Criança morre após supostamente ter sido estuprada em Medicilândia, no Pará

(Foto: Reprodução)- Uma menina de 1 ano e 3 meses morreu na noite desta terça-feira, 9 de abril, sob suspeita de ter sido espancada, estuprada e depois assassinada pelo padrasto na cidade de Medicilândia, no sudoeste paraense. O homem identificado como Frankyer Josué Morão Salazar, conhecido como “Venezuelano” é o principal suspeito de praticar o crime.

Segundo informações de populares, a mãe da vítima morou por algum tempo no travessão km 130, zona rural de Uruará. Depois que se separou do pai da criança, a mulher mudou-se para Medicilândia, onde conheceu Frankyer, com quem estaria convivendo havia 4 meses, no Bairro Vila Nova, próximo ao centro da cidade.

O Caso:

A Polícia Civil foi acionada por volta das 22 horas de ontem, logo após a menina dar entrada sem sinais vitais no Hospital Municipal de Medicilândia. A criança apresentava diversos hematomas no corpo, além de sinais de violência sexual. A vítima, no momento do crime, estaria sob os cuidados do padrasto. As informações preliminares indicam que Frankyer Josué Morão Salazar teria levado a criança até o hospital por volta das 20h50 e, em seguida, fugido.

A mãe da bebê não teve como acompanhar a filha até o hospital, por ter sido vítima de violência doméstica na última segunda-feira (8/4), conforme relatado pelas autoridades à reportagem. A genitora foi ao HMM para ser hospitalizada e não denunciou o crime às autoridades. No hospital, a mulher disse à polícia que o companheiro a tinha agredido.

A Polícia Científica foi acionada e fez a remoção do corpo para passar por necropsia em Altamira além de realizar perícia no local do crime.

Ainda ontem à noite, a Polícia Militar fez diversas buscas na tentativa de localizar o suspeito, inclusive montou uma barreira na Rodovia Transamazônica, na altura do km 85, mas até agora não houve êxito. A suspeita é que Frankyer tenha fugido no sentido da cidade de Brasil Novo, distante 45 km de Medicilândia.

A Polícia Civil do Pará informou em nota que o caso está sendo investigado sob sigilo pela Delegacia de Medicilândia e que perícias foram solicitadas para auxiliar nas investigações.

Até o momento, o suspeito ainda não foi preso. Agentes das delegacias de Uruará, Brasil Novo e Medicilândia, juntamente com a PM, procuram por ele.

Fonte: Por Wilson Soares / A Voz do Xingu  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/04/2024/16:05:02

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Policial penal sofre tentativa de homicídio em Castanhal, no Pará

Caso ocorreu na madrugada desta segunda (8). — Foto: G1

Vítima estava em um posto de combustíveis quando foi surpreendida por bandidos.

Um Policial Penal foi baleado com vários tiros de arma de fogo nesta segunda-feira (8), no bairro Santa Lídia, em Castanhal, nordeste do Pará. Vítima foi encaminhada para o hospital.

A vítima estava em um posto de combustíveis quando foi surpreendida por dois homens em uma motocicleta. Os suspeitos efetuaram os disparos e depois fugiram.

O Policial Penal, que não teve a identidade revelada, foi socorrido por amigos e encaminhado para uma unidade de saúde.

A Polícia Civil informou que equipes da delegacia de Castanhal trabalham para identificar e localizar os envolvidos no crime.

Fonte: G1 Pará  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/04/2024/15:53:07

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Empresário baleado em várias partes do corpo após batida de trânsito no Pará dirige até hospital para pedir socorro

Motorista é baleado durante discussão no trânsito em Marabá. — Foto: Reprodução/TV Liberal

Vítima, de 38 anos, contou que estava trafegava pela rodovia Transamazônica quando bateu em uma moto. Estado de saúde dele é estável.

