Criminosos usam inteligência artificial para aplicar cinco novos golpes; veja como se proteger

Foto: © Shutterstock | O dado foi divulgado pelo Anti-Phishing Working Group (grupo de trabalho anti-phishing), uma coalizão internacional para combater golpes de engenharia social na internet, que usam como isca alguma mensagem ou imagem chamativa -por isso, a referência ao verbo pescar em inglês.

Após a popularização do ChatGPT e da inteligência artificial, 2023 ficou registrado como o ano de maior circulação de conteúdos falsos para aplicação de golpes na história. Foram quase 5 milhões de casos, contra 4,7 milhões em 2022.

O dado foi divulgado pelo Anti-Phishing Working Group (grupo de trabalho anti-phishing), uma coalizão internacional para combater golpes de engenharia social na internet, que usam como isca alguma mensagem ou imagem chamativa -por isso, a referência ao verbo pescar em inglês.

Pesquisadores de cibersegurança ouvidos pela reportagem afirmam que, além do ganho em escala, a inteligência artificial permite que os golpistas espalhem mensagens mais convincentes e com menos erros ortográficos.

No lado obscuro da internet, conhecido como “deep web”, circula até uma versão do ChatGPT sem filtros e especializada em dar assistência a estelionatários: o FraudGPT.

Porta-vozes da Polícia Civil, contudo, ainda dizem ter dificuldades para identificar o uso da tecnologia no estelionato digital e não trabalham com esse recorte.

Ainda em 2023, o anuário brasileiro de segurança pública identificou uma alta de 326,2% nos casos de fraude eletrônica entre 2018 e 2022. Dados de estados que divulgam estatísticas sobre esse crime, como Rio de Janeiro e Pernambuco, indicam que a tendência de crescimento se manteve em 2023.

A reportagem reuniu exemplos dos esquemas com IA, que vão de sites falsos para fingir arrecadar doações para o Rio Grande do Sul a fakes em aplicativos de relacionamento. Veja como se proteger.

SITES FALSOS

Em uma busca no Google por sites que arrecadavam recursos para ajudar os desalojados no Rio Grande do Sul, a reportagem encontrou

o site falso “doacoes-rs.vercel.app”, hoje fora do ar. A Vercel mencionada no fim do endereço web é uma plataforma para geração simples de sites a partir de inteligência artificial.

A página que indicava doar para uma chave Pix em nome de uma pessoa física era aberta pela frase de efeito: “ajude-nos a reconstruir vidas”. O site estava repleto de vídeos e imagens da tragédia no Sul, mas não continha referências aos responsáveis por promover a ajuda. Faltavam rostos, nomes, telefone e endereço.

A chave Pix estava no nome de um microempresário individual gaúcho, mas essa informação não era confiável, uma vez que os estelionatários costumam usar dados vazados na internet para abrir contas e aplicar golpes. O link estava patrocinado no Google.

Para evitar o prejuízo, o internauta precisa se atentar aos detalhes, como o trecho “vercel.app”, incomum em um endereço de internet.

Outra dica é evitar os links publicitários do Google, que costumam ser a melhor resposta para a busca, e, por isso, pagam para furar a fila. Os links patrocinados também podem estar em redes sociais.

FAKES DO TINDER

O conhecido golpe do Tinder, que usa perfis falsos para atrair vítimas para sequestros relâmpagos, também ganhou uma variante com IA.

Parte das contas falsas deixou de usar fotos furtadas de terceiros para utilizar imagens geradas por inteligência artificial. A artimanha dificulta reconhecer quando as imagens na verdade são de uma celebridade ou de outra pessoa conhecida.

Uma dica para reconhecer imagens de pessoas geradas por IA é olhar as mãos, que costumam ter defeitos. Outro é procurar detalhes problemáticos como sombras que não fazem sentido ou a falta de marcas de expressão no rosto.

A plataforma Social Catfish, especializada em reconhecer golpes que partem da paquera, recomenda que as pessoas façam buscas reversas para ver se há mais imagens da suposta pessoa na internet. Também é possível buscar por nome, telefone, email ou endereço.

Hoje, os três maiores apps de relacionamento (Tinder, Bumble e Grindr) usam moderação humana e inteligência artificial para identificar os fakes de IA. Tinder e Bumble também oferecem a opção de autenticar o próprio perfil, enviando uma foto tirada na hora, dentro do aplicativo.

Portanto, é mais recomendável manter contato com perfis verificados.

CLONES VIRTUAIS GOLPISTAS

O servidor público goiano Elias Alves diz ter acreditado em uma falsa promoção de um restaurante que frequenta. Teve as contas no WhatsApp e no Instagram invadidas e, além disso, teve a identidade roubada.

No dia 6 de maio, criminosos copiaram, a partir de uma foto enviada por Alves, a imagem dele em um vídeo fraudulento que usava uma proposta de investimento como isca.

Após perceber que havia perdido acesso às redes sociais, Alves conseguiu prevenir amigos e parentes do golpe e evitar prejuízos. Como não houve perdas materiais, o servidor público não registrou boletim de ocorrência junto à Polícia Civil, como é recomendado.

Esse golpe, noticiado pela Folha de S.Paulo em outubro, atrai as vítimas com promessas de investimento de alto retorno financeiro ou venda de móveis a preços impraticáveis e certificam a oferta com a credibilidade da pessoa, cujo perfil fora roubado.

