São Paulo segura empate com o Atlético Nacional

Copa Libertadores 2025: Atlético Nacional x São Paulo. — Foto: Jaime SALDARRIAGA / AFP

O tricolor viu os colombianos perderem dois pênaltis e acertarem a trave duas vezes no primeiro duelo das oitavas de final da Libertadores.

O São Paulo abriu as oitavas de final da Libertadores contra o Atlético Nacional em Medellin, na Colômbia, na noite desta terça-feira.

O tricolor vinha de seis vitórias e uma derrota na temporada e esperava carregar o bom desempenho para a competição continental. Quando a bola rolou, no entanto, só os colombianos conseguiram jogar. Aos 13 minutos Cardona teve a chance de fazer 1 a 0 de pênalti, mas perdeu.

Aos 10 do segundo tempo Marlos Moreno mandou na trave e aos 12 Hinestroza repetiu o companheiro e acertou o poste também.

Já aos 23, Cardona teve outro pênalti e… Errou de novo. Daí para frente o São Paulo conseguiu segurar o ímpeto do Atlético Nacional e levou o 0 a 0 até o fim do jogo. Para o técnico Hernán Crespo, o plano da equipe não foi bem executado, principalmente pela boa partida dos colombianos

“Não fomos tão agressivos como pretendemos. Na hora de jogar bola, talvez tenhamos tido dificuldade para contra-atacar, criar situações, mas o mérito foi deles. Colocaram pressão, não nos deixaram jogar. Mas foi uma situação normal sofrer aqui”

No jogo da volta, na semana que vem, o tricolor precisa de uma vitória para seguir adiante.

O Palmeiras está em Lima, no Peru, onde enfrenta o Universitario também pelas oitavas de final do torneio continental. O zagueiro Murilo deverá ser a principal novidade da equipe, que, no entanto, ainda não terá Bruno Fuchs e Raphael Veiga, lesionados. O lateral-direito Marcos Rocha, por sua vez, não foi relacionado por opção.

O Santos se prepara para enfrentar o Vasco no MorumBis no domingo pelo Brasileirão. O zagueiro Luan Peres iniciou ontem o processo de transição física e terá a situação avaliada dia a dia até o data do jogo. É a mesma condição do volante Willian Arão.

O Corinthians se reapresentou, nessa terça-feira (12), e já mira o duelo de sábado à noite contra o Bahia na Neo Química Arena. Além de Memphis e Carrillo, que serão desfalques por um tempo considerável, o alvinegro não terá Angileri, Cacá e Romero, que estão suspensos.

 

Fonte: CBN /Jornal Folha do Progresso   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 13/08/2025/07:00:31

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Homem mata gari após caminhão de lixo obstruir passagem e impedir que ele chegasse a academia

Foto:Reprodução | A Polícia Militar prendeu, na tarde desta segunda-feira (11), o empresário René da Silva Nogueira Júnior, acusado de atirar e matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, durante uma discussão de trânsito em .

O crime ocorreu pela manhã, no bairro Vista Alegre, enquanto a vítima coletava lixo. Testemunhas relataram que René, que dirigia um carro elétrico da marca BYD, exigiu que o caminhão de coleta fosse retirado da rua para que ele pudesse passar.

Após uma conversa tensa com a motorista, ele teria descido do veículo armado e efetuado disparos contra os garis, acertando Laudemir.

A Polícia Militar afirmou que a condutora do caminhão disse que havia espaço para o carro passar antes do início do conflito.

Segundo o relato de ela, René se exaltou e fez ameaças diretas: “Se você esbarrar no meu carro, vou dar um tiro em você. Você duvida?”.

O sargento Thiago Ribeiro, que participou da ocorrência, informou que os garis tentaram intervir para acalmar o suspeito. “Ela ficou em choque, e os coletores pediram para ele não fazer aquilo. Foi quando um deles, o Laudemir, foi alvejado”, relatou o policial.

A vítima foi socorrida por militares e levada de viatura ao hospital, mas não resistiu.

O empresário, casado com uma delegada da Polícia Civil de Minas Gerais, foi localizado no bairro Estoril, dentro de uma academia, após a polícia montar um cerco. Ele foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e negou ter cometido o crime.

A Prefeitura de Belo Horizonte informou que Laudemir trabalhava por meio de uma empresa terceirizada de limpeza e está prestando apoio à família.

