Trio é preso durante operação policial em Concórdia do Pará, nordeste paraense

Também foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão no município. — Foto: Agência Pará

Operação investiga homicídio ocorrido no final de 2021. Segundo investigações, mandante do crime seria irmão de um foragido da justiça cuja localização foi informada, pela vítima, à policia.

Três homens foram presos no município de Concórdia do Pará, no nordeste do estado, suspeitos de homicídio que ocorreu em novembro de 2021. As prisões foram feitas durante ações da operação ‘Discórdia’, deflagrada pela Polícia Civil e que encerrou nesta quarta-feira (19). Também foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão no município. As informações são do g1 Pará — Belém

De acordo com as investigações, o crime teria sido motivado por vingança após a vítima ter informado a policiais militares sobre a localização de um foragido da Justiça, que seria irmão do mandante do assassinato. Após a denuncia feita pela vítima, o foragido morreu durante intervenção policial.

O caso é investigado pela Divisão de Homicídios em conjunto com a Delegacia de Concórdia do Pará. Segundo a PC, dois participantes do crime foram identificados, bem como o mandante. A partir de então, foram feitas diligências para coletar elementos que fundamentassem a investigação.

Além das três prisões, foi encontrada com o mandante uma arma de fogo. Os outros dois presos também foram autuados por porte ilegal de arma de fogo, mas após pagamento de fiança respondem em liberdade. As três armas apreendidas foram encaminhadas para a perícia.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para localizar e dar cumprimentos a outros dois mandados de prisão contra executores do crime.

Jornal Folha do Progresso em 19/01/2022/16:34:34

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MEC libera consulta para cronogramas oficiais de inscrições do Sisu e Prouni

Editais ainda vão ser publicados

As inscrições para os principais programas do governo para entrada no ensino superior – Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e Programa Universidade Para Todos (Prouni) – já têm datas marcadas. Os cronogramas foram divulgados ontem, 18, pelo Ministério da Educação (MEC). Tais programas são concorridos por ofertarem vagas para universidades públicas e privadas com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ou financiamento em instituições de ensino superior privadas.

O processo seletivo do Sisu inicia em 15 de fevereiro e finaliza no dia 18 do mesmo mês. Em seguida começam as inscrições para o Prouni, entre 22 e 25 de fevereiro. No mês seguinte, será possível se inscrever para o Fies, de 8 a 11 de março.

Nesse ano, haverá ampliação na oferta de vagas disponibilizadas para o ensino superior. Para o Fies, 110.925 vagas serão disponibilizadas, enquanto as oportunidades oferecidas pelo Sisu e Prouni serão divulgadas com os editais de cada programa, que devem ser publicados ainda esta semana no Diário Oficial da União (DOU).

Prouni

O Programa Universidade para Todos (Prouni) oferece bolsas de estudo integrais e parciais (50%) em instituições particulares de educação superior.

Para concorrer às bolsas integrais, o estudante deve comprovar renda familiar bruta mensal, por pessoa, de até 1,5 salário mínimo. Para as bolsas parciais (50%), a renda familiar bruta mensal deve ser de até 3 salários mínimos por pessoa.

Além do critério da renda, para participar o candidato não pode ter diploma de curso superior e precisa ter obtido, no mínimo, 450 pontos de média das notas do Enem e não pode ter tirado zero na redação.

Fies 

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) concede financiamento a estudantes em cursos superiores de instituições privadas. É dividido em diferentes modalidades, possibilitando juros zero a quem mais precisa e uma escala de financiamentos que varia conforme a renda familiar do candidato.

Para participar do processo seletivo é preciso ter a nota do Enem a partir da edição de 2010 e obtido média nas provas igual ou superior a 450 pontos, sem ter zerado a redação.

O programa leva em consideração a renda familiar. Para participar desse processo o candidato precisa possuir renda familiar mensal bruta, por pessoa, igual a superior a um salário-mínimo ou até 3 salários-mínimos.

O bolsista parcial do Prouni poderá participar do processo seletivo do Fies e financiar a parte da mensalidade não coberta pela bolsa, desde que se enquadre nas condições previstas no edital. Assim como o Prouni, o Fies é realizado em chamadas no primeiro e segundo semestre e também possui lista de espera.

Sisu

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) é o processo que possibilita que estudantes ingressem em universidade pública com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Nessa seletiva, os candidatos são contemplados em ordem classificatória de acordo com a nota no exame.

