Central do Brasil ajudou no reencontro de pai e filho no PA

O filme chegou a concorrer ao Oscar de melhor atriz, pelo trabalho de Fernanda Montenegro.| Reprodução.

Central do Brasil ajudou no reencontro de pai e filho no PA

O longa com Fernanda Montenegro completa 25 anos e em uma das cartas que a personagem escreve ajudou ao encontro na vida real

Ofilme Central do Brasil, uma das obras cinematográficas mais aclamados do cinema brasileiro, completa nesta segunda-feira (3) 25 anos de estreia. Dirigido por Walter Salles e escrita por João Emanuel Carneiro e Marcos Bernstein, o longa fez história no cinema nacional e internacional, chegando a concorrer ao Oscar de melhor atriz, pelo trabalho de Fernanda Montenegro, e Oscar de melhor filme estrangeiro

A trama retrata a história de Dora (Fernanda Montenegro), uma ex-professora que complementa a renda escrevendo cartas para pessoas analfabetas na Estação Central do Brasil. O filme usou pessoas e histórias reais nas cenas em que Dora escrevia cartas. E uma dessas histórias acabou ajudando no reencontro em pai e um filho, morador do Pará.

Na cena, José Ferreira da Silva explica à Dora como o filho havia sumido após a mudança de Arcoverde, em Pernambuco, para Castanhal, no Pará. O homem ainda afirma que há quatro anos o filho havia desaparecido.

Novo Projeto (6)

📷 |( Reprodução )

Depois desse diálogo, José decide levar cartas aos Correios, para entregar ao destinatário. A atitude garantiu o reencontro com seu filho, já que ele recebeu as cartas e ainda reconheceu seu pai no cinema, enquanto assistia ao filme.

Emocionado com a história do pai, ele procurou e encontrou José Ferreira da Silva. A história do reencontro de pai e filho chegou a virar reportagem da revista Época.

Fonte: DOL e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/03/2025/14:29:20

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Técnico de time no Pará é indiciado por fraude à competição esportiva

Técnico do time de futebol “Cabanos” foi indiciado pela prática do crime de fraude à competição esportiva, em Belém. | Divulgação

Técnico foi indiciado por fraude em competição esportiva após investigação da Polícia Civil do Pará. Entenda o caso e suas implicações.

Nos últimos anos, diversos casos de manipulação de resultados em partidas de futebol vêm sendo amplamente divulgados pelos veículos de comunicação. São situações que vão desde a elite do futebol brasileiro até as competições de base.

A Polícia Civil do Pará, por meio da Delegacia de Proteção ao Torcedor e Grandes Eventos (DPTGE), indiciou o técnico do time de futebol “Cabanos” pela prática do crime de fraude à competição esportiva, em Belém.

Entenda o caso

A ação iniciou após um jogo da 6ª rodada da segunda sase do Campeonato Paraense de Futebol Masculino Sub 17, ocorrido em 2023. Durante o evento, estavam competindo os times Tuna Luso e Associação Atlética e Cultural Cabanos, que teve como placar final 11×0 a favor do Tuna.

O time vencedor se classificou e o Paysandu Sport Club acionou a Polícia Civil do Pará para averiguar e apurar as informações da partida, já que o resultado do jogo acarretou na desclassificação da competição.

Ao longo das investigações, foi realizada a oitiva de diversas pessoas, dentre elas, os técnicos dos times envolvidos. Foram comprovados os indícios de que o técnico do Cabanos havia orientado os atletas para que o time perdesse com margem de gols suficiente, a fim de prejudicar o time do Paysandu Sport Club.

O “modus operandi” é popularmente conhecido como “entregar o jogo” dentro da área futebolística. A Polícia Civil identificou que alguns jogadores se recusaram a realizar a ação e não entraram em campo durante a partida.