Um empresário foi baleado em várias partes do corpo após uma colisão no trânsito da rodovia BR-230, a Transamazônica, nesta terça-feira (9), em Marabá, sudeste do estado. Mesmo ferido, o homem conseguiu chegar até o hospital para ser socorrido.

A vítima, de 38 anos, contou que estava trafegava pela rodovia Transamazônica quando bateu em uma moto. O motociclista fez uma manobra e começou a atirar várias vezes contra o veículo do empresário.

Segundo a equipe médica, os quatro tiros atingiram a região da cabeça, pescoço, tórax e ombro.

O homem permanece na unidade, já passou por cirurgia para retirar as balas e o estado de saúde é considerado estável.

Peritos da polícia científica analisaram o veículo e a Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o caso, além de fazer diligências para identificar e localizar a pessoa que efetuou os disparos.

Fonte: Por g1 Pará e TV Liberal   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/04/2024/15:47:38

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Ibama realiza soltura de 15 mil filhotes de tartarugas da Amazônia, no Pará

Filhotes de tartarugas da Amazônia. — Foto: Divulgação/Ibama

Programa Quelônios da Amazônia é realizado desde 1979 e é considerado um dos mais antigos projetos de preservação da espécie.

A equipe do Ibama realizou no município de Afuá, no Marajó, a soltura de 15 mil filhotes de tartarugas. A ação é parte do programa criado para preservar os quelônios da Amazônia.

“À medida que eles vão nascendo, eles vão sendo soltos e os últimos que nascem ficam aguardando a soltura. Então, fica uma percentagem de 10% a 8% fica preservado para a soltura”, diz Márcia Bueno, coordenadora do programa.

A ação, realizada no último sábado (6), contou com a presença de pesquisadores, estudantes e de moradores da região. Foram também distribuídos livros sobre conscientização ambiental e apresentação cultural.

Após o nascimento, os quelônios passam cerca de 1 mês sendo monitorados até endurecer o casco, o que aumenta a chance de sobrevivência dos animais diante dos ataques de predadores.

O projeto se dividiu em etapas: a proteção, o manejo e o monitoramento dos sítios de alimentação e desovas. Ao todo, a 41º edição soltou 179 mil quelônios.

“A gente precisa preservar esse momento. Preserva os recursos naturais. Se os quelônios não passarem por esse processo de incubação eles podem se tornar uma presa fácil”, afirmou Bruno Cavalcante, pesquisador da área de manejo florestal.

O trabalho do Programa Quelônios da Amazônia é realizado desde 1979 e é considerado um dos mais antigos projetos de preservação da espécie.

Fonte: g1 Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/04/2024/15:43:16

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Adolescente de 13 anos morre afogada no Rio Tocantins, em Marabá-Pará

Cidade de Marabá é banhada pelos rios Tocantins e Itacaiúnas — Foto: Helder Messias/ O Liberal

Polícia Civil investiga ‘se afogamento foi acidental’. Vítima foi encontrada no domingo e familiares confirmaram à Polícia Militar que se tratava de jovem desaparecida no sábado.

O corpo de uma adolescente, de 13 anos, foi encontrado na manhã deste domingo (17), por volta de 9h10, no Rio Tocantins, em Marabá. A Polícia Militar esteve no local, assim como familiares da vítima. Corpo de Bombeiros e Polícia Científica foram acionados.

Familiares da adolescente relataram aos policiais que ela se afogou de forma acidental no sábado (16) e desapareceu no Rio Tocantins.

A Polícia Civil informou que o caso foi registrado na Delegacia de Marabá, que investiga “se o afogamento foi de fato acidental”.

De acordo com informações da PM, o corpo da jovem foi encontrado por um pescador da Vila Espírito Santo, localizada no Núcleo São Félix, em Marabá. Ele precisou utilizar uma corda para prender o corpo da vítima para que a correnteza não levasse.

