Anac prevê certificação de carro voador da Embraer em 2027

Foto: Reprodução/REUTERS | A Eve, subsidiária da Embraer, inicialmente previa entrada da aeronave em serviço em 2026; empresa já acumulou quase 3.000 pedidos potenciais antes da produção.

 A Embraer pode obter a certificação de sua aeronave elétrica em 2027, mas o novo presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, disse à Reuters que gostaria de atingir esse marco um ano antes.

A Eve, subsidiária da Embraer, está entre várias empresas que desenvolvem aeronaves movidas a bateria que podem decolar e pousar verticalmente para transportar pessoas em viagens curtas, um segmento visto como essencial para o crescimento futuro da terceira maior fabricante de aviões do mundo.

A Eve, que já acumulou quase 3.000 pedidos potenciais antes da produção, atualmente espera que sua aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVtol) entre em serviço em 2027, um ano depois do planejado inicialmente.

Faierstein disse em uma entrevista na tarde de domingo que a agência reguladora faria o possível para ajudar a Embraer a certificar a aeronave no ano que vem.

“Vamos trabalhar com 2027, mas nossa meta, nosso desejo, é ser em 2026”, disse Faierstein em paralelo à Feira de Inovação da Organização da Aviação Civil Internacional em Montreal, que termina nesta segunda-feira.

A certificação da aeronave eVtol é a principal prioridade da Anac, disse ele, mas o prazo dependerá da Embraer, pois “sua tecnologia precisa estar madura” para ser certificada.

A entrada em serviço da Eve depende do desenvolvimento de infraestrutura, como vertiportos, e do enfrentamento de desafios como infraestrutura de rede elétrica e gerenciamento de tráfego aéreo, não apenas da certificação dos chamados táxis voadores.

“Estamos focados na implantação no mercado, não apenas na certificação”, disse Faierstein.

O presidente-executivo da Embraer, Francisco Gomes Neto, disse à Reuters no mês passado que estava em contato com a Anac e que tudo estava “bem controlado” antes da certificação do eVtol.

“Neste momento, o plano é final de 2027. A turma está toda empenhada e trabalhando com esse cronograma”, afirmou.

A Eve tem encomendas do eVtol de cerca de 28 clientes em nove países, disse a ANAC, o que está criando um desafio para os reguladores criarem regras comuns para que os eVtols possam cruzar fronteiras.

O regulador primeiro coletaria dados no Brasil e depois os compartilharia com parceiros e com a Oaci (Organização da Aviação Civil Internacional), da ONU, que realizará sua assembleia trienal a partir de terça-feira.

“Primeiro, estamos focados nos dados que estamos adquirindo no Brasil”, disse Faierstein. “Depois, compartilharemos os dados com a Oaci e outros países para harmonizar as regulamentações.”

A Eve estreou na Bolsa de Valores de Nova York em 2022 e recentemente captou novos recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e da Embraer. Outros investidores incluem United Airlines, BAE Systems, Nidec, Thales e Acciona.

Fonte: Folhapress  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/09/2025/10:35:39

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Vídeo: Bruna Biancardi explode após entrevista de Virginia; entenda a treta

Foto: Reprodução- Instagram | Virginia admitiu ter ligado para o jogador às duas da manhã e pediu desculpas, mas Bruna classificou a situação como recorrente e atacou tanto a influenciadora quanto o colunista, ampliando a polêmica que já envolve acusações e trocas de farpas públicas.

Após Virginia Fonseca dar uma entrevista a Leo Dias confirmando que ligou para Neymar às duas da manhã, Bruna Biancardi decidiu se pronunciar e reagiu com dureza nas redes sociais. A fala da influenciadora no programa do jornalista foi o estopim para que a esposa do jogador criticasse tanto Virginia quanto o colunista, ampliando ainda mais a polêmica.

Segundo Leo Dias, a confusão começou quando Bruna se irritou com a ligação feita por Virginia na madrugada e teria enviado uma mensagem diretamente do celular de Neymar: “O que uma mulher casada quer ligando às duas da manhã para um homem casado?”.

Na entrevista, Virginia admitiu o erro. “Fiz, errei”, declarou ao Melhor da Tarde, explicando que ligou a pedido da assessoria de Neymar para confirmar sua participação em um leilão. Ela contou ter entendido o incômodo de Bruna e disse que pediu desculpas no dia seguinte.

