Agroindústria e agricultura familiar: estratégia promove o desenvolvimento no Pará

Foto: Elias Serejo/IPAM | Para muitas famílias, a agroindústria é a principal fonte de sustento. No entanto, a manutenção dessas estruturas enfrenta desafios significativos, como a concorrência com grandes empresas e a adaptação às exigências sanitárias, fiscais e previdenciárias. Para superar as dificuldades, a união dos produtores em sociedades e cooperativas tem apontado para um caminho exitoso, pois fortalece a força produtiva e aumenta a competitividade.

A inserção das infraestruturas em propriedades rurais por meio de parcerias entre organizações comunitárias, estado e terceiro setor tem demonstrado viabilidade como estratégia de verticalização da produção na realidade da agricultura familiar.

Cooperação

Um exemplo do impacto positivo das agroindústrias familiares pode ser visto em Xinguara, no sul do Pará, onde está o sítio Bom Retiro, administrado por Oseias Carneiro Santos e sua família. A propriedade, onde são cultivadas frutas e possui um pequeno rebanho de gado leiteiro, foi recentemente beneficiada com uma das sete agroindústrias de produção artesanal inauguradas na última semana, com apoio do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia).

Oseias, conhecido por sua articulação na região e por agrupar outras famílias em busca de melhores condições de produção, comemorou a entrega da infraestrutura e o recebimento do selo de produção artesanal vegetal. Entregue pela diretora de Defesa e Inspeção Vegetal da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (ADEPARÁ), Lucionila Pantoja Pimentel, o selo atesta que boas práticas de fabricação são seguidas. “É uma política pública que fortalece os pequenos produtores rurais. Com o selo, eles podem fornecer alimentos para a merenda escolar e comercializar os produtos em todo o Pará”, destacou Lucionila.

Para a diretora adjunta de desenvolvimento territorial do IPAM, Lucimar Souza, o fato de o estado do Pará ter uma política pública específica para a produção familiar é uma oportunidade de desenvolvimento. “Esse conjunto de ações é possível em virtude da Lei Nº 7.565/2011, que torna as agroindústrias um empreendimento regularizado e com garantias de boas práticas”, comentou.

Benefícios das Agroindústrias

Além da agroindústria de polpa de frutas na propriedade de Oseias, foram entregues outras quatro com o mesmo formato e duas para a produção de farinha de mandioca. A iniciativa faz parte do projeto Apoio à Produção Familiar Sustentável nos Municípios do Pará: Capacitação, Infraestrutura e Educação, executado pelo IPAM e pela FBDS (Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável), com financiamento da BMTE (Belo Monte Transmissora de Energia) e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), em parceria com a FVPP (Fundação Viver, Produzir e Preservar), organizações e grupos da agricultura familiar, as prefeituras municipais, SEAF (Secretaria de Estado da Agricultura Familia e Comunidades Tradicionais no Pará) Emater Pará e Adepará.

Segundo o coordenador do IPAM no Pará, Edivan Carvalho, essas agroindústrias são fruto da articulação dos produtores por meio de organizações sociais. “Além da estrutura física, foram entregues equipamentos que facilitam e otimizam o processo de beneficiamento. É um movimento de fortalecimento da agricultura familiar que vai gerar renda e aumentar a escala de produção”, afirmou.

Agricultura Familiar no Brasil

De acordo com os últimos dados do Censo Agropecuário do IBGE, a agricultura familiar no Brasil é composta por 3,9 milhões de propriedades, representando 77% de todos os estabelecimentos agrícolas do país. Elas ocupam 23% da área total de produção, equivalente a 80,8 milhões de hectares, quase a área do estado do Mato Grosso. Essas propriedades são responsáveis por 23% do valor bruto da produção agropecuária do Brasil e por 67% das ocupações no campo, empregando 10,1 milhões de trabalhadores.

Desses trabalhadores, 46,6% estão no Nordeste, 16,5% no Sudeste, 16% no Sul, 15,4% no Norte e 5,5% no Centro-Oeste. Na agricultura familiar, tanto a produção de alimentos quanto a gestão das propriedades são predominantemente realizadas pelas famílias, evidenciando a importância dessa modalidade para a sustentabilidade e desenvolvimento rural do país.

Famílias como a de Werlen de Sá Rosa, morador do município de Floresta do Araguaia (PA) e proprietário da Fazenda Santa Fé, trabalham com polpa de frutas. “O que antes perdíamos de frutas, hoje vai ser agregado em renda para todos nós. Vamos poder processar tudo na fábrica”, comemorou.

A média de produção da família de Werlen, no modelo tradicional, era de 300 quilos por mês. Com a infraestrutura, a expectativa é que chegue a 1.200 quilos. “Se antes a gente trabalhava sozinho, agora teremos o reforço de até 15 famílias beneficiadas. Já estamos procurando mercado para expandir”, comentou.