O Corpo de Bombeiros Militar do Pará e Coordenadoria Estadual de Defesa Civil informam que três crianças se afogaram durante o banho de rio, sem acompanhamento de um adulto. Duas foram resgatadas com vida no sábado (16) e a terceira vítima foi encontrada neste domingo (17), sem vida.

A área já registrou outros afogamentos. Há uma semana, também no domingo (10), um casal, Ingrid Salvino Costa, de 23 anos, e Wesllym Almeida dos Santos, de 25 anos, morreu afogado na Praia do Tucunaré, banhada pelo Rio Tocantins, na cidade.

Testemunhas relataram que eles salvaram uma criança de um afogamento, mas acabaram morrendo.

Em junho deste ano, um menino de 6 anos desapareceu no rio Tocantins, também em Marabá, quando caiu de uma moto aquática após uma manobra realizada pelo piloto. O homem que pilotava a moto morreu afogado. Outras duas crianças que também estavam na moto aquática foram resgatados. Todos estariam sem coletes salva-vidas e a Polícia Civil investiga o caso.

Fonte: g1  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/04/2024/15:39:27

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Operação policial contra torcidas organizadas prende mais de 20 pessoas no Pará

Operação contra torcidas organizadas é deflagrada na Grande Belém. — Foto: PC PA

Deflagrada pela Polícia Civil (PC), a operação ‘Cartão Vermelho’ ocorre após a terceira morte de torcedor somente neste ano no Pará. Os presos são suspeitos de homicídios, lesão corporal e fabricação de artefatos explosivos.

A operação ‘Cartão Vermelho’, deflagrada pela Polícia Civil (PC) cumpre mandados de prisão e busca e apreensão em Belém e na Região Metropolitana (RMB) nesta quarta-feira (10), contra torcidas organizadas no Pará, após a terceira morte de torcedor apenas neste ano.

De acordo com a corporação, ao menos 23 pessoas já foram presas, por meio da Diretoria de Operações Especiais e da Divisão de Homicídios, suspeitos de homicídios, lesão corporal e fabricação de artefatos explosivos. Entre eles, conforme a PC, estão os suspeitos de envolvimento nas mortes de Thiago Aryan Silva e Silva e José Carlos Oliveira da Silva, cometidas por torcidas organizadas após um Re-Pa no dia quatro de fevereiro deste ano.

A operação cumpre, no total, 30 mandados de prisão, entre temporárias e preventivas, e 28 mandados de busca e apreensão. Entre os itens apreendidos, estão uma pistola e aparelhos celulares. Ao todo mais de 200 policiais e 50 viaturas foram empenhados na ação, que ocorre juntamente à proibição de seis torcidas organizadas em estádios durante jogos do Remo e do Paysandu.

Pessoas presas após cumprimentos de mandados em operação contra torcidas organizadas no PA. — Foto: PC PA
Pessoas presas após cumprimentos de mandados em operação contra torcidas organizadas no PA. — Foto: PC PA

Morte de terceiro torcedor

No último domingo (7), durante uma partida entre os clubes, Paulo Alexandre Silva Dias, de 29 anos, torcedor do Remo, morreu depois de ter sido baleado.

Paulo Alexandre (foto à esquerda) morreu em frente ao Mangueirão, em Belém (foto à direita). — Foto: Reprodução / TV Liberal
Paulo Alexandre (foto à esquerda) morreu em frente ao Mangueirão, em Belém (foto à direita). — Foto: Reprodução / TV Liberal

Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), o suspeito de efetuar os disparos é o sargento da reserva da Polícia Militar (PM) Cristóvão Augusto Alcântara Evangelista, que se apresentou na delegacia nesta terça-feira (9) e foi preso temporariamente.

Sandro Mauro Costa da Silveira, advogado do PM, negou que ele seja o autor dos disparos que matou a vítima. “Ele não é o autor dos disparos que vitimou o cidadão. Foram 4 disparos para cima para manter a sua integridade física. Para se proteger e manter as pessoas que estavam no entorno dele”, disse o advogado.

