detalhou um caso que, segundo ele, ocorreu em 2004, no qual confrontou e tomou equipamentos de um fotógrafo.

Menezes: Um dia nós estávamos numa exposição [de gado] e aí chegou até mim uma conversa de que tinha um cara tirando foto de tudo quanto é coisa aqui.

Pública: Na rua?

Menezes: É, filmando a rua, filmando as pessoas. Um francês lá. Aí eu não achei os caras de noite. Mas amanheci o dia lá no aeroporto esperando ele. Na hora em que ele chegou, eu encostei o carro. E eu conhecia o piloto. Eu falei: “Você não vai voar enquanto eu não resolver esse negócio com esse pessoal”. [O piloto disse]: “Pelo amor de Deus, seu Agamenon, o avião não é meu’” [Eu disse]: “Não tem problema, não esquenta a cabeça, não tem problema com o avião, não”. Aí chegou a repórter e esse cara, alto, magro. Falei pra ele: “Me dá todo o seu material, filmadora”. Ele tava com uma jaqueta daquelas cheia de filmes. “Me dá tudo, me dá tudo.” Ele não quis me dar. Eu catei, arranquei dele. Peguei a lente dele. Taquei no canto do para-choque, quebrei tudinho. Meti a mão na jaqueta dele. Tiramos a jaqueta dele, jogamos em cima do carro. “Agora vocês dois sentam bem aí que eu vou dar uma inspecionada em vocês. Quem é vocês?” Aí essa mulher, cearense, foi contratada por essa empresa, essa ONG, para acompanhar esse francês. Aí eu falei pro piloto: “Bota esses dois cabras dentro aí”. Ele tinha um [Cessna] Skylane. Eu tinha do lado um Cessna 210, que anda mais que um Skylane. Eu falei: “Bota esse pessoal para Santarém e manda eles sumirem. Se eu ver você fazer uma curvinha daqui para Santarém, eu vou atrás de você”.[…] Falei pra ele, pra mulherzinha que falava português: “Se você fizer qualquer denúncia, você pode abrir o chão, onde você quiser, e entrar dentro que eu vou te buscar. Não tenha dúvida disso. Aí chegaram lá em Santarém, fizeram uma BO [boletim de ocorrência], mas não deu em nada.

Menezes alegou ter descoberto depois que o fotógrafo havia pago R$ 2 mil para um morador derrubar uma árvore a fim de que ele fizesse uma fotografia.

Apontado como um dos organizadores do “Dia do Fogo”, ocorrido em Novo Progresso em 2019, Menezes diz ser alvo de “46” inquéritos que investigam a ação | Foto: José Cicero
Apontado como um dos organizadores do “Dia do Fogo”, ocorrido em Novo Progresso em 2019, Menezes diz ser alvo de “46” inquéritos que investigam a ação | Foto: José Cicero

Em 2019, o líder ruralista chegou a ser apontado como um dos organizadores do “Dia do Fogo”, acusação que ele rechaça. O caso veio à tona por uma pequena nota publicada no veículo digital da cidade Folha do Progresso, que informava que “Produtores planejam data para queimada na região”. A publicação chamou atenção do correspondente da Folha de S.Paulo em Manaus (AM), Fabiano Maisonnave, e depois ganhou enorme atenção nacional e internacional.

No mês passado, a Pública revelou que os inquéritos abertos pela Polícia Federal foram arquivados sem identificar os responsáveis pelas queimadas supostamente orquestradas.

Na entrevista à Pública, Menezes negou ter existido o “Dia do Fogo”. Ele disse que é alvo de “46” inquéritos e já foi prestar depoimento, por videoconferência, em pelo menos seis casos, e em nenhum há provas contra ele. Disse que a própria Polícia Federal já pediu para arquivar os casos sobre ele. “Eu já pedi lá pra eles tirarem o meu nome de lá [dos inquéritos] porque está prescrito. Eu tenho mais de 70 anos e tenho Parkinson. Tira, nem que eu for condenado eu vou ser preso. Não tirou ainda. A Polícia Federal já pediu.”

