Advogado denuncia prefeito de Ananindeua (PA); por suspeita de crimes contra os cofres públicos

Caminhões de lixo sem identificação, mas que constam como sendo da Norte Ambiental no Detran | Reprodução

Empresa que pertence a um amigo do prefeito vem executando ilegalmente a coleta de lixo sem licitação ou contratos, fato que pode configurar improbidade administrativa e crimes previstos no Código Penal.

Sob alegação de “fortes indícios” de crimes contra os cofres públicos, o advogado Ewerton Almeida Ferreira protocolou denúncia contra o prefeito de Ananindeua, Daniel Santos, e a empresa Norte Ambiental, ontem, no Ministério Público do Pará (MPPA), Tribunal de Contas dos Municípios do Pará (TCMPA) e na Diretoria Estadual de Combate à Corrupção (Decor), da Polícia Civil. Segundo o advogado, a Norte Ambiental, que pertence a um amigo do prefeito, vem executando ilegalmente a coleta de lixo de Ananindeua, sem licitação ou contrato. O fato, afirma ele, pode configurar improbidade administrativa, e crimes previstos no artigo 337 do Código Penal, com penas que, somadas, podem chegar a 19 anos de prisão.

Na denúncia, o advogado cita as reportagens publicadas pelo DIÁRIO sobre o caso, e pede que MPPA, TCMPA e Decor investiguem a transação. Ele lembra que a Prefeitura tentou realizar, neste ano, uma licitação superior a R$ 180 milhões para a coleta do lixo, o que é mais que o dobro dos contratos (cerca de R$ 80 milhões, somados) das duas empresas que hoje executam o serviço: a Recicle e a Terraplena. No entanto, foram tantas as irregularidades, que a licitação acabou revogada três vezes seguidas. Na primeira vez, por iniciativa da própria Prefeitura, porque, segundo ela, as “impugnações” (contestações) apresentadas pelos concorrentes obrigariam a alterações importantes no Edital, o documento que estabelece as regras de uma licitação.

Na segunda vez, a Prefeitura revogou a licitação após o TCMPA determinar que ela fosse suspensa, devido aos indícios de irregularidades constatados pelos seus técnicos. A terceira vez foi a mais grave: a pedido dos técnicos, o conselheiro Antônio José Guimarães, “relator” do processo (ou seja, o encarregado do caso) expediu uma “cautelar” (uma medida urgente), devido ao risco de graves prejuízos aos cofres públicos, dadas as persistentes irregularidades. A ordem foi para que a Prefeitura suspendesse a licitação, sob pena de multa. E que só divulgasse um novo Edital depois que o documento passasse pela análise do TCMPA. A decisão de Guimarães foi homologada (confirmada), por unanimidade, pelos conselheiros do tribunal. Mas a Prefeitura, como fizera da vez anterior, preferiu revogar a licitação, em vez de apenas suspendê-la.

PROXIMIDADE

O problema, diz o advogado, é que, apesar dessa revogação, a coleta do lixo já vem sendo executada, “de forma absolutamente ilegal”, por uma nova empresa: a Norte Ambiental Gestão e Serviços Ltda, através dos veículos da filial que ela abriu na cidade de Sorocaba, no estado de São Paulo. A empresa é comandada pelo empresário Cleiton Teodoro da Fonseca, que, “ao que tudo indica, tem proximidade com o prefeito de Ananindeua, Daniel Santos”, observa Ewerton Almeida. Segundo ele, no último 26 de março, às 8h51m, um caminhão de placa TJQ4J12, de propriedade da Norte Ambiental, foi flagrado recolhendo lixo, na Rodovia Mário Covas, em frente ao Pronto Socorro Municipal da cidade.

As fotos anexadas à denúncia, comenta o advogado, mostram que o caminhão “não tem qualquer identificação e que, no uniforme utilizado pelos trabalhadores, consta a identificação da Seurb”, a secretaria de Serviços Urbanos da Prefeitura.

