Idoso é resgatado por bombeiros após ter casa alagada, em Santarém (PA)

Bombeiros caminharam cerca de 200 metros por dentro da água acumulada na rua carregando o idoso — Foto: Reprodução

Homem que passou por cirurgia no fêmur recentemente, não consegue se locomover. Ele foi levado para a casa de outros familiares.

Um idoso foi resgatado por militares do Corpo de Bombeiros no início da tarde desta segunda-feira (10) da casa onde ele mora com a família, no bairro Vitória Régia, em Santarém, oeste do Pará. O imóvel e todo o terreno estão tomados por água da chuva. [Veja acima]
O 4º Grupamento de Bombeiros Militar recebeu o chamado via Núcleo Integrado de Operações (Niop) após comunicado da Defesa Civil de Santarém, de que havia necessidade de fazer o resgate de um homem debilitado fisicamente, que se encontrava preso em sua residência que estava alagada.

Em rede social do 4º GBM postou o vídeo do resgate do idoso que passou recentemente por uma cirurgia de fêmur e ainda não consegue se locomover. Os militares precisaram caminhar por mais de 200 metros por dentro da água empossada na rua até chegar à ambulância de resgate.

“A casa dele foi inundada pela água da chuva. Ele foi retirado do local e levado para a casa de outros familiares que darão o suporte pra ele”, informou o Cabo BM Fábio Lima.

O idoso só retornará para casa com a esposa que também é idosa, quando o imóvel tiver em condições de ser ocupado novamente.

Chuvas x transtornos

Santarém e região têm sido castigadas pelas fortes chuvas do inverno amazônico. No último sábado (8) choveu cerca de 62,5mm, equivalente a 1/4 do esperado para todo o mês de janeiro, que é de 250mm.

A Defesa Civil Municipal recebeu ao menos 14 chamados de socorro na madrugada e manhã de sábado, a maioria por alagamento de residências, quedas de muros e árvores.

Na rodovia Fernando Guilhon, principal via de acesso ao aeroporto internacional Maestro Wilson Fonseca e à PA-457 (rodovia Everaldo Martins) que liga a zona urbana de Santarém às praias de Alter do Chão, Ponta de Pedras e às comunidades da região do Eixo Forte, teve o tráfego interrompido à altura do residencial Salvação, no bairro Alvorada, devido ao rompimento de um duto de drenagem de águas pluviais, que causou a abertura de uma cratera no meio da pista.

Máquinas da Secretaria Municipal de Infraestrutura foram enviadas ao local ainda na manhã de sábado para dar início aos trabalhos de recuperação da PA que é de responsabilidade do Governo do Estado. A previsão é de que as obras sejam concluídas entre 30 e 45 dias, dependendo do volume de chuvas no município.

Enquanto a obra é realizada, o trânsito é desviado por dentro do residencial Salvação.

Por Sílvia Vieira, g1 Santarém e Região — PA

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Homem morre atropelado por moto pilotada por criança de 11 anos, no Pará

(Foto:Reprodução) – Vítima caminhava no acostamento junto com a família quando foi atingida pela moto que trafegava em alta velocidade.

Um homem morreu após ser atropelado por uma criança de 11 anos, que pilotava uma motocicleta na PA-220, em Marapanim, no nordeste do estado. O atropelamento aconteceu na noite de domingo (9).

A vítima é Odair José Monteiro de Jesus. Ele caminhava no acostamento junto com a família quando foi atingido pela moto que trafegava em alta velocidade. O trabalhador rural chegou a ser socorrido e levado para atendimento médio no Hospital Municipal de Curuçá, mas morreu durante a transferência para o Hospital Metropolitano, em Ananindeua, Grande Belém.

Aa criança que pilotava a moto também ficou ferida e recebeu atendimento médico em Curuçá. A Polícia Civil informou que investiga o caso e que o inquérito está sob sigilo, por se tratar de uma criança.

