Bolsonaro passa mal, cancela compromissos em Goiás e retorna a Brasília

Foto: Reprodução | Ex-presidente foi levado de volta à capital federal após sentir-se mal durante evento em Goiânia.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cancelou nesta sexta-feira, 20, a agenda oficial que teria em Goiás após passar mal durante um evento em Goiânia, capital do Estado. A informação foi confirmada por meio de comunicado publicado nas redes sociais do prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), cidade onde Bolsonaro tinha participação prevista.

No comunicado, o prefeito informou que Bolsonaro foi levado de volta a Brasília, sem dar maiores detalhes sobre o estado de saúde do ex-presidente.

Na quinta-feira, ao receber uma homenagem na Câmara de Aparecida de Goiânia, Bolsonaro já havia reclamado de problemas estomacais após um arroto fazê-lo interromper o discurso: “Desculpe aqui porque eu estou muito mal. Eu vomito 10 vezes por dia, talvez. Talvez desce a primeira daqui há pouco aí”, afirmou.

O ex-presidente esteve em Goiás na quinta-feira, 19, para uma reunião reservada com o governador Ronaldo Caiado (União Brasil), no Palácio das Esmeraldas, em Goiânia. O encontro ocorreu em meio às movimentações políticas para as eleições de 2026, nas quais Caiado já anunciou sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto e desponta como um dos principais nomes da direita, ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD).

Em abril, Jair Bolsonaro passou por sua sexta cirurgia relacionada às sequelas da facada sofrida em Juiz de Fora, em 2018, durante a campanha presidencial. O procedimento, realizado em Brasília, durou cerca de 12 horas e foi necessário para tratar obstruções intestinais e reconstruir a parede abdominal. O ex-presidente permaneceu internado por 21 dias, incluindo grande parte do período na UTI.

O atentado causou graves lesões, com perfurações no intestino e hemorragia, o que exigiu múltiplas cirurgias de emergência na época. Desde então, Bolsonaro enfrenta uma série de complicações intestinais que já o levaram a diversas internações ao longo dos anos.

Fonte: e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/06/2025/12:28:40

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Francisco Cuoco, um dos grandes nomes da TV, morre aos 91 anos em SP

O ator Francisco Cuoco na novela ‘A vida da gente’, de 2011 — Foto: João Miguel Júnior/Globo

Com mais de 60 anos de carreira, Cuoco atuou no teatro, cinema e televisão. Na Globo, a estreia foi em 1970, na novela ‘Assim na Terra Como no Céu’. Último papel de Cuoco na TV foi em 2023 quando fez uma participação na série ‘No Corre’, do Multishow.

O ator Francisco Cuoco, um dos maiores nomes da televisão brasileira, morreu aos 91 anos nesta quinta-feira (19), em São Paulo. Ele morreu de falência múltipla dos órgãos às 14h54, no Hospital Albert Einstein.

Com mais de 60 anos de carreira, Cuoco atuou no teatro, cinema e televisão. O ator nasceu em 1933, no Brás, região central de São Paulo. Ele deixa três filhos – Rodrigo, Diogo e Tatiana – e cinco netos – Lorenzo, Bernardo, Enrico, Maria Luiza e Maria Manuela.

A família afirmou que ele partiu de forma tranquila e serena.

O ator será velado nesta sexta-feira (20), das 7h às 15h, no Funeral Home, em São Paulo, em cerimônia aberta ao público. O enterro será às 16h e fechado para familiares e amigos.

O dramaturgo Walcyr Carrasco lamentou a morte do ator:

“Nos deixou hoje um dos maiores atores da nossa televisão. Francisco Cuoco foi um ícone, um artista que inspirou gerações e levou emoção a milhões de lares. Fica a saudade e a eterna admiração. Meus sentimentos à família, aos amigos e aos admiradores.”

Em homenagem ao ator, a TV Globo reexibe, nesta quinta (19), o Tributo a Francisco Cuoco, logo depois do Jornal da Globo. Em função disso, o programa Conversa com Bial não irá ao ar.

Início na TV

Francisco Cuoco em cena de 'O salvador da pátria', de 1989 — Foto: Bazilio Calazans/Globo
Francisco Cuoco em cena de ‘O salvador da pátria’, de 1989 — Foto: Bazilio Calazans/Globo

Aos 20 anos, ao fazer o vestibular, trocou o Direito pela Escola de Arte Dramática de São Paulo. Quatro anos depois, Cuoco estava formado e fazendo parte do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC). Em 1959, ingressou no Teatro dos Sete, formado por Gianni Ratto, Fernanda Montenegro, Ítalo Rossi, Fernando Torres, Sérgio Britto, Luciana Petruccelli e Alfredo Souto de Almeida.

Sem se afastar dos palcos, Cuoco deu os primeiros passos na televisão, no “Grande Teatro Tupi”, programa que exibia peças de teatro adaptadas para a TV. “Interpretamos peças completas. A TV ainda era ao vivo e, lógico, tínhamos que improvisar muito. Foi um aprendizado incrível”, relembrou, em entrevista ao Memória Globo.

A primeira novela foi “Marcados pelo Amor” (1964), na TV Record. Em seguida, “Redenção” (1966), na Excelsior, um grande sucesso da época. Em “Legião dos Esquecidos” (1968), da mesma emissora, o ator fez par romântico com a atriz Regina Duarte.

Na Globo, a estreia foi em 1970, na novela “Assim na Terra Como no Céu”, de Dias Gomes, interpretando padre Vitor.

Ídolo de atores mais jovens, principalmente quando chegou à televisão, Cuoco sempre se preocupou em ajudá-los com a técnica.

“É importante que o ator tenha uma percepção que eu chamo de inteligência cênica: o Francisco não faz determinadas coisas na vida real, mas seu personagem faz. Porque, às vezes, se você não tem experiência, faz uma coisa mecânica e sem alma. É importante que os personagens tenham vida própria… Eu prefiro que o personagem sufoque o Francisco””, disse ao Memória Globo.

