Governador do Pará sanciona lei que obriga supermercados a pagarem danos em estacionamentos

O governador Helder Barbalho (MDB), sancionou a lei nº 9.360/21, que obriga os estabelecimentos comerciais a indenizarem os proprietários de veículos em caso de roubos, furtos, arrombamentos e danos nos veículos, caso estejam estacionados nas áreas disponibilizadas pelos empreendimentos.

O texto foi publicado no Diário Oficial do Estado no último dia 30 de novembro, data em que a norma entrou em vigor. O prazo para o pagamento da indenização é de 30 dias, a contar da data em que o fato aconteceu e foi registrado. A medida se estende a pertences que foram furtados de dentro dos veículos e independe de o estacionamento ser pago ou não.

Pela nova lei, o estabelecimento que terceirizar o serviço de estacionamento terá de ser solidário e arcar com os custos indenizatórios.

Fonte: Confirma Notícia

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Mãe denuncia filha de 12 anos após ser agredida e ameaçada de morte por não aceitar namoro

(Foto:Reprodução) – A mulher relatou que foi agredida com chutes no abdômen e intimada com uma faca

Uma mulher de 32 anos recorreu às autoridades na noite de terça-feira (30) para denunciar a própria filha, de 12. Para os militares, a moça relatou ter sido agredida e ameaçada com uma faca por não aceitar o namoro da pré-adolescente. O caso aconteceu em Patrocínio, no Alto Paranaíba mineiro.

Conforme a mãe, ela levou chutes no abdômen quando tentou ver o celular da filha, que ficou descontrolada e logo em seguida a ameaçou. A mulher não aprova o namoro devido a pouca idade da menina. Ela foi orientada pelos policiais a procurar um Conselho Tutelar.

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Segundo o artigo 122 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a pessoa menor de 18 anos que praticar ato infracional equiparado ao crime de ameaça com conduta grave, com uso de armas brancas, pode sofrer pena de aplicação de medida socioeducativa de liberdade assistida.

Com informações do Estado de Minas Gerais.

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Paraenses terão 11 feriados oficiais no próximo ano e cinco deles podem ser prolongados

(Foto:Reprodução) –  Segundo economista, feriados são bons para economia, especialmente pelo setor de turismo.

Os paraenses terão 11 feriados oficiais em 2022 e a boa notícia é que cinco deles podem ser prolongados por caírem em quintas, sextas, ou segundas-feiras.

Economista acredita que feriados são bons para a economia, especialmente pela movimentação maior no setor de turismo, não somente interno, mas também externo. Trabalhadores consideram datas boas para geração de emprego e renda, mas reclamam de escassez de benefícios laborais.

O especialista Nélio Bordalo fala sobre o impacto positivo para a economia do Estado, que passa a receber turistas que circulam entre municípios paraenses. Contudo, ele destaca, atualmente, um movimento alto de pessoas que vem de outros estados para aproveitar as praias não só de água salgada, mas de água doce que o Pará oferece.

“O estado oferece regiões que atraem turistas, porque o turismo do Pará é visto como interessante, tem muita oportunidade de exploração de florestas, essas alternativas aumentam o potencial turístico, isso é positivo. Outro setor bastante beneficiado é o comércio, porque essa movimentação é em alimentação, bebidas, vestuário, tudo em decorrência dessa movimentação. Ou seja, além de tudo, é benéfico para a geração de emprego e renda para o setor”, analisa.

O economista também vislumbra um cenário positivo para 2022 para o setor de prestação de serviços, já que turismo e comércio demandam essa ligação. “Esse apoio é necessário para as atividades desenvolvidas no feriado, porque há uma ligação muito forte com esse setor, tanto na logística de transporte, quanto movimentação de cargas. Fora isso temos a redução de casos de coronavírus, com maior número de pessoas vacinadas, claro que estamos vendo novas variantes, mas acredito que o setor de saúde em todas as esferas está atento”, concluiu.

Para o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Cleber Rezende, há de ser levado em consideração alguns aspectos sobre os feriados para os trabalhadores – especialmente no que se refere aos âmbitos social e econômico.

“A patronal reclama dos prejuízos econômicos dos feriados enquanto nós visualizamos, enquanto classe laboral, alguns setores impulsionados com os feriados, viagens, hotéis, alimentação, turístico, tudo impactado positivamente. Possibilita um conjunto de pessoas viajarem pelo Brasil, alguns até por outros países, isso no ponto de vista econômico, e ainda possibilita a circulação mercadorias, recursos e investimentos”, explica.