Por G1 PA — Belém

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Mais de 23 toneladas de drogas foram apreendidas nos últimos três anos, no Pará

(Foto:Reprodução) – O trabalho de inteligência com informações assertivas, as ações de prevenção, o policiamento ostensivo e as investigações qualificadas, resultaram na desarticulação e prisões de grupos criminosos, além do isolamento de suas lideranças.

Essas ações foram primordiais para o combate ao tráfico de drogas nesses três anos de gestão da Segurança Pública.

Em três anos, as ações conjuntas entre os órgãos do Sieds apreenderam mais de 23,6 toneladas de entorpecentes, além de 98 mil pés de maconha. Esse número representa um registro histórico para o Estado que ao longo desses últimos anos vem conquistando saldos positivos nas apreensões de droga e no controle da criminalidade no território paraense.

Números – Em 2021, no período de janeiro a outubro, foram apreendidas mais de 4,6 toneladas de cocaína e 5 toneladas de maconha, o que totaliza quase 10 toneladas de drogas apreendidas, além de 60 mil pés de maconha. No ano de 2020, de janeiro a dezembro foram apreendidas mais de 10 toneladas de entorpecentes, sendo mais de 6.500 toneladas de maconha e mais de 3.800 toneladas de cocaína, além de 34. 222 pés de maconha. Já em 2019, de janeiro a dezembro, o registro de apreensões foi de mais de 3 toneladas, sendo, mais de 2.400 toneladas de maconha e mais de 896 kg de cocaína, além de 3.305 pés de maconha.  Em 2018, de janeiro a dezembro, o total apreendido pelo Estado foi de 1.877 toneladas de entorpecentes, destes, 1.499 toneladas de maconha e 418,5 kl de cocaína, além de 3.722 pés de maconha.

Os dados foram computados pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup), por meio da Secretaria Adjunta de Inteligência e Analise Criminal (Siac).

Para o secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup) a marca representa a política de atuação da segurança pública nesses últimos três anos de gestão, atuando com foco na inteligência, integração e no investimento de tecnologia e em equipamentos para aumentar o potencial de ação dos seus agentes. “Focando sempre no trabalho integrado e utilizando o que há de mais moderno na inteligência policial e na troca de informações, nós temos conseguido desarticular grandes organizações criminosas, inclusive relacionadas ao tráfico de drogas. Em 2021 mantemos uma média muito grande de apreensões, o que nos levou para outro patamar no combate ao crime organizado, em especial, ao tráfico de drogas”, destaca.

As grandes apreensões, segundo o secretário, são uma resposta positiva do Estado que vem, ano a ano, enfraquecendo as organizações criminosas no território paraense. “As operações pontuais que continuam sendo feitas como pequenas vendas de fumo continuam sendo desarticuladas, porém focando também em um trabalho muito maior que apreende realmente grande quantidade de drogas e que evita chegar até os pontos de venda e nos usuários. São apreensões que resultam não só em números, mas também em resultado nas ruas com o impedimento de ações criminosas advindas do tráfico”, avaliou.

Trabalho nas ruas, investigações e prisões

O enfrentamento ao crime organizado e ao tráfico de drogas são dois dos principais focos das forças de investigação policial no Estado. Fonte de renda das organizações criminosas e responsável por agregar outros crimes, como homicídios, roubos e furtos, além do impacto familiar inerente à desestruturação causada pela dependência ou pela atuação de traficantes, faz com que, o combate aos entorpecentes seja um dos principais focos de atuações efetivas e de um trabalho sério realizado pelas forças de segurança em todo o território paraense.

Pela Polícia Civil, o trabalho de investigação tem identificado às organizações e a sua estrutura organizacional. Todo trabalho de combate ao tráfico de grande, médio e pequeno porte é desenvolvido pelo Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), com apoio das diretorias de Polícia Metropolitana e do Interior.