Resumo do cronograma:

Inscrições para o Sisu: 15 a 18/02

Inscrições para o Prouni: 22 a 25/02

inscrições para o Fies: 08 a 11/03

Fonte: Agência Educa Mais Brasil 

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‘Zé do caixão’ é preso acusado de executar garçon no Pará

(Foto: Reprodução) – O jovem pistoleiro, identificado como Jackson Silva Lemos, de 20 anos, conhecido como “Zé do Caixão”, foi preso, na Vila Belo Monte, na zona rural de Vitória do Xingu, nesta terça-feira, 18, acusado de executar a tiros, o garçom Alessandro Teixeira de Oliveira, 27 anos, no Bairro Brasília, em Altamira, no oeste do Pará. As são do informações de Debate de Carajás

A vítima estava trabalhando, “Zé do Caixão” se passou pro cliente e executou o rapaz. De acordo com a família, o garçom não tinha inimigos. A Polícia Civil concentra as buscas para identificar o mandante, porque o acusado é conhecido na Região do Xingu como “matador de aluguel”.

O crime foi cometido, no dia 11 de setembro de 2021, às 19h54, e foi flagrado pelas câmeras de segurança. A dona do bar também foi atingida, mas conseguiu sobreviver. Na época, o pai do jovem passou mal ao saber da execução do filho.

Jornal Folha do Progresso em 19/01/2022/14:09:47

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Justiça Federal condena vice-prefeito de Jacareacanga que incentivou protestos contra operação que mirava garimpeiros

Casa em aldeia Munduruku é incendiada em Jacareacanga, no Pará. — Foto: Reprodução

Operação era de combate ao avanço do garimpo ilegal na Terra Indígena Munduruku. Mas garimpeiros liderados pelo vice-prefeito de Jacareacanga incendiaram aldeias e atacaram base federal.

O vice-prefeito de Jacareacanga, sul do Pará, Valmar Kaba Munduruku, foi condenado pela Justiça Federal a quatro anos e um mês de prisão por liderar protesto violento contra operação de combate à mineração ilegal na cidade. As informações são g1 Pará — Belém

Em maio de 2021, casas de lideranças indígenas foram incendiadas durante a operação Mundurukânia 1. Após o ataque, a Justiça Federal ordenou atuação de forças federais no estado. Uma das lideranças da manifestação, Valmar foi preso pela Polícia Federal em julho de 2021. O g1 ainda não tentava contato com a defesa do vice-prefeito até a publicação da reportagem.

A condenação é um pedido do Ministério Público Federal (MPF). A ação cita que, na referida manifestação, garimpeiros ilegais invadiram a base da operação e atiraram rojões, pedras e pedaços de pau na direção dos agentes públicos e dos helicópteros utilizados. Dois policiais foram feridos. A ação também deixou dez pessoas feridas.

A operação alvo de protesto foi batizada de Mundurukânia e tinha como objetivo o combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Munduruku.

A ação foi realizada por decisão judicial em processo iniciado por ação do MPF e também fez parte de medida determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para a expulsão de invasores de terras indígenas.

Penas

Ainda de acordo com o MPF, a Justiça Federal determinou o regime inicial semiaberto para cumprimento da pena do vice-prefeito.

Ele também deve perder o cargo público quando a sentença transitar em julgado, ou seja, quando não houver mais possibilidade de apresentar recursos.

Outros dois líderes dos protestos também foram condenados. Allan Everson Dias Carneiro e José Tiago Correia Pacheco foram sentenciados, cada um, a quatro anos e três meses de reclusão em regime inicial semiaberto. O g1 também tenta contato com a defesa deles.

A sentença foi proferida em 15 de dezembro de 2021 e veio a público nesta quarta-feira (19).

Na última semana, o MPF, autor da denúncia contra os três condenados, pediu à Justiça a análise e pronunciamento sobre a aplicação da pena de perda do cargo público. A aplicação da pena foi então confirmada pela Justiça.

Entenda o caso
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Aldeias são incendiadas em Jacarecanga, no Pará. — Foto: Reprodução / MPF

Os atos hostis ocorreram entre 25 a 27 de maio, logo após a deflagração da Operação Mundurukânia 1, que combatia a prática clandestina de garimpos nas terras indígenas Munduruku e Sai Cinza, no município de Jacareacanga.

Essa prática, além de provocar graves danos ao meio ambiente, devido ao uso de produtos químicos altamente nocivos, o que causou a poluição de rios e lençóis freáticos, também gerou conflitos entre garimpeiros e indígenas.

Os manifestantes, que seriam de grupos do garimpo, tentaram invadir a base e depredar patrimônio da União, aeronaves e equipamentos policiais, provocando que medidas de contenção fossem tomadas com efetividade para a dispersão dos invasores sem que houvesse feridos.

