Justiça mantém prisão de mulher que torturou netos no MT; avô não foi denunciado

Segundo as investigações, L.A., de 45 anos, submetia os menores, de 6 e 8 anos, a agressões físicas e psicológicas.

A Justiça de Mato Grosso manteve a prisão preventiva de L.A., esposa do avô de duas crianças vítimas de maus-tratos em Paranatinga (373 km de Cuiabá). A confirmação foi dada à reportagem pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Segundo as investigações, L.A., de 45 anos, submetia os menores, de 6 e 8 anos, a agressões físicas e psicológicas, incluindo obrigá-los a comer comida do chão enquanto era ameaçada com uma mangueira. O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo que registrou o abuso.

O avô das crianças, responsável legal pela guarda, não foi denunciado pelo Ministério Público e, por isso, não teve a prisão decretada. De acordo com a promotora Caroline de Assis e Silva Holmes Lins, ele adotou postura omissiva, permitindo que os abusos continuassem. Mesmo assim, ele não foi denunciado.

Leia mais – Vídeo mostra criança sendo forçada por avós a ajoelhar e comer igual cachorro: “Lambe o chão”

O casal foi preso pela Polícia Civil nessa segunda-feira (15). Com a manutenção da prisão de L.A., a promotoria reforçou que seguirá acompanhando o caso e solicitou o acolhimento das crianças, que atualmente estão sob os cuidados do avô paterno, já que o pai se encontra preso e a mãe era alvo de denúncias anteriores de maus-tratos.

Conforme a promotora, o ambiente familiar apresentava tortura, intimidações constantes e violência física e psicológica, configurando risco grave ao desenvolvimento das crianças. O inquérito policial segue em andamento e será encaminhado ao Poder Judiciário para responsabilização dos envolvidos.

Fonte: Repórter MT e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/09/2025/15:56:04

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Uncrossable Rush: diversão rápida no mundo digital

Foto: Reprodução | O mercado de entretenimento digital cresce de forma acelerada, impulsionado pela busca por experiências rápidas e acessíveis. Nesse cenário, a Evoplay apresenta uncrossable rush, um jogo desenvolvido em HTML5 que transforma a simplicidade dos clássicos de arcade em uma experiência moderna, disponível diretamente no navegador.

A proposta do uncrossable rush game é clara: conduzir o personagem em meio a obstáculos dinâmicos, exigindo atenção, reflexos e decisões rápidas. Cada partida dura apenas alguns segundos, mas o ritmo crescente e a necessidade de concentração tornam a experiência envolvente e desafiadora.

Sem necessidade de downloads ou instalações, o jogo pode ser acessado em dispositivos móveis, tablets ou computadores, sempre com carregamento ágil e performance estável. Essa praticidade faz de Uncrossable Rush uma opção ideal para quem deseja momentos de diversão em viagens, intervalos ou pequenos períodos de tempo livre.

O visual colorido e o design intuitivo garantem acessibilidade para jogadores de diferentes perfis, enquanto a mecânica simples favorece a repetição das partidas. Essa combinação contribui para a popularidade de formatos como este, que unem entretenimento instantâneo e facilidade de acesso.

Outro destaque é o potencial de integração em plataformas digitais. Por ser leve e escalável, o jogo se adapta a diferentes catálogos de entretenimento online, reforçando sua relevância não apenas para jogadores casuais, mas também para o mercado de iGaming que busca soluções rápidas e compatíveis com múltiplos dispositivos.

Em resumo, Uncrossable Rush é um exemplo de como conceitos clássicos podem ser reinventados para o público atual. Com jogabilidade simples, sessões curtas e uma proposta acessível, o jogo prova que a diversão digital não precisa ser complicada para ser eficaz.

Para o público brasileiro, onde o consumo de jogos online cresce a cada ano, títulos como Uncrossable Rush oferecem exatamente o que os usuários procuram: entretenimento imediato, fácil acesso e compatibilidade total com dispositivos móveis. É uma opção que acompanha o ritmo de um cotidiano cada vez mais dinâmico.

Fonte: Agência e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/09/2025/13:21:26

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Três mulheres e um bebê são sequestrados , no MT

Foto: Reprodução | Uma testemunha relatou que estava na casa junto das vítimas quando percebeu a chegada de um carro em frente ao imóvel com três homens.