Sua trajetória também foi marcada pela série de protagonistas que a novelista Janete Clair escreveu especialmente para ele. Um sucesso após o outro: o ambicioso Cristiano Vilhena, de “Selva de Pedra” (1972), noivo de Simone Marques (Regina Duarte), foi o primeiro deles.

Após interpretar o jornalista Alex, em “O Semideus” (1973), e o aviador garanhão Mário Barroso em “Cuca Legal” (1975), trama de Marcos Rey com direção de Oswaldo Loureiro, Cuoco foi convidado para fazer o carismático taxista Carlão, em “Pecado Capital” (1975), de Janete Clair.

“O Carlão tinha essa generosidade, essa coisa de olhar para o semelhante e ver o semelhante, não era um estranho para ele, era um igual. Eu acho que ele tinha a mágica do personagem popular”, disse ao Memória Globo.

Na novela, feita a toque de caixa para substituir a primeira versão de “Roque Santeiro”, censurada pela ditadura militar, ele disputava o amor de Lucinha (Betty Faria) com o empresário Salviano Lisboa (Lima Duarte). Anos depois, no remake de “Pecado Capital”, em 1998, o ator assumiu o papel de Salviano.

Francisco Cuoco na novela 'Sol nascente', de 2016 — Foto: João Miguel Júnior/Globo
Francisco Cuoco na novela ‘Sol nascente’, de 2016 — Foto: João Miguel Júnior/Globo

Cuoco ainda trabalhou em “O Outro” (1983), “O Salvador da Pátria” (1989), “Passione” (2010), “Sol Nascente” (2016), “Segundo Sol” (2018), entre outras novelas.

Entre o fim dos anos 1990 e o início de 2000, Cuoco dedicou-se ao cinema. Nessa época, participou de filmes como “Traição” (1998), de José Henrique Fonseca e Arthur Fontes, “Gêmeas” (1999), de Andrucha Waddington, “Um Anjo Trapalhão” (2000), de Alexande Boury e Marcelo Travesso, “A Partilha” (2001), de Daniel Filho, e “Cafundó” (2005), de Clóvis Bueno e Paulo Betti.

Em 2005, depois de mais de 20 anos de dedicação praticamente exclusiva à TV e aos filmes, ele voltou ao teatro — o ambiente em que começou sua carreira. Em “Três Homens Baixos”, dividiu o palco com Gracindo Jr. e Chico Tenreiro.

O último papel de Cuoco na TV foi em 2023 quando fez uma participação na série “No Corre”, do Multishow.

Vida em SP
Francisco Cuoco nasceu no bairro do Brás, em São Paulo, em 29 de novembro de 1933.

Segundo o Memória Globo, o ator sempre se recordava do terreno baldio em frente ao sobrado onde morava com os pais, Antonieta e Leopoldo, e a irmã, Grácia. Era ali que, vez por outra, um picadeiro surgia diante dos olhos do menino: “Era um universo que me fascinava”.

E bastava o circo partir para Francisco atravessar a rua e fazer daquele quintal o seu palco. “Eu encenava uns diálogos engraçados para os vizinhos, tudo imaginação de criança”.

Cena de 'O outro', novela de 1987 com Francisco Cuoco — Foto: Acervo/Globo
Cena de ‘O outro’, novela de 1987 com Francisco Cuoco — Foto: Acervo/Globo

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/06/2025/08:46:24

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Sem-terras de outros estados montam acampamento em Novo Progresso à espera de reforma agrária

Pessoas vêm de outros estados, como Maranhão e Goiás, esperando obter um pedaço de terra no Pará. Foto: Fernando Martinho/Mongabay

Julia e a filha de dois anos estavam dormindo no chão sob uma barraca de lona, em um acampamento cercado por uma dúzia de homens armados. Ainda assim, a jovem de 26 anos achava que valia a pena. “Lá era pior”, ela disse à Mongabay, referindo-se à sua cidade natal no Maranhão.

Julia vendeu seus poucos pertences, incluindo algumas galinhas, para pagar a viagem de 2 mil quilômetros para Novo Progresso, no Pará. Foi uma decisão impulsiva, tomada assim que ela recebeu uma mensagem no WhatsApp. “Uma amiga disse que o Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] ia distribuir terra aqui”, ela disse.

O sonho de possuir um pedaço de terra também trouxe José para o acampamento montado a 12 km da rodovia BR-163, que conecta o estado do Mato Grosso, celeiro do Brasil, aos portos no Rio Tapajós, no Pará. Ele deixou sua família em Porto Velho, Rondônia, e viajou três dias de moto para se juntar ao movimento.

“Nós sempre trabalhamos de meeiro na terra dos outros, e metade do que colhíamos tínhamos que dar para os donos da terra”, disse José, cuja família sonha com a própria terra desde os anos 80, quando migrou de Minas Gerais para a Amazônia. “Seria uma chance de dar um conforto maior para a minha família”.

Julia e José, que pediram para que seus nomes verdadeiros fossem omitidos por razões de segurança, são como pequenas ondas de uma tsunami de migração que se abate sobre a Amazônia. Em uma região onde um punhado de fazendeiros controla áreas do tamanho de grandes cidades, movimentos sociais defendem há muito tempo que o governo federal promova uma política de distribuição de terras. Quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu o cargo em 2023, muitos esperavam que ele reavivasse a agenda da reforma agrária. No entanto, isso não aconteceu.

“O Brasil todo fez essa retomada [das ocupações de terra] por entender que o governo não vai fazer”, disse Rosangela Alves dos Reis, integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no estado do Pará. “Mesmo que o governo quisesse fazer a reforma agrária, ele não tem força para isso, porque tem uma bancada totalmente contrária”, ela acrescentou, referindo-se ao forte lobby do agronegócio no Congresso.