De acordo com a PF, o cumprimento dessa operação também faz parte de uma série de medidas, determinadas pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, em julho de 2020, para realizar o enfrentamento e monitoramento da Covid-19, a fim de evitar o contágio e a mortalidade entre a população indígena.

Ainda segundo a PF essa prática, além de provocar graves danos ao meio ambiente devido ao uso de produtos químicos altamente nocivos, ainda causa a poluição de rios e lençóis freáticos, além de gerar uma série de outros problemas sociais na região, como conflitos entre garimpeiros e indígenas.

Como resposta aos ataques, a PF realizou a operação Mundurukânia II, que investigou os agressores. Os agentes já cumpriram seis mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de Itaituba.

A Terra Indígena Munduruku, em Jacarecanga, é uma das áreas que deveriam ser protegidas mais afetadas pelo desmatamento ilegal na Amazônia.

Jornal Folha do Progresso em 19/01/2022/10:56:14

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Em flagrante dentro de embarcação, Polícia prende traficante e tira de circulação 7 pacotes de drogas

(Foto:Reprodução) – A Polícia Civil de Santarém em mais uma ação contra o tráfico de drogas, tirou de circulação 7 pacotes de material entorpecente, bem como prendeu em flagrante uma mulher que realizava o transporte.

Sob o comando do delegado Germano do Vale, em conjunto com o Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) e Chefia de Operações da 16ª Seccional, o flagra ocorreu na noite de terça-feira(18), dentro de uma embarcação vinda de Manaus(AM). As informações do  O Impacto

Luana Viana Gomes, 25 anos, confessou que realizava o transporte da droga, cujo destino seria Goiânia, no estado de Goiás.

Na manhã de quarta-feira(19) a traficante foi encaminhada ao Complexo Penitenciário de Cucurunã, onde ficará à disposição da Justiça.

Jornal Folha do Progresso em 19/01/2022/10:41:50

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Grávida de oito meses morre após ser atropelada em estrada no sul do Pará

(Foto:Reprodução) – Uma mulher identificada como Luelma Cassiano de Souza, de 25 anos, que estava no oitavo mês de gestação, morreu na noite do último domingo, 16, após ser atropelada por uma motocicleta na BR-158.

No momento do acidente a vítima estava nas proximidades da Vila Mandi, no município de Santana do Araguaia, na região Sul do estado.

De acordo com informações, a gestante estava na companhia da filha, de 4 anos, e da mãe, de aproximadamente 40 anos. No momento do acidente elas empurravam uma motocicleta, que ficou sem gasolina durante o percurso na movimentada rodovia. As três foram atropeladas por outra moto. As informações são do Roma News

A criança e a senhora sofreram ferimentos leves e foram encaminhadas para o Hospital São Francisco de Assis, em Santana do Araguaia.

O homem que atropelou as vítimas sofreu apenas escoriações e deverá prestar esclarecimentos sobre o que teria causado o acidente. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Santana do Araguaia.

Jornal Folha do Progresso em19/01/2022/10:36:15

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“Pode beber vacinado?” foi pergunta mais feita ao Google

(Foto:| Marcelo Camargo/Agência Brasil) – Levantamento descobriu que a pergunta sobre o prazo de para consumir bebida alcoólica depois de vacina foi a principal dúvida dos brasileiros no site de busca. Outras questões sobre a imunização, como datas e locais de aplicação, também foram pesquisados.

Apesar do surgimento de novas variantes, 2021 foi um ano marcado pelo avanço da vacinação no Brasil. Boa parte da população de diversas cidades no país já tem pelo menos uma dose do imunizante contra a covid-19. Com informações da assessoria

Mesmo assim, muitas dúvidas ainda rondam a aplicação de tais doses, pois, além da possibilidade de diferentes sintomas, de acordo com o Google, os brasileiros estão preocupados sobre o que se pode e o que não se deve fazer após a vacinação.

De acordo com um levantamento, a pesquisa mais feita no Brasil em 2021 foi ‘Pode beber depois da vacina?’, além de outras diversas questões envolvendo informações práticas sobre a vacinação como ‘Qual é a melhor vacina?’, ‘Onde tomar vacina?’ e ‘Quando vou ser vacinado?’.

MAS AFINAL, PODE?