Prefeito Daniel Santos foi flagrado usando avião que pertence à Norte Ambiental |Divulgação
Prefeito Daniel Santos foi flagrado usando avião que pertence à Norte Ambiental |Divulgação

PLACA

O mesmo caminhão já havia sido flagrado, pelo DIÁRIO, no último 14 de fevereiro, recolhendo lixo, pela manhã, nas áreas do Icuí-Guajará e Icuí-Laranjeira. Os uniformes dos trabalhadores também traziam a logomarca a Seurb, mas o caminhão não possuía qualquer identificação da empresa proprietária. No entanto, a placa permitiu constatar, junto ao Detran, o departamento estadual de Trânsito, que pertence à Norte Ambiental.

Falta de contrato formal “impede a transparência e legalidade da prestação do serviço”

Mas a denúncia do advogado não para por aí: ele também obteve fotos de vários caminhões usados na coleta irregular do lixo, todos estacionados no terreno da Norte Ambiental, no município de Marituba. Alguns já se encontram até adesivados com a logomarca da Prefeitura de Ananindeua. E todos pertencem à filial da empresa que fica em Sorocaba, conforme os documentos que anexou à denúncia. Ewerton Almeida aponta, ainda, as informações sobre a proximidade entre o prefeito e a Norte Ambiental. O que incluiu até o uso de um avião da empresa, por Daniel Santos, para viagens durante a campanha eleitoral do ano passado. Um fato que, para o advogado, indica “uma troca de favores” entre o prefeito e o dono da empresa.

Ele assinala que a execução da coleta de lixo sem licitação ou contrato, pela Norte Ambiental, “viola princípios fundamentais da administração pública e pode configurar prejuízo ao erário e improbidade administrativa”.

Lembra que a Constituição Federal estabelece que a administração pública tem de obedecer aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. E que a falta de um contrato formal “impede a transparência e legalidade da prestação do serviço, comprometendo o controle da execução e a fiscalização dos recursos públicos”.

DIRECIONAMENTO

Além disso, a nova Lei das Licitações (14.133/2021) determina que a execução de serviços para o Poder Público só poderá ocorrer após a assinatura e publicação de um contrato. São raras as exceções a essa exigência. E nenhuma delas contempla o caso da Norte Ambiental.

O advogado pede que todos os envolvidos na transação sejam investigados e, se culpados, sejam responsabilizados pelas irregularidades, com base na Lei 8.429/1992, de Improbidade Administrativa, dados os “fortes indícios” de direcionamento na licitação que a Prefeitura tentou realizar para a coleta do lixo, “possivelmente favorecendo a empresa Norte Ambiental”.

Além disso, também aponta indícios de crimes licitatórios previstos no Código Penal: contratação direta ilegal, frustração do caráter competitivo da licitação, patrocínio de contratação indevida. Ele também pede que o MPPA comunique a abertura de investigação ao TCMPA e ao Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCEPA), para as medidas cabíveis.

SEM LICITAÇÃO

Hoje, diz ele, o único contrato que essa empresa possui com a Prefeitura é para a recuperação de ruas de Ananindeua, no valor de R$ 48 milhões anuais. O contrato foi assinado pela Sesan, a secretaria municipal de Saneamento, em 2022, sem licitação própria: para assiná-lo, a Sesan recorreu a uma ata de registro de preços do município de Abaetetuba, “cujos documentos não foram encontrados em portais de transparência, mas tão somente no diário oficial”. Além disso, há as várias mudanças de nome e de endereço da Norte Ambiental, que iniciou as suas atividades como um posto de combustíveis. Fatos que sugerem “possíveis indícios de irregularidades na sua atuação”, diz o advogado.

NA MARRA

“Contratação” na marra.

No fundo, é como se o prefeito Daniel Santos tivesse tentado direcionar a licitação milionária para a empresa do “amigo”. Mas, como foi barrado pelo TCMPA, resolveu “contratar” a Norte Ambiental na marra. Na denúncia, o advogado observa que até o modelo escolhido pela Prefeitura para a nova licitação da coleta de lixo foi “inadequado”. É que a Lei 11.445/2007 (o marco legal do saneamento básico), determina que esse serviço só pode ser transferido à iniciativa privada através de um contrato de concessão. Ou seja: a licitação não pode ser para contratar um simples prestador de serviços, mas uma concessionária, como ocorre, por exemplo, com os serviços de energia elétrica.

