Homem é preso no Dia dos Pais após dar 20 golpes de faca no próprio filho

Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que o idoso, que teria cerca de 60 anos, corre atrás o filho e o acerta várias vezes com a faca, no meio da rua. (Foto:Reprodução / Vídeo / Via Banda B)

O agressor também acertou a nora. A briga teria começado por causa de discordâncias relacionadas a herança na família

Um homem foi preso no domingo (14), Dia dos Pais, após dar 20 golpes de faca no próprio filho e também acertar a nora com faca. A briga ocorreu no bairro Portão, em Curitiba (PR), e teria começado por causa de uma discordância relacionada a herança na família. (As informações são do portal Banda B).

Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que o idoso, que teria cerca de 60 anos, corre atrás o filho e o acerta várias vezes com a faca, no meio da rua. A vítima de 35 anos ficou ferida e foi ao chão.

Logo após o crime, o pai fugiu com sua caminhonete e colocou o filho em cima do capô do carro. Após seguir no capô por cinco quilômetros, a vítima, que havia perdido muito sangue, conseguiu escapar da caminhonete quando o veículo passou pelo cruzamento das Ruas Raul Pompeia e João Dembinski.

Acreditando, inicialmente, se tratar de uma ocorrência de roubo, a Guarda Municipal atirou nos pneus da caminhonete para parar o carro. “Conseguimos abordar o veículo próximo a uma fábrica, com motos nas proximidades da BR-376. Ele já havia trafegado com o filho no capô por cinco a seis quilômetros. O filho escapou do capô próximo ao núcleo (da CIC)”, declarou o guarda municipal Sérgio Silva, do Núcleo da CIC, em Curitiba.

Pai e filho foram encaminhados para o Hospital do Trabalhador, mas já receberam alta. A vítima prestou depoimento na Central de Flagrantes de Curitiba neste domingo (14). O agressor foi preso e autuado por tentativa de homicídio.

Jornal Folha do Progresso em 15/08/2022

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Homem tenta roubar bolsa de mulher e acaba ‘imobilizado’ pelos testículos

Mulher não deve pena do suspeito ao segurá-lo pelas partes íntimas (Foto:Reprodução)

Homem ficou estático e não conseguiu esboçar qualquer reação até ser preso

Uma imagem que viralizou nas redes sociais mostra uma mulher imobilizando um homem pelos testículos. O episódio foi registrado neste final de semana em Jacundá, sudeste do Estado. Segundo informações do Native News Carajás, o homem teria tentado roubar a bolsa de uma mulher. Veja:

Nas imagens, um rapaz ajuda a (quase) vítima dando uma chave de braço (conhecido como ‘mata-leão’) no suspeito, assim conseguindo evitar que ele fugisse. Em seguida, a mulher segura os testículos do homem já deitado no chão, aparentemente com força. A cena foi assistida por curiosos que se divertiram enquanto a mulher segurava o homem pela genitália, até a chegada de policiais militares.

A identidade do suspeito não foi divulgada. Ele foi levado algemado para a delegacia de Polícia Civil da cidade. (Com informações do Native News Carajás).

Jornal Folha do Progresso em 15/08/2022

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Homem vai à delegacia denunciar mulher e acaba preso

Manoel Barbosa Martins Neto era foragido da justiça do Estado do Tocantins | Foto:Reprodução

Ele alegou que a mulher havia lhe esfaqueado durante um desentendimento

Uma situação atípica das que são registradas diariamente nas Delegacias de Polícia chamou atenção.

Um homem foi conduzido por uma guarnição da Polícia Militar a Delegacia de Polícia Civil de Santana do Araguaia, no sul do Pará, para fazer um Boletim de Ocorrência contra uma mulher que havia lhe esfaqueado durante um desentendimento.

Lá, Manoel Barbosa Martins Neto relatou que tinha um relacionamento amoroso com a mulher conhecida por Helena, e que na noite da última segunda-feira (08), os dois estavam bebendo, quando iniciou uma confusão entre eles e no calor da discussão a mulher se armou de uma faca e o golpeou no braço.

mulher                Helena teria golpeado o braço de Manoel com uma faca |Foto:Reprodução

Após ouvir o relato de Manoel a autoridade policial resolveu fazer checagem do nome de Manoel, foi constatado que o mesmo possuía um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça da cidade de Gurupi, no Estado do Tocantins, pela acusação do crime de roubo.