Três mulheres, de 21, 22 e 23 anos, além de um bebê, foram sequestrados no Bairro Ikarai, em Várzea Grande, na madrugada desta quarta-feira (17). De acordo com a Polícia Militar, o episódio foi registrado por volta das 4h45.

Uma testemunha relatou que estava na casa junto das vítimas quando percebeu a chegada de um carro em frente ao imóvel. Três bandidos desceram do carro, todos armados, e invadiram o local.

Ainda segundo a testemunha, ao perceber a ação, ela e as vítimas tentaram fugir pelos fundos da casa. A testemunha conseguiu escalar o muro e se esconder no telhado de uma casa vizinha, mas as demais foram rendidas pelos criminosos.

Após algum tempo escondida, a testemunha voltou ao imóvel e constatou que as vítimas haviam sido levadas, junto com o bebê. O celular da testemunha também foi levado pelos bandidos.

A PM informou que todas as equipes da região foram acionadas para buscas pelos suspeitos e pelas vítimas, que ainda não foram localizados. O caso foi registrado e será investigado.

Fonte: Repórter MT e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/09/2025/16:08:10

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Vídeo mostra criança sendo forçada por avós a ajoelhar e comer igual cachorro: “Lambe o chão”

Caso levou à prisão preventiva do casal, suspeito de torturar e maltratar duas crianças de 6 e 8 anos.

Um vídeo mostra uma criança sendo obrigada a se comportar como um cachorro, lambendo comida do chão, sob ameaça de apanhar com uma mangueira de água. Nas imagens, a agressora, identificada como L.A., esposa do avô da vítima, ordena: “Lambe, lambe o chão”, enquanto a criança chora e chega a tossir, mas cede às ordens. O caso aconteceu em Paranatinga (373 km de Cuiabá).

O caso levou à prisão preventiva do casal, acusado de torturar e maltratar duas crianças de 6 e 8 anos. Segundo a investigação, além de obrigar os pequenos a comer do chão, os criminosos aplicavam castigos cruéis, como fazê-los permanecer de joelhos sobre tampinhas de garrafa por longos períodos, além de agressões físicas e humilhações constantes.

O avô das crianças, responsável legal pela guarda, foi apontado como omisso, permitindo que os abusos continuassem. A investigação contou com depoimentos de testemunhas, apoio do Conselho Tutelar e do Ministério Público.

A promotoria de Paranatinga solicitou que a prisão de L.A. seja mantida durante a audiência de custódia. O Ministério Público de Mato Grosso (MP) também propôs o acolhimento institucional das crianças, que agora estão sob os cuidados do avô paterno, já que o pai se encontra preso e a mãe também era alvo de denúncias de maus-tratos.

Conforme a promotora Caroline de Assis e Silva Holmes Lins, o ambiente em que os menores estavam inseridos era marcado por tortura, intimidação, coação psicológica e violência física.

“O tratamento imposto revela intenso sofrimento mental, exposição vexatória e degradante, caracterizando verdadeira desumanização, o que agrava a vulnerabilidade das crianças, especialmente considerando sua fase de desenvolvimento emocional”, afirmou.

O delegado Gabriel Conrado reforçou que, com a prisão do casal, a investigação segue avançando e o inquérito será encaminhado ao Poder Judiciário para que os autores sejam responsabilizados conforme a lei.

Veja vídeo:

Fonte: Repórter MT e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/09/2025/15:56:04

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Jair Bolsonaro está com câncer de pele, diz médico do ex-presidente

Segundo o médico Cláudio Birolini, o câncer está em “fase precoce e a princípio demanda apenas uma avaliação periódica e acompanhamento”.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está com câncer de pele, de acordo com informações do médico Claudio Birolini. Informação foi divulgada hoje no começo da tarde. Desde ontem, o ex-presidente se encontrava internado no hospital DF Star, em Brasília (DF).

Bolsonaro só foi informado sobre a situação hoje. Foram encontradas lesões com células cancerígenas no braço e no tórax. Birolini é médico-chefe da equipe cirúrgica do DF Star. De acordo com ele, Bolsonaro pode receber os cuidados necessários em casa.

Fora de perigo

Células cancerígenas foram extraídas na biópsia. Além das duas com células cancerígenas, a equipe médica identificou outras feridas na pele do ex-presidente.

Não há chance de as lesões extraídas voltarem, segundo Birolini. O médico afirmou que problemas haviam sido identificados em abril, mas biópsia só aconteceu em setembro porque “outras coisas aconteceram no caminho”.

