Cabo da PM morre após engasgar com frango em treinamento

Foto: Reprodução | Familiares dizem que o policial não queria participar dos exercícios e cobram apuração.

O cabo da Polícia Militar (PM) Alan Roberto de Freiras Silva, de 35 anos, morreu após se engasgar com um pedaço de frango, durante um treinamento de especialização, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Familiares dizem que o policial não queria participar dos exercícios e cobram apuração.

A PM afirma que os treinamentos são realizados “segundo os mais absolutos critérios de segurança”. A corporação abriu uma sindicância para apurar o ocorrido. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do óbito.

A morte do policial aconteceu na noite da última quinta-feira (21), depois de 33 dias de internação no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. O militar era lotado na Força Tática do 15º Batalhão da Polícia Militar de Franca.

De acordo com a PM, o cabo participava do treinamento com a equipe no batalhão do Comando de Policiamento do Interior (CPI-3) de Ribeirão Preto. Na pausa para a refeição, ele se engasgou com o alimento.

O cabo Freitas foi atendido pela equipe do batalhão e levado para uma unidade de pronto-atendimento. Como não se recuperou, foi levado para o Hospital das Clínicas e internado em unidade de emergência.

Segundo o hospital, as informações sobre o paciente foram disponibilizadas para a família e para as autoridades policiais. O 6° Distrito Policial, onde o caso foi registrado como morte suspeita – acidental, aguarda o laudo do necroscópico para encaminhar a apuração.

Familiares lamentam

O policial foi enterrado em clima de comoção, na tarde deste sábado (23), no Cemitério da Saudade, em Franca. Familiares do policial afirmam que ele não queria participar do treinamento e teria sido obrigado pelos superiores.

“Ele não queria ir, não estava a fim, mas insistiram, diziam que ele era o mais novo da Força Tática e não tinha a opção de não ir”, disse à EPTV a mulher do cabo, Sara Paschoarelli. O curso começou no dia 14 de outubro e Freitas passou mal no quarto dia de atividades.

Sara contou que o cabo teria se engasgado com um pedaço de frango. “Ele tinha poucos minutos para comer. Na primeira garfada, já sentiu que travou a comida”, disse. Já o pai do policial, Wellington Aires Silva, questionou os exercícios aplicados durante o treinamento e a menção feita no boletim de ocorrência registrado pela PM a uma possível doença pré-existente.

Em nota, através da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a Polícia Militar disse que lamenta a morte do cabo Alan de Freitas e se solidariza com sua família.

Uma sindicância foi aberta para apurar os casos. “Os treinamentos são feitos segundo os mais absolutos critérios de segurança para todos os agentes e a corporação está à disposição dos familiares para qualquer informação”, diz a nota.

Fonte: AE Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/11/2024/16:09:44

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Festa termina com facada entre mulheres no Pará

Foto: Reprodução | No momento da briga, umas das agressoras pergunta sobre o que a outra mulher queria com o marido dela.

Uma confusão foi registrada na noite da última sexta-feira (22), em Medicilândia, interior do Pará. No vídeo, duas mulheres aparecem brigando, e logo em seguida, outra mulher aparece e também entra na briga, é ela que começa a desferir os golpes de faca na outra mulher que está no chão.

No momento da briga, umas das agressoras pergunta sobre o que a outra mulher queria com o marido dela. A confusão continua por alguns segundos e depois para. Até o momento não há informações se as suspeitas de realizarem a agressão foram presas ou se compareceram até a Delegacia de Polícia Civil da cidade. A vítima das facadas foi encaminhada para o hospital municipal.

A briga ocorreu em frente a uma casa de shows localizada nas margens da rodovia Transamazônica, no centro de Medicilândia. Nenhuma das envolvidas foram identificadas até o momento.

Fonte: Confirma Notícia Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/11/2024/16:06:10

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Homem é condenado por matar esposa com açaí envenenado

Foto: Reprodução | Ao final da sessão, presidida pela juíza Edilza Barros Lopes, o réu foi considerado culpado pelo Conselho de Sentença, recebendo a pena definitiva de 30 anos de reclusão.