Manoel foi recolhido para uma das celas da Delegacia de Polícia de Civil de Santana do Araguaia, onde aguarda a transferência para a cadeia pública da cidade de Gurupi.

A mulher que golpeou o foragido tem um histórico de agressividade e violência. Ela já teria sido presa anteriormente acusada de atear fogo em outro homem e tentativa de homicídio. (Com Informações de Dinho Santos).

Jornal Folha do Progresso em 12/08/2022/

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Polícia destrói mais de 300 armas de fogo no sudeste do Pará

Armas de fogo são incineradas na manhã desta sexta-feira (12) | (Foto:Reprodução).

O que sobrou das armas ainda será incinerado junto com outros objetos que foram apreendidos em diligências das polícias no município.

Mais de 300 armas de fogo foram destruídas pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (12) em Tucuruí, sudeste do Pará. O objetivo da destruição das armas é limpar os depósitos da 15ª Superintendência Regional da Polícia Civil do Pará no Lago de Tucuruí, visto que todas já estavam com os dias contados devido à decisão judicial. A ação ocorreu na Orla do bairro Matinha.

rolo                           Rolo compressor usado para passar por cima do armamento | Foto:Reprodução

Conforme o delegado Thiago Mendes, titular da superintendência, as armas estavam a anos aguardando encaminhamento no cartório da delegacia local e vinculadas a procedimentos criminais, muitas são ligadas a crimes de homicídio. Todas as armas foram periciadas e tinham decisão judicial para serem destruídas.

As armas foram expostas na rua e um rolo compressor foi usado para passar por cima delas as tirando definitivamente de cena.

A destruição das armas, para as polícias Civil e Militar, é um exemplo do trabalho ostensivo que vem sendo feito nas ruas da cidade. “Cada arma destruída é pelo menos um crime a menos que acontece na cidade, ou até mesmo uma vida salva”, exemplificou o delegado.

arma63 A destruição das armas, para as polícias Civil e Militar, é um exemplo do trabalho ostensivo que vem sendo desenvolvido |Foto: Reprodução

Muitas das armas que estão nos galpões da polícia são de fabricação artesanal e a ação, segundo o delegado, é importante para dar seguimento no trabalho da polícia. “Isso é essencial, pois assim liberamos espaço, conseguimos organizar melhor nosso trabalho”, explica.

O que sobrou das armas ainda será incinerado junto com outros objetos que foram apreendidos em diligências das polícias no município. (Com informações de Denis Aragão de Tucuruí).

Jornal Folha do Progresso em 12/08/2022/

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Candidato com patrimônio de R$ 448 milhões é réu por estelionato no TJ do Pará

(Foto:Reprodução) – Ailson Souto da Trindade (PP-PA), candidato a deputado estadual no Pará, declarou à Justiça Eleitoral mais de R$ 448 milhões de bens acumulados.

Ele foi denunciado pelo Ministério Público do Estado do Pará pelo crime de estelionato — que significa obter vantagem ilegal enganando outra pessoa e lhe causando prejuízo. O processo tramita desde fevereiro deste ano na Vara Única de Porto De Moz.

Em nota, a assessoria de Ailson informa que ele não foi intimado ou notificado sobre o processo citado e que sua equipe jurídica acompanha de perto toda e qualquer situação por parte da candidatura. Explicam ainda que o candidato apresentou as competentes certidões criminais negativas à Justiça Eleitoral. (Com informações José Brito – Beatriz Araújo/ CNN).

Jornal Folha do Progresso em 12/08/2022/

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Pai é preso em flagrante suspeito de estuprar os próprios filhos, no Pará

(Foto: Polícia Civil/Pará) – Conselho Tutelar recebeu denúncia e acionou a Polícia. Suspeito negou as acusações, mas as três vítimas, que têm entre 5 e 13 anos, confirmaram.

