Mulher é resgatada de dentro de cisterna com 12 metros de profundidade

(Foto:Reprodução / Instagram @cbmgo) –  A vítima foi resgatada consciente, mas com diversas escoriações

Em um acidente no quintal de casa, uma mulher de 43 anos caiu dentro de uma cisterna de 12 metros de profundidade e precisou ser resgatada. A ação dos bombeiros aconteceu no sábado (20), em Jaraguá (GO).
Ela foi retirada com a ajuda do Corpo de Bombeiros, que usou cordas para reerguer a vítima. A mulher estava com a água acima da cintura.

A vítima foi resgatada consciente, mas com diversas escoriações. Ela recebeu os primeiros socorros dos bombeiros e foi encaminhada para o hospital da região.

Com informações do UOL.

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Estudante se atrasa para a prova do Enem e se joga no estilo ‘Missão impossível’; veja

(Foto:Reprodução) – Quem estava do lado de fora dando apoio ao inscrito, comemorou

Um estudante que se atrasou para primeiro dia de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e, para não perder a prova, se jogou no chão ao estilo ‘Missão Impossível’ segundos antes de o portão eletrônico se fechar completamente para conseguir entrar na Universidade e realizar a prova. As informações são do portal G1 Mato Grosso.

Assista:


O fato aconteceu na Universidade de Cuiabá (Unic), onde os portões dos locais de aplicação do Enem fecharam às 12h (horário de Mato Grosso e 13h no horário de Brasília) no domingo (21). Quem estava do lado de fora, dando apoio ao inscrito, comemorou.

Neste ano, foram mais de 70 mil inscritos para a prova em todo o Estado. Conforme o cronograma, a prova foi aplicada às 12h30, 30 minutos após o fechamento dos portões.

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), no domingo (21), os candidatos responderam 90 questões de múltipla escolha divididas entre linguagens, códigos e suas tecnologias e ciências humanas e suas tecnologias. Os estudantes tiveram ainda que fazer uma redação.

Por:O Liberal

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Oito corpos são achados no complexo do Salgueiro, após ação policial

Mortos achados após tiroteios são empilhados após buscas feitas pela própria comunidade (Foto:José Lucena / Futura Press / Estadão Conteúdo)

Comunidade denuncia chacina, após PM ter sido morto sábado na região

Oito corpos foram retirados de um manguezal no bairro das Palmeiras por moradores do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro (RJ), na manhã desta segunda-feira (22). Até as 10h da manhã desta segunda (22), nenhuma autoridade tinha chegado à região.

Os corpos foram encontrados após tiroteios registrados entre a Polícia Militar do Rio de Janeiro e supostos traficantes. Um PM também morreu na ação ocorrida no fim de semana.

“Estes confrontos foram intensos, na área de mangue, uma área de difícil trânsito. Estamos falando de um momento em que marginais estavam no interior da mata fechada”, disse o porta-voz da PM-RJ, tenente-coronel Ivan Blaz, em entrevista ao Bom Dia Rio (TV Globo).

Segundo relatos, os incidentes começaram ainda na madrugada de sábado (20), quando o sargento Leandro Rumbelsperger da Silva, de 38 anos, do 7º BPM (São Gonçalo) foi atacado a tiros durante um patrulhamento em Itaúna. O Batalhão de Operações Especiais (Bope) chegou a ser mobilizado e o tiroteio foi agravado. Na manhã de domingo (21), uma idosa também foi atingida no braço por uma bala perdida.

Moradores das Palmeiras que retiraram os corpos do mangue afirmam que se trata de uma chacina. Os corpos foram enfileirados e cobertos por lençóis na Rua Pedro Anunciato da Cruz, na manhã desta segunda. “Os corpos estão todos jogados no mangue, com sinais de tortura. As pessoas, uma jogada por cima da outra. Estava com sinal totalmente de chacina mesmo.

Muito conhecido da gente aqui morreu. A gente estava gritando no mangue para ver se consegue tirar, mas todos mortos”, disseram os moradores.

A Defensoria Pública do RJ publicou nota afirmando ter recebido “relatos sobre a violenta operação no Complexo do Salgueiro”, e comunicou o fato ao Ministério Público, “para a adoção de medidas cabíveis a fim de interromper as violações”.

No sábado (20), quando o sargento Leandro Rumbelsperger da Silva, de 38 anos, morreu em atuação na região do Salgueiro, policiais do 7º BPM (São Gonçalo) faziam patrulhamento em Itaúna, no Complexo do Salgueiro. Eles relatam que foram atacados por disparos de arma de fogo. Na ação, um fuzil AK-47 foi apreendido, e o sargento foi baleado.

O militar chegou a ser levado para a emergência do Hospital Estadual Alberto Torres, também em São Gonçalo, mas não resistiu e morreu.

Por:O Liberal, com informações do G1

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Medida do Ibama investigada pela PF permitiu exportação de 100 mil toneladas de madeira da Amazônia, o que inclui árvores ameaçadas de extinção

(Créditos: Cíntia Funchal/Agência Pública) – Akuanduba é uma divindade da mitologia dos indígenas Arara, que habitam o estado do Pará. Segundo a lenda, se alguém cometesse algum excesso, contrariando as normas, a divindade fazia soar uma pequena flauta, restabelecendo a ordem.