Na entrevista à Pública, Menezes usava um boné com a inscrição “O Quinto Movimento”, título de um livro do ex-comunista e ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo. O político tem feito, em palestras e entrevistas, ataques às ONGs que atuam na Amazônia. Em março último, ele disse que o ex-presidente Jair Bolsonaro sofre “perseguição”.

Em seu livro recém-lançado O silêncio da motosserra (Cia das Letras), o jornalista Claudio Angelo escreveu que Agamenon Menezes “encarnou a resistência às unidades de conservação da BR-163, a oposição a Lei de Gestão de Florestas Públicas (orgulha-se de ter proposto 303 emendas ao projeto) e a defesa dos ‘trabalhadores’ da Flona do Jamanxim”.

“A maioria das pessoas que hoje se dizem donas de propriedades na Flona do Jamanxim chegou lá após a criação da unidade de conservação. O nome disse, goste Menezes ou não, é grilagem. Só que, no entendimento da turma de Novo Progresso, é olho por olho e dente por dente.”

Fonte: Agência Pública/ Rubens Valente /  Thiago Domenici  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/11/2024/09:42:07

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Mulher transexual é baleada e morre em Peixoto de Azevedo | MT

Uma mulher transexual de 26 anos perdeu a vida na Unidade de Pronto Atendimento de Peixoto de Azevedo após ser baleada na noite de ontem, na rua Frederico Campos, no Centro Antigo.

De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar recebeu chamadas de moradores que informaram sobre a presença da vítima ferida. Testemunhas relataram ter ouvido tiros vindos de uma casa nos fundos e, em seguida, viram a mulher pulando o muro entre as residências e correndo até a frente, onde colapsou.

Até o momento, o autor dos disparos não foi identificado. O corpo da mulher foi enviado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização da necropsia, enquanto a Polícia Civil segue investigando o caso em busca de esclarecer os detalhes do crime.

Fonte: O Portal 163  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/11/2024/10:15:25

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Carga de 237 toneladas de minério de cobre é apreendida no porto de Barcarena, no Pará

Minério apreendido em Barcarena — Foto: Divulgação

Segundo a Receita Federal, carga é avaliada em R$ 1,7 milhão e estava sendo transportada para a China.

Em Barcarena, nordeste do Pará, foram interceptadas 237 toneladas de minério de cobre avaliadas em, aproximadamente, R$ 1,7 milhão, com destino à China. Segundo a Receita Federal, essa é a 20ª apreensão do ano no Porto de Vila do Conde.

A constatação de inconsistências nos documentos fiscais, como o Documento Auxiliar de Conhecimento de Transporte Eletrônico (Dacte) e a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) levantaram suspeitas, já que a maior parte desses registros foi emitida após a chegada do material em Barcarena.

Essa conduta atípica levantou suspeitas sobre a legalidade da transação, apontando uma provável tentativa de camuflagem da real operação.

Após análise dos documentos, também se constatou a ausência de comprovação de recursos financeiros lícitos para a execução da transação, assim como apurou-se indícios de crimes como falsidade ideológica, usurpação de recursos minerais, crimes ambientais e “lavagem” de dinheiro.

A Receita Federal vai encaminhar representação ao Ministério Público Federal para dar prosseguimento às investigações e garantir a devida responsabilização nas esferas civil e penal.

Fonte: G1 PA  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/11/2024/08:43:44

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Indígenas e bombeiros combatem incêndio florestal que se alastrou há uma semana na TI Anambé, no Pará

Fogo atinge a TI Anembé há mais de uma semana. — Foto: Reprodução / redes sociais

Mais de 4 mil quilômetros de área da reserva já foram destruídos. Brigadistas estão no local para tentar conter o avanço das chamas, mas enfrentam dificuldades com água e comida.

A comunidade da Terra Indígena Anambé, localizada no município de Moju, no nordeste do Pará, relata que está sofrendo com um incêndio florestal dentro da reserva desde a última segunda-feira (28). A suspeita dos indígenas é que o fogo tenha começado em uma fazenda – o que ainda não está comprovado pela polícia.

Brigadistas do Corpo de Bombeiros, acionados pela Secretaria de Estado dos Povos Indígenas (Sepi), estão no local para combater o fogo, mas enfrentam dificuldades devido à área de difícil acesso.

O fogo, segundo os indígenas, deixou um rastro de destruição por mais de 4 mil quilômetros dentro da reserva.