“Nos anos 90, houve um aumento na demanda por distribuição de terras na Amazônia, e agora estamos vivendo um novo ciclo, especialmente na região sudeste do Pará”, disse Ceres Hadish, da coordenação nacional do MST.

Leia também: O estabelecimento de assentamentos na Amazônia equatoriana

Em todo o Brasil, o Incra registrou cerca de 145 mil famílias vivendo em acampamentos à espera de um lote de terra. Isso representa um aumento de 81% em relação a 2022, quando 80 mil famílias estavam nesta situação. O Pará é o estado com o maior número de ocupações, com 29 mil famílias, muitas delas apoiadas pelo MST e também por organizações menores. Esse é o caso do acampamento de Julia e José, organizado por uma associação criada em janeiro de 2024 no distrito de Castelo dos Sonhos, às margens da BR-163.

A informação de que o grupo estava planejando um novo assentamento de reforma agrária se espalhou pelo Brasil por meio de mensagens de WhatsApp, e em poucos meses a associação tinha mais de 500 membros. A maioria é de Castelo dos Sonhos, mas também há famílias de outros estados como Maranhão, Rondônia, Mato Grosso e Goiás.

“Terra e ouro são bens que todo mundo quer”, Francisco das Neves Ferreira, presidente da associação, disse à Mongabay em nossa primeira entrevista, em abril de 2024. Mais conhecido como Goiano, ele quer que o Incra estabeleça um novo assentamento na região para as famílias associadas. Após várias reuniões infrutíferas, no entanto, ele decidiu levar o grupo para um assentamento já existente nas proximidades, o PDS Terra Nossa.

No entanto, conquistar a tão desejada terra nunca é simples quando se trata do Pará, estado campeão em conflitos agrários. Não demorou muito para que um grupo de grandes caminhonetes pretas chegasse, transportando uma equipe de 14 homens armados usando coletes à prova de balas e uniformes de uma empresa de segurança chamada Maxford.

“Quando eu cheguei achei muito bom o lugar, até pensei que a gente já iria marcar os lotes”, disse José à Mongabay. “Mas então veio a opressão, e fomos cercados”.

O grupo de luta pela terra ficou mais de um mês cercado por homens armados contratados por dois fazendeiros. Foto: Fernando Martinho/Mongabay
O grupo de luta pela terra ficou mais de um mês cercado por homens armados contratados por dois fazendeiros. Foto: Fernando Martinho/Mongabay

A empresa de segurança privada foi contratada por dois fazendeiros que, segundo o Incra, vêm ocupando ilegalmente terras dentro do PDS Terra Nossa. Um deles é Ari Friedler, que mora no Paraguai e reivindica a área onde o grupo de Goiano decidiu se instalar. Em 2008, a área de Friedler foi embargada pelo Ibama pelo desmatamento ilegal de mais de 2.500 hectares de floresta.

“[A fazenda de Friedler] está 100% dentro do PDS Terra Nossa, e essa área foi considerada uma ocupação irregular”, disse à Mongabay Antônio José Ferreira da Silva, conciliador agrário do Incra, enquanto visitava o acampamento em novembro de 2024.

O advogado de Friedler, Manoel Malinski, disse à Mongabay em uma mensagem de WhatsApp que seu cliente só falaria em juízo. A Mongabay também conversou pessoalmente com o irmão do fazendeiro, Ademar Friedler, mas ele se recusou a comentar a situação.

O segundo fazendeiro que contratou a empresa de segurança é o vizinho de Friedler, Bruno Heller, alvo de uma mega operação da Polícia Federal em agosto de 2023. Conhecido como um dos principais desmatadores da Amazônia, Heller é acusado de grilar uma área de 24 mil hectares — maior que a cidade de Boston — 7,9% dos quais se encontram dentro do PDS Terra Nossa. Os advogados de Heller não responderam ao pedido de informações da Mongabay.

A Justiça já ordenou que ambos os fazendeiros deixem a área do PDS, mas as decisões ainda não foram cumpridas.

Mapa: Andrés Alegría/Mongabay
Mapa: Andrés Alegría/Mongabay

“Temos a situação absurda de famílias com perfis de beneficiários de reforma agrária ocupando um assentamento de reforma agrária que está ilegalmente nas mãos de concentradores de terra”, disse Maurício Torres, pesquisador da Universidade Federal do Pará (UFPA) e especialista em conflitos agrários. “E não duvido, nessa lógica canhestra, que essa população venha a ser criminalizada”, ele disse à Mongabay enquanto visitava o acampamento.

Em maio de 2025, membros do acampamento acusaram Goiano de roubar dinheiro da associação e fechar um acordo com Ari Friedler pelas suas costas. A procuradora federal do Pará, Thaís Medeiros da Costa, disse à Mongabay que está ciente das acusações, mas não detalhou as medidas tomadas. A Mongabay não conseguiu entrar em contato com Goiano para ouvi-lo sobre as acusações.

Cobrindo 150 mil hectares, uma área do tamanho do município de São Paulo, o PDS Terra Nossa foi criado em 2006 para abrigar mil famílias. Dezoito anos depois, no entanto, apenas 300 têm um lote de terra. Segundo Torres, grileiros ocuparam 97% da área: “É uma situação vergonhosa”.
Uma luta perigosa

“Está mais tenso do que pensávamos”, sussurrou Silva, o servidor do Incra, ao chegar ao portão do acampamento, guardado pelos homens armados. Naquela altura, o movimento de Goiano estava cercado há três semanas. E se Silva — um homem quieto e discreto, com 18 anos de experiência em conflitos agrários — disse que a situação era tensa, é porque havia um risco real de confronto.

A porteira estava fechada, dividindo o grupo em dois. Alguns assentados ficaram do lado de dentro; se saíssem, não poderiam voltar. Outra parte ficou do lado de fora, esperando para entrar. “Estamos muito preocupados porque sabemos que esta região é muito tensa. As pessoas não brincam por aqui”, disse Silva com um meio-sorriso, enquanto tentava negociar com a empresa de segurança uma forma de reunir as duas partes do grupo para fazer uma reunião geral.