Foi realizado nesta segunda-feira, dia 18 de novembro, no Fórum de Imperatriz, o julgamento de Moisés Pereira da Cruz. Ele estava sendo acusado de ter matado a própria companheira, Valquires Silva da Conceição. Para isso, o denunciado teria utilizado o veneno do tipo “chumbinho”. Ao final da sessão, presidida pela juíza Edilza Barros Lopes, o réu foi considerado culpado pelo Conselho de Sentença, recebendo a pena definitiva de 30 anos de reclusão. O Tribunal do Júri foi realizado pela 1ª Vara Criminal.

Conforme o Ministério público informou na denúncia, o crime ocorreu no Povoado Bananal, localidade da Zona Rural de Governador Edison Lobão, em 28 de outubro de 2022. Denunciado e vítima conviviam há oito anos. Ele teria matado a companheira no intuito de encobrir outros crimes, possivelmente praticados contra as filhas menores de Valquires. A polícia apurou que vítima e denunciado conviviam em união estável que, segundo testemunhas, foi marcada por episódios de violência doméstica, embora a vítima nunca tenha comunicado às autoridades essas ocorrências.

Sobre o crime, foi investigado que, na noite anterior ao fato, Valquires saiu para a Igreja na companhia de suas filhas menores, tendo o denunciado permanecido em casa. Ao retornarem, Moisés havia comprado açaí e ofereceu à sua companheira, que, logo após consumir, começou a passar mal. Já durante a madrugada, uma das filhas de Valquires pediu ajuda ao avô, dizendo que a mãe estava passando mal. Ao chegar à residência, o pai da vítima estranhou o fato de Moisés não ter prestado socorro à mulher e, quando perguntado, permaneceu calado.

Em seguida, o pai de Valquires foi atrás de um carro para levá-la ao hospital. Entretanto, ela já chegou morta. O corpo dela foi encaminhado para o Serviço de Verificação de Óbito e, após constatarem que a morte não havia sido por causas naturais, o encaminharam ao Instituto Médico Legal de Imperatriz, onde foi coletado material para realização de perícia. O Instituto de Criminalística, analisando o material referido, verificou a presença de substâncias que compõem o veneno popularmente chamado de “chumbinho”.

Fonte: Diário do Pará e  Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/11/2024/14:54:55

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Polícia captura três foragidos da Justiça em Marabá | PA

Foto: Reprodução | As ações ocorreram nos dias 22 e 23 de novembro, resultando no cumprimento de mandados de prisão relacionados a crimes de furto, roubo e receptação.

MARABÁ (PA) — Em operações distintas realizadas em Marabá, no sudeste do Pará, a Polícia Militar capturou três foragidos da Justiça: Gilmar Pereira da Silva, Daniel Monteiro Cardoso e Jackson Oliveira da Silva. As ações ocorreram nos dias 22 e 23 de novembro, resultando no cumprimento de mandados de prisão relacionados a crimes de furto, roubo e receptação.

No dia 22/11, durante uma ronda na área da Cosimar, localizada na BR-230, Rodovia Transamazônica, os policiais identificaram Gilmar Pereira da Silva, que possuía um mandado de prisão preventiva em aberto expedido pela Vara Criminal de Marabá. Ele é acusado de furto, crime previsto no artigo 155 do Código Penal. Gilmar foi detido sem oferecer resistência e conduzido à delegacia para os procedimentos cabíveis.

Já no sábado (23/11), Daniel Monteiro Cardoso foi capturado na BR-222, próximo à cabeceira da ponte de São Félix. Durante uma abordagem de rotina, a polícia constatou que Daniel tinha um mandado de prisão em aberto por roubo, crime tipificado no artigo 157 do Código Penal. O mandado foi expedido pela 2ª Vara Criminal de Marabá, relacionado a uma prática criminosa ocorrida em 2020, com validade até 2030. Ele também foi encaminhado à delegacia para responder pelas acusações.

Ainda no sábado (23), durante uma operação no bairro Nova Marabá, os agentes prenderam Jackson Oliveira da Silva. O suspeito foi abordado ao se apresentar como proprietário de um aparelho celular recuperado pela polícia. Após consulta no sistema, foi identificado um mandado de prisão em aberto contra ele, expedido pela Vara de Execuções Penais da Região Metropolitana de Belém. Jackson foi detido e levado à delegacia, onde permanece à disposição da Justiça.