Não será necessário tratamento com quimioterapia, de acordo com Birolini. O boletim médico de sua equipe informa que o quadro de Bolsonaro exige “acompanhamento clínico e reavaliação periódica”.

Bolsonaro foi internado ontem “devido a quadro de vômitos, tontura, queda da pressão arterial e pré-síncope”, segundo o boletim médico. Ele deu entrada no hospital ontem e recebeu alta no começo da tarde de hoje.

Fonte: UOL e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/09/2025/15:40:58

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Alunas trocam chutes e puxões de cabelo em escola no MT; veja vídeo

A confusão ocorreu nessa terça-feira (16), em Primavera do Leste | Foto: Reprodução

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma briga entre alunas da Escola Estadual Maria Sebastiana de Souza, em Primavera do Leste (234 km de Cuiabá). A confusão ocorreu nessa terça-feira (16).

No vídeo, as adolescentes aparecem rolando no chão trocando puxões de cabelo e chutes. Enquanto as meninas trocam agressões, alguns estudantes entram na confusão e tentam separar as duas.

A mãe de uma das adolescentes registrou um boletim de ocorrência. Segundo ela, a filha apresentava arranhões decorrentes da briga.

O caso foi registrado como injúria, difamação e lesão corporal. Não há informações sobre o que teria motivado a briga.

Por meio de nota, a Secretária de Educação (Seduc) informou que assim que foi informada sobre o caso acinou a equipe gestora e psicossocial da Diretoria Regional de Educação (DRE) para prestar atendimento aos envolvidos. A Seduc também afirmou que tomou todas as medidas disciplinares cabíveis.

NOTA

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) informa que, tão logo foi informada sobre o caso de agressão envolvendo estudantes da Escola Estadual Maria Sebastiana de Souza, em Primavera do Leste, determinou a equipe gestora e psicossocial da Diretoria Regional de Educação (DRE) que prestasse atendimento aos envolvidos, com objetivo de oferecer acolhimento e suporte necessário.

A Seduc tomou as medidas disciplinares cabíveis, conforme as normas do Regimento Escolar, com providências firmes para que situação como esta não se repita, aplicando punições dentro do que permite a legislação.

 

Veja vídeo:

Fonte: Repórter MT e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/09/2025/16:15:57

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Cresce a busca por seguros de motocicletas no Pará, aponta novo Mapa de Seguros da Serasa

Os motociclistas brasileiros estão cada vez mais atentos à proteção de seus veículos, como revela novo Mapa de Seguros da Serasa. De acordo com o levantamento exclusivo, em agosto de 2024, 72% das cotações eram para automóvel e apenas 28% para motocicletas. Um ano depois, a diferença diminuiu significativamente: 59% das buscas foram direcionadas para automóvel e 41% para motocicletas. O Pará segue a mesma tendência. Em 2024, a cotação de seguros de carro foi de 1,5% e de moto 4,7%. Em 2025, a de carro foi de 1,8% e a de moto 5,5%.

  • Serasa lança indicador inédito para analisar tendências e preferências no segmento de seguros;
  • No país, a procura por seguros de motocicletas cresceu 13 pontos percentuais em 12 meses, enquanto os automóveis reduziram participação de 72% para 59% nas cotações no mesmo período;
  • Cotações de motocicletas concentram público, majoritariamente, solteiro e mais jovem, em comparação a quem busca por seguro para automóveis, que são majoritariamente casados;
  • 72% dos brasileiros que possuem seguro de automóvel ou motocicleta tem faixa de pontuação de crédito (Serasa Score) acima de 500;
  • Novo Canal de Seguros da Serasa disponibiliza cotações para todos os brasileiros com automotores.

Em todo o país, dentro das cotações de novos contratos em cada categoria, as cotações de automóveis passaram de 47% para 53%. No caso das motocicletas, o salto foi de 78% para 82%, evidenciando a expansão do mercado e a busca crescente por proteção sobre duas rodas.

“A popularização dos aplicativos de mobilidade ampliou as opções de transporte, levando o consumidor a avaliar o custo-benefício entre carro próprio, moto ou transporte por aplicativo. Nesse cenário, a moto se consolidou como uma alternativa prática e acessível, tanto para deslocamento diário quanto para geração de renda”, analisa Emir Zanatto, head de seguros da Serasa. “Ao mesmo tempo, o carro segue sendo um bem de longo prazo, muitas vezes associado a famílias que priorizam segurança e estabilidade.” 

