Pará vai sediar evento com foco no cacau sustentável da Amazônia

Pará receberá feira sobre produção de cacau na Amazônia. — Foto: Divulgação

Produção de cacau no estado gera renda para mais de 32 mil produtores, arrecadando R$ 358 milhões em ICMS. Produção evidencia a força econômica da cadeia cacaueira no estado.

O Pará vai sediar, entre os dias 5 e 8 de junho, no Hangar – Centro de Convenções da Amazônia, em Belém, a Feira do Cacau e Chocolate Amazônia e Flor Pará. O estado é o maior produtor do fruto no país e se prepara para conquistar posição de destaque no cenário global.

Entre as ações está o incentivo à produção de amêndoas de excelência por produtores, verticalização da cultura e realização de feiras técnicas de negócios – objetivo principal da feira.

A expectativa é que a feira seja o maior evento sobre cacau sustentável da região amazônica, e também será um evento de produção sustentável antes da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP 30. A ideia é torná-la uma vitrine das boas práticas e modelos econômicos sustentáveis.

A feira reunirá expositores, marcas locais, nacionais e internacionais, incluindo representantes de outros países da Amazônia Legal, no evento organizado pelo Governo do Estado e pelo Sistema Faepa/Senar.

A programação técnica inclui painéis e palestrantes, ampliando o debate sobre produção sustentável, inovação e bioeconomia.

Dados do Cacau

Atualmente, o Pará conta com 32 mil produtores ativos de cacau, distribuídos por 229.175 hectares de área plantada, dos quais 169.655 hectares já estão em plena produção.

O desempenho gerou arrecadação de R$ 358 milhões em ICMS, evidenciando a força econômica da cadeia cacaueira no estado, como explica Carlos Xavier, presidente do Sistema Faepa Senar.

“O modelo de cultivo do cacau na Amazônia paraense representa a garantia da permanência digna de famílias no campo através de fonte de renda sustentável e próspera. A cacauicultura elevou-se ao status de programa estratégico estadual devido ao extraordinário potencial econômico que oferece”, afirma.

No Pará, o futuro da cacauicultura tem sido construído com fortalecimento das parcerias institucionais e incentivo à inovação, de acordo com Xavier. “Para concretizar esta visão, temos atuado de forma integrada em sinergia com instituições de referência”, explica.

No Pará, o sistema agroflorestal tem comprovado a sustentabilidade do setor. “O Pará tem se consolidado como referência nacional em produtividade por área, geração de renda e equilíbrio entre desenvolvimento econômico e preservação da floresta. O modelo de produção adotado comprova que é possível crescer de forma sustentável, valorizando gerações de cacauicultores, a floresta em pé”, diz a presidente da Câmara Setorial do Cacau, Maria Goreti Gomes.

Produção de cacau é uma aposta do estado no contexto da bioeconomia. — Foto: Divulgação
Produção de cacau é uma aposta do estado no contexto da bioeconomia. — Foto: Divulgação

Flor Pará

A programação do evento também dará destaque à cadeia produtiva das flores amazônicas. A Flor Pará valoriza o crescimento da floricultura na região, com ênfase no cultivo de espécies nativas como antúrios, helicônias e orquídeas, desenvolvido tanto por grandes produtores quanto por agricultores familiares.

Segundo dados da SEDAP e do último Censo do IBGE, em 2022 a cadeia produtiva da floricultura paraense movimentou mais de R$ 6 milhões, consolidando-se como um importante segmento da bioeconomia local.

Mais do que volume, o cacau paraense se destaca pelo modelo de cultivo adotado, que combina alta qualidade com responsabilidade socioambiental. Entre os principais pilares da produção sustentável estão:

  • Sistemas agroflorestais que preservam a biodiversidade amazônica
  • Cultivo orgânico e de baixo impacto ambiental
  • Valorização dos saberes tradicionais das comunidades locais
  • Rastreabilidade e certificações internacionais

Os diferenciais garantem acesso a mercados mais exigentes e preços mais justos, beneficiando toda a cadeia produtiva.

Fonte: g1 PA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/05/2025/08:45:19

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Justiça rejeita ação da Belo Sun contra agricultores e movimentos sociais na Volta Grande do Xingu, no PA

Projeto Belo Sun na Volta Grande do Xingu. — Foto: Divulgação/ Belo Sun

Na decisão, juiz declarou extinta a punibilidade dos acusados e determinou o arquivamento do processo.