Fonte:  Portal Debate e  Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/11/2024/14:26:46

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Mais de 250 pacientes foram atendidos com câncer de pênis em hospital no Pará

Foto: Reprodução | Somente no ano passado, foram registradas 651 amputações e 454 óbitos em decorrência do câncer no órgão genital masculino, segundo dados registrados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

O câncer de pênis é alvo dos esforços nacionais em prol da saúde masculina, a campanha Novembro Azul. A doença está associada à vulnerabilidade social e fatores culturais, como cuidados inadequados e higiene da região íntima que, muitas vezes, é um tabu. Somente no ano passado, foram registradas 651 amputações e 454 óbitos em decorrência do câncer no órgão genital masculino, segundo dados registrados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

Apesar de rara, a neoplasia maligna de pênis representa 0,4% de todos os tipos de câncer que atingem os homens brasileiros, sendo mais frequente nas regiões Norte e Nordeste, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Conforme um levantamento realizado pelo Ministério da Saúde (MS), de 2012 a 2022 foram registrados mais de 21 mil casos de câncer de pênis no país e mais de 6 mil amputações de 2013 a 2023. Ainda segundo dados, mais de 4 mil mortes foram causadas pela doença de 2011 a 2021.

O Centro de Alta Complexidade em Oncologia do Pará – Hospital Ophir Loyola atendeu mais de 250 pacientes entre 2021 e 2024, realizando 87 penectomias (remoções totais ou parciais do pênis) nesse período. De acordo com o urologista reconstrutor do hospital e atual presidente da Sociedade Brasileira de Urologia do Pará, Luis Otávio Pinto, muitos casos de amputação ainda são inevitáveis.

“Isso ocorre porque, frequentemente, os pacientes só procuram ajuda médica quando o câncer já está em estágio avançado, o que torna impossível preservar a estrutura do órgão. A maioria dos pacientes vem de áreas mais isoladas, como as regiões de ilhas”, explicou o especialista. Ele ainda ressaltou que, embora o câncer de pênis ocupe o oitavo ou nono lugar entre os tumores urológicos (que incluem próstata, rim e bexiga), está entre os três mais incidentes no estado, competindo diretamente com o câncer de próstata (o mais comum) e de bexiga, além de apresentar uma taxa de incidência muito próxima ao câncer de rim.

Alguns fatores são responsáveis pelo aumento na taxa de desenvolvimento do câncer de pênis, como baixas condições socioeconômicas ou de instrução, má higiene íntima, a não redução do prepúcio, homens que não se submeteram à circuncisão (remoção do prepúcio, a pele que reveste a glande) e a infecção pelo papilomavírus humano (HPV).

“Água e sabonete evitam o acúmulo de secreções que podem causar a proliferação de bactérias e gerar processos inflamatórios crônicos. A limpeza deve ser diária, com enxágue e secagem, sobretudo após a masturbação e relações sexuais. Também é imprescindível a cirurgia de retirada do excesso de pele que recobre o pênis e dificulta a higiene da glande, e a vacinação contra o HPV”, orientou.

Embora seja mais incidente em homens acima dos 50 anos, homens mais jovens podem ser acometidos pela neoplasia que, se diagnosticada em estágio inicial, apresenta elevada taxa de cura. Por isso, especialistas do HOL recomendam que ao notarem lesões ou tumorações na genitália, os homens procurem ajuda médica o quanto antes.

Como identificar? – Quando diagnosticado em estágio inicial, o câncer de pênis apresenta uma alta taxa de cura. No entanto, uma grande parcela dos pacientes demora até um ano após as primeiras lesões ocorrerem. A manifestação clínica mais comum é o surgimento de uma ferida ou úlcera persistente, além de uma tumoração, aumento no volume de alguma parte do corpo, localizada na glande (cabeça do pênis), ou no prepúcio (corpo do pênis). Secreções com odor forte, mudanças na cor da genitália e a identificação de caroços na região da virilha também são alertas de progressão da doença.

Além disso, quando o paciente apresenta um desses sinais, associados a uma secreção branca (esmegma), pode ser um indicativo de câncer no pênis. Em casos mais graves, é importante atentar para a presença de linfonodomegalias inguinais (ínguas) – estruturas que funcionam como filtros para substâncias nocivas, portanto, podem ser sinal de progressão da doença para outros órgãos do corpo.