Segundo o Delegado-Geral, Walter Resende, a Polícia Civil trabalhou intensamente ao longo do ano no combate ao crime de tráfico de drogas, cujo objetivo é a redução incessante da criminalidade, em todas as regiões do Estado. “Sabemos que a porta para o mundo do crime começa nas drogas, desencadeando outros tipos de delitos, como roubos, ações criminosas, grande assaltos e homicídios. Em 2021, a Polícia Civil apreendeu mais de seis toneladas de drogas – a maior dos últimos três anos, fruto dos investimentos do Governo do Pará na área de segurança pública”, disse.

O policiamento ostensivo nas ruas feito pela Polícia Militar também coíbe a prática do comércio ilegal de drogas. As ações para combater o crime são sempre desenvolvidas, em conjunto com o setor de inteligência da corporação. De acordo com o Comandante-Geral da Polícia Militar, coronel Dilson Júnior, a maioria das operações desencadeadas pela instituição tem como foco principal a desarticulação de grupos criminosos e o combate ao tráfico de drogas no Pará.

“O trabalho operacional da Polícia Militar tem sido direcionado ao combate ao tráfico de drogas. Sabemos que orbitam entorno deste crime outros tipos penais como homicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte, entre outros. São ações que utilizam a nossa inteligência que foi fortalecida nesses três primeiros anos de governo com equipamentos e mão de obra capacitada, que subsidiam a tropa presente nos 144 municípios do Estado”, falou.

Outro fator fundamental para o impedimento das ações criminosas, e em auxílio ao combate ao tráfico de drogas e as articulações criminosas no Estado é o controle efetivo do cárcere, como ressalta o secretário de Administração Penitenciária do Estado, Jarbas Vasconcelos. Para ele a gerência do cárcere com base em protocolos rígidos, no intuito de bloquear o contato com o mundo exterior das lideranças criminosas vistoriadas pelo Estado fortalecem as ações policiais atuantes nas ruas.

“Hoje o indivíduo que é preso perde o contato com o mundo do crime. Nossas cadeias não possuem tomadas e nem entram celulares ou quaisquer tipo de equipamentos ou materiais ilícitos. Temos hoje, o protocolo mais rigoroso de todo sistema prisional brasileiro, o que nos ajuda a manter as lideranças do crime sem contato algum com a sociedade”, concluiu Jarbas Vasconcelos.

 Com informações/Agência Pará

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Justiça anula fraude de empresas que levou à grilagem de 563 mil hectares de terra ocupada por povos tradicionais no Pará

Ribeirinha de Montanha e Mangabal, no Pará — Foto: Mauricio Torres / Repórter Brasil

Ação do MPF aponta que empresas cometeram apropriação ilegal e que comunidades enfrentavam ameaças de expulsão e tentativa de invasão onde viviam.

Uma fraude envolvendo empresas no Pará que levou à grilagem, ou apropriação ilegal, foi anulada pela Justiça Federal referente ao equivalente a 563 mil campos de futebol no sudoeste do estado. Segundo divulgado pelo Ministério Público Federal (MPF) nesta segunda-feira (10), a área é ocupada por povos tradicionais.

O MPF informou que, por causa da fraude, as comunidades vinham enfrentando ameaças de expulsão e tentativas de invasão das terras onde viviam.

Entre as comunidades tradicionais prejudicadas pela grilagem, segundo o MPF, está a das famílias de ribeirinhos, que também são chamados de beiradeiros, do projeto de assentamento agroextrativista Montanha e Mangabal, em Itaituba, cuja área é de 54,4 mil hectares.

A sentença é do dia 17 de dezembro, declarando a área como de domínio público federal. As empresas Madeireira São João, Agricultura e Pecuária Irmãos Marochi e Brasnort Administração de Imóveis e Colonização ao pagamento de R$100 mil por danos morais coletivos.

O g1 tentava contato com as empresas até a publicação da reportagem, mas não havia obtido resposta.