Farinha de Mandioca

De acordo com dados da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), a mandioca é cultivada em diferentes regiões do país, mas está enraizada na cultura dos agricultores da Amazônia devido à herança indígena. Tradicionalmente, a transformação da mandioca é feita por métodos artesanais, mas a mecanização está crescendo.

As instalações entregues permitem maior escala de produção e melhores condições fitossanitárias, mostrando o potencial de modernização e fortalecimento da cadeia produtiva da mandioca. “Todo processamento deve ser feito dentro da agroindústria para garantir o selo de produção artesanal vegetal. Por isso, os agricultores estão se organizando para utilizá-la ao invés das tradicionais casas de farinha”, argumentou o técnico de pesquisa do IPAM Wirislan Xavier.

Xavier referia-se à infraestrutura entregue à APEMPRAL (Associação dos Pequenos e Médios Produtores Rurais do Lajedo II), que conta com 50 associados. O presidente da entidade, Ronildo Chaves Pedrosa Timóteo, recorda o caminho até a inauguração: “Nós acreditamos na parceria e seguimos firmes. Uma das conquistas mais comemoradas pelos sócios foi o forno elétrico, que diminui a penosidade do trabalho manual e, junto com os outros equipamentos, vai proporcionar qualidade de vida”.

A Cooperativa da Agricultura Familiar de Curionópolis, que detém a marca Golden Polpas; a Cooperativa Mista da Agricultura Familiar de Itupiranga; o empreendimento familiar MN Frutas, de Rio Maria, e Q Delícia, em Floresta do Araguaia, também receberam agroindústrias de polpas de frutas. O empreendimento Canarana – O Sabor Crocante recebeu uma para farinha.

“A agroindustrialização rural na Amazônia contribui para transformar agricultores que antes eram produtores de matéria-prima ou comerciantes de porta em porta em protagonistas no cenário econômico formal. Esse avanço eleva o status econômico e fortalece o comércio local e amplia a participação desses agricultores em programas institucionais”, avalia a analista de pesquisa do IPAM Thaynara Veloso.

Resultados do projeto

O IPAM elaborou, em cada um dos 12 municípios beneficiados, o Plano Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável, construído a partir de consultas às comunidades. Mais duas atividades foram fortalecidas: a Casa Familiar Rural do município de Pacajá contou com a perfuração de um poço artesiano e estrutura de abastecimento de água, reformas hidráulicas, estruturais e elétricas do prédio de alojamento dos estudantes, e uma agroindústria de beneficiamento de polpas de frutas. Nas Casas Familiares Rurais de Anapu e Pacajá, o projeto construiu unidades de produção de aves e suínos e implementou Sistemas Agroflorestais. Com as sete agroindústrias entregues em junho, o projeto soma 19 empreendimentos implementados.

Foto: Elias Serejo/IPAM
Foto: Elias Serejo/IPAM

Fonte: ipam.org.br/  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/06/2024/17:48:55

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Barão italiano procurado pela Interpol é preso em condomínio de luxo

Foto: PF/Divulgação | A Justiça decretou a arrecadação e o sequestro de bens, veículos e imóveis avaliados em mais de R$ 35 milhões.

Procurado pela Interpol, um italiano foi preso, na manhã desta quarta-feira (26/6), em um condomínio de luxo na cidade de Camboriú (SC). O criminoso é o principal alvo da Operação Toppare, que investiga o crime de lavagem de dinheiro.

A ação é coordenada pela Polícia Federal (PF). O criminoso já foi condenado na Itália por associação criminosa e tráfico transnacional de drogas.

As investigações foram iniciadas a partir da inclusão do cidadão italiano na Difusão Vermelha (Red Notice) da Interpol. Durante as diligências, a PF o localizou e apurou que atuava na região do litoral catarinense promovendo a lavagem de dinheiro oriundo do tráfico. Foi constatado, ainda, que o fugitivo internacional possui expressivo patrimônio sem origem legal, como imóveis, veículos de luxo e embarcações.

Na ação, a PF cumpriu o mandado de prisão internacional, ratificado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e dois mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nas cidades catarinenses de Itajaí e Camboriú. A Justiça também decretou a arrecadação e o sequestro de bens, veículos e imóveis, avaliados em mais de R$ 35 milhões.

O preso foi conduzido à delegacia de Polícia Federal de Itajaí, onde serão adotadas as providências de polícia judiciária. Em seguida será encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá até a extradição para a Itália.

Fonte: Metrópoles  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/06/2024/17:41:56

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Governo encaminha projeto do novo PNE ao Congresso Nacional

Foto: Gaia Schüler/MEC | Projeto de Lei que institui diretrizes para a educação brasileira na próxima década foi assinado pelo Presidente Lula nesta quarta-feira (26/6). Texto prevê 18 objetivos, com metas quantificáveis.

O Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado do Ministro de Estado da Educação, Camilo Santana, assinou nesta quarta-feira, 26 de junho, o Projeto de Lei (PL) do Plano Nacional de Educação (PNE) 2024-2034 que será encaminhado ao Congresso Nacional. A cerimônia aconteceu no Palácio do Planalto, em Brasília (DF).

O projeto foi elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), a partir de contribuições de um grupo de trabalho (GT) que discutiu a temática. Além disso, foram realizados debates com a sociedade e com representantes do Congresso Nacional, de estados, municípios, conselhos de educação, entre outros. Também foram consideradas as proposições do documento da Conferência Nacional de Educação (Conae), realizada em janeiro.

Durante o encontro, o Ministro Camilo Santana ressaltou a importância do novo PNE ser aprovado ainda em 2024, para começar a valer em 2025. Contudo, pontuou que o projeto passará por um amplo debate nas casas legislativas – Câmara dos Deputados e Senado Federal –, com participação de especialistas em audiências públicas, em vários segmentos.

Sobre o teor da proposta do MEC, Camilo Santana afirmou que foi um plano construído de forma objetiva, com metas para os próximos dez anos, que atendem pautas como: financiamento da educação, educação infantil, escola em tempo integral, acesso ao ensino superior, educação profissional e tecnológica, inclusão e equidade. “A novidade do plano é que ele está mais objetivo, do ponto de vista das suas metas. Ao todo, são 18 objetivos, com 58 metas estabelecidas e 253 estratégias. Além disso, o plano foca na qualidade da aprendizagem, na questão da equidade e da inclusão para reduzir a desigualdade educacional do nosso país”, afirmou.

Também considerou o envio da proposta para o Congresso Nacional um passo importante para o futuro da educação. “A nossa proposta tem metas ousadas, desafiadoras, mas importantes para que a gente possa garantir a evolução e os avanços da educação brasileira, principalmente da educação pública, de qualidade, gratuita e que tenha a inclusão de todos”, finalizou.

Proposta – O texto prevê 18 objetivos, compreendidos nas temáticas de educação infantil, alfabetização, ensino fundamental e médio, educação integral, diversidade e inclusão, educação profissional e tecnológica, educação superior, estrutura e funcionamento da educação básica.

Para cada objetivo, foram estabelecidas metas que os quantificam e permitem seu monitoramento ao longo do decênio. A proposta contém 58 metas, que são comparáveis com os 56 indicadores do plano vigente. Para cada meta, há um conjunto de estratégias que expressam as principais políticas, programas e ações envolvendo a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios, para o alcance dos objetivos propostos.

Santana destaca que o novo PNE é técnico, bem elaborado, com metas factíveis e com ferramentas de acompanhamento e monitoramento. “Encaminhamos ao Congresso Nacional um texto bastante técnico e fruto da participação da sociedade. A marca deste plano é a equidade. É um princípio que atravessa todos os 18 objetivos do PNE. Uma novidade é o fato de termos metas focadas na redução de desigualdades entre grupos sociais”, explica.

O novo PNE também traz outras inovações, como a ênfase na qualidade da oferta do ensino, com objetivos e metas focados no alcance de padrões de qualidade na educação infantil, na educação profissional e tecnológica, no ensino superior e na formação de docentes. Além disso, há objetivos específicos para as modalidades de educação escolar indígena, educação do campo e educação escolar quilombola, relacionados à ampliação do acesso para estes estudantes. O projeto mantém metas para os públicos-alvo da educação especial e educação bilíngue de surdos.

Há, ainda, a perspectiva da educação integral como conceito. Mais do que jornada expandida, o texto aborda essa modalidade na perspectiva da educação integral, incluindo condições necessárias para o desenvolvimento pleno dos estudantes, com atividades complementares, como, por exemplo, artes, línguas e esportes.

Histórico – O PL do novo PNE começou a ser debatido pelo MEC desde o início desta gestão. Durante a cerimônia de transmissão de cargo, em 2 de janeiro de 2023, o ministro Camilo Santana afirmou que começariam naquele momento as discussões com todos os atores para a elaboração do novo Plano.

Em junho do mesmo ano, foi instituído o GT para analisar os problemas da educação nacional e elaborar um diagnóstico contendo diretrizes, objetivos, metas e estratégias para o PNE 2024-2034. O colegiado era formado por representantes da Pasta e autarquias vinculadas – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes); Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep); Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE) –, do Conselho Nacional de Educação, do Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais e Distrital de Educação (Foncede); União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme); Fórum Nacional de Educação (FNE); União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime); Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Educação (Consed); Comissão de Educação da Câmara dos Deputados (CE/CD); e Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal – (CE/SF).

O GT foi coordenado pela Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase) do MEC.

A Conferência Nacional de Educação (Conae), convocada por decreto presidencial e promovida pelo MEC, também discutiu a proposta do novo PNE. Com o tema “Plano Nacional de Educação 2024-2034: Política de Estado para garantia da educação como direito humano com justiça social e desenvolvimento socioambiental sustentável”, a etapa nacional da conferência foi realizada entre os dias 28 e 30 de janeiro de 2024. O encontro nacional foi precedido pelas etapas municipais, intermunicipais, distrital e estaduais. As conferências contribuíram para o fortalecimento dos fóruns municipais, distrital e estaduais de educação e para o debate sobre políticas públicas de educação.

