Dia do Jornalista: por trás das notícias, profissionais estão emocionalmente abalados

Repórter deixou trabalho na TV pra cuidar da saúde mental 

Enquanto muitas pessoas têm a opção de ver televisão na hora que quiserem, mudar de canal e escolher o que leem ou ouvem, os jornalistas precisam estar conectados a todo momento com as notícias. E isso tem suas consequências. Nos bastidores da notícia, os profissionais de imprensa se veem cansados e desafiados a manter boa saúde mental em meio ao contato diário com diferentes histórias – muitas delas negativas e envolvendo tragédias.

A ciência confirma que profissionais da imprensa estão mais expostos a situações que podem gerar gatilhos para traumas, ansiedade, Síndrome de Burnout, estresse e outros transtornos mentais. Em situações de tragédia ou violência, o jornalista assume o papel de testemunha da história, demonstrando sentimentos como angústia, desespero e indignação. “O profissional da imprensa pode sofrer danos psicológicos em três diferentes estágios do seu trabalho: como testemunha ou participante do evento; ao comunicar e demonstrar compaixão para as vítimas; e ao contar suas histórias para o público”, explicou a doutora Cait MacMahon, diretora do Dart Center for Journalism and Trauma em entrevista para o site Global Investigative Journalism Network.

O 15 de janeiro de 2022 era para ser mais um dia de trabalho cumprindo pauta de reportagem para uma emissora de TV da capital baiana, quando o jornalista Dinho Júnior, 28 anos, ficou em meio a um tiroteio em uma das estações de transbordo mais movimentadas de Salvador. Toda a cena foi transmitida Ao Vivo. [Veja aqui o vídeo]

O ocorrido foi um dos motivos que levaram o jornalista a deixar a desejada carreira na TV para se dedicar ao radiojornalismo. Todo o estresse do trabalho, para ele, já não valia mais a pena. “Desde quando comecei a trabalhar em TV, há cinco anos, minha rotina sofreu grande mudança. Fui desafiado a acordar às 5h para estar na televisão às 6h. Tinha uma jornada de seis horas na televisão, que é estar na rua gravando matérias, fazendo Ao Vivo… sempre fiz três ou quatro matérias. Então, o trabalho era bastante desgastante. Isso com o tempo me trouxe algumas consequências físicas e emocionais. Antes da televisão eu era um cara que treinava, participava de campeonato de Crossfit, gostava de ter uma vida mais ativa. No momento que entrei na TV, larguei a dieta, parei de treinar por um tempo por causa da carga de estresse altíssima”, explica Dinho.

O jornalista chegou a ser alertado pela sua médica sobre as consequências que o estresse estava causando na sua saúde. “Em apenas um ano de trabalho na TV, tive uma crise de enxaqueca que nunca havia tido. Segui por cinco anos por causa do sonho de trabalhar nessa área. Eu me dividia em quatro funções diariamente: repórter na TV pela manhã, à tarde assumia como coordenador artístico de uma rádio, fazia apresentação do programa e ainda gravava conteúdos para a internet. Porém nos últimos dois anos já estava pensando em sair da TV”, pontua.

Para Dinho, investir em terapia foi importante para aprender a lidar com o desgaste emocional da profissão. “Quando aconteceu aquele tiroteio para mim foi um aviso. Acredito muito no processo energético da vida, eu estava insatisfeito com a rotina e com a carga de trabalho que eu tinha, então precisava escolher entre um trabalho e outro”, comenta o jornalista.

Ele lembra que a sua estreia na TV foi cobrindo um duplo homicídio no bairro onde morava. “Falar sobre um homem e uma mulher que levaram 40 tiros mexeu muito comigo. Nessa realidade dura do Hard News, eu entendi que precisava de um suporte emocional. A terapia me ajudou muito nesse processo. Agora, longe da TV, estou voltando a me exercitar, já consigo treinar boxe, pedalar, caminhar e correr”, celebra.