Horas depois, Bruna reagiu em tom crítico nas redes sociais. “Só para encerrar esse assunto, pois, pelo visto, ela está gostando do tema, né? Os meus problemas eu não resolvo na internet, muito menos em entrevistas – ainda mais para esse tipo de jornalismo”, escreveu, em clara alfinetada a Virginia e Leo Dias.

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A modelo também afirmou que a ligação não foi um episódio isolado. “Ela já demonstrou não ter postura e educação comigo, dentro da minha casa, inclusive – bem diferente da pessoa que mostra ser na internet. Sobre a ligação: ela sabe que não foi assim. Vocês dois poderiam tirar meu nome da boca e não mencionar mais a mim e à minha família. Imagina essa paz? Lembrando que a justiça divina está aí para todos, e a minha consciência está bem tranquila.”

Leo Dias respondeu durante seu programa no YouTube: “Se quiser anonimato, separa”. E ainda ironizou: “Eu pelo menos tenho uma profissão, Bruna. Qual é a sua? Ah, mulher do Neymar.”

Essa não é a primeira vez que Virginia e Neymar se envolvem em rumores. Em 2023, quando anunciaram juntos o lançamento de um perfume, surgiram especulações de romance, prontamente negadas por Virginia, então casada com Zé Felipe. “Eu e o Neymar nunca ficamos e nunca chegou nem perto disso acontecer. Admiro muito o Neymar e respeito sua trajetória. Estou feliz por estarmos trabalhando juntos”, afirmou na época.

Fonte: Notícias ao Minuto  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/09/2025/09:58:33

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Filho extorquia e submetia mãe a violência psicológica antes de matá-la

Foto:  Reprodução- Redes Sociais | Segundo a denúncia, Matteos França Campos, 32, mantinha a mãe, a professora Soraya França, sob violência psicológica e patrimonial antes de matá-la em julho. O Ministério Público afirma que ele tentava controlar o dinheiro da vítima e chegou a simular seu desaparecimento.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou Matteos França Campos, de 32 anos, pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual. Ele é acusado de matar a própria mãe, a professora Soraya Tatiana Bomfim França, de 56 anos, em Belo Horizonte, em 18 de julho.

Segundo a investigação da Polícia Civil, mãe e filho viviam juntos, e Soraya sofria violência psicológica e patrimonial. O promotor Claudio Barros, coordenador Estadual das Promotorias do Tribunal do Júri, afirmou que o crime se enquadra em feminicídio por ter sido praticado dentro de casa e em contexto de violência doméstica.

Após o assassinato, Matteos tentou despistar a polícia. Registrou boletim de ocorrência sobre o suposto desaparecimento da mãe e chegou a viajar para a Serra do Cipó com amigos. No entanto, o corpo de Soraya foi encontrado no dia 20 de julho em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, enrolado em um lençol e abandonado próximo a um viaduto.

Chamado ao Instituto Médico-Legal, o acusado reconheceu a mãe, mas manteve a versão de que não sabia o que havia ocorrido. Dias depois, diante de contradições em seu depoimento, foi preso e acabou confessando o crime.

De acordo com o relato, ele matou Soraya durante uma discussão sobre dívidas feitas em jogos de apostas. Endividado após um empréstimo consignado, Matteos disse ter “entrado em colapso” durante a briga e enforcado a mãe. Depois, colocou o corpo no porta-malas do carro e o abandonou.

O promotor Caio Augusto Bogus afirmou que o Ministério Público espera uma pena mínima de 20 anos e destacou que, além do assassinato, Matteos cometeu fraude processual ao tentar enganar as autoridades com a falsa denúncia de desaparecimento.

contou Alexis em entrevista ao Fantástico, da TV Globo.

A atleta passou por três cirurgias, sobreviveu e hoje segue em recuperação, ainda necessitando da ajuda da mãe para se locomover. Os primos também apresentaram sintomas, mas tiveram quadros mais leves.

A família acusa o hotel de negligência, afirmando que laudos de inspeção apontaram ausência de cloro na piscina. Procurado pela CBS News Detroit, o Residence Inn declarou que não comentará o caso publicamente.

Fonte: Notícias ao Minuto  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/09/2025/09:58:33

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Atleta contrai suberbactéria comedora de carne em piscina de hotel

Foto: Reprodução | Alexis Williams sofreu um arranhão ao mergulhar em uma piscina de hotel em Michigan e, em 24 horas, foi diagnosticada com MRSA, bactéria que corrói a carne e resiste a antibióticos. Ela passou por três cirurgias e acusa o estabelecimento de negligência sanitária.