1 – Ampliar a oferta de matrículas em creche e universalizar a pré-escola;
2 – Garantir a qualidade da oferta de educação infantil;
3 – Assegurar a alfabetização ao final do 2º segundo ano do ensino fundamental para todas as crianças, em todas as modalidades educacionais, com inclusão e redução de desigualdades;
4 – Assegurar que crianças, adolescentes e jovens em idade escolar obrigatória concluam o ensino fundamental e o ensino médio na idade regular, em todas as modalidades educacionais, com inclusão e redução de desigualdades;
5 – Garantir a aprendizagem dos estudantes no ensino fundamental e no ensino médio, em todas as modalidades educacionais, com inclusão e redução de desigualdades;
6 – Ampliar a oferta de educação integral em tempo integral para a rede pública;
7 – Promover a educação digital para o uso crítico, reflexivo e ético das tecnologias da informação e da comunicação, para o exercício da cidadania;
8 – Garantir o acesso, a qualidade da oferta e a permanência em todos os níveis, etapas e modalidades na educação escolar indígena, na educação do campo e na educação escolar quilombola;
9 – Garantir o acesso, a oferta de atendimento educacional especializado e a aprendizagem dos estudantes público-alvo da educação especial e dos estudantes público-alvo da educação bilíngue de surdos, em todos os níveis, etapas e modalidades;
10 – Assegurar a alfabetização e ampliar a conclusão da educação básica para todos os jovens, adultos e idosos;
11 – Ampliar o acesso e a permanência na educação profissional e tecnológica, com inclusão e redução de desigualdades;
12 – Garantir a qualidade e a adequação da formação às demandas da sociedade, do mundo do trabalho e das diversidades de populações e seus territórios na educação profissional e tecnológica;
13 – Ampliar o acesso, a permanência e a conclusão na graduação, com inclusão e redução de desigualdades;
14 – Garantir a qualidade de cursos de graduação e instituições de ensino superior;
15 – Ampliar a formação de mestres e doutores, de forma equitativa e inclusiva, com foco na prospecção e solução dos problemas da sociedade;
16 – Garantir formação e condições de trabalho adequadas aos profissionais da educação básica;
17 – Assegurar a participação social no planejamento e gestão educacional;
18 – Assegurar a qualidade e equidade nas condições de oferta da educação básica.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria Executiva  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/06/2024/17:21:45

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Tentativa de golpe na Bolívia: especialistas explicam crise no país

Foto: Reuters TV/Proibida Reprodução | Especialistas citam crise econômica, disputa política e ação isolada.

Tanques e soldados do Exército invadem a entrada do palácio presidencial em La Paz, na Bolívia. Roteiro e imagens lembram as décadas de 1960 e 1970, quando ditaduras militares se espalharam pela América do Sul. Mas a cena ocorreu nesta quarta-feira (26) no país sul-americano. Acontecimento surpreendente ou desfecho para um governo em crise? Especialistas em Relações Internacionais explicaram à Agência Brasil o cenário que levou à tentativa fracassada de golpe na Bolívia.

Ato isolado

Em primeiro lugar, existe um entendimento comum de que o episódio desta quarta-feira (26) foi muito mais um ato isolado do general Juan José Zúñiga do que um movimento bem planejado, com apoio de diferentes forças sociais. O general foi demitido nesta terça-feira (25) do cargo de comandante do Exército, depois de ameaçar o ex-presidente Evo Morales.

“O general teve um erro de cálculo político. Achou que receberia algum respaldo ao ameaçar o Evo Morales. Mas o atual presidente boliviano bancou a aposta e tirou o general do comando do Exército. E aí ele se viu numa situação de isolamento e tentou o golpe de uma maneira muito improvisada, sem participação de outras lideranças das Forças Armadas. E foi importante ver que ele não teve apoio significativo de nenhum grupo social do país”, diz Maurício Santoro, cientista político e professor de Relações Internacionais.

“O Evo Morales já convocou uma greve geral e tem os movimentos sindicais muito alinhados com ele. O próprio presidente Luis Arce também veio a público para pedir que a sociedade boliviana se junte contra esse golpe. E setores da oposição se colocaram contra o golpe. A própria Jeanine Añez, que já foi presidenta e opositora do Evo, disse que não aceita o que aconteceu. O Luís Camacho, importante líder contra o Evo Morales em 2019 falou que não aceita também. Então, esse movimento de golpe parece isolado. Muito mais uma tentativa do Exército e do próprio Zúñiga de demonstrar poder, do que de fato querer impor um novo governo”, diz Arthur Murta, professor de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.

O general Zúñiga foi preso após liderar a tentativa de golpe.