De acordo com o MPF, a determinação judicial também confirmou decisão urgente publicada em 2006, ano em que o MPF ajuizou ação. “A decisão liminar proibiu réus de tentar tomar posse da área, tornou indisponíveis as matrículas das terras griladas, além de ter suspendido processos de regularização fundiária dessas áreas”, afirma o órgão. A sentença cita ainda que:

“A conduta (…) envolve décadas de alienações ilegais, erro cartório, judiciário, administrativo, além da má-fé dos requeridos mediante violação da conformidade legal do sistema registral (…). Portanto, trata-se de uma série de omissões e ações praticadas (…), cujos prejuízos econômicos, sociais e ambientais se prolongaram por décadas (…)”.

Investigações

Durante as investigações, o MPF disse que coordenou elaboração de levantamento da população de Montanha e Mangabal, com os pesquisadores Wilsea Figueiredo e Maurício Torres, da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Para provar que a posse da terra é coletiva, foram feitas árvores genealógicas até a 8ª geração de ascendentes de moradores da comunidade.

Os especialistas explicam que os “beiradeiros”, como são conhecidos, são descendentes de antigos seringueiros atraídos para a Amazônia pela febre da borracha no século XIX e ocupam a área há pelo menos 150 anos.

Outra vertente do estudo foi a ambiental, segundo o MPF.

O relatório final indicou que famílias estimulam a biodiversidade, principalmente ao buscarem cultivar grandes variedades de espécies de plantas. Mais de 30 espécies de mandioca são utilizadas, cada uma para usos nutricionais e medicinais diferenciados.

A pesquisa encomendada pelo MPF foi avaliada pelo professor de Direito da UFPA José Heder Benatti, doutor em Desenvolvimento Socioambiental, que deu parecer confirmando a posse coletiva da terra.

A ação do MPF também teve contribuição da consultoria jurídica do então Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Por g1 Pará — Belém

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Entenda a mistura de fenômenos climáticos que ameaça o país

O Inmet emitiu alertas de perigo e grande perigo para áreas de GO, MT, SP, RJ e TO. Na Região Sul, o alerta é para o calor extremo (Foto:Facebook/Reprodução)

As tempestades que provocaram tragédias no país, com enchentes, deslizamentos e até mesmo a queda do paredão que matou 10 pessoas em Capitólio (MG), precipitada pela força da erosão provocada pelas águas, vão continuar.

As cenas de devastação vistas em Minas Gerais e na Bahia nas últimas semanas, com cidades submersas, servem de alerta para os próximos dias. Chegarão a outras regiões e virão acompanhadas de novos problemas, como calor extremo.

A conflagração climática deve causar problemas, com riscos expressivos, a estados das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte (temporais) e Sul (calor extremo, muito acima da média).

Tudo isso é resultado da mistura explosiva de um fenômeno natural do verão, chamado de Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), com frentes frias vindo da Bolívia e com o La Niña, uma massa de ar frio que se une com a umidade do tempo quente e aumenta as chuvas

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, até sexta-feira (14/1), pelo menos três alertas vermelhos com perigo ou grande perigo, seja por chuvas intensas ou forte calor.

As precipitações que devastaram Bahia e Minas Gerais têm previsão para chegar nos próximos dias com risco expressivo a Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Tocantins.

Por:Manoela Alcântara

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Mulher mata filhos de 6 e 3 anos e depois tenta se matar no Rio de Janeiro

(Foto:Reprodução) – Marido tentou entrar na casa para impedir o crime, mas as crianças já estavam mortas

Stephany Ferreira Peixoto, de 36 anos, matou seus dois filhos de 6 e 3 anos, e tentou se matar em seguida nesta segunda-feira (10), em Guapimirim, no Rio de Janeiro. Segundo a polícia, depois de esfaquear as crianças, ela ligou para o marido e avisou que iria tirar a própria vida.

Segundo o Extra, o marido de Stephany voltou para casa, mas não conseguiu entrar. Com ajuda de vizinhos, a polícia foi acionada, mas ao chegar no local Bruno Leonardo, 6 anos, e Arthur Moisés, 3, já estavam mortos. A mulher foi encontrada ensanguentada na casa e socorrida para o Hospital Municipal José Rabello de Mello, onde está presa sob escolta policial.