Na tentativa de acelerar o combate e impedir que a queimada se alastre ainda mais, os indígenas da TI Anambé se organizaram em uma força-tarefa para auxiliar as equipes dos Bombeiros no combate aos focos. A comunidade afirma que ainda são poucos os agentes enviados ao local.

Em nota, o Corpo de Bombeiros Militar do Pará disse que “atua com equipes especializadas em diferentes frentes na área do município de Moju”.

Indígenas da TI Anembé ajudam no combate aos focos de incêndio na comunidade — Foto: reprodução / redes sociais
Indígenas da TI Anembé ajudam no combate aos focos de incêndio na comunidade — Foto: reprodução / redes sociais

Segundo informações dos moradores, a principal suspeita é a de que um fazendeiro teria começado o incêndio ao tentar usar fogo em área privada.

Ao perceber que a queimada tomou proporções para além do controle, o fazendeiro teria tentado combater por contra própria com uso de tratores e materiais de uso pessoal da fazenda, mas não foi suficiente, de acordo com os bombeiros.

“Sabemos que pode ter sido ele por conta do rastro do trator que tem desde a fazenda dele até a área onde foi destruída pelas chamas”, relata um dos indígenas que está na TI.

O início do incêndio ainda está sob investigação.

A Terra Indígena (TI) Anambé tem tamanho de 8 mil campos de futebol. É composta pelas aldeias Mapurupy, Yrapã e Yetehu – localizada no alto rio Cairari, no município de Moju, na região nordeste do Pará.

São cerca de 200 indígenas residindo na reserva, segundo dados do Terras Indígenas Brasil.

O g1 Pará procurou a Secretaria de Estado dos Povos Indígenas (Sepi), mas ainda não havia obtido resposta até a publicação da reportagem.

TI Anembé pede socorro

A queimada continuava ameaçando avançar nesta segunda-feira (4), onda há a produção de alimentos e a densidade da fumaça coloca em risco a saúde dos indígenas, principalmente crianças e idosos, que continuam no local.

O acesso aos recursos essenciais, como água e alimentação, está cada vez mais escasso, segundo os indígenas.

Uma campanha de doação foi organizada pelos próprios indígenas na tentativa de amenizar os impactos negativos das queimadas na localidade.

Os moradores estão precisando de materiais como:

  • água mineral
  • alimentos não perecíveis
  • itens de higiene pessoal
  • equipamentos de apoio de brigada de incêndio

As doações podem ser feitas de forma presencial, na Rua Gonçalves Ferreira, 471, no bairro do Telégrafo, em Belém. É possível também entrar em contato com uma das representantes da TI de Anambé, Danielle Anambé, pelo número (91) 99921-2790.

Fonte: G1 PA  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/11/2024/08:43:44

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Caiu no Enem 2024: 1° dia tem questão sobre o Círio de Nazaré, considerada maior manifestação religiosa do Brasil

Círio 2024: Fé e muita comoção em passagem da imagem de Nazaré na frente da TV Liberal — Foto: Tayana Narcisa/ g1

Prova trouxe neste domingo (3) questões de linguagens, ciências humanas e redação. No Pará mais de 240 mil estudantes se inscreveram no exame.

O 1º dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024 teve uma questão especial sobre o Círio de Nazaré, considerada a maior manifestação religiosa do Brasil, reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil e da Humanidade.

A questão, que fez parte da prova de Ciências Humanas, trouxe a importância histórica e cultural da procissão que sempre reúne milhares de fiéis de variadas regiões do mundo, no segundo domingo de outubro, em Belém, no Pará.

O g1 entrevistou um professor de ensino médio que também é cientista da religião, ele destaca a relevância dessa questão no Enem 2024, ressaltando os conhecimentos necessários para os candidatos respondê-la.

Segundo Ivan Gadelha, o item fazia referência à Habilidade 05 da matriz de referência de Ciências Humanas do Enem. Para o docente, o gabarito extraoficial desta questão é a opção que cita “Registro de bens culturais de natureza imaterial”. Veja abaixo a explicação:

“O aluno deve saber diferenciar patrimônio histórico cultural imaterial e material. No item temos o Círio de Nazaré, que é registrado como patrimônio cultural histórico imaterial”, explicou.