Crise econômica e disputas políticas

Em segundo lugar, o ato do general pode ser entendido a partir de problemas mais estruturais que o país enfrenta, como a dimensão econômica.

“A Bolívia está vivendo uma situação econômica muito difícil. O principal setor é o de gás natural, que está enfrentando uma série de problemas. Isso levou a uma queda nas exportações, e as reservas internacionais da Bolívia estão muito pequenas, em torno de US$ 3 bilhões. O que é nada para as necessidades de um país. Para comparar, o Brasil que tem uma situação bastante confortável em termos de reservas tem hoje mais de US$ 350 bilhões. Isso significa que a Bolívia está com muita dificuldade de importar mesmo produtos básicos para o dia a dia: alimentos, remédios, combustíveis”, diz Maurício Santoro.

“Os países andinos estão baseados no extrativismo pesado e com os preços nas alturas. O Estado quer se apropriar de uma parte desse excedente econômico. E grupos nacionais e multinacionais querem pegar absolutamente tudo. Mas não é como Salvador Allende. na década de 70, que estava mantendo a companhia do cobre sob o controle, ou estatizando empresas. Agora é o contrário, é uma administração que quer se apropriar de parte desses excedentes para a realização de políticas públicas. A classe dominante e as multinacionais nem isso topam. Então nós ficamos sempre numa situação limite entre o Estado e essas forças sociais”, explica o professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Nildo Ouriques.

Do ponto de vista das disputas políticas, as tensões entre diferentes líderes e partidos do país contribuem para aumentar os riscos à democracia.

“O componente político dessa crise é o fato de que no ano que vem a Bolívia vai ter eleições presidenciais e o general que tentou o golpe hoje disse ontem que se o Evo Morales se apresentar como candidato à presidência, as Forças Armadas iriam intervir e prender o Evo. Há poucos anos aconteceu uma crise política semelhante na Bolívia, em 2019, que terminou com a deposição do Evo e a intervenção dos militares. Então, é uma ferida que ainda está aberta”, diz Maurício Santoro.

“Se voltarmos mais no tempo, a década de 1990 é relativamente estável na Bolívia. As tensões começam com a chegada ao poder do Evo Morales em 2006, que provoca fraturas de poder. Ele começa a fazer política redistributiva de renda, nacionalizar os hidrocarbonetos, entre outras questões, que geram insatisfações com a elite. A Bolívia entra num cenário de piora dessa estabilidade democrática, porque o Evo desestabiliza um sistema anterior de poder, em que a população pobre indígena estava sub-representada. Isso faz crescer o movimento reacionário, que se manifesta até hoje”, diz Arthur Murta.

Contexto regional

Para os pesquisadores, é preciso considerar também um contexto mais amplo na América do Sul, com avanço de grupos e lideranças de extrema-direita, que representam o crescimento de movimentos autoritários e antidemocráticos. Em alguns casos recentes, houve tentativas de golpe igualmente fracassadas.

“Essa tentativa de golpe faz parte de um contexto mais amplo de crise da democracia na América Latina. Esse ano a gente teve na Guatemala uma tentativa de impedir a posse de um presidente eleito. Manifestantes invadiram o Congresso no Brasil no ano passado em tentativa de golpe. Bom que a democracia está resistindo e mostrando ter anticorpos e ser mais resiliente. Mas é preocupante que todas essas crises estejam ocorrendo na região nos últimos anos”, diz Maurício Santoro.

“O que foi positivo hoje é que a resposta internacional foi muito forte na defesa da democracia boliviana. Todos os países da América do Sul se manifestaram em maior ou menor grau em defesa da democracia. Isso foi uma coisa importante. A Organização dos Estados Americanos também respondeu de modo muito rápido e contundente”, acrescentou.

Fonte: Agência Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/06/2024/17:18:27

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Ator é achado morto após noitada com duas mulheres que conheceu no Tinder

Alex Araya, ator chileno encontrado morto na Colômbia — Foto: Reprodução

Acredita-se que o chileno Álex Araya tenha sido dopado com burundanga em apartamento de Medellín, Colômbia.

O ator chileno Álex Andrés Araya, que tinha 42 anos, foi encontrado morto em um Airbnb que ele alugava em Medellín (Colômbia).

O corpo do ator, sem sinais de violência, foi encontrado em 7 de junho por uma faxineira, segundo o jornal “La Tercera”. Na noite anterior, Araya teria saído com duas mulheres que ele conhecera pelo aplicativo de paquera Tinder, segundo seu irmão, Eduardo, que conversou com o jornal chileno. Araya foi ao imóvel do Airbnb por volta das 23h30 com as duas mulheres – duas horas depois, apenas as duas mulheres saíram do apartamento. Elas levaram duas malas pequenas, com pertences do ator.

As mulheres roubaram os cartões de crédito e o celular de Araya, que usaram para pagar viagens de Uber e joias. O caso só começou a ser explorado pelas mídias chilena e colombiana na semana passada.