Uma estadia em hotel quase terminou em tragédia para a atleta Alexis Williams, de 23 anos, no estado de Michigan, EUA. No fim de junho, durante um mergulho na piscina do Residence Inn, em Ann Arbor, Alexis e dois primos foram infectados por uma superbactéria que corrói a carne humana.

Segundo o relato, a jovem sofreu apenas um arranhão dentro da água. No dia seguinte, sentiu dores intensas na região e precisou ser levada ao hospital. Lá, recebeu o diagnóstico de MRSA, bactéria resistente a antibióticos considerada uma das mais perigosas.

“Parecia uma piscina normal, nada indicava que estivesse contaminada. De repente, não conseguia mais andar e precisei ser carregada. Só depois descobri que era uma bactéria que corrói a carne e pode matar”, contou Alexis em entrevista ao Fantástico, da TV Globo.

A atleta passou por três cirurgias, sobreviveu e hoje segue em recuperação, ainda necessitando da ajuda da mãe para se locomover. Os primos também apresentaram sintomas, mas tiveram quadros mais leves.

A família acusa o hotel de negligência, afirmando que laudos de inspeção apontaram ausência de cloro na piscina. Procurado pela CBS News Detroit, o Residence Inn declarou que não comentará o caso publicamente.

Novo Projeto (29)

Fonte: Notícias ao Minuto  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/09/2025/09:58:33

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VÍDEO; PRF flagra transporte ilegal de tartarugas-da-Amazônia em Itaituba

Foto: Reprodução | Condutor não habilitado levava dez animais silvestres em condições precárias dentro de veículo em mau estado de conservação.

Na tarde desta segunda-feira (22), por volta de 12h30, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagrou o transporte ilegal de animais silvestres durante fiscalização na BR-230, no km 1139, em Itaituba, sudoeste do Pará.

Os agentes avistaram um veículo VW/Gol vermelho em mau estado de conservação e deram ordem de parada. O condutor não possuía habilitação e informou inicialmente que transportava cocos e “bichinhos”. Na vistoria, foram encontrados dez exemplares da espécie tartaruga-da-Amazônia (Podocnemis expansa), mantidos em sacos de ráfia no compartimento de carga.

Além dos animais, a equipe encontrou um facão, que o motorista alegou utilizar para extração de cocos. O transporte foi considerado crime ambiental, conforme os artigos 29 e 32 da Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais).

O veículo e os animais foram entregues ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O condutor foi encaminhado à Polícia Civil. Não houve necessidade de uso de algemas, já que não foi identificado risco de fuga ou ameaça à segurança da equipe.

Fonte: Plantão 24horas News  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/09/2025/09:22:58

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Vídeo: Pescaria termina em mistério após objeto semelhante a mão ser encontrado no Pará

Foto: Reprodução | O que era para ser um passeio de lazer terminou em espanto para pescadores de São Luiz do Tapajós, distrito de Itaituba. Durante a pescaria, eles acreditaram ter capturado um peixe de grande porte. No entanto, a surpresa foi imediata ao perceberem que o que havia preso no anzol parecia, na verdade, uma mão.
O objeto, cuja origem ainda é incerta, dividiu opiniões. Parte da comunidade acredita tratar-se de um membro humano, enquanto outros avaliam que pode ser parte de um animal, possivelmente um jacaré. A dúvida sobre a real natureza do achado deixou a população em alerta e gerou intensa movimentação na região.

Fonte: Jornal Folha do Progresso com informações de Itaituba Memes  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/09/2025/07:04:10

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MPF constata que crianças e adolescentes com fibrose cística no PA comem menos, por falta de enzimas pancreáticas

Diante da escassez crônica que obriga pacientes a racionarem comida, MPF aponta ineficiência do estado e volta a cobrar compra urgente.

Crianças e adolescentes com fibrose cística no Pará estão sendo forçados a comer menos para racionar enzimas pancreáticas, constatou o Ministério Público Federal (MPF), que classifica a situação como “cruel”. Diante da grave consequência da escassez crônica do medicamento, o MPF intimou a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sespa) a adotar uma série de medidas imediatas e emergenciais para resolver o problema.

A cobrança feita pelo MPF ocorre após nove meses de tentativas de uma solução extrajudicial, ou seja, sem a intervenção do Poder Judiciário. Em janeiro deste ano, o MPF instaurou procedimentos para garantir o fornecimento contínuo e estável das enzimas, mas, passados nove meses, nenhuma solução foi apresentada pelo estado do Pará.