Dessa forma, o Inquérito Policial foi concluído e o técnico da Associação Atlética e Cultural Cabanos, categoria Sub 17, foi indiciado pelo crime do Art. 200 da Lei Geral do Esporte, que expõe sobre a Fraude do Resultado da Competição Esportiva. A pena é de 2 a 6 anos de reclusão.

Fonte: DOL e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/03/2025/13:14:16

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Dia da Síndrome de Down: jovens mostram potência na internet

Laura usa a internet para mostrar que têm interesses e capacidades diversas. | Reprodução/Arquivo Pessoal

|Em 2020, Laura Simões se tornou a primeira pessoa com síndrome de Down habilitada a dirigir no Brasil. Logo depois, ela resolveu partilhar essa e outras experiências de vida por meio do Instagram. A mensagem transmitida por suas historias não é de superação e, sim, de naturalidade:

O meu processo de habilitação foi todo muito natural. Nas clínicas do Detran, eu não sofri capacitismo, preconceito e não teve facilitação. Tanto o psicólogo quanto o médico me deixaram muito tranquila, e o processo foi muito natural, como deve ser, porque direção é muito sério”, explicou a jovem de 24 anos, em um vídeo recentemente publicado por ocasião do Dia Mundial da Síndrome de Down, comemorado nesta sexta-feira, 21 de março.

Laura é apenas uma das muitas pessoas com síndrome de Down que têm usado a internet para mostrar que têm interesses e capacidades diversas. Não à toa, ela se apresenta nas redes sociais como Laura A Normal, ou @lauraanormal, subvertendo o termo preconceituoso usado para classificar pessoas com Down ou outras condições e deficiências.

“Nós temos muito conteúdo, mas nem sempre conseguimos nos expressar bem. Às vezes também não temos espaço. Quando juntamos os dois mundos, é maravilhoso”, destaca.

Hoje, ela estuda Publicidade e Propaganda e pensa em seguir com o trabalho de produção de conteúdo nas redes sociais, “de uma forma assertiva para as pessoas que precisam de informações e esperança de uma vida plena T21”. A sigla se refere à Trissomia do 21, alteração genética que leva à síndrome de Down, quando há três cromossomos 21 no código genético, ao invés de dois, o que é padrão. Isso provoca algumas alterações físicas e intelectuais, mas pessoas como Laura vêm mostrando que é possível construir autonomia e ter uma vida plena e saudável.

Fonte: DOL e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/03/2025/13:46:03

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Polícia desarticula quadrilha e prende 6 suspeitos em Belém (PA) e no RS

Foto Reprodução|A Polícia Civil do Pará deflagrou, na manhã desta sexta-feira (21), a operação “Invasão Digital” para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra investigados que invadiam as contas bancárias de vítimas com celulares roubados e realizavam transferências bancárias para contas de uma associação criminosa. Até o momento, cinco pessoas foram presas em Belém e uma no Rio Grande do Sul através dos mandados expedidos pela Vara de Inquéritos Policiais e Medidas Cautelares de Belém.

A ação foi coordenada pela Divisão de Combate a Crimes Econômicos e Patrimoniais Praticados por Meio Cibernéticos (DCCEP), vinculada à Diretoria Estadual
Acreditando que falava com funcionários reais, o homem disponibilizou o código de desbloqueio e os criminosos conseguiram acessar as contas bancárias da vítima, subtraindo aproximadamente meio milhão de reais.

“Durante as nossas investigações foi possível conseguir o login de acesso do aplicativo bancário, que nos levaram a várias redes de internet utilizadas para dar o golpe em outras pessoas. Quando não conseguiam o código de acesso, o grupo criminoso utilizava apenas os chips dos aparelhos para ter acesso à internet”, explicou o delegado João Amorim, diretor da DCCEP.

Fonte: DOL e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/03/2025/13:32:19

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Mulher mata homem com facada após invasão de casa em Outeiro (PA)

Foto Reprodução|Muitas vezes uma tentativa de crime acaba dando muito errado para o envolvido, como foi o caso que aconteceu nas primeiras horas desta sexta-feira (21) no distrito de Outeiro, em Belém.