Araya é o 29º estrangeiro a morrer em Medellín este ano. Originário de Antofagasta, Araya estava de férias na Colômbia. A sua família acredita que ele pode ser mais uma vítima da burundanga.

Burundanga, ou escopolamina, é uma droga que, de acordo com um alerta de viagem do Departamento de Estado dos EUA, pode “deixar a vítima inconsciente por até 24 horas ou mais” e em doses maiores pode “causar insuficiência respiratória e morte”.

Fonte: EXTRA  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/06/2024/17:13:47

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Mais de 198 mil alunos do Pará recebem o Pé-de-Meia em junho

Mais de 2,7 milhões de alunos do ensino médio de todo o país estão entre os beneficiários do Pé-de-Meia – Foto: Luís Fortes/MEC

Pagamentos da quarta parcela, no valor de R$ 200, começam nesta quarta-feira (26/5), com mais de R$ 39 milhões milhões investidos no estado. Em todo país, 2,7 milhões de estudantes serão beneficiados por um investimento federal de R$ 8,2 bilhões em 2024

Pará é um dos oito estados brasileiros com mais de 100 mil alunos beneficiados pelo programa Pé-de-Meia, a poupança do ensino médio, promovida pelo Governo Federal. No total, 198.380 estudantes do estado receberão, a partir desta quarta-feira (26/6), a quarta parcela do programa, no valor de R$ 200, fruto de um investimento de R$ 39,67 milhões.

Para 2024, estão previstos para o Pará recursos da ordem de R$ 606,1 milhões. Em todo o país, mais de 2,7 milhões de alunos serão beneficiados em 2024 por um investimento de R$ 8,2 bilhões, dos quais R$ 542,42 milhões serão pagos em junho nas 27 Unidades da Federação.

Os pagamentos deste mês seguem de forma escalonada até 1º de julho, de acordo com a data de nascimento dos estudantes. O repasse é referente à frequência às aulas no mês de abril. O valor será depositado para todos os estudantes na conta aberta pela Caixa Econômica Federal. Em caso de dúvidas, basta acessar os canais digitais do Ministério da Educação (MEC) ou o aplicativo Jornada do Estudante.

“O grande motivo de o jovem sair da escola é a questão financeira. É claro que o Pé-de-Meia vem se somar a outras políticas: de alfabetização, de educação de tempo integral, de formação de professores. O jovem quer ir pra uma escola atrativa, que tenha uma boa infraestrutura, que tenha conectividade, esporte. Portanto, é fundamental um conjunto de ações e um bom acolhimento na escola. O Pé-de-Meia veio para dar esse apoio aos estudantes do ensino médio, para seguirem na escola, para serem o que quiserem”, afirma o ministro Camilo Santana (Educação).

INFOGRÁFICO | Investimento do Governo Federal no Programa Pé-de-Meia em junho é de R$ 8,2 bilhões
INFOGRÁFICO | Investimento do Governo Federal no Programa Pé-de-Meia em junho é de R$ 8,2 bilhões

POUPANÇA – Conhecido como “poupança do ensino médio”, o Pé-de-Meia prevê o incentivo mensal de R$ 200, que pode ser sacado a qualquer momento, além de depósitos de R$ 1 mil ao fim de cada ano concluído, que só podem ser retirados da poupança após a conclusão do ensino médio.

PARCELAS – Considerando as dez parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores podem chegar a R$ 9.200 por aluno que cumprir os três anos do ensino médio com o benefício.

CRONOGRAMA – Os pagamentos da 4ª parcela serão realizados de acordo com o mês de nascimento dos estudantes, na seguinte ordem:

Data de pagamento Mês de nascimento do estudante
26 de junho Janeiro, fevereiro e março
27 de junho Abril, maio e junho
8 de junho Julho, agosto e setembro
1º de julho Outubro, novembro e dezembro

COMO FUNCIONA – Os depósitos são feitos em contas digitais abertas automaticamente pela Caixa em nome dos participantes. Caso o aluno contemplado seja menor de idade, é necessário que o responsável legal realize o consentimento e autorize o estudante a movimentar a conta, sacar o dinheiro ou usar aplicativo Caixa Tem. Esse consentimento pode ser feito pelo aplicativo Caixa Tem ou em uma agência da Caixa. Se o aluno tiver 18 anos ou mais, a conta já estará desbloqueada para uso do valor recebido.

CONDIÇÕES – O recebimento do Pé-de-Meia está condicionado ao cumprimento de requisitos como matrícula, frequência escolar mínima de 80%, aprovação nos anos letivos e participação no Enem no último ano do ensino médio público.

REGIÕES – A Região Nordeste concentra o maior número de alunos no programa. Somados os nove estados, o Nordeste conta com mais de 1,16 milhão de estudantes contemplados. Em seguida aparecem Sudeste (809 mil alunos), Norte (382 mil), Sul (183 mil) e Centro-Oeste (162 mil).