Foi dessa lenda dos Arara que a Polícia Federal (PF) tomou emprestado o nome que batizou a operação de investigação deflagrada em maio deste ano que mira o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, o presidente do Ibama Eduardo Bim e outros agentes públicos e empresários do ramo madeireiro com suspeitas de irregularidades em processos de exportação de madeiras.

Agora, seis meses após a Operação Akuanduba, a Agência Pública traz novas informações sobre o quanto de madeira foi exportada e quais países e empresas receberam o produto durante os 15 meses em que vigorou a medida do Ibama (7036900/2020) que está no cerne da investigação da PF. A investigação aponta que as exportações de madeira foram facilitadas pelo despacho que tornou obsoleta uma Instrução Normativa (15/2011) que estabelecia que as exportações de madeira necessitavam de autorização específica do Ibama e previa procedimentos mais rigorosos para o controle de exportação, como inspeção de cargas por amostragem.

O despacho foi suspenso em maio por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Na decisão, Moraes afirmou que, de acordo com os trabalhos feitos pela PF com dados, depoimentos e documentos, as investigações apontariam “para a existência de grave esquema de facilitação ao contrabando de produtos florestais”. Para Moraes, há suspeitas de participação do ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles e do presidente do Ibama Eduardo Bim no suposto esquema.

Estão entre os investigados também funcionários nomeados por Salles no Ibama, além de empresas do ramo madeireiro, sobretudo as vinculadas às madeireiras da associação paraense Aimex (Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Estado do Pará).

 174 mil toneladas para EUA e Europa

Segundo levantamento inédito da Pública, somente as madeireiras associadas à Aimex exportaram 174 mil toneladas de madeira desde o início do governo Bolsonaro – 57% dessas exportações (cerca de 100 mil toneladas) ocorreram na vigência da medida do Ibama.

A reportagem apurou que, entre fevereiro de 2020 e maio de 2021, as empresas vinculadas à Aimex comercializaram pelo menos 12,5 mil toneladas de madeira de espécies florestais consideradas ameaçadas pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), como, por exemplo, angelim-pedra, cedro-rosa, cerejeira, itaúba e garapeira.

Os dados foram obtidos em parceria com o Centro Latinoamericano de Investigación Periodística (Clip)  a partir da plataforma Panjiva, uma base de informações comerciais e inteligência de mercado mantida pela S&P Global. A pedido da reportagem, a equipe de dados do Clip agregou as informações de transações comerciais feitas pelas madeireiras associadas à Aimex.

O volume de madeira comercializado, segundo os dados da Panjiva, foi maior nos 15 meses em que vigorou o decreto do Ibama (de fevereiro de 2020 a maio de 2021) do que entre 2016 e 2019, quando 11 mil toneladas de madeira de espécies consideradas ameaçadas foram comercializadas pelas empresas.

Ibama durante ação de fiscalização da cadeia de custódia da madeira e desmatamento ilegal em 2018

As espécies encontradas na base de dados do Panjiva, apesar de estarem em risco segundo a classificação do SFB, podem ser comercializadas legalmente. Para extrair madeira legalmente no Brasil, é necessário a aprovação de um plano de manejo florestal nas secretarias estaduais de Meio Ambiente.

Não é possível averiguar, a partir da base de informações consultadas, a quais planos de manejo a madeira comercializada está vinculada. Após a deflagração da Operação Akuanduba, a Aimex divulgou uma nota em que defende que a madeira é legal.

Os destinos da madeira

França, EUA, Japão, Alemanha e Bélgica foram os países que mais registraram envios de madeira considerada ameaçada pelo FSB enquanto vigorou o decreto do Ibama.

As madeiras campeãs de envios no período foram o angelim-pedra (Hymenolobium excelsum), a itaúba (Mezilaurus itauba), a garapeira (Apuleia leiocarpa) e a cerejeira (Amburana acreana). São madeiras consideradas vulneráveis pelo SFB e usadas principalmente na construção civil e naval que, devido à sua resistência e durabilidade, são de interesse comercial.

A exportação de madeira não se deu, porém, de maneira homogênea entre as associadas da Aimex, segundo a análise de dados da nossa reportagem. Seis empresas foram responsáveis por 78,5% dos envios de madeira considerada ameaçada enquanto vigorou o despacho do Ibama.

Entre as três madeireiras que mais exportaram no período, ao menos duas partilham de um passado em comum: autuações por infrações ambientais pelo Ibama, ações na área socioambiental nas justiças federal e estadual e conflitos socioambientais com comunidades ribeirinhas na Amazônia.

Sem título

Cintia Funchal/Agência Pública

Ebata, 211 exportações de madeira ameaçada

Uma dessas empresas é a Ebata Produtos Florestais Ltda. Enquanto vigorou o despacho do Ibama, a Ebata, com sede em Belém (PA), realizou pelo menos 211 exportações de madeira ameaçada ao exterior. Os envios somaram 6 mil toneladas de madeira, sobretudo a itaúba. Os clientes da madeireira incluem empresas que atuam na confecção de pisos e móveis em países como Reino Unido, Dinamarca, Bélgica, Estados Unidos, Holanda e Japão.

Na decisão que determinou o afastamento por 90 dias do presidente do Ibama Eduardo Bim, em maio deste ano, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que a empresa teria realizado exportações ilegais para os EUA, segundo a análise da PF.