Do ponto de vista social, Cleber afirma ser importante para o descanso dos trabalhadores, já que, normalmente, a jornada é, em regra, de 8h diárias, sendo 44h semanais, o que torna a rotina das pessoas desgastante. Com os feriados, é possível descansar com a família e amenizar os estresses do dia a dia de trabalho. “Tem impacto, inclusive, na produtividade dos trabalhadores e trabalhadoras”, concluiu.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Lojista de Belém, Jesus Pantoja, também avalia como positivos, os feriados, na contribuição com a circulação de pessoas e valores monetários, mas ainda acredita ser precária em qualidade de vida para a classe laboral. “Alguns estabelecimentos não estão cumprindo à risca o pagamento de dobro do feriado, não pagam o auxílio alimentação e vale transporte. A gente espera que em 2022 o comércio, com a retomada, seja bom em geração de empregos, mas que tenhamos ganhos para o trabalhador, começando com a saída desse governo e a entrada de um novo presidente, que pense mais no trabalhador”, finaliza.

Confira a lista completa dos feriados e pontos facultativos nacionais em 2022:

1º de janeiro: Sábado Ano Novo 2022

28 de fevereiro: Segunda-feira Carnaval 2022 (ponto facultativo)

01 de março: Terça-feira Carnaval 2022 (ponto facultativo)

02 de março: Quarta-feira de Cinzas (ponto facultativo até as 14h)

15 de abril: Sexta-feira Santa 2022 – Paixão de Cristo (feriado nacional)

17 de abril: Domingo Páscoa 2022 (data comemorativa da Semana Santa)

21 de abril: Quinta Tiradentes (feriado nacional)

1º de maio: Domingo Dia do Trabalho (feriado nacional)

16 de junho: Quinta-feira Corpus Christi 2022 (ponto facultativo)

15 de agosto: Segunda-feira Adesão do Grão – Pará à Independência do Brasil (feriado estadual)

7 de setembro: Quarta-feira Independência do Brasil (feriado nacional)

12 de outubro: Quarta-feira Nossa Sra Aparecida (feriado nacional)

2 de novembro: Quarta-feira Finados (feriado nacional)

15 de novembro: Terça-feira Proclamação da República (feriado nacional)

8 de dezembro: Nossa Senhora da Conceição (feriado municipal / Belém)

24 de dezembro: Sábado Véspera de Natal (ponto facultativo após 14h)

25 de dezembro: Domingo Natal (feriado nacional)

31 de dezembro: Sábado Véspera do Ano Novo 2023 (ponto facultativo após 14h)

Por:Natalia Mello

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Corpo carbonizado é encontrado em casa em Altamira; vizinhos ouviram tiros antes do incêndio

(Foto:Reprodução) – O corpo estava tão queimado que ainda não é possível determinar a identidade da vítima

Um corpo carbonizado foi encontrado após um incêndio em uma residência na manhã da última terça-feira, 01, em Altamira, no sudoeste paraense. Primeiro, os bombeiros controlaram as chamas e evitaram que o fogo se espalhasse.

Ao longo do trabalho de rescaldo, o cadáver de uma pessoa – que possivelmente, era o dono da casa – foi encontrado, e juntando isso fato de que foram ouvidos tiros no local, o caso que inicialmente era tratado como um incêndio se tornou uma ocorrência bem mais complicada para as autoridades.

Por volta das 6h,o 9º Grupamento Bombeiro Militar (GBM) foi acionado para conter as chamas em uma ocorrência na Rua das Seringueiras, quase na esquina com a avenida Perimetral, bairro Bela Vista. Os trabalhos de resfriamento para prevenção de novos focos de incêndio duraram toda manhã. Após controlar o fogo, os bombeiros entraram nos destroços e encontraram um corpo calcinado em um dos cômodos, e nesse momento, pediram apoio à polícia.

O 16º Batalhão de Polícia Militar (BPM) informou que foi notificado por volta das 10h30. O corpo encontrado provavelmente é de um nome de nome João, que morava na casa, mas essa informação ainda não foi confirmada. Ainda segundo o que apurou a polícia, vizinhos informaram que ouviram disparos de arma de fogo por volta das 5h30 e, logo após esses sons, começou o incêndio.