Também circulam nas redes sociais vídeos de famosos como Neymar, Anitta e Drauzio Varella.

Os conteúdos são produzidos em softwares que usam IA para recriar a voz de pessoas, trocar o rosto em vídeos e sincronizar movimentos labiais.

Essa tecnologia ficou conhecida nos últimos anos como deepfake e está mais acessível a cada dia com a popularização de IAs generativas, como o ChatGPT. Hoje, bastam cinco minutos de áudio para copiar uma voz com qualidade aceitável.

Nesses esquemas, a principal tática é a chamada engenharia social -os criminosos recorrem à lábia para receber transferências de seus alvos de forma espontânea. Isso também diminui a chance de o banco bloquear a transação por comportamentos anômalos, como ocorre em outros golpes.

O único jeito de se prevenir do risco de ser clonado na internet é restringir a circulação de imagens e áudios de si, de acordo com o fundador da empresa de cibersegurança Tempest, Lincoln Mattos. Uma opção é tornar a conta privada e limitar a visualização de posts a amigos. A outra é evitar publicar.

LIGAÇÃO FALSA

A mesma tecnologia de deepfakes também é usada em ligações falsas, com vozes clonadas.

A polícia de Hong Kong, por exemplo, investiga um caso em que uma empresa multinacional perdeu 200 milhões de dólares de Hong Kong (R$ 126,5 milhões), depois que estelionatários enganaram seus funcionários com uma chamada de vídeo em grupo falsa criada a partir de IA, de acordo com o South China Morning Post.

Os fraudadores fabricaram representações do diretor financeiro da empresa e de outras pessoas na chamada usando imagens públicas e convenceram a vítima a fazer um total de 15 transferências para cinco contas bancárias em Hong Kong, informou o jornal neste domingo (4), citando a polícia da cidade.

As autoridades não identificaram a empresa nem os funcionários.

Devido ao maior risco de roubo de identidade com IA, os próprios bancos têm trocado a segurança baseada em biometria por análise comportamental.

Hábitos pessoais dos clientes, como horários comuns de transações bancárias e até a maneira de segurar o celular, se tornaram a principal ferramenta de bancos para evitar fraudes em meio ao avanço da inteligência artificial generativa, que pode fraudar sistemas de biometria.

MENSAGENS E EMAILS FALSOS EM MASSA

De acordo com o relatórios do Grupo de Trabalho Anti-Phishing, as redes sociais e as plataformas de email foram o principal local de circulação de mensagens golpistas em texto no ano passado.

As redes sociais concentraram 43% dos golpes, e as plataformas de email, 15%.

As ferramentas de inteligência artificial permitem que os criminosos automatizem a produção de conteúdo e evitem erros gramaticais, que podem gerar estranheza ao leitor.

Quando a isca funciona por si, os criminosos não precisam atrair as vítimas para um site falso, de acordo com Fabio Assolini, diretor da equipe de pesquisa da Kaspersky para América Latina.

A empresa, por exemplo, identificou textos fraudulentos nas redes sociais com objetivo de desviar doações via Pix. Os criminosos citavam entidades legítimas, mas adicionavam chaves de pessoas e empresas laranjas.

Para evitar prejuízos, é sempre importante checar o destinatário da transferência. Embora o Pix seja rastreável pelo sistema do Banco Central, os criminosos, em geral, fracionam as quantias e as movimentam por várias contas para dificultar a busca pelo dinheiro.

Checar se o CNPJ da empresa confere também evita perdas.

Fonte: FOLHAPRESS  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/07/2024/15:34:11

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Avião cai em propriedade rural em Matupá | MT; e 2 morrem carbonizados

Foto por: TV Ouro Minas | Um avião de pequeno porte caiu na  tarde desta terça-feira (23/07), em uma propriedade particular, próxima ao aeroporto de Matupá, em uma plantação de eucalipto.

De acordo com informações da TV Ouro Minas, a aeronave queimou completamente, sendo difícil a identificação, mas tudo indica que não era um monomotor agrícola e sim um avião de médio porte.

O Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil estão no local. Pelo menos duas vítimas morreram carbonizadas no acidente aéreo.

O Corpo de Bombeiros já extinguiu as chamas e aguarda-se a perícia para identificar a aeronave e as vítimas.

Fonte: Nortão Online  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/07/2024/14:49:06

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Luan Santana e Jade Magalhães anunciam que estão à espera do primeiro filho

(Foto: Reprodução/Instagram)- Casal se reconciliou em 2024, após quatro anos separado;

O cantor Luan Santana e Jade Magalhães pegaram os fãs de surpresa, na noite desta segunda-feira, 22, ao anunciarem que estão à espera do primeiro filho. Ou melhor, filha. E já tem até nome. A criança vai se chamar Luna.

Com um carrossel de imagens publicado no Instagram, eles revelaram a novidade, sem expressar nenhuma palavra, somente o sorriso de felicidade.

A história do casal é marcada por momentos emocionantes, com direito à músicas, além de términos e reconciliações.

O sertanejo e a modelo começaram o romance em 2008, quando ela ouviu um pedido de namoro feito nos bastidores de um show do cantor em Taquari, no estado do Mato Grosso, sua cidade natal. Naquela ocasião, o cantor estava em início de carreira. O relacionamento somente se tornou público meses depois.