ESTADOS – Oito estados contam com mais de 100 mil alunos contemplados. São Paulo lidera a lista, com 365,5 mil. Na sequência, aparecem Bahia (272,9 mil), Minas Gerais (225,9 mil), Ceará (215,7 mil), Pará (198,3 mil), Pernambuco (187,8 mil), Rio de Janeiro (179,5 mil) e Maranhão (156,2 mil).

Fonte: GOV  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/06/2024/12:56:51

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Influenciador é preso e tem seus bens apreendidos pela justiça em Guarantã do Norte- MT

(Foto: Reprodução)- Um influencer digital de Guarantã do Norte foi preso e teve seus bens apreendidos e sua conta bancária bloqueada durante uma operação da polícia regional de Guarantã na manhã de hoje (27).

A princípio a operação tinha como objetivo somente o mandado de busca e apreensão, porém os policiais encontraram munições cal. 9mm sem registro, o delegado Geraldo Gezoni falou também relatou que o influencer ao ver a presença da polícia em sua residência, quebrou seus dois celulares, afim de ocultar e dificultar as investigações e o trabalho da justiça, a corrente doutrinária do direito caracteriza isso como crime de fraude processual.

Também segundo o delegado, o suspeito teria entregue cerca de R$ 400 mil reais em prêmios em 40 dias.

Clique no link abaixo e veja a entrevista completa com o delegado Geraldo Gesoni.

> https://www.instagram.com/reel/C8uaAbbOloN/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

Fonte: O Território  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/06/2024/11:58:54

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Policial atira na boca de jovem que fazia manobras arriscadas em Caldas Novas; vídeo

Motociclista Gustavo Henrique da Silva Minduri é baleado por policial durante abordagem em Caldas Novas — Foto: Reprodução/TV Anhanguera e Polícia Militar

Imagens mostram quando Gustavo Henrique da Silva Minduri, de 19 anos, é abordado e cai da moto. Ele está na UTI em estado grave e respira com a ajuda de aparelhos, segundo hospital.

Um vídeo mostra quando o motociclista Gustavo Henrique da Silva Minduri, de 19 anos, leva um tiro na boca durante uma abordagem policial enquanto ele fazia manobras em uma rua de Caldas Novas, no sul do estado. Imagens mostram quando ele cai da moto e é abordado pela equipe da Polícia Militar.

O caso aconteceu no último sábado, no Setor Santa Efigênia. Nesta quarta-feira (26), o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, informou que o jovem está na UTI em estado grave e respira com a ajuda de aparelhos.

A Polícia Militar alega que o tiro foi dado em legítima defesa após o jovem atropelar um policial da corporação. Já a família do jovem nega essa versão.

“O médico falou pra gente que o tiro foi dado de cima para baixo, que ele [policial] atirou dentro da boca do meu neto. O rosto do meu neto está todo desfigurado”, disse a avó do jovem, Fernanda Rosa da Silva.

A Polícia Militar disse em nota que Gustavo, que estava em uma moto, estaria praticando manobras perigosas próximo a um local onde era realizado um arraiá e que, em determinado momento, teria invadido o espaço destinado ao público. Além disso, a polícia afirmou que, durante a abordagem, o jovem teria atropelado um dos policiais e outras duas pessoas (veja a nota completa ao final da reportagem).

“Um policial que tentou detê-lo foi também atropelado pela motocicleta e, em legítima defesa própria e de terceiros presentes no local, efetuou um disparo de arma de fogo, atingindo o condutor da motocicleta, neutralizando a ação criminosa”, alegou a PM em nota.

Abordagem policial

O caso aconteceu durante a madrugada de sábado (22). A Polícia Militar alega que após Gustavo Henrique realizar manobras perigosas como “empinar a moto, cortar giro, subir na calçada e acelerar em direção às pessoas presentes no evento”, pediu para que o jovem parasse.

No boletim de ocorrência, a polícia ainda narra que, após a ordem de parada ter sido desobedecida, Gustavo teria atropelado um dos policiais e outras duas pessoas presentes no local. Esse policial, segundo o relato, teria atirado por “legítima defesa” contra o jovem.

>CLIQUE AQUI E ASSSISTA O VÍDEO NO INSTAGRAM DO FOLHA

“Devido à dinâmica dos fatos e à velocidade da reação, o disparo acertou a boca do infrator, que ainda estava sentado em sua moto. No momento do disparo, o policial militar encontrava-se lateralizado ao motociclista, com sua perna na roda da frente da moto”, relata a PM no boletim de ocorrências.

A família nega que a dinâmica tenha ocorrido dessa forma, ao afirmar que o tiro teria sido realizado de cima para baixo. A avó do rapaz, Fernanda Rosa da Silva, ainda contou que Gustavo teve diversas lesões internas com o disparo.

“Afetou tudo, o baço, acertou o esôfago, o pulmão”, detalhou Fernanda Rosa.