Um homem tentava invadir uma residência quando acabou agredido por uma mulher desconhecida. Ele foi esfaqueado na altura da coxa e, de acordo com autoridades, não resistiu aos ferimentos.

A suspeita é de que a facada tenha atingido a veia femoral, o que causou intensa hemorragia e causou o óbito. A Polícia Científica do Pará foi acionada para o local.

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A suspeita da agressão também ainda não teria sido identificada e nem foi encontrada pela polícia. O DOL entrou em contato com a Polícia Científica do Pará e foi informado que o corpo segue sem identificação, pois não houve procura de nenhum familiar pela vítima.

Fonte: DOL e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/03/2025/13:14:16

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Jeniffer Nascimento viraliza com foto seminua em cachoeira

Foto Reproduçaõ|Jeniffer Nascimento viraliza com foto seminua em cachoeira e se prepara para seu retorno à TV na nova novela Êta Mundo

Aconexão com a natureza tem um poder transformador. Quem nunca sentiu a mente mais leve ao ouvir o som de uma cachoeira ou ao mergulhar em águas cristalinas? Jeniffer Nascimento sabe bem disso. A atriz, apresentadora e cantora surpreendeu os fãs ao compartilhar, na última quarta-feira (19), um clique deslumbrante enquanto se refrescava em um passeio turístico.

Na imagem publicada no Instagram, onde acumula mais de 3,2 milhões de seguidores, Jeniffer aparece nadando perto de uma cachoeira paradisíaca, cercada por árvores exuberantes. O que mais chamou a atenção, porém, foi a ousadia da artista: de topless, ela exibe sua tatuagem de borboleta no lado direito do corpo, símbolo de transformação e liberdade.

Fonte: DOL e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/03/2025/13:00:01

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Algas marinhas invadem praias de Salinas, no Pará

Foto: Reprodução | Os organismos foram vistos em alguns dos balneários mais procurados pelos banhistas

Há três dias, um fenômeno inusitado tem chamado a atenção de moradores e banhistas do município de Salinópolis, nordeste paraense. Diversas praias foram invadidas por algas marinhas castanhas. Na quarta-feira (19), circulam nas redes sociais registros que mostram que dois dos balneários mais procurados, como Farol Velho e Atalaia, amanheceram tomados pelos organismos. A espécie é chamada pelos biólogos de Sargaço.

Esse tipo de alga marinha flutuante tem papel fundamental no equilíbrio dos oceanos, servindo de abrigo e alimento para diversas espécies marinhas. A ocorrência é comum em diversas regiões costeiras. No entanto, fatores como variação dos ventos, mudanças na temperatura do Atlântico e alterações nas correntes marítimas têm levado essa alga a novas regiões, incluindo a costa amazônica.

Apesar de não apresentar risco, o organismo solta odores quando está em decomposição e pode dificuldade a locomoção pela areia. As autoridades ambientais estão monitorando a situação e adotando medidas para manter as praias limpas e seguras. Em nota, a prefeitura de Salinópolis informou que já está trabalhando para garantir a limpeza das praias, mantendo-as agradáveis para os visitantes. Enquanto isso, a recomendação é evitar áreas com muita concentração de algas.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semas), que informou “não ter sido notificada sobre o ocorrido”.

Fonte: Roma News e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/03/2025/12:12:35

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Ataques de Israel matam cinco funcionários de agência da ONU

Foto: Reprodução | As tensas relações entre Israel e a UNRWA são atualmente um dos pontos mais agudos da crise de Tel Aviv com as Nações Unidas.

Em mais uma jornada de tensão desde o fim da trégua na Faixa de Gaza, o comissário-geral da UNRWA (Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos), Philippe Lazzarini, afirmou nesta quinta-feira (20) que cinco de seus funcionários foram mortos nos últimos dias devido a ataques de Israel.