Fonte: Jornal Folha do Progresso  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/04/2024/07:16:46

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Peixe-boi é encontrado morto em área de naufrágio que contaminou rio com óleo diesel na Ilha do Marajó, no Pará

Peixe-boi é encontrado morto em área de naufrágio que contaminou rio com óleo diesel na Ilha do Marajó, no PA — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Um peixe-boi foi encontrado morto nas margens do rio Cajuuba, mesmo local onde uma balsa que transportava um caminhão com óleo diesel naufragou durante o último domingo (7), na cidade de Muaná, arquipélogo do Marajó, no Pará.

Em comunicado, a Prefeitura de Muaná informou que o peixe-boi encontrado morto já apresentava sinais de decomposição e vestígios de ferimentos.

Equipes da Marinha do Brasil estiveram no local após o naufrágio e foi comprovado que houve indícios de poluição na região. A prefeitura de Muaná informou que está fazendo um levantamento preliminar dos estragos, mas até o momento cerca de 500 famílias foram atingidas pelos efeitos do óleo na água.

A Polícia Civil informou que abriu o inquérito para investigar as circunstâncias do naufrágio e que representantes da empresa e o comandante prestam depoimentos.

Em nota, a empresa responsável pelo caminhão informou está se mobilizando para remover a embarcação do fundo do rio e que está realizando um levantamento na região.

“Contratamos uma empresa especializada sediada no Estado do Pará para pronta resposta às medidas de segurança ambiental e à comunidade local”, informou a Cidade Transportes.

A empresa responsável pelo caminhão também vai realizar a instalação de boias e mantas de contenção como medida de mitigação dos impactos de vazamento de óleo diesel no local.

O g1 também solicitou um posicionamento à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade e aguardava retorno.

Veja abaixo as cenas do naufrágio:

Segundo a prefeitura do município, cerca de 500 famílias foram afetadas pela água contaminada. Acidente foi próximo ao porto de Muaná. Marinha confirmou poluição de óleo no local.

Sobre o naufrágio

O acidente ocorreu próximo ao porto de Muaná e a carga com óleo era para abastecer o gerador de energia do município. Os tripulantes que estavam na balsa foram resgatados por outras embarcações que estavam no local. Ninguém ficou ferido.

Uma equipe de inspetores navais da Capitania dos Portos da Amazônia Oriental esteve no local, onde ocorreu o acidente, para investigar o caso, além de prestar o apoio necessários para reduzir possíveis impactos. A capitania informou também que deve instaurar inquérito administrativo.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) disse que uma equipe já foi enviada ao local para investigar o caso. Se comprovado o vazamento, a empresa responsável pela carga deve ser responsabilizada.

Fonte: g1 Pará  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/04/2024/09:29:09

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Filho é preso após tentativa de estupro e agressão contra mãe, no Pará

Homem foi preso em Abaetetuba, nordeste do Pará. — Foto: PC PA

Polícia Civil (PC) informou que o suspeito ainda ameaçou a vítima.

Um homem, que não teve a identidade revelada, foi preso em flagrante em Abaetetuba, no nordeste do Pará.

A prisão foi confirmada nesta segunda-feira (8) pela Polícia Civil (PC). Segundo as investigações, o homem é suspeito de tentar estuprar e agredir a própria mãe.

Agentes da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam/Deaca) foram os responsáveis pelo flagrante.

Policiais relataram que o suspeito ainda ameaçou a vítima. Ele foi encaminhado à delegacia, onde cumpriu as medidas cabíveis e está à disposição da Justiça, de acordo com a PC.

Fonte: g1 Pará  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/04/2024/08:54:24

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Sergio Moro: quais os argumentos dos desembargadores no julgamento que manteve mandato do senador?