EXIGÊNCIAS

Mas, para realizar a concessão da coleta do lixo, é preciso cumprir várias exigências legais. Como, por exemplo, ter um plano de saneamento básico e realizar audiências públicas sobre o Edital licitatório. A licitação que a Prefeitura de Ananindeua tentou realizar pode até ser mais simples, mas traz grandes problemas: todo o custo da coleta do lixo fica com os cofres públicos. O oposto do que ocorre com a concessão, no qual a empresa assume os custos do serviço. Além disso, como a licitação para a escolha de uma concessionária exige maior concorrência, o Poder Público também acaba obtendo um contrato mais vantajoso, explica o advogado.

Fonte: Ana Célia Pinheiro / DOL e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 04/04/2025/08:02:18

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Brasil é 5º país com mais denúncias de abuso sexual infantil online

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil | Dado consta em relatório global de rede de monitoramento.

Em 2024, o Brasil figurou em quinto lugar na lista de países com mais denúncias de páginas que distribuíram conteúdos de abuso sexual infantil, de acordo com o relatório da rede internacional InHope, divulgado nesta quinta-feira (3).

De 2022 para 2024, o país viu as notificações se multiplicarem, passando da 27ª posição no ranking para a atual. Nas primeiras posições, aparecem Bulgária, Reino Unido, Holanda e Alemanha.

Para analisar a situação nos países, a InHope apoia-se nos dados coletados pelos 55 canais de denúncia de crimes na internet, chamados de hotlines, que integram a associação internacional. A rede está presente em 51 países. No Brasil, quem recebe as denúncias e faz a contagem é a entidade SaferNet, que desde 2006 atua em parceria com o Ministério Público Federal (MPF).

Das mais de 50 mil páginas denunciadas no Brasil, 10.823 foram repassadas a hotlines e autoridades de outros países, porque, ao que tudo indica, envolviam vítimas de outras nacionalidades. No cálculo, também entraram as páginas associadas a crimes que aparentemente não ocorreram no Brasil.

“Outras 38.051 páginas com indícios de abuso sexual infantil foram encaminhadas aos hotlines com o auxílio de ferramentas de detecção automatizada e pró-ativa, no contexto do projeto Discover, totalizando 48.874 páginas diferentes entre si compartilhadas pela SaferNet Brasil com outros hotlines membros do InHope em 2024”, acrescenta a SaferNet.

No ano passado, foram detectadas, ainda, 1.155 páginas diferentes hospedadas no Brasil, o equivalente a 0,05% de todas as páginas com material de abuso sexual infantil identificadas no mundo.

Segundo a SaferNet, tais páginas foram recebidas e analisadas pelo Núcleo Técnico de Combate aos Crimes Cibernéticos do MPF e autuadas para investigação.

A Safernet mantém a Central Nacional de Denúncias, conveniada ao Ministério Público Federal e o Canal de Ajuda, o Helpline, para vítimas de violência online.

Fonte: Agência Brasil  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 04/04/2025/08:02:18

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Concurso TJPA: 80 vagas e banca contratada; veja o que se sabe

O Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) deu mais um passo importante para a realização do novo concurso público para o cargo de notário de cartórios. Nesta segunda-feira (31), foi publicado no Diário Oficial do órgão o extrato do contrato com a banca organizadora, o Instituto Ieses, escolhido por dispensa de licitação.

O certame já contava com uma comissão organizadora formada desde 2024, com ajustes divulgados no último dia 17 de fevereiro. Conforme o documento oficial, o contrato com a banca foi assinado em 26 de março, com vigência de 28 de março de 2025 a 27 de março de 2026, podendo ser prorrogado por mais 12 meses.

O concurso do TJPA oferecerá 80 vagas para notários, profissionais responsáveis pelos serviços cartoriais. Para concorrer a uma das oportunidades, é necessário atender a um dos seguintes critérios:

  • Possuir diploma de nível superior em Direito; ou
  • Ter pelo menos 10 anos de experiência em serviços notariais.

A remuneração para o cargo de notário varia de acordo com os rendimentos da unidade cartorária em que o profissional for designado. Além das vagas para ingresso, o concurso também contará com oportunidades para remoção, permitindo que servidores já atuantes possam solicitar mudança de localidade.