Uma faca foi apreendia e a casa isolada para perícia. “Ainda estamos tentando entender o que motivou esse crime. A autora foi socorrida para o Hospital José Rabelo Melo, com os pulsos cortados, e seu estado de saúde é estável. Já o corpo das crianças foram levados para o Instituto Médico Legal de Teresópolis. Nos próximos dias, vamos ouvir testemunhas e também a autora” disse o delegado Antônio Silvino Teixeira, titular da 67ª DP (Guapimirim), ao Extra.

A Secretaria Municipal de Educação de Guapimirim emitiu uma nota de pesar e disse que “se junta a toda população no luto pelo falecimento de nossos estudantes Arthur Moisés (C.M. Professora Vânia Regina) e Bruno Leonardo ( E.M. Professor Otelo). Uma perda irreparável. Nossas condolências aos familiares e amigos”.

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Obras ferroviárias preveem grandes investimentos no Estado do Pará

(Foto:Divulgação / Vale) – O maior projeto a ser executado prevê uma extensão de 528 quilômetros, em trecho que inicia em São Francisco do Brejão, no Maranhão, à Barcarena, com R$ 5 bilhões de investimentos.

Nos próximos anos o Estado do Pará deve receber grandes investimentos por conta da execução de obras ferroviárias, previstas de execução por grupos empresariais, que devem investir cerca de R$ 40 bilhões. Ao menos nove pedidos foram feitos pela iniciativa privada e já tramitam na Secretaria Nacional de Transporte Terrestre (SNTT) e Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), estrutura administrativa vinculada ao Ministério da Infraestrutura.

A boa notícia foi anunciada pelo titular da SNTT Marcelo Costta, que concedeu, na última quinta-feira, 7, entrevista exclusiva ao diretor de conteúdo do grupo O Liberal, Daniel Nardin, em que destacou a importância do Marco Legal das Ferrovias, sancionada em dezembro de 2021 pelo presidente Jair Bolsonaro, e também a aprovação pelo Congresso Nacional da Medida Provisória, a qual garante, pela nova legislação, dentre outros pontos, a possibilidade de empresas desenvolverem segmentos próprios, com recursos 100% privados e com a possbilidade de geração de 395,4 mil empregos.

Pelo Programa de Autorizações Ferroviárias, denominado pelo governo federal de Pro Trilhos, que prevê projetos de construções de trechos ferroviários na área metropolitana de Belém, caso da cidade de Barcarena, considerada o próximo polo multimodal do Brasil pelo secretário Marcelo Costta. Três dos pedidos de autorização tem Vila do Conde como destino final. Por conta dos projetos ferroviários previstos, Barcarena terá ramificações para o sul do Pará, área também de produção agrícola e de pecuária, e regiões maranhenses e se ligará aos sistema nacional. Para se ter uma ideia, o maior projeto destinado a atender o Estado paraense, é de 528 quilômetros de extensão, em trecho que inicia em São Francisco do Brejão, no Maranhão, à Barcarena, com R$ 5 bilhões de investimentos. Para o prefeito de Barcarena, Renato Ogawa,

Ferrogrão

Em junho deste ano, o colegiado do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar o processo do Ferrogrão, atualmente travado por decisão do ministro Alexandre de Moraes, em março de 2021, que atendeu a um pedido de medida cautelar de inconstitucionalidade movida pelo PSOL. Assim foi suspenso o projeto que prevê a construção da ferrovia. Caso os ministro julgue favorável, três trechos relacionados com a Ferrogrão serão contemplados na Região do Oeste paraense, que sai de Sinop, no Mato Grosso e chegará às cidades de Itaituba e de Trairão. São 987 quilômetros e quase 10 bilhões em investimentos, com geração de 28,6 mil empregos projetados pelo Ministério da Infraestrutura.