Um homem foi preso em flagrante na quinta-feira (11), no distrito de Mosqueiro, em Belém, suspeito de ter estuprado os três filhos. De acordo com a Polícia Civil, as vítimas têm entre cinco e 13 anos de idade.

Os policiais chegaram ao endereço após denúncia feita ao Conselho Tutelar do distrito. O inquérito aberto para apurar o caso de estupro de vulnerável segue sob sigilo.

O suspeito negou as acusações, mas os filhos confirmaram. A família está sendo acompanhada pelos órgãos de proteção à infância, e o homem está à disposição da Justiça. (Com informações do  g1 Pará e TV Liberal — Belém).

Jornal Folha do Progresso em 12/08/2022/

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Viatura da PRF se envolve em acidente na BR-010 no Pará

Colisão entre caminhonete e viatura da PRF aconteceu na BR-010. | Foto:Reprodução

As primeiras informações indicam que os prejuízos foram apenas materiais e ninguém teria ficado ferido

De norte a sul do país, estradas federais e estaduais ligam municípios e estados para garantir o fluxo de pessoas e produtos do agronegócio. Uma das rodovias federais mais importantes neste sentido é a BR-010, chamada de Belém/Brasília.

Esta via tem um trânsito intenso diariamente e todo cuidado é pouco ao trafegar por ela. Na manhã desta sexta-feira (12), um acidente envolveu uma caminhonete e uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Motoristas que passavam pelo local fizeram um vídeo do acidente e compartilharam nas redes sociais.

A colisão teria ocorrido em um trecho próximo ao município de Ipixuna do Pará e ninguém teria ficado ferido, segundo a PRF. Os danos foram apenas materiais.

Vídeo: mulher denuncia abuso sexual praticado pelo pai

A PRF ressaltou que ainda apura as circunstâncias do acidente. O local onde aconteceu apresenta falhas (ou ausência) de sinal de telefonia móvel e internet, o que atrasa a chegada de informações à central. Na delegacia de Ipixuna do Pará, até às 11h desta sexta, nenhum registro sobre o acidente foi registrado. (Com informações do  DOL).

Jornal Folha do Progresso em 12/08/2022/

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Quase R$ 300 milhões em multas ambientais podem prescrever em 2022; Valor vem subindo

(Foto:Reprodução) – Multas ambientais: Com impunidade, infratores vêm mantendo práticas ilegais por anos, contribuindo para aumentar o desmatamento e a grilagem de terras, enquanto mantêm negócios com a venda e exportação de produtos, como carne e madeira.

Multas ambientais: Com impunidade, infratores vêm mantendo práticas ilegais por anos, contribuindo para aumentar o desmatamento e a grilagem de terras, enquanto mantêm negócios com a venda e exportação de produtos, como carne e madeira.

Até o fim de 2022, pelo menos 2.297 multas ambientais podem prescrever e o Estado brasileiro deixar de arrecadar cerca de R$ 298 milhões, segundo estimativa interna do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), feita em junho e obtida pela BBC News Brasil por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

Esse número mostra apenas uma parte do problema, pois o órgão admite que mais de 90 mil multas ainda estão na fila para serem processadas e seus prazos de prescrição são desconhecidos.

As cifras também podem variar de acordo com o tipo de análise, já que há vários tipos de prescrição previstos em lei, que variam entre três a cinco anos. A reportagem considerou dados enviados pelo próprio Ibama, que cita como base lei de 1999 que estabelece prazo de prescrição da ação punitiva do Estado.

A BBC News Brasil conversou com mais de 20 ex-funcionários e especialistas do Ibama para esta reportagem. Também analisou documentos internos do órgão e dados oficiais.

A realidade que se desenha é que infratores não temem as punições pois contam com a prescrição para livrar-se dos malfeitos.

Consequentemente, vêm mantendo práticas ilegais por anos, contribuindo para aumentar o desmatamento e a grilagem de terras, enquanto mantêm negócios com a venda e exportação de produtos, como carne e madeira.