Fonte:  G1  /Jornal Folha do Progresso   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/08/2025/07:00:49

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Cerca de 30 denúncias de violações de direitos humanos são registradas por dia no Pará

Foto:DC Studio / Freepik | Nesta terça-feira (12/8), é celebrado o Dia Nacional dos Direitos Humanos e que reforça o compromisso do Brasil com a proteção e a promoção dos direitos fundamentais de todos os cidadãos

Cerca de 30 denúncias por dia de violação de direitos humanos foram registradas de janeiro deste ano até segunda-feira (11/8), no Pará.

Os números são do painel de dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, que engloba a quantidade desse tipo de situação envolvendo uma vítima e um suspeito, que pode conter uma ou mais violações na mesma denúncia. Ao todo, 6.792 denúncias foram computadas neste período.

O Dia Nacional dos Direitos Humanos, criado em homenagem à líder sindical Margarida Maria Alves, é celebrado nesta terça (12/8) e reforça o compromisso do Brasil com a proteção e a promoção dos direitos fundamentais de todos os cidadãos.

A advogada Suena Carvalho Mourão, especialista em direito administrativo e ex-presidente da Comissão Nacional de Promoção da Igualdade do Conselho Federal (CFOAB), conta que esta data lembra que, no Brasil, “defender direitos básicos pode custar a própria vida, e que a violência contra quem se levanta contra injustiças ainda é uma realidade”. Segundo ela, os direitos precisam ser protegidos todos os dias.

“Todos deveríamos ter acesso pleno ao direito à vida digna, à igualdade de oportunidades, à educação de qualidade, à saúde integral e à liberdade de ser e existir sem medo. Esses direitos são indivisíveis e interdependentes: negar um é fragilizar todos. Na prática, isso significa garantir segurança alimentar, acesso à moradia, combate à discriminação, inclusão social e respeito à diversidade. Não se trata apenas de um ideal, mas de uma obrigação legal e ética do Estado e da sociedade”, explicou.

Suena ressalta também que as maiores violações de direitos humanos ocorrem com a população negra, povos indígenas, mulheres, comunidade LGBTQIA+, PCDs, pessoas em situação de rua, imigrantes e pessoas que vivem em áreas periféricas.

“São grupos que enfrentam não apenas a ausência de políticas públicas adequadas, mas também o peso histórico do racismo, do machismo e de outras formas estruturais de opressão. Para mudar esse cenário, precisamos de políticas afirmativas robustas, orçamento público comprometido e fiscalização efetiva. É fundamental incluir essas populações na formulação das políticas que lhes dizem respeito: nada sobre nós sem nós”, afirmou.

A advogada ponderou avanços importantes na asseguração do tema, como, por exemplo: ampliação do arcabouço legal de proteção, como a Lei Maria da Penha, o Estatuto da Igualdade Racial, o reconhecimento jurídico das uniões homoafetivas e a criação de políticas afirmativas em universidades e concursos públicos.  “Essas conquistas nasceram de décadas de luta de movimentos sociais e da pressão por um Estado mais inclusivo”, explicou.

O trabalho da Seirdh

Em nota, a Secretaria de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh) informou que, em 2025, atendeu 47 denúncias de violações de direitos humanos no Pará. Em 2024, a Seirdh atendeu 77 demandas. Segundo a Secretaria, as principais demandas tratam sobre luta pela posse da terra, racismo, racismo religioso, violação de direitos e violência contra a população LGBTQI+.

A Seirdh, que foi criada em abril de 2023 com a missão de planejar e executar políticas públicas voltadas à proteção de diversos grupos vulneráveis e ao combate a violações, comunicou também que vem desenvolvendo iniciativas inovadoras e estruturadas em múltiplos eixos para a promoção dos direitos humanos.

Entre os principais projetos e políticas atuais da Seirdh, estão: Direitos Humanos nas Escolas, Juventude Empreendedora, Funtrad – Projeto Resgata Pará, Empodera, Observatório de Direitos Humanos do Pará, Educação do Olhar Inclusivo, Interiorização das Políticas e Leis para Educação Quilombola e Antirracista, Política de Memória, Verdade e Reparação, Conferências Estaduais, Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH), Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM).