A PM fez o isolamento do local de crime até a chegada da equipe da Unidade Regional de Altamira do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves e a da Polícia Civil. Segundo o CPC do município, o corpo estava tão queimado que ainda não é possível determinar a identidade da vítima, e nem mesmo confirmar o gênero do cadáver. Os peritos também tentam descobrir como a vítima foi morta. O caso segue em investigação.

Por:O Liberal

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Nenhuma aposta acerta a Mega-Sena; prêmio acumula em R$ 16 milhões

(Foto:Reprodução) – As dezenas sorteadas são as seguintes: 08 – 09 – 32 – 52 – 53 – 57

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas da Mega-Sena. O prêmio para o concurso 2.434, no próximo sábado (4), está estimado em R$ 16 milhões.

O sorteio foi realizado na noite dessa quarta-feira (1º) no Espaço Loterias Caixa, localizado o Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.

As dezenas sorteadas são as seguintes: 08 – 09 – 32 – 52 – 53 -57.

A quina teve 31 apostas vencedoras; cada uma pagará R$ 71.625,00. Já a quadra registrou 2.625 apostas ganhadoras; cada um dos apostadores receberá R$ 1.208,36.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

A aposta simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50

Por:Agência Brasil

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Cuiabá fica pressionado e com risco de rebaixamento no Brasileirão após ‘tropeço’ com Palmeiras

A reta final do Brasileirão promete ser dramática para o Cuiabá. Após uma caminhada regular durante o campeonato, o Dourado chega nas últimas partidas pressionado e com riscos reais de rebaixamento em sua primeira participação na elite do futebol brasileiro. O clube ocupa a 15ª colocação com 43 pontos e já possui 17% de chances de voltar a série B.

A ameaça pelo rebaixamento ganhou força, ontem, após o revés por 3 a 1 para o time do Palmeiras, que optou por jogar com o time alternativo depois da conquista do tri da Libertadores no último sábado. Nem mesmo o treinador Abel Ferreira esteve presente na Arena Pantanal.

Na mesma noite o Dourado viu o Z4 se aproximar ainda mais com a vitória do Juventude sobre o Bragantino. Com os três pontos o time gaúcho deixou a zona da degola e saltou a 14ª posição.

No retrovisor, o Cuiabá já vê o Athletico Paranaense com um ponto a menos. Logo atrás vem o Bahia, primeiro da zona da degola, esse com 40 pontos. Agora o Dourado se prepara para fazer o jogo da vida diante do Furacão na sexta-feira, na Arena da Baixada, em Curitiba (PR).

Em seguida o auriverde encerra sua jornada na Série A com mais duas partidas, em casa diante do Fortaleza, e por último diante do Santos na Vila Belmiro. Até o momento o Cuiabá acumula 9 vitórias, 16 empates e 10 derrotas. Foram 32 gols marcados e 35 sofridos.

Conforme Só Notícias já informou, o técnico Jorginho em coletiva após o duelo contra o Palmeiras ficou na bronca com a arbitragem. O comandante fez duras críticas ao reclamar de um possível pênalti em Elton, na segunda etapa, quando o jogo ainda estava 2 a 1. Ele também relembrou o gol mal anulado diante do Bahia, na última rodada, onde a CBF reconheceu o erro.

Por:Redação Só Notícias (foto: assessoria)

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Corinthians fecha negócio e vende meia chileno por R$ 5 milhões para equipe do México

Ángelo Araos deixou o Corinthians e foi anunciado, nesta quarta-feira, como novo reforço do Necaxa, do México.

O Timão vai receber 1 milhão de dólares, cerca de R$ 5 milhões, pela venda do chileno, e ainda manteve 50% dos direitos econômicos.

Os mexicanos terão prioridade na opção de compra da parte corintiana por um valor fixado, mas mantido em sigilo para que não seja usado por outras equipes como um teto em eventuais negociações.

Araos tem 24 anos. Ele foi contratado em 2019 por aproximadamente R$ 24 milhões. O Corinthians, na ocasião, comprou 100% dos direitos econômicos do atleta e assinou um vínculo com validade até julho de 2023.

No Corinthians, Araos entrou em campo apenas uma vez nos últimos três meses. Ao todo, foram 61 jogos e um gol pelo alvinegro.