Quando questionado sobre o que considera mais desgastante na profissão, Dinho destaca a sobrecarga emocional. “Para mim, a pior consequência da atividade do jornalista é o estresse, principalmente para quem trabalha na televisão porque está o tempo inteiro sendo cobrado a ser rápido nas locações, entregar logo a matéria, a criar uma boa narrativa,  render no Ao Vivo… então, é um desgaste absurdo. Quando o jornalista está na rua é como se o cérebro fosse condicionado a trabalhar de uma maneira muito mais rápida, intensa, e isso causa um estresse muito grande, é uma pressão para estar o tempo todo atento a todas as demandas que são necessárias para entregar a melhor notícia e com a velocidade que o jornalismo cobra”, avalia Dinho Júnior.

Pesquisas confirmam que jornalistas estão mais estressados 

Além da dificuldade para gerir as emoções da carga de trabalho, a falta de apoio psicológico para o profissional, de estrutura adequada e baixa remuneração salarial têm impactado na saúde mental dos jornalistas. No quesito financeiro, muitos profissionais da área têm que acumular funções e trabalhar em mais de um veículo de comunicação para aumentar a renda, ocasionando em mais sobrecarga.

Nos últimos anos, houve piora nos sintomas psicológicos apresentados pela maioria dos profissionais do jornalismo. O Instituto Reuters confirmou que, por causa do exercício da profissão na pandemia, 70% dos jornalistas entrevistados apresentaram algum sofrimento psicológico; 26% apresentaram Transtorno de Ansiedade Generalizada e 11% sofriam de Transtorno de Estresse Pós-Traumático.

A pesquisa Jornalismo em Tempos de Covid-19 concluiu que 77% dos jornalistas entrevistados relataram algum tipo de estresse relacionado ao trabalho — 57% disseram ter tido a produtividade afetada; 44% identificaram piora no relacionamento com família e amigos; e 59% disseram ter se sentido deprimidos ou ansiosos em algum momento.

O amapaense Chico Terra há 21 anos trabalha com Jornalismo e, atualmente, mantém o site Amazônia Brasil Rádio Web. Ele sente sintomas nítidos de estresse relacionados à profissão e acredita que os profissionais da área precisam de suporte psicológico. O jornalista Gustavo de Abreu Carvalho, que também está na área há 21 anos e atualmente escreve para o Folha 1, no Rio de Janeiro, concorda que a profissão se tornou ainda mais pesada nos últimos tempos. “Principalmente no período de pandemia, são muitas notícias ruins ao mesmo tempo”, avalia.

À Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), jornalistas relataram como se sentiram trabalhando durante a pandemia, a exemplo de Bibiana Garrido, cofundadora e editora do Jornal Dois: “Ao vivenciar tais experiências, ao testemunhar, a cada semana, a cada mês, o número de famílias em barracos aumentando, dizendo que não tinham mais jeito de continuar, assentamentos sob ameaça de reintegração de posse em meio ao caos da covid-19, famílias tentando reconstruir suas vidas ou apenas sobreviver, pessoas morrendo, amigos morrendo, professores em greve para tentar salvar as vidas da comunidade escolar longe das aulas presenciais, negacionismo da administração pública, trabalhadores de mãos atadas. É um baque. O choro veio, certamente, veio”, disse.

Como cuidar da saúde mental na profissão

No seminário Self-Care and Peer Support for Journalists During, Cait McMahon, doutora em Psicologia e diretora do Dart Center Ásia-Pacífico, deu algumas dicas para melhorar a saúde mental dos jornalistas. Confira:

  1. Experimento mental: crie em sua mente um lugar seguro, com sensações auditivas e físicas. Mantenha a imagem desse espaço e visite-o por 5 ou 10 minutos todos os dias. O cérebro precisa deste distanciamento psicológico do trauma que se está cobrindo para poder funcionar.
  2. Seja um bom colega: utilize qualquer rede social ou aplicativo de videochamada para ficar em contato com seus companheiros de trabalho ao início de cada jornada. Mantenha-se alerta sobre o estado de ânimo de seus colegas. Leve em conta que para algumas pessoas é difícil pedir ajuda.
  3. Disciplina com o autocuidado: mantenha rotinas de autocuidado com o apoio dos diretores e editores do seu meio de comunicação.
  4. Limites e distâncias: estabeleça um plano de trabalho e siga-o. Exercite-se, ainda que seja uma aula curta de 10 minutos de yoga. Descanse durante a cobertura ou produção da história para voltar ao trabalho com o olhar renovado. Considere mudar ocasionalmente o lugar de trabalho na casa.
  5. Propósito claro: acredite em seu papel como jornalista em meio à crise para lidar com o estresse de uma melhor maneira. Escreva uma frase na qual sua missão esteja clara. Isso te ajudará a lembrar do teu trabalho de divulgar histórias claras, precisas e éticas.

07 de abril: Dia do Jornalista

O Dia do Jornalista é celebrado anualmente no dia 07 de abril. Conta-se que a data faz alusão à morte de João Batista Líbero Badaró, médico e jornalista, brasileiro de origem italiana, que foi assassinado por inimigos políticos, em São Paulo, no dia 7 de abril de 1830, durante uma passeata de estudantes em comemoração aos ideais libertários da Revolução Francesa.

Desde então, a data passou a marcar homenagear profissionais formados em Jornalismo, que atuam na apuração de fatos para levar informação sobre os acontecimentos locais, regionais, nacionais e internacionais nos mais diversos meios de comunicação.

 

Fonte: Agência Educa Mais Brasil 

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Sem dificuldade, Fluminense bate o Oriente Petrolero pela Copa Sul-Americana

O Fluminense estreou com vitória na Sul-Americana. Os tricolores passaram por 3 a 0 pelo Oriente Petrolero, da Bolívia, nesta quarta-feira, no Maracanã. Com o resultado, os cariocas assumiram a liderança do grupo H, com três pontos. Os bolivianos ficam na lanterna, sem pontuar.

Os donos da casa dominaram os 90 minutos e encaminharam a vitória no primeiro tempo, com gols de Cris Silva e Arias. Na etapa final, Zazpe, contra, marcou o terceiro dos tricolores.

Na próxima rodada, o Fluminense viaja para enfrentar o Junior-COL, na quarta-feira, em Barranquilha. No dia anterior, o Oriente Petrolero recebe o Unión-ARG, em Santa Cruz de la Sierra.

O jogo – O Fluminense pressionou o Oriente Petrolero desde os primeiros minutos minutos. No entanto, os tricolores tinham dificuldades em criar boas chances de gol.

Os bolivianos tiveram chance de abrir o placar quando a defesa bobeou e viu Suárez finalizar para boa defesa de Fábio. A resposta do Fluminense veio em grande estilo, aos 29 minutos. Yago chutou de fora da área, Quiñonez espalmou e Cris Silva mandou para a rede.

O gol deu tranquilidade ao Fluminense, que manteve a postura ofensiva. Os donos da casa chegaram ao segundo aos 37 minutos. Após boa troca de passes, Arias recebeu a bola na área e chutou sem chance para Quiñonez. Assim, os cariocas foram para o intervalo com boa vantagem no placar no Maracanã.

No segundo tempo, o Fluminense continuou em busca do ataque e quase marcou com dois minutos. Ganso chutou colocado e obrigou Quiñonez a se esticar para fazer grande defesa. Depois, Yago acertou a trave do Oriente Petrolero.

Com o passar do tempo, os visitantes se aventuraram no ataque, mas pouco incomodaram Fábio. Já o Fluminense desperdiçou boa chance, com Cano. Depois, o goleiro Quiñonez salvou o Oriente Petrolero em finalizações de Willian Bigode e Luccas Claro.

De tanto insistir, o Fluminense chegou ao terceiro gol aos 27 minutos. Willian Bigode tentou lançar Cano na área, mas Zazpe, na tentativa de fazer o corte, cabeceou para a própria rede.

Com a vantagem ampliada, os donos da casa passaram a administrar o resultado. O Oriente Petrolero não demonstrou qualquer reação. Com isso, o Fluminense confirmou a vitória no Maracanã. (As informações são  do Gazeta Esportiva /foto: Mailson Santana).