Quatro etapas são necessárias para que a infração ambiental seja punida: identificar o ilícito ambiental, autuar, julgar e cobrar a multa. Se o Estado demorar cinco anos ou mais para realizar qualquer uma dessas etapas ou ficar três anos sem “mover” o processo, a multa prescreve e nenhum dinheiro pode ser recolhido, embora a empresa ainda possa ter de restaurar a área degradada, se assim determinado pela Justiça. Também há possível punição na esfera criminal.

Mais de 10 mil multas ambientais são aplicadas anualmente no Brasil. Mas, segundo diagnóstico do próprio Ibama, a atual equipe que analisa e julga não consegue dar conta desse volume de trabalho, então a papelada se acumula e é repassada para o ano seguinte, situação que se repete até o vencimento das multas. Uma estimativa interna do instituto diz que quase 40 mil multas podem prescrever até 2024.

Falta de pessoal e mudanças frequentes na legislação são os motivos do problema, segundo avaliação interna do Ibama e as fontes ouvidas.

“As pessoas têm a impressão de que o Estado é incapaz de punir”, diz Felipe Nunes, pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e um dos autores de um estudo que mostra que menos multas ambientais estão sendo aplicadas e julgadas por atual administração do Ibama.

Especialistas apontam que uma das razões que ajudaram a aumentar o risco de prescrições é a chamada audiência de conciliação, uma nova etapa antes do julgamento da multa em que o Ibama oferece ao infrator a possibilidade de chegar a um acordo com a empresa em vez de caminhar por um julgamento.

Criado em 2019, o procedimento acabou retardando o processamento de multas nos primeiros meses. Dados da agência ambiental apontam que houve o menor número de julgamentos de infrações ambientais ao menos desde 2013 no órgão.

O Ibama reconheceu essas audiências como um desafio em uma avaliação interna, mencionando-as em seu memorando interno em uma seção sobre “ameaças ao processo sancionatório”.

“A audiência de conciliação foi uma política que veio de cima pra baixo, sem ouvir os servidores. Gastou-se muita energia. Se tivessem priorizado o trabalho para melhorar julgamento e instrução das multas, não teríamos tantas prescrições de multas de valores altíssimos”, diz o geógrafo e analista ambiental Govinda Terra, um dos diretores da Associação dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente e do Plano Especial de Cargos do MMA (Ministério do Meio Ambiente) e do Ibama (Asibama-DF).

O próprio presidente Jair Bolsonaro (PL) já se mostrou crítico às multas ambientais por diversas vezes. Ele próprio foi multado por pescar em área protegida em janeiro de 2012 e vem dizendo, desde que foi eleito, que quer acabar com a “indústria da multa” no Brasil. Sua própria multa prescreveu em 2019 e o agente que a escreveu foi removido de seu cargo no mesmo ano.

Multas prescritas não são um problema novo e atualmente há até mais mecanismos para evitá-las do que há alguns anos, como a digitalização de documentos nos órgãos públicos, que ajuda na tramitação da papelada e evita a perda de arquivos.

Mas a perda de arrecadação com as prescrições está aumentando. Registros obtidos por meio da LAI mostram que pelo menos 649 multas ambientais prescreveram no ano passado, a maior perda financeira reconhecida da agência desde 2017, após correção pela inflação, de R$ 144 milhões.

Uma das preocupações mais graves dos servidores é com multas milionárias, cujo trabalho de autuação pode levar meses de preparação, mas que têm se perdido com prescrições.

“As grandes empresas preferem gastar com advogado e estender o processo administrativo ao máximo — muitas enrolam mesmo — e, quando não dá certo, vão brigar na Justiça”, diz a ex-presidente do Ibama, Suely Araújo, que ocupou o cargo no governo Temer e hoje trabalha como especialista sênior em políticas públicas do Observatório do Clima. O Ibama publicou em julho uma portaria que tenta “organizar” essa fila do passivo, priorizando aqueles com valores mais altos.

Registros internos mostram que o Ibama reconhece o problema oficialmente. “Deficiências administrativas comprometem a apuração e mobilização das fiscalizações, não gerando o efeito dissuasório que a multa deveria ter”, diz um documento produzido no ano passado.