Jade e Luan ficaram noivos em setembro de 2019. O casal se tornou o queridinho do mundo sertanejo, mesmo após o rompimento, em outubro de 2020.

Já em 2024, o casal se reconciliou após Luan ter terminado seu noivado com Izabela Cunha.

Fonte: ISTOÉ  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/07/2024/07:05:25

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Sargento da PM que baleou universitária na barriga é expulso da corporação no Pará

Sargento da Polícia Militar – Artur dos Santos Junior — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Vítima estava em uma parada de ônibus quando sofreu importunação sexual cometida pelo PM. A jovem de 24 anos, ficou internada durante 12 dias e precisou passar por uma cirurgia.

O sargento da Polícia Militar, Artur dos Santos Junior, que atirou contra uma universitária após a vítima tentar se defender da importunação sexual cometida pelo suspeito, foi expulso da corporação nesta segunda-feira (22). O anuncio foi divulgado no Diário Oficial do Estado.

O crime ocorreu no dia 3 de agosto de 2023 enquanto a vítima estava em uma parada de ônibus, no bairro do Guamá, em Belém. Depois do crime, a jovem de 24 anos, ficou internada durante 12 dias e precisou passar por uma cirurgia.

O documento informou que o processo de exoneração ocorreu ‘a punição de exclusão a bem da disciplina’. O caso foi registrado por uma câmera de segurança e confirma a tentativa de feminicídio.

Nas imagens é possível acompanhar que Catharina Palmerin está em pé. O PM estava encostado em um carro. Inquieto, ele parece observar a vítima, até que se aproximou, falou algo, e ela saiu de perto.

Depois, Catharina já apareceu tentando se livrar do homem. A jovem resistiu, entrou em luta corporal e, em seguida, apareceu sozinha, no chão.

A irmã da jovem diz que ela ainda tentou se defender, usando uma espécie de canivete, mas foi atingida por um tiro no abdômen.

“O que ela tinha era um canivete, que é uma espécie de chaveiro. Ela usa pra abrir embalagens do trabalho dela. Ela não anda com isso com intenção de assaltar como foi relatado. Ela foi covardemente atacada por ele. Ela entrou em luta corporal por legítima defesa”, afirmou Débora Palmerin.

Na época, a jovem foi encaminhada para o Pronto Socorro do Guamá e o sargento da PM foi levado para uma unidade de pronto atendimento da Terra Firme.

No boletim de ocorrência, o caso foi registrado como tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil. O sargento da PM foi preso e o Tribunal de Justiça converteu o flagrante em prisão preventiva por tentativa de feminicídio.

Justiça

Em fevereiro deste ano, houve uma audiência de instrução do caso e o ex-PM que responde pelos crimes de importunação sexual e tentativa de homicídio, participou em liberdade.

O Ministério Público do Estado recomendou que o acusado seja julgado perante o Tribunal do Júri. O g1 entrou em contato com o órgão e aguarda retorno sobre as novas decisões.

Fonte: g1 PA  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/07/2024/13:28:19

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Prouni 2024: MEC oferta mais de 9 mil bolsas de estudo no Pará; veja como participar

Prouni 2024 — Foto: Ana Marin/g1

Graduações em Administração, Pedagogia e Direito são as com maiores vagas. Confira.

O Ministério da Educação (MEC) anunciou que está oferecendo, no Pará 9.241 bolsas para o Programa Universidade para Todos (Prouni). As inscrições para o 2º semestre de 2024 do programa começaram nesta terça-feira (22).

Os interessados tem até a sexta-feira (26) para se cadastrar na página do Prouni, utilizando o login gov.br com CPF e senha.

Dentre as vagas, 7.779 são integrais (100%) e 1.462 são parciais (50%), distribuídas em 144 cursos, de 54 instituições paraenses participantes do programa.

Prouni 2/2024: confira passo a passo para inscrição

O Prouni é um programa do MEC que oferece bolsas de estudo integrais e parciais em instituições particulares de ensino superior.

Para se inscrever, o candidato deve ter realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 ou 2023, ter obtido média mínima de 450 pontos nas áreas de conhecimento e nota superior a zero na redação. (Veja os critérios detalhados mais abaixo.)

Cursos

O curso de graduação com o maior quantitativo de bolsas ofertadas no estado é Administração, com 930, sendo 667 integrais e 263 parciais.

Depois dele, os dois cursos com as maiores ofertas são: Pedagogia com 911 bolsas (903 integrais e oito parciais), e Direito, com 489 bolsas (244 integrais e 245 parciais).

