Médica acusada de dar falsos diagnósticos de câncer de pele não tem registro de dermatologista, diz CRM-PR

Carolina Biscaia: médica de Pato Branco é investigada por golpe com falsos diagnósticos de câncer — Foto: Reprodução / Redes sociais

Carolina Biscaia Carminatti, de 35 anos, pode ser indiciada por estelionato, lesões corporais e falsificação de documento particular.

A médica Carolina Biscaia Carminatti está regularmente inscrita no Conselho Regional de Medicina do estado do Paraná, mas não possui registro de especialidade em dermatologia. A Sociedade Brasileira de Dermatologia no Paraná reforçou a informação confirmada ao GLOBO pelo CRM-PR, e acrescentou, ainda, que “a médica já havia sido denunciada e julgada anteriormente por anunciar indevidamente a especialidade”.

Acusada de aplicar golpes e dar falsos diagnósticos de câncer a pacientes, Carolina Biscaia Carminatti pertence a uma família de médicos. Filha e mulher de oncologistas, também é neta e irmã de profissionais de saúde. Em entrevista à revista paranaense Modaa, em 2019, a médica que teria lesado 22 vítimas falou em “dom”, “zelo”, e afirmou que a medicina está “no sangue”.

Carolina Biscaia Carminatti se descreve como uma “mulher comum”. Apresentada na publicação como profissional “cuidadosa e excelente”, diz pensar que a medicina “não é só uma profissão”. A médica acredita ter o dom de cuidar dos pacientes com “humanização e individualidade”. As vítimas, no entanto, relatam danos físicos — alguns permanentes — e psicológicos que teriam sido causados pela médica.

Casada com o oncologista Alan Albino José Carminatti desde 2017, a médica afirma ser pós-graduada em Dermatologia pelo Instituto Superior de Medicina e Dermatologia em São Paulo, onde teria estudado por três anos, e acredita ter escolhido “a profissão certa”.

‘Lugar sagrado’

Caso seja indiciada, a médica, que atua em Pato Branco (PR), pode responder pelos crimes de estelionato, lesões corporais e falsificação de documento particular. Segundo a Polícia Civil, sua intenção era lucrar com a realização de procedimentos cirúrgicos que não teriam efeito algum.

Na entrevista de 2019, entretanto, Carolina sustenta o discurso de que a profissão vai além das conquistas materiais. Em terceira pessoa, diz que “muitos acham que ser médico é sinônimo de ganhar dinheiro, riqueza. [Mas] a Dra. Carolina acredita que em primeiro lugar ser médico é cuidar com zelo de seu paciente (…) o restante é consequência de um bom trabalho”. Ela também contou à revista que sempre enxergou no hospital um “lugar sagrado”.

Procurado, o advogado de Carolina Biscaia, Valmor Antonio Weissheimer, afirmou em nota que “não existe qualquer acusação formal contra sua cliente” e que nessa fase de investigações a defesa “aguarda a perícia técnica ser juntada aos autos de inquérito, para análise”.

“Após o nosso exame, iremos requerer a juntada de novos documentos, bem como testemunhas, à autoridade policial, desejando ajudar a instruir o relatório final”, acrescenta Weissheimer. “Se porventura sobrevir Ação Penal, estamos preparados para contestar ponto a ponto e confrontar, de forma técnica, todas as teses que virão para justificar ao magistrado a absolvição de nossa cliente”

Para o advogado, não há provas de crime ou infração cometidos pela médica.

“Sobre as possíveis ações cíveis entendemos que não existem quaisquer provas cabais que possam induzir o juízo a julgá-las procedentes. Com relação ao CRM, iremos comprovar que não restam evidências que possam levar o órgão de classe a qualquer punição em face da profissional. Nossa cliente está calma, porque é sabedora que tudo será esclarecido no momento certo”.

‘Valorização da mulher’

Ainda em entrevista à revista Modaa, Carolina Biscaia Carminatti fala sobre a importância de seu trabalho como dermatologista na busca pela valorização das mulheres, e diz ter tido “sorte” em poder atuar em sua cidade natal.

“Um ponto básico a se destacar é a valorização da mulher. Nunca antes na história a mulher teve tanto acesso a cuidados com a pele. Hoje, é possível proteger, prevenir e renovar as condições da pele (…), elevando a autoestima e possibilitando que elas mais seguras de si acreditem no seu potencial e realizem muito mais”, disse a médica em 2019.