A carga em questão era um contêiner de 28 metros cúbicos de itaúba e angelim-pedra, que teriam sido exportadas sem a autorização do Ibama antes do despacho do presidente Eduardo Bim, em janeiro de 2020, quando essa exigência se fazia necessária.

Após a apreensão da carga por autoridades americanas, a empresa teria recebido certidões de ofício emitidas pela superintendência do Ibama no Pará para liberar o contêiner, o que teria ocorrido por influência do ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, além de um parecer de Rafael Freire de Macedo, então diretor de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas do Ibama, que apresentou, segundo Moraes, “informações inverídicas às autoridades americanas” para liberar a carga. Nossa reportagem apurou que a Ebata foi penalizada nos últimos 11 anos em R$ 324 mil por seis autuações por infrações ambientais.

A empresa possui ainda duas concessões que somam mais de 56 mil hectares na Floresta Nacional de Saracá-Taquera, uma floresta pública gerida pelo SFB no município de Oriximiná, no Pará. Os acordos de concessão, feitos em 2009 e 2014, deram à empresa o direito de explorar a área concedida pelas próximas quatro décadas. A Ebata possui dois selos FSC (Forest Stewardship Council), um certificado de boas práticas na área de exploração florestal, o que facilita o acesso aos mercados compradores no exterior.

A empresa foi alvo de uma ação do Ministério Público Federal (MPF) em 2016 que pediu a suspensão de um dos selos FSC obtidos pela madeireira. Para embasar a ação, o MPF alegou que as atividades da Ebata e também de outra madeireira que também possui concessão florestal na Flona Saracá-Taquera, a Golf Indústria, Comércio e Exportação de Madeira Ltda., geraram prejuízos ao meio ambiente e a comunidades ribeirinhas que também fazem uso da floresta pública. Para o MPF, a concessão do selo à Ebata e à Golf levava o mercado consumidor a erros.

Entre os prejuízos elencados pelo MPF estariam danos ambientais e assoreamento do lago do Acari, que seria um canal de comunicação entre as comunidades ribeirinhas locais. Segundo o MPF, o trânsito de balsas das madeireiras gerou poluição no lago e restringiu o tráfego das populações tradicionais. De acordo com o MPF, as empresas construíram uma estrada que seccionou parte do lago, dificultando o trânsito de embarcações e a atividade pesqueira dos ribeirinhos. Parte da estrutura de beneficiamento de madeira da Ebata estaria em um imóvel rural chamado fazenda Arauak, sobreposto ao Projeto de Assentamento Agroextrativista Sapucuá-Trombetas. Apesar de titulado pelo Incra, um parecer pede o cancelamento do título por irregularidades em sua emissão. O MPF alega que há sobreposição das áreas de exploração madeireira com as áreas de uso de comunidades ribeirinhas.

Ítala Nepomuceno, mestre em ciências ambientais pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), que atuou como perita na ação proposta pelo MPF, disse em sua análise que havia algumas “inobservâncias muito significativas” na conduta da Ebata em relação aos padrões estabelecidos pelo selo FSC. “Os padrões de certificação da FSC estabelecem que as empresas reconheçam os direitos consuetudinários. Ou seja, se a empresa percebe que a sua área de atuação está impactando áreas de uso tradicional, ela precisa considerar esses direitos para ser certificada. O Imaflora, a instituição certificadora, chegou a registrar ano após ano, em relatórios de auditoria, que havia essa sobreposição das áreas da empresa com as áreas de uso das comunidades. Apesar disso, o selo da empresa não foi suspenso”, argumentou Ítala.

Ela diz ainda que muitos moradores das comunidades ribeirinhas foram informados sobre o tamanho da área que seria concedida à empresa apenas quando a Ebata iniciou o trabalho de demarcação física no local. “Além da sobreposição, a empresa também arrendou um imóvel vizinho à Flona onde há concessão florestal, em um Projeto Agroextrativista Sapucuá-Trombetas. Na Flona, eles exploram a madeira e, dentro do Projeto de Assentamento Agroextrativista, eles instalaram sua estrutura administrativa e operacional. Esse imóvel arrendado é uma fazenda que está lá de maneira inadequada, inclusive há um relatório do Incra que havia recomendado que essa área fosse revertida para o projeto de assentamento e fosse destinado às famílias que têm esse perfil para ocupar o assentamento.

Há um litígio entre a empresa e as famílias ribeirinhas que são o público desse projeto de assentamento”, diz Ítala. “Outro impacto foi quando a empresa instalou o seu porto para a exportação de madeira. A empresa construiu o porto neste imóvel arrendado e dentro do lago do Acari, que é o lago onde vive a comunidade do Acari. É um lago que possui acessos estreitos aos rios. O que a comunidade relatou em relação ao porto é que as embarcações da empresa saíam do porto, passavam pelo canal e acabavam derrubando a vegetação ciliar nos canais e assoreando os canais.”