Com a contratação da banca organizadora, o próximo passo será a publicação do edital, que trará detalhes sobre inscrições, provas e cronograma do concurso. A expectativa é que novas informações sejam divulgadas em breve pelo TJPA.

Fonte: Diário do Pará  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 04/04/2025/07:45:30

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Prefeitura de Marabá arrecada quase R$ 5 milhões por dia no 1º bimestre de 2025

Com faturamento em dia, Prefeitura de Marabá não tem desculpa para não investir | Foto: Reprodução

De um ano para outro, município que mais produz cobre no país aumentou faturamento na ordem de R$ 165 milhões, suficiente para “comprar” duas prefeituras de Novo Ipixuna — e sobraria um trocado.

A administração de Marabá foi a que, proporcionalmente, mais enriqueceu no sudeste do Pará entre as prefeituras mais ricas da mesorregião que comporta 39 municípios. Nos 59 dias do primeiro bimestre de 2025, a Prefeitura de Marabá arrecadou R$ 293,68 milhões em receita líquida, numa impressionante média de R$ 4,978 milhões por dia, a mais alta da história.

As informações foram levantadas com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu, que analisou o balanço de execução orçamentária encaminhado pelo governo de Cunha aos órgãos de controle externo no último final de semana. Os dados são oficiais, estão consolidados e o prefeito entregou-os com pontualidade, conforme exige a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Com a performance magistral, Marabá registrou crescimento nominal de 12,1% na arrecadação frente aos R$ 261,99 milhões recolhidos nos primeiros dois meses do ano passado. A título de comparação, no vizinho município de Parauapebas, governado por Aurélio Goiano, a receita líquida do primeiro bimestre afundou 6,83% este ano.

Marabá, por seu turno, fatura como nunca. Em janeiro, houve pico de receita, da ordem de R$ 156,54 milhões, montante recorde para o mês. No ano passado, à mesma época, a arrecadação já livre de deduções foi de R$ 134,65 milhões. O crescimento de janeiro de 2025 frente a janeiro de 2024 foi de impressionantes 16,25%.

Em fevereiro deste ano, foram recolhidos R$ 137,14 milhões — também recorde para o mês — contra R$ 127,34 milhões no ano passado, crescimento de 7,7%. Ao todo, os dois primeiros meses deste ano foram R$ 31,69 milhões mais graúdos que o início de 2024.

Receita ultrapassa R$ 1,5 bi

Pela primeira vez, a receita líquida anualizada de Marabá rompeu a barreira de R$ 1,5 bilhão. No cômputo de 12 meses corridos, entre março de 2024 e fevereiro de 2025, passaram pelos cofres do município aproximadamente R$ 1,508 bilhão, 12,25% acima dos R$ 1,343 bilhão de faturamento no período encerrado em fevereiro de 2024.

Em apenas um ano, a Prefeitura de Marabá enriqueceu R$ 164,53 milhões. É como se o governo da Capital do Cobre tivesse “engolido” a arrecadação inteira de duas Nova Ipixuna, vizinha sua que reportou receita líquida de R$ 80 milhões em 12 meses encerrados em fevereiro deste ano. É muito dinheiro, ainda mais quando se analisa o comportamento da receita de grandes medalhões.

Em Parauapebas, por exemplo, a arrecadação líquida praticamente estagnou em um ano. Em 12 meses encerrados em fevereiro do ano passado, a receita foi de R$ 2,63 bilhões, enquanto em fevereiro deste ano atingiu R$ 2,64 bilhões. A prefeitura da Capital do Minério teve ganho de apenas R$ 13,5 milhões de um ano para outro e grandes perdas no primeiro bimestre de 2025.

As perspectivas apontam que este será o ano de Marabá, e a administração de Toni Cunha poderá encerrar 2025 com receita real de R$ 1,7 bilhão. O neófito prefeito, demasiado apegado às redes sociais, de onde passa o dia despachando e buscando notoriedade, não terá desculpas financeiras para não trabalhar na vida real, garantindo educação de qualidade, saúde eficiente, saneamento básico e asfalto aos marabaenses. E isso ele já pode prometer no Instagram.