4ª sessão de julgamento de processos que pedem cassação do mandato de Sergio Moro — Foto: Reprodução/ TRE-PR

Moro e os suplentes respondem por abuso de poder econômico na pré-campanha eleitoral de 2022. Cinco desembargadores votaram contra a cassação do mandato do senador e dois votaram a favor.

Por cinco votos a dois, os desembargadores do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) decidiram contra a cassação do mandato do senador Sergio Moro (União Brasil-PR) nesta terça-feira (9), em Curitiba.

Durante quatro sessões, os desembargadores julgaram duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJEs) que pedem a cassação do mandato do senador.

Ao longo do julgamento, os desembargadores apresentaram diferentes interpretações de quais gastos informados ao processo devem ser considerados gastos de campanha e de pré-campanha.

Entre os valores estão, por exemplo, gastos com alimentação, contratação de escritórios de advocacia, empresas de comunicação, locação e aluguel de carros.

Dessa forma, houve divergência entre os membros da Corte quanto à soma a ser considerada dos valores gastos no período pelo pré-candidato e, por consequência, se houve abuso de poder econômico.

Em pronunciamento no Senado, em Brasília, após o resultado do julgamento no TRE-PR, Moro disse que a Corte preservou a “soberania popular” e “honrou os votos de quase 2 milhões de paranaenses”.

Os denunciantes e a Procuradoria Regional Eleitoral podem recorrer da decisão no próprio TRE e ainda no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até uma decisão final, Moro segue no cargo.

1. Luciano Carrasco Falavinha Souza (relator): contra a cassação

2. José Rodrigo Sade: a favor da cassação e pela inelegibilidade

3. Claudia Cristina Cristofani: contra a cassação

4. Guilherme Frederico Hernandes Denz: contra a cassação

5. Julio Jacob Junior: a favor da cassação e pela inelegibilidade

6. Anderson Ricardo Fogaça: contra a cassação

7. Sigurd Roberto Bengtsson (presidente): contra a cassação

Desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza: contra a cassação

Falavinha, relator do caso, entendeu que as acusações contra o senador por abuso de poder econômico na eleição de 2022 não procedem.

A apresentação do voto dele, ainda na primeira sessão, durou cerca de 2h15. A minuta possui mais de 230 páginas.

Falavinha reforçou também que o nome de Moro ganhou repercussão com a Operação Lava Jato, antes de qualquer campanha pré-eleitoral.

“Sergio Moro não precisaria realizar pré-campanha para tornar seu nome popular, já que ele é notoriamente conhecido, face a ampla divulgação midiática da operação Lava Jato”, destacou.

No voto, Falavinha afirmou ainda que os gastos de Moro com segurança são justificáveis, uma vez que ele chegou a ser ameaçado por facções criminosas.

Ele destacou que despesas de eventos realizados por Moro em outros estados na pré-campanha à presidência foram consideradas como pré-campanha ao Senado pelos partidos autores das ações.

“Todas as despesas realizadas pelos investigados quando filiados ao Podemos devem ser vistas sob o viés da pré-campanha presidencial e seus limites. E nelas não se vê nada de relevante a ponto de revelar gasto excessivo ou abuso de poder econômico, porque realizadas para uma eventual e frustrada candidatura à Presidente da República”, afirma a minuta do voto.

Para o relator, é fundamental a diferenciação das intenções.

Desembargador José Rodrigo Sade: a favor da cassação e pela inelegibilidade

Na segunda sessão, o desembargador eleitoral José Rodrigo Sade considerou como parcialmente procedente os processos para cassar o mandato de Moro e os suplentes, declarar a inelegibilidade por 8 anos a partir de 2022 e a realização de novas eleições, após trânsito em julgado dos processos, caso haja confirmação da cassação.

O desembargador chamou o julgamento no TRE-PR de “VAR das eleições”, fazendo referência ao Árbitro Assistente de Vídeo usado em partidas de futebol e o classificou como um “caso difícil”.