O cerco só seria levantado dez dias depois pela Polícia Federal, que executou uma decisão judicial ordenando a abertura da porteira. Enquanto isso, o Ministério Público Federal do Pará abriu uma investigação sobre a empresa de segurança.

Após a intervenção policial, as tensões diminuíram, e o grupo pôde finalmente se reunir. Em dezembro de 2024, oficiais do Incra foram ao acampamento e cadastraram 494 pessoas que a partir dali entraram oficialmente na fila da reforma agrária. Os riscos, no entanto, permanecem.

“Os grandes grileiros são perigosos”, disse à Mongabay Cícero do Espírito Santo, membro do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Castelo dos Sonhos. “Se o pessoal tentar invadir uma área, sai debaixo de chumbo. Todas as áreas onde criamos assentamentos foram retomadas de fazendeiros, e eles não gostam disso.”

O oficial do Incra, Antônia Silva (no meio) falou com os assentados e com Ademar Friedler (à direita) para tentar acalmar os ânimos. Foto: Fernando Martinho/Mongabay
O oficial do Incra, Antônia Silva (no meio) falou com os assentados e com Ademar Friedler (à direita) para tentar acalmar os ânimos. Foto: Fernando Martinho/Mongabay

Este trecho da rodovia BR-163 se estende entre os municípios de Altamira e Novo Progresso, e desde a década de 1980 vem sendo ocupado por migrantes em busca de ouro e madeira. Ao longo dos anos, mais áreas foram desmatadas para abrir espaço para gado e soja, cuja produção explodiu depois do asfaltamento da estrada nos anos 2000. O preço da terra disparou, aprofundando a violência agrária.

“É uma região onde o controle da terra é feito pela violência”, disse Torres. “Quem consegue um pedaço de terra não é quem tem o registro no cartório de imóveis; é quem é mais forte e consegue expulsar o mais fraco.”

O PDS Terra Nossa, onde o grupo de Goiano decidiu acampar, é o epicentro dessa agitação. Somente em 2018, cinco pessoas foram mortas em disputas envolvendo o assentamento, e os poucos assentados restantes vivem sob constante ameaça.

“Eles quase me pegaram”, disse à Mongabay a assentada Maria Márcia, que lidera a resistência aos grileiros dentro do PDS, apontando para a trilha que usou para escapar de sua mais recente emboscada. “Minha sorte foi que corri e me escondi na mata. Mas naquele dia, pensei que ia morrer.” Em 2020, ela quase morreu depois que um motorista jogou um caminhão sobre o carro dela na BR-163. “‘Você tem que morrer, miserável”, ela ouviu do motorista do caminhão logo após o acidente.

“Em mais de 20 anos de pesquisa, poucas vezes eu encontrei um grupo tão violentado, aterrorizado e sitiado quanto os assentados do PDS Terra Nossa”, disse Torres, que acompanha o caso há anos.

Maria Márcia está constantemente sob ameaça por sua resistência contra os grileiros no PDS Terra Nossa. Foto: Fernando Martinho/Mongabay
Maria Márcia está constantemente sob ameaça por sua resistência contra os grileiros no PDS Terra Nossa. Foto: Fernando Martinho/Mongabay

O Incra concebeu o Terra Nossa como um projeto de desenvolvimento sustentável, ou PDS. O plano era que os assentados cultivassem pequenas lavouras em seus lotes enquanto gerenciavam coletivamente uma grande área de floresta para extrair frutos, castanhas e óleos. O modelo PDS floresceu na Amazônia nos anos 2000 como uma forma de atender às famílias sem-terra e ao mesmo tempo preservar a floresta. Grileiros, no entanto, viram estas áreas como um alvo fácil e começaram a avançar sobre os assentamentos, expulsando assentados ou convencendo-os a vender seus lotes (o que é proibido pelo Incra).

“Éramos muito felizes”, disse Márcia, lembrando os poucos anos antes da chegada dos grileiros. “Era tudo floresta aqui. As mulheres andavam no meio da floresta, colhiam castanhas e açaí, e depois vendiam. Não passávamos fome”. Hoje ela conta com doações de alimentos para complementar a alimentação.

Em 2023, 45% do PDS Terra Nossa era coberto por pastagem para gado, segundo a rede da sociedade civil MapBiomas. A situação é ainda pior no PDS Brasília, um assentamento de 19.800 hectares também localizado próximo à BR-163, onde 75% da terra já foi convertida em pastagem.

O PDS Brasília possui 379 lotes, originalmente um para cada família. “Mas há uma concentração de lotes dentro do PDS”, disse Raimunda “Mariana” Rodrigues, presidente da associação de mulheres do PDS Brasília, na varanda de sua casa. “Tem gente que tem 10, 20, 50 lotes.”

Algumas famílias foram expulsas pelos grileiros. Outras venderam seus lotes por não conseguirem viver da terra sem apoio do governo. “Não adianta o Incra só jogar as pessoas lá”, disse Mariana, acrescentando que é preciso mais financiamento e assistência técnica do governo federal.

A pavimentação da BR-163 levou a um aumento no valor da terra, intensificando o desmatamento e os conflitos agrários. Foto: Bruno Kelly/Intercept Brasil
A pavimentação da BR-163 levou a um aumento no valor da terra, intensificando o desmatamento e os conflitos agrários. Foto: Bruno Kelly/Intercept Brasil

O PDS Brasília foi estabelecido em 2005, cobrindo uma área que até então era ocupada por um único fazendeiro. Assim como o PDS Terra Nossa, a história do assentamento é marcada por violência, a começar pelo sindicalista que deu nome ao PDS. Bartolomeu Moraes, mais conhecido como Brasília, foi morto em 2002 após anos de oposição a poderosos fazendeiros locais. Ele foi sequestrado, torturado e baleado com 12 tiros na cabeça.