Por:Gazeta Esportiva (foto: assessoria)

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COPA VERDE – Deu empate na Curuzu lotada: Papão faz 2 a 0, mas Leão deixa tudo igual

(Foto:Reprodução) – Até que foi um bom jogo, com domínio em cada tempo para Papão e Leão. O placar, no final, acabou sendo justo

Num confronto bastante movimentado, Paysandu e Remo empataram por 2 a 2, na noite desta quarta-feira, na Curuzu, em Belém, pelo confronto de ida da semifinal da Copa Verde. O Papão chegou a abrir 2 a 0 no primeiro tempo, mas levou o empate na etapa final.

Os times voltarão a se enfrentar no próximo sábado, às 17 horas, desta vez no Baenão. Quem vencer estará na final, enquanto um novo empate levará o clássico para as cobranças de pênalti.

Quem passar do confronto deverá enfrentar o Vila Nova na decisão. Isso porque o time goiano venceu o confronto de ida, contra o Nova Mutum, por 3 a 0, e tem ótima vantagem para o confronto de volta, que será realizado no Mato Grosso. Os times se enfrentam nesta quinta-feira, às 16 horas.

O primeiro tempo foi de um Paysandu com ‘fome’ de bola e pressionando o Remo pela vantagem no confronto de ida. Logo aos 13 minutos, Jhonnatan recebeu pelo lado direito e cruzou para José Aldo abrir o placar. O gol animou o Papão, que seguiu no ataque e aos 26 ampliou num chute de Danrlei e que Laércio, de letra, mandou para as redes, levando a Curuzu à loucura.

A vantagem de 2 a 0 não foi boa para o Paysandu, que se acomodou em campo e viu o Remo melhorar, principalmente na volta do segundo tempo. Logo aos três minutos, Igor Fernandes cruzou, Neto Pessoa dominou na área, girou sobre a marcação e finalizou forte, no canto alto do goleiro, descontando para o Leão.

O Remo se animou com o primeiro gol e não demorou para empatar o clássico. Aos oito, Neto Pessoa foi derrubado por Yan na área e o árbitro marcou pênalti. O artilheiro Neto Pessoa foi para a cobrança, deslocou o goleiro e deixou o placar em 2 a 2, merecido pela apresentação após o intervalo.

A reta final do jogo ficou bastante tensa e com os dois times abusando das faltas. Anderson Uchoa, do Remo, foi expulso de campo após agredir Jhonnatan com um tapa no rosto, num lance infantil e que deixou seu time em desvantagem numérica em campo. O Paysandu ainda tentou pressionar pela vitória, mas o clássico ficou mesmo no empate. (Do Ver-o-Fato, com informações de FutebolInterior)

Raio x da partida

PAYSANDU: Victor Souza; Leandro Silva, Yan, Victor Sallinas e Diego Matos (Bruno Paulista); Ratinho (Ruy), Jhonnatan (Fazendinha) e José Aldo (Alan Calbergue); Marlon, Laércio (Thiago Santos) e Danrlei. Técnico: Wilton Bezerra.

REMO: Vinícius; Wellington Silva, Fredson, Marlon e Igor; Uchôa, Neto Moura (Gedoz) e Erick Flores (Curuá); Tocantins (Tiago Mafra e Pingo), Jefferson (Ronald) e Neto Pessoa . Técnico: Eduardo Baptista.

Árbitro: Jefferson Ferreira de Moraes (GO)
Assistentes: Cristhian Passos Sorence (GO) e Hugo Savio Xavier Correa (GO)

Gols: José Aldo (4/1T) e Laércio (14/1T) – PAY | Neto Pessoa (5/2T e 10/2T) – REM
Cartões amarelos: Leandro Silva, Yan, Victor Sallinas, Jhonnatan e Laércio (PAY) | Fredson, Neto Moura, Jefferson, Uchôa (REM).
Cartão vermelho: Uchôa (REM).
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6 pontos para entender como funciona a extração do ouro no Brasil e por que a fiscalização do garimpo é ineficiente

Devastação causada pelo garimpo na região de Homoxi — Foto: Alexandro Pereira/Rede Amazônica

Amazônia é alvo de exploração que vai além do que está previsto no Estatuto do Garimpeiro. Atividade já movimenta bilhões e conta com apoio do presidente Jair Bolsonaro, que defende a liberação do garimpo em terras indígenas.