Ele apresentou premissas que embasaram o voto: entre elas, reforçou o uso das redes sociais na pré-campanha de Moro. Por conta da amplitude causada pelas redes sociais, o desembargador considerou que a campanha de Moro à presidência, feita em outros estados, teve impacto no Paraná.

“Para mim não parece possível simplesmente apagar os caminhos que o pré-candidato percorreu quando ainda estava pré-candidato presidencial. Não se apaga o passado. Tentando participar de três eleições diferentes, desequilibrou, Sergio Moro, a seu favor, a última: a de senador pelo Paraná”, afirmou o desembargador.

Ao contrário do que argumentou o relator, Sade afirmou que não deve haver diferenciação na intenção de Moro durante as pré-campanhas.

“A pré-campanha do investigado a presidente acabou o beneficiando quando, mudando a veras o seu barco, tentou aportar no Senado Federal. Para mim, assim, é completamente desinfluente saber da intenção inicial do investigado”, defendeu.

Desembargadora Claudia Cristina Cristofani: contra a cassação

Na terceira sessão, que ocorreu na segunda-feira (8), a desembargadora Claudia Cristina Cristofani acompanhou o voto do relator. Ela defendeu que a lei não prevê prestação de contas da pré-campanha.

“Como saber se o Sergio Moro gastou mais que o candidato médio se não sabemos quanto gastaram os demais? Os candidatos prestam conta de seus gastos de campanha quando está no período de campanha eleitoral, então a Corte vai analisar se ocorreu um abuso de poder nessa fase.”

“Porém, na fase de pré-campanha não tem a realização dessas contas, a lei não exige que seja prestada contas, dessa forma, nesse caso aqui nós não temos os valores que outros partidos gastaram, como teria se fosse no período da campanha”, afirmou.

Cristofani disse ainda que não é possível afirmar que Moro foi eleito apenas por ter gastado mais dinheiro na pré-campanha, mas que outros fatores, como a biografia do senador, devem ser considerados.

“Se a gente tem dúvida que esse dinheiro a mais deu a ele o cargo, essa dúvida é conversível em favor da soberania das urnas. Ou bem fica provado que ele só conseguiu o cargo por causa desse dinheiro a mais, ou a gente deixa as urnas decidirem”, disse.

Desembargador Guilherme Frederico Hernandes Denz: contra a cassação

Com autorização do presidente, o desembargador Denz adiantou o voto e seguiu o relator, votando contra a cassação do mandato do senador.

“Concluo que devem ser considerados como gastos eleitorais apenas aqueles dispêndios com serviços que tiveram algum impacto eleitoral e alguma aptidão ao menos em tese de produzir efeitos na legitimidade no pleito eleitoral e de ter beneficiado diretamente o investigado Sergio Moro para eleição no Paraná”, defendeu.

Apesar disso, o desembargador citou algumas divergências em relação ao voto do relator.

Falavinha considerou que todos os gastos com eventos realizados na pré-campanha à presidência não impactaram as eleições ao Senado no Paraná. Porém, para Denz, alguns deles apresentaram, sim, um efeito.

“Eu entendi que esse evento de filiação, [por exemplo], devido à magnitude que ele tomou, certamente afetou o eleitorado aqui no Paraná. Ele impactou a eleição para o Senado no estado do Paraná. Esse gasto eu considerei para efeitos de avaliação do abuso do poder econômico”, afirmou.

Porém, para o desembargador, diante dos valores considerados na pré-campanha, “não se revela a existência de excesso no emprego de recursos”.

“No caso dos autos, pelo simples montante financeiro evidenciado na campanha dos investigados, não se extrai que tenha havido uma extrapolação no limite do razoável”, disse.

Por outro lado, o desembargador também não concordou com o proposto pelo desembargador Sade, que votou pela perda do mandato e considerou a soma das despesas de todos os períodos das pré-campanhas.

Assim como Cristofani, Denz destacou que não há nos autos os valores gastos na pré-campanha de candidatos de outros partidos.