Não foi o caso, no entanto, das pacientes que acusam Carolina. Algumas, segundo o advogado André Luiz Rodrigues Hamera, tiveram que costurar dezenas de pontos em locais onde não havia necessidade. Uma delas, de acordo com a defesa, carrega uma cicatriz na perna.

— Fora os danos psicológicos. Porque uma coisa é você receber um diagnóstico de gripe, outro é ouvir que você tem câncer. Vários clientes meus estavam com parentes tratando câncer, e até câncer de pele, mesmo, quando receberam os diagnósticos. Uma tinha a avó fazendo radioterapia por câncer de pele. Então, quando as famílias recebiam essas notícias, se desestruturavam — diz o advogado.

Diagnósticos falsos: como agia Carolina Biscaia Carminatti?

A polícia recebeu uma série de denúncias dos pacientes que haviam descoberto, só depois de toda a exposição física e psicológica sofrida, que os diagnósticos de câncer entregues por Biscaia seriam falsos. Com a repercussão do caso, o número de supostas vítimas só aumentou: pessoas que dizem ter perdido de R$ 5 mil a R$ 13 mil em procedimentos falsos. Os investigadores cumpriram mandado de busca e apreensão no consultório da médica e foram recolhidos computadores, celulares e documentos, que passam por perícia.

Os pacientes relatam que, desesperados, perguntavam à médica se os altos valores cobrados poderiam ser pagos via plano de saúde, mas ela negava. Além disso, pressionava para que o valor fosse pago, em dinheiro ou cartão, imediatamente, ali mesmo no consultório. Quem hesitava em aceitar a cirurgia, lidava com a insistência da profissional, segundo eles. A própria Carolina realizava as cirurgias.

— As vítimas contam que procuravam a médica para uma consulta dermatológica por conta de algum problema e, já na primeira consulta, a médica olhava pintas, manchas na pele e indicava que podia ser câncer. Com isso, ela recolhia o material para mandar para exame e, na sequência, marcava uma nova consulta onde mostrava um laudo supostamente falsificado onde constava que aquela pessoa estava com câncer — conta o delegado Helder Andrade Lauria, à frente das investigações. — Nesse mesmo momento ela já realizava procedimentos cirúrgicos para retirada dessas manchas e cobrava os valores. Algumas vítimas procuraram outro laboratório, onde acabaram recebendo um laudo original, onde não constava nenhuma doença. Ao contrário do que havia dito a médica, elas não tinham câncer.

O advogado conta que as vítimas começaram a desconfiar quando pediram os exames à médica, que apontavam o suposto câncer, e ela retornava via WhatsApp com um documento cheio de erros. Quando foram ao laboratório informado no papel confrontar as informações, descobriram que a empresa também era vítima do suposto esquema.

— Ela pegava um trecho do diagnóstico de alguém que realmente tinha a doença e fazia uma sobreposição no papel. Xerocava e depois apresentava às vítimas, como sendo de fato o exame verdadeiro — acrescenta.

A reportagem apurou que o inquérito já está em fase final na Polícia Civil. Por conta da repercussão do caso, e o aparecimento de novas vítimas nas últimas semanas, os investigadores aguardam apenas um prazo para dar oportunidade para que novos pacientes que tenham sido vítimas do suposto esquema apareçam.

Pontos e cicatriz para toda a vida: paciente foi submetida a procedimento cirúrgico para retirada de falso câncer — Foto: Arquivo pessoal cedido
Pontos e cicatriz para toda a vida: paciente foi submetida a procedimento cirúrgico para retirada de falso câncer — Foto: Arquivo pessoal cedido.

"URGENTE", escreveu médica em suposto diagnóstico falsificado de câncer de pele — Foto: Arquivo cedido
“URGENTE”, escreveu médica em suposto diagnóstico falsificado de câncer de pele — Foto: Arquivo cedido.

Fonte: O Globo e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/03/2024/13:03:47

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Karoline Lima exibe beleza natural ao posar sem maquiagem e queimada do sol

Karoline Lima — Foto: Reprodução/Instagram

Influenciadora digital está aproveitando alguns dias de descanso em Taíba, no Ceará.

Karoline Lima, de 27 anos, postou em suas redes sociais, nessa terça-feira (19), selfies em que aparece sem maquiagem, e deixa à mostra a pele vermelha devido à exposição solar. A influenciadora digital está em viagem com Léo Pereira, de 28 anos, zagueiro do Flamengo que curte o período de folga com a namorada em Taíba, no Ceará, enquanto o time não entra em campo.