“Aqui correu sangue para que essa área se tornasse um assentamento de agricultura familiar”, disse Mariana. “Não queremos que vire fazenda de novo”.

A longa espera pela terra

Em 20 de outubro de 2024, Rafael recebeu um telefonema de sua mãe: “‘Rafael, vamos sair hoje de madrugada para lá. Vai todo mundo. Vamos?’” Ele não pensou duas vezes: arrumou algumas roupas, pegou um pouco de comida e um pequeno fogão, e seguiu para o acampamento com os outros membros da associação.

“Há uma demanda enorme por terra aqui na região da BR-163”, disse Silva, o conciliador agrário do Incra, depois de ser recebido com aplausos e gritos de alegria em sua chegada ao assentamento.

Rafael, que mora no distrito de Castelo dos Sonhos, passou anos estudando para trabalhar na terra, primeiro formando-se técnico agrícola e depois matriculando-se em um curso de engenharia agronômica. No entanto, dificuldades financeiras o forçaram a trabalhar como mecânico enquanto nutria o sonho de cultivar maçãs, uvas e vegetais. “Pessoas com pouco poder financeiro não podem comprar um pedaço de terra”, disse o homem de 35 anos, que pediu para que seu nome verdadeiro não fosse publicado por motivos de segurança.

Muitos dos que vivem no acampamento migraram para a Amazônia décadas atrás, fugindo da pobreza ou da violência doméstica e sonhando com a terra própria. Mas eles não foram os únicos a atravessar o país em busca de oportunidades.

Centenas de famílias se juntaram a uma associação que prometeu criar um novo assentamento de reforma agrária em Novo Progresso. Foto: Fernando Martinho/Mongabay
Centenas de famílias se juntaram a uma associação que prometeu criar um novo assentamento de reforma agrária em Novo Progresso. Foto: Fernando Martinho/Mongabay

Fazendeiros, principalmente do sul do Brasil, também aproveitaram a oportunidade para expandir sua produção sobre as terras mais baratas da Amazônia. Essa migração começou principalmente nos anos 60 e continua até hoje, com produtores de soja do Rio Grande do Sul vindo para o Pará após terem suas terras devastadas por enchentes e secas.

“Os grandes pegaram toda a terra”, disse José, cuja família veio de Minas Gerais nos anos 80. “O Incra era para chamar meu pai [para lhe dar um lote de terra], mas nunca chamou.”

As famílias sem-terra ficam com duas opções. Algumas se aventuram mais profundamente na mata, buscando terra mais barata, e perpetuando o círculo vicioso da expansão da fronteira agrícola sobre a floresta. Outros acabam nos arredores de centros urbanos, onde lutam para sobreviver. “Muitas pessoa desabrigadas estão vivendo nas ruas”, disse Rosangela Alves dos Reis, membro do MST. “Todo esse povo está esperando que retomemos as ocupações de terra para que possam ter um lugar para plantar e viver”.

A situação piorou após a crise econômica desencadeada pela pandemia de covid-19 durante a presidência de Jair Bolsonaro (2019-2022), que estimulou a ocupação predatória da Amazônia. Esse período marcou o ponto mais baixo de uma política de reforma agrária que vinha sendo gradualmente abandonada ao longo das décadas. “O governo Bolsonaro foi a negação da reforma agrária”, disse Ceres Hadish, da coordenação nacional do MST.

O número de famílias assentadas, que, segundo o Incra, girou em torno de 45 mil por ano sob Fernando Henrique Cardoso (1994-2002) e o primeiro ciclo do governo Lula (2003-2010), caiu drasticamente para cerca de 7 mil sob Dilma Rousseff (2011-2016), menos de 4 mil sob Michel Temer (2017-2018), e apenas 530 sob Bolsonaro.

Gráfico: Andrés Alegría/Mongabay
Gráfico: Andrés Alegría/Mongabay

Quando Lula retornou à presidência em janeiro de 2023, os movimentos sociais tinham a expectativa da retomada da reforma agrária. Até dezembro de 2024, o Incra disse à Mongabay que 52 assentamentos foram criados e 12.360 famílias receberam um lote de terra. Segundo o MST, no entanto, menos de 3.500 famílias foram destinadas a novos assentamentos até fevereiro de 2025. A organização acusa o governo de estar inflando os números ao contar como novos assentados a regularização de lotes em assentamentos já existentes.

“Estamos entrando no terceiro ano de conversas com o governo, mas efetivamente tivemos pouquíssimas entregas”, disse Hadish, acrescentando que a paralisia do governo de Lula ocorre em meio a uma nova onda de demanda por terra.

O fenômeno é confirmado não só pelos números oficiais do Incra como por dados Comissão Pastoral da Terra (CPT), uma organização afiliada à Igreja Católica que defende os direitos dos camponeses no Brasil. Segundo a entidade, o número de ocupações de terras por sem-terra ou comunidades tradicionais cresceu de 46 em 2019 para 124 em 2023, enquanto o número de acampamentos organizados por sem-terra para reivindicar a criação de assentamentos triplicou, passando de seis em 2019 para 18 em 2023. Em 2024, as duas contagens caíram para 78 e 10, respectivamente. O número de conflitos agrários no Brasil, no entanto, foi o mais alto da última década (1.768), com a Amazônia respondendo por 56% dos casos (995).

Um dos casos mais recentes ocorreu em maio, quando um grupo de camponeses foi expulso por pistoleiros ao tentar ocupar uma área que o governo federal retomou de um grileiro no sul do Amazonas. Segundo o portal de jornalismo local Varadouro, a retomada da terra pelo Incra criou a expectativa de criação de um novo assentamento, o que até agora não ocorreu.