Desembargador Julio Jacob Junior: a favor da cassação e pela inelegibilidade

A quarta e última sessão, ocorrida na terça-feira, começou com um voto do desembargador Julio Jacob Junior. Ele comparou a estratégia de comunicação adotada por Moro com a que levou Jair Bolsonaro à presidência.

Para Jacob Junior, o recurso foi utilizado para recuperar a imagem do então candidato Moro com o eleitorado paranaense, ainda “ferido” pela intenção frustrada de Moro sair como candidato no estado de São Paulo.

“A estratégia adotada pelo pré-candidato Sergio Moro muito se assemelhou àquela que levou ao êxito o ex-presidente Jair Bolsonaro em sua primeira eleição presidencial a de notadamente registrar, postar e impulsionar vídeos em diversas cidades, atraindo não apenas eleitores daquela localidade mas todo o universo impactada com aludidas publicações”

“A realidade é que Sergio Moro teve acesso indistinto e praticamente ilimitado a recursos aptos a possibilitar a recuperação de sua imagem, imagem essa abalada junto ao eleitorado paranaense”, pontuou.

O desembargador destacou que fez as considerações para o voto levando em conta a territorialidade e o cargo ao qual Moro foi eleito.

“Entendo haver prova robusta nos autos, desorganizada é certo, mas robusta de que o acesso desmedido a recursos financeiros em favor do investigado Sergio Moro possuem aspectos quantitativos aptos a desequilibrar a igualdade do pleito ao mesmo tempo que se está presente aspecto qualitativo de reprovabilidade da conduta em especial decorrente da utilização de recursos do fundo partidário em benefício exclusivo em razão de sua candidatura”, afirmou.

Desembargador Anderson Ricardo Fogaça: contra a cassação

O penúltimo desembargador a votar, Anderson Ricardo Fogaça, citou que, conforme jurisprudência do TSE, a discussão do abuso de poder econômico dispensa a análise da licitude do gasto, considerando apenas se houve o uso excessivo de valores de modo a influenciar o eleitorado e eventual resultado do pleito.

“A Justiça Eleitoral não obriga a declarar os gastos de pré-campanha de forma que não é possível comparar com os gastos dos demais então pré-candidatos à vaga ao Senado paranaense.”

“Não se pode ignorar o prestígio que o investigado Sergio Moro já tinha no Paraná, sobretudo que os votos conquistados, principalmente em Curitiba, se devem à atuação na Lava Jato e como ministro”, destacou.

Desembargador Sigurd Roberto Bengtsson: contra cassação

No julgamento das ações, todos os membros da Corte votam, inclusive o presidente, o desembargador Sigurd Roberto Bengtsson.

Isso ocorre porque o processo envolve possível perda de mandato. Em ações sem esse tipo de especificidade, o presidente só votaria em caso de empate.

Depois de já ter maioria formada, Bengtsson votou contra a cassação do mandato do senador.

Ele argumentou que seria excessiva a procedência dos pedidos para a decretação da cassação do diploma de senador e a declaração de inelegibilidade.

O que dizem os envolvidos?

O advogado Gustavo Guedes, responsável pela defesa de Moro e dos suplentes do senador, afirmou que ficou satisfeito com a “demonstração de que não houve nenhuma ilegalidade na pré-campanha e na campanha do senador Sergio Moro”.

Por meio de nota, a Federação Brasil da Esperança afirmou que pretende recorrer da decisão ao TSE, após a publicação dos votos.

“Até mesmo os votos contrários a cassação deixaram clara a vultuosidade da pré-campanha de Moro. A conclusão desconsidera o montante global e sua gravidade no desequilibro da disputa, como entende há muito a jurisprudência”, diz a nota.

O advogado que representa o PL, Bruno Cristaldi, afirmou que os votos divergentes cederam argumentações para o recurso.