Poucas horas depois de publicar as fotos sem maquiagem, Karoline mostrou sua produção para jantar romântico. Ela apostou em um vestido longo, o cabelo modelado e, desta vez, usava maquiagem.

Recentemente, a modelo expôs em seu Instagram as cantadas que o namorado recebe. Ela mostrou uma seguidora chamando o zagueiro do Flamengo de “nosso marido” e outra dizendo “lindo o jeito que ele me olha (olhando para a câmera)”.

“Cada uma com o seu Cleberson Ricardo”, escreveu ela, ao usar o termo que viralizou nas suas redes após uma mulher, casada com um homem com esse nome, reclamar dele acompanhar Karoline na internet. “Olha lá, as talaricas”, completou.

Veja as fotos:

Karoline Lima — Foto: Reprodução/Instagram
Karoline Lima — Foto: Reprodução/Instagram

Karoline Lima — Foto: Reprodução/Instagram
Karoline Lima — Foto: Reprodução/Instagram

Fonte: Revista Quem e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/03/2024/12:57:19

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Entrevista: ‘Sinto vergonha das leis brasileiras’, desabafa mãe de Isabella Nardoni

Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni — Foto: Fotos de Edilson Dantas

Às vésperas de uma série de datas marcantes, Ana Carolina Oliveira cobra regras mais duras para condenados por crimes graves, como o pai e a madrasta da menina assassinada aos 5 anos, em 2008.

O mês de abril promete ser duro para Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, morta em 2008 aos 5 anos. No dia 5, ela completa 40 anos. A partir do dia seguinte, seu ex-companheiro Alexandre Nardoni, condenado a 30 anos de prisão pela morte da própria filha, estará apto a solicitar o cumprimento do restante da pena em liberdade. No dia 18, se estivesse viva, Isabella completaria 22 anos. “Nem sei como vou passar por isso tudo”, reconhece Ana Carolina em entrevista exclusiva ao blog.

Em paralelo, Ana Carolina se prepara para uma virada na vida profissional. Pediu demissão do banco privado onde trabalhou por 16 anos e tem planos de investir na área social. Quer ajudar a dar fim à Lei de Execução Penal, extinguindo as saidinhas dos presos do regime semiaberto — benefício que alcançou Alexandre Nardoni na semana passada e também já favoreceu a madrasta de Isabella, Anna Carolina Jatobá. Condenada a 26 anos de prisão pela morte da enteada, ela saiu da penitenciária depois de cumprir 16. “Me sinto ofendida”, define a mãe da menina.

Com mais de 600 mil seguidores nas redes sociais, Ana Carolina Oliveira tem sido vista com frequência em programas de televisão e podcasts, nos quais faz questão de repetir a reprimenda às saidinhas. “Isso tem de acabar”, reforça. Apesar de os ventos parecerem levá-la para a política, inclusive com a cobiça de partidos por seu nome, ela nega ter no horizonte uma postulação já em 2024. “Ser candidata não é uma prioridade. Vou descobrir qual o meu novo propósito de vida e comunico depois”, promete.

Leia os principais trechos da entrevista

Como e onde você conheceu o Alexandre Nardoni?

Não me lembro direito. Acho que foi numa festa de amigos. Eu era uma adolescente 15 anos, e ele tinha 21. Nosso namoro durou três anos.

O que você viu nele?

Não sei explicar. Eu e ele tínhamos amigos em comum, começamos a conviver e rolou uma afinidade. Mas bonito mesmo ele nunca foi. Acho que eu estava desconectada.

Vocês chegaram a se casar?

Não, nunca. Quando fiquei grávida da Isabella, a gente estava namorando fazia dois anos. Eu tinha 17. O pai dele (Antônio Nardoni) chegou a procurar um apartamento para morarmos juntos, mas acabou não dando certo. Onze meses após o nascimento da minha filha, nós terminamos o namoro.

Como era o relacionamento de vocês?

O Alexandre era muito imaturo. Saía à noite. Dava perdidos. Me traiu várias vezes com outras mulheres. No dia em que fui à maternidade dar à luz, ele me largou sozinha lá e saiu para a balada.

O Alexandre chegou a namorar você e a Anna Carolina ao mesmo tempo?

Não saberia dizer. Mas acho que não.

Durante os três anos em que ficaram juntos, chegou a perceber algum traço de violência nele?