“Falta comunicação”, diz afetado pela Ebata

“A Ebata não se comunica com as comunidades. Vai fazendo os ramais, vai degradando igarapés, e a gente acaba saindo prejudicado”, afirma o morador da comunidade Boa Nova José Domingos Rabelo. Ele reforça as denúncias do MPF constatadas em laudo técnico de assoreamento de igarapés, o que acabaria prejudicando a pesca e o trânsito das comunidades ribeirinhas. “Eles jogam toras de pau, entulho, palha, dentro dos igarapés”, diz. Para ele, a retirada de madeira do local ocorreu de forma desordenada, em desconformidade com o plano de concessão aprovado pelo SFB, o que gera impactos ambientais como a perda da caça. “Eles diziam, por exemplo, que não iam tirar a itaúba, que é uma madeira de uso tradicional das comunidades e que demora décadas para crescer. Diziam que iam mexer com ipê, aroeira e outras madeiras. Um dia nós fomos fazer uma visita e vimos um monte de toras de itaúba lá [no pátio da empresa]”, diz.

Em setembro de 2019, a Justiça Federal em Santarém condenou a Ebata, a Golf e o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), que concedeu o selo FSC à Ebata, ao pagamento de R$ 100 mil a um fundo e às comunidades impactadas pela atividade das madeireiras. Foi determinada a suspensão do selo FSC para o empreendimento na Flona Saracá-Taquera até que fosse realizado um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) para a área da boca do lago do Acari.

Procurada, a Ebata não retornou até esta publicação. Sobre a certificação concedida à Ebata, o Imaflora afirmou: “Em relação à área anteriormente certificada que foi alvo de decisão judicial, a certificação FSC foi suspensa e segue assim atualmente. Este cancelamento não influencia na certificação de outras áreas”, comunicou.

Tradelink, suspeita de “lavagem de madeira”

Segundo informações da PF citadas na decisão judicial do ministro Alexandre de Moraes na Operação Akuanduba, a Tradelink, com sede no Pará, teve sete contêineres de madeira apreendidos, em janeiro de 2021, com madeira que se destinava à exportação para os Estados Unidos, a Bélgica e a Dinamarca e foi autuada pelo Ibama por exportação ilegal no mesmo mês. O volume total das cargas apreendidas ultrapassava 150 mil metros cúbicos.

No mês seguinte, segundo as informações da PF citadas por Moraes, a pedido da empresa o Ibama desembaraçou as cargas apreendidas alegando falta de pessoal. Posteriormente, Bryan Landry, adido da Fish Wildlife Service (FWS, uma agência americana equivalente ao Ibama), fez uma análise das cargas da Tradelink apreendidas nos EUA e constatou irregularidades na origem da extração da madeira, o que reforçou uma suspeita da PF de uma possível “lavagem de madeira” — que consiste no uso de créditos emitidos em planos de manejo florestal posteriormente usados para “esquentar” madeira ilícita.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, representantes da Tradelink ligaram para autoridades aduaneiras da Dinamarca e da Bélgica para desembaraçar as cargas de terminais telefônicos vinculados ao Ibama do Pará. A empresa também teria colocado, segundo informações da FWS, um representante no escritório do Ibama em Belém para garantir a liberação das remessas de madeira ao exterior.

Os dados do Ibama apontam que a Tradelink possui um total de 45 multas e autuações por infrações ambientais desde 1996. Somadas, essas autuações aproximam-se do valor de R$ 7,5 milhões.

87 envios de madeira considerada ameaçada

Nas análises de dados feitas pela Pública a partir de dados obtidos pelo Clip, a Tradelink fez um total de 87 envios de madeira considerada ameaçada no período em que vigorou o despacho do Ibama que facilitou as exportações. Sessenta por cento dessas exportações são da Tradelink para outras unidades do mesmo grupo empresarial, sobretudo as situadas na África do Sul, no Reino Unido e nos Estados Unidos.

A Tradelink Madeiras Ltda. tem como principal sócia a Tradelink Wood Products Ltd, empresa sediada na Inglaterra, representada no Brasil por um procurador brasileiro. A maioria das exportações da Tradelink é de garapeira, muito utilizada na construção civil.

A empresa possui uma longa ficha de ações, denúncias e investigações relacionadas a questões socioambientais. O rol de acusações judiciais a que a Tradelink responde ou já respondeu vai desde a venda ilegal de madeira – prática pela qual a empresa foi condenada em primeira instância a pagar uma indenização de cerca de R$ 5 milhões –, falsificação de informações ambientais, até negociar com empresas denunciadas por trabalho escravo.

Há investigações e ações civis públicas mais recentes que envolvem a empresa nas esferas federal e estadual. Em maio de 2019, a Tradelink foi alvo de uma ação civil pública do MPF em decorrência da Operação Caça-Fantasma, que o órgão fez em conjunto com o Ibama. Na operação, foi constatado, segundo o MPF, que “havia um número considerável de madeira sendo transacionada, no entanto, o número era irreal, sendo tão somente transações de fachada que advinham de empresas também de fachada”, conforme o órgão descreveu na inicial da ação civil pública. Segundo o documento, após uma vistoria do Ibama ficou constatado que a Tradelink teria recebido “um quantitativo dantesco de madeiras advindas de empresas fantasmas”, ou seja, madeira que teria sido extraída ilegalmente e mascarada com transações fictícias.

Segundo a denúncia, a Tradelink teria recebido esses créditos florestais de empresas que aprovaram planos de manejo fraudulento e os usou para legalizar madeira oriunda de desmatamento. O Ibama identificou irregularidades em ao menos oito transações em 2018. O dano ambiental calculado pelo MPF ultrapassaria R$ 6 milhões. Procurado pela Pública, o MPF não quis comentar o caso.