Perfil de quem cota: Automóveis X Motocicleta

O levantamento também mostra diferenças de perfil entre quem busca cada tipo de seguro. Enquanto a cotação de automóveis concentra homens casados, entre 36 e acima de 55 anos, o público das motocicletas é majoritariamente solteiro, com idades entre 26 e 45 anos. Essa variação reflete momentos de vida distintos: consumidores mais velhos e casados tendem a priorizar a proteção da família, enquanto os mais jovens veem a motocicleta como sinônimo de mobilidade, independência e praticidade.

No Pará, a cotação de seguro de automóveis é feita 59% por homens, casados e na faixa etária entre 36 e 45 anos. Assim como mostra nos dados nacionais, o público que procura por seguro de motocicleta é solteiro e tem entre 26 e 35 anos.

As diferenças aparecem também no perfil financeiro. Quem busca seguros para automóveis tem renda mais concentrada entre R$ 3.037 e R$ 4.554, enquanto entre motociclistas predomina a faixa de R$ 1.519 a R$ 3.036. Apesar dessa diferença, em ambos os públicos, destaca-se a preocupação com a saúde financeira: 74% dos interessados em seguros de automóveis e 80% dos de motocicletas estão adimplentes, ou seja, não possuem dívidas negativadas.

Além disso, mais de 70% dos consumidores têm pontuação de crédito considerada “boa” ou “excelente” – acima de 500 e 700 pontos, respectivamente. “O Serasa Score é o principal termômetro de crédito do país, e essa visão reforça a importância de manter bons hábitos financeiros para garantir ainda mais autonomia e acesso a melhores condições crédito e seguros”, destaca Emir.

Análises Regionais

Analisando os dados por região, as cotações para automóveis são realizadas principalmente no Sudeste, representando 67,4% do todo. Esse dado reflete tanto a densidade populacional da região, quanto a concentração das principais montadoras de automóveis nesses estados. No entanto, os números de cotações de seguros para motocicletas são mais distribuídos: a região Nordeste representa 40,2%, seguido pelo Sudeste (32%,) Norte (10,5%), Centro-oeste (9,3%) e Sul (8%).

“Essas diferenças evidenciam o potencial de ampliar o acesso a seguros em todo o país. Com mais de 100 milhões de usuários em nossa plataforma, temos condições de democratizar a proteção financeira e ajudar mais brasileiros a manterem sua estabilidade diante de imprevistos”, completa Emir.

Seguros e Assistências na Serasa

Com objetivo de facilitar o acesso a seguros de forma simples, digital e confiável, a Serasa lança sua nova funcionalidade de seguros assistências, gerando conexões entre seguradoras, corretores e consumidores. Com tecnologia e expertise já consolidada no mercado, o novo canal digital reforça o posicionamento da empresa como um ecossistema completo de soluções financeiras, que apoia os brasileiros no controle e na proteção de seus bens.

Atualmente, os serviços estão disponíveis para todos os brasileiros com automóveis e motocicletas. Para acessar, siga o passo a passo:

  1. Faça o login no site ou aplicativo da Serasa e na página inicial clique em “serviços” e na área “seguros e assistências”, clique em “seguro para seu carro e moto”. Após isso, preencha dados do veículo que você pretende proteger;
  2. Adicione informações sobre o condutor ou condutores e qual local em que o veículo está localizado;
  3. Após o preenchimento de todo o questionário e validação, é possível visualizar as cotações/ofertas disponíveis para o seu veículo;
  4. Ao escolher uma oferta, o app/site redireciona para a forma de pagamento;
  5. Ao final, é possível acompanhar o status do pedido pelo app da Serasa e consultar todos os links úteis de comunicação com a seguradora.

Metodologia

O levantamento do Mapa de Seguro da Serasa é calculado de acordo com as cotações analisadas pelo TEx Analytics, plataforma de inteligência de mercado da TEx. Os dados analisados de forma estatística derivam do TELEPORT, sistema de MultiCálculo utilizado diariamente por milhares de Corretoras de Seguros em todo o Brasil.

Fonte: Serasa e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/09/2025/15:30:05

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Comitê Paraense de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos é lançado na sede do MPF em Belém (PA)

Lançamento do Comitê Paraense de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos, na sede do MPF em Belém (PA), em 12/9/2025. Foto: Comunicação/MPF

Iniciativa ocorre em momento crucial para a proteção de quem luta por direitos no Pará.