O juiz Felippe José Silva Ferreira, titular da Vara Única de Senador José Porfírio (PA), no Pará, rejeitou uma ação da mineradora canadense Belo Sun contra 33 agricultores do Projeto de Assentamento (PA) Ressaca, no Pará.

A denúncia era contra duas lideranças do Movimento Xingu Vivo, uma diretora da ONG Amazon Watch e outras pessoas que apoiaram ou pesquisaram o acampamento organizado em protesto à cessão irregular de lotes de reforma agrária para o projeto de mineração.

Na decisão, o juiz declarou extinta a punibilidade dos acusados e determinou o arquivamento do processo.

A queixa-crime foi protocolada em agosto de 2023 pela Belo Sun pedindo prisão em flagrante, busca e apreensão de bens, bloqueio de contas e confisco de supostas armas. Os alvos eram majoritariamente camponeses que, desde 2022, ocupam a área contra a transferência de 21 lotes do assentamento Ressaca para a Belo Sun. Na área, a empresa pretende construir a maior mina de ouro a céu aberto do Brasil.

O empreendimento fica no município de Senador José Porfírio (PA), a menos de 16 km da barragem principal da usina hidrelétrica de Belo Monte e a menos de 11,5 km da Terra Indígena (TI) Paquiçamba. O g1 solicitou posicionamento da Belo Sun e aguardava resposta até a publicação desta reportagem.

Segundo o juiz, a queixa-crime estava “tecnicamente inapta para tramitar” por não atender ao artigo 44 do Código de Processo Penal. O magistrado também reconheceu a decadência do direito de queixa, já que a mineradora perdeu prazo legal para acionar judicialmente os acusados.

Um relatório da Amazon Watch cita que a sentença “confirma denúncia de organizações locais e internacionais sobre uso de medidas judiciais e forças de segurança privada como estratégia de assédio por parte da Belo Sun”. Segundo o documento, a empresa já foi acionada na Justiça por impedir a livre circulação de moradores e restringir práticas tradicionais como a pesca e a coleta de castanha, em áreas públicas da Volta Grande do Xingu.

Um dos agricultores processados, que teve a identidade preservada pela reportagem, afirma que a comunidade “estava passando necessidade, sem terra pra plantar”.

“Quando soubemos que o Incra tinha entregue os lotes para uma mineradora estrangeira, resolvemos lutar. Hoje nossas roças estão tão cheias: tem milho, cupuaçu, arroz, galinha… Já fomos cadastrados pelo Incra, e a Justiça agora tá reconhecendo que nosso protesto é legítimo”, afirmou.

O acordo entre o Incra e a mineradora, assinado em 2021, é alvo de duas ações judiciais — uma delas movida pelas Defensorias Públicas da União e do Estado do Pará, que já obtiveram uma decisão de primeira instância anulando a cessão dos lotes. Outra contestação tramita no Tribunal de Contas da União (TCU).

Denúncias

O projeto Belo Sun é alvo de processos e denúncias por violações aos direitos humanos, uso indevido de terras públicas e ausência de consulta prévia, livre e informada às comunidades impactadas, como exige a Convenção 169 da OIT.

O projeto da mineradora encontra-se com o licenciamento suspenso desde 2017, e enfrenta oposição de movimentos sociais, pesquisadores, comunidades locais e parlamentares, além de críticas internacionais pelo risco de danos irreversíveis ao rio Xingu e à biodiversidade amazônica.

Em 2022, um relatório da Amazon Watch e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) destacou o projeto no Pará como “um dos casos mais graves de violação de direitos associados à mineração na Amazônia”.

“Desde abril de 2021 representantes de empresa de segurança patrimonial contratada pela Belo Sun têm circulado armados pelas Vilas Ouro Verde, Ressaca e pelo Garimpo do Galo”, relata o documento. “A presença dessa força armada particular em terras públicas, agindo em nome da empresa Belo Sun, assusta e ameaça as comunidades tradicionais”.

O relatório também denuncia a criminalização de práticas tradicionais como pesca, caça e coleta de açaí, com instalação de placas proibitivas pela empresa, o que gerou decisão judicial exigindo a retirada imediata das restrições.