Jornal Folha do Progresso em 07/04/2022

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Com dois de Navarro, Palmeiras atropela o Deportivo Táchira na estreia da Libertadores

Nesta quarta-feira, o Palmeiras iniciou sua participação na Libertadores de 2022 com o pé direito, vencendo o Deportivo Táchira por 4 a 0, no Estádio Pueblo Nuevo, na Venezuela, pela primeira rodada do grupo A.

Mesmo com uma escalação bastante alternativa, o Verdão não teve dificuldade para sair com os três pontos, marcando com Dudu, Raphael Veiga e Rafael Navarro, duas vezes. O centroavante ainda não tinha balançado as redes pelo Palestra.

Sem contar com Abel Ferreira à beira do campo, expulso no segundo jogo da Recopa Sul-Americana, o Palmeiras teve apenas quatro titulares: Weverton, Gustavo Gómez, Raphael Veiga e Dudu. Marcos Rocha e Danilo nem sequer foram relacionados, enquanto Murilo, Zé Rafael e Gustavo Scarpa ficaram no banco.

O primeiro tempo foi amplamente dominado pelo Palmeiras, que não deixou os mandantes jogarem e ainda teve muito volume ofensivo. Dudu marcou o primeiro após pixotada de Wesley, e Veiga ampliou em finalização de fora da área. Ainda teve bola no travessão de Kuscevic e gol incrível perdido por Veron.

O Verdão não diminuiu o ritmo e marcou outras duas vezes em menos de dez minutos. Ambos os tentos de Navarro vieram após cruzamentos, com o centroavante mostrando presença de área. A nota negativa ficou para Jailson, que foi expulso depois de receber o segundo cartão amarelo.

Na segunda rodada, o Verdão terá pela frente o Independiente Petrolero, da Bolívia, às 21h30 (horário de Brasília) da terça-feira que vem, no Allianz Parque. Enquanto isso, o Táchira visita visita o Emelec, do Equador, às 23h da quinta.

No próximo sábado, o Palmeiras faz sua estreia no Campeonato Brasileiro. O time enfrenta o Ceará, no Allianz, às 21h.

O Palmeiras começou no campo de ataque e teve uma grande chance logo de cara. Após cruzamento de Veiga pela direita, Dudu dominou sozinho na área, mas finalizou mal. Aos sete minutos, o Verdão abriu o placar. Depois de chute torto de Wesley, a bola sobrou para Dudu, que arrematou rasteiro para vencer o goleiro e mandar para a rede.

Na sequência, Veron pegou sobra de fora da área e mandou à esquerda do gol. No lance seguinte, Dudu cobrou escanteio pela direita, e Kuscevic testou firme, acertando o travessão. Aos 34 minutos, Veiga ampliou o placar. O meia recebeu a bola na intermediária e finalizou com precisão de longe, no canto esquerdo. Depois de bela tabela dentro da área, Mayke serviu Veron, que perdeu chance incrível de frente para o gol.

Logo após o retorno do intervalo, Wesley quase fez o terceiro. O atacante recebeu dentro da área e pegou mascado, mandando à esquerda do gol. Aos dois minutos, Rafael Navarro marcou o seu primeiro gol pelo Palmeiras. Mayke foi à linha de fundo e cruzou com precisão para o centroavante, que completou para a rede.

Cinco minutos depois, Navarro fez seu segundo no jogo. Wesley cruzou da esquerda na cabeça do atacante, que testou com precisão. Na sequência, Giovani recebeu pela direita, cortou para dentro e finalizou cruzado, levando perigo.