A pancreatina é um suplemento vital para pessoas com fibrose cística, pois a insuficiência pancreática decorrente da doença impede a absorção adequada de nutrientes, levando à desnutrição e a uma maior suscetibilidade a outras doenças. Em despacho assinado no último dia 19, o procurador da República Patrick Menezes Colares é enfático ao afirmar: “não economizando clareza: os cidadãos com fibrose cística não podem viver sem enzimas. Não fornecimento de meses é inadmissível”.

Atestado de ineficiência – O despacho expõe que a Sespa foi formalmente intimada em janeiro de 2025 para apresentar informações e comprovar medidas para o fornecimento imediato e futuro das enzimas, incluindo a aquisição de um estoque de reserva. O resultado, segundo o MPF, foi nulo: “até hoje faltam enzimas”.

A realidade descrita é de que os pacientes no Pará sobrevivem à base de doações. O despacho cita como exemplo a previsão de chegada de uma “pequena doação” da Associação Carioca de Assistência a Mucoviscidose, que seria entregue no dia 18 de setembro de 2025 na farmácia pública. “Viver de caridade de enzimas é um atestado de ineficiência do estado”, critica o procurador da República.

O MPF argumenta que, se associações civis conseguem articular doações entre estados, o Poder Público também poderia fazê-lo, questionando por que a Sespa não solicita enzimas a outras secretarias de Saúde em regime de doação ou permuta. Para o MPF, esse cenário “evidencia que, em geral, não faltam enzimas em outros estados”, sugerindo que o problema crônico é localizado no Pará.

Crianças comendo menos – O ponto mais alarmante do despacho é o relato da Associação Paraense Assistencial à Fibrose Cística (Aspa-FC). Em reunião com o MPF em 10 de julho deste ano, a associação informou que o problema da falta das enzimas de 10 mil Unidades Internacionais (UI) 25 mil UI persiste “o tempo todo”. A solução improvisada tem sido buscar doações em outros estados, como São Paulo, com o frete sendo custeado pelos próprios representantes dos pacientes.

A associação ressaltou que, “para reduzir a quantidade de enzima, os pacientes e seus representantes precisam dar quantidade de comida inferior”. O MPF conclui, de forma taxativa: “Isso supera todos os limites da razoabilidade. Crianças e adolescentes com fibrose cística estão comendo menos, em decorrência do racionamento de enzimas”.

Soluções ignoradas – O despacho aponta que diversas soluções foram propostas à Sespa, mas não foram implementadas. A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), por exemplo, sugeriu em janeiro de 2025 que a secretaria estabelecesse um estoque reserva com ponto de reposição a cada três meses. Em outra reunião no mesmo mês, o MPF solicitou à Sespa o envio de relatórios mensais, a criação de uma reserva técnica e a celebração de termos de cooperação. “As medidas não foram concretizadas pela Sespa”, afirma o documento.

O MPF frisa que não há justificativa para a escassez, pois as enzimas pancreáticas são de fácil aquisição e disponíveis em farmácias; são de produção nacional, sem dificuldades de importação; não são de alto custo; têm eficácia científica comprovada e registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); e constam na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) e em protocolos clínicos do Ministério da Saúde.

Intimações à Sespa – Diante do quadro de inação, o MPF determinou que a Sespa adote, com prioridade, as seguintes medidas:

  • Compra direta, imediata e emergencial das enzimas em quantidade suficiente;
  • Pedido imediato e emergencial de doação ou permuta a outras secretarias de Saúde;
  • Criação de um termo de cooperação técnica com outros órgãos públicos para suprir futuras faltas;
  • Criação e manutenção de uma reserva técnica (estoque de segurança), com reposição a cada três meses, conforme sugestão da Ebserh;
  • Pesquisa de preços com fornecedores regionais para otimizar as aquisições;
  • Envio de relatórios periódicos mensais ao MPF, por seis meses, detalhando a situação do estoque e as medidas administrativas adotadas.

Além de intimar a Sespa, o MPF deu ciência do despacho ao Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) e à Defensoria Pública da União (DPU), registrando que está “aberto ao diálogo e atuação conjunta”.