Não. Nenhum. Nós tínhamos um relacionamento normal como o de qualquer outro casal. De vez em quando, nós brigávamos. Mas ele nunca levantou a voz e jamais me agrediu.

Ele era um bom pai?

Nossa, muito!

O Alexandre gostava demais da Isabella. Cuidava, dava carinho e atenção.
A mãe dele (Maria Aparecida Alves Nardoni) também adorava a neta. Isso é o que me deixa mais assustada. Como a minha filha foi assassinada pelas mãos de um pai que tanto a amava?

Por que o namoro terminou?

Apesar de eu ter posto um ponto final, não consigo me lembrar do motivo exato do término. Sei que não estávamos bem como um casal. Acabamos seguindo caminhos diferentes na vida, e o fim aconteceu naturalmente.

Com o fim do namoro, Isabella ficava com o pai uma vez a cada 15 dias, certo?

Sim. A essa altura, o Alexandre já tinha dois filhos pequenos com a outra mulher (Anna Carolina Jatobá). A minha filha gostava do pai e dos irmãos pequenos. Ela tinha até um quarto só para ela na casa do pai.

Uma vez ela voltou com hematomas…

Sim, mas era uma marca pequena. Um dos irmãos dela tinha lhe dado uma mordida. Isso acontece até com os meus filhos aqui. Quem tem filhos pequenos sabe do que estou falando. Uma mãe sabe quando o hematoma do filho foi feito por um adulto ou por uma criança. Nesse caso, não era nada grave.

Você lembra do dia em que a Isabella foi deixada com o pai pela última vez?

Por incrível que pareça, a minha filha não iria para a casa do pai no fim de semana em que foi assassinada, apesar de ser o fim de semana de ficarem juntos.

A Isabella iria para um passeio com os coleguinhas da escola, mas acabei esquecendo de pagar. Quando fui fazer isso, já não tinha mais vaga no ônibus.

Sem a programação da escola, minha filha pediu para ir à casa do pai. Quem a pegou em casa numa sexta-feira foi a Jatobá. O crime ocorreu na noite do dia seguinte.

Você sentiu alguma culpa por ter esquecido de pagar o passeio?

Por um tempo, passou pela minha cabeça que poderia ter sido diferente o destino da minha filha se eu tivesse pago o passeio. Ficava pensando que isso poderia ter acontecido por culpa minha. Mas depois isso saiu completamente da minha cabeça. Até porque não fui eu quem cometeu um crime.

A Jatobá tinha ciúmes de você com o Alexandre?

A minha relação com o pai da minha filha era de dois adultos que amam a mesma pessoa. Realmente, não sei de onde vinha tanto ciúme. Mas também não sei o que se passava entre aquele casal.

Você e o Alexandre chegaram a ter alguma recaída?

Nunca. Jamais. Mas lembro de um dia em que ela veio na porta da minha casa tirar satisfações, como se eu tivesse dado em cima do Alexandre. Não lembro bem do contexto. Mas eu falei para ela: “Fica na sua, vai cuidar da sua vida. Se a gente quisesse ficar junto, não seria você quem iria impedir”.

Depois da morte da sua filha, alguém da família Nardoni te procurou para pedir perdão?

Não. Nem espero que um dia isso aconteça.

O crime tem várias versões. Na sua leitura particular, o que aconteceu naquele apartamento que culminou na morte da Isabella?

Eu tenho a minha ideia, mas não vou compartilhar.

Conta…

Eu acho que eles brigaram por um motivo qualquer, e a Jatobá acabou agredindo fortemente a minha filha. Na cabeça deles, entre chamar o socorro e matar a minha filha, preferiram a segunda opção. Desesperado, o Alexandre então cortou a tela da janela e jogou a própria filha lá do alto.

Você acredita na tese de que o Alexandre ligou para a família contando o que havia acontecido e o pai dele passou algumas orientações?

(Ana Carolina fica em silêncio)

Como você soube da tragédia?

Estava na casa de uns amigos quando recebi uma ligação da Jatobá. Ela gritava muito e corri para lá com o meu irmão e mais três amigos. Quando cheguei, a Isabella estava caída no gramado do prédio. O irmão dela de 3 anos (filho de Alexandre e Jatobá) estava do lado do corpo. Foi o meu irmão quem tirou a criança de lá.