Fonte: g1 PA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/05/2025/08:35:57

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Homem é assassinado a tiros no centro de Altamira, no sudoeste do Pará

Homem é assassinado a tiros no centro de Altamira, no sudoeste do Pará — Foto: TV Liberal

Maycon Soares de Sousa, de 25 anos, foi atingido por disparos enquanto dirigia e colidiu o veículo contra o muro da UFPA. Caso será investigado pela Delegacia de Homicídios.

Um homem foi assassinado a tiros no início da tarde desta quinta-feira (16) no centro de Altamira, no sudoeste do Pará. A vítima, identificada como Maycon Soares de Sousa, de 25 anos, dirigia um carro de passeio quando foi surpreendido por um atirador no cruzamento da Rua Magalhães Barata com a Travessa Pedro Gomes, área de intenso movimento de veículos.

Segundo testemunhas, o atirador estava na garupa de uma motocicleta e usava uma mochila de entregador. Ele não usava capacete no momento do crime, o que pode facilitar a identificação. Ao menos três disparos teriam atingido a vítima, que perdeu o controle da direção e colidiu o veículo contra o muro da Universidade Federal do Pará (UFPA), nas proximidades do Hospital Regional Público da Transamazônica.

A vítima, identificada como Maycon Soares de Sousa, de 25 anos, dirigia um carro de passeio quando foi surpreendido por um atirador — Foto: Arquivo pessoal
A vítima, identificada como Maycon Soares de Sousa, de 25 anos, dirigia um carro de passeio quando foi surpreendido por um atirador — Foto: Arquivo pessoal

O Corpo de Bombeiros foi acionado e chegou a atender a ocorrência, mas Maycon não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

A Polícia Militar isolou a área para o trabalho da Polícia Científica. Um dos semáforos do cruzamento também foi danificado com o impacto da colisão.

Em nota, a A Polícia Civil informou que equipes trabalham para identificar e localizar os envolvidos no crime. No carro da vítima foi encontrado um pacote de, aproximadamente, 200 gramas de cocaína. Perícias foram solicitadas, imagens são analisadas, e testemunhas são ouvidas para auxiliar as investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídio de Altamira. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.

Fonte: g1 PA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/05/2025/08:32:12

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Jovem de 19 anos é espancada por namorado por ciúmes no interior da Bahia; vídeo mostra agressão

Foto: Reprodução | Uma jovem de 19 anos foi brutalmente agredida pelo próprio namorado na última quarta-feira (14), no município de Livramento de Nossa Senhora, localizado no sudoeste da Bahia. A motivação do crime, segundo relatos do pai da vítima, teria sido ciúmes.

O agressor, identificado apenas como “PH”, contou com a ajuda de um comparsa, que registrou o momento da agressão em vídeo. Nas imagens, é possível ver “PH” utilizando uma tábua para agredir a jovem, enquanto a mesma tenta se defender. Durante o ataque, o agressor profere ameaças e xingamentos, como “Tira a mão, sua desgraçada” e “Tu mais nunca vai mentir”.

O caso só veio à tona à noite, quando o pai da vítima percebeu os hematomas e acionou a Polícia Militar. A jovem foi orientada a buscar atendimento médico e um Boletim de Ocorrência foi registrado na quinta-feira (15). O agressor fugiu após o crime e, até o momento, não foi localizado.

ATENÇÃO: As imagens da agressão abaixo são fortes e podem causar gatilhos

Fonte: Blog do Edson Alves e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/05/2025/08:25:32

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Mulher é presa por esfaquear namorado durante briga em Sinop (MT)

Foto: Ilustrativa | Uma mulher de 26 anos foi presa na madrugada desta sexta-feira, 16 de maio, em Sinop-MT, por lesão corporal no contexto de violência doméstica. Ela é suspeita de ferir o namorado com duas facas após uma discussão.

Policiais do 11º Batalhão foram acionados para atender a ocorrência em um conjunto de quitinetes no setor Norte, onde encontraram a vítima com ferimentos no braço e na perna. Segundo relato do homem, a briga começou após a suspeita esconder seu celular durante um evento, o que gerou um desentendimento entre o casal.

Segundo a PM, ambos haviam ingerido bebida alcoólica e continuaram discutindo ao chegar em casa. O homem tentou agredir a mulher, que reagiu com os golpes de faca. O Corpo de Bombeiros prestou socorro e encaminhou a vítima ao hospital.

A suspeita foi conduzida à delegacia para os procedimentos legais.