📅 Datas do ProUni 2024 do 2º semestre

  • Inscrições: 23 a 26 de julho
  • Resultado da primeira chamada: 31 de julho
  • Resultado da segunda chamada: 20 de agosto
  • Manifestação de interesse na lista de espera: 9 e 10 de setembro
  • Resultado da lista de espera: 13 de setembro

📝 Como funciona

  • O candidato deve indicar, em ordem de preferência, até duas opções de curso (selecionando a instituição de ensino e o turno).
  • Depois, é necessário marcar se quer participar na modalidade de ampla concorrência ou de cotas.
  • Por fim, precisa monitorar, a cada dia, a nota parcial para aqueles cursos.
  • Se quiser, pode mudar suas escolhas (valerá a última opção marcada antes do fim do período de inscrição).
  • Se o candidato estiver dentro da nota de corte e conseguir uma das vagas ao final do prazo de inscrição, ele constará como pré-selecionado

📚 Quem pode se inscrever

  • Pode se inscrever o candidato que realizou o Enem 2022 ou 2023 e obteve média mínima de 450 pontos nas áreas de conhecimento e nota superior a zero na redação.
  • Além disso, é preciso atender a pelo menos um dos pontos abaixo:
  • Ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública;
  • Ter cursado o ensino médio completo em escola privada como bolsista integral;
  • Ter cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista integral;
  • Ter cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada com bolsa parcial ou sem a condição de bolsista; ou
  • Ter cursado o ensino médio completo em escola privada com bolsa parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista;
  • Ser pessoa com deficiência, na forma prevista na legislação; ou
  • Ser professor da rede pública de ensino, exclusivamente para os cursos de licenciatura e pedagogia, destinados à formação do magistério da educação básica.

Fonte: g1 PA  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/07/2024/13:22:21

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Avião cai no interior do Pará com mais de 300 kg de oxi e cocaína

Avião monomotor cai no interior do Pará com mais de 300 kg de drogas — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Moradores da região acionaram a Polícia após presenciarem a queda da aeronave. O piloto da aeronave não foi encontrado.

Um avião monomotor com mais de 300 kg de drogas, caiu na noite desta segunda-feira (22) próximo a uma região de mata na vila Moça Bonita, distante cerca de 85 km do centro do município de Pacajá, região sudoeste do Pará.

Moradores da região acionaram a Polícia após presenciarem a queda da aeronave. No local, os agentes encontraram os destroços do avião junto a 301 kg de entorpecentes do tipo oxi e cocaína.

O material estava dividido entre 270 tabletes oxi e 30 tabletes de cocaína. A droga foi apreendida e apresentada na Delegacia de Polícia de Pacajá. O piloto da aeronave não foi encontrado.

“Por meio de denúncia da própria população, conseguimos localizar o avião, onde dentro estavam mais de 300 kg de drogas ilícitas. Nossos agentes continuam em diligências na região, a fim de identificar o piloto e os responsáveis pelas drogas”, informou o secretário de Segurança Pública do Estado, Ualame Machado.

A Polícia Civil e Militar segue realizando rondas na região, com objetivo de identificar o piloto e os responsáveis pelas drogas.

Avião monomotor cai no interior do Pará com mais de 300 kg de drogas — Foto: Divulgação
Avião monomotor cai no interior do Pará com mais de 300 kg de drogas — Foto: Divulgação

Fonte: g1 PA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/07/2024/13:04:44

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Boi com chip na Amazônia: como funciona o rastreamento para saber se a carne está livre de desmatamento

Foto: Reprodução | g1 estreia a série ‘PF: prato do futuro’, que mostra soluções para desafios da produção de alimentos no Brasil. No Pará, produtores recorrem à tecnologia para enfrentar um dos maiores problemas da pecuária na região.

“Eu não quero construir um elefante branco. A minha vida está no Pará. Tudo o que eu investi está aqui. E eu comecei a pensar que, daqui a pouco, eu posso ficar excluído e ninguém mais querer comprar carne da Amazônia”, conta o pecuarista e dono do Frigorífico Rio Maria, Roberto Paulinelli.

O g1 visitou a fazenda dele, em Rio Maria, no Pará, o estado com o segundo maior rebanho bovino do país e o maior da Amazônia, para conhecer um sistema de identificação de bois com chips que tem o objetivo de garantir uma carne livre de desmatamento.

O desafio do Brasil

Como maior exportador de carne bovina no mundo, o Brasil sofre pressões para demonstrar que o produto, principalmente quando vindo da Amazônia, não esteja ligado a áreas de desmatamento ilegal. A região tem a maior concentração do rebanho bovino no país.

Os principais desafios são:

o Brasil não tem, hoje, uma política pública nacional para rastrear o gado — o governo federal diz que tem planos para criar uma;

um acordo entre frigoríficos da Amazônia e o Ministério Público Federal prevê o monitoramento de fazendas, mas a adesão é voluntária;

além disso, a maior parte das empresas só checa a situação dos seus fornecedores diretos, ou seja, das fazendas que engordam os bois;

não existe a mesma verificação dos fornecedores indiretos, que são, geralmente, as fazendas que criam bezerros e bois magros. É este gargalo que o rastreamento com uso de chips pretende resolver.

O uso dessa tecnologia é uma das possíveis soluções. Mas, por enquanto, o que existe nesse sentido são iniciativas privadas e recentes.

O projeto-piloto de rastreamento adotado na fazenda de Paulinelli, no Pará, foi criado há um ano pela empresa de geotecnologia Niceplanet, em parceria com a certificadora SBcert.

Até o momento, ele abrange 150 fazendas e frigoríficos do Pará, do Tocantins, de Goiás e de São Paulo – incluindo grandes empresas, como a Frigol e a Minerva.

Paulinelli compra bois para recriar e engordar em sua fazenda e, portanto, lida com muitos fornecedores indiretos. Por isso, ele tem incentivado que esses produtores também rastreiem o gado.

“A gente está sentindo que a restrição contra a Amazônia está apertando cada vez mais”, conta o pecuarista que, além de vender carne para empresas brasileiras, exporta para outros países, principalmente para a China.