A Seirdh abriga atualmente nove conselhos estaduais, tendo sido responsável pela implantação do décimo conselho, voltado à promoção de políticas para comunidades pela reativação de alguns que estavam paralisados, e está em processo de quilombolas, conforme Decreto nº 4.372/2024.

De acordo com a Secretaria, A atuação desses conselhos é paritária, envolvendo representantes do Governo do Estado e da sociedade civil, e contribui de forma decisiva para o avanço das pautas de direitos humanos, igualdade racial, juventude, diversidade sexual, combate à tortura e trabalho escravo no Pará.

As principais violações

A Seirdh informou que o Pará é o estado com maior número de conflitos de terra do Brasil, liderando em massacres e mortes no campo. “Os principais provocadores dos conflitos são fazendeiros, grileiros e garimpeiros, o que coloca comunidades indígenas, quilombolas e pequenos agricultores sob constante ameaça de invasão, intimidação e violência armada”, disse.

“Há aumento expressivo nas denúncias de racismo, principalmente após a expansão de canais de combate a crimes discriminatórios. O Pará é o único estado da Amazônia com delegacia especializada para esse tipo de crime. Casos de injúria racial entre estudantes, principalmente cotistas, em universidades e escolas, têm gerado mobilização e protestos por providências”, destacou.

Ainda conforme a Seirdh, o estado registra centenas de denúncias anuais de violência contra idosos, sendo a violência financeira a mais comum, seguida por agressões físicas e negligência, sendo a maior parte dos casos em Belém.

Com relação à população LGBTQIA+, a Secretaria apontou o enfrentamento de violações em múltiplos setores: na saúde (dificuldade de acesso a tratamentos, como para HIV), na educação (discriminação no uso de banheiros universitários e hostilidade nas salas de aula) e no sistema carcerário (transferência para presídios de maior risco, falta de assistência médica e respeito à identidade de gênero).

Além disso, a Seirdh falou também sobre feminicídio e violência contra a mulher. “Municípios como Ananindeua lideram estatísticas nacionais de feminicídio, com alta vulnerabilidade para mulheres negras e periféricas. O cenário demanda ações conjuntas de políticas públicas e apoio internacional”, frisou.

A Secretaria, por fim, comentou que a violência contra defensores de direitos humanos também está entre os principais registros. “O Pará é o estado com o maior número de violações contra defensores de direitos humanos: entre 2019 e 2022, foram registradas 143 ocorrências, inclusive assassinatos. A maior parte relacionada à defesa de territórios, meio ambiente e populações tradicionais”, pontuou.

Avanços nas políticas públicas

A Secretaria de Igualdade Racial e Direitos Humanos reforçou que, nos últimos anos, o Pará tem promovido avanços significativos nas políticas públicas de direitos humanos. Entre eles, a Seirdh destacou a criação da própria secretaria, que permitiu maior foco e eficiência no atendimento a grupos vulneráveis, e o fortalecimento da participação social por meio de conferências e reativação de conselhos.

“Houve ampliação de ações de promoção da igualdade racial, inclusão social da população LGBTQIA+ com programas como o EMPODERA+, e iniciativas voltadas à geração de emprego e renda para a juventude. A criação do Observatório de Direitos Humanos trouxe maior produção e transparência de dados, enquanto políticas para pessoas com deficiência, como a ‘Educação do Olhar Inclusivo’, reforçaram a inclusão e o combate ao capacitismo. Também ocorreu a interiorização das políticas para alcançar municípios do interior e o fortalecimento da articulação com órgãos federais e sociedade civil, consolidando o Pará como referência nacional em iniciativas intersetoriais e inclusivas”, observou.
O planejamento

Para este ano e 2026, a Secretaria contou que planeja dar continuidade ao investimento em atendimento direto à população e na ampliação das ações educativas voltadas para a promoção e defesa dos direitos humanos.

Entre as iniciativas previstas, há o lançamento de uma pós-graduação voltada à temática dos direitos humanos e igualdade racial, fruto de uma parceria estratégica com a Escola de Governança Pública do Estado do Pará (EGPA). O protocolo de intenção para viabilizar o curso será assinado nesta terça-feira (12/8), na sede da própria secretaria, marcando um passo importante para a capacitação de servidores e lideranças sociais.