Disque Denúncia:
Informações podem ser repassadas à Polícia Militar anonimamente pelos telefones 190 ou 0800 065 3939.

Fonte: Leandro Assis* | PMMT e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/05/2025/08:16:20

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Câmara debate nesta terça (20) projeto que dá à Anatel poder de regular plataformas digitais

Medidas para regulação de plataformas digitais (Foto: Freepik)

A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados realiza nesta terça-feira (20), às 16h30, no Plenário 5, um debate sobre os possíveis impactos econômicos e concorrenciais do Projeto de Lei 2768/22.

O projeto propõe que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) passe a ter o poder de regular o funcionamento e a operação de plataformas digitais que atuam no Brasil. Isso inclui redes sociais, ferramentas de busca, e-mails, plataformas de vídeo, serviços de nuvem, entre outras.

Além da regulação, o texto também prevê a criação de uma taxa a ser paga pelas grandes empresas do setor. A proposta vem sendo analisada por parlamentares, especialistas e representantes do setor de tecnologia.

O debate será dividido em três partes. A primeira analisará critérios para definir quais empresas devem ser reguladas, comparando com modelos adotados em outros países. A segunda parte identificará quais empresas seriam afetadas diretamente pela nova regulação. Já a terceira etapa discutirá os impactos econômicos que o projeto pode causar, como custos adicionais para as empresas e possíveis efeitos sobre a concorrência e o mercado digital brasileiro.

Fonte: Fonte: Agência Câmara de Notícias e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/05/2025/08:14:12

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MPF vai à Justiça para que município de Jacareacanga (PA) forneça merenda em escolas indígenas com urgência

Foto ilustrativa: Dmitrii Gabibov, via Canva/Getty Images

Ação busca resolver emergencialmente a ausência generalizada de alimentação escolar que afeta crianças e adolescentes do povo Munduruku.

O Ministério Público Federal (MPF) acionou a Justiça, nesta sexta-feira (16), com pedido urgente contra o município de Jacareacanga (PA) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), para garantir o fornecimento imediato de merenda às escolas indígenas localizadas no município.

A ação busca resolver de forma emergencial a ausência sistemática e generalizada de alimentação escolar que afeta crianças e adolescentes do povo Munduruku. Conforme informado ao MPF pelo município, desde o ano passado, não é realizada licitação para alimentação escolar indígena. Além disso, o órgão tem recebido denúncias de que várias escolas não vêm recebendo merenda.

De acordo com a procuradora da República Thaís Medeiros da Costa, autora da ação, apesar de o município ter recebido regularmente os recursos federais destinados especificamente para alimentação escolar indígena, as escolas não estão sendo adequadamente abastecidas. Somente em 2025, Jacareacanga recebeu mais de R$ 600 mil do FNDE para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), sendo aproximadamente R$ 355 mil destinados especificamente à alimentação escolar indígena.

A investigação que originou a ação judicial teve início a partir de denúncias apresentadas por representantes do povo Munduruku durante o VII Encontro Pusuruduk, realizado em 2023. Segundo os relatos, diversas escolas teriam recebido alimentos em, no máximo, duas ocasiões durante todo aquele ano letivo, situação que permaneceu em 2024 e persiste em 2025.

Fome em sala de aula – Na ação, o MPF cita depoimentos de comunidades indígenas que revelam a gravidade da situação. “Já passou mês de fevereiro, março, abril e agora já estamos na metade do mês de maio (…) Até agora nada de merenda escolar. Quando na hora do recreio, cadê a merenda dos alunos? Os alunos estão passando fome dentro da sala de aula”, diz um dos relatos da Escola Paygo Baxewat’pu, na Aldeia Pesqueirão.

Em março de 2025, o MPF expediu uma recomendação ao município para que elaborasse diagnóstico sobre o fornecimento de merenda escolar nas escolas indígenas e apresentasse calendário de entrega para o ano letivo. Em resposta, a prefeitura informou que, até maio de 2025, ainda não havia sido concluído o procedimento licitatório para aquisição de alimentos escolares.

Jacareacanga é o município com maior proporção de indígenas do Pará, com 59,13% de sua população autodeclarada indígena, o que representa cerca de 14.216 pessoas do total de 24.042 habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) citados pelo MPF.