Aos 26 minutos, Jailson fez uma falta por trás, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso, deixando o Palmeiras com um a menos em campo. Em cobrança de fora da área, Gabriel Menino parou em defesa de Varela. No último lance da partida, Gabriel Menino recebeu dentro da área e finalizou mal demais, para fora. (As informações são da Gazeta Esportiva/foto: César Greco/assessoria)

Jornal Folha do Progresso em 07/04/2022

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Investigado por garimpo ilegal é alvo de busca e apreensão da Polícia Federal, em Itaituba (PA)

(Foto:Reprodução) – Exploração mineral em Área de Preservação Permanente Ambiental (APP) teria rendido um prejuízo de mais de R$ 2,1 milhões

Policiais federais cumpriram, na manhã desta quarta-feira (6), mandado de busca e apreensão nas cidades de Itaituba, sudoeste do Pará, e São Paulo (SP), durante a operação Ouro Usurpado, que investiga crimes de garimpo ilegal.

As investigações apontam que houve intensa degradação ambiental em uma área estimada de 152,74 hectares, dos quais 58,31 encontravam-se em Área de Preservação Permanente (APP). O valor estimado do dano ambiental corresponde a mais de R$ 2,1 milhões.

Os mandados foram expedidos pela Vara Única da Subseção Judiciária de Itaituba. Conforme apuração da PF, a exploração mineral foi realizada em desacordo com a “autorização para pesquisa”.

Isso resultou em uma intensa degradação ambiental, representada pela retirada da vegetação nativa e por escavações que removeram a camada fértil do solo em uma área de 152,74 hectares. Pelo menos 58,31 estavam na APP, e o dano foi equivalente ao montante de R$ 2.111.844.

Os crimes investigados no inquérito policial correspondente são os de garimpo ilegal, inserto no artigo 55 da Lei 9.605/98 – Lei de Crimes Ambientais, cuja pena varia de 6 meses a 1 ano de detenção, e crime de usurpação de patrimônio da união, inserto no artigo 2º da Lei 8.176/1991 – Lei dos Crimes contra a Ordem Econômica, cujas penas variam de 1 a 5 anos de detenção.

Jornal Folha do Progresso em 07/04/2022/07:56:44

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Polícia Federal cumpre mandados em Novo Progresso em repressão ao desmatamento ilegal

(Foto:Reprodução) – A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje, 06/04/2022, a operação Alerta Amazônia III, dentro do contexto da Operação Guardiões Do Bioma, coordenada pelo Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública, dando continuidade às ações desempenhadas pela PF no oeste do Pará cujo objetivo é a repressão a ilícitos ambientais, mais especificamente, desmatamento ilegal. (As informações são do RG 15 / O Impacto).

Os policiais estão cumprindo mandado de busca e apreensão na cidade de Novo Progresso/PA, expedidos pela Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Itaituba/PA.

Conforme apurado nas investigações, uma só pessoa teria a posse de 5 fazendas no Estado do Pará, e apenas na região da Floresta Nacional do Jamanxim (região de Itaituba – Novo Progresso), teria sido a responsável pela devastação de cerca de 2.000 ha de mata nativa, retirando ilegalmente a madeira para posterior revenda.

O desmate de 1.500 ha em área de uma só fazenda teria gerado um dano ambiental cujo valor ultrapassa a soma de R$ 46.000.000,00 (quarenta e seis milhões de reais) e o valor calculado para se realizar a reparação da área degradada seria o equivalente a R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais).

A operação buscou reprimir a violência ambiental que, rotineiramente, abala os ricos biomas amazônicos na região. O nome da operação remonta à continuação das operações anteriormente deflagradas pela PF com o objetivo de proteger a Floresta Amazônica.

O crime investigado no Inquérito Policial correspondente é o de desmatamento ilegal, inserto no artigo 50-A da Lei 9.605/98, cujas penas variam de 2 a 4 anos de prisão.

Jornal Folha do Progresso em 07/04/2022

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Internacional sai na frente, mas cede empate ao 9 de Octubre na estreia da Sul-Americana

(Foto:Reprodução) – Nesta quarta-feira, o Internacional estreou na fase de grupos da Copa Sul-Americana com um empate por 2 a 2 diante do 9 de Octubre, no Estádio Jocay, no Equador.

A equipe gaúcha abriu a vantagem de 2 a 0 com Maurício e Wesley Moraes, mas sofreu empate com dois gols de Mauro Da Luz. Com este resultado, cada equipe soma um ponto no grupo E.