“Além disso, a SEIRDH pretende fortalecer programas já existentes, ampliar a interiorização das políticas públicas, intensificar campanhas educativas contra discriminação e violência, e aprimorar a produção de dados por meio do Observatório de Direitos Humanos, garantindo que as ações cheguem a todos os municípios paraenses de forma integrada e participativa. A SEIRDH também tem como meta para este período consolidar e ampliar parcerias estratégicas com as comunidades quilombolas, fortalecendo as políticas públicas voltadas a esses territórios tradicionais”, relatou.

“Nesse sentido, está previsto o lançamento do Conselho Estadual Quilombola, que funcionará como espaço permanente de diálogo, formulação e monitoramento de ações específicas para a promoção da igualdade racial, garantia de direitos territoriais e valorização cultural. A iniciativa busca assegurar que as demandas apresentadas pelas lideranças quilombolas sejam incorporadas ao planejamento estadual, impulsionando o desenvolvimento sustentável, a proteção do patrimônio histórico e a preservação das tradições desses povos”, finalizou.
Proteção aos mais vulneráveis

“É muito simbólica a data que faz memória a uma mulher em um país que mata as mulheres nessa estrutura machista e patriarcal”, afirmou Eliana Fonseca, coordenadora geral da Sociedade Paraense em Defesa dos Direitos Humanos (SDDH).

Segundo ela, a lei que criou a data é um instrumento de conscientização e reflexão sobre a importância da promoção e defesa dos direitos humanos, especialmente para os mais vulneráveis. “Persiste a necessidade de lutarmos pela dignidade da pessoa humana em sua integralidade, como o direito à terra, à moradia, à cultura, ao lazer e de enfrentar todas as formas de violência contra mulheres, crianças, a juventude da periferia e a comunidade LGBTPIAPN+”, declarou.

A SDDH, fundada em 1977 por lideranças como Paulo Fonteles, atua historicamente na resistência contra violações ocorridas durante a ditadura militar. Hoje, a instituição mantém ações voltadas à formação e engajamento de lideranças por meio do curso anual de Direitos Humanos, que reúne trabalhadores rurais, indígenas, militantes do movimento negro e representantes de comunidades urbanas. Também articula uma rede de comunicadores e publica semestralmente o Jornal Resistência, fundado há 47 anos.

No campo jurídico, a entidade acompanha conflitos agrários, impactos das mudanças climáticas e casos de violações cometidas por agentes do Estado ou terceiros. Em 2024, divulgou o Cadernos da Resistência, revelando que 142 defensores e defensoras de direitos humanos estão ameaçados no Pará.

Entre os grupos mais vulneráveis, Eliana cita povos do campo, das águas e das florestas, mulheres, crianças e adolescentes. Ela destaca dados do Atlas da Violência que mostram salto de 35 mil para mais de 115 mil casos de violência contra crianças e adolescentes entre 2013 e 2023. “A violência tem várias facetas, do abandono à violência física, psicológica e sexual”, pontuou.

Ao avaliar avanços e retrocessos, a coordenadora lembrou conquistas como o voto feminino, a Constituição de 1988 e o Estatuto da Criança e do Adolescente, mas alertou para perdas recentes. “Enfrentamos retrocessos, como mudanças na legislação ambiental, no ECA e nas leis trabalhistas, além de ameaças à liberdade de imprensa”, observou.

Para ela, o maior obstáculo atual para efetivar políticas públicas é o avanço da extrema direita no Congresso Nacional. “Todas as conquistas históricas sofrem ataques desses grupos. A democracia, conquistada a custo de sangue de tantos mártires, sofre ameaça de pessoas que recentemente tentaram dar um golpe para voltar aos tempos de autoritarismo”, concluiu.🗞

 

Fonte:  O Liberal   /Jornal Folha do Progresso   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/08/2025/07:00:49

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Startup paraense estuda medicamento que diminui as sequelas de AVC a partir de plantas da Amazônia

Foto:ilustrativa | A expectativa é de que, no fim deste ano, seja enviado um dossiê à Anvisa solicitando testes em humanos

Uma startup paraense trabalha na criação de um protetor cerebral natural para diminuir as sequelas de quem sofre um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

O neurocientista Walace Gomes Leal, doutor em neuropatologia experimental e proprietário da Neuroprotect, empresa que desenvolve o projeto, explica que, a partir de testes em animais, foram identificadas cerca de seis plantas da Amazônia que protegem o cérebro dessas complicações.