Pedidos à Justiça – Na ação, o MPF solicitou à Justiça Federal que determine ao município:

• A aquisição emergencial de alimentos no prazo máximo de 15 dias, utilizando os recursos já repassados pelo FNDE, com entrega imediata às escolas indígenas em quantidade suficiente para garantir a alimentação dos alunos por pelo menos 60 dias;
• A apresentação, em 15 dias, de prestação de contas detalhada da utilização dos recursos recebidos do FNDE para o Pnae, especificamente quanto à parcela destinada à alimentação escolar indígena, referente aos meses de fevereiro a maio de 2025;
• Elaboração de um plano de fornecimento regular de alimentação escolar para todas as escolas indígenas durante o restante do ano letivo de 2025, a ser apresentado em 30 dias.

O MPF também pede que o FNDE suspenda o repasse direto dos valores futuros destinados ao município referentes ao Pnae para escolas indígenas, realizando a consignação em pagamento dos recursos em conta a ser designada pelo juízo. O objetivo é que os recursos sejam liberados gradativamente ao município, após comprovação da necessidade e adoção de providências para aquisição da alimentação escolar indígena.

Caso a prefeitura descumpra as determinações, o MPF pede aplicação de multa diária de R$ 10 mil, a ser aplicada pessoalmente tanto ao prefeito quanto à secretária municipal de Educação de Jacareacanga.

Processo nº 1001152-40.2025.4.01.3908

Íntegra da ação

Consulta processual

Fonte: Ministério Público Federal no Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/05/2025/08:13:31

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Órgãos ambientais destroem maquinários em garimpos da vicinal Marajoara, em Novo Progresso

Foto: Reprodução | Nesta sexta-feira, 16 de maio, órgãos ambientais realizaram uma operação de fiscalização em garimpos ilegais na região da vicinal Marajoara, em Novo Progresso (PA). A ação resultou na destruição de  maquinários utilizados na atividade de mineração.

Dois helicópteros do IBAMA sobrevoaram a área e iniciaram a destruição dos equipamentos. Em vídeos que circulam nas redes sociais, é possível ver uma  escavadeira sendo incendiada. Em um dos registros, um garimpeiro lamenta a perda de uma máquina avaliada em cerca de R$ 1 milhão.

A vicinal Marajoara é conhecida por dar acesso a diversos garimpos na região. Segundo moradores, os agentes ambientais percorreram toda a área durante a sexta-feira, identificando os pontos de exploração ilegal e inutilizando os equipamentos.

Fonte: Jornal Folha do Progresso e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 16/05/2025/17:30:04

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Vídeo: touro invade arquibancada e causa correria em rodeio

Foto: Reprodução Youtube | De acordo com as organizadora do evento, o touro usou o chifre para abrir um dos pinos do curral. No fim, o animal acaba voltando para o cercado.

Um touro assustou o público do 15° Rodeio Show de São João D’Aliança, no Entorno do Distrito Federal, ao escapar do curral ao lado da arena antes da apresentação. Um vídeo feito no local mostra o momento em que o animal persegue o público (veja abaixo).

O caso aconteceu na sexta-feira (9). No vídeo, enquanto algumas pessoas correm e desviam do animal, outras sobem nas grades da plateia e da arena do rodeio para evitar serem atingidas pelo touro, que acaba voltando para o curral.

De acordo com os organizadores do evento, WR Produções e Rádio Vale FM, o touro usou o chifre para abrir um dos pinos do curral, liberando uma passagem (leia a nota completa ao final do texto).

Ainda de acordo com a nota, ninguém ficou ferido e a situação foi rapidamente controlada por bombeiros civis e salva-vidas presentes no evento.

Por fim, os organizadores destacaram que as apresentações continuaram normalmente após o ocorrido, com total segurança para o público, competidores e o animal.

Nota completa

“A organização do evento, com 15 anos de história, reforça seu compromisso com a segurança e o bem-estar de todos os envolvidos. Em todo esse período, nunca havíamos registrado nenhuma ocorrência semelhante ou qualquer situação grave.

Durante uma das montarias no rodeio de São João D’Aliança, um dos animais enganchou o chifre em um dos pinos do curral, o que acabou possibilitando que ele subisse e abrisse uma passagem.

Felizmente, não houve feridos. A equipe de organização, juntamente com os bombeiros civis e salva-vidas presentes, agiu de forma rápida e eficiente, controlando a situação em poucos instantes. A programação seguiu normalmente, com total segurança para o público, competidores e o próprio animal.”