Minha vontade era pegar ela no colo e correr para o hospital, até porque ela ainda estava respirando bem devagarinho, e tudo naquele momento demorava demais.
Mas meus amigos não deixaram. Todo mundo ligou para o Samu. A ambulância chegou para resgatá-la. Tentei entrar atrás, mas não deixaram. A morte dela foi decretada pouco depois da meia-noite, mas acho que ela morreu antes.

Naquele momento você conseguia processar o que teria acontecido?

A minha preocupação naquele momento era que ela ficasse viva. Não importava com quais sequelas, se ia andar, falar, sei lá, qualquer coisa. Estava implorando para o resgate chegar logo. Estava tentando evitar a notícia de que ela teria morrido. No mesmo dia tive de ir à delegacia levar as roupinhas dela.

E depois?

No dia seguinte, veio a tese de que uma terceira pessoa tinha entrado no apartamento e jogado a minha filha pela janela. Ficava me perguntando: “Mas quem é essa pessoa?”

Quando a polícia colocou o Alexandre e a Jatobá como suspeitos, não acreditei logo de cara.

Até que a prisão dos dois foi decretada, e eles não se entregaram imediatamente. Liguei para o pai do Alexandre para saber o que estava acontecendo. Ele me disse que estava vendo com advogados a melhor forma de o casal se entregar à polícia. A partir daí, concluí que eles eram dois assassinos.

Vamos considerar a tese de que o Alexandre Nardoni seja inocente, como ele sustenta até hoje. Na sua visão, em algum momento ele se comportou como um pai que perdeu a filha tragicamente, assassinada por um estranho?

Jamais o vi desesperado ou chorando. Nem no dia do acidente, nem quando a Isabella estava caída no chão. Nem no momento do resgate.

Quando ela morreu, o corpo da minha filha foi levado para uma sala do IML para a gente se despedir. Nem nesse momento o Alexandre estava desolado.

Nem no velório, nem na missa de sétimo dia. Nunca.

Como você encara a progressão da pena dos assassinos da sua filha?

Sinto vergonha das leis brasileiras. Na minha opinião, se o assassino for condenado a 30 anos, ele tem que cumprir 30 anos.

Não aceito saidinhas durante o cumprimento da sentença, muito menos as remissões feitas com leitura e trabalho.
Não quer cumprir pena? Basta não cometer crimes.

Você pretende se candidatar nas próximas eleições para militar em temas como esse?

Realmente recebi convites de alguns partidos, mas as conversas não prosseguiram. Não penso nisso agora. Se algum dia eu tiver vontade, farei esse anúncio. Mas uma candidatura não é uma prioridade.

Mas passa pela sua cabeça entrar na política para tentar mudar as leis que beneficiaram Alexandre Nardoni e Anna Jatobá?

Quero buscar formas para poder ajudar, mas não sei se entrar na política é o caminho ideal.

Poderia, por exemplo, montar uma fundação para dar voz às mães que passam pela mesma dor que eu passei.

Pedi demissão de um banco privado para dar um novo rumo na minha vida, mas ainda não sei que rumo será esse. Preciso estudar bastante e trabalhar a minha imagem para dar o próximo passo.

A Jatobá mora no mesmo bairro que você. Como você acha que reagiria se a encontrasse na rua?

Não sei. Mudaria de calçada? Avançaria sobre ela? Ficaria em silêncio? Perguntaria por que ela matou a minha filha? Por que ela não confessa? Honestamente, não sei nem o que aconteceria. Tomara que esse dia nunca chegue.

Fonte: O Globo e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/03/2024/10:29:47

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Fazendeiro denuncia furto de gado na comunidade Sem Terra, próximo a Itaituba-Pará

(Foto: Reprodução)- Um fazendeiro da comunidade “Sem Terra”, localizada no município de Aveiro, que se situa a cerca de 50 km de Itaituba, denunciou o furto de aproximadamente 30 cabeças de gado na tarde de terça-feira (19). Conforme relatos, os animais sumiram do local há alguns dias, e apenas dois deles foram recuperados quando retornaram à fazenda na segunda-feira (18).

No entanto, o proprietário observou que as marcas ferradas estavam alteradas e que outra marca havia sido sobreposta. Ele suspeita de seu vizinho, pois os dois bois reapareceram junto com alguns animais pertencentes ao suposto suspeito.

A Polícia Militar tentou contatar o suspeito, porém ele não foi encontrado. O padrasto dele alega não saber de nada e que alguém poderia ter marcado os animais por engano.