Os processos, segundo ele, seguiram os critérios da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e da Food and Drug Administration (FDA), agência federal regulatória dos Estados Unidos.

A pesquisa surgiu em 2012 na Universidade Federal do Pará (UFPA) em teses orientadas e continuou na Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA).

As dores de cabeça, dificuldades motoras, problemas na fala e na linguagem, alterações visuais, déficits cognitivos e alterações emocionais, como ansiedade e depressão, estão entre as sequelas mais comuns de um AVC.

Walace conta que existem dois tipos de Acidente Vascular Cerebral: o hemorrágico, que ocorre com o rompimento do vaso sanguíneo, e o isquêmico, que é o mais comum de acontecer e obstrui o vaso sanguíneo. “Quando tem um AVC, o neurônio começa a morrer em questão de minutos, principalmente pela falta de oxigênio. Todos os processos celulares são prejudicados”, conta.

Para o registro de medicamentos, a Anvisa estabelece a obrigatoriedade de ensaios clínicos.

Ele comenta que, entre os resultados alcançados em ratos e que foram feitos com base em lesões que acontecem em humanos, estão a preservação sensorial e motora dos ratos; diminuição da hiperinflamação, que é a resposta inflamatória exagerada no cérebro após a doença; redução no número de mortes de neurônios e do estresse oxidativo, fenômeno em que há um desequilíbrio entre a produção de radicais livres e a capacidade do corpo de neutralizá-los com antioxidantes.

“Inicialmente, fizemos um estudo etnobotânico, onde nós utilizamos pistas da medicina popular para nos direcionar e achamos um protetor chamado de ST165. Esse protetor foi pesquisado inicialmente nos laboratórios da Universidade Federal do Pará (UFPA), no Instituto de Ciências Biológicas e depois, com o apoio da Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), ganhamos mais de R$ 1 milhão para pesquisar no Centro de Inovação e Ensaios Pré-Clínicos (CIEnP), de Florianópolis, foram realizados testes preconizados pela Anvisa”, afirmou.

“Nesses testes, a prova de princípio, ou seja, que o protetor natural cerebral da Amazônia funciona, foi estabelecida. Agora nós estamos muito próximos de enviar um relatório para a Anvisa solicitando testes em humanos. Em alguns anos, esperamos que esse neuroprotetor possa beneficiar pessoas e ir para o Sistema Único de Saúde (SUS), beneficiando as milhões de pessoas que têm sequelas de AVC”, acrescentou.

Atualmente, existe um neuroprotetor chamado trombolítico. Porém, Leal assegura que ele é pouco eficaz com uma janela terapêutica estreita e só serve para AVC isquêmico, caso a pessoa chegue precocemente no hospital.

E, de acordo com Walace, esse medicamento não pode ser prescrito após 6 horas do início dos sintomas, correndo o risco de romper as artérias.  “O nosso não vai ter esse problema, pois é nutracêutico e não tóxico”, apontou.

Walace, inclusive, relatou que fechou uma parceria com o professor Alysson Muotri, que chefia o laboratório de pesquisa Muotri Lab, na Universidade da Califórnia, em San Diego, nos Estados Unidos, para a realização de testes em mini-cérebros em modelos de Alzheimer e Autismo.

Se aprovada, esse será o primeiro neuroprotetor natural do mundo desenvolvido por um grupo de pesquisa da Amazônia.

 

Investimentos

No projeto, a Embrapii investiu R$ 1,6 milhão em recursos não reembolsáveis. Além disso, a Oka Hub Incubadora da Floresta, um projeto do Sebrae voltado para a região do Baixo Amazonas, no Pará, injetou R$ 78 mil em bolsas.

O Sebrae, por meio do programa Inova Amazônia, colocou R$ 36 mil em bolsas para a realização dos estudos. O Banco da Amazônia investiu R$ 100 mil. E, por fim, investidores privados de Santarém aplicaram R$ 650 mil.

 

Fonte:  O Liberal   /Jornal Folha do Progresso   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/08/2025/07:00:49

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Papão decepciona, perde em casa e se mantém na zona maldita

Foto:Reprodução | João Vieira e a Lei do Ex, em plena Curuzu com esse foguete

O Paysandu desperdiçou, nesta segunda-feira (11) à noite, uma oportunidade preciosa de deixar a zona de rebaixamento da Série B do Campeonato Brasileiro.