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 16/05/2025/13:48:50

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Garimpeiros do AM ameaçam ‘meter bala’ contra operação da PF e Ibama; ouça áudios

Balsas de garimpo de ouro operam ilegalmente no rio Madeira, em frente a cidade de Humaitá, no sul do Amazonas. – Lalo de Almeida – 9.set.20/Folhapress

Em áudios, garimpeiros que atuam ilegalmente na região de Humaitá planejam reação à operação contra balsas que acontece no rio Madeira

Garimpeiros que atuam na extração ilegal de ouro no rio Madeira, na região de Humaitá, sul do estado do Amazonas, falam em motim e reação a tiros contra agentes da Polícia Federal e do Ibama que realizam uma operação contra o garimpo ilegal na região.

Por meio de grupos de WhatsApp, os garimpeiros trocam mensagens para avisar sobre os locais em que as operações estão ocorrendo nos rios e registram imagens de deslocamento de viaturas nas estradas.

Os garimpeiros também falam em causar confusão durante as festas de aniversário de Humaitá. O município completa 155 anos na próxima quinta-feira, dia 15 de maio, e tem uma agenda com uma série de eventos e shows previstos desde esta terça-feira (13).

A Folha teve acesso a uma série de mensagens trocadas entre os garimpeiros. Em uma das falas, um dos homens é direto.

“Tá na hora de meter bala nesses arrombados aí”, diz. “Tem que se reunir aí no [rio] Beem, pô, e meter bala nesses caras, comprar foguete, pra não deixar eles queimarem [as balsas de garimpo]”, comenta outro. Um terceiro fala em “cercar os agentes” no rio Beem e “não deixar eles saírem”.

Ainda por mensagens de áudio, um quarto homem diz que a festa em Humaitá acabou, referindo-se aos eventos previstos para o aniversário da cidade.

“Olha, a festa no Humaitá acabou, hein”, afirma. “Eu já tô chamando a minha equipe todinha pra descer lá pra praça [central da cidade]. Se tentarem entrar no Beem, vamos meter todo tipo de barco em cima deles, não vai arredar ninguém.”

Em um dos áudios, é possível ouvir uma explosão ao fundo, enquanto um dos garimpeiros passa informações aos demais.

A reportagem questionou o Ibama e a Polícia Federal sobre a operação que acontece na região e medidas contra as ameaças. A PF declarou que monitora a situação, em cooperação com as forças de segurança estaduais. O Ibama não respondeu até a publicação deste texto.

Em agosto do ano passado, houve confronto direto entre garimpeiros e agentes da PF no centro de Humaitá, após uma operação que destruiu dragas usadas nas atividades ilegais. Policiais militares chegaram a ser chamados para controlar a retaliação dos garimpeiros, que lançaram rojões contra os agentes.

Houve a queima de pelo menos 223 balsas de garimpo ilegal nos rios Madeira, Aripuanã e Manicoré. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, 14 pessoas foram detidas.

A região de Humaitá é historicamente marcada pela presença de garimpeiros. Na operação da PF e Ibama, são destruídas as dragas, equipamentos instalados em balsas clandestinas, usados para sugar o leito do rio e “lavar” a terra, em busca de ouro.

Depois de revirar o fundo do rio, os garimpeiros separaram o ouro, por meio de esteiras acarpetadas, onde os resquícios de ouro ficam presos. Em seguida, costumam usar o mercúrio, também conhecido como azougue, para separar o ouro de impurezas.

Esse material, extremamente contaminante, acaba sendo lançado no próprio rio, comprometendo a qualidade da água, peixes e toda a cadeia alimentar associada à vida no rio.

Em fevereiro, páginas pessoais e grupos utilizados por garimpeiros tornaram-se alvo de uma investigação do Ministério Público Federal no Amazonas, que questionou por que a Meta —dona do Facebook e do Instagram— permite que as contas permaneçam ativas.

O inquérito é desdobramento de outra investigação, já existente, da Polícia Federal em Roraima, que apurava suspeitas de crimes contra a ordem econômica por usuários das redes sociais.

Em novembro de 2021, centenas de balsas formaram uma cidade flutuante próximo a Autazes, também no Madeira.

Fonte: Folha de São Paulo e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 16/05/2025/13:48:50

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