A União Europeia tem sido mais dura em relação a essa questão. A partir de 2025, empresas que ficam na UE serão proibidas de comprar produtos de áreas com desmatamento.

A China também começou a se movimentar. Em 2021, a Associação Chinesa da Carne (CMA), que inclui empresas, governo e pesquisadores, publicou regras para evitar a importação de produto associado ao desmatamento. As normas, porém, ainda não têm uma data para começar a valer.

Por causa disso, Paulinelli começou a se adiantar.

Background image

Foto: Bruna Azevedo | Arte g1

 ‘Carne Legal’

Os frigoríficos começaram a fazer algum monitoramento de seus fornecedores em 2009, ano em que o Greenpeace publicou um relatório conhecido como “Farra do boi na Amazônia”, denunciando empresas que compravam gado de terras desmatadas ilegalmente.

A publicação mexeu bastante com o setor: na época, grandes redes de supermercados, restaurantes, marcas de roupas, calçados e carros boicotaram a compra de couro e carne da Amazônia.

Veja quem faz parte da Amazônia legal

Foto: Bárbara Miranda

Diante da forte pressão, grandes frigoríficos da Amazônia assinaram, no mesmo ano, Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) com o Ministério Público Federal (MPF), se comprometendo a não comprar bois de áreas desmatadas. A iniciativa ficou conhecida como Carne Legal.

Os acordos são voluntários e abrangem somente os frigoríficos — os criadores de gado não participam. E, até o momento, o Carne Legal teve a adesão de 130 empresas de cinco estados que fazem parte da Amazônia Legal: Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará e Rondônia.

“Hoje, o Carne Legal alcança 85% dos frigoríficos que têm uma atuação relevante no mercado”, conta o procurador da República Daniel Azeredo, que atua no programa desde o início.

‘Boi na linha’

A implementação do Carne Legal durante esses 15 anos foi bastante complexa e esbarrou em muitas questões técnicas.

“Cada frigorífico, por exemplo, tinha uma forma de olhar para o desmatamento, para a terra indígena. Então, na hora de fazer o monitoramento, tinha fazendeiro que era bloqueado por um frigorífico, mas não por outro”, conta o engenheiro agrícola Lisandro Inakake, gerente de projetos de Cadeias Agropecuárias do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora).

Por causa disso, em 2018, o Imaflora e o MPF começaram a unificar critérios de verificação das fazendas, o que resultou no lançamento do Protocolo Boi na Linha, em 2020.

Esse conjunto de normas estabelece que as empresas chequem, além do desmatamento ilegal, se as fazendas têm trabalho escravo e sobreposição com terra indígena, quilombola e unidades de conservação.

As informações são obtidas por meio do cruzamento de imagens de satélite com dados de diversos documentos, como os do Cadastro Ambiental Rural (CAR), da Guia de Trânsito Animal (GTA), de embargos ambientais do Ibama, da lista suja do trabalho escravo, entre outros.

Os dados são verificados por empresas de auditoria independentes e analisados pelo MPF, que também realiza investigações junto ao Ibama, conta Azeredo.

O problema do fornecedor indireto

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Frase – Daniel Azevedo

Foto: Bruna Azevedo | Arte g1

Hoje, grande parte dos frigoríficos só desenvolveu ferramentas para checar a situação socioambiental dos seus fornecedores diretos, ou seja, das fazendas que engordam os bois e os vendem diretamente para eles.

Mas não há uma verificação das propriedades que criam e recriam os bois, ou seja, dos fornecedores indiretos.

“Às vezes, o animal passa em quatro, cinco fazendas antes de chegar na propriedade que vai vender para o frigorífico. Então, a gente só está olhando para a última. A gente precisa olhar para as demais”, ressalta o procurador.

Etapas da Pecuária de Corte

Etapas da Pecuária de Corte

Foto: Bruna Azevedo, Bianca Batista e Luisa Rivas | Arte g1

Azeredo conta que, nos TACs firmados entre 2009 e 2010, ficou acordado que os frigoríficos também procurariam uma solução para monitorar as fazendas de cria e recria. “Mas, como não existe hoje uma ferramenta para isso, a obrigação fica só no [fornecedor] direto”, explica o procurador.

Inakake, do Imaflora, diz que 30% das 50 mil propriedades rurais da Amazônia têm alguma inconformidade com o protocolo Boi na Linha.

“Majoritariamente, esses 30% são fornecedores indiretos ou fazendas que vendem para um frigorífico sem TAC”, destaca.

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No Rastro do Boi

Foto: Bárbara Miranda, Bruna Azevedo, Bianca Batista e Luisa Rivas | Arte g1

Para Azeredo, o Brasil só vai conseguir monitorar, com precisão, toda cadeia de produção bovina com rastreabilidade individual dos animais, desde o nascimento.

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Foto: Bruna Azevedo | Arte g1

Como é o ‘CPF’ do boi
Roberto Paulinelli, o produtor de Rio Maria, monitora os fornecedores indiretos desde 2010, quando assinou o TAC com o MPF, já que também é dono de um frigorífico.

Mas o controle era feito apenas com documentos: só em julho de 2023, entraram os brincos e chips, que permitem saber de onde veio cada boi.