Jogando no Estádio da Curuzu, em Belém, diante de sua torcida, o time foi abatido pelo Vila Nova (GO) por 1 a 0, em partida válida pela 21ª rodada.

Mais do que o placar adverso, a derrota escancarou a péssima atuação do time, que não criou nada, não acertou nenhum chute com real perigo de gol e ainda viu cair sua invencibilidade de nove jogos sob o comando do novo treinador, Claudinei Oliveira — até então a maior sequência invicta da competição.

Mesmo com o bom retrospecto recente, o Paysandu entrou em campo pressionado pela necessidade de vencer para escapar do Z4. Mas o que se viu foi um futebol pobre, apático e previsível.

O primeiro tempo foi um marasmo total. As duas equipes apresentaram pouquíssima inspiração, sem qualquer lance de perigo ou jogada bem trabalhada.

A forte tempestade que caiu sobre Belém, no começo da partida, deixou o gramado pesado e o jogo truncado, mas, mesmo quando a chuva passou, o nível técnico continuou baixo.

O máximo de emoção veio de um gol do Papão corretamente anulado por impedimento, no fim da etapa inicial. O 0 a 0 refletiu com perfeição o que foi aquele período: um jogo feio, difícil até de assistir.

Na volta para o segundo tempo, o Paysandu parecia disposto a mudar a história da partida. Passou a dominar as ações e a se instalar no campo ofensivo, enquanto o Vila Nova mal passava do meio de campo.

A empolgação, porém, durou pouco. Aos 27 minutos, André Luis foi lançado e deu belo passe para João Vieira — ex-jogador do Papão — bater de primeira e marcar um golaço.

A famosa “lei do ex” não perdoou.

O gol foi um verdadeiro balde de água fria. O Paysandu sentiu o golpe, perdeu o ritmo e não conseguiu mais reagir. O Vila Nova, com a vantagem, administrou o jogo com tranquilidade, tocando a bola e gastando o tempo.

Sem criatividade, sem força e sem reação, o Papão terminou a partida exatamente como começou: preso na zona de rebaixamento. Foi um resultado justo, não só pelo belo gol do adversário, mas principalmente pela falta de inspiração e de poder ofensivo do time bicolor, que desperdiçou uma chance de ouro em casa.

RAIO X DA PARTIDA

Local: Estádio da Curuzu – Belém

Juiz: Jonathan Benkenstein Pinheiro (RS)

Assistentes: Lucio Beiersdorf Flor (RS) e Tiago Augusto Kappes Diel (RS)

Cartões Amarelos: Marlon (Paysandu) Ruan Ribeiro (Vila Nova)

Gol: João Vieira (VN), aos 27 do segundo tempo

Paysandu: Gabriel Mesquita; Luan Freitas (Edílson), Thalisson Gabriel, Novillo, Reverson (PK); Leandro Vilela, Ronaldo Henrique (André Lima), Denner (Vinny Faria), Garcez; Marlon (Benitez) e Diogo Oliveira. Técnico: Claudinei Oliveira

Vila Nova: Halls; Pedro Romano, Thiago Pagnussat, Weverton, William Formiga; Ralf (Arilson), João Vieira (Miticov), Dodô (Nathan Melo), Vinícius Paiva (André Luís); Guilherme Parede (Higor) e Ruan Ribeiro.  Técnico: Paulo Turra

 

Fonte:  João Paulo Bastos /VER O FATO  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/08/2025/07:00:49

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Governo abre inscrições para proposição de painéis nos Pavilhões Brasil da COP30; veja como participar

Governo abre inscrições para proposição de painéis nos Pavilhões Brasil da COP30 — Foto: Agência Brasil

Inscrições começam em 11 de agosto e vão até 30 do mesmo mês; edital define eixos temáticos e critérios para seleção de propostas nos Pavilhões Brasil da COP30.

O governo federal abre, nesta segunda-feira (11), as inscrições para que organizações, movimentos sociais, empresas, instituições de ensino e demais entidades proponham painéis para os Pavilhões Brasil na 30ª Conferência da ONU sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada de 10 a 21 de novembro, em Belém (PA). As propostas podem ser enviadas até as 23h59 de 30 de agosto, por meio de formulário online.