A pergunta exigia do estudante uma compreensão mais profunda sobre os conceitos de patrimônio e sua aplicação em contextos culturais e religiosos.

Veja abaixo a questão na íntegra:

SGRTGER

Além disso, o especialista destacou como essa questão valoriza a grande manifestação religiosa para além do aspecto turístico, inserindo-a em um contexto de conhecimento cultural, religioso e antropológico.

“A valorização extrapola o ambiente turístico e vai para uma frente de conhecimento cultural, religioso e antropológico. Os alunos de outras religiões do país tiveram, nesse domingo, uma relação patrimonial histórica com uma manifestação de nossa cidade. Isso é de suma relevância para nós e para o Brasil,” completou.

Questionado se já havia abordado o tema com seus alunos, o professor afirmou que sim, e que eles estavam bem preparados. Ivan também atua em cursinhos preparatórios para o Enem.

Pará em destaque

Para o Cientista Político, Belém tem ganhado visibilidade não apenas com a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas que ocorrer em 2025 na capital, mas também no âmbito das manifestações culturais e religiosas.

“A cidade tem estado no radar turístico, e o Círio é a maior manifestação religiosa e representa um patrimônio histórico cultural imaterial. Esse exemplo sempre aparece nas aulas de Humanas,” concluiu.

Conheça essa grande mobilização de fé
Há mais de dois séculos os paraenses saem em procissão para homenagear Nossa Senhora de Nazaré, considerada a padroeira da Amazônia. Em 2024, ocorreu a 232ª edição que reuniu mais de 2 milhões de pessoas nas ruas.

Desde a sua criação, o Círio de Nazaré vem crescendo em representatividade e, em 2004, foi reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Brasil.

Em 2013, o reconhecimento foi estendido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que declarou a manifestação como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Esse reconhecimento destaca o Círio não apenas como um evento religioso, mas também como um símbolo de identidade cultural e de resistência das tradições Amazônicas.

Para os paraenses, o Círio de Nazaré é mais do que uma celebração religiosa; é uma vivência de fé, cultura e identidade.

Além das cerimônias religiosas, o evento também movimenta o turismo, a economia e as tradições culturais da região, com manifestações como o Arraial do Pavulagem, o arranjo de barracas típicas e a culinária local, que inclui pratos como maniçoba e pato no tucupi.

A questão do Enem 2024 sobre o Círio de Nazaré reflete o interesse em valorizar as manifestações culturais brasileiras e reforça a importância de o estudante conhecer e respeitar as diversas tradições e celebrações que compõem a identidade nacional.

Enem no Pará

O Pará teve mais de 240 mil candidatos, distribuídos por 81 municípios, na primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio 2024, realizada neste domingo (3).

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que realiza o Enem, no estado as mulheres são maioria, representando 61,31% (151.903) das inscrições.

Fonte: G1 PA  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/11/2024/08:43:44

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Fiscais apreendem 48 toneladas de alimentos destinados a cestas básicas, no PA

Carga foi fiscalizada em Conceição do Araguaia, no sul do Pará. — Foto: Divulgação / Sefa

Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) encontrou irregularidades na nota fiscal da carga, avaliada em mais de R$ 300 mil.

Fiscais da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) apreenderam 48 toneladas de produtos alimentícios destinados a cestas básicas, em Conceição do Araguaia, no sul do Pará.

O caso foi confirmado neste sábado (2) pela Sefa. Segundo o órgão, o flagrante ocorreu no km 15 da PA-447. A mercadoria foi avaliada em R$ 334.783,63.

“O condutor apresentou uma documentação fiscal que indicava a venda da mercadoria por uma empresa de Curitiba (PR) para uma Pessoa Jurídica situada em Brasília (DF). Porém, a mercadoria estava sendo entregue para consumo em Marabá (PA)”, informou o coordenador da Unidade Araguaia, Cicinato Oliveira.

Após a análise documental, os fiscais verificaram que a operação não era coberta adequadamente pela nota fiscal apresentada, o que configura uma tentativa de internalização da mercadoria no Pará sem o devido recolhimento do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Segundo a Sefa, a irregularidade é conhecida como “quebra de trânsito”, quando a nota fiscal informa um local de destino e a mercadoria será entregue em outro lugar. De acordo com a legislação vigente seria necessária uma nova emissão de nota fiscal para o destinatário final no Pará, pois a carga seria utilizada e consumida no estado.