“Há muita gente pressionando por novos espaços para acampamentos e ocupações de terra. Então, há uma tendência para que a luta pela reforma agrária se impulsione”, disse Hadish. O sonho de receber um pedaço de terra, segundo o MST, é visto por muitas famílias como uma oportunidade de melhorar de vida longe do alto custo das grandes cidades.” Estamos sendo muito procurados por pessoas que não têm nada”, disse Reis diretamente de Marabá, onde o MST organizou duas novas ocupações em 2024.

Em janeiro de 2025, o MST publicou uma carta denunciando o que chamou de “paralisação da reforma agrária” e exigindo que o governo Lula assentasse as mais de 100 mil famílias que esperam em acampamentos.

Terra para ser distribuída é o que não falta. A Amazônia possui 56,5 milhões de hectares de terras públicas não destinadas, uma área do tamanho da Espanha. Essas áreas pertencem aos governos federal ou estaduais e não foram convertidas em territórios indígenas ou unidades de conservação, por exemplo.

Como não têm proteção legal, estas áreas viram alvos preferenciais de grileiros que derrubam a floresta para criar gado, plantar, ou simplesmente especular com o preço da terra. “Não há negócio melhor do que vender terra pública, e o maior motor do desmatamento é a grilagem”, disse Maurício Torres, pesquisador de conflitos agrários. “Essas terras devem ser retomadas e destinadas para a reforma agrária”.

No PDS Terra Nossa, o último levantamento do Incra identificou 80 ocupações ilegais. Em março, o Ministério Público Federal do Pará entrou com uma ação judicial para forçar o Incra a finalizar os processos administrativos contra dezenas de invasores, para que então a justiça possa decidir se eles devem ou não desocupar a área.

Uma vez que isso aconteça, a preferência na distribuição das terras será das famílias que deveriam ter sido assentadas no PDS há quase vinte anos, mas foram impedidas pelos invasores. Isso significa que aqueles como Julia, José e Rafael irão para o fim da fila.

“Os acampados têm que estar cientes de que há 700 famílias esperando também. Então não é tão simples quanto pensavam”, disse Silva, do Incra. “É um pouco frustrante para nós também. Mas é a realidade, e não tem jeito”.

Fonte:  Mongabay/ Fernanda Wenzel /Jornal Folha do Progresso  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/06/2025/07:31:29

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Garimpeiros realizam manifestação após operação ambiental no garimpo Patrocínio, em Itaituba (PA)

Foto: Reprodução | O protesto ocorreu após uma operação de órgãos ambientais que resultou na destruição de máquinas e barracos utilizados pelos trabalhadores.

Garimpeiros iniciaram uma manifestação na noite de quarta-feira (18), na estrada que dá acesso ao garimpo Patrocínio, em Itaituba, sudoeste do Pará. O protesto ocorreu após uma operação de órgãos ambientais que resultou na destruição de máquinas e barracos utilizados pelos trabalhadores.

Durante o ato, os garimpeiros exibiram cartazes e entoaram frases como “garimpeiro é trabalhador” e “garimpeiro não é bandido”. Em meio à mobilização, eles atearam fogo na via como forma de chamar atenção para o ocorrido. Em determinado momento, agentes intervieram e usaram água para apagar as chamas e tentar conter os manifestantes.

Fonte: Giro Portal/Jornal Folha do Progresso  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 19/06/2025/10:29:53

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Comandante-Geral da PMPA anula nomeações e realiza novas designações em Itaituba (PA)

Foto: Reprodução | Portarias revogam atos anteriores e designam novos oficiais para funções estratégicas em unidades operacionais.

A Polícia Militar do Estado do Pará, por meio do Comandante-Geral, Cel. PM José Dilson Melo de Souza Júnior, publicou no Boletim Geral Nº 114, de 18 de junho de 2025, uma série de portarias tornando sem efeito nomeações anteriormente divulgadas e promovendo novas designações de oficiais para cargos de comando em unidades operacionais da corporação.

As alterações envolvem os seguintes oficiais:

• Maj QOPM Renato da Silva Rodrigues teve anulada a nomeação para subcomando do 15º BPM/CPR X, anteriormente publicada na Portaria nº 1430/2025, sendo substituído por novo ato.

• Maj QOPM Eder Santos Araújo foi designado para assumir o mesmo cargo de subcomandante do 15º BPM/CPR X, conforme nova Portaria nº 1492/2025.

• Ten Cel QOPM Diego Ferreira dos Santos também teve revogada sua nomeação inicial (Portaria nº 1429/2025) e, por nova portaria (nº 1491/2025), permanece designado como subcomandante do Comando de Policiamento Regional X.

As portarias anuladas foram publicadas no Boletim Geral nº 108, de 10 de junho de 2025, e as novas designações passam a valer a partir da data de publicação no boletim atual. As decisões constam nas Portarias nºs 1491, 1492, 1493, 1494 e 1496/2025 – SCCMO/SP/DGP.

Além das alterações de comandos, o boletim também registrou concessões de licença-luto a militares da ativa, por falecimentos de familiares.

As medidas fazem parte da reorganização administrativa da corporação, visando otimizar a atuação operacional em diferentes regiões do estado.

Fonte: Plantão 24horas News/Jornal Folha do Progresso  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 19/06/2025/10:20:42

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Publicação Nº 136/2025 – EDITAL DE CONVOCAÇÃO UNIOURO – COOPERATIVA DE APOIO, PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE MINERAL

UNIOURO – COOPERATIVA DE APOIO, PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE MINERAL

CNPJ nº 41.304.024/0001-11
Endereço: Travessa 13 de Maio, nº 1900, Altos, Sala B – Bairro Bela Vista
CEP 68180-635 – Itaituba/PA
E-mail: uniouro.coop@gmail.com | Telefone: (93) 9122-7735

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
O Presidente da UNIOURO – Cooperativa de Apoio, Pesquisa e Desenvolvimento da Atividade
Mineral, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo Estatuto Social, convoca todos(as)
os(as) cooperados(as) em pleno gozo de seus direitos para participarem da Assembleia Geral
Extraordinária, a ser realizada no dia 03 de julho de 2025 (quinta-feira), na sede da cooperativa,
localizada à Travessa 13 de Maio, nº 1900, Altos, Sala B – Bairro Bela Vista, Itaituba – PA, às:
1ª convocação: às 08h00, com a presença de 2/3 (dois terços) dos cooperados;
2ª convocação: às 09h00, com metade mais um dos cooperados;
3ª convocação: às 10h00, com o mínimo de 10 (dez) cooperados, conforme prevê o Estatuto
Social.