Em âmbito estadual, um procedimento preparatório foi convertido em inquérito civil pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) para apurar a inserção de informações falsas no Sisflora, o sistema de controle de produtos florestais do estado, em tese pela Tradelink.

O caso decorre também de uma denúncia do Ibama. “O Ibama aponta uma inserção fraudulenta de dados no sistema Sisflora, da Secretaria Estadual de Meio Ambiente. Alguém fraudulentamente inseriu dados incorretos nesse sistema. Quando o Ibama fez a inspeção, constatou isso para a avaliação do aspecto penal para apurar o crime de falsidade ideológica. Nós estamos em apuração”, afirma o promotor responsável pelo inquérito civil, Nilton Gurjão das Chagas, da Promotoria de Justiça, Meio Ambiente, Patrimônio Cultural, Habitação e Urbanismo de Belém.

Segundo ele, o Ibama aponta que a empresa recebeu créditos fictícios no Sisflora em outubro de 2018. Falando em tese, sem citar especificamente a Tradelink, ele diz que é comum essa prática pelas madeireiras. “Eles tiram madeira de planos de manejo fraudados, de terras indígenas, de terras públicas devolutas, e é preciso ‘esquentar’ essa madeira”, diz. O inquérito pode resultar em uma ação criminal contra a Tradelink ou terminar em um acordo de não persecução penal.

Procurada, a empresa afirmou, sobre a Operação Akuanduba, que todas as suas operações “foram legais e obedeceram às regras do IBAMA e à interpretação adotada pelo órgão ambiental quanto à legislação pertinente. A Tradelink, portanto, limitou-se a cumprir a lei e a orientação interpretativa dos órgãos ambiental e alfandegário nacionais”. Sobre a Operação Akuanduba, a exportadora afirmou que “é uma investigação e nenhuma das alegações foi provada”.

Sobre as autuações do Ibama e as ações de que a empresa é alvo na Justiça, a Tradelink disse que “está exercendo o seu direito de defesa em todas as autuações que sofreu e algumas delas, inclusive, já foram anuladas pela Justiça. Em quase a totalidade das autuações sofridas pela Tradelink, ela foi responsabilizada por fatos que não praticou e que nem poderia ter evitado”. Sobre as alegações do MPF decorrentes da Operação Caça-Fantasma, a empresa afirmou que “se existiram empresas ‘fantasmas’, é fato que quem as colocou no sistema como ativas, aptas a negociar madeira, conferindo-lhes e lhes autorizando um volume de madeira para a venda não foi a Tradelink, mas, sim, os órgãos ambientais”. Já a respeito do inquérito civil no Ministério Público Estadual do Pará, a empresa disse desconhecer o procedimento e confiar na atuação técnica do órgão.

O que diz a Aimex

Em manifestações recentes, a Aimex criticou as decisões judiciais e o trabalho da PF no âmbito da Operação Akuanduba. Em nota divulgada publicamente, a associação afirmou que “na defesa dos interesses de seus associados e do setor florestal de maneira firme, mas absolutamente honesta, legítima e democrática”. Disse também que os produtos florestais associados à operação “não podem, de forma alguma, ser rotulados como produtos ilegais ou contrabandeados”.

A associação afirma também que a cadeia de custódia das madeiras consta nos sistemas oficiais e que os órgãos de investigação podem conferir sua rastreabilidade. No início de outubro, a Aimex criticou a suspensão do despacho do presidente Eduardo Bim, o que ocasionou, segundo ela, a paralisação das exportações de madeira. “O setor florestal-madeireiro está enfrentando uma crise talvez sem precedentes. Há mais de três meses que não consegue exportar os seus produtos, consequentemente não faturando”, afirmou em vídeo o diretor técnico da entidade, Deryck Martins. Procurada pela Pública, a Aimex não se manifestou.

Histórias como essa precisam ser conhecidas e debatidas pela sociedade. A gente investiga para que elas não fiquem escondidas por trás de interesses escusos. Se você acredita que o jornalismo de qualidade é necessário para um mundo mais justo, nos ajude nessa missão.

*Por:Agência Pública/Ciro Barros – 22/11/2021

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Equador e Colômbia abrirão fronteira comum a partir de dezembro

A fronteira entre os dois países foi fechada em março de 2020, para conter a disseminação do novo coronavírus. (Foto:Reprodução/ Twitter Iván Duque)

A fronteira entre os dois países foi fechada em março de 2020

O Equador e a Colômbia concordaram no domingo (21) com a reabertura bilateral da fronteira comum no início de dezembro, após ter sido fechada em meio à pandemia da covid-19, e se comprometeram a trabalhar juntos para combater o tráfico de drogas.

A fronteira entre os dois países foi fechada em março de 2020, conforme ambos os governos procuravam conter a disseminação do novo coronavírus. A reabertura controlada, acompanhada de medidas epidemiológicas, trará maior segurança e atividade econômica à zona.

“A abertura das fronteiras significa que nenhuma família equatoriana ou colombiana terá que pagar grupos criminosos que cobram para cruzar por rotas alternativas, em vez das oficiais, que serão abertas em 1º de dezembro”, disse o presidente do Equador, Guillermo Lasso, em Quito, após um encontro com o presidente colombiano, Iván Duque.