RECEITA DE MARABÁ

– Janeiro de 2025 — R$ 156.539.174,49

– Janeiro de 2024 — R$ 134.652.770,56

– Fevereiro de 2025 — R$ 137.140.628,60

– Fevereiro de 2024 — R$ 127.341.185,26

– 1º bimestre de 2025 — R$ 293.679.803,09

– 1º bimestre de 2024 — R$ 261.993.955,82

– 12 meses encerrados em fevereiro de 2025 — R$ 1.507.940.426,67

– 12 meses encerrados em fevereiro de 2024 — R$ 1.343.408.081,54

Fonte: Blog do Zé Dudu e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 04/04/2025/07:45:30

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Entidades ambientais denunciam desvio de uso das unidades de conservação

CRÍTICAS Marina Silva recebe manifesto de entidades que pedem compromisso (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Manifesto assinado por 68 instituições e 73 pessoas pede que a Constituição seja respeitada e territórios protegidos de fato .

Com apoio de pessoas da sociedade, entidades ambientais como SOS Mata Atlântica e Instituto Arara-Azul se organizaram para redigir e entregar um manifesto à ministra Marina Silva, sobre o uso inadequado das Unidade de Conservação de Proteção Integral. Atualmente, o pais conta com 2.446 áreas, que cobrem cerca de 18% do território continental do país e 26% das áreas marinhas. Tratam-se de territórios essenciais para a preservação dos ecossistemas e são fortemente pressionados pelo desenvolvimento não sustentável.

O documento aponta que agora é o Governo Federal o autor de abusos e desrespeitos à Constituição ao promover o desvio de uso das unidades. Um exemplo é a tentativa recente de acomodação de comunidades indígenas no interior da Reserva Biológica Bom Jesus, no Paraná, promovido pelo ICMBIO e pela Funai, em uma área de 6,7 mil hectares, sem ter um limite de área que possam interagir.

Os povos originários possuem práticas, como caça de espécies ameaçadas de extinção, incompatíveis com a categorização das Unidades de Conservação. Decisões como essa abrem precedentes perigosos, além de demonstrar pouca aderência do Governo Federal com a proteção e a garantia da gestão dos territórios de acordo com as atribuições descritas na constituição. “Cabe ressaltar nosso total apoio à busca de áreas adequadas e necessárias para a consolidação e a criação de novas Terras Indígenas em todo o território nacional”, escrevem os manifestantes. Ao todo são 68 instituições e 73 pessoas da sociedade civil. Entre eles, Fábio Feldmann, um dos autores da lei de proteção da Mata Atlântica.

“A Constituição Federal trata Área Protegidas, de uso restrito ou comunitários, assim como Terras Indígenas, como categorias distintas. E é com muita preocupação que vejo as práticas em curso no ICMBio, que não está respeitando o texto constitucional brasileiro.

Quando tratamos de áreas de proteção ambiental, principalmente as de proteção integral, atividades que podem comprometer seus atributos devem ser vistas com muito cuidado”, adverte Feldmann.

Fonte: VEJA  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 04/04/2025/07:51:15

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Empresa denunciada por fraude em licitação em Belém leva contratos de R$ 179 mi para COP30

Polígono da COP30 em Belém, no Pará | Foto: Augusto Miranda/Agência Pará

Os contratos somam R$ 179 milhões. Um deles conta com financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)

Uma empresa suspeita de conluio e fraude em licitações em Belém integrou dois consórcios contratados pelo Governo do Pará para obras de saneamento e drenagem relacionadas à COP30 (conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas).

Os contratos somam R$ 179 milhões. Um deles conta com financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O outro é resultado de uma contrapartida, a ser paga pelo Governo do Pará, prevista em uma operação de crédito do BNDES que banca as obras do parque na capital paraense que sediará a COP30 em novembro.

Ao todo, o BNDES financia mais de R$ 1 bilhão em obras de macrodrenagem, urbanização e saneamento em Belém, uma cidade onde 8 em 10 pessoas não contam com serviço de coleta de esgoto, segundo os dados oficiais mais recentes.