Vale destacar que algumas dessas lesões podem estar escondidas debaixo do prepúcio, quando o paciente não consegue expor a glande devido à fimose, excesso de pele que recobre o pênis dificultando que a glande seja exposta. Caso qualquer alteração seja encontrada, um urologista deverá ser consultado.

Tratamento – O tratamento para o câncer de pênis depende da extensão do tumor e do comprometimento dos gânglios linfáticos inguinais. A intervenção consiste na remoção da lesão, um procedimento cirúrgico que retira parcialmente ou totalmente o órgão, a penectomia parcial ou total. Após a cirurgia, a cura é possível até mesmo nos casos de metástase inguinal. A radioterapia e quimioterapia podem ser utilizadas em casos de recidiva, quando o câncer retorna, ou para paliação em casos considerados não cirúrgicos.

Faloplastia – Vale também destacar a faloplastia, um procedimento cirúrgico que, apesar de não ligado diretamente ao tratamento do câncer de pênis, é responsável por elevar a qualidade de vida dos pacientes que são acometidos pela doença. A faloplastia é uma cirurgia plástica que pode ter vários objetivos, como aumentar ou melhorar a aparência do pênis. Mas, no HOL, sob o contexto da doença, é usado para reconstruí-lo, ato classificado como neofaloplastia.

Luis Otávio Pinto destaca que é essencial para o procedimento que o paciente já esteja com pelo menos 5 anos sem a presença do tumor. “O objetivo do neofalo é urinar em pé e o ato penetrativo. As funções sexuais, por exemplo, a ereção, não é mantida. A gente acaba tendo que utilizar nesse neofalo uma prótese peniana para que haja ereção, garantindo o orgasmo. Mas se o paciente chegar em fase inicial, é possível fazer os procedimentos poupadores de pênis, que também são cirurgias plásticas, mas não deixam com aspecto de órgão amputado, fica mais funcional, praticamente sem alterações. Para realizarmos o procedimento poupador, a doença deve estar limitada, porém, os pacientes ainda têm dificuldade de buscar ajuda para serem atendidos em tempo hábil”, afirmou.

Serviço – Para ser atendido no Hospital Ophir Loyola, o paciente oncológico precisa ser referenciado pela Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Secretaria Municipal de Saúde do município de origem, via sistema de regulação.

Fonte:  Agência Pará e  Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/11/2024/14:22:13

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‘Epidemia de feminicídios’: uma mulher é assassinada a cada 10 minutos pelos próprios parceiros, segundo a ONU

Uma mulher ou menina é morta por parceiros íntimos ou familiares a cada 10 minutos. São 140 assassinatos por dia, segundo relatório divulgado nesta 2ª feira (25.nov.2024) pela ONU (Organização das Nações Unidas). A data marca o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres. Segundo o documento “Feminicídios em 2023” (íntegra, em inglês – PDF – 3 MB), dos 85.000 assassinatos intencionais sofridos pela população feminina em 2023, cerca de 60% foram no contexto conjugal ou familiar.

O relatório foi produzido pela ONU Mulheres e pelo UNODC, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime.  “Estamos alarmados com o fato de que o número de homicídios cometidos por integrantes da família e parceiros íntimos –a manifestação mais comum de feminicídio– permanece em níveis alarmantes em todo o mundo”, lê-se no relatório. “Em muitos casos, as vítimas de feminicídio já haviam denunciado a violência, e seus assassinatos poderiam ter sido evitados”, diz o texto.

Conforme o documento, “mulheres e meninas em todos os lugares continuam sendo afetadas por essa forma extrema de violência de gênero e nenhuma região está excluída”. A África tem as taxas mais elevadas de feminicídio relacionado com parceiros íntimos e familiares: 21.700 vítimas. É seguida de Ásia (18.500), Américas (8.300), Europa (2.300) e Oceania (300).

O continente africano também mantém o maior número de vítimas de feminicídio por parceiro íntimo/integrante da família em relação ao tamanho de sua população (2,9 vítimas por 100 mil habitantes em 2023).  Na sequência estão as Américas (1,6 vítimas por 100 mil habitantes) e a Oceânia (1,5 vítimas por 100 mil habitantes). As taxas foram mais baixas na Ásia e na Europa, com 0,8 e 0,6 por 100 mil habitantes, respectivamente.