Também nesta quinta, o grupo terrorista Hamas afirmou ter lançado foguetes na direção de Tel Aviv —os projéteis não deixaram vítimas, segundo as forças israelenses.

Em post na rede social X, Lazzarini disse que os mortos “eram professores, médicos e enfermeiros servindo aos mais vulneráveis”. Ele afirmou temer que o pior ainda esteja por vir, à medida que os bombardeios israelenses continuam por terra e mar —também há uma invasão terrestre em curso.

As tensas relações entre Israel e a UNRWA são atualmente um dos pontos mais agudos da crise de Tel Aviv com as Nações Unidas. Tel Aviv já acusou a agência da ONU, várias vezes, de ter funcionários envolvidos nos ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, que desencadearam a guerra atual.

Em agosto do ano passado, a UNRWA demitiu nove funcionários suspeitos de terem tido algum vínculo com os atos terroristas. A medida, contudo, não arrefeceu as tensões, e críticas mútuas continuaram.

UNRWA

Criada em 1949, a agência emprega milhares de pessoas e providencia serviços de educação, saúde e ajuda humanitária a palestinos em Gaza, na Cisjordânia e em países como Jordânia, Líbano e Síria.

Relatos de ataques contra agentes humanitários têm sido recorrentes. Na quarta-feira (19), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, já havia condenado ofensivas que atingiram o pessoal da organização depois que um integrante da equipe do Escritório das Nações Unidas para Serviços de Projetos morreu quando dois alojamentos em Deir al-Balah, em Gaza, foram atingidos.

Já a Defesa Civil de Gaza, controlada pelo Hamas, anunciou a morte de 504 pessoas desde que Israel retomou os bombardeios —mais de 190 das vítimas seriam crianças.

Em resposta ao que chama de “massacres sionistas contra civis”, o braço armado do grupo terrorista palestino afirmou ter lançado foguetes que partiram do sul de Gaza. A Força Aérea de Israel disse ter identificado três projéteis, dos quais um foi interceptado e dois caíram em uma área despovoada, sem causar danos ou vítimas.

Protestos

Em Jerusalém, milhares de manifestantes voltaram a protestar contra Binyamin Netanyahu nesta quinta. O primeiro-ministro de Israel é acusado de adotar uma guinada antidemocrática e de continuar a guerra contra o Hamas sem levar em consideração os reféns ainda sob poder do grupo terrorista em Gaza.

Na véspera, manifestação semelhante foi a maior dos últimos meses. Os atos são organizados por grupos de oposição ao premiê, que contestam sua decisão de destituir Ronen Bar, o chefe do Shin Bet, serviço de inteligência interno e de segurança.

Protestos diante do Parlamento israelense também contaram com a presença de parentes dos reféns, que criticaram os bombardeios em Gaza, retomados na noite de segunda-feira (17), após uma trégua de quase dois meses.

Operação terrestre

Além das ações aéreas, Israel disse ter começado nesta quinta uma nova operação terrestre em Rafah, no sul do território palestino. Incursões contra a área no ano passado foram alvos de repúdios feitos pela comunidade internacional, uma vez que a região concentra milhares de pessoas deslocadas no conflito.

Nos Estados Unidos, o maior aliado de Israel, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o presidente Donald Trump “apoia totalmente” a retomada das ações militares de Tel Aviv em Gaza.

“O presidente deixou bem claro para o Hamas que, se eles não libertassem os reféns, haveria um inferno a pagar. Infelizmente, o Hamas escolheu brincar com vidas”, disse ela.

Fonte: Folha Press  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/03/2025/12:10:54

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Em um ano, denúncias de racismo aumentaram 15% no Pará

Foto: Reprodução | Casos cresceram de 487 para 563 em 2024; especialistas destacam a importância da denúncia e do combate à discriminação

O Estado do Pará registrou um aumento significativo nos casos de racismo entre 2023 e 2024. De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), foram contabilizados 563 casos de racismo de janeiro a dezembro de 2024, enquanto no mesmo período de 2023 ocorreram 487 casos, representando um aumento de 15,6%. Além disso, nos primeiros meses de 2025, de 1º de janeiro a 19 de março, já foram registrados 120 casos desse crime no Estado. Esses dados ganham relevância especial nesta semana, em que se celebra o Dia Internacional de Luta contra a Discriminação Racial, em 21 de março.