Fonte: Ministério Público Federal no Pará  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/09/2025/07:04:10

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Na apresentação do Plano Brasis no Pará, Ministério do Turismo anuncia marca inédita de 7 milhões de visitantes internacionais em 2025

Anúncio foi feito nesta segunda-feira (22.09) pelo ministro Censo Sabino. Até 21 de setembro, a Polícia Federal computava 6.938.732, número que representa a superação da meta do Plano Nacional de Turismo para o ano

A apresentação da estratégia de marketing turístico internacional para o Pará nesta segunda-feira (22.09), em Belém, marcou o anúncio de um novo recorde na chegada de visitantes estrangeiros ao Brasil. Até 21 de setembro, a Polícia Federal computava 6.938.732, número que representa a superação da meta do Plano Nacional de Turismo (PNT) 2024-2027 para o ano.

O ministro do Turismo, Celso Sabino, que também preside o Conselho Executivo da ONU Turismo, ressalta que o resultado é fruto de várias ações do Ministério do Turismo, em parceria com a Embratur. Entre elas, a ampliação da conectividade aérea, a diversificação e a qualificação da oferta turística nacional, mediante investimentos em infraestrutura turística, além do reforço da promoção do Brasil no exterior, focando a grande diversidade de atrativos naturais e culturais.

“A estratégia do governo do presidente Lula se baseia em uma nova imagem do Brasil: a de um país soberano, que defende a democracia, a diversidade, a paz mundial e que promove a crescente inclusão social por meio do turismo. É esta imagem que estamos projetando para o mundo e é esta imagem que está nos levando a um futuro de prosperidade para o turismo e para todos os brasileiros”, apontou o ministro do Turismo.

Celso Sabino ainda que destaca que o turismo brasileiro vem batendo todos os recordes possíveis, incluindo no mercado interno, consolidando-se como um pilar do desenvolvimento econômico e social do país. “Essa quebra recorrente de recordes é a prova viva que o turismo é o motor de uma indústria limpa, que movimenta a economia, gera empregos, renda, inclusão social e oportunidades”, observa Sabino.

Além de atrair pessoas de fora do país, os brasileiros estão viajando mais por destinos nacionais. Segundo a ANAC, no último mês de agosto, a movimentação de passageiros em voos nacionais atingiu 8,7 milhões de viajantes, o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica, no ano 2000.

PLANO BRASIS – Autoridades e representantes do trade turístico do Pará conheceram o novo Plano de Marketing Turístico Internacional do país, o Plano Brasis, construído em parceria com a Embratur e o Sebrae e que prevê ações específicas para cada Unidade da Federação. A estratégia no estado, que será palco da COP30, busca fortalecer a atração de visitantes estrangeiros utilizando os principais atrativos locais, como a capital Belém, a região de Santarém/Alter do Chão e a Ilha de Marajó, entre outros.

O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, citou benefícios da iniciativa. “É a primeira vez que o plano internacional é adaptado para a realidade de cada estado brasileiro, por isso que o plano é Brasis. O Brasil é um país único, mas que nunca foi um só. É uma ferramenta de ação que a Embratur entrega para cada estado e ajuda a melhorar a qualidade da sua promoção, além de trazer mais turistas internacionais”, declarou Freixo.

Fonte: Comunicação do Ministério do Turismo e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/09/2025/07:04:10

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COP30: estratégia do MPF que coloca o mercado como aliado contra o desmatamento na Amazônia vira referência

Arte: MPF | Iniciativa obriga compradores de matéria-prima a criar sistemas de controle para garantir cadeias produtivas livres de irregularidades.

Em um cenário de urgência climática e às vésperas de o Brasil sediar a 30ª Conferência da ONU sobre Mudança do Clima (COP30), uma atuação pioneira do Ministério Público Federal (MPF) se consolida como um dos mais bem-sucedidos modelos de combate ao desmatamento na Amazônia. Por meio dos termos de ajustamento de conduta (TACs) da Carne Legal e do Protocolo Verde dos Grãos, o MPF induziu uma profunda transformação nas cadeias produtivas da pecuária e da soja, gerando resultados que demonstram ser possível aliar produção agropecuária e conservação ambiental.

A iniciativa baseia-se em uma premissa estratégica: em vez de focar a fiscalização apenas nas milhares de propriedades rurais, o MPF estabeleceu acordos com os elos centrais da cadeia produtiva — os grandes frigoríficos e as empresas de grãos. Essas companhias se comprometeram a monitorar ativamente seus fornecedores, deixando de comprar de fazendas com irregularidades.