Garimpo é qualquer área onde a extração mineral, geralmente o ouro, é feita em pequeno volume e com baixo impacto ambiental por uma pessoa, uma cooperativa ou associação. A definição é do Estatuto do Garimpeiro, de 2008 (Lei nº 11.685), que também estipula que, por causa dessas características, o garimpo independe de estudos de impacto ambiental para ser aprovado no país.

Contudo, a definição da atividade garimpeira prevista em lei quase não se aplica mais à realidade do ouro extraído da Amazônia, onde, segundo o pesquisador do Instituto de Estudos Socioambientais (ISA), Rodrigo Magalhães, os garimpos estão cada vez mais profissionais, agressivos e industriais.

O pesquisador do ISA lembra que o conceito de garimpo adotado no Estatuto de 2008 vem da definição que se fazia na década de 1960, com o Código de Mineração, quando o garimpeiro trabalhava de maneira artesanal, semelhante ao visto em Serra Pelada.

“A definição histórica de garimpo é muito relacionada a figura de homens pobres, que trabalhavam em condições muitas vezes autônomas e insalubres, que empregava técnicas rudimentares ou artesanais de extração, com baixo impacto ambiental e de baixa escala. É a imagem que Bolsonaro quer vender do garimpo atual para legalizar o garimpo em terras indígenas”, diz Magalhães.

O caso da invasão do garimpo no Rio Madeira registrado na semana passada, quando 350 balsas e dragas atracaram na região do município de Autazes, no Amazonas, por quase um mês para exploração ilegal de ouro também exemplifica que a atividade não ocorre mais de maneira artesanal, desarticulada e em pequeno volume.
Garimpo na Amazônia: entenda como as dragas extraem ouro e o que acontece nos rios

Garimpo na Amazônia: entenda como as dragas extraem ouro e o que acontece nos rios

Além disso, segundo garimpeiros revelaram em uma audiência pública na Câmara dos Deputados em setembro de 2019, os garimpos na Amazônia lucram de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões por ano, demonstrando que não se trata mais de uma atividade de pequeno volume, como define o Estatuto do Garimpeiro. Na ocasião, políticos e garimpeiros defenderam transformar garimpos ilegais na região em empresas legalizadas.

Uma reportagem do g1 de junho também mostrou como os garimpos estão cada vez mais organizados.

“Tudo indica que estão sendo financiados por organizações poderosas. Não é fácil garimpar nas regiões remotas da Amazônia. Precisa de toda uma logística para levar barco, combustível e alimento para dentro da floresta. Tem garimpos com internet, antena parabólica, rádio. O garimpo de agora não é mais de pá e enxada, é com retroescavadeiras, maquinário caríssimo”, afirmou na ocasião Antonio Oviedo, cientista ambiental do ISA.

Entenda em seis pontos como funciona o mercado do ouro extraído em território nacional, da retirada do garimpo até a chegada no mercado:

Onde o garimpo é proibido?
O que é a lavra garimpeira?
Quem pode extrair, quem pode comercializar?
Quem pode comprar ouro de garimpo?
O que é o “esquentamento” do ouro?
Como é feita a fiscalização?

1.Onde é proibido

Em linhas gerais, o garimpo é proibido, segundo a Agência Nacional de Mineração (ANM), apenas em dois casos: terras indígenas e em áreas maiores que 50 hectares. No que diz respeito ao tamanho, há possibilidade de exceção caso a lavra garimpeira (permissão para existência de um garimpo) seja requerida por uma cooperativa de garimpeiros.

O governo de Jair Bolsonaro tenta mudar a proibição de extração mineral em terras indígenas, contudo. Em fevereiro do ano passado, o presidente assinou o projeto de lei nº191/2020, que libera a mineração nestes territórios de vários recursos minerais, inclusive petróleo e gás natural.

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O garimpo na TI Munduruku, PA — Foto: G1

Apesar de ainda aguardar votação na Câmara dos Deputados, o PL nº191/2020 já encorajou milhares de requerimentos de mineração em Terras Indígenas desde o ano passado (veja na reportagem abaixo)

Explosão do garimpo em terra indígena deixa 4 lições sobre como a devastação avança na Amazônia
Mercúrio usado em garimpo no rio Madeira causa lesões nos órgãos de quem se alimenta todos os dias por peixes contaminados

2.O que é a lavra garimpeira

Para conseguir uma lavra garimpeira, qualquer brasileiro ou cooperativa de garimpeiros precisa preencher um requerimento no site da ANM, onde irá autodeclarar:

Latitude e longitude da área onde será o garimpo;
O tipo de propriedade do solo (proprietário, posseiro, co-proprietário, terra da União etc);
A substância mineral a ser explorada (ouro, diamante etc);
O uso que será feito dela (industrial; pedra de coleção; gema).