Durante a reunião, a Colômbia ofereceu apoio ao Equador na luta contra o narcotráfico.

O Equador tem sido assolado por uma onda de crimes que aumentou os homicídios, e que as autoridades do país vinculam ao tráfico e consumo de drogas.

“O Equador receberá da Colômbia tudo o que precisa para lutar contra o crime organizado”, disse Iván Duque.

Por:Agência Brasil

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No Pará, caseiro é preso suspeito de assassinar patrão dentro de sua chácara

Ulisses, a vítima, à esquerda, e Rai, o suspeito, à direita (Reprodução/ Portal Debate Carajás)

Rai de Souza Melo teria confessado à PM que matou Ulisses Felizardo da Cunha com golpes de barra de metal

O caseiro Rai de Souza Melo foi preso na manhã do último domingo (21), suspeito da morte do patrão Ulisses Felizardo da Cunha. De acordo com informações da Polícia Militar, o crime aconteceu durante a madrugada, na chácara da vítima, localizada no Projeto de Assentamento (PA) Lago Azul, em Nova Ipixuna, sudeste do Pará, mas o suspeito foi preso durante fuga no Núcleo Morada Nova, em Marabá.

Segundo apuração do portal Debate Carajás, Ulisses foi assassinado com golpes de barra de metal na nuca. O motivo seria uma discussão com o algoz, que teria ocorrido em um bar da zona rural de Nova Ipixuna e terminou com o homicídio na propriedade rural da vítima. O suspeito tomou rumo desconhecido depois de cometer o crime.

A PM informou que recebeu uma denúncia anônima de que um suspeito de homicídio estaria andando pelas ruas do Morada Nova, trajando boné preto, camisa azul, bermuda vermelha e botas. Os policiais foram até o local e abordaram o homem, que teria confessado o crime, informando que matou a vítima com um pedaço de madeira.

Rai teria dito aos policiais que estava no Núcleo Morada Nova e iria embarcar em uma van para o município de Rondon do Pará, onde pretendia se esconder em uma carvoaria em que trabalhou anteriormente. O local, segundo a PM, fica em área de assentamento.

Ainda de acordo com a PM, Rai já havia sido preso em outras ocasiões por ter assaltado um ônibus em Rondon, por porte ilegal de arma de fogo em Dom Eliseu, e depois por ter sido considerado foragido da justiça. Agora ele vai responder pelo crime de homicídio, e já está à disposição da justiça.

Por:O Liberal

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Militar da Marinha é morto a tiros em abordagem em rio do Amazonas

Crime aconteceu em uma troca de tiros no Rio Uatumã, no Amazonas, durante um patrulhamento – (Foto:Reprodução)

Lenivaldo Souza Filho, 42, trocou tiros durante abordagem a um empurrador

O militar da Marinha Lenivaldo Souza Filho, 42, foi morto na madrugada de domingo (21) e um colega dele, até o momento não identificado ficou ferido em uma troca de tiros no Rio Uatumã, no Amazonas, durante um patrulhamento. Lenivaldo chegou a ser levado ao Hospital Jofre Cohen, localizado no município de Parintins mas não resistiu aos ferimentos. Conforme informado pela Marinha, o outro militar que ficou ferido durante a ação segue hospitalizado na mesma unidade. 

Através de nota a Marinha do Brasil informou que houve uma troca de tiros envolvendo tripulantes do empurrador Waldemiro Lustoza V e da lancha do Navio-Patrulha Fluvial Rondônia, por ocasião da aproximação da lancha para procedimento de abordagem ao empurrador. Dois militares da lancha do NPaFlu Rondônia foram atingidos, com um deles vindo a óbito e o outro removido para o hospital municipal de Parintins, onde está sendo operado, e acompanhado também por médico da Marinha. 

O empurrador Waldemiro Lustoza V informou que foram três feridos a bordo, nenhum em estado grave. Em nota, a Marinha manifestou solidariedade com familiares e entes próximos ao militar que veio a óbito e está prestando toda a assistência necessária. Um inquérito policial militar foi aberto para a apuração do ocorrido. 

 A irmã de Lenivaldo, a enfermeira Vânia Carvalho, mora em Manaus e conta que o militar servia há nove anos a Marinha na capital amazonense. Ela relata como recebeu a notícia do falecimento do irmão. “O comandante veio até a nossa casa informar o ocorrido e nós fomos pegos de surpresa. Ele disse que foram fazer um patrulhamento de rotina e durante a abordagem meu irmão que estava de colete e capacete, mas foi atingido no pescoço e acabou não resistindo. Ele servia a marinha desde os 18 anos e após 16 anos servindo no Rio de Janeiro, foi transferido para Manaus”. 

 Lenivaldo deixa esposa e três filho, dois jovens e uma criança de cinco anos. Vânia conta que a família aguarda completamente abalada o corpo dele que deve ser velado em Manaus a pedido de amigos, na tarde desta Segunda Feira (22).  “Não é porque morreu mas meu irmão era uma pessoa sensacional. Um homem compreensível e do bem, muito humilde e todos que o conhecem estão sofrendo a perda. Um pai maravilhoso”, lamenta. 