A atuação surgiu como resposta direta ao principal vetor de devastação na Amazônia: o descontrole da produção pecuária, que pressiona florestas, unidades de conservação e terras indígenas. Em 2009, no estado do Pará, o MPF ajuizou ações contra pecuaristas e frigoríficos e recomendou a grandes redes de supermercados que não adquirissem produtos de origem ilegal. A pressão de mercado funcionou, e os próprios frigoríficos buscaram o MPF para firmar os TACs, nascendo assim o TAC da Carne Legal.

O sucesso foi tanto que TACs com o MPF passaram a ser assinados por frigoríficos nos demais estados da Amazônia e o modelo inspirou uma ação semelhante para outra importante mercadoria: em 2014, também no Pará, foi lançado o Protocolo Verde dos Grãos, focado principalmente na cadeia da soja.

O mecanismo é claro: as empresas signatárias implementam sistemas para verificar se suas fazendas fornecedoras estão livres de desmatamento ilegal, sobreposição com terras indígenas e unidades de conservação, embargos ambientais ou se constam na “lista suja” do trabalho escravo. O cumprimento desses compromissos é verificado periodicamente por auditorias independentes e análises do próprio MPF, garantindo a credibilidade do processo.

Resultados ConcretosApós 16 anos, os resultados do TAC da Carne Legal são expressivos. Dados divulgados em 2025 mostram que os frigoríficos que aderiram ao acordo na Amazônia apresentam 13 vezes menos irregularidades em suas compras do que os demais. A conclusão faz parte do segundo ciclo unificado de auditorias, em que foram avaliados frigoríficos dos estados do Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins.

A iniciativa impulsionou a regularização ambiental em larga escala. No Pará, o número de imóveis rurais inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) saltou de cerca de 500 em 2009 para mais de 350 mil atualmente. E, embora mais recente, o Protocolo Verde dos Grãos também já mostra uma tendência de melhora contínua na sustentabilidade da cadeia produtiva, com a adesão de gigantes do setor. Recentemente, a iniciativa chegou ao seu 100º signatário.

Além de indicar quais empresas estão atuando para promover e incentivar o respeito às leis e quais são os resultados obtidos por elas, a divulgação desses indicadores é uma forma de estabelecer uma diferenciação entre as companhias que se empenham nesse sentido e aquelas que atuam em desacordo com a legislação.

Referência de AtuaçãoPara os procuradores da República Ricardo Negrini e Daniel Azeredo, a experiência acumulada é um ativo valioso que o Brasil pode apresentar ao mundo na COP30, que ocorrerá em Belém (PA).

“O que construímos na Amazônia nos últimos 16 anos, em parceria com o setor produtivo e a sociedade civil, é a prova de que é possível combater o desmatamento de forma eficaz usando a inteligência de mercado. Em vez de uma abordagem puramente punitiva, criamos um sistema em que a sustentabilidade se torna uma condição para o acesso ao mercado”, avaliou Negrini.

A importância do TAC da Carne Legal vem sendo reconhecida tanto em premiações recebidas (Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente, do Ministério do Meio Ambiente; Prêmio Innovare, do Instituto Innovare; Prêmio República de Valorização do MPF, da Associação Nacional dos Procuradores da República; Prêmio do Conselho Nacional do Ministério Público) como em menções feitas por especialistas, inclusive durante eventos da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Não se trata de um projeto piloto ou de uma promessa futura. É um modelo maduro, testado, em constante aprimoramento e com resultados significativos: o desmatamento na Amazônia caiu de quase 13 mil km² para 7,4 mil km² no primeiro ano do TAC da Carne Legal, e para menos de 5 mil km² em 2012, sendo a primeira vez na história em que o país alcançou esse patamar”, complementa Azeredo.

Balanço em 2025No mais recente evento de divulgação de resultados das auditorias na pecuária, realizado em maio deste ano na Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília (DF), representantes de instituições governamentais, da área científica, do setor financeiro e da indústria voltaram a elogiar o TAC da Carne Legal. Os pontos mais comentados foram a capacidade da iniciativa de reduzir o desmatamento, a promoção da transparência e da formalização da cadeia produtiva, o estímulo ao monitoramento das compras de gado, a busca pela rastreabilidade e a geração de um ambiente de negócio mais justo e sustentável.