Página de documento escrito digitalmente

Documento interno do Ibama reconhece problemas que levam à prescrição das multas

Quando uma multa prescreve, o instituto precisa abrir uma apuração para identificar o responsável. Mas nem sempre isso é possível. Em alguns casos, o instituto não consegue nem sequer encontrar o agente responsável pelo julgamento da empresa. Por causa da demora, há servidores envolvidos nos processos que até já se aposentaram.

Autoridades do Ibama disseram, em um plano interno, que o órgão precisa contratar 300 pessoas para preencher cargos administrativos e iniciar uma “força-tarefa” para evitar mais prescrições.

Raoni Rajão, professor de Gestão Ambiental e Estudos Sociais da Ciência da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), diz que as mudanças promovidas pelo governo Bolsonaro agravam a falta de pessoal no Ibama e geram um obstáculo artificial à fiscalização. “O processo não anda e, com isso, mais multas serão vencidas”.

“Seria muito importante que o tratamento das multas fosse feito de maneira estratégica. Isso garantiria que grandes e reincidentes infratores fossem objeto de sistemas de inteligência compartilhados, por meio de uma governança entre órgãos administrativos e penais, de modo que fossem investigados de maneira apropriada e prioritária”, disse Andreia Bonzo Araujo Azevedo, que é Diretora Adjunta do Programa de Clima e Segurança do Instituto Igarapé.

O Ibama não respondeu aos pedidos de entrevista após duas semanas.

Brigadista durante incêndio

Sem estrutura suficiente para aplicar multas, infrações ambientais podem ficar impunes

“É um prejuízo impossível de mensurar. É como se zerasse o efeito de tudo que foi feito”, diz o servidor.

A alta no valor prescrito em 2021 foi puxada por um caso emblemático. Em 2009, o Estado brasileiro multou uma empresa agrícola por impedir a regeneração florestal em uma área de mais de 6 mil hectares, no Estado do Pará.

Em vez de permitir que a floresta voltasse a crescer em uma área que tinha sido desmatada, a empresa Agropecuária Santa Bárbara do Xinguara criou gado. Por causa do tamanho da fazenda, a multa estabelecida atingiu o teto previsto em lei, de R$ 50 milhões.

A operação, que envolveu diversas fazendas da empresa, fazia parte de um trabalho do Ibama em diversas regiões do Pará para comprovar a situação do desmatamento em áreas de atividade agropecuária na Amazônia. Os fiscais afirmaram que a empresa vinha comprando áreas já desmatadas para criar gado. Segundo a própria agropecuária, havia 20 mil cabeças no local da autuação.

Servidores da Superintendência do Ibama no Pará que acompanharam a operação em 2009 disseram à reportagem que esta autuação tinha um peso histórico.

“Era a primeira multa dessa empresa, na época a maior agropecuária do Brasil”, disse um servidor, que pediu anonimato por não ter autorização para dar entrevistas. “Descobrimos que estavam usando normalmente áreas que já tinham sido desmatadas e estavam embargadas (ou seja, que não tinham autorização para nenhum tipo de atividade produtiva, como a criação de gado).”

Formulário preenchido à mão

carta(Foto:Reprodução) – Autuação de fazenda em 2009 no Pará tinha ‘peso histórico’, segundo um servidor, mas acabou prescrita

Mas o desfecho “histórico” não favoreceu os cofres públicos: a multa nunca foi paga e teve a prescrição reconhecida pelo Estado no ano passado. Isto significa, na prática, que, por causa da demora em agir, o Ibama perdeu definitivamente o direito de cobrar a agropecuária pela infração.

“Temos a sensação de enxugar gelo. Não é só o valor da multa que é perdido. É o trabalho de quem fez a fiscalização, do que se gastou com helicópteros, com pessoal, com tempo de trabalho. É um prejuízo impossível de mensurar. É como se zerasse o efeito de tudo que foi feito”, diz Terra, do Asibama-DF.

A multa foi uma das infrações mais altas a prescrever nos últimos 20 anos, segundo dados obtidos pela reportagem e atualizados em março deste ano. Desde 2000, ao menos R$ 1,3 bilhão em multas ambientais já prescreveu.