O Colorado volta a campo no domingo para duelo contra o Atlético-MG pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro da Série A, às 16 horas (de Brasília). Já o 9 de Octubre enfrenta a Universidad Católica, pelo Campeonato Equatoriano.

O duelo começou morno, sem muita criatividade para ambos os lados. Apesar de algumas dificuldades, aos 24, o Inter encontrou espaço e conseguiu abrir o placar com Maurício. Taison recuperou a posse de bola e tocou para o camisa 27, que finalizou para balançar a rede. Na sequência, Wesley Moraes ampliou. Edenilson aproveitou o erro na saída de bola e tocou para Taison, que encontrou Wesley para marcar o segundo.

Antes do árbitro apitar para a ida ao intervalo, Williams tentou diminuir para os mandantes, mas primeiro chutou em Mercado e depois mandou para fora.

Aos 10 minutos do segundo tempo, o 9 de Octubre quase diminuiu o marcador em um cabeceio de Mauro da Luz, mas Daniel salvou o Inter de tomar o gol. Contudo, dois minutos depois, após cobrança de escanteio, Da Luz cabeceou para balançar a rede. A equipe da casa, aos poucos, foi se colocando de volta na partida.

Aos 29, Mauro da Luz, novamente, recebeu de Luna e mandou para o fundo do gol, deixando tudo igual. Os mandantes seguiram pressionando o Colorado, mas Daniel apareceu bem para evitar uma possível virada. Nos acréscimos, Pinos apareceu bem para evitar o gol do Inter em finalizações de Alemão e Bustos. (As informações são do Gazeta Esportiva /foto: assessoria).

Jornal Folha do Progresso em 07/04/2022

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‘Empresa BBF já registrou mais de 500 B.O.s para tentar criminalizar indígenas no Pará’, diz procurador federal

Conflito entre indígenas e empresa BBF no Pará. — Foto: Reprodução

Indígenas que vivem no entorno de fazendas da empresa cultivadora de dendê denunciam constantes ameaças. Já empresa alega invasões e furtos. Reunião discutiu mediação de conflito.

O Ministério Público Federal (MPF) informou que, na tentativa de criminalizar indígenas, a empresa Brasil BioFuels (BBF) já registrou mais de 500 boletins de ocorrência contra comunidades, que ficam no entorno de fazendas controladas pelo empreendimento para o cultivo do dendê no nordeste do Pará. (As informações são do Por g1 Pará).

A empresa alega que as áreas sofrem com invasões e furtos de frutos e equipamentos. Já indígenas dizem que sofrem ameaças e com o avanço das plantações sobre terras indígenas demarcadas. Nesta quarta-feira (6), cerca de 30 indígenas ocupam áreas da empresa em protesto.

O procurador da República Felipe de Moura Palha afirma que “o fato de (a empresa) ter registrado mais de 500 ocorrências contra indígenas, quilombolas e outros moradores da região não ajuda na solução do conflito, na verdade piora a situação”.

“Criminalizar as lideranças tem piorado o conflito. Já houve três execuções e nós temos três lideranças pedindo proteção nos programas de proteção estatais por se sentirem ameaçados. A segurança patrimonial da empresa faz bloqueios sistemáticos nas estradas e nos pontos de passagem usados pelos comunitários, violando o direito fundamental de ir e vir dos moradores”, disse a defensora pública Andreia Barreto, que também acompanha o caso.

Competência federal

Para o MPF, as comunidades são a parte vulnerável de conflito territorial na divisa de Tomé-Açu e o Acará. Para o órgão, os direitos dessas comunidades precisam ser protegidos pelo poder Judiciário.

O MPF entende que o tema é de competência da Justiça Federal, não da Justiça Estadual, por se tratar de conflito envolvendo comunidades indígenas.

Uma reunião na última sexta-feira (1º) discutiu o assunto e deliberou a criação de um comitê para acompanhar a situação. No entanto, indígenas e o MPF não se incluíram no grupo por defenderem a federalização do assunto.