PAUTA ÚNICA:
Deliberação sobre a cessão total de direitos minerários da Permissão de Lavra Garimpeira
referente ao Processo ANM nº 48059.850429/2020-53.
Será submetida à apreciação e deliberação dos cooperados a proposta de transferência integral

dos direitos minerários do processo acima citado, atualmente sob titularidade da UNIOURO, para a
COOPERATIVA DOS GARIMPEIROS DO PARÁ – GARIMPAR, inscrita no CNPJ nº
48.660.790/0001-68, com sede à Bc sem denominação Santa Clara, Gleba Surubim, Bairro Bom
Jardim, nº 21, Sala A, Município de Itaituba – PA, CEP 68.180-635.
A assembleia também deliberará sobre a autorização para formalização do instrumento de cessão
e o protocolo do pedido junto à Agência Nacional de Mineração – ANM.

Itaituba – PA, 18 de junho de 2025

Capturar

________________________________________
Fernando Lucas Tavares
Presidente

UNIOURO – Cooperativa de Apoio, Pesquisa e Desenvolvimento da Atividade Mineral

Publicado dia 18 de junho de 2025, às22:38:55, por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br   e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com




Energia é restabelecida em Novo Progresso na tarde desta quarta-feira (18)

Foto: Reprodução | Após mais de 14 horas de apagão, o fornecimento de energia elétrica foi restabelecido em Novo Progresso na tarde desta quarta-feira (18). A interrupção começou por volta da meia-noite e afetou toda a cidade.

Equipes da Equatorial identificaram o ponto do problema por volta das 14h. Técnicos foram deslocados até o local e realizaram os reparos necessários para a retomada do serviço.

NOTA EQUATORIAL PARÁ

Atenção, moradores de Novo Progresso!

A Equatorial Pará informa que normalizou o fornecimento de energia na cidade às 16h33 desta quarta-feira, 18.

A interrupção foi causada por um defeito na Linha de Transmissão, em que a origem ainda está sendo apurada pela distribuidora.

A Equatorial destaca que desde o primeiro momento mobilizou suas equipes para atender a ocorrência, inclusive com sobrevoo de helicóptero.

A Equatorial Pará reforça seu compromisso com a melhoria contínua da qualidade do fornecimento e desenvolvimento do estado.

NOTA

Fonte: Jornal Folha do Progresso  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 18/06/2025/16:25:07

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Duas pessoas ficam feridas após queda de elevador em edifício no bairro de Nazaré, em Belém

Foto: Reprodução | De acordo com as autoridades, o sistema de segurança conseguiu impedir que a máquina atingisse o fosso.

Cinco pessoas ficaram feridas, sendo duas delas de forma grave, após a queda de um elevador em edifício localizado na travessa Benjamin Constant, no bairro de Nazaré, em Belém, nesta quarta-feira (18/6). De acordo com as autoridades, o sistema de segurança conseguiu impedir que a máquina atingisse o fosso. Até o momento, a causa do acidente não foi esclarecida. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros (CBMPA) foram acionados ao caso. Segundo o CBMPA, as vítimas já foram atendidas e encaminhadas para um hospital. O estado de saúde delas não foi divulgado.

Fonte: O Liberal/Jornal Folha do Progresso  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 18/06/2025/16:39:23

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Prefeito de Parauapebas ataca religiões afro: ‘Se liga pra não ir pro inferno’

Foto: Reprodução | Declaração de Aurélio Goiano foi dita durante sessão solene em comemoração ao dia do evangélico.

O prefeito de Parauapebas Aurélio Goiano (Avante) causou revolta em parlamentares e nas redes sociais após fazer declarações consideradas discriminatórias contra religiões de matriz africana. A fala do político foi dita na última quarta-feira, 11, durante uma sessão solene na Camara Municipal que celebrava o Dia do Evangélico na cidade. Durante seu discurso, Aurélio disse: “Esse prefeito é terrivelmente temente a Deus. Se as religiões de matriz africanas precisarem do apoio da prefeitura, a Coordenação de Assuntos Religiosos está de portas abertas e um pastor irá recebê-los e ainda vai dizer: Jesus salva, Jesus cura e se liga para você não ir para o inferno!”.

Ainda durante o discurso, o parlamentar afirmou que não acreditava em nada mais do que Jesus Cristo: “o resto, pra mim é resto”, e mencionou como “matador de demônios” o coordenador de Assuntos Religiosos, pastor Geraldo Teixeira. Segundo o prefeito, o pastor é quem iria receber as pessoas de outras religiões.

As falas foram vistas como preconceituosas e intolerantes. No domingo, 15, a Camara Municipal publicou uma nota oficial de repúdio às declarações do prefeito. O documento foi assinado pelo presidente da Casa, vereador Anderson Moratorio (PRD), e pelos membros da Comissão de Direitos Humanos. A nota afirmava que as declarações eram “inaceitáveis” e “absolutamente incompatíveis com os deveres constitucionais atribuídos a qualquer agente público”. Nela também foi destacado que houve uma violação ao princípio constitucional da laicidade do Estado e foi cobrado uma manifestação pública de retratação por parte de Aurélio Goiano, com “ampla divulgação, dirigida às comunidades impactadas e à sociedade parauapebense”.

A Federação Espírita Umbandista dos Cultos Afros Brasileiros do Estado do Pará (FEUCABEP) também repudiou as falas do prefeito, afirmando que eram racismo religioso, que é um crime previsto em lei. A entidade pediu a responsabilização do prefeito e do diretor de Assuntos Religiosos da cidade.