 O corpo do militar deve chegar à capital por volta de 15:15h. O velório deve acontecer na Paroquia Nossa Senhora dos Navegantes (Capelania do Comando do 9° Distrito Naval- Marinha), localizada na Vila Buriti – Distrito Industrial. Após o velório o corpo deve ser levado a Santarém onde será sepultado. 

 Confira a íntegra da nota do empurrador Waldemiro Lustoza V: 

“A empresa Waldemiro P Lustoza e Cia Ltda, vem por meio desta, informar que está contribuindo de forma irrestrita e prestando os devidos esclarecimentos às autoridades competentes (Marinha do Brasil – MB e Policia Civil – PC) para apuração, investigação e elucidação acerca do lamentável fato ocorrido na madrugada de hoje (21/11/2021), envolvendo a equipe de escolta e segurança terceirizada da embarcação tipo empurrador Waldemiro Lustoza V, que resultou na trágica morte de um militar da MB, ferimento de outro e ainda de três tripulantes civis do empurrador. A empresa Waldemiro P Lustoza e Cia Ltda informa que prestará novas informações após diligência e apuração da conjuntura dos fatos, e externa as mais sinceras condolências à família e amigos do militar que veio a óbito, e segue em vigília pela plena recuperação dos demais envolvidos. Manaus-AM, 21 de novembro de 2021. Waldemiro P Lustoza e Cia Ltda”, conclui a nota. 

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Foragidos da Justiça são presos durante fiscalização da PRF em Altamira

Foi por volta das 15:30h do último sábado (20) quando um ônibus de viagem foi parado no trecho da Rodovia Transamazônica, em frente ao posto da Polícia Rodoviária Federal, em Altamira, sudoeste do Pará.

Durante a abordagem foi verificado a documentação dos passageiros, constando que dois dos que viajavam tinham mandados de prisão em aberto.

De acordo com a PRF, o ônibus havia saído de Imperatriz no Maranhão com destino a cidade de Itaituba, sudoeste do Pará. Um dos homens é acusado de cometer o crime de tráfico de drogas. A prisão foi expedida em 2018 pela justiça de Palmas no Tocantins.

Ainda segundo a PRF o documento informava que o homem estava preso e havia cumprido 4 anos de reclusão sendo favorecido com regime aberto, mas após sair do presídio teria quebrado a tornozeleira eletrônica e fugido.

Já contra o outro passageiro havia um mandando de prisão preventiva pelo crime de incêndio emitido também em 2018 pela comarca de Joselândia no Maranhão. Os dois foragidos foram presos e levados para a delegacia de Polícia Civil de Altamira, onde em seguida devem ser transferidos para as cidades onde cometeram os crimes. O ônibus e os restantes dos passageiros foram liberados para seguir viagem.

Fonte: Confirma Notícia

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Professores disponibilizam lives com correção das provas do primeiro dia do Enem 2021

Somente em dezembro será divulgado o resultado oficial do exame 

Aconteceu ontem (21) o primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021. Neste primeiro dia, os participantes responderam questões de Linguagens e Códigos e Ciências Humanas e fizeram a Redação, no formato dissertativo-argumentativo.

Após o término das provas, os estudantes se concentram para descobrir se fizeram boa prova. Por isso, muitos buscam alternativas para saber se tiveram um bom resultado. Porém, apenas depois do fim da aplicação o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) irá divulgar o gabarito oficial e os Cadernos de Questões. A previsão é que a divulgação ocorra no dia 1º de dezembro.

Para diminuir a ansiedade e saber se gabaritou as questões, os estudantes que ficaram com seu caderno de respostas podem assistir às lives realizadas por diversos canais no YouTube. Ontem mesmo, após anúncio do final das provas, os vídeos ao vivo começaram a acontecer.

No canal Carreira em Foco, a Mega Live de Correção Enem 2021, com duração de quase 3 horas, contou com professores convidados para debater sobre todos os aspectos da prova, além de opinarem sobre as questões trazidas no exame e, ainda, tiraram dúvidas ao vivo. O vídeo ainda está disponível e pode ser visto no canal.

Já no canal O Povo Online, foi transmitida a live Gabarito Enem 2021 | Dia 1 – Correção, onde professores corrigiram as questões das provas do primeiro dia do Enem. Os estudantes podiam fazer perguntas, dar opiniões e saber se fizeram a escolha certa na hora de marcar as questões no cartão de respostas. A live está disponível no canal e tem cerca de 2h de duração.

No canal Biologia Total, a live Comentários ENEM 2021 DIA 1, os professores que estavam participando corrigiram as questões expondo o porquê de escolher determinada opção do gabarito. A live está disponível e tem duração de quase três horas. Os estudantes interessados em assistir e tirar suas dúvidas, podem acessar o canal.

Tema da redação

Uma das partes mais temidas pelos estudantes, sem dúvida, é a hora de descobrir o tema da redação e assim, dissertar sobre. Neste ano, o tema foi bem inesperado e propôs aos participantes discorrer, de forma dissertativa-argumentativa sobre a “Invisibilidade e Registro Civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil”. O tema dividiu opiniões e, em pouco tempo, as redes sociais foram bombardeadas de opiniões sobre o assunto.