O Ministério Público Federal (MPF) sediou, em Belém (PA), na última sexta-feira (12), o lançamento oficial do Comitê Paraense de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (CPDDH). O evento reuniu organizações da sociedade civil, lideranças comunitárias, autoridades públicas e defensoras e defensores de direitos humanos de diversas regiões do Pará, em um momento considerado fundamental para a defesa de quem luta por direitos no estado.

O lançamento do CPDDH ocorre em um cenário de violência alarmante no Pará, que registra o maior número de casos de violação contra defensores de direitos humanos no país, somando 103 ocorrências entre 2023 e 2024, de acordo com pesquisa das organizações Terra de Direitos e Justiça Global.

A gravidade da situação foi intensificada, no final de agosto, quando o MPF apontou à Justiça Federal o monitoramento ilegal de lideranças indígenas e quilombolas pelo governo do Pará. Essas lideranças, algumas inclusive sob proteção do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH), haviam ocupado a sede da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) em protesto pela qualidade da educação. A admissão da vigilância por um alto funcionário do governo foi um ponto central de preocupação e desconfiança durante os debates.

Na divulgação do evento, o procurador-chefe do MPF no Pará, Felipe de Moura Palha, reforçou o compromisso da instituição: “Acolher o lançamento do Comitê Paraense no MPF é um ato simbólico e espelha o nosso compromisso com a defesa de direitos humanos no Pará. Não há como garantir a segurança de defensores de direitos humanos e ambientalistas sem uma sociedade civil forte, vigilante e empoderada; ela é a primeira e mais importante linha de defesa”.

Articulação e resistência – O CPDDH nasce como um espaço de articulação permanente entre organizações da sociedade civil, movimentos sociais e parceiros institucionais. Seu objetivo é fortalecer redes de apoio, ampliar mecanismos de proteção e consolidar estratégias em defesa de quem atua na linha de frente dos direitos humanos no estado. “O Pará é um estado onde há muita violação de direitos humanos, principalmente advinda do Estado. Ao mesmo tempo, nós temos organizações da sociedade civil e movimentos sociais extremamente fortes e articulados. Então, o Comitê nasce exatamente desse lugar de resistência”, afirmou a representante do Instituto Zé Cláudio e Maria (IZM), Claudelice Santos, uma das organizações fundadoras do comitê.

O grupo que forma o CPDDH atua desde 2022, tendo promovido oficinas, debates e ações de advocacy, que são estratégias organizadas para influenciar e promover mudanças em políticas públicas, leis, comportamentos sociais ou decisões de poder. Um diagnóstico produzido pelo grupo e divulgado em 2024 já apontava as falhas e problemáticas na atuação de agentes da polícia dentro do PPDDH/PA, reafirmando a importância do fortalecimento da política de proteção.

Destaques do evento – Durante o seminário, foram lançados dois documentos cruciais: a Carta de Princípios e Adesões ao CPDDH e a Cartilha de Proteção às Defensoras e aos Defensores de Direitos Humanos no Pará.

A Carta de Princípios estabelece os compromissos do Comitê, guiado por valores como o direito à existência e proteção, acompanhamento e incidência nas políticas públicas, enfrentamento às causas estruturais da violência, promoção do debate público, denúncia da criminalização, trabalho em rede com autonomia e independência em relação ao Estado e pressões do poder econômico, e defesa da democracia.

A Cartilha de Proteção, fruto de um trabalho colaborativo e de escutas realizadas em oficinas regionais em diversos municípios, busca desmistificar e popularizar a política de proteção para as comunidades. “Esse material foi feito como nós pretendíamos, com uma linguagem acessível, simples, bem detalhada”, explicou Claudelice Santos. O documento aborda a contextualização dos defensores de direitos humanos, a política e o programa de proteção, e as estratégias e redes de autoproteção.

Desconfiança no Estado – Os debates do dia foram marcados por uma forte desconfiança em relação à atuação do Estado como protetor. O representante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Moisés Costa, expressou a percepção de que “o Estado, já há muito tempo, não protege a gente”. Ele ressaltou que a proteção individual prevista no programa estadual é uma “distorção muito pesada” para movimentos coletivos como o MST.

Lideranças indígenas como Auricélia Arapium, Miriam Tembé e Alessandra Korap compartilharam experiências de vulnerabilidade e como as ações do Estado, por vezes, acabam por expor ainda mais os defensores ao invés de protegê-los. Miriam Tembé destacou que “o Estado sempre usou e sempre vai usar da mesma estratégia, de nos espionar, de infiltrar pessoas no meio do nosso movimento”.