A programação incluirá dois espaços coordenados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e outros órgãos federais:

➡Pavilhão Zona Azul: focado em experiências nacionais e internacionais relacionadas à implementação da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil no Acordo de Paris, em um contexto de cooperação global.

➡ Pavilhão Zona Verde: voltado a debates sobre temas domésticos, especialmente a implementação do Plano Clima, que orienta as ações brasileiras contra a mudança do clima até 2035.

Os painéis devem se enquadrar em pelo menos um dos cinco eixos temáticos definidos:

Mitigação de emissões de gases de efeito estufa (GEE);
Adaptação aos efeitos adversos da emergência climática;
Financiamento climático;
Governança climática participativa e multinível;
Justiça climática.

Critérios de seleção

O Comitê Técnico — formado pelo MMA, Itamaraty, Presidência da COP30 e outros órgãos — avaliará as propostas considerando:

Pertinência temática ao pavilhão escolhido;
Ação climática concreta, de preferência em fase de implementação;
Pluralidade da mesa, com representantes de diferentes segmentos (governo federal, governos locais, setor privado e sociedade civil);
Participação internacional, com convidados de outros países.

Cada instituição poderá enviar no máximo uma proposta por pavilhão. Os eventos terão duração máxima de 50 minutos, das 10h às 18h, com transmissão online e tradução no Pavilhão da Zona Azul. Custos de deslocamento, hospedagem e credenciamento são de responsabilidade dos proponentes. O resultado será divulgado em 20 de setembro, no site do MMA.

 

Fonte:   g1 Pará — Belém/Jornal Folha do Progresso   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/08/2025/07:00:49

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“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
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Exército leva atendimento médico e social gratuito a comunidades ribeirinhas e quilombolas no nordeste do Pará

Exército leva atendimento médico e social gratuito a comunidades ribeirinhas e quilombolas em Abaetetuba, no Pará — Foto: Exército do Brasil

Ação do Exército será realizada de 19 a 21 de agosto na Ilha Anequara e oferecerá atendimentos médicos, vacinação, emissão de documentos e alistamento militar.

Cerca de três mil pessoas que vivem em comunidades ribeirinhas e quilombolas de Abaetetuba, no nordeste do Pará, serão atendidas gratuitamente em uma Ação Cívico-Social (ACISO) fluvial promovida pelo Exército Brasileiro. A ação será realizada nos dias 19, 20 e 21 de agosto, na Ilha Anequara.

A iniciativa é coordenada pelo Comando da 8ª Região Militar, com apoio da Prefeitura de Abaetetuba e equipes do Hospital Geral de Belém. O atendimento será feito a bordo de um ferry-boat, das 9h às 16h.

➡ Serão oferecidos serviços de:

Clínica geral
Ginecologia
    Pediatria
    Odontologia
    Psicologia
    Testes rápidos e vacinação
    Exame preventivo (PCCU)
    Distribuição de medicamentos básicos
    Emissão de Cartão SUS e carteira de identidade

Também serão disponibilizados testes rápidos, coleta de exame preventivo (PCCU), vacinação, emissão de cartão do Sistema Único de Saúde (SUS), distribuição de medicamentos de atenção básica quando receitado, além de emissão de carteira de identidade.

Além disso, jovens das comunidades poderão fazer o alistamento militar, regularizar pendências e obter informações sobre o ingresso no serviço militar temporário.

 

Fonte:  G1 Pará — Belém/Jornal Folha do Progresso   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/08/2025/07:00:49

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Mulher finge sequestro para justificar apostas no ‘Jogo do Tigrinho’; entenda

Foto:Reprodução | A mulher disse à família que estava sendo mantida refém por um casal que exigia R$ 2,5 mil para liberá-la

Uma mulher de 42 anos forjou o próprio sequestro para esconder da família que havia passado o dia realizando apostas on-line em plataformas como o “Jogo do Tigrinho” e o “Jogo do Ratinho”. O caso foi registrado no último sábado (9/8), em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná.

De acordo com a Polícia Civil do Paraná (PCPR), a mulher ligou para familiares afirmando que havia sido sequestrada por um casal, que a estaria mantendo em cativeiro e exigindo R$ 2,5 mil como resgate. Preocupada, a família procurou as autoridades e relatou o suposto crime.