Fonte: Portal Giro e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/03/2024/10:08:05

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Avião usado para tráfico internacional cai com mais de 400 kg de drogas no Mato Grosso; vídeo

(Foto: Reprodução)– Segundo a Polícia Civil, o piloto da aeronave fugiu do local.

Um avião monomotor boliviano utilizado para tráfico internacional de drogas caiu com 465 kg de tabletes de cocaína, em Vila Bela da Santíssima Trindade, a 562 km de Cuiabá, nesta terça-feira (19). Imagens registradas por policiais militares mostram a aeronave caída com as rodas para cima. (veja acima)

Segundo o delegado da Polícia Civil, João Paulo Berté, nenhuma vítima foi encontrada no local e o piloto do avião fugiu.

Ainda de acordo com o delegado, a carga apreendida foi levada para Cáceres, a 220 km da capital, e ficará sob responsabilidade da Polícia Federal.

Já o veículo foi levado para o pátio da Secretaria de Obras de Vila Bela e futuramente também será enviado até a Delegacia da PF, em Cáceres.

Uma equipe da polícia faz buscas na região. Ainda não há informações se outras pessoas estavam no avião.

ASSISTA O VÍDEO:

https://twitter.com/i/status/1770447595288014965

(Vídeo: Reprodução/g1)

Fonte: g1 MT e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/03/2024/09:46:28

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Marinha francesa apreende 10 toneladas de cocaína em navio pesqueiro brasileiro

Marinha francesa apreende 10 toneladas de cocaína em navio pesqueiro brasileiro — Foto: Reprodução/Marinha Francesa

Segundo a Polícia Militar, trata-se de um homem desaparecido, que acessou irregularmente a área restrita do aeroporto.

A Marinha francesa apreendeu, na semana passada, 10,7 toneladas de cocaína em um navio pesqueiro brasileiro no Golfo da Guiné, anunciaram as autoridades nesta quarta-feira (20).

A operação ao longo da costa africana ocorreu em 15 de março, informou em comunicado a prefeitura francesa para o Atlântico, com sede em Brest, no oeste do país.

“Foram apreendidos a bordo um total de 10.693 quilos de cocaína, em um valor estimado em quase 695 milhões de euros [cerca de 753 milhões de dólares ou 3,8 bilhões de reais]”, diz a nota.

A Marinha transferiu as drogas para o seu navio, onde foi destruída. O Ministério Público de Brest, competente nestes casos, decidiu não processar a tripulação após a destruição.

A operação contou com a colaboração da Polícia Federal brasileira e da agência dos Estados Unidos de combate ao tráfico de drogas, DEA.

A França tem até dois navios estacionados quase permanentemente no Golfo da Guiné, no âmbito da operação Corymbe.

Os especialistas estimam o volume total de cocaína presente no mercado mundial em 2021 em mais de 2 mil toneladas, dois terços procedentes da Colômbia.

Grande parte da cocaína atravessa o Atlântico em contêineres marítimos, escondida em carregamentos perfeitamente legais, a partir de portos da América do Sul, com Santos no comando no Brasil e Guayaquil no comando no Equador.

Do total da cocaína apreendida na França em 2022, 55% veio das Antilhas e da Guiana Francesa, uma zona de trânsito. Outras remessas passam pela África Ocidental antes de seguirem para a Europa.

Fonte: O Globo e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/03/2024/09:21:21

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Daniel Alves: Justiça da Espanha dá liberdade provisória a ex-jogador sob fiança de 1 milhão de euros

Daniel Alves — Foto: Jornal Nacional/Reprodução

Tribunal de Barcelona aceitou pedido da defesa para que ex-jogador aguarde em liberdade a decisão final. Alves recorreu da sentença que recebeu em fevereiro pelo crime de agressão sexual.

A Justiça de Barcelona aceitou nesta quarta-feira (20) o pedido de liberdade provisória do ex-jogador brasileiro Daniel Alves, condenado por estupro em fevereiro.

Em decisão publicada nesta manhã, a que o g1 teve acesso, os juízes da Audiência Provincial de Barcelona — a instância mais alta da Justiça da cidade — aceitaram deixar Alves em liberdade provisória sob fiança de 1 milhão de euros (cerca de R$ 5,4 milhões), enquanto a defesa aguarda a sentença definitiva.