O Dia Internacional de Luta contra a Discriminação Racial foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em memória ao massacre de Sharpeville, ocorrido em 21 de março de 1960, na África do Sul. Naquela data, 20 mil negros protestavam pacificamente contra a “Lei do Passe”, que limitava os locais onde eles podiam circular. A manifestação foi reprimida violentamente pelas tropas do exército sul-africano, resultando em 69 mortos e 186 feridos.

Para compreender melhor o cenário atual e as formas de identificar o racismo no cotidiano, conversamos com Renata Neves, presidente da Comissão de Direito e Defesa da Liberdade Religiosa da OAB Pará. Ela destaca que o racismo pode se manifestar de diversas formas, desde insultos e violência a desigualdade no acesso a oportunidades. “É mais comum em insultos, violência, desigualdade e acesso a oportunidades. Mas a gente tem que ver alguns que estão no nosso dia a dia, mas que a população infelizmente não identifica com tanta facilidade, como, por exemplo, uma discriminação contra o cabelo crespo, o cabelo afro, a intolerância religiosa de religiões de matriz africana”, explica.

Renata também ressalta que manifestações sutis de racismo podem passar despercebidas, como negar a entrada de pessoas negras sem motivo aparente ou confundi-las com funcionários em determinados ambientes, presumindo uma posição inferior devido à cor da pele. Expressões como “mulato”, “dia de branco” e “coisa de preto” também são exemplos de racismo presentes no cotidiano. Além disso, a desigualdade no acesso à educação, saúde e oportunidades econômicas reflete a discriminação racial estrutural existente na sociedade.

A legislação brasileira possui instrumentos importantes no combate ao racismo. A Lei nº 7.716/1989 define os crimes resultantes de preconceito de raça ou cor, estabelecendo penas e multas para tais delitos. O Estatuto da Igualdade Racial, instituído pela Lei nº 12.288/2010, estabelece diretrizes para o enfrentamento à discriminação étnico-racial. Mais recentemente, a Lei nº 14.532/2023 equiparou a injúria racial ao crime de racismo, tornando-o inafiançável e imprescritível.

Renata Neves enfatiza a importância de fortalecer a legislação e promover uma educação antirracista para combater o racismo. Ela destaca a Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas, mas que ainda enfrenta desafios em sua implementação, especialmente em áreas mais afastadas. “Acredito que fomentar uma educação antirracista, ter igualdade de oportunidades entre todas as pessoas, garantir leis de combate ao racismo e que elas sejam de fato aplicadas” são pontos essenciais para avançar nas políticas públicas de combate à discriminação racial, afirma.

Para denunciar casos de racismo no Pará, as vítimas podem procurar a Delegacia de Polícia Civil mais próxima. Na Região Metropolitana de Belém, há a Delegacia Especializada em Combate a Crimes Discriminatórios e Homofóbicos (DCCDH), que oferece atendimento especializado. Além disso, o Disque 100 é um canal nacional disponível para denúncias de violações de direitos humanos, incluindo casos de racismo e injúria racial. É fundamental que as vítimas registrem boletins de ocorrência para que as autoridades possam mapear e enfrentar efetivamente a discriminação racial.

Segundo Renata, a pena para o crime de racismo é de reclusão de 2 a 5 anos, além de multa. O crime é inafiançável e imprescritível, o que significa que pode ser punido a qualquer tempo e não permite o pagamento de fiança para responder em liberdade. A injúria racial, que consiste em ofender a honra de alguém utilizando elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem, também é punida com reclusão de 2 a 5 anos e multa, equiparando-se ao crime de racismo após a Lei nº 14.532/2023. Há agravantes se o crime for cometido por um grupo, por um agente público, por meio de redes sociais ou em locais de atividade artística, cultural ou esportiva. Além da esfera penal, a vítima pode buscar indenização por danos morais na esfera cível.