A audiência de conciliação foi realizada pela Ouvidoria Agrária da Justiça do Pará, a pedido da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) e da própria BBF.

Segundo o MPF, representantes das associações tradicionais não puderam também chegar a tempo da reunião, devido às fortes chuvas. As lideranças foram representadas por advogados.

O advogado Jorge Tembé, que é membro do povo indígena, disse que as lideranças aceitam fazer conciliação somente perante a Justiça Federal, e pediu que da próxima vez que forem chamados pela Justiça que seja feito mediante convite e com antecedência à data da audiência, e não por meio de notificação judicial. De acordo com os indígenas, as lideranças foram avisadas dois dias antes da reunião.

“As comunidades não podem se sentir tolhidas e constrangidas nesse tipo de negociação, são eles que bebem a água contaminada e são eles que sentem o conflito, literalmente na pele, já que muitos estão doentes pela poluição trazida pela BBF”, disse Jorge Tembé.

Na ocasião, o desembargador Mairton Carneiro criticou a inércia do Incra para concluir a demarcação da área quilombola e lembrou que, por ordem do STF, nenhuma reintegração de posse poderá ser cumprida.

O desembargador também cobrou que a Polícia Civil investigue as ocorrências feitas pela empresa.

Sobre o assunto, a BBF divulgou a seguinte nota:

“A reunião convocada pelo Ouvidor Agrário Desembargador Mairton Marques Carneiro teve origem no pedido da BBF em razão da ampliação das invasões (atualmente 6 mil hectares de plantio de palma de óleo) e inúmeras subtrações de frutos, maquinários e equipamentos que já acumulam um prejuízo de mais de 50 milhões de reais.

O pleito apresentado pela BBF na reunião foi o cumprimento voluntário e pacífico de ordens judiciais de desocupação dos plantios invadidos, que são foco de atuação de associação criminosa, já tendo ocorrido a morte de três pessoas aliciadas para se aventurarem nessas áreas, sem uso de equipamento de segurança (EPIs) e sem o treinamento adequado às atividades de colheita.

O Ministério Público Federal (MPF), mesmo sendo comunicado desde novembro de 2021 sobre todas as ocorrências registradas, mencionou que, somente a partir da reunião do dia 1º de abril, começaria a avaliar a situação narrada pela empresa. A BBF entende que esse posicionamento não auxilia na resolução dos conflitos e não proporciona a pacificação na região.

Ainda que existisse algum pleito formal de ampliação de território indígena e quilombola, o que não é o caso, a empresa avalia que não há justificativas para que as autoridades deixem de agir no cumprimento da lei.”

Jornal Folha do Progresso em 06/04/2022

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Vídeo: homem é espancado e morto pelo tribunal do crime

Homem e família foram mortos por tribunal do crime. | ( Foto:Reprodução )

Criminosos espancaram homem antes de ser morto e queimado junto com a família em chacina no Amazonas.

A atuação de “tribunais do crime” tem se intensificado em regiões onde a criminalidade tomou conta da situação. Organizações criminosas impõem suas regras e, quem ousar desobedecê-las, sofrerá terríveis consequências. (Com informações do D24AM).

Ney Rodrigues de Oliveira, 27, foi espancado pelo ‘tribunal do crime’, antes de ser morto e queimado junto com a família em chacina no Lago do Jacaré, zona rural de Manacapuru, localidade que fica a 68 quilômetros de Manaus, no Amazonas.

As imagens mostram Ney apanhando com pauladas desferidas por três homens. O homem grita, mas os agressores não param. A medida seria uma “correção” dos criminosos como um aviso para que o mesmo não cometesse roubos na área.

CHACINA

O homem, a mãe e mais dois irmãos foram mortos e queimados na última terça-feira (29) após as famílias receberem ameaça dos criminosos.

Na manhã de 31 de março, dois suspeitos no crime morreram durante confronto com a polícia e uma pessoa foi presa na ação.

A Polícia Civil do município informou que as investigações iniciais apontam para uma possível vingança como motivação do crime, já que Ney era suspeito de ter esfaqueado um homem identificado como Josué Silva dos Santos (vulgo China) durante uma briga.