Print de prescrição de multa

carta2(Foto:Reprodução)Ibama tem dificuldade para responsabilizar quem permitiu que a multa prescrevesse; neste caso, por exemplo, o servidor que atuou no caso e poderia falar sobre o que aconteceu já tinha se aposentado

Além do lado administrativo, casos como esse também podem ser analisados na Justiça, no âmbito civil e criminal. Em junho de 2018, o juiz federal Heitor Moura Gomes, da subseção Judiciária de Marabá do Tribunal Regional Federal da Primeira Região condenou a agropecuária a recuperar a área desmatada, mas a empresa recorreu e, desde então, aguarda decisão definitiva da corte.

Na decisão, o juiz absolveu a empresa do pagamento por danos materiais justamente por causa do alto valor da multa que seria aplicada contra a empresa – e que agora, sabe-se, prescreveu.

Bruno Valente, procurador federal do Pará, diz que é comum casos como esse durarem uma década ou mais na Justiça. “A consequência é ruim, pois não desencoraja os infratores”.

A Agropecuária Santa Bárbara Xinguara se apresenta como uma das maiores do setor na América Latina. Em 2019, o jornal britânico The Guardian informou que eles estavam fornecendo à JBS, a maior empresa frigorífica do mundo, que vende carne bovina para praticamente o mundo todo. O Pará, onde está localizada a fazenda, é o Estado da Amazônia com a maior taxa de desmatamento.

A AgroSB, atual nome da empresa, reconheceu por e-mail que houve dano ambiental na área, mas que o desmatamento tinha acontecido antes da compra da fazenda, e que ela estava invadida pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no momento da autuação.

“O melhor para a AgroSB (e Estado) seria o Ibama ter analisado rapidamente este fato e ter declarado no mérito a nulidade da multa, evitando-se, assim, o arrasto do deslinde do feito por mais de uma década até ser fulminado pela prescrição”, disse a empresa à reportagem.

O instituto ainda tentava descobrir, em junho deste ano, quem foi o responsável por ter deixado a multa prescrever, de acordo com um memorando interno obtido pela reportagem.

Um funcionário do Ibama que trabalhou no julgamento administrativo de multas e conhece o caso da AgroSB disse que a estratégia da empresa é comum.

“É modus operandi entrar no processo administrativo e esperar o vencimento da multa. Desde o momento em que a empresa foi multada até agora, ela já lucrou muito mais. Esse é um caso emblemático de falta de punição, que gera mais injustiça.”
Multa prescrita no passado, investigação no presente

Em março de 2009, o Ibama multou a empresa Tradelink Madeiras em R$ 161 mil (hoje equivalentes a R$ 355 mil, em valores corrigidos pela inflação) por ter adquirido 4.500 metros cúbicos de madeira serrada de ipê (um dos tipos mais valorizados do Brasil) e outros por meio de uma empresa de fachada, situação parecida com a da atual investigação.

A madeira comprada à época foi apreendida e, segundo o relatório do órgão, ficou guardada por quase uma década em um galpão, a ponto de ficar “com aspecto envelhecido, de cor acinzentada”, até que o órgão governamental aplicasse a multa, de fato, em 2018. Por conta do lapso temporal, a punição prescreveu e a empresa não precisou pagar a sanção.

Em uma nota técnica enviada à reportagem por meio da LAI, o Ibama justificou a prescrição por “atrasos na análise quanto à lavratura, possivelmente devido à complexidade da operação”.

A Tradelink voltou a ser destaque no ano passado depois que uma operação da Polícia Federal investigar se o ministro Ricardo Salles e o atual presidente do Ibama, Eduardo Bim, faziam parte de um suposto esquema para facilitar o contrabando de madeira para os Estados Unidos.

Destituído do cargo por 90 dias, Bim voltou ao trabalho e, no relatório anual de 2021 do Ibama, escreveu que o instituto está “firme no combate ao desmatamento ilegal em terras indígenas e nos diversos biomas brasileiros.”