Foto: Leobark Rodrigues/Secom/MPF“A atuação do MPF nesse processo é digna de nota, e o esforço das empresas também tem sido louvável”, destacou o presidente da União Nacional da Indústria e Empresas da Carne (Uniec) e coordenador da Aliança Paraense pela Carne, Francisco Victer. O diretor executivo de Sustentabilidade, Cidadania Financeira, Relações com o Consumidor e Autorregulação da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Amaury Oliva, ressaltou que o setor bancário se inspirou no TAC da Carne Legal e em outras iniciativas semelhantes para criar diretrizes adicionais à autorregulação, para que todos os bancos tivessem um protocolo de gestão de risco relacionado ao desmatamento ilegal na cadeia de carne.

O diretor de Sustentabilidade da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Fernando Sampaio, elogiou o trabalho que o MPF tem feito para expandir as auditorias para todas as indústrias que atuam na Amazônia. “Porque é o que a gente quer: a gente quer que quem compra carne compre de quem está fazendo direito”, frisou. O secretário extraordinário de Controle de Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial no Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), André Lima, sugeriu que “um TAC com essa desenvoltura” seja replicado em outros biomas.

 A coordenadora da Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural (4CCR) do MPF, Luiza Frischeisen, também aponta que a iniciativa tem potencial para ser expandida para outros biomas.

“Um projeto que permite, em TACs, que os frigoríficos e o MPF concordem na produção de carne sem desmatamento é um grande indicador, porque mostra que é possível produzir, exportar e vender para o mercado interno sem degradar, e por isso considero que essa possibilidade deve ser replicada”, comentou Frischeisen, ressaltando que é muito importante que a COP30 possa conhecer um indicador como esse.

Fonte: Ministério Público Federal no Pará  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/09/2025/07:04:10

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No Pará, estado da COP30, defensores ambientais são assassinados e sofrem ameaças de morte

Estado do Pará é marcado por conflitos fundiários que coloca defensores ambientais em risco. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Comissão Pastoral da Terra (CPT) expõe a escalada de violência contra lideranças, que denunciam invasões, desmatamento e racismo étnico em seus territórios.

Defensores ambientais enfrentaram 68 ameaças de morte, oito tentativas de assassinato e três assassinatos apenas em 2024 no Pará, estado que sediará a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). O levantamento da Comissão Pastoral da Terra (CPT) expõe a escalada de violência contra indígenas, quilombolas, ribeirinhos e agricultores, que denunciam invasões, desmatamento e racismo étnico em seus territórios. Entre 2020 e 2024, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) também registrou 35 assassinatos de indígenas e 41 casos de ataques e abusos, evidenciando o risco crescente para quem atua na defesa da floresta.

É nesse epicentro de confrontos que Miriam Tembé, liderança da aldeia I’ixing, em Tomé-Açu, vive sob ameaça permanente. Ela integra, há um ano, o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH), que é gerido pelo Instituto Universidade Popular (Unipop), organização da sociedade civil, e está dentro da estrutura da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (SEJUDH) do Pará.

Estado nega proteção, diz liderança

Miriam Tembé é presidente da Associação Indígena Tembé do Vale do Acará e, assim como outros defensores ambientais no Pará, enfrenta um vácuo de proteção. Em junho, após ameaças diretas de morte, ela solicitou escolta e rondas policiais à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup). Segundo ela, o pedido foi negado sob a justificativa de que a segurança em terras indígenas cabe à Polícia Federal (PF).

“A ameaça que eu recebi em abril foi direto de um invasor no meu território. Esse invasor fez um desmatamento dentro do território. E aí nós, numa das ações de fiscalização dentro do território, nos deparamos com esse desmatamento. E, então, fizemos uma denúncia ao MPF. Depois esse invasor veio na minha sede e me ameaçou de morte olhando nos meus olhos”, lembra Miriam.

A líder indígena contou à reportagem que tanto a Polícia Civil (PC) quanto a Polícia Militar (PM) se recusaram a cumprir a medida, apesar da Lei Estadual nº 8.444/2016, que determina que as forças estaduais devem garantir proteção aos beneficiários do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH).

A advogada Rosemary de Oliveira, da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Pará, contesta a decisão e avalia que a justificativa não cabe para casos em urgência:

“Do ponto de vista em que o Estado tem a obrigação de defender, de proteger os cidadãos, no caso em que haja uma urgência diante de uma grave ameaça, de um ataque imediato a pessoas inseridas dentro do PPDH, não se vislumbra do ponto de vista jurídico, que a Polícia Militar não possa entrar numa área e defender essa pessoa”, explica.