De acordo com neurocientista e biólogo Dr. Fabiano de Abreu, não há evidências que o consumo de álcool possa prejudicar a eficácia da vacina, porém há a recomendação de que se evite o consumo dessas bebidas entre 24 e 48 horas. “Não se sabe como o organismo da pessoa pode reagir à vacina. O álcool prejudica o sistema imunológico e este deve funcionar perfeitamente para ter uma boa resposta à vacina. Isso também se aplica ao dia anterior à aplicação”, explica.

Para o neurocientista, o período pré-vacina também deve receber atenção especial. Existem alguns alimentos que são aliados do sistema imunológico. “Sopa de ervilha, salmão, brócolis, ovo, batata assada, filé de peixe branco, bacalhau e carnes magras, por exemplo”, aconselha.

Além disso, ele afirma que a prática de exercícios físicos também pode trazer benefícios para a imunidade. “Após a vacinação, pode-se considerar realizar atividades físicas de forma moderada. O prejuízo existiria caso a pessoa esteja cansada e tentar forçar, pois isso se relaciona aos neurotransmissores relacionados ao sono e a fadiga, que afetam a imunidade”, pontua.

Jornal Folha do Progresso em 19/01/2022/10:29:13

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Pará recebe mais de 200 mil doses de vacina contra Covid-19

(Foto:| Divulgação/ Agência Pará) – Os imunizantes serão ultilizados na aplicaçãos a primeira, segunda dose e dose de reforço à população paraense.

O Estado do Pará recebeu, na madrugada desta quarta-feira (19), mais uma remessa de vacina contra a Covid-19, enviada pelo Ministério da Saúde. São 201.240 doses da vacina Pfizer, que serão destinadas à aplicação da primeira, segunda dose e dose de reforço à população adulta em vários municípios. As informações são do Agência Pará

O Pará já recebeu 13.391.235 doses do Ministério, segundo dados do Vacinômetro da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

O envio da nova remessa para os Centros Regionais de Saúde, de onde é distribuída aos municípios, será feito por via terrestre, aérea e fluvial no prazo de 48 horas.

Jornal Folha do Progresso em 18/01/2022/10:15:33

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Aldeias enfrentam informações falsas sobre a vacinação contra Covid-19, diz líder indígena no Pará

Liderança indígena Tembé fala de vacina contra Covid-19. — Foto: Arquivo Pessoal

Há um ano, a vacinação contra o novo coronavírus iniciava no Pará. 95% dos indígenas que tomaram a segunda dose ainda não tomou a dose de reforço no estado.

Depois de um ano de vacinação contra Covid-19 no Pará, a liderança indígena Wendel Tembé conta que perdeu parentes para a Covid-19 e que ainda há entraves para a imunização de aldeias. Até então, 95% da população indígena no Pará vacinada com a segunda dose ainda não tomou a dose de reforço. “Pastores tentaram influenciar indígenas e chegaram a falar a vacina era do demônio, que iríamos virar jacaré. Tivemos óbitos porque muitos tiveram medo de se vacinar”. As informações são do g1 Pará — Belém

Sobre a vacina, Wendel Tembé diz que a disseminação de informações falsas pela internet, em afirmações do presidente Jair Bolsonaro e por igrejas, causaram medo, mas que a imunização é essencial para vencer a pandemia.

“Eu, como parte da liderança indígena Tembé, vejo que nós, povos indígenas, temos que apostar e acreditar na medicina, porque o tempo de vencer o inimigo com arco e flecha acabou. A vacina é a melhor saída para nos livrar dessa enfermidade”, diz.

No Pará, segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) a primeira indígena vacinada foi Ronoré Kaprere Pahinti. Ela tomou todas as doses, incluindo a de reforço.

A Sespa disse que realiza a distribuição para vacinação de indígenas, mas “há Distritos Sanitários Indígenas enfrentando recusas à vacina, motivadas por vários fatores como as falsas notícias sobre os imunizantes”

Quanto à logística, a Sespa informou que “é complexa e requer atenção diferenciada e o governo do estado vem colaborando conforme as demandas solicitadas pelos DSEIs”.

São mais de três mil indígenas na região do Alto Rio Guamá, que fica no limite dos municípios de Garrafão do Norte, Nova Esperança do Piriá, Capitão Poço, Viseu e Paragominas. São 16 aldeias na margem do rio Guamá.

Durante a pandemia, os Tembés da aldeia Tekohaw chegaram a não registrar casos de Covid-19 em períodos de isolamento rigoroso – relembre a reportagem.
indigina                                    Criança indígena da etnia Tembé Tenetehara — Foto: Especial/Raimundo Paccó

“Tivemos reuniões logo quando começou a pandemia. A gente não podia estar aglomerado, mas aí o povo Tembé teve bom senso… Conversamos, tomamos os cuidados possíveis, foram feitas várias aldeias improvisadas no meio da mata para não ficarmos na margem do rio, expostos”.