A necessidade de autoproteção e fortalecimento das redes populares e coletivas foi um consenso. A liderança quilombola Josias Dias dos Santos, conhecido como Jota, ressaltou que as defensoras e defensores dos direitos humanos não podem esperar pela proteção do governo, “que é e sempre foi o nosso maior violador dos nossos direitos”. A integrante da direção estadual do MST, Polliane Barbosa Soares, enfatizou a importância de “descriminalizar as estratégias de proteção dos territórios e dos povos”, que muitas vezes são o que garante a vida dos defensores quando a política pública falha.

Compromissos – Em resposta às problemáticas do PPDDH, a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará (OAB-PA), em parceria com a entidade executora do PPDDH no estado, a Unipop, e a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), propôs a formação de um Grupo de Trabalho (GT) para pensar uma atualização ou nova lei do PPDDH. O objetivo é criar uma legislação que abarque as inovações da portaria federal (proteção individual, popular, coletiva e territorial) e que permita a cobrança judicial do papel do Estado na proteção.

Diversas organizações formalizaram sua adesão ao comitê, fortalecendo a rede. O evento terminou com um forte apelo à união e resistência. A representante da Terra de Direitos, Suzany Brasil, resumiu o sentimento: “Em um contexto histórico e político de falta de reforma agrária, impunidade de crimes no campo e intensas violências de agentes públicos e privados, fortalecer a rede de proteção por meio do Comitê Paraense é um passo fundamental para avançar nas políticas de proteção”. As discussões apontaram para a necessidade de o Comitê atuar como um meio para fortalecer essas discussões e garantir a voz dos defensores e defensoras na construção de um futuro de justiça, paz e dignidade.

Fonte: Diário do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/09/2025/15:40:18

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MPF recomenda anulação de títulos minerários no PA por violações socioambientais e a decisões de Corte Internacional

Draga próxima aos limites da Terra Indígena Sawré Muybu, em julho de 2025. Foto: Greenpeace.

Além de contaminar rios com mercúrio, dragas operam sem consulta prévia a indígenas e com títulos minerários e licenças ambientais vencidas.

O Ministério Público Federal (MPF) expediu uma recomendação para que a Agência Nacional de Mineração (ANM), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o estado do Pará e os municípios de Itaituba e Jacareacanga anulem e suspendam imediatamente todas as licenças e títulos minerários para exploração de ouro no leito do rio Tapajós, nas proximidades das Terras Indígenas Munduruku, Sai-Cinza, Sawré Muybu e Sawré Bap’in.

A recomendação detalha uma série de ilegalidades, graves impactos socioambientais e o descumprimento de decisões judiciais e internacionais que protegem os povos indígenas. O MPF argumenta que a exploração garimpeira por meio de balsas e dragas escariantes na região provoca impactos e danos severos à qualidade da água, como assoreamento e contaminação por mercúrio.

Essa degradação, segundo o MPF, prejudica e até inviabiliza o uso da água por populações locais, especialmente os povos indígenas e comunidades ribeirinhas, com graves consequências para o acesso à água potável, segurança alimentar e saúde. O MPF cita pesquisas recentes que revelaram altos níveis de contaminação por mercúrio nas aldeias da Terra Indígena Sawré Muybu, onde 49% das crianças e 57,9% da população geral apresentaram concentrações do metal acima do limite de segurança estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Situação de vulnerabilidade – O documento destaca que a situação de crise hídrica na região, agravada pela severa estiagem de 2023 e 2024, tornou a população Munduruku ainda mais vulnerável, resultando em uma decisão liminar que obrigou o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Tapajós a fornecer água potável aos indígenas.

Como evidência visual dos danos, o MPF incluiu imagens de um sobrevoo da organização não governamental Greenpeace que registrou uma draga em atividade a apenas 1,6 km dos limites da Terra Indígena Sawré Muybu, gerando uma enorme pluma de sedimentos em suspensão. Imagens de satélite da plataforma Brasil Mais, da Polícia Federal (PF), também foram anexadas, mostrando a constante produção de lama pelas dragas que operam na região.

Ausência de consulta – Um dos pontos centrais da recomendação é o alerta para a completa ausência de Consulta Prévia, Livre e Informada (CPLI) ao povo Munduruku, um direito garantido pela Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário. O MPF afirma que essa omissão resulta em “nulidade absoluta” das Permissões de Lavra Garimpeira (PLGs) concedidas.