Confira o vídeo a seguir:

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PF resgata 20 vítimas em condições análoga à escravidão em fazendas no Pará

(Foto:Reprodução) –  A Polícia Federal está encerrando nesta quarta-feira (6/4) a Operação Redentora, visando combater o crime de redução à condição análoga a de escravo, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão em fazendas nos municípios de Cachoeira do Ararí e Ponta de Pedras, localizadas na Ilha do Marajó no Estado do Pará.

A operação contou com transportes terrestre e fluvial, uma vez que se tratava de local de difícil acesso, sendo necessário viaturas e lanchas da Polícia Federal para o transporte do efetivo até a fazenda alvo da operação.

A investigação visou confirmar a informação que narrava a existência de aproximadamente 20 vítimas, que estariam sendo submetidas a trabalhos degradantes, sem condições de higiene, sem direitos trabalhistas garantidos e sem alojamento adequado.

A Polícia Federal e o Ministério Público do Trabalho foram até o local para verificar a veracidade das informações e confirmar se as condições em que viviam os trabalhadores eram adequadas, bem como viabilizar a regularização da situação e ressarcimento dos direitos violados.

Se confirmada a hipótese criminal, os investigados poderão responder por crimes de reduzir alguém a condição análoga à escravidão (art. 149 do CPB), podendo a pena ultrapassar 12 anos se forem confirmados entre as vítimas menores de idade.

O nome da operação remete a como era conhecida a Princesa Isabel (A redentora), que promoveu a abolição da escravidão durante sua regência e assinou a Lei Áurea em 1888. (Com informações da PF).

Jornal Folha do Progresso em 06/04/2022/

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Lideranças negras: programa gratuito recebe inscrições até sábado (09)

As aulas acontecerão de 2 de maio a 10 de junho

Voltada para pessoas negras em cargos de liderança em qualquer setor, a primeira edição do Digit.all está com inscrições abertas. O programa de formação terá a duração de seis semanas e será ministrado a distância.

Podem participar profissionais residentes em todo o país, de qualquer idade e gênero, e que tenham no mínimo dois anos de experiência como líderes de equipe – sendo gerentes, chefes, diretores ou qualquer outro cargo. Estão sendo oferecidas 40 bolsas de estudos e o objetivo das empresas organizadoras é que 60% das participantes sejam mulheres.

O processo seletivo será feito em duas etapas. A primeira consiste na avaliação do currículo. As pessoas selecionadas na primeira etapa deverão enviar um vídeo de até dois minutos respondendo à pergunta: “qual a importância da diversidade na liderança e como você pode ajudar nesse processo?”.

Na especialização, serão trabalhados temas como: Introdução ao Comércio Digital, Liderança e Diversidade, Desenvolvimento de Pessoas, Tipos de Liderança e Perfil do Líder Moderno. As aulas acontecerão de 2 de maio a 10 de junho, com aulas ao vivo de segunda a quinta-feira, das 19h às 21h.

A formação é promovida pela VTEX, plataforma de comércio digital para grandes empresas e varejistas, em parceria com a ACCT Global, consultoria de engenharia de software especializada em comércio eletrônico.

“Acreditamos que a educação é a nossa principal ferramenta de transformação social. Portanto, essa primeira edição do Digit.all será muito importante para formarmos a próxima geração de lideranças do mercado, impulsionando mais diversidade para os cargos estratégicos e possibilitando a construção colaborativa de negócios globais”, afirma Mariano Gomide de Faria, fundador e co-CEO da VTEX.

O programa, explica Gomide, é destinado àqueles que desejam aprimorar suas habilidades como líderes para conseguir melhores oportunidades de trabalho. A cada edição serão abertas inscrições para um grupo específico (além de pessoas negras, mulheres, comunidade LGBTQIA+ e pessoas com deficiência). Mais informações podem ser consultadas no site do Digit.all.

Fonte: Agência Educa Mais Brasil 

Jornal Folha do Progresso em 06/04/2022

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