Fonte: O Liberal  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/03/2025/12:09:10

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Governo do Pará anuncia suspensão de aumento na tarifa de balsas no Marajó (PA)

Foto: Reprodução | A Henvil Transporte emitiu um comunicado confirmando a suspensão do reajuste nas travessias para Belém/Caramá, Soure/Salvaterra e Salvaterra/Cachoeira do Arari.

Após cinco dias de mobilização, o Governo do Estado cancelou o reajuste na tarifa de transporte hidroviário na linha Icoaraci/Camará, em Salvaterra, na Ilha do Marajó. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (20), durante uma reunião virtual entre a liderança do movimento e os representantes do governo.

A reunião contou com a participação da Malungu, lideranças quilombolas do Marajó, da Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos de Transporte (Artran), do líder do Governo na Alepa, deputado Iran Lima, do secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Ualame Machado, e do secretário de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos, Jarbas Vasconcelos do Carmo.

A Henvil Transporte emitiu um comunicado confirmando a suspensão do reajuste nas travessias para Belém/Caramá, Soure/Salvaterra e Salvaterra/Cachoeira do Arari. A empresa afirmou que, na próxima segunda-feira (24), haverá uma reunião entre representantes do Governo do Estado, da Henvil e das comunidades afetadas para discutir o escalonamento da aplicação da tarifa.

Entenda

A Associação de Transportadores de Cargas e Logística do Marajó (Atransmar), polo Arari, paralisou as atividades no último domingo (16), no Porto do Camará, em Salvaterra, contra o aumento dos preços das passagens de caminhões e automóveis, considerado excessivo pela categoria. O aumento é no transporte na linha Icoaraci-Camará e estaria de acordo com uma resolução da Agência de Regulação e Controle de Serviços (Arcon). No entanto, o aumento de 23%, segundo a presidente da Atransmar, Shyrley Pedrosa, é abusivo.

“Esse aumento a gente considera fora do normal, no sentido de que é mais de 23% esse aumento. Sendo que a sala vip teve um aumento de 100%. Nós somos caminhoneiros, trabalhamos com carga para o Marajó. O que acontece é que um caminhão que antes a gente pagava R$992, hoje estamos pagando R$1.222, ou seja, R$230 a mais, só na passagem, o que já era caro, ficou mais ainda”, disse.

Nesta quarta-feira (19), policiais militares usaram bala de borracha e bombas de efeito moral para dispersar manifestantes que bloqueavam uma via de acesso ao porto da foz do rio Camará, em Salvaterra, no arquipélago do Marajó. Manifestantes ficaram feridos durante a ação.

Os manifestantes pertencem à comunidade quilombola Vila União e realizaram o ato em apoio aos caminhoneiros, que alegam que o aumento no preço das passagens para caminhões e automóveis é abusivo. O reajuste afeta o transporte na linha Icoaraci-Camará.

Por meio de nota, o Grupo de Juventude Negra Quilombola Abayomi repudiou veementemente a violência cometida pelo Estado do Pará contra quilombolas e demais manifestantes que, de forma pacífica, protestavam contra o aumento abusivo das tarifas do transporte hidroviário na região do Marajó.

O Ministério Público Federal (MPF) requisitou, nesta quinta-feira (20), às autoridades do Pará, a apuração da ação praticada ontem (19) pela Polícia Militar (PM) contra comunidades quilombolas que realizavam protesto em Salvaterra, no arquipélago do Marajó. O MPF aponta que o protesto contra o aumento dos preços das passagens de balsa era pacífico, mas a intervenção policial foi violenta, abusiva e desproporcional.

Fonte: Notícia Marajó e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/03/2025/12:07:08

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