Na Europa e nas Américas, a maioria das mulheres mortas na esfera doméstica foi vítima de companheiros íntimos: 64% e 58% do total, respectivamente. Em outras regiões, os familiares foram os principais perpetradores.

NECESSIDADE DE LEGISLAÇÃO MAIS ROBUSTA

Conforme o relatório, “a atenção ao problema do feminicídio” parece “ter diminuído depois da pandemia de covid-19”. Desde 2020, o número de países que relatam ou publicam dados sobre o assassinato de mulheres por parceiros íntimos ou outros integrantes da família diminuiu em 50%. “No entanto, são necessários mais dados e informações de melhor qualidade para uma compreensão mais profunda da questão e de sua magnitude”, afirmou a ONU.

Em nota, a diretora-executiva da ONU Mulheres, Sima Bahous, defendeu, entre outras coisas, legislações mais duras e maior responsabilização de governos. “A violência contra mulheres e meninas não é inevitável, é evitável. Precisamos de uma legislação robusta, coleta de dados aprimorada, maior responsabilização governamental, uma cultura de tolerância zero e maior financiamento para organizações de direitos das mulheres e órgãos institucionais”, disse.

Ghada Waly, diretora-executiva do UNODC, afirmou ser preciso “confrontar e desmantelar os preconceitos de gênero, os desequilíbrios de poder e as normas prejudiciais que perpetuam a violência contra as mulheres”. Ela disse que o relatório divulgado nesta 2ª feira (25.nov) “destaca a necessidade urgente de sistemas de justiça criminal fortes que responsabilizem os perpetradores, ao mesmo tempo em que garantem suporte adequado para sobreviventes, incluindo acesso a mecanismos de denúncia seguros e transparentes”.

Fonte: Poder 360° e  Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/11/2024/13:22:49

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Influenciadores mirins chegaram a receber bebida alcoólica como brinde de empresas de marketing de afiliados

Criança que recebeu um kit por ter faturado R$ 100 mil na Kiwify. — Foto: Reprodução/Instagram

Reportagem do g1 mostrou menores de idade ostentando ganhos altos nas redes ao promover cursos de afiliados. No Instagram e no TikTok, eles dizem que estão conquistando milhares de reais por mês ‘trabalhando pouco por dia’.

Uma reportagem do g1, publicada neste sábado (23), revelou como influenciadores mirins tentam atrair crianças e adolescentes para um suposto trabalho rentável: a participação na venda de cursos em plataformas de marketing de afiliados, como Kiwify e Cakto.

Nas redes sociais, esses menores afirmam faturar até R$ 100 mil com esse tipo de negócio. Ao alcançarem esse valor em vendas, eles recebem uma placa comemorativa e uma cesta de comida que inclui espumante, bebida alcoólica cujo consumo é proibido para menores de 18 anos no Brasil.

O g1 encontrou ao menos 33 perfis com esse tipo de conteúdo no Instagram e no TikTok e monitorou essas contas por três meses. O g1 também tentou conversar com os pais desses menores, mas não obteve retorno e alguns não quiseram falar.

O g1 encontrou postagens no Instagram de crianças exibindo espumante. Em um dos posts, uma menina com 457 mil seguidores mostra a cesta enviada pela Kiwify (veja na imagem abaixo).

A Cakto também costuma enviar brindes e mandou um espumante para essa mesma criança.

Criança que recebeu um kit por ter faturado R$ 100 mil na Kiwify. — Foto: Reprodução/Instagram
Criança que recebeu um kit por ter faturado R$ 100 mil na Kiwify. — Foto: Reprodução/Instagram

Na publicação da menina, Caio Martins, CEO da Cakto, chegou a comentar: “Só não pode beber esse Chandon kkkkkkk” (veja na imagem abaixo).

Além dela, o g1 localizou o perfil de um outro adolescente que também exibe a cesta com a bebida, novamente enviada pela Kiwify.