Belém também é a capital brasileira com a maior proporção de moradores -57%- vivendo em favelas, conforme os critérios adotados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O governo de Helder Barbalho (MDB) e o BNDES decidiram tocar obras de saneamento nos bairros que cresceram em torno de canais e igarapés, tanto em áreas mais centrais quanto na periferia, dentro de um pacote de intervenções para a COP30.

Entre os contratos assinados em 2024 pela Seop (Secretaria Estadual de Obras Públicas), estão dois consórcios de empresas integrados pela B.A. Meio Ambiente (ou Bemaven, como passou a se chamar), com representação legal -expressa nos contratos- feita pelo empresário Jean de Jesus Nunes. Nunes é sócio da B.A., segundo documento em que se habilita para a licitação.

B.A. e Nunes foram denunciados pelo MPF (Ministério Público Federal) à Justiça Federal no Pará, em 2017, por suspeita de fraude em uma licitação realizada em 2010, com contratação no ano seguinte, para realização de obras de saneamento e drenagem em sub-bacias em Belém. Os recursos aportados também tinham como origem o BNDES.

A empresa e o empresário são réus numa ação de improbidade administrativa. Nunes é réu também em uma ação penal, em que o MPF aponta que suspeitos se associaram “em quadrilha para direcionar concorrência pública, não apenas fraudando o procedimento licitatório, como também desviando bens ou rendas públicas em proveito próprio ou alheio”.

O dano apontado, que deveria ser reparado, segundo o MPF, foi de R$ 128,5 milhões, valor total previsto no contrato suspeito. Conforme a Procuradoria no Pará, R$ 22,6 milhões chegaram a ser efetivamente pagos. Os dois processos seguem em curso na Justiça, segundo os documentos e decisões nos autos.

A acusação diz que B.A. e Nunes integraram um suposto grupo criminoso, em que a empresa simulava uma participação em concorrência pública para favorecer negócios de um ex-prefeito de Belém. Há suspeita de participação fraudulenta em outra licitação na cidade.

Em nota, o Governo do Pará afirmou que a Seop não identificou impedimento legal para a contratação da empresa para as obras de saneamento a partir de 2024. “A documentação foi analisada com base nos requisitos previstos no edital e na legislação aplicável.”

A B.A. passou a se chamar Bemaven após uma alteração contratual, segundo a nota. “Apesar da mudança de nome, a empresa continua em atividade”, disse o governo paraense.

A reportagem procurou os advogados da empresa e do sócio, e um assessor de imprensa fez contato em nome do empreendimento. A assessoria não respondeu aos questionamentos enviados.

Um dos contratos relacionados à COP30 é para macrodrenagem no canal Caraparu, na bacia Tucunduba.

O valor contratado é de R$ 123,8 milhões.

Segundo o BNDES, há previsão de recursos do banco para pagamento de medições vinculadas a esse contrato.

“Caso sejam comprovados ilícitos envolvendo os recursos do BNDES, em razão do acompanhamento pelas equipes do banco ou do curso de procedimentos administrativos e judiciais, serão aplicadas ao estado as medidas legais e contratuais cabíveis”, afirmou o banco, em nota.

Reportagem publicada pela Folha de S.Paulo em 27 de fevereiro mostrou que parte das obras de drenagem dos canais e coleta de esgoto tem previsão de demolição de casas -total ou parcial- em bairros da periferia de Belém. Um desses canais é o Caraparu. Moradores das bordas da parte mais estreita foram avisados da necessidade de demolição, para alargamento do canal e das vias paralelas.

O outro contrato com participação da Bemaven e de Nunes se refere a saneamento na bacia Tamandaré, no valor de R$ 55,2 milhões.

Segundo o BNDES, os recursos previstos são do estado do Pará, “a título de contrapartida ao financiamento do BNDES para o projeto de implantação do parque linear da Tamandaré”. O parque da Almirante Tamandaré conta com financiamento de R$ 162,8 milhões do BNDES.

Um terceiro contrato foi obtido por um consórcio integrado pela B.A., para dragagem e limpeza do canal São Joaquim, em Belém, no valor de R$ 108 milhões. Esse contrato não está no escopo de obras da COP30.

A B.A. estava em recuperação judicial desde 2013, segundo documentos apresentados em uma das concorrências públicas. Ela atuava com coleta de lixo em Belém, e argumentou à Justiça que passava por “grave período de turbulência”, defasagem nos preços e falta de capital de giro.