Além disso, a procuradora da República Thaís Medeiros da Costa aponta uma grave omissão da Funai. Embora a Portaria Interministerial nº 60/2015 estabeleça uma presunção de impacto para atividades minerárias a 10 km de terras indígenas na Amazônia Legal, a Funai não interveio em quase nenhum dos processos de licenciamento.

A justificativa do órgão indigenista, de que a regra se aplicaria apenas a empreendimentos de grande porte licenciados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), foi rebatida pelo MPF. A procuradora da República ressalta que oito das quinze PLGs em questão possuem áreas superiores a mil hectares, não podendo ser consideradas de pequeno porte, e que as transformações legislativas permitiram a capitalização e mecanização do garimpo.

O MPF também constatou que, de um universo de 42 processos licenciados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), a Funai foi notificada para intervir em apenas dois.

Operação com títulos vencidos – A recomendação revela uma situação de ilegalidade contínua. Várias das principais PLGs que afetam a região estão com seus títulos minerários e/ou licenças de operação vencidos.

Apesar disso, a atividade garimpeira persiste. A plataforma Brasil Mais detectou mais de 160 alertas de operação de dragas entre junho e agosto de 2025 dentro dos polígonos de PLGs com títulos vencidos. Em um caso específico, foi registrado o recolhimento de Compensação Financeira por Exploração Mineral (Cfem) em julho de 2025, referente a ouro extraído ilegalmente, mesmo com o título minerário expirado desde janeiro de 2025 e a licença de operação vencida desde junho de 2024.

A recomendação ainda informa que os títulos da Cooperativa dos Garimpeiros e Mineradores Produtores de Ouro do Tapajós, detentora de várias licenças na área, foram suspensos por decisão judicial, e seus pedidos de renovação junto à Semas constam como “indeferidos”.

Violação de medida internacional – O MPF enquadra a conduta dos órgãos públicos como uma violação direta de uma medida provisória da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH). Em julho de 2023, a Corte IDH exigiu que o Brasil adotasse medidas para garantir a saúde e o acesso à água potável dos povos Yanomami, Ye’kwana e Munduruku, e para mitigar o contágio de doenças derivadas da contaminação por mercúrio.

Para o MPF, não é admissível que empreendimentos licenciados pelo Estado produzam danos do garimpo ilegal sobre os indígenas. A manutenção das atividades sem a devida consulta e controle configura, portanto, um descumprimento de uma ordem internacional de direitos humanos.

Medidas recomendadas – O MPF recomendou as seguintes medidas:

À Agência Nacional de Mineração (ANM):
• declarar a nulidade de 15 títulos minerários específicos;
• não renovar ou prorrogar esses títulos enquanto não houver consulta prévia ao povo Munduruku e intervenção da Funai; e
• não outorgar novos títulos na região que possam afetar os territórios indígenas sem o cumprimento dos mesmos requisitos.

Ao estado do Pará e aos municípios de Itaituba e Jacareacanga:
• declarar a nulidade das licenças ambientais relativas às mesmas 15 PLGs; e
• não renovar, prorrogar ou emitir licenças sem consulta prévia e intervenção da Funai.

À Funai:
• intervir em todos os processos de licenciamento ambiental, presentes e futuros, relativos à lavra garimpeira no leito do Rio Tapajós, que possam afetar as terras indígenas.

Foi estabelecido o prazo de 30 dias corridos para que os destinatários se manifestem acerca do acatamento, ou não, da recomendação e informem quais as providências foram adotadas para garantir o cumprimento das medidas propostas, com apresentação da documentação comprobatória.

Saiba mais – Recomendações são instrumentos por meio dos quais o Ministério Público expõe, em ato formal, os fatos e razões jurídicas sobre determinada questão. O objetivo é persuadir o destinatário a praticar ou deixar de praticar determinados atos em benefício da melhoria dos serviços públicos e de relevância pública ou do respeito aos interesses, direitos e bens defendidos pela instituição. Dessa forma, as recomendações permitem a prevenção de responsabilidades ou correção de condutas.