A iniciativa é conhecida como Primi, sigla para Projeto de Rastreabilidade Individual e Monitoramento dos Indiretos, criado pela empresa de geotecnologia Niceplanet, em parceria com a certificadora SBcert.

🐂Qual é a importância da identificação individual? Hoje, o único controle de entrada e saída de bois das fazendas é feito pela Guia de Trânsito Animal (GTA). Porém esse documento só identifica de onde vieram os grupos de bois, mas não a origem de cada um deles. Quando os lotes chegam nas propriedades, eles são misturados, fazendo com que se perca o controle da origem.

O Brasil até tem um sistema oficial de identificação individual, que é o Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, o Sisbov. Mas esse sistema está ligado ao controle sanitário, e não ao combate do desmatamento.

O Sisbov foi criado há 22 anos pelo Ministério da Agricultura para atender as regras de exportações para a União Europeia. Quem quer vender carne para UE, precisa de duas coisas: ter autorização do bloco e entrar no Sisbov, que dá um número para cada boi.

Mas quem não vende para a União Europeia pode registrar bois no Sisbov.

Foi por causa dessa facilidade que a Niceplanet decidiu adotar esse “CPF” do gado como ponto de partida para o rastreamento com chips. Jordan Carvalho, diretor da empresa, explica que não queria criar um sistema de identificação do nada, sem alguma validação nacional.

Num sistema chamado SMGeo Indireto, a Niceplanet vincula as numerações do Sisbov de cada boi aos dados da situação ambiental, fundiária e trabalhista da fazenda, com base no Protocolo Boi na Linha.

Quando um produtor entra no SMGeo Indireto, ele pode pesquisar os dados da fazenda de onde ele quer comprar gado. Se essa fazenda não tiver nenhum bloqueio socioambiental, ele segue com a comercialização.

A partir daí, ele pede para o Ministério da Agricultura emitir as numerações do Sisbov e manda gravá-las em brincos e chips, que serão colocados nas orelhas dos bois.

Na hora de registrar o gado, a fazenda vai incluindo, no mesmo sistema, os dados de cada boi: de qual fazenda veio, peso, data de nascimento, etc (veja no vídeo acima).

Quanto custa rastrear

Como não existe uma política pública ou um modelo nacional de rastreabilidade, também não há uma estimativa bem estabelecida de quanto custa esse processo.

O que dá para saber são os valores das iniciativas individuais, como os do Primi.

Para fabricar os brincos e os chips, o pecuarista Paulinelli teve um custo único de R$ 7 por boi. Já a certificação tem um valor de R$ 13 por animal.

O bastão eletrônico que lê as informações do chip, é mais caro, custa R$ 5 mil.

As fazendas também precisam ter bretes ou troncos, que são estruturas que seguram os animais enquanto eles recebem os acessórios. O custo varia muito: os mais simples podem sair por cerca de R$ 20 mil; já os mais estruturados, como o hidráulico, R$ 100 mil ou mais.

A vantagem é que muitas fazendas de gado já têm bretes porque precisam desses equipamentos para vacinar os animais.

Soluções para pequenos produtores

Para os grandes pecuaristas, não sai caro implementar o sistema de rastreabilidade com chip, pois ele se dilui nos custos das empresas.

Já para os pequenos, há alternativas de identificação individual mais em conta, afirma o pecuarista Mauro Lúcio Costa, que também é dono de fazendas no Pará.

” [Pode fazer] a rastreabilidade com brinco e tatuagem. A tatuagem não tem custo, você compra um tatuador, que é uma ferramenta barata, e marca a orelha”, diz Costa.

“Pode colocar também o brinco e o que a gente chama de botton. O botton é igual o chip, do mesmo jeito, só não vai ter o eletrônico ali dentro”, acrescenta o pecuarista, explicando que, qualquer rastreabilidade, precisa ter, necessariamente, dois identificadores, pois, caso algum se perca, tem outro para garantir.

Costa tem andado pelo estado para ensinar pequenos criadores de gado a monitorar fornecedores. O que ele tem dito a esses produtores é que a rastreabilidade traz vantagens na gestão do negócio.

Quando um criador de gado identifica o boi, ele consegue saber quanto tempo o animal demora para ganhar peso, qual animal costuma ficar mais doente, qual fornecedor tem a melhor genética, entre outros dados, diz Mauro Lúcio. Isso faz com que o pecuarista melhore a sua gestão.

“O ideal mesmo é colocar o chip. Ele minimiza, zera a margem de erro. O bastão lê os dados e eles já saem no sistema. Quando você tem só o brinco, é comum ter erro na hora de escrever ou anotar o número”, diz.

“O chip encarece o processo por causa do bastão eletrônico, mas precisa pensar que ele dura muitos anos. Teria que dar um jeito de viabilizar o bastão para um grupo de produtores”, destaca o pecuarista.

Brasil precisa de política pública

Para que a rastreabilidade se torne acessível a todos, o Estado vai precisar se mobilizar. É o que defendem pecuaristas e ambientalistas ouvidos pelo g1 nos últimos quatro meses.

Segundo eles, será preciso criar uma política pública nacional que dê incentivos e estrutura para o produtor rural.

Em maio, o g1 falou com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, sobre esse tema. Ele disse que o governo abriu um grupo de trabalho, naquele mês, para discutir o assunto.