Cakto também enviou espumante para a mesma menina que recebeu da Kiwify. — Foto: Reprodução/Instagram
Cakto também enviou espumante para a mesma menina que recebeu da Kiwify. — Foto: Reprodução/Instagram

Procurada para comentar sobre o envio do brinde, a Cakto disse que “todos os cadastros na plataforma são realizados exclusivamente por maiores de idade e vinculados a um responsável legal”. A empresa não comentou sobre o posicionamento do CEO.

A Kiwify, que negou ter enviado esses prêmios diretamente para menores, disse que vai implementar “uma revisão operacional para evitar a recorrência de situações semelhantes a essa” (leia o posiconamento ao final da reportagem).

“A premiação é padrão e concedida a todos os produtores que atingem o faturamento de R$ 100 mil, não havendo distinções ou privilégios para indivíduos específicos”, completou a empresa.


“Essas contas estão sendo preventivamente bloqueadas para maiores investigações devido ao potencial compartilhamento indevido de login e senha”, disse a Kiwify, sobre os perfis que exibiram bebidas entre os brindes recebidos.


Segundo a Kiwify, ambas as contas identificadas que receberam a bebida alcoólica pertencem a adultos.

Alguns influencers também filmaram sua presença em eventos de marketing digital da Kiwify . Sem dar mais detalhes, a empresa disse ao g1 que “não realizou nenhum convite a eles”.

A Meta, dona do Instagram, afirmou que “não vai comentar o tema”. O TikTok respondeu após a publicação da matéria, informando que “derrubou os vídeos em agosto”.

Adolescente abre kit com espumando enviado pela empresa Kiwify — Foto: Reprodução/Instagram
Adolescente abre kit com espumando enviado pela empresa Kiwify — Foto: Reprodução/Instagram

Como os influencers atraem outras crianças

Apesar de serem desinibidas para falar sobre uma suposta vida de luxo, as crianças revelam poucas informações pessoais. Não falam as idades, nem a cidade ou estado onde vivem.

Os perfis costumam se seguir, o que indica que os envolvidos se conhecem, ao menos no ambiente virtual.

As informações disponíveis nas contas seguem a mesma tática dos vídeos: na bio, elas citam o suposto faturamento do influencer e incitam os seguidores a procurá-las se quiserem ter a mesma vida.

Nessas publicações, os menores costumam:

  1. destacar que trabalham pouco tempo por dia e faturam alto;
  2. relatar uma mudança de vida, dizendo que agora conseguem comprar celular caro, casa ou mesmo pagar o aluguel dos pais e tirar a família da pobreza;
  3. não costumam mostrar esses bens materiais, apenas falam deles;
  4. ironizam quem não está no esquema supostamente lucrativo;
  5. citam o suposto faturamento alto no link da bio e exibem notas de dinheiro ou número de faturamento na tela dos apps da Kiwify e da Cakto.

Criança usa tom irônico nos conteúdos publicado nas redes sociais — Foto: Reprodução/Instagram
Criança usa tom irônico nos conteúdos publicado nas redes sociais — Foto: Reprodução/Instagram

Em alguns poucos vídeos, crianças e adolescentes dizem estar com o pai ou a mãe e até presenteiam familiares. Nas filmagens, os supostos responsáveis sempre demonstram surpresa com o trabalho altamente rentável do filho.

O g1 localizou os pais de uma menina de Minas Gerais que divulga esses cursos. No Instagram, ela tem mais de 230 mil seguidores e os vídeos publicados contam com milhares de visualizações.

O pai dela inicialmente demonstrou interesse em dar entrevista, mas logo parou de responder aos contatos.

Dias depois, também por mensagens, a mãe confirmou que a filha tem 13 anos e considera que aquilo é um trabalho, o que pode ser indício de trabalho infantil, analisa Denise Auad, da comissão dos direitos da criança e do adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB SP).


A mãe disse ainda que a menina “tira um bom dinheiro no digital”, sem informar valores. E que os pais preferem deixar o montante guardado, para que a filha administre melhor, no futuro.


Durante vários dias, o g1 tentou marcar uma entrevista com essa mãe. Mas, num último contato, ela disse que conversou com o marido e eles decidiram que não queriam mais falar, para “não expor muito a imagem da filha”.