As equipes policiais iniciaram diligências para localizar a vítima. No entanto, no fim da tarde, a Guarda Civil Municipal (GCM) encontrou a mulher sentada sozinha em uma praça na região de Oficinas. Ela foi encaminhada para a delegacia pelo Grupo de Operações Especiais (GOE), onde confessou ter inventado o sequestro.

Segundo informações do G1, a mulher explicou que inventou a história para justificar seu desaparecimento e que, na verdade, havia passado o dia inteiro apostando em plataformas digitais. Apesar da mobilização das forças de segurança, ela não será responsabilizada criminalmente, já que não houve pedido real de resgate e nem comunicação formal do falso sequestro às autoridades. O nome da mulher não foi divulgado, em cumprimento à legislação sobre abuso de autoridade.

 

Fonte:O Liberal/Jornal Folha do Progresso   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/08/2025/07:00:49

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Homem é preso por importunar sexualmente adolescentes em Conceição do Araguaia (PA)

Foto:Reprodução | A prisão foi efetuada pela Polícia Civil

A Polícia Civil do Pará, por meio da Delegacia de Conceição do Araguaia, prendeu em flagrante, na manhã da última sexta-feira (8), um homem por cometer o crime de importunação sexual no município de Conceição do Araguaia.

Segundo relato da mãe das vítimas, o sujeito cometeu atos libidinosos em um carro enquanto as adolescentes, de 15 e 13 anos de idade, estavam na parada de ônibus.

Ao perceberem a atitude do sujeito, as vítimas correram para casa e relataram o ocorrido à mãe, que se deslocou imediatamente à delegacia, onde formalizou o boletim de ocorrência.

A equipe da Delegacia de Conceição do Araguaia conseguiu encontrar o suspeito, que tentou fugir ao perceber a presença dos policiais. Após a perseguição, o sujeito recebeu voz de prisão em flagrante e está à disposição da Justiça.

Fonte:PCPA/Jornal Folha do Progresso   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/08/2025/07:00:49

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Inscrições para seleção de estagiários-bolsistas de nível superior estão abertas pela Seduc

Foto:Reprodução | A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) abriu, nesta segunda-feira (11), as inscrições para o Processo Seletivo Simplificado (PSS) destinado à formação de cadastro de reserva de estagiários-bolsistas de nível superior.

A seleção é voltada a estudantes regularmente matriculados em cursos de Licenciatura, reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC), para atuação no Programa Qualifica Reforço Escolar nas unidades da rede pública estadual. Os estagiários selecionados desenvolverão atividades de Reforço Escolar e Apoio Pedagógico à Educação Especial.

Para atuação no Reforço Escolar, o candidato precisa estar matriculado, a partir do 5º período, nos cursos de Licenciatura em Língua Portuguesa e Matemática, ou Pedagogia. Já para o Apoio à Educação Especial precisa estar cursando, a partir do 2º período, qualquer Licenciatura.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas exclusivamente pelo site https://pss.seduc.pa.gov.br/inscricao/, até o dia 13 de agosto (quarta-feira). O estagiário-bolsista receberá bolsa de nível superior e auxílio-transporte, para jornada de 30 horas semanais.

O cadastro de reserva será formado por município, para atendimento na sede urbana e localidades da circunscrição, conforme necessidade e ordem de classificação. Serão reservados 5% das vagas para Pessoas com Deficiência (PcDs), de acordo com o Decreto nº 1.741/2017. O edital completo e seus anexos podem ser consultados no site oficial da Seduc: www.seduc.pa.gov.br.

Etapas do processo seletivo:

1. Inscrição on-line (eliminatória) — por formulário eletrônico disponível no site;

2. Análise curricular (eliminatória e classificatória) — realizada com base nas informações prestadas na inscrição, e

3. Convocação e entrega de documentação comprobatória (eliminatória) — conforme ordem de classificação.

Cronograma:

• Inscrições: 11 a 13/08

• Resultado preliminar da Análise Curricular: 18/08

• Prazo para recurso: 19/08

• Resultado final: 22/08

• Convocação para entrega de documentação: a partir de 22/08.

Fonte:  Seduc/Jornal Folha do Progresso   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/08/2025/07:00:49

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