“Vamos ouvir os produtores, a indústria, os frigoríficos, os curtumes e também os compradores. Porque não adianta a gente falar ‘esse é o meu modelo’ e ele não atender os compradores. A gente precisa estar conectado ao mundo para garantir acesso do Brasil a mercados e rentabilidade para toda a cadeia”, disse Fávaro.

Durante a Conferência do Clima (COP) de 2023, em Dubai, o governador do Pará, Helder Barbalho, prometeu rastrear todos os 24 milhões de bois do estado até 2026, já de olho na COP 2030, que será sediada na capital Belém.

O governo do estado do Pará disse ao g1 que, para atingir o seu objetivo, desenvolveu o programa de Rastreabilidade Bovídea, com previsão para começar neste mês.

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‘PF: prato do futuro’ é a nova série do g1

Foto: Bárbara Miranda | Arte g1

Créditos deste episódio da série ‘PF: prato do futuro’

  • Coordenação editorial: Luciana de Oliveira
  • Edição e finalização de vídeos: Gustavo Wanderley e Marih Oliveira
  • Narração: Marih Oliveira e Paula Salati
  • Reportagem: Paula Salati
  • Produção: Paula Salati e Giovana Toledo
  • Roteiro: Paula Salati
  • Coordenação de vídeo: Tatiana Caldas e Mariana Mendicelli
  • Coordenação de arte: Guilherme Gomes
  • Direção de arte e ilustrações: Ana Moscatelli, Barbara Miranda, Bruna Rocha, Luisa Rivas, Vitoria Coelho e Veronica Medeiros
  • Fotografia: Gustavo Wanderley e Idelson Gomes da Silva
  • Motion Design: Veronica Medeiros

Fonte: g1  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/07/2024/12:59:18

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Maioria pela 1ª vez, mulheres encabeçam sonhos de medalhas em Paris

Foto: Rafael Bello/COB | Pela primeira vez, o país terá uma delegação com predomínio feminina.

Igualar ou superar, em Paris, o recorde de 21 medalhas da Olimpíada de Tóquio, no Japão, há três anos, passa necessariamente pelas mulheres. Pela primeira vez, o país terá uma delegação com predomínio feminina. Elas representam 153 dos 276 atletas assegurados na capital francesa, segundo o Comitê Olímpico do Brasil (COB).

Algumas modalidades explicam essa maior presença feminina, que é inédita. No futebol, no handebol e no rugby as seleções masculinas não se classificaram à Olimpíada, ao contrário das femininas. Na ginástica artística, as mulheres se garantiram na disputa por equipes, assegurando cinco vagas em Paris. Os homens não tiveram o mesmo resultado e terão apenas dois representantes em provas individuais.

No levantamento de peso, no wrestling e no pentatlo moderno as vagas conquistadas pelo Brasil foram todas com mulheres. Já no tiro esportivo, na esgrima, no tênis e nas águas abertas elas são maioria entre os atletas classificados.

Para além de números absolutos, a delegação feminina apresenta candidatas reais a medalha em várias modalidades. Na ginástica artística, a campeã olímpica Rebeca Andrade se firmou, ao longo do ciclo de Paris, como maior ameaça à supremacia da norte-americana Simone Biles, chegando a superar a rival na prova do salto no Mundial do ano passado, na Antuérpia (Bélgica).

Prata em Tóquio, Beatriz Ferreira chega em Paris como bicampeã do mundo e atual detentora do cinturão da Federação Internacional de Boxe (IBF, na sigla em inglês) no peso leve. Rayssa Leal acumulou dois títulos do circuito de skate street, além de ter vencido o Mundial de Sharjah (Emirados Árabes Unidos) desde a segunda posição nos Jogos da capital japonesa.

No vôlei de quadra, mesmo caindo na semifinal, a seleção feminina emplacou 13 vitórias consecutivas na Liga das Nações, que reconduziram a equipe comandada por José Roberto Guimarães ao topo do ranking da modalidade. Na praia, a dupla formada por Duda e Ana Patrícia, campeã mundial em 2022 e vice no ano seguinte, também ocupa o posto de melhor do planeta.

No judô, após ficar fora de Tóquio por causa de um caso de doping, Rafaela Silva retornou com tudo, com direito a um bicampeonato mundial em 2022, querendo agora o segundo ouro olímpico da carreira. Tricampeã do mundo também há dois anos, Mayra Aguiar é forte candidata a conquistar a sua quarta medalha nos Jogos (quem sabe a primeira dourada após três bronzes entre 2012 e 2020).

As velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze podem se tornar as primeiras brasileiras a conquistarem três ouros olímpicos, caso repitam o resultado das duas edições anteriores. Ainda nas águas, mas na maratona aquática, Ana Marcela Cunha se recuperou de uma séria lesão no ombro e se mudou para a Itália há um ano com intuito de buscar o bi nos Jogos de Paris.

Também há candidatas a surpresa na capital francesa. Caso de Nathalie Moellhausen, oitava do ranking da Federação Internacional de Esgrima (FIE) e campeã da etapa de Barcelona (Espanha) da Copa do Mundo, no ano passado. Ou da seleção de ginástica rítmica, que tem alcançado resultados históricos, como o quarto lugar na prova dos cinco arcos no Mundial de 2023, em Valência (Espanha). O Brasil, inclusive, sediará a próxima edição do evento, em 2025.