Por ser considerada atividade manual e de pequeno volume, não é obrigatório ao requerimento de garimpo a apresentação de estudos de impacto ambiental.

“A lavra garimpeira é um regime de extração de substâncias minerais com aproveitamento imediato do mineral que, por sua natureza, sobretudo seu pequeno volume e a distribuição irregular, não justificam, muitas vezes, investimento em trabalhos de pesquisa”, informa o site da ANM.

Uma vez concedida ao garimpo pela ANM, a lavra garimpeira tem duração de cinco anos, sempre renovável por mais cinco.

3.Quem extrai e quem comercializa

O ouro pode ser extraído em dois tipos regimes previstos em lei: por garimpo, quando é feito em pequeno volume por uma pessoa física ou uma cooperativa que tenha a lavra garimpeira da área; por mineração, quando é feito por uma mineradora em escala industrial que tenha a lavra mineradora do local.

Enquanto a lavra mineradora permite que o minerador realize todas as etapas do comércio do ouro, inclusive a exportação, a lavra garimpeira permite apenas a extração local do ouro e sua primeira venda no mercado.

“A concessão de lavra mineradora é um tipo de autorização mineral que abrange todo o processo produtivo do ouro. Então, a mineradora tem autorização para extrair o ouro, refinar, fundir, comercializar e exportar, enquanto que o garimpeiro tem apenas autorização para fazer a extração”, explica Magalhães.

Ou seja, o ouro extraído pelo garimpeiro tem apenas dois destinos: ser vendido para empresa que vai realizar as demais etapas (refinar, fundir e exportar) ou diretamente para o consumidor final (no caso, o ourives).

“O ouro extraído pela mineradora tem várias natureza jurídicas possíveis: pode ser mercadoria, pode ser um ativo financeiro, ou um artigo cambial. Já o ouro extraído do garimpo é necessariamente um ativo financeiro”, descreve Magalhães.

4.Quem compra ouro de garimpo

Por ter apenas uma natureza jurídica, o ouro extraído em garimpo pode ser vendido somente ao Banco Central ou à instituição por ele autorizada, chamada de Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM).

“O ouro do garimpo é comprado primeiro pelas DVTMs e, posteriormente, entram para o sistema financeiro ou vão para o mercado internacional ou para joalherias”, explica o pesquisador da Universidade Federal Fluminense (UFF), Luiz Jardim Wanderley.

Por isso, em tese, a fiscalização do ouro vindo de garimpos deveria ser fácil de ser executada, mas não é o que acontece por causa da prática de “esquentamento” do ouro ilegal feito no momento da primeira venda (entenda no tópico abaixo).

5.Como é o “esquentamento” do ouro

O processo de esquentamento é quando o ouro extraído de maneira ilegal entra no mercado nacional e internacional como legal.

“O garimpo ilegal é facilmente inserido no mercado legal do ouro”, diz Wanderley.

Para isso, segundo o pesquisador da UFF, o garimpeiro costuma extrair o ouro de uma região ilegal – como reserva indígena, por exemplo – e migrar para uma região de extração legal na hora de fazer a venda. Ele, então, vende esse ouro a um intermediário legal da região, como as cooperativas de garimpeiros, e estas revendem para as instituições autorizadas pelo Banco Central.

Além disso, a lei também permite que o garimpeiro venda o ouro extraído por ele diretamente ao consumidor final, neste caso considerado o ourives, desde que declare que o ouro foi extraído legalmente.

“Parte do ouro [garimpado] entra no mercado para os ourives, sendo transformados em joias. Outra parte é esquentado em autorizações legais em áreas diferentes do local de extração”, resume Wanderley.

Em 8 de junho, o MPF emitiu uma recomendação à Agência Nacional de Mineração alertando sobre a escalada do garimpo na Amazônia: entre 2019 e 2020, 49 toneladas de ouro ilegal foram retiradas da Amazônia, “esquentadas” e comercializadas dentro e fora do país.