Apesar dos números atrativos, o prefeito de Itaituba Valmir Climaco não apoia os projetos previstos pelo governo federal em parceria com a iniciativa privada. “Não apoio, só quem vai ganhar são os mato-grossenses e os chineses que são os donos dos grãos, e do capital. Daqui (Itaituba) até o Mato-Grosso não tem ninguém desempregado. Se isso acontecer, vão abandonar a BR 163, e hoje temos atividades de hotéis, restaurantes, bares, borracharias. Cinco pessoas em um trem levam 20 mil veículos”, avalia Climaco. O gestor diz ainda que assim como Itaituba, outros municípios vão perder ICMS. “Se recolhemos R$ 3 milhões, com as ferrovias passaremos a recolher R$ 2 milhões”, enfatizou.

Por:Sérgio Chêne

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Jader Barbalho é favorável à derrubada de veto presidencial contra renegociação com a RF

A medida impede que milhares de micro e pequenas empresas endividadas com a Receita Federal renegociarem os débitos tributários estimados em R$ 50 bilhões. –  (Foto:Waldemir Barreto /Agência Senado)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) vetou integralmente, no último dia 7, o Projeto de Lei Complementar (PLP) n° 46/21, que institui o Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos no Âmbito do Simples Nacional (Relp). Com o veto, milhares de micro e pequenas empresas endividadas com a Receita Federal ficam impedidas de renegociarem os débitos tributários estimados em R$ 50 bilhões e, dessa forma, de aderir ou continuar inscritas no Simples. No Congresso Federal, parlamentares anunciam que vão trabalhar pela derrubada do veto.

O senador Jader Barbalho (MDB) se manifestou contrário à decisão de Jair Bolsonaro. “Sou favorável à derrubada do veto presidencial ao projeto, aprovado pelo Senado Federal, de recuperação fiscal para micro e pequenas empresas”, disse inicialmente o post feito em sua conta no Instagram. “O Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos no Âmbito do Simples Nacional concederia descontos sobre juros, multas e encargos proporcionalmente à queda de faturamento em plena pandemia de covid-19. Empresas inativas no período poderiam participar”, acrescentou Jader.

O presidente chegou a manifestar a interlocutores a intenção de sancionar a lei, mas acabou cedendo aos argumentos das áreas econômica e jurídica do governo. Na justificativa do veto, o Palácio do Planalto afirma que a proposta não fazia “menção quanto aos montantes financeiros envolvidos e quais despesas seriam impactadas pelos recursos suprimidos”. De acordo com o Ministério da Economia, há também “vício de inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público, uma vez que, ao instituir o benefício fiscal, a proposta implicaria renúncia de receita”. Segundo a pasta, a renúncia total foi estimada em R$ 1,2 bilhão, dos quais 489 milhões em 2022.

Para o relator da proposta na Câmara dos Deputados e presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), deputado Marco Bertaiolli (PSD-SP), o argumento não procede, pois, com o parcelamento, o dinheiro voltaria para o caixa do governo. “Se parcelar (os débitos), eles serão pagos. O governo vetou a possibilidade de receber esses valores” disse. O parlamentar acrescentou que o veto impede as empresas de gerarem empregos. “Não se trata de renúncia fiscal, é um parcelamento especial de débito e, mesmo que fosse isso, o valor é muito pequeno, aproximadamente R$ 500 milhões em 2022”, afirmou.