Não foi possível saber se a adolescente tem autorização judicial para divulgar esses conteúdos. No Brasil, o trabalho antes dos 16 anos só é permitido em lei para fins artísticos e com autorização judicial, explica Kelli Angelini, advogada especialista em educação digital. Isso inclui atuar com influenciador nas redes sociais.

“É um caso gravíssimo porque as crianças que divulgam e as que assistem a isso são as verdadeiras vítimas. E o mais preocupante é como isso vem influenciando outras crianças a desvalorizar os estudos”, diz Denise Auad.

Eles podem estar sendo usados por indivíduos mal-intencionados para praticar fraude (estelionato), avalia Kelli Angelini, advogada especialista em educação digital e autora do livro “Segredos da internet que crianças e adolescentes ainda são sabem”.

Para João Francisco Coelho, advogado do programa Criança e Consumo do Instituto Alana, existe um “modus operandi” muito claro e bem delimitado quanto ao tipo de conteúdo que vai ser publicado por essas crianças e a linguagem que vai ser utilizada.

Denise ainda cita algumas ilegalidades que os responsáveis podem estar cometendo, como crimes ligados ao trabalho forçado, falsidade ideológica, difamação e golpes virtuais.

O que diz a Kiwify

“A Kiwify possui uma política clara e rigorosa em relação à idade mínima para o uso da plataforma. De acordo com nossos termos de uso, apenas pessoas físicas com idade mínima de 18 anos ou emancipadas, e que sejam plenamente capazes de exercer direitos e deveres na ordem civil, podem se cadastrar como usuários. Além disso, representantes de pessoas jurídicas devem estar devidamente autorizados a vinculá-las à plataforma. Ou seja, para realizar transações comerciais, é necessário ter mais de 18 anos, e as operações de vendas somente são aceitas perante comprovação de que a conta bancária seja a mesma do titular do cadastro. Os usuários são obrigados a fornecer informações válidas que comprovem sua idade e capacidade civil. Se for identificado que o usuário não atende a esses requisitos, o cadastro é automaticamente bloqueado, impedindo o uso da plataforma.

Nossa política de premiação é estruturada para recompensar o trabalho e o esforço dos infoprodutores, com base em métricas objetivas de faturamento. Esclarecemos que as premiações são enviadas exclusivamente ao titular da conta, partindo da premissa de que a gestão é feita por uma pessoa adulta, com 18 anos ou mais, já que a participação na plataforma e a venda de produtos estão restritas a maiores de idade. A partir deste momento, implementaremos uma revisão operacional para evitar a recorrência de situações semelhantes a essa.

A Kiwify se destaca por facilitar ao máximo o processo de reembolso dos compradores dos cursos de nossos usuários. Tanto que fomos, pelo segundo ano consecutivo, indicados ao prêmio do Reclame Aqui, maior prêmio de reputação e experiência do cliente do Brasil. Além disso, possuímos atualmente uma nota geral de 8.2 (“ótimo”) e 83% de índice de solução neste canal.

A Kiwify, seus sócios ou quaisquer outras entidades relacionadas não possuem qualquer vínculo com essa empresa [Cakto]”.

O que diz a Cakto

“Como preceitua os termos da plataforma Cakto, menores de idade são proibidos de realizar cadastros na plataforma, bem como realizar vendas utilizando a mesma. Para que o cadastro dentro da plataforma seja concluído, é necessário que seja apresentado documento pessoal com foto, do qual passa por uma rigorosa análise pelo setor de compliance. Além disso, contas que são identificadas sendo operadas por menores de idade são suspensas pelo nosso suporte.

A plataforma Cakto segue rigorosamente o que dispõe o código do consumidor quando se fala de solicitações de reembolso. Dessa forma, sempre que um consumidor solicita o reembolso direto a plataforma, o mesmo é atendido prontamente pela equipe.

Vale ressaltar que após o período de arrependimento, a plataforma somente se responsabiliza sobre vícios e problemas com os produtos na plataforma, após esse período de 7 dias o reembolso deve ser solicitado diretamente ao vendedor.

A empresa Cakto não possui qualquer relação com a empresa Kiwify”.