Em nota, a PM ainda afirma que o jovem tinha passagens pela polícia por tráfico de drogas, mas a família nega. Após a abordagem policial que resultou na internação de Gustavo em estado grave, os familiares do jovem também pedem justiça.

“Eu só quero a verdade. Eu estou pedindo justiça pelo meu neto. Meu neto está ali entubado. O policial com trabalho mal-feito, não respeitando e colocando um menino de 19 anos no hospital”, completou a avó de Gustavo.

Nota da PM na íntegra:

“Durante o festival “Arraiá das Águas Quentes” , no setor Santa Efigênia, em Caldas Novas, ocorreram apresentações artísticas, dentre elas Padre Fábio de Melo e do DJ Jiraya Uai.

Ao final das apresentações, um motociclista que praticava manobras perigosas nas proximidades do evento invadiu o espaço destinado ao público.

O policiamento presente tentou realizar a abordagem e conter o motociclista, Gustavo Henrique da Silva Minduri, 19 anos, inabilitado para a condução de veículo automotor. Durante a tentativa de abordagem, o condutor fez uma conversão e retornou na contramão, acelerando na tentativa de escapar, atropelando duas pessoas na tentativa de fuga.

Um policial que tentou detê-lo foi também atropelado pela motocicleta e, em legítima defesa própria e de terceiros presentes no local, efetuou um disparo de arma de fogo, atingindo o condutor da motocicleta, neutralizando a ação criminosa.

Vale registrar que o autor da direção perigosa e dos atropelamentos (que causaram lesão corporal nas vítimas) já possui passagem criminal por tráfico de drogas.

Diante da situação, a ambulância de prontidão no evento foi acionada, contando com o apoio dos bombeiros civis, que prestaram o devido socorro e encaminharam o indivíduo para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

O fato foi comunicado à autoridade policial, que instaurou inquérito para apurar o caso.”

Fonte: Macajuba Acontece e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/06/2024/09:48:31

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Publicação Nº 141/2024 – FRIBON TRANSPORTES

editalFRIBON TRANSPORTES, CNPJ 10.280.806/0016-10, localizado na BR 163, KM 1094, S/N, sentido Cuiabá-Santarém, Gleba Curuá, Zona Rural, Novo Progresso-PA, torna público que REQUEREU junto a SEMAS/PA a Renovação de Licença de Operação, para a atividade de transporte de produtos perigosos, sob protocolo n° 001904/2024.

Publicado dia 27 de junho de 2024, às 09:33:43,por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br   e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com




Comunidade quilombola denuncia ação da PM que apreendeu balsa no Pará; vídeo mostra policial usando termo racista

Ação da PM em área quilombola no Pará. — Foto: Reprodução

Segundo a comunidade, agentes estaduais agiram sem mandado judicial e a embarcação foi levada para destino desconhecido, junto com a tripulação.

Moradores do território quilombola Amarqualta no município de Acará, no nordeste do Pará, denunciam uma abordagem da Polícia Militar em que uma balsa foi levada pelos agentes.

A embarcação foi conduzida por três quilombolas até destino desconhecido pela comunidade. Os quilombolas também afirmam que os agentes atuaram sem apresentar mandado judicial.

CLIQUE AQUI E ASSISTA O VÍDEO NO G1

O g1 solicitou esclarecimentos da PM, mas ainda aguardava resposta até a publicação da reportagem.

A ação foi pela manhã desta quarta-feira (26). Segundo os relatos da comunidade, os policiais apreenderam a balsa usada pela comunidade para transporte para o outro lado do rio, atravessando ônibus, ambulância, motos, bicicletas usados pela comunidade.

Uma residência também passou por buscas, supostamente sem mandado judicial, segundo a comunidade.

Um vídeo foi gravado por celular no momento em que os policiais obrigam três quilombolas a conduzir a balsa, que ainda levava três viaturas da PM. O efetivo, segundo os moradores, era da PM em Abaetetuba.

Na abordagem, um dos agentes chega a usar termos de cunho racista – (assista ao vídeo acima).

“Eles (os policiais) nos ameaçaram, empurraram uma mulher, sempre falando que iam jogar os pretos no camburão da viatura ou meter bala. Só queríamos saber quem mandou e quais as razões dessa entrada da polícia em nossos territórios federais”, afirma um morador, que teve a identidade preservada pela reportagem.

Viaturas da PM em balsa durante ação em comunidade quilombola no Pará. — Foto: Reprodução
Viaturas da PM em balsa durante ação em comunidade quilombola no Pará. — Foto: Reprodução

O local da ação já foi alvo de disputa entre a comunidade remanescente de quilombo e empresas do ramo do óleo de palma na região.

O alvo da ação da PM foi nas margens do rio Miritipitanga, dentro da Comunidade quilombola Vila Formosa, na localidade Alto Acará.

Fonte: G1 Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/06/2024/08:07:28

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