6.A fiscalização

Uma das principais brechas na fiscalização do ouro garimpado ilegal está na própria lei, uma vez que o garimpeiro pode autodeclarar seu local de extração.

“Ao venderem o ouro extraído de forma ilegal para as DVTMs ou pelas Cooperativas, os garimpeiros autodeclaram que foram extraídos de áreas regularizadas de um outro dono ou das cooperativas”, explica Wanderley.

Para os pesquisadores ouvidos pelo g1, a fiscalização deveria ocorrer, principalmente, no local de extração, ou seja, no momento em que o ouro está sendo extraído.

Além de frágil fiscalização, documentos já apontaram a relação do garimpo ilegal na Amazônia com organizações criminosas, sobretudo em territórios indígenas, além de relação com o próprio poder público local.
Família de garimpeiros ilegais se associa a índios e quadrilhas para explorar ouro

Família de garimpeiros ilegais se associa a índios e quadrilhas para explorar ouro

Em março, um documento do MPF que pedia atuação urgente de forças federais para conter o avanço da invasão de garimpeiros no igarapé Baunilha, em Jacareacanga, dentro do território Munduruku, fala em crime organizado. Segundo o órgão, os garimpeiros estavam fortemente armados e fotos indicavam a entrada de grande número de pás carregadeiras.

Em junho, a Justiça Federal expediu mandado de prisão preventiva para o vice-prefeito de Jacareacanga, um dos maiores locais de extração de ouro no Brasil, suspeito de dar apoio ao garimpo ilegal nas terras indígenas da região.

Em dezembro de 2020, um delegado da própria Polícia Federal foi preso temporariamente por suspeita de vender informações a donos de garimpos no Rio Tapajós. De acordo com a PF, um servidor público federal teria recebido ao menos R$ 150 mil de garimpeiros da região de Itaituba, como forma de “blindá-los” de eventuais ações policiais.

Por Laís Modelli, g1

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Alepa exonera homem filmado imobilizando mulher com ‘mata-leão’ dentro de carro, no Pará

(Foto:Reprodução) – Imagens que mostram vítima com partes do corpo para fora de carro gritando por socorro viralizaram e Assembleia Legislativa do Pará demitiu funcionário comissionado.

O homem filmado imobilizando uma mulher com um golpe “mata-leão” dentro de um carro, em Belém, foi exonerado pela Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), onde trabalhava em cargo comissionado. O vídeo onde a mulher aparece pedindo socorro viralizou nas redes sociais e a Polícia Civil investiga o caso.

A portaria com a demissão do funcionário foi assinada na segunda-feira (29) pelo presidente da Alepa, deputado Chicão. A exoneração deve ser publicada no Diário Oficial da Alepa na sexta-feira (3).

A exoneração foi publicada na terça-feira (30). A Alepa informou que repudia violência contra as mulheres e por isso tomou a medida.

“O poder legislativo é um aliado ativo na luta contra a violência doméstica com a discussão e aprovação de projetos de leis que defendam, resguardem e valorizem a mulher”, informou a Alepa em nota.

Gritos por socorro

A Polícia Civil do Pará está tomando providências para garantir medidas de proteção à mulher que aparece sendo imobilizada, além de investigar o caso. Não foi detalhado quais medidas de proteção seriam essas.

Nas imagens, o veículo está parado, travando o fluxo de carros. Uma mulher em outro veículo reghistra quando uma passageira coloca as pernas para fora do carro e grita por socorro. O motorista tenta calá-la com a mão.

Após perceber a filmagem, o homem solta a vítima, que foge a pé. Ele ainda tenta desconversar dizendo que “não é nada não” e tenta fechar a porta do seu veículo antes de o fluxo de carros na rua se normalizar.

Por telefone, o suspeito informou à reportagem que estava tentando controlar uma crise de ansiedade da mulher e nega agressão. Ele informou ainda, que ele e a mulher que gritou por socorro foram namorados há 2 anos, mas não se relacionam mais. O g1 não conseguiu contato com a mulher agredida.

Como denunciar

Mulheres vítimas de violência podem denunciar pelo telefone 181 ou por mensagem de aplicativo (91) 98115.9181 ou também contato com a Procuradoria Especial da Mulher no telefone 3213 2111.

Por g1 Pará — Belém

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