Fonte: Darlan Helder, G1 e  Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/11/2024/12:57:07

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Operação federal combate garimpo ilegal na Terra Indígena Munduruku, no PA

Operação combateu o garimpo ilegal em Terra Indígena no Pará. — Foto: Polícia Federal (PF)

De acordo com os agentes, a ofensiva representou um golpe significativo contra organizações criminosas que exploram ilegalmente a Amazônia.

Durante a ação integrada do Governo Federal para combater o garimpo ilegal da Terra Indígena (T.I.) Munduruku, no Pará, forças de segurança destruíram equipamentos usados nas atividades criminosas, como motores e estruturas logísticas.

A operação ‘Munduruku’ foi divulgada nesta segunda-feira (25) pela Polícia Federal (PF) e ocorreu durante este final de semana.

Sob coordenação da Casa Civil e com a participação de 20 órgãos federais, a ação atende à determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para agir na região, que fica entre as cidades Jacareacanga e Itaituba, sudoeste paraense.

De acordo com os agentes, a ofensiva representou um golpe significativo contra organizações criminosas que exploram ilegalmente a Amazônia.

Fonte: G1 PA e  Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/11/2024/12:40:08

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VÍDEO: Veja momento em que marido de prefeita eleita no Amapá; mata idoso a tiros durante confusão por terra

Foto: Divulgação | Um conflito por terras no município de Amapá, no estado do Amapá, terminou de forma trágica no sábado (23), com o assassinato de Antônio Candeia Oliveira, conhecido como “Maranhão”, de 72 anos. O crime aconteceu em uma fazenda e foi registrado em vídeo. O empresário Francisco Canindé, marido da prefeita eleita Kelly Lobato (União Brasil), foi preso em flagrante como mandante do homicídio.

O autor dos disparos foi identificado como Antônio Carlos Lima de Araújo, ex-militar do Exército, que segue foragido. Ele teria atirado na vítima após uma discussão provocada pela disputa sobre a posse de uma propriedade. O delegado responsável pelo caso, Vladson Nascimento, acredita que o crime foi premeditado, com a intenção inicial de intimidar o idoso.

Francisco Canindé apresentou-se à polícia acompanhado por um advogado e será submetido a uma audiência de custódia neste domingo (24). O caso segue em investigação, com buscas para localizar o autor dos disparos.

Fonte: AM POST e  Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/11/2024/10:20:57

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Mãe de criança vítima e mais 3 pessoas são presas por linchamento de acusado de estupro no Amazonas

Foto: Reprodução | As prisões foram realizadas na última quinta-feira (21), em Jutaí, após a análise de vídeos do linchamento gravados pela própria população, que auxiliaram na identificação dos envolvidos. O crime ocorreu em setembro, quando uma multidão invadiu a delegacia local, retirou o suspeito à força e o queimou vivo, segundo a delegada responsável pelo caso.

Quatro pessoas foram presas na última quinta-feira (21) sob suspeita de envolvimento no linchamento de um homem acusado de estuprar e matar uma criança de 1 ano e 6 meses em Jutaí, no interior do Amazonas. Entre os presos está a mãe da criança, de 19 anos, que teria incitado o ataque. O crime ocorreu em setembro, quando uma multidão invadiu a delegacia local, retirou o suspeito à força e o linchou até a morte.

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Segundo a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), além da mãe, os outros detidos são Abraão Lopes Ferreira, 32; David Araújo Freitas, 23; e Mateus Soares Lopes, 25. O homem linchado, de 48 anos, havia se entregado à polícia após ser identificado como principal suspeito de abusar e matar a criança.

As prisões foram realizadas após a análise de vídeos do linchamento, gravados pela própria população, que ajudaram na identificação dos envolvidos, conforme informou a delegada Mariane Menezes, responsável pelo caso. Os detidos devem responder pelos crimes de dano, resistência e vilipêndio de cadáver.

O episódio aconteceu em 19 de setembro, quando uma multidão enfurecida cercou a delegacia de Jutaí e, utilizando rojões e coquetéis molotov, invadiu o prédio. O homem foi retirado à força, linchado e queimado ainda vivo, segundo informações da Polícia Militar.

A Polícia Civil, em nota, declarou que não conseguiu conter a revolta dos populares, mas segue investigando para identificar outros envolvidos no linchamento.

Fonte: Portal Giro Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/11/2024/11:06:34

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