Área da floresta Amazônica em que houve desmatamento

Especialistas acreditam que irregularidades ambientais poderiam ser evitadas se o Ibama garantisse as sanções, freando possíveis reincidentes

Procurada, a Tradelink negou irregularidades, diz que não houve exportação ilegal e que “a documentação comprobatória da exportação desses contêineres foi apresentada ao Ibama e à Receita Federal do Brasil, antes do embarque”.

Disse ainda que “nunca comprou madeira de empresas que foram fechadas” e que a ação de março de 2009 “está sendo apreciada pelo sistema judicial brasileiro”.

Também afirmou que os autos não tiveram relação com desmatamento, mas com “formalidades administrativas vinculadas com divergências no preenchimento específico da documentação”.

Especialistas acreditam que irregularidades ambientais poderiam ser evitadas se o Ibama garantisse as sanções, freando possíveis reincidentes.

“A prescrição desses mais de 2 mil autos de infração ambientais [da planilha obtida pela reportagem] é uma forma de chancelar as condutas ambientais criminosas. Se muitos infratores ambientais já viam nas falhas sistêmicas uma via para cometer ilegalidades, sabendo da predisposição de que, se pegos, suas autuações acabarão sendo alcançadas pela prescrição, serão ainda mais estimulados a continuar a expandir o desmatamento ilegal”, disse Daniele Galvão, analista jurídica do Center for Climate Crime Analysis (CCCA), uma organização sem fins lucrativos.

“O CCCA tem se deparado em suas análises com diversos casos em que o desmatamento associado à extração ilegal de madeira, muitas vezes destinada à exportação para o mercado europeu ou norte-americano, poderia ser evitado se o Ibama (e também os órgãos ambientais estaduais) atuasse de forma mais efetiva em campo”.
Petrobras: mesmo com alertas de subordinados, multas de R$ 10 milhões prescreveram

Uma investigação aberta pelo Ibama em 2018, a que a reportagem teve acesso, mostra que um agente do órgão teria se “esquecido” de tratar de pelo menos quatro multas emitidas contra a Petrobras, deixando R$ 10 milhões em infrações prescreverem entre 2017 e 2018, apesar de ter sido avisado por seus subordinados. O caso contra o servidor foi arquivado por falta de provas, mas as multas foram perdidas.

A Petrobras é a empresa que mais recebeu multas ambientais no país, com mais de 2 mil sanções desde 2009, de acordo com dados do Ibama, que somam mais de R$ 1 bilhão, mas a maioria ainda não resultou em pagamento. A empresa foi constantemente mencionada nas entrevistas para esta reportagem como um exemplo da dificuldade da agência ambiental em garantir o pagamento de multas.

De acordo com a investigação, um coordenador de exploração de petróleo do Ibama no Rio de Janeiro “reteve deliberadamente” vários autos de infração contra a petroleira estatal.

O documento apontou que um agente da unidade do Rio apresentou mensagens remetidas ao coordenador que pediam a ele para trabalhar na multa, o que indicaria “que não houve negligência, mas sim a intenção de manter a situação como está”.

Os servidores que investigaram o caso também constataram vários problemas administrativos naquela unidade do Ibama, como “falta de controle documental do processo” na unidade e falta de controle dos horários dos funcionários.

O caso também foi denunciado ao Ministério Público Federal, que abriu um inquérito. O servidor deixou o cargo comissionado que ocupava na mesma época da denúncia, em 2018, mas segue atuando no Ibama. O caso foi arquivado em 2021, segundo o MPF, por “ausência de indícios de falha funcional por parte dos coordenadores.”

A Petrobras informou, em nota, que “atua com responsabilidade social e ambiental, além de transparência e respeito a normas e regras vigentes em sua missão de transformar recursos brasileiros em riquezas.” (Com informações de Luiz Fernando Toledo – De Nova York para a BBC News Brasil).

Jornal Folha do Progresso em 12/08/2022/

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PF combate fraudes ao auxílio emergencial

(Foto:Reprodução) – Brasília/DF. A Polícia Federal deflagrou, na manhã de quinta-feira (11/8), a Operação SAQUE ANTECIPADO, para apurar o delito de fraude eletrônica cometido por suposta organização criminosa voltada à prática de saques fraudulentos do Auxílio Emergencial na Caixa Econômica Federal – CEF. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e 1 mandado de prisão preventiva.