O advogado Ricardo Terena, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), explica que a atuação do governo estadual vai depender da possibilidade de ação da Polícia Federal (PF).

“Preferencialmente, a atuação dentro de territórios indígenas é da Polícia Federal. Mas, isso não exime o estado do Pará de deixar de prestar algum tipo de serviço por conta disso. Como a própria polícia apresentou, é uma atuação subsidiária, então, em caso de impossibilidade da Polícia Federal ou da Polícia Rodoviária Federal fazer algum tipo de escolta ou atuação, eles têm, sim, a obrigação de estar fazendo essa proteção, inclusive pela própria Lei 8.044”, afirmou.

Na época da solicitação, a Polícia Militar enviou ofício informando que estaria disponível apenas para auxiliar órgãos federais dentro das terras. Segundo o documento, cabe à “Polícia Militar do Pará atuação de forma subsidiária e em parceria aos demais órgãos federais, podendo atuar no entorno da área indígena, nas missões de segurança pública”, diz o documento.

A InfoAmazonia solicitou mais informações ao comando da Polícia Militar do Pará, e recebeu como resposta que solicitasse via Lei de Acesso à Informação (LAI): “Com meus cumprimentos, em atenção ao pedido, sugere-se que Vossa Senhoria acesse o site do E-SIC utilizando o seguinte endereço eletrônico: https://www.sistemas.pa.gov.br/esic/ para obtenção das informações solicitadas.”

Em junho deste ano, o Unipop enviou um documento ao Ministério dos Povos Indígenas (MPI), à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, à Superintendência Regional da Polícia Federal no Pará, à Coordenação-Geral do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos e aos Comunicadores e Ambientalistas e Coordenação Técnica Local da Funai de Belém.

No documento, a entidade explica que essa não é uma ação pontual das forças de segurança do estado, mas “uma postura institucional recorrente, que tem comprometido sistematicamente a proteção de lideranças indígenas em todo o estado do Pará”.

Pediu também que os órgãos assegurem as medidas protetivas para Miriam Tembé e enviem manifestação sobre a responsabilidade do Estado em todas as suas esferas. Mas as respostas ainda não chegaram.

“Assim, a Polícia Militar do Estado do Pará declarou sua incompetência para a adoção de quaisquer medidas protetivas em favor da defensora mencionada. Com a ausência de medidas de policiamento ostensivo e preventivo pelo órgão estadual competente, verifica-se um grave vácuo de proteção estatal que expõe ainda mais a Sra. Miriam Tembé Nunes aos riscos que motivaram sua inclusão no PPDDH/PA, inviabilizando a execução integral do seu plano de proteção”, afirmou a entidade.

“Eu pedi para que eles pudessem mandar uma equipe para fazer essa ronda dentro do território, para tentar dar o mínimo de segurança para a gente. Isso foi em abril. E desde então eu não tenho resposta”, diz Miriam.

Escalada da violência

A violência está diretamente ligada à disputa territorial. O Pará é o estado com maior índice de desmatamento acumulado na Amazônia Legal, com 172,4 mil km² destruídos, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Nele estão localizadas as três terras indígenas mais desmatadas do bioma — Apyterewa, Cachoeira Seca e Ituna Itatá —, alvos constantes de invasões e grilagem.

Entre 2020 e 2024, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) registrou 35 assassinatos de indígenas no Pará, além de 41 ataques envolvendo racismo étnico, ameaças de morte e abuso de poder. Os números revelam que a violência não se restringe a disputas fundiárias, mas também está ligada a crimes de ódio e preconceito histórico contra povos tradicionais.

Um defensor que pediu anonimato relatou à reportagem o clima de intimidação:

“Eles invadem, desmatam e exploram em nome de um desenvolvimento que não chega às comunidades. A gente vive acuado, com medo. Qualquer denúncia vira alvo de ameaça”.

Ausência de titulação fundiária

A fragilidade da proteção aos defensores também está relacionada à falta de segurança jurídica. No Pará, 60% dos territórios quilombolas ainda não foram titulados, de acordo com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Sem a regularização, essas áreas ficam expostas a invasões e violência.

Segundo Silvano Santos, da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), essa ausência de titulação gera conflitos constantes:

“Na grande maioria dos casos, o Estado não apoia as comunidades. Muitas lideranças precisam se esconder ou acabam assassinadas. É a terra sem documento que abre espaço para a violência”.

Fonte: Julie Pereira e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/09/2025/07:22:07

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