Roberto da Conceição, de 29 anos, é formado em Comunicação Social e além de ter feito a prova para testar os conhecimentos, também almeja conseguir pontuação para ingressar no curso de Pedagogia. Para ele, o tema da redação mexe com cidadania, direitos básicos das pessoas que influencia em várias outras etapas da vida delas.

“Não achei um tema difícil de argumentar. Assim que vi, lembrei de algumas reportagens sobre o assunto e fiz um mapa mental do que eu acharia interessante de escrever. Li os textos de apoio e, a partir deles, pensei em qual abordagem estava sendo pedida na redação. Acredito que consegui elencar bons pontos”, afirma.

No Twitter, as opiniões divergiam. Alguns usuários resgataram até uma campanha da Rede Globo, em parceria com a Unicef, que incentiva os cidadãos a tirar as suas certidões de nascimento para assim, garantirem benefícios previstos por lei.

“Muita gente falando “que merda de tema”, “eu não saberia falar”…. Pra tudo no Brasil você precisa de documentos no registro civil. Se vocês parassem cinco segundos pra ver a situação dos moradores de rua, imigrantes, indígenas…saberiam a importância do tema.”, escreveu o usuário @gabriel.xxii.

Já o usuário @giovane_fatori encontrou dificuldades na temática. “Gente, isso é tema pra quem faz curso superior em áreas de humanas e direito não pra quem tá saindo do ensino médio mano… ces (sic) odeiam o estudante brasileiro, não é possível”.
Fonte: Agência Educa Mais Brasil 

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CNJ recomenda que magistrados voltem a decretar prisão de devedor de pensão alimentícia

(Foto:Reprodução) – Quando um casal que não convive junto tem filhos em comum algumas questões precisam ser divididas entre as partes.

No entanto, apesar da obrigação dos pais para com suas crianças, em alguns casos é necessário brigar para que elas recebam efetivamente esses direitos.

Um desses exemplos é pensão alimentícia, pagamento que por vezes o devedor só faz quando se vê forçado a realizar, pois caso não o cumpra corre o risco de ir para a cadeia.

Em março de 2020, por causa da pandemia ocasionada pelo novo coronavírus, o CNJ recomendava aos magistrados com competência civil que ponderassem a colocação em prisão domiciliar das pessoas presas por dívida alimentícia para evitar os riscos de contaminação e de disseminação da Covid-19 no sistema prisional.

Em junho do ano passado, o Congresso Nacional publicou a Lei 14.010, sobre o Regime Jurídico Emergencial e Transitório das relações jurídicas de Direito Privado (RJET) no período da pandemia do coronavírus. O texto determinava que até 30 de outubro de 2020 a prisão civil por dívida alimentícia deveria ser cumprida exclusivamente em modalidade domiciliar, sem prejuízo da exigibilidade das obrigações.

No início a medida dividiu opiniões, pois ao mesmo tempo em que se preocupava com a disseminação desenfreada da covid-19 nos presídios brasileiros também deixava a sociedade com a sensação de comodidade, uma vez que o devedor, geralmente o homem, ficaria na comodidade da sua casa mesmo ao não fornecer aos filhos o direito à alimentação. O risco de ir para a prisão é o que muitas vezes leva o pai a manter o pagamento correto da pensão, e ao se retirar esse risco a eficácia da prisão em coagir o homem a manter os pagamentos é removida.

Tal fato foi constatado, pois o próprio Superior Tribunal de Justiça (STF) observou posteriormente que a prática causou aumento da inadimplência. Após a vigência da Lei, a Corte possibilitou alternativas à prisão domiciliar que não fosse o regime fechado.

Assim, diante do arrefecimento da pandemia, do avanço da vacinação e da prioridade da subsistência alimentar de crianças e adolescentes, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou na 95ª Sessão do Plenário Virtual Recomendação orientando os magistrados a voltarem a decretar prisão de devedores de pensão alimentícia, em especial daqueles que se recusam a se vacinar para adiar o pagamento da dívida.

“Consideramos a importância fundamental dos alimentos, o longo período de espera dos credores da verba alimentar  – que são crianças e adolescentes -, o avanço da imunização nacional, a redução concreta dos perigos causados pela pandemia e o inegável fato de que o cumprimento da obrigação alimentícia só ocorre com o anúncio da expedição do mandado prisional”, argumentou o conselheiro Luiz Fernando Keppen, relator da norma. “Crianças e adolescentes continuam sofrendo com o recorrente inadimplemento, porquanto o direito à liberdade e saúde do devedor tem prevalecido sobre a subsistência e dignidade das crianças e adolescentes, muito embora sejam a parte vulnerável da relação”, justificou o relator.

Agora, a nova recomendação do CNJ (Ato Normativo 0007574-69.2021.2.00.0000) sugere aos magistrados dos Tribunais de Justiça dos estados e do Distrito Federal que considerem o contexto epidemiológico local, o calendário de vacinação do município de residência do devedor, a situação concreta do contágio da população carcerária local e a eventual recusa do devedor em vacinar-se, como forma de postergar o cumprimento da obrigação alimentícia.

“A prisão domiciliar não configura medida eficaz apta a constranger o devedor de alimentos a quitar sua dívida e o inegável fato de que o cumprimento da obrigação alimentícia só ocorre com o anúncio da expedição do mandado prisional”, reforça o texto da Recomendação. (Com informações do CNJ)

Por: Thays Cunha

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