Os membros do Ilé Àṣè Igunnuko, Ṣàngó e Caboclo Rompe Mato também se manifestaram nas redes sociais através de nota. Segundo eles, as declarações de Goiano equivalem a um “ataque institucional às tradições afro-brasileiras e a uma ofensa direta à diversidade religiosa e a laicidade do Estado”.

Fonte: O Liberal/Jornal Folha do Progresso  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 18/06/2025/16:36:14

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Zika vírus, conta de luz e agrotóxicos: os 12 vetos de Lula derrubados pelo Congresso

Foto: Reprodução | Em sessão do Congresso Nacional nesta terça-feira, 17, parlamentares votaram e derrubaram 12 vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na prática, isso faz com que os itens excluídos pelo presidente sejam recuperadas e passem a ter força de lei.

Entre os vetos com itens derrubados, estão o que negava indenização para crianças com microcefalia, vítimas do Zika vírus, cujo projeto foi vetado integralmente por Lula. Outro veto derrubado pelos congressistas havia barrado a criação da Taxa de Avaliação e de Registro para agrotóxicos.

Os congressistas decidiram adiar a análise de 30 vetos. Na lista, estão dispositivos sobre a lei de diretrizes orçamentárias de 2025, o contingenciamento de emendas parlamentares não impositivas, o marco das eólicas offshores e a renegociação das dívidas dos Estados.

O presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre deu 25 dias para que os parlamentares costurem um acordo com o governo federal sobre os vetos adiados. Caso não haja acordo, os dispositivos serão decididos pelo voto antes de 17 de julho, disse o presidente do Senado.Saiba quais são os itens vetados por Lula e que passarão a vigorar em forma de lei:

Pensão às vítimas de Zika vírus

O projeto vetado integralmente pelo presidente garante indenização de R$ 50 mil e pensão vitalícia no teto estipulado pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), que hoje é de R$ 7.786,02, às vítimas de microcefalia causada pelo Zika vírus. O argumento do governo é o de que a “proposição legislativa contraria o interesse público, pois cria despesa obrigatória de caráter continuado e benefício tributário e amplia benefício da seguridade social, sem a devida estimativa de impacto orçamentário e financeiro”.

Tributações de fundos de investimentos

O veto sobre tributação dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagros), dos Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) e de fundos patrimoniais foram derrubados. Com a decisão, esses fundos não pagarão Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS). O governo havia argumentado que a exclusão dos fundos na tributação era inconstitucional.

Compra de energia do Proinfa

Foram derrubados trechos do veto de Lula sobre a prorrogação de contratos de compra de energia do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), o que na prática, deve encarecer a conta de luz. Além disso, vetos sobre a contratação de capacidade e energia associada de hidrelétricas, sobre a contratação de energia proveniente de hidrogênio líquido e eólicas e ainda adiamento da contratação de energia e compensação de montantes previstos para contratação, também foram derrubados pelos congressistas.

Taxa de registro de agrotóxicos

O veto derrubado pelos congressistas havia barrado a criação da Taxa de Avaliação e de Registro para agrotóxicos. Com a decisão, a taxa será criada e caberá ao Poder Executivo regulamentá-la. O valor arrecadado será destinado ao Fundo Federal Agropecuário (FFAP), que tem o objetivo de estimular o setor e que, atualmente, não tem recursos previstos no Orçamento.

Energia offshore

Os congressistas analisam somente oito itens do veto 03/2025 do presidente acerca do marco regulatório de energia eólica em alto mar (offshore). Ao todo, Lula vetou 25 itens do texto. Com a derrubada, benefícios a pequenas centrais hidrelétricas voltam a valer.

Transição energética

Parlamentares rejeitaram vetos para permitir que empresas que fabricam baterias recebam benefícios tributários do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores e Displays (Padis). Também foram retomados, com a derrubada, benefícios do Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten) para produção de veículos movidos a biometano, biogás, etanol e gás natural.

Fundo partidário em LDO 2025

O veto se referia ao trecho da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 que prevê que as dotações do Fundo Partidário correspondam ao valor da lei orçamentária de 2016 e sejam corrigidas pela variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).Ao vetar o trecho, o governo federal havia alegado que a proposição “contraria o interesse público, pois majora o montante do Fundo Partidário e comprime o valor das demais despesas da Justiça Eleitoral”. Na prática, a derrubada do veto aumenta o fundo partidário em R$ 164,8 milhões.

Licitações

Parte dos vetos a alterações na Lei de Licitações e Contratos Administrativos foi derrubada. O veto do presidente dizia respeito a valores de convênios e acordos celebrados pela administração pública, que, com a derrubada, poderão ser passados integralmente em parcela única.

Pesquisa em seres humanos

Foram derrubados os dois dispositivos do veto presidencial na lei que regulamentou a pesquisa clínica com seres humanos. Um dos trechos vetados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva exigia a comunicação ao Ministério Público sobre a participação de indígenas nas pesquisas. O governo havia argumentado que a obrigatoriedade feria o princípio de isonomia. Com a derrubada do veto, a exigência passará a valer.

O governo defendia que medicamentos experimentais deveriam ser fornecidos aos participantes de pesquisas por tempo indeterminado, independentemente de sua disponibilidade comercial pela iniciativa privada. Com a derrubada do veto, o prazo fixado será de cinco anos.

Atividades espaciais brasileiras

O veto de Lula na lei que regulamenta as atividades espaciais brasileiras tratava das concessões de licenças ambientais. O texto previa que tal processo de licenciamento deveria observar regras técnicas e a legislação ambiental e que a conclusão das ações deveria ocorrer em até 60 dias, prorrogáveis por mais 60.

Fonte: Estadão Conteúdo/Jornal Folha do Progresso  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 18/06/2025/15:29:30

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