De acordo com Bertaiolli, haveria outra razão para o presidente ter optado pelo veto: a vedação da lei eleitoral para que o governo conceda benefícios em anos de eleição. Segundo o deputado, o governo perdeu a oportunidade de sancionar a lei até 31 de dezembro. “Há vedação da lei eleitoral que pode proibir um Refis no ano de eleições. Por isso, na dúvida, (Bolsonaro) preferiu vetar.” Na avaliação do parlamentar, o governo errou e gerou, ainda, outro efeito ruim: o impedimento para que a as micro e pequenas empresas confirmem a adesão ao Simples, cujo prazo vai até 31 de janeiro. Isso, de acordo com ele, seria sinônimo de condenar o fechamento. “O efeito agora é desemprego”, disse. (Com Agência Brasil)

Por:Sérgio Chêne

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Covid e surtos de gripe: centenas de voos são cancelados no Brasil

Voos no Brasil são cancelados por causa da covid-19 e da gripe (Imagem: Reprodução/Ashim D’Silva/Unsplash)

A onda de casos da covid-19 e de gripe (influenza) já afeta o funcionamento de companhias áreas no Brasil. Com a tripulação infectada — incluindo pilotos e copilotos — por um desses agentes infecciosos, centenas de voos nacionais e internacionais já foram cancelados neste mês de janeiro. Em partes, a situação é causada pela disseminação da Ômicron (B.1.1.529) e da H3N2 Darwin.

Segundo apuração da Agência Brasil, as três maiores companhias aéreas brasileiras — Azul, Gol e Latam — confirmaram o impacto da covid-19 e da gripe nas operações. Nesse cenário, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirma que “está monitorando os casos de doenças respiratórias causadas em pilotos, comissários e demais profissionais do setor aéreo”.

Voos cancelados

No caso da Latam, 1% de todos os voos domésticos e internacionais foram cancelados neste mês. Em números, pelo menos 111 decolagens foram canceladas entre esta segunda-feira (10) e o próximo domingo (16). Em comunicado sobre a situação, a Latam orienta que “antes de se dirigir ao aeroporto, a companhia orienta que o cliente confira o status do seu voo” no site da companhia.

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Em comunicado, a Azul informou afirmou que “por razões operacionais, alguns de seus voos do mês de janeiro estão sendo reprogramados. A companhia registrou aumento no número de dispensas médicas entre seus tripulantes — casos esses que, em sua totalidade, apresentaram um quadro com sintomas leves — e tem acompanhado o crescimento do número de casos de gripe e covid-19 no Brasil e no mundo”.

Além disso, a Gol afirmou, em nota, que houve “um aumento dos casos positivos entre colaboradores” nos últimos dias. No entanto, a empresa afirma que “nenhum voo foi cancelado ou sofreu alteração significativa por este motivo. Os funcionários que apresentam resultado positivo estão sendo afastados das funções para se recuperarem em casa com segurança”, completa.

Vale lembrar que, segundo as regras da Anac, o passageiro tem direito a reembolso integral da passagem aérea ou reacomodação, sem custo, em casos de cancelamentos de voos feitos com menos de 72 horas de antecedência.

Fonte: Agência Brasil

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Mais de 800 munições são encontradas em ônibus no interior do Pará

(Foto:Reprodução) – Um carregamento contendo 860 munições intactas de diversos calibres foi interceptado em um ônibus de uma empresa de transporte de passageiros que faz linha de Goiânia-GO para São Félix do Xingu, no sul do Pará.

A apreensão foi realizada pelo Batalhão Rodoviário da Polícia Militar do Pará na noite da última sexta-feira, 7, na Rodovia PA-279, na Vila Carapanã, a cerca de 50 km da sede de São Félix do Xingu. Ninguém foi preso durante a abordagem.

Segundo a Polícia Rodoviária, o carregamento de munições, que foi encontrado em um dos gavetões do ônibus, teria como destino o município de São Félix do Xingu, onde seria comercializado de forma ilícita, possivelmente favorecendo práticas criminosas na região.

Um representante da empresa responsável pelo ônibus no qual a carga foi apreendida compareceu à unidade de Polícia Civil para prestar depoimento. A Polícia Civil informou que instaurou um inquérito para investigar o caso e assim desvendar a identidade e a localização do emissário e do destinatário da encomenda, para que os mesmos possam ser responsabilizados pela prática ilícita.

(Com informações Romanews e Correio Carajás)

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