Um documento da Receita Federal, usado na investigação do MPF, diz que a empresa passou a ter movimentação financeira expressiva a partir da chegada de Nunes à sociedade. De 2008 a 2015, os créditos em contas totalizaram R$ 720 milhões em movimentação entre matriz e filial, conforme a Procuradoria. A declaração de faturamento no período foi de R$ 410 milhões, cita a ação.

A Justiça Federal chegou a bloquear bens e valores do grupo denunciado pelo MPF, até o limite de R$ 137,8 milhões.

O Governo do Pará disse que apenas um contrato -o do canal Caraparu- é realizado com recursos de financiamento do BNDES, “contando com os mecanismos de acompanhamento e prestação de contas junto ao banco”.

O BNDES afirmou que os projetos da COP30 estão submetidos à fiscalização dos órgãos de controle, “sem qualquer apontamento até o momento”.

Em relação à suspeita de fraude denunciada pelo MPF, referente à licitação de 2010, o banco disse que houve problemas na execução físico-financeira, o que levou ao vencimento antecipado do contrato em 2021, com aplicação de multa e pagamento por parte do município de Belém.

Fonte: Agência Pará  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 04/04/2025/07:45:30

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Publicação Nº 059/2025 –VR ARMAZÉM LTDA

editalVR ARMAZÉM LTDA, localizado na Rod BR 163 Km 974,5 margem esquerda, sentido Cuiabá- Santarém, Novo Progresso-PA, torna público que REQUEREU junto a SEMMA/NP a Licença de Operação sob protocolo 413/2025, para a atividade de silo/secador, armazém de grãos com beneficiamento.

Publicado dia 03 de abril de 2025, às 19:19:06,por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br   e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com




Marido finge ser paciente em UPA para agredir esposa que estava internada no local

Foto: Ilustrativa / Freepik | Mesmo preso, ele ameaçou afirmando que ‘já havia matado pessoas’; saiba mais

Um homem, que não teve sua identidade revelada, foi até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para tratar alguns ferimentos na última terça-feira (1º). Mas, na verdade, se tratava de uma simulação para conseguir entrar no local e ter acesso à área interna da UPA. O objetivo real do sujeito era perseguir e agredir a esposa, que estava internada lá. Segundo as informações iniciais, o agressor chegou a bater na vítima, mas foi contido pelos seguranças. O caso aconteceu no Região Administrativa de Sobradinho II, no Distrito Federal.

Quando o homem conseguiu adentrar a ala destinada apenas para pacientes, após preencher uma ficha e conseguir atendimento, ele foi diretamente no leito da esposa. Alguns minutos depois, começou uma gritaria, o que fez chamar a atenção dos seguranças, que correram para ver o que estava acontecendo. Um funcionário viu o criminoso apertando o braço da mulher com força e fez com que ele parasse com as agressões. Desta forma, a polícia foi chamada para o local.

Depois que a Polícia Militar chegou ao local, constatou o crime e que o homem estava embriagado. Além disso, ele ficou ainda mais violento. Mesmo precisando ser contido, o criminoso ainda fez ameaças ao afirmar que “já havia matado pessoas”. O homem foi levado para a 35ª Delegacia de Polícia de Sobradinho II, onde foi autuado por violência doméstica.

Na Delegacia, foi arbitrada uma fiança no valor de R$ 3 mil, mas o indivíduo permaneceu preso, pois alegou que não tinha como pagar a quantia.

Denuncie violência doméstica

É importante ressaltar a importância de buscar ajuda em casos de violência doméstica. Ao testemunhar agressões contra mulheres, é fundamental ligar para o número 190 e denunciar. Além disso, é possível fazer denúncias por meio do número 180, que corresponde à Central de Atendimento à Mulher, e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.

Outras opções incluem o aplicativo Direitos Humanos Brasil (Android e iOS) e a página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH) do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).A maioria dos casos de violência doméstica são cometidos por parceiros ou ex-companheiros das vítimas, mas a Lei Maria da Penha também abrange agressões perpetradas por familiares.