No tênis, Luísa Stefani foi bronze em Tóquio ao lado de Laura Pigossi. Em Paris, a principal duplista do país (e 12ª do mundo) terá Beatriz Haddad Maia como parceira. Apesar de priorizar as disputas de simples (é a 20º do ranking e número um do Brasil), Bia tem os melhores resultados da carreira nas duplas (entre eles uma final de Aberto da Austrália).

No surfe, Tatiana Weston-Webb tem um vice-campeonato do circuito mundial (WSL, sigla em inglês) em 2021 e um quarto lugar na temporada seguinte. Neste ano, a brasileira está em sétimo lugar, mas somente quatro rivais que estão à frente também competirão nos Jogos. Já no futebol, a seleção convocada por Arthur Elias tem a craque Marta na última Olimpíada da carreira, buscando o que seria a sua terceira medalha e do Brasil na história, após as pratas de 2004 e 2008.

O cenário de protagonismo feminino nos resultados brasileiros já se observou nos Jogos Pan-Americanos de Santiago (Chile) em 2023. Das 205 medalhas conquistadas, um recorde, 95 vieram graças às mulheres, contra 92 dos homens e 18 em equipes mistas. Elas também foram maioria no total de ouros (66), garantindo metade deles.

A Olimpíada de Paris começa nesta sexta-feira, dia 26 de julho, e segue até 11 de agosto. Pela primeira vez, o megaevento terá participação igualitária de homens e mulheres. Serão 5.250 atletas de cada gênero. Curiosamente, os Jogos que marcaram a estreia feminina também foram na capital francesa, em 1900. Na ocasião, elas representaram 2,2% (22) do total de competidores (997).

Fonte: Colaboração: Lincoln Chaves/Empresa Brasil de Comunicação  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/07/2024/12:39:30

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MP denuncia casal por matar vizinha que se recusou a fornecer senha de wi-fi, no Pará

Clebiana Corrêa foi morta por se recusar a fornecer a senha do wi-fi, em Conceição do Araguaia. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Clebiana Correa Silva, de 41 anos, foi morta a golpes de faca no dia 23 de junho deste ano, na cidade de Conceição do Araguaia.

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) ofereceu denúncia contra um casal suspeito de matar a golpes de faca uma mulher que se recusou a fornecer a senha do Wi-Fi, em Conceição do Araguaia, no sudeste do Pará.

A denúncia foi oferecida pelo promotor de justiça Jairo Costa, na última quarta-feira (17), e divulgada pelo MPPA nesta segunda (22). O crime ocorreu no dia 23 de junho deste ano, em frente à casa da vítima, identificada como Clebiana Correa Silva, de 41 anos.

Para o promotor, é a própria sociedade quem vai julgar os denunciados por meio do Tribunal Popular do Júri. O casal Ivane de Silva Sousa e Manoel Edilson Flávio da Silva estão presos e, se condenados, podem pegar uma pena de 30 anos de prisão cada um.

Além de Clebiana Correa Silva, o casal ainda tentou matar a facadas outra vítima, que correu e conseguiu fugir.

O crime

No dia da morte de Clebiana, testemunhas relataram que houve um desentendimento entre ela e os suspeitos, que eram vizinhos. A Polícia Militar foi acionada, mas, quando chegou ao local, a vítima já estava morta.

Na delegacia de Conceição do Araguaia, Ivane negou que tenha desferido o golpe de faca contra a vítima, e disse que o companheiro dela é quem teria matado Clebiana.

Manoel foi preso durante uma operação conjunta das polícias Militar e Civil. O suspeito foi encontrado em uma área próxima fronteira entre os estados do Pará e Tocantins. O velório de Clebiana foi realizado em uma capela particular no centro de Conceição do Araguaia.

Suspeito de matar a vizinha a facadas é preso horas depois do crime. — Foto: Divulgação
Suspeito de matar a vizinha a facadas é preso horas depois do crime. — Foto: Divulgação

Fonte: G1 PA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/07/2024/07:05:25

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PF incendeia quase 100 mil pés de maconha encontrados em terra indígena do Pará

Plantação estava na terra indígena do Alto do Rio Guamá. — Foto: Divulgação/PF

Plantação estava na terra indígena do Alto do Rio Guamá.

A Polícia Federal queimou quase 100 mil pés de maconha plantados na terra indígena Alto Rio Guamá, no Pará, durante uma semana de operação. Estima-se que 30 toneladas de maconha deixaram de ser produzidas. O balanço da operação foi divulgado nesta segunda-feira (22).

A plantação se estendia pela terra indígena, em regiões que fazem parte dos municípios de Capitão Poço, Concórdia do Pará e Nova Esperança do Piriá.

Desde o dia 15 deste mês, foram deslocados mais de 40 policiais federais, com apoio da Polícia Rodoviária Federal e da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Pará, que encaminharam helicópteros e servidores para a atividade.

Na chegada da operação, o local estava desocupado, por isso ninguém foi preso. Mas havia acampamentos, estruturas e alimentos, que indicavam intensa movimentação recente na área.

A Polícia Federal vai abrir inquérito para investigar quem são os responsáveis pelo plantio ilegal de maconha, qual seria o destino da droga e se havia indígenas envolvidos no crime.

Fonte: g1 Pará  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/07/2024/12:30:20

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