Segundo denúncia anônima, os delitos estariam sendo cometidos por suposto grupo criminoso atuante no Distrito Federal e em Águas Lindas de Goiás/GO. A Polícia Federal, por meio de consultas na Base Nacional de Fraudes no Auxílio Emergencial – BNFAE, identificou diversas fraudes perpetradas nos anos de 2020, 2021 e 2022 pelos criminosos. Os investigadores verificaram movimentações financeiras que superaram o numerário de R$ 30 milhões.

Diversas contas bancárias foram abertas em nome de “laranjas” ou de pessoas de “confiança” para movimentar valores para as contas bancárias, cuja diversidade é necessária para evitar o bloqueio do dinheiro desviado das contas da CEF, na ação cibernética.

Em relação a 3 dos investigados, foram aplicadas medidas cautelares com recolhimento domiciliar das 20h da noite às 6h da manhã, em dias úteis, e recolhimento domiciliar integral nos finais de semana e feriados; proibição de se ausentar da Comarca do domicílio sem autorização judicial; proibição de alteração de endereço sem comunicar ao juízo; comparecimento mensal perante a Justiça Federal do local da residência para justificar e comprovar suas atividades; obrigatoriedade de acompanhar todos os atos processuais a que forem convocados; e proibição de manter contato com os demais investigados, salvo se cônjuge/companheiro(a).

A Polícia Federal está autorizada a realizar visitas no imóvel em que a medida será cumprida, qualquer dia da semana, a fim de checar se todas as condições estão sendo cumpridas.

As evidências encontradas até o presente momento mostram claramente a existência de indícios da prática do crime de fraude eletrônica praticado por organização criminosa, cujas penas se somadas podem chegar a 18 anos de reclusão. (Com informações da PF/DF).

Jornal Folha do Progresso em 12/08/2022/

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Inter dá vexame, perde 3 pênaltis e é eliminado no Beira Rio

Cáceda foi o nome da noite | Foto:Conmebol

Brasileiros voltaram a empatar com o Melgar pelo placar de 0 a 0 e deram adeus à competição após ver goleiro peruano Cáceda brilhar e pegar três penalidades

O Internacional está eliminado da Copa Sul-Americana. Nesta quinta-feira (11), o time gaúcho perdeu nos pênaltis após empatar por 0 a 0 com Melgar, no Beira-Rio. O goleiro Cáceda brilhou defendendo três cobranças.O adversário na disputa por um lugar na final será o Independiente del Valle, do Equador.

O Inter volta a campo no próximo domingo (14), para encarar o Fluminense pelo Campeonato Brasileiro. Já o Melgar joga na segunda-feira (15), contra o Academia Cantolao, pelo Campeonato Peruano.

O Inter pressionou desde o início da partida. Atrás da vitória que o colocaria na semifinal, o time colorado criou chances repetidamente. Obrigou o goleiro Cáceda a defesas complicadas e sempre esteve ao menos rondando a meta rival. Com Braian Romero como principal pilar ofensivo e Alan Patrick num trabalho importante de distribuição, o time de Mano Menezes frequentou a zona de conclusão sempre. Na etapa final, porém, o time gaúcho perdeu força ofensiva e acabou sofrendo.

Depois de um primeiro tempo em que o Inter pressionou bastante, a etapa final mostrou forças iguais. Gabriel acabou expulso e o time gaúcho até passou por momentos de perigo, algo difícil de imaginar depois da supremacia apresentada no início. O 0 a 0 repetiu o placar do jogo de ida e levou a decisão aos pênaltis.

Edenilson foi o primeiro a bater para o Inter e o goleiro Cáceda defendeu. O Melgar marcou com Cabrera. Cáceda também pegou o de Taison. Mas Daniel defendeu o de Galeano. Só que Cáceda voltou a defender o cobrado por De Pena. Cuesta marcou para o Melgar. Pedro Henrique fez para o Inter, mas o Melgar venceu ao marcar seu terceiro gol.

Com três defesas, o goleiro do Melgar foi o responsável pela classificação da equipe.

(Com informações do FOLHAPRESS).

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