Vítimas de violência doméstica têm até seis meses para realizar a denúncia e buscar proteção.

Fonte: O Liberal  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 03/04/2025/17:08:53

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DJ brasileira é presa por comandar rede de prostituição em Portugal

Foto: Reprodução | Nas redes sociais, a DJ brasileira mantém um perfil ativo no Instagram, onde possui mais de 68 mil seguidores.

A DJ brasileira Rebeka Episcopo, conhecida artisticamente como Beka, foi presa em Portugal na última terça-feira (2), sob a acusação de envolvimento em uma rede de prostituição de luxo que aliciava mulheres brasileiras. A operação, conduzida pela Polícia de Segurança Pública (PSP), também resultou na prisão de outras quatro pessoas, incluindo um policial que estava afastado de suas funções há um longo período. As informações foram divulgadas pelo site português “Público”.

Material apreendido

Durante a ação, as autoridades cumpriram 17 mandados de busca e apreensão, encontrando diversos itens que reforçam as suspeitas sobre o grupo. Entre os materiais apreendidos estão:

  • 107 mil euros (cerca de R$ 642 mil) em espécie;
  • Uma arma calibre .22, dois carregadores e duas espingardas calibre 12;
  • 32 munições de calibre 12;
  • Nove embalagens de gás de pimenta;
  • 17 telefones celulares, oito computadores e três tablets;
  • 18 dispositivos de armazenamento portátil;
  • Um sistema de vídeovigilância e um rádio comunicador portátil;
  • Dois cartões bancários e cinco terminais de pagamento eletrônico;
  • Dois cheques no valor de 5 mil euros (cerca de R$ 30 mil) cada.

Além das acusações de exploração sexual, o grupo também é investigado por crimes financeiros, incluindo sonegação à Segurança Social, o sistema previdenciário português. As autoridades acreditam que a rede de prostituição pode ter ramificações além de Portugal, possivelmente alcançando o Brasil. A investigação segue em andamento para identificar a extensão das atividades do grupo e outros possíveis envolvidos.

Quem é a DJ Rebeka Episcopo?

Rebeka Episcopo, conhecida simplesmente como Beka, é uma DJ renomada na Europa (Reprodução/Redes Sociais)
Rebeka Episcopo, conhecida simplesmente como Beka, é uma DJ renomada na Europa (Reprodução/Redes Sociais)

Rebeka Episcopo, conhecida simplesmente como Beka, é uma DJ renomada na Europa. Além de atuar na música, ela também é empresária e proprietária de duas unidades do Nuru Spa, estabelecimentos voltados para um público de alto padrão. Um deles está localizado em Lisboa, enquanto o outro fica em Cascais.

As autoridades portuguesas suspeitam que Rebeka recrutava mulheres brasileiras para a prostituição em suas propriedades de luxo nessas cidades.

Nas redes sociais, a DJ brasileira mantém um perfil ativo no Instagram, onde possui mais de 68 mil seguidores e compartilha momentos de sua carreira musical.

Fonte: O Liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 03/04/2025/17:30:44

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WhatsApp está fora do ar? Usuários relatam instabilidade nesta quinta (03)

Foto: Reprodução | O aplicativo está fora do ar para alguns usuários nesta quinta-feira (03). De acordo com o Downdetector, Instagram também teria apresentado instabilidade.

O aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp apresentou instabilidade na manhã desta quinta-feira (03). Segundo o Downdetector, plataforma que monitora falhas em sites e redes sociais, o problema teria começado por volta das 06h. Ainda segundo a plataforma, o pico de queixas ocorreu por volta das 14h. A partir das 15h, as reclamações começaram a diminuir.

Entre as reclamações feitas e detectadas pela plataforma, a maioria era problemas com o login no WhatsApp Web (47%) e conexão com o servidor (35%). Também houve reclamações sobre o funcionamento do aplicativo móvel (18%).

Além do WhatsApp, usuários do Instagram também relataram instabilidade no aplicativo nesta manhã. De acordo com os registros do Downdetector, as queixas estão relacionadas a problemas com o aplicativo móvel (55%), conexão com o servidor (31%) e dificuldades para realizar o login na conta (14%).

Fonte: O Liberal  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 03/04/2025/17:08:53

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