Em fevereiro, Alves foi condenado a quatro anos e meio de prisão pelo crime de agressão sexual — ele foi acusado de estuprar uma mulher em uma boate em Barcelona. O Ministério Público espanhol recorreu da sentença, pedindo mais tempo de prisão, e, na sequência, pediu para que o brasileiro aguardasse a deliberação final em liberdade.

Os juízes determinaram ainda, que, caso a defesa pague a fiança solicitada, todos os passaportes de Daniel Alves serão recolhidos pela Justiça — além de ser brasileiro, Alves também tem nacionalidade espanhola.

A sentença determinou que, caso pague a fiança e deixe a prisão, Daniel Alves:

É obrigado a manter uma distância de pelo menos 1 quilômetro da residência da vítima, de seu local de trabalho ou de qualquer outro lugar frequentado por ela — a jovem é de Barcelona e também vive na capital catalã;

Também não pode tentar se comunicar com a denunciante através de nenhum meio;

Não pode deixar a Espanha;

Deve comparecer semanalmente ao Tribunal de Barcelona ou quantas vezes lhe for solicitado.

“O tribunal delibera, por maioria e com voto individual: ‘Acordar a prisão provisória de Daniel Alves, que pode ser evitada mediante o pagamento de uma fiança de 1.000.000 euros e, se o pagamento for verificado, e acordada a sua libertação provisória, ou retirada de ambos os passaportes, espanhol e brasileiro, a proibição de sair do território nacional, e a obrigação de comparecer semanalmente a este Tribunal Provincial, bem como quantas vezes for convocada pela Autoridade Judiciária”, disse a sentença.

Na condenação por estupro, em fevereiro, a Justiça havia determinado prisão sem fiança para Alves. Já na sentença desta quarta, dois dos três juízes da Audiência de Barcelona entenderam que não há mais risco de fuga nem de repetição do crime, como alegou a defesa, e, por isso, aceitaram conceder a liberdade provisória.

O Ministério Público

Essa liberdade, no entanto, não terá qualquer relação com o julgamento do recurso à sentença original que ainda está em curso, disseram os juízes.

A defesa de Daniel Alves não havia informado, até a última atualização desta notícia, se pagará a fiança agora determinada pela Audiência de Barcelona. Ele está preso no presídio de Brians 2, parte de um complexo prisional a 40 quilômetros de Barcelona, onde Alves tem uma casa.

O brasileiro comprou a residência quando jogava pelo Barcelona, entre 2008 e 2016 — ele voltou a fazer parte do clube por um ano, entre 2021 e 2022, mas depois deixou o clube. Sua esposa, a modelo espanhola Joana Sanz, vive atualmente na residência, segundo a imprensa espanhola.

A mãe de Daniel Alves, Maria Lucia Alves, celebrou a sentença nas redes sociais e disse que “a vitória chegou”.

Maria Lucia Alves também é alvo de um processo que corre na Justiça espanhola por ter divulgado supostas imagens da vítima — desde o início do caso, a juíza responsável proibiu que a identidade da denunciante fosse divulgada por qualquer meio.

Atenuante por reparação

A sentença proferida a Daniel Alves no fim de fevereiro, pela qual ele era condenado por estupro, determinou como pena apenas a metade dos nove anos de prisão que a Promotoria espanhola pedia — a acusação havia pedido a pena máxima nesses casos, de 12 anos.

O tribunal, no entanto, determinou quatro anos e meio de prisão porque aplicou ao ex-jogador um atenuante pelo fato de o jogador ter pago, antes da sentença, a quantia de 150 mil euros (R$ 801,2 mil) à vítima. O montante, determinado em uma sentença provisória anterior, expressou, segundo o tribunal, ‘uma vontade reparadora'”.

Os 150 mil euros pagos por Daniel Alves ao tribunal foram doados pela família de Neymar, segundo informações do jornal O Globo. Ao g1, a assessoria de Neymar disse à época que não se manifestaria. Neymar ajuda Daniel Alves financeiramente e juridicamente desde janeiro deste ano. Alves está sem acesso aos seus bens desde que foi preso, em janeiro de 2023.

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/03/2024/09:14:45

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Santarém – PRF realiza apreensão de mais de 3 kg de drogas na BR-163

(Foto: Reprodução)- No início da noite de segunda-feira (19), por volta de 18h15, a Polícia Rodoviária Federal realizou durante fiscalização no KM 995 da BR-163 abordagem dentro de um transporte coletivo em Santarém.