Mas a Covid chegou às aldeias. Wendel lembra que perdeu dois parentes. Ambos tinham tomado apenas a 1ª dose da vacina.

Ele conta que um deles era um grande guerreiro, referência na cultura indígena; o outro, cacique da aldeia Itatupiri, morreu com pouco mais de 70 anos e também era uma grande influência para o povo Tembé. Na região de Marabá, onde ele cresceu, faleceu o cunhado, que era cacique de uma aldeia. Ele tinha 40 anos de idade.

Wendel relata que lideranças foram atingidas porque andavam para fora das aldeias para reuniões em Belém. Ele mesmo contraiu duas vezes a doença, já que trabalha em cinco aldeias e sempre se movimenta para levar informação entre os grupos. A maioria já tomou a dose de reforço.

O indígena afirma que os óbitos são vistos, culturalmente, de uma forma diferente na tradição Tembé, e que a Covid-19 impactou diretamente no ritual de despedida:

“Quando morre um de nós, a gente tem, por cultura, que ficar oito dias ali no velório, com a família. Agora imagina morrer 2, 3 ao mesmo tempo. Como ia ficar nosso povo?”.

A vacina que chegou até as aldeias do Alto Rio Guamá levou mais confiança aos indígenas, diz Wendel:

“A gente está mais confiante, se sente hoje mais seguro. Pelo fato de já termos tomado as duas doses e o índice de casos já ter diminuído. Os que surgiram depois da vacina foram casos mais fracos, as pessoas sentem muito poucas dores, perto do que sentiam antes. A gente acredita que após a terceira dose todo mundo vai se sentir melhor ainda”.

“A gente perdeu muita coisa já. Está perdendo terra, língua, tradição… Então eu peço a todas as comunidades indígenas que se vacinem, que aceitem a vacina”, ele conclui.

Vacinação no Pará

Até a manhã desta quarta-feira, foram aplicadas no Pará 11.960.228 doses contra a Covid-19. Foram 5.921.604 na 1ª dose; 5.433.828 na 2ª dose; e 604.796 na dose de reforço.

Em relação aos indígenas, foram 16.871 na primeira dose; 13.441 na segunda dose; e 649 na dose de reforço. Duas pessoas receberam a dose única. No total, foram 30.963 doses aplicadas.

Por g1 Pará — Belém

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Homem armado é surpreendido pela Polícia em tentativa de atentado contra prefeito no interior do Pará

Arma e munições são apreendidas, após tentativa de atentado contra prefeito de Tailândia, no Pará. — Foto: Reprodução / Polícia Civil

Prefeito de Tailândia diz que sofria ameaças. Ataque ocorreria na fazenda dele, onde policiais já aguardavam a chegada do criminoso.

Policiais civis conseguiram impedir o assassinato do prefeito da cidade de Tailândia, no nordeste do Pará. O gestor municipal Paulo Jasper (MDB), conhecido como Macarrão, sofria ameaças por meio de aplicativo de mensagens, segundo a Polícia Civil (PC). As informações do g1 Pará — Belém

O delegado geral da PC, Walter Rezende, disse que a polícia “interceptou mais essa ação criminosa e agiu de forma contundente e precisa, evitando que o homicídio fosse consumado, e também garantindo a segurança das pessoas que estavam no local”.

“Após as ameaças feitas, fomos avisados e a PC-PA agiu de forma rápida, e conseguiu dar mais essa resposta contra a criminalidade”.

A tentativa foi na última segunda-feira (17). Os policiais da Delegacia de Tailândia saíram para apurar a denúncia na fazenda do prefeito, onde ficou monitorando a chegada do suspeito.

O homem chegou ao local e, quando se preparava para efetuar o crime, os policiais fizeram a abordagem e deram voz de prisão ao homem.

Na ação foi apreendida uma arma .380, um cartucho com 13 munições não deflagradas, um estojo com mais 36 munições do mesmo calibre da arma, dinheiro, vários cartões bancários e um aparelho celular, que foi encaminhado à perícia.

Segundo o delegado de Polícia do Interior, Hennison Jacob, foi instaurado um inquérito na delegacia da cidade para apurar o caso. Ele disse ainda que ainda há investigação para saber se há outras pessoas envolvidas.

O homem preso foi conduzido à delegacia, onde foi ouvido e autuado em flagrante pelos crimes de tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo.

Jornal Folha do Progresso em 19/01/2022/09:45:52

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