Fonte: Ministério Público Federal no Pare Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/09/2025/15:17:45

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Mutirão do Agora Tem Especialistas realizou 1.345 atendimentos no Pará

Cirurgia realizada durante o mutirão do Agora Tem Especialistas, no último sábado (13) – Foto: Walterson Rosa/MS

Ações envolveram cirurgias, consultas e exames. Em todo o país, houve mobilização em 45 hospitais universitários e de 5 mil profissionais de saúde para garantir 34 mil procedimentos e reduzir as filas do SUS. Próximo mutirão será em dezembro.

O balanço final do mutirão de atendimentos à população para reduzir filas do Sistema Único de Saúde (SUS) no Pará, no sábado (13 de setembro), resultou em 1.345 atendimentos, entre cirurgias eletivas, consultas com especialistas, exames e procedimentos nos dois hospitais universitários federais que participaram da ação no estado.

Os atendimentos no Pará foram realizados no Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza (HUBFS-UFPA) e no Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB-UFPA), ambos parte do Complexo Hospitalar Universitário da Universidade Federal do Pará (CHU-UFPA).

O HUBFS-UFPA foi a unidade com mais atendimentos no estado: 839 no total, entre 19 cirurgias eletivas, 124 consultas e 696 exames e outros procedimentos. O HUJBB-UFPA realizou 11 cirurgias e 495 exames e procedimentos, totalizando 506 atendimentos.

CONCEITO – O mutirão, realizado simultaneamente em todo o país, envolveu 45 Hospitais Universitários Federais ligados à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), estatal vinculada ao Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde (MS).

O mutirão, realizado simultaneamente em todo o país, envolveu 45 Hospitais Universitários Federais: número total de procedimentos superou em 15% a expectativa

NÚMEROS – Foram 34.290 procedimentos para atender pacientes do SUS. O número superou em 15% a expectativa de 29 mil previstos. Ao todo, foram 1.666 cirurgias, 4.043 consultas e 28.581 exames e procedimentos. O resultado representa um aumento de 175% em relação aos procedimentos realizados na primeira edição do mutirão, em 5 de julho. O terceiro Dia E está previsto para dezembro. Na primeira edição, no início de julho, houve 1.060 cirurgias eletivas, 1.244 consultas especializadas e 10.160 exames e terapias. A segunda edição ampliou o número de cirurgias eletivas em 57%, o número de consultas em 225% e o número de exames em 181%.

Foram anos para construir a possibilidade de a gente fazer com que o povo mais pobre tenha direito a especialistas. É um milagre que está acontecendo neste país para fazer com que todo mundo seja tratado em igualdade de condições. A doença não espera. Com esse programa, a ideia é fazer com que possamos dar o atendimento na qualidade que o povo precisa”

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Presidente da República

5 MIL – Com foco em áreas prioritárias do Agora Tem Especialistas, como oncologia, ginecologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia, o mutirão foi promovido nas cinco regiões. Para realizar os atendimentos, foram mobilizados mais de 4 mil médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros trabalhadores, além de mais de 900 estudantes, totalizando cerca de 5 mil profissionais.

QUALIDADE – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhou, no sábado (13/9), o mutirão no Hospital Universitário de Brasília, da UnB. Na ocasião, ele destacou que a iniciativa assegura igualdade de condições aos brasileiros. “Foram anos para construir a possibilidade de a gente fazer com que o povo mais pobre tenha direito a especialistas. É um milagre que está acontecendo neste país para fazer com que todo mundo seja tratado em igualdade de condições. A doença não espera. Com esse programa, a ideia é fazer com que possamos dar o atendimento na qualidade que o povo precisa”, afirmou Lula.

PADILHA – “É o maior mutirão nacional feito na história do SUS, não só pela quantidade, mas também pela diversidade. Estamos falando de centenas de tipos de cirurgias, inclusive de cirurgias complexas. Além de exames como: tomografia, ressonância, ultrassonografia”, ressaltou o ministro Alexandre Padilha (Saúde).

CAMILO – “O governo está trazendo dignidade, oportunidade para pessoas que esperam seis meses, até mais de um ano para fazer um exame, uma cirurgia, uma consulta. Mobilizamos 45 hospitais universitários públicos do SUS. É a maior rede de hospitais públicos do Sul Global”, afirmou o ministro Camilo Santana (Educação).

CHIORO – “É um compromisso dos hospitais universitários que essa pauta prioritária do povo brasileiro seja endereçada. Assumimos o compromisso de não apenas realizar três grandes mutirões, mas de aumentar a produção cirúrgica nos hospitais universitários em 40%”, disse Arthur Chioro, presidente da Ebserh.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/09/2025/14:25:03

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