Assim, foi emitido um Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 114.496, referente ao ICMS devido ao tesouro estadual.

Fonte: G1 PA  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/11/2024/08:43:44

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Sargento da PM morre em acidente próximo à Mosqueiro, ilha de Belém | PA

Sargento atuava do Batalhão da Polícia Militar Ambiental, em Belém. — Foto: Reprodução / Redes sociais

Alcir Cley Almeida das Chagas era sargento da Polícia Militar (PM) e morreu no local. Outra pessoa ficou ferida e foi levada ao hospital.

Um sargento da Polícia Militar (PM), identificado como Alcir Cley Almeida das Chagas, morreu em um acidente grave na PA-391, próximo à entrada de Mosqueiro, ilha de Belém.

O caso ocorreu nesta sexta-feira (1º). De acordo com moradores da região, Alcir, que atuava no Batalhão de Polícia Ambiental, pilotava uma moto e levava uma pessoa de carona quando colidiu com um carro na via.

Após o impacto, o PM morreu no local, já o outro passageiro ficou ferido e foi levado para atendimento médico, como informou a Polícia Civil (PC). Não houve registro de outros feridos.

A corporação relatou que um inquérito foi instaurado na delegacia de Mosqueiro para apurar as circunstâncias do acidente que vitimou Alcir. Além disso, perícia foram solicitadas.

TRRR

Fonte: G1 PA  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/11/2024/08:43:44

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Médica que postou fake news sobre câncer de mama é obrigada pela Justiça a apagar postagens

Lana Tiani Almeida da Silva viralizou nas últimas semanas ao postar um vídeo no instagram afirmando que o câncer de mama não existe — Foto: Reprodução / redes sociais

Organização que representa médicos radiologistas entrou com ação civil pública contra Lana Tiani Almeida da Silva e e ela se tornou ré na Justiça.

O Tribunal de Justiça do Pará atendeu na última sexta-feira (1º) um pedido do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) e determinou que a médica paraense Lana Tiani Almeida da Silva apague um conteúdo enganoso sobre câncer de mama nas redes sociais.

A ação civil pública foi movida pela organização nacional que representa profissionais radiologistas e aceita pela Justiça do Pará no dia 29 de outubro. O g1 entrou em contato com a médica e não recebeu retorno até a publicação desta reportagem.

O TJPA, além de determinar a retirada dos conteúdos do ar de forma urgente, impede que Lana publique novas desinformações, sob a pena de multa diária de R$ 1.500 em caso de descumprimento.

A liminar (decisão provisária) condena a fala da médica de que a mamografia pode piorar o quadro de inflamação nas mamas, o que pode acarretar em medo na população que precisa realizar o exame.

A ação civil pública afirma que a médica tem se promovido nas redes sociais como médica ginecologista e que o registro dela não foi encontrado. Porém, o Conselho Regional de Medicina do Pará diz que a médica é registrada.

SGKFDGK

Médica excluiu conteúdos

Dias após a repercussão negativa nas redes sociais, a médica excluiu os conteúdos enganosos do Instagram e alterou o perfil para privado. No momento da publicação desta reportagem, todos os perfis das redes sociais de Lana haviam sido deletados.

Relembre o caso

Lana Tiani Almeida da Silva viralizou nas últimas semanas ao postar um vídeo no Instagram afirmando que o câncer de mama não existe e que o exame de mamografia causava uma séria inflamação nas mamas, pedindo para que as mulheres não o fizessem mais.

“Esqueça Outubro Rosa. Câncer de mama não existe. Sou a doutora Lana Almeida, médica integrativa, especialista em mastologia e ultrassonografia das mamas. Por isso, venho falar para vocês que câncer de mama não existe. Então, esqueçam Outubro Rosa. Esqueçam mamografia”, dizia parte do vídeo.

O vídeo de Lana foi visto por milhares de pessoas e compartilhado por aplicativos de mensagens.

Fonte: G1 PA  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/11/2024/08:43:44

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“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
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