O ônibus interestadual transportava passageiros com destino a São Luís do Maranhão. A equipe da PRF iniciou as diligências no compartimento de encomendas onde avistou uma caixa com peso diferenciado e exalando um cheiro forte.

Ao seguir com as verificações, foi aberta a caixa e constatado a existência de 3 pacotes de substâncias ilícitas. Aproximadamente 3.364 g de substância análoga à maconha.

Os policiais, diante do motorista, questionaram sobre a existência de algum passageiro responsável pela encomenda. Conforme a situação, o homem apenas frisou que não havia, mas que os produtos foram despachados junto à agência da empresa em Santarém e teria destino a Tucuruí no Pará.

Os entorpecentes foram apresentados na 16ª Seccional de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis.

O Impacto/Wandra Trindade e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/03/2024/09:08:33

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Acusado de matar mulher a facadas e trancar filhos com corpo no Mato Grosso é preso em Rurópolis

(Foto: Reprodução)– O município de Rurópolis, no estado do Pará, foi palco de um desdobramento crucial no caso do brutal assassinato de Lorrane Cristina Silva de Lima, de 23 anos. A jovem foi morta a facadas por José Édson Douglas Galdino Santos, que após o crime deixou os dois filhos dela (5 e 7 anos) trancados com o corpo dentro da residência por dois dias no estado do Mato Grosso.

O autor do crime, José Édson, estava fugindo quando foi preso na Rodoviária de Rurópolis pelas autoridades locais após intensa investigação e cooperação com a polícia do estado do Mato Grosso. As equipes policiais, lideradas pelo 3º Sargento Barbosa e com apoio do 3° Reginaldo, receberam informações do 2° Tenente Raniery, que resultaram na localização e captura.

O criminoso, que tinha um mandado de prisão em aberto pelo crime de feminicídio, não resistiu à abordagem e admitiu sua culpa, confessando ter cometido o horrendo crime para desbloquear o celular da vítima.

O feminicídio

Lorrane Cristina foi morta a facadas pelo marido no final da tarde de quarta-feira (13/3/24), no bairro Pedregal, na cidade de Diamantino no Mato Grosso, 208 km a médio-norte de Cuiabá.

O corpo dela foi encontrado em casa junto com os dois filhos, incluindo um autista, que acreditavam que a mãe estava dormindo. Eles estavam trancados na casa e falaram às autoridades que o padrasto tinha ido comprar remédios.

Notícias Relacionadas: Jovem é morta a facadas pelo companheiro e filhos ficam trancados em casa com o corpo da mãe no Mato Grosso, diz polícia

 

Fonte: O Impacto e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/03/2024/08:54:14

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Garoto de 14 anos tem rosto dilacerado e sofre escalpelamento após ser atacado por pitbull no Pará

(Foto: Ilustrativa)- Um garoto de 14 anos teve o rosto dilacerado e sofreu escalpelamento após ser atacado por um pitbull, na noite de segunda-feira (18), na zona rural do município de Capitão Poço, nordeste do Pará. Segundo a Polícia Civil, a vítima, que teria problemas psicológicos, entrou no sítio quando o cão, que serviria para proteger o local, avançou no adolescente.

O caso teria ocorrido por volta das 20h. A 10º Companhia Independente de Polícia Militar (10ª CIPM) foi acionada por um funcionário da Assistência Médica Especializada (AME) para verificar o episódio. Chegando no local, a PM encontrou o garoto agonizando em cima de um colchão.

Raul Tutaya Menezes foi identificado pela polícia como o dono da propriedade. Os militares o questionaram sobre o motivo de não ter encaminhado o adolescente para uma unidade de saúde. Raul teria dito à PM que optou por “aguardar a ambulância”, conforme consta no relatório policial.

O menino foi socorrido pelos policiais em estado grave de saúde e levado para o AME. Depois disso, ele precisou ser encaminhado para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, na Grande Belém. O garoto não corre risco de morte, de acordo com a PC.

Uma equipe da delegacia de Capitão Poço foi até o local do acidente e contou à reportagem que haviam dois cachorros no sítio. Um se tratava do pitbull que atacou o adolescente e o outro, de raça não revelada, estaria acorrentado.

Em nota, a Polícia Civil informou que o dono do animal foi preso em flagrante pelo crime de lesão corporal gravíssima e está à disposição da Justiça. “O adolescente foi encaminhado em estado grave para uma unidade de saúde”, repassa a PC.

 

Fonte: O Liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/03/2024/08:54:14

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