“Seguimos convictos que o TSE dificilmente validará uma decisão que abre caminho para candidatos se lançarem a um cargo com maior teto e depois registrarem candidatura a outro, de menor expressão – burlando assim a verificação de eventual abuso de poder econômico em pré-campanha”, afirmou.

Quais acusações pesam contra Moro?

As duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJEs) foram protocoladas por duas frentes antagônicas na política nacional. A primeira pelo Partido Liberal (PL), de base bolsonarista, e a outra pela Federação Brasil da Esperança – FÉ BRASIL (PT/PCdoB/PV), base que elegeu o governo Lula, em novembro e dezembro de 2022.

Elas argumentam que durante a pré-campanha de Moro para a Presidência da República ele cometeu abuso de poder político indevido dos meios de comunicação e obteve vantagem indevida em relação aos outros candidatos que disputaram a campanha ao Senado.

Os partidos alegam que os gastos com viagens, eventos e publicidade na pré-campanha para a presidência deu a Moro uma visibilidade desproporcional, que impactou a disputa para o Senado.

A defesa do senador defende que muitos dos gastos apontados no processo não conferiram a ele nenhuma visibilidade.

Fonte: g1 PR  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/04/2024/07:53:38

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Adulta que fingiu ser adolescente para abusar sexualmente de menores volta a ser presa após surgirem novas vítimas

Alyssa Ann Zinger — Foto: Divulgação/Hillsborough County Sheriff’s Office

Quatro menores alegam ter sido abusados por Alyssa Ann Zinger, de 23 anos.

Uma mulher de 23 anos, acusada de se passar por uma estudante para atrair meninos menores de 12 anos para sexo, voltou a ser presa na semana passada após surgirem novas vítimas.

Alyssa Ann Zinger, residente de Tampa (Flórida, EUA), foi presa depois de fingir ser uma menina de 14 anos enquanto trocava mensagens com meninos pelo Snapchat, em 24 de novembro de 2023, por se envolver em pelo menos 30 atos sexuais, de maio a setembro, com um aluno e enviar vídeos explícitos para vários outros.

A americana, que tinha na verdade 22 anos no momento de sua prisão, disse às vítimas que estudava em casa.

Quando a polícia prendeu Alyssa pela primeira vez, agentes disseram acreditar que poderia haver mais vítimas. Mas ela acabou solta antes que surgissem uma nova denúncia. Agora, a americana foi presa pela segunda vez e alvo de mais acusações, já que mais quatro jovens se apresentaram alegando que a falsária os tinha como alvo, contou o “Tampa Bay Times”.

Segundo o adolescente relacionado à primeira prisão de Alyssa, a abusadora contou a ele que estava dormindo com outros estudantes com idades entre 12 e 15 anos.

Alyssa só foi descoberta quando ela e um estudante estavam furtando em uma loja de departamentos e os investigadores não conseguiram associar seu nome à data de nascimento que ela fornecera.

A americana também fez uma vítima do sexo feminino. De acordo com a polícia, uma estudante do ensino médio declarou em depoimento ter “se envolvido em ato sexual consensual” com o menor que, mais tarde, revelaria ter tido relações sexuais com a golpista. A menor disse que Alyssa copiou do seu celular o vídeo em que ela aparece fazendo sexo consensual com o garoto e distribuiu as imagens a colegas de classe pelo Snapchat sob o nome de usuário “alyssazingerr”.

Segundo o relato da estudante, Alyssa perguntou se ela poderia ir até a casa da menor a fim de carregar o seu próprio celular e obteve resposta afirmativa. Então, quando a adolescente estava no banheiro, a golpista começou a gravar vídeos e outros dados do telefone da estudante usando a câmera de vídeo do seu celular.

Alyssa Ann Zinger em tribunal na Flórida — Foto: Reprodução
Alyssa Ann Zinger em tribunal na Flórida — Foto: Reprodução

Fonte: EXTRA